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NotíciasTranscrição
00:00Então, nessa ação penal 504.65.12.94, depoimento do Sr. Paulo Roberto Valente Gordilho.
00:09Sr. Gordilho, o Sr. foi acusado de um crime pelo Ministério Público Federal,
00:15na condição de acusado pela nossa lei, o Sr. tem o direito de permanecer em silêncio.
00:20O Sr. não é obrigado a responder nenhuma pergunta.
00:23Se o Sr. fizer uso desse direito ao silêncio pela nossa lei, isso não lhe prejudica.
00:27Mas é essa oportunidade também que o Sr. tem de depor no processo,
00:32tudo o que o Sr. falar no processo vai ser considerado para o julgamento.
00:37O Sr. prefere falar ou o Sr. prefere ficar em silêncio?
00:39Vou falar.
00:42Consta aqui nos autos que o Sr. seria um diretor técnico da OAS Empreendimentos.
00:51O Sr. assumiu esse cargo de diretor técnico da OAS?
00:54Eu, de 2008 a 2014, eu tive esse cargo de diretor técnico, onde eu cuidava apenas da parte de QSMS,
01:15que é Qualidade, Segurança e Meio Ambiente, que é a CMA.
01:23Mas a parte de planejamento era meio restrita, ela não cuidava de obra.
01:33Isso foi até 2011, meados de 2011, com a saída do diretor de engenharia, Manuel Aguiar.
01:51Ele se retirou da empresa e eu aí assumi a parte que envolvia as obras.
01:57E aí fui até final, quase 2013, conduzindo toda a parte de engenharia e técnica, acumulando.
02:12Tanto a parte de qualidade, de meio ambiente, como também a parte de construção.
02:20Mobilizei a equipe e tal, porque a OAS Empreendimentos, quando ela voltou a funcionar em 2007,
02:30ela não tinha área de engenharia.
02:32E quem ia fazer as obras era a Gafisa.
02:35Ah, certo.
02:36Era um consórcio com a Gafisa e era restrito a Salvador, no início logo, em 2007.
02:43Quando chegou em 2013, houveram algumas modificações na OAS Empreendimentos,
02:53onde toda a parte de construção passou para as diretorias regionais.
02:58Tanto em Brasília, como Rio, como Salvador, São Paulo, Porto Alegre.
03:14E aí eu perdi essa área e fiquei restrito a uma diretoria técnica que cuidava da parte
03:24de orçamento das obras, a parte de planejamento, uma área de suprimento que era alocada ao lado,
03:37que ela era solicitada por todas as obras da empresa, todas as obras, não, todas as áreas da empresa.
03:45O individual queria comprar um copo e ele ia para a área de suprimento,
03:50que era através do sistema SAP.
03:55Então, no ano de 2014, eu já não tinha mais obras sob a minha tutela mais.
04:03Só tinha a parte de planejamento, controle de custos e orçamentos,
04:13viabilidade econômica da engenharia em si,
04:18e não da viabilidade econômica do empreendimento.
04:22Era uma parcela, porque em empreendimento imobiliário, 80% do custo é obra.
04:3020% é o resto.
04:33É mídia,
04:35corretagem, esse tipo de coisa.
04:40Segundo a acusação nesse processo,
04:49a OAS Empreendimento teria assumido alguns empreendimentos imobiliários da Bancop,
04:55cooperativa lá.
04:57Isso a partir de 2008, 2009.
05:00O senhor participou desse processo, dessa assunção pela OAS, desses empreendimentos?
05:05O Bancop veio, pelo que me foi colocado,
05:10é que seria uma oportunidade de entrar em São Paulo
05:14sem ter que comprar terrenos.
05:18Terrenos em São Paulo são muito caros.
05:21Mas a indagação que eu faço para o senhor é a seguinte,
05:24o senhor cuidou dessa transferência, desses empreendimentos especificamente?
05:28Eu nunca, nunca tive com ninguém do Bancop.
05:31Não sei nem o nome de ninguém, não sei quem é, não sei, nunca tive.
05:35Depois que os empreendimentos foram transferidos da Bancop para a OAS,
05:39o senhor cuidou da realização deles?
05:42Da execução.
05:43Da execução.
05:44Com minha equipe de engenharia.
05:46Então foi feito o orçamento, etc.
05:48Se bem que os três primeiros Bancop, em São Paulo,
05:55que foram os Solares, Parque Butantan e Autos Butantan,
06:01quem executou a obra foi uma terceirizada.
06:06Por quê?
06:07Porque a OAS não teve ainda tempo de montar uma equipe de engenharia lá.
06:12Essa equipe só foi montada depois que eu fui morar em São Paulo.
06:17Praticamente.
06:18O senhor cuidou nessa época em que os empreendimentos foram transferidos da Bancop para a OAS
06:25e, vamos dizer assim, os cooperados da Bancop se tornaram clientes da OAS.
06:30O senhor cuidou desse procedimento, ou negociação com o cliente, ou o cliente parecido?
06:34Não, nenhum.
06:35A única coisa que a gente fazia é que tinha, desses empreendimentos,
06:41tinha Autos Butantan e um outro que já não foi mais a arquiteca que fez, terceirizado.
06:52Foi a própria OAS que fez.
06:53Foi Ilha de Itália, que tinha prédios que já tinha uma torre, duas torres pela metade,
07:03de gente morando sem hábitos e uma torre para fazer.
07:07Então, a OAS, a área imobiliária da OAS, entrava, penteava os prédios mais antigos,
07:17onde as pessoas moravam sem ainda ter hábitos.
07:23Só para você ter ideia, o playground era no concreto.
07:27Não tinha piscina, não tinha nada.
07:29Era no concreto.
07:29E as pessoas que eram ligadas para o Bancop, invadiram esses prédios e foram morar lá.
07:36Os que estavam prontos, semiprontos.
07:38A garagem era no chão batido.
07:42Então, quem tinha essa logística de ter moradores, já morando no mesmo condomínio,
07:53e você acabar uma torre e começar outra torre e acabar.
07:59Então, essa era a logística, mas você não lidava com o Bancop, nem até com os moradores.
08:08A não ser o síndico, que você tinha, não eu, mas minha equipe, que tinha relações
08:14para poder fazer essa logística de a obra.
08:19Inclusive, o Solaris tem isso, porque tinha um prédio pronto.
08:23Perfeito.
08:23Mas o senhor pode fazer umas perguntas mais determinadas, o senhor, certo?
08:27Relativamente a esse edifício Solaris, no Guarujá, tinha um apartamento triplex,
08:34164A, que é o objeto mais específico da acusação.
08:38O senhor participou de reformas na execução, no projeto, ou de alguma forma,
08:45em reformas relativas a essa unidade específica?
08:48Então, até final de 2013, se sabia que tinha esse apartamento reservado ao ex-presidente Lula,
09:00mas nós não fizemos nenhuma customização em nenhum prédio do Solaris até 2013.
09:08Essas customizações começaram a existir já em outra área da empresa,
09:16porque eu perdi a área de obras, não cuidava mais da área de obras,
09:20começou a existir em 2014.
09:23E o senhor não participou dessa parte de customização?
09:27Participou.
09:27Não em projeto em si, nem em compra, nem em coisa nenhuma.
09:32Eu participei porque fui levado pelo doutor Léo.
09:38Fui eu, Roberto Moreira e Léo.
09:42Um dia, pegamos Léo no aeroporto, que ele veio do Nordeste,
09:49na área de aviões pequenos, de pequeno porte.
09:53Ele pegou o carro, mandou nos buscar.
09:57Nós fomos até o aeroporto de Congonhas,
10:00pegamos ele e fomos até Guarujá.
10:04E foi no dia que a dona Letícia estava.
10:08E o senhor era ex-presidente também?
10:12O ex-presidente também?
10:13Não, nunca fui lá como presidente.
10:15O senhor só esteve uma vez nesse apartamento, ou mais de uma vez?
10:19Antes de 2013, eu estive umas quatro, cinco vezes.
10:22Durante o Correio de Obra, né?
10:24De 2011 a 2013.
10:28Eu fiz algumas visitas, assim, anuais ao prédio como um todo.
10:33Perfeito.
10:34O senhor afirmou agora há pouco que até 2013,
10:37esse apartamento não tinha sofrido nenhuma reforma,
10:41mas estaria reservado ao ex-presidente Luiz Inácio.
10:45O senhor pode me esclarecer melhor isso?
10:47Essa sua afirmação?
10:48Estava reservado?
10:50Isso foi comunicado ao senhor?
10:51Como é que o senhor tinha conhecimento disso?
10:52Não, ele era reservado, mas ele era tratado como um apartamento comum.
10:57Ele não tinha...
10:59Faz mais isso aqui ou aquilo ali naquele apartamento.
11:03Não, ele até 2013 foi tratado como um apartamento comum.
11:08Certo.
11:09Tanto que aparece uma foto de uma visita que foi feita por doutor Léo e o vice-presidente
11:19e outras pessoas que eu não estava.
11:23Isso em fevereiro, provavelmente, de 2014.
11:26Onde, se o senhor olhar o apartamento, o apartamento ainda está no concreto ali.
11:35Está o prédio pronto, mas ele é entregue sem pavimentação.
11:39Certo.
11:40Mas como é que o senhor tinha esse conhecimento de que o apartamento estava reservado,
11:45aquele apartamento estava reservado ao presidente Lula?
11:47Isso todo mundo sabia na OES.
11:49Na OES Emprendimentos.
11:50Isso foi relatado ao senhor ou para alguém específico?
11:55Não, não.
11:56Isso foi numa reunião de leitoria.
11:59Uma das pessoas perguntou qual é o apartamento.
12:01Aí mostraram na caneta laser lá.
12:04É isso aqui.
12:06Qual era o apartamento de quem?
12:07Não entendi.
12:08Não, numa reunião de leitoria.
12:10Aham.
12:11Em 2011, por aí.
12:14Foi mostrado o apartamento.
12:15Esse está reservado para o ex-presidente aqui.
12:18O senhor se lembra quem estava presente nessa reunião?
12:22Estava toda a direitoria da OES Emprendimento, com a direitoria da Constituição.
12:28O presidente na época era o senhor Fábio Ionamini?
12:33Ou era...
12:34Nessa época era o Carmini de Sérvia.
12:39Certo.
12:40Nessa época.
12:40O senhor se recorda se o senhor Fábio Ionamini, diretor, estava presente?
12:46Estava.
12:48O senhor Roberto Moreira, que ainda vai prestar depoimento, se o senhor se recorda se ele estava presente?
12:52Isso em 2011, o Roberto não.
12:55Não.
12:56Nessa reunião que foi dito ali, ele não estava presente.
13:01Consta no processo aqui um contrato que teria sido firmado entre o senhor ex-presidente, a esposa dele, com a Bancop,
13:11relativa a esse empreendimentos solares, antes da transferência, mas no contrato é definida a unidade 141.
13:20E não essa do Triplex.
13:23O senhor tinha conhecimento disso?
13:26Não.
13:27Não.
13:27Eu nem sabia.
13:30E eles tinham cota dentro do...
13:33Foi difícil.
13:35Nessa reunião foi dada alguma explicação?
13:37Por que o apartamento era dele?
13:40Por que estava reservado para ele?
13:41Ou coisa assim?
13:42Não.
13:42Tem umas mensagens trocadas aqui por WhatsApp, que supostamente envolveriam o senhor, segundo a afirmação do Ministério Público.
14:00E aí é apontado um telefone aqui, 71-88-55-8000.
14:09É meu.
14:11Era seu telefone.
14:12É.
14:14Também tem um outro aqui, 88-45-1330.
14:20Não.
14:211330?
14:22É.
14:23É de Salvador?
14:24Salvador.
14:25Esse eu acho que é de minha filha.
14:27Que eu troquei informações com ela, assim.
14:35No evento 3...
14:36Isso, para o cinema, deu uma confusão louca, porque invadiram o telefone dela.
14:41Sim.
14:42E ela teve problemas dos mais diversos, inclusive com minha neta, na escola.
14:49Porque foi divulgado esse telefone aí.
14:52Ah.
14:53Que eu me lembro que termina em 1330.
14:55Certo.
14:56No processo aqui, eu só vou identificar.
14:59No evento 3, anexo COMP-178, tem um laudo...
15:04Não, desculpe.
15:04Tem uns documentos que tem algumas mensagens que o senhor teria trocado.
15:13Relativamente, segundo a acusação, sobre esse apartamento.
15:18Eu vou lhe mostrar aqui, peço que o senhor dá uma olhadinha.
15:21Se o senhor puder dar uma olhada e me explicar.
15:24Na folha 6, documento que está lá.
15:26Uma troca de mensagens ocorrida em 12 de fevereiro de 2014.
15:31Começa lá o projeto da cozinha do chefe.
15:34Está pronto.
15:35Se marcar com a madame, pode ser a hora que quiser.
15:38Peço que o senhor dê uma olhada.
15:39Então, isso aí, doutor.
15:42Eu tive essas mensagens.
15:46E na mensagem que o doutor Léo pergunta.
15:50E Guarujá está pronto?
15:52Eu estava na sala, porque lá na OES Prendimentos, diferentemente da OES Constitucora, os diretores
16:01ficavam numa sala só.
16:04Então, na hora que ele me perguntou sobre o Guarujá, se estava pronto, o Roberto ficava
16:11como daqui, a ir ali.
16:14E eu perguntei, Roberto, Guarujá está pronto?
16:19Ele disse, tá.
16:20Aí eu cheguei e respondi para o doutor Léo.
16:24Guarujá também está pronto.
16:26Porque eu não cuidava de Guarujá.
16:29Guarujá?
16:30E projetos, essas coisas.
16:31Eu não cuidava de Guarujá.
16:33Eu fui levado lá muito, assim, pela...
16:36Alguma proximidade que eu tinha.
16:40Roberto tinha um ano de empresa.
16:43Sim.
16:44E eu tive muitos anos na empresa.
16:46Então, eu conhecia o Léo, então ele sempre me arrastava para um negócio desse, que precisava
16:53dar opinião técnica.
16:56Pô, vai arrancar uma parede aqui.
16:57Pô, mas tem um pilar.
16:59Não pode.
17:00Tem uma viga.
17:01Não pode.
17:02Coisa desse tipo na área técnica, entendeu?
17:04Entendi.
17:05E quando há referência ali ao Guarujá, é referência a quê?
17:09O que é o Guarujá?
17:11O Guarujá é o Solários.
17:13A referência aqui é o apartamento do ex-presidente?
17:20Sim.
17:20Que seria o tipulado para ele.
17:23Ele perguntou para o Rádio Guarujá, está pronto?
17:26Aí eu perguntei, Roberto, para o Rádio Guarujá, está pronto?
17:28Está.
17:29Eu respondi, está também.
17:31Quando se fala projeto de Guarujá, se refere ao projeto da unidade do ex-presidente?
17:36É porque é a única obra que a OES tinha na região.
17:39Mas não ao prédio, mas se refere ao projeto da unidade, isso?
17:43Aqui se refere ao prédio da unidade.
17:47Projeto da cozinha dessa unidade, como está ali.
17:49Projeto da cozinha do chefe.
17:53Bom, o projeto de cozinha do chefe foi o de Atibaia.
17:58Ah, sim.
17:59Inclusive, eu vi o depoimento do Dr. Léo aqui e tinha uma coisa que eu acho que ele não se lembra,
18:09mas a cozinha do Atibaia foi comprada numa época em fevereiro.
18:14E a cozinha de Guarujá, do Solários, foi comprada quatro ou cinco meses depois.
18:21Certo.
18:21Foi comprado, inclusive, se eu não me engano, depois da visita de Dona Marisa.
18:30Não foi comprado junto, as duas cozinhas.
18:34Isso, inclusive, eu esclareci no depoimento que eu dei em Salvador.
18:40Perfeito.
18:41Entendeu?
18:41Porque eles me mostraram a nota fiscal, eu disse, de 2010.
18:46Eu disse, 2010?
18:48Eu disse, não tinha comprado nada de 2010.
18:52Aí eles te ligaram a câmera e tal.
18:55E aí nós fomos esclarecer.
18:57Você estava lá.
18:59Você estava lá.
19:00Você e a Taíde, né?
19:02A Taíde e ele.
19:03Que bom que o senhor é bom de memória.
19:05É.
19:06Essas memórias longinhas até eu me lembro um pouco.
19:09Eu não me lembro de hoje.
19:11Mas aí, então, quando se fala aqui, projeto da cozinha do chefe,
19:15é o projeto, então, da cozinha do sítio de Atibaia.
19:18É.
19:19E o chefe, quem que é?
19:22A referência.
19:23O vice-presidente.
19:24E quando se fala aqui, madame, pode marcar com a madame?
19:28A primeira dama.
19:29Ex-primeira dama.
19:31E depois, quando fala ali, vou confirmar, seria bom também ver se o de Guarujá está pronto.
19:37O de Guarujá daí é o projeto da cozinha do Guarujá?
19:39É.
19:40Não.
19:41Não?
19:41Era o projeto de customização do Guarujá.
19:48De customização.
19:48Que é o seguinte.
19:50Tem uma visita que foi feita em fevereiro, que eu não participei.
19:56Certo.
19:57Que participaram de alguns personagens da OAS Predimentos, junto com o ex-presidente,
20:07junto com o doutor Léo.
20:08Um sapo.
20:08E nesse dia, ele foi ver o apartamento.
20:13O apartamento já estava em osso, como a gente chama na engenharia.
20:17Quer dizer, não tinha acabamento de piso e tal, porque é costume, todo constitui entregar
20:21o apartamento assim.
20:22Aí, se resolveu, nessa reunião, quando chegou na segunda-feira, na reunião nossa da OAS Predimentos,
20:32o pessoal que foi aí, veio com a notícia que tinha que customizar uma mudança de uma
20:43parede ou duas paredes dentro do edifício, dentro do apartamento, e botar um piso.
20:52Quando a dona Marisa foi ao apartamento, ela já foi ver com esse piso colocado.
20:58Sim.
21:00E essa questão de colocação de elevador, por exemplo, privativo?
21:04Isso foi no decorrer do caminho.
21:07Quem que cuidou desse projeto de customização desse apartamento no Guarujá?
21:12No Guarujá, a área de Roberto Moreira.
21:17O senhor não se envolveu diretamente nesse assunto?
21:19No projeto, não.
21:23Também nesse mesmo documento que eu mencionei, no evento 3, compro 178,
21:31tem aqui na folha 7, diálogos de 13 de 2 de 2014.
21:39Eu vou mostrar para o senhor, peço para o senhor dar uma olhadinha aqui em cima.
21:49É no começo ali, sabe?
21:57Léo, está confirmado?
21:58Vamos sair de onde e a que horas?
22:00O senhor se recorda dessa troca de mensagem?
22:08Eu me recordo, sim.
22:10Pode explicar ela?
22:12Isso aqui, quando o Léo queria os dois projetos front, ele queria passar para o ex-presidente
22:26e a ex-presidente e a ex-presidente, a primeira dama.
22:30Os projetos.
22:31Certo.
22:32O diálogo.
22:34Eram três folhas de papel com a foto de Atibaia, da cozinha de Atibaia.
22:42E um caderninho do projeto de customização do Guarujá.
22:47E ele queria passar, só que ele viajou e não pôde levar isso.
22:57Aí, ele pediu para o motorista me pegar num sábado de manhã e nós fomos até São Bernardo do Campo.
23:07e fui eu e ele, né?
23:12Desculpa, o senhor e quem?
23:14Foi o senhor e quem?
23:16Eu e Léo.
23:17Tá.
23:19Fomos lá e explicamos dois projetos.
23:23Eu peguei com o Roberto o projeto para analisar, para ver o que era, para poder chegar lá e explicar.
23:29Ah, sim.
23:29Do Guarujá e do Cítio Atibaia?
23:31O Cítio Atibaia, na realidade, não era nenhum projeto que o projeto Akitin fez,
23:40mas ela fez umas plantas decoradas, que até um leigo comprar, saberia ver.
23:50Quer ver uma foto de uma cozinha pronta, apesar de não estar pronta, está desenhada, colorida,
23:57com prato, talher, tudo em cima, mas é uma foto de arquitetura.
24:06Não era um projeto em si.
24:08Entendi.
24:09Mas nessa coisião foi mostrado, vamos dizer, o plano, então, para o Cítio Atibaia e o projeto do Cítio de Guarujá.
24:16Nesse dia, lá em São Bernardo do Campo, foi mostrado os dois.
24:20Para o ex-presidente.
24:21E houve concordância com o projeto?
24:31Ó, eu diria que houve, porque tanto que foi feito.
24:38Mas, vamos dizer assim, eles não entenderam bem.
24:41Tirando a cozinha de Atibaia, que era uma foto, não pode também exigir que Dona Marisa e o ex-presidente conheçam
24:50o projeto de planta baixa, corte, de um projeto de arquitetura.
24:58Entendi.
24:59No evento 3, anexo comp 303, tem outras trocas de mensagens, segundo o Ministério Público, que envolveriam o senhor.
25:17Eu vou lhe mostrar aqui, daí eu vou lhe fazer algumas perguntas a respeito, tá?
25:20E na folha 34, começa, acho maciço, se deslocou.
25:25Então, a minha visita ao sítio, foi para ver, foi na época da Cantareira, que estavam pegando o volume morto,
25:51o lençol freático, o sítio dele lá, baixou.
25:59E com isso, ele tem um lago na parte de cima e um lago na parte de baixo.
26:04Então, o lago de cima estava esvaziando todo.
26:07Aí, o Léo me levou lá para dar uma solução técnica.
26:11Não se conseguiu resolver esse problema 100%, resolveu 80%.
26:18Foi feito um tapa-buraco, esvaziou o lago, aí o lago estava em cima de uma camada de lama
26:28e numa camada de manta, butírica, e a água estava passando por debaixo da avenaria de pedra
26:36e saindo pelo vertedouro e saindo para o lago de baixo.
26:39Sim.
26:40As soluções técnicas para isso aí eram soluções de obra pesada.
26:47Você tinha várias soluções.
26:48Você tinha uma solução de derrubar e fazer outra.
26:52Você tinha uma solução de esvaziar o lago todo, tirar a lama e meter uma manta butírica no lago todo.
27:00E você tinha soluções de levar batistacas grandes para fazer uma cortina de concreto
27:07para evitar que essa água ia com essa fundação até um terreno sólido, se não até a rocha,
27:16para poder evitar que a água passasse do lado de cima e do lado de baixo.
27:21E foram soluções que não foram feitas porque estragava muito o sítio.
27:27Tem de ruas, toda a região lá, porque são equipamentos pesados.
27:34Mas assim, o que quer dizer essa afirmação aqui?
27:36Vamos começar...
27:37Ok, vamos começar quando?
27:39Vamos abrir dois centros de custos.
27:41Primeiro, a Zeca Pagodinho City, segundo a Zeca Pagodinho Praia.
27:44Veja bem, eu não abria centros de custos.
27:47Aí o Leo falou isso aqui para abrir dois centros de custos, porque ia ter despesas.
27:52E toda a despesa, até de obra, vai abrir uma obra e uma despesa.
27:59Abre um centro de custos, obra tal.
28:03Então, outra obra, em Salvador, em Brasília, tudo tinha um centro de custos.
28:08Então, ele queria o centro de custos para controlar, saber quanto estava gastando nesse tipo de coisa.
28:13Sítio é Sítio e Atibaia.
28:16Sítio é Sítio e Atibaia.
28:18E Praia é apartamento do Guarujá?
28:20E Praia é o apartamento do Triplex?
28:22É.
28:24Aí, chegou e...
28:26Quando eu fui para o diretor administrativo para dizer, olha, doutor Leo está pedindo para
28:36abrir dois centros de custos, Zeca Pagodinho 1 e Zeca Pagodinho 2, ele disse, Paulo, os
28:41centros de custos já estão abertos.
28:44Aí, abri um centro de custos praia e sítio.
28:48Tanto que esse centro de custos, Zeca Pagodinho, não existiu.
28:52Só existiu aqui, nesse papel.
28:54Já tinha um centro de custos que estão abertos?
28:56Já porque o diretor administrativo da INVEPA já tinha aberto.
29:00Quem que era ele?
29:01Daí o São Góes.
29:04Ali, começar pelo menos 15 de março era das reformas?
29:08É, da...
29:10Do sítio?
29:13A reforma do lago, né?
29:16Ah, do lago.
29:16Perfeito.
29:17Depois, quando você está ali mais adiante, ó, acho que é uma frase, se o senhor me conhece
29:21se eu estiver errado, o senhor.
29:22Doutor Leo, o Fernando Bittar aprovou junto à dama.
29:26Os projetos, tanto de Guarujá como do sítio.
29:29Só a cozinha Quintens completa, pediram 149 mil, ainda sem negociação.
29:34Posso começar na semana que vem?
29:36É isso mesmo?
29:36Bom, aqui não fui eu que falei.
29:39Ah, não, senhor.
29:41O senhor vai ver, na revista Veja, está escrito esse item aqui como não identificado, indivíduo
29:49não identificado.
29:50Então, quem falou isso aqui não fui eu.
29:55Ah, e o senhor sabe quem foi?
29:56Porque meu telefone, ó, pelo jeito aqui de chamar doutor Leo, que eu chamava às vezes
30:03Leo, Leo, você vai ver que em outros lugares que eu falo Leo, pode ter sido Roberto Moreira
30:10pedindo autorização para começar o serviço.
30:13Começar o serviço.
30:15Então, na V já saiu isso, saiu I-N-D, indivíduo não identificado.
30:27Porque meu telefone está aqui em cima.
30:30Ah, perfeito.
30:32E aquela frase ali em brato, ou melhor, vou interromper um minutinho aqui pelo tamanho do
30:36áudio e a gente já retoma.
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