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Notícias
Transcrição
00:00Então, nesse processo, 504-6512, depoimento do senhor Agenor Franklin Marcos Valente Medeiros,
00:08continuidade, e com a palavra agora o seu próprio defensor.
00:13Pela defesa de Agenor Medeiros, senhor Agenor, quando o senhor falou do pagamento dos 36 milhões
00:20de vantagens indevidas no contrato da Renest, o senhor disse que havia vantagens indevidas
00:27para o PP e que o senhor foi apresentado ao senhor Alberto Youssef pelo senhor Márcio Farias
00:39e que depois o senhor apresentou ao senhor Alberto Youssef a pessoa que cuidava disso.
00:47O senhor poderia esclarecer quem é essa pessoa e cuidava disso o quê?
00:52Olha, nessa época, quem cuidava disso, existe uma área na empresa que é justamente a área
01:06que trabalha nessa parte de vantagens indevidas.
01:11Essa área é uma área chamada controladoria, onde doações a partidos, até de forma oficial,
01:21acho que sai da presidente, vai para o diretor financeiro e vai para o gerente dessa área.
01:28Então, nessa época, o gerente dessa área era o Matheus Coutinho,
01:35nessa época da Renest, no caso do PP e PSB.
01:43Isso 2010, campanha 2010.
01:48Muito bem.
01:49O senhor era o responsável por essa área de controladoria ou ela tinha uma pessoa responsável?
01:55Não, não tinha um responsável, tinha um gerente de controladoria.
01:58Que era o Matheus Coutinho, o senhor já falou isso.
02:00E aí ele se reportava a quem?
02:01Ele se reportava ao diretor financeiro que, por sua vez, se reportava ao presidente da empresa.
02:07Quem era o diretor financeiro?
02:09Diretor financeiro da época, Sérgio Pinheiro.
02:11Sérgio Pinheiro.
02:13Além do Matheus Coutinho, havia outras pessoas que trabalhavam nessa área de controladoria?
02:17Existia um grupo de pessoas que trabalhavam com ele.
02:20Que eram? O senhor se lembra de alguns nomes?
02:22Naquela época, Zé Ricardo Brigiori, tinha Roberto Cunha, tinha Alexandre Portela,
02:30Portela, quem mais?
02:34Lembrei aí já de três, né?
02:38E mais alguns outros lá que eu não me lembro.
02:41Foi essa área de controladoria que fez os pagamentos das vantagens indevidas ao PSB também?
02:48Foi, ela cuidava dessa parte, dessa área.
02:52O senhor disse que foi pagamentos de fornecedores de campanha.
02:55Fornecedores de campanha, gráficas e outras coisas mais.
02:59Eventualmente, Matheus me mostrava, prestava conta desses valores.
03:04Pelo menos desses aí, chegava e mostrava.
03:07Certo.
03:08E isso foi...
03:09Quando o controle fosse dele...
03:10Isso foi feito via doação oficial ou era...
03:14Não, isso foi feito via doação oficial ou era...
03:14Um pagamento...
03:15Um pagamento a fornecedores.
03:17Sem qualquer tipo de registro de doação oficial.
03:20Aí eu não tenho conhecimento.
03:21Doações oficiais, partidos não...
03:26Eu não tinha controle nenhum, zero.
03:28Quem que controlava a questão de doações para partidos políticos?
03:31Isso foi a presidência da empresa.
03:34O senhor Léo Pinheiro.
03:35É.
03:36Muito bem.
03:37Aí o senhor falou de 16 milhões de vantagens indevidas para o PT.
03:41Para o PT.
03:43Quem cuidou disso?
03:43O PT era dado um tratamento diferenciado.
03:48Por quê?
03:48Justamente por ser um partido que tinha, eu digo, maiores valores envolvidos.
03:56Esses partidos que foram citados aí, eu tenho pouco conhecimento de que eles tenham tido
04:01muitos valores envolvidos.
04:03PSB, PP.
04:04Agora o PT tinha.
04:06Tinha porque era sabido por todos, que alguns outros contratos tinham valores.
04:13Eu não sei exatamente quais e não posso afirmar.
04:16Quem cuidou do pagamento desses 16 milhões?
04:18Quem controlou isso?
04:19Quem controlava a Léo.
04:20O caixa único do PT era controlado por Léo.
04:24Certo.
04:25E quem operacionalizou?
04:26O senhor tem conhecimento?
04:27Quem operacionalizava essa área de controladoria.
04:29Essa área de controladoria.
04:30O senhor mencionou que além das vantagens indevidas nessa obra de René Estrepar, havia em outras
04:36obras para o PT.
04:38Havia, então, a formação de um caixa geral de propinas para o PT?
04:42Tinha um caixa geral lá, controlado por Léo.
04:45Controlado por Léo e operacionalizado por quem?
04:47Operacionalizado pela área de controladoria.
04:50Eu não sei exatamente como é que se fazia essa distribuição.
04:53Tá certo.
04:53Em alguns casos pontuais, eu tinha algum conhecimento, mas no todo, não.
05:01Ok.
05:02Que casos pontuais seriam esses?
05:04Em casos de outros contratos, o Petrobras, eu tive conhecimento, pagou a tal fornecedor
05:08aqui, mas no geral, controle dessa conta, eu não tinha.
05:13Controle no sentido de decidir quem pagava, como era feio.
05:17O oficial, se havia caixa 2, aí eu não sabia.
05:22Tá bem.
05:22Não era minha atribuição.
05:24Defini.
05:25E esse caixa geral era formado por obra só da Petrobras?
05:30Não.
05:30Várias outras obras.
05:31Caixa geral, o PT.
05:33Várias outras obras.
05:35Ok.
05:35Sem mais perguntas, excelência.
05:37O senhor gostaria de falar alguma coisa ainda no final do seu depoimento?
05:40Ou, senhor general?
05:41Excelência, eu só gostaria de ratificar o meu compromisso.
05:48Meu propósito é de colaborar com todo e qualquer fato que eu tenha participado.
05:59Eu tenho esse compromisso com a justiça, independente de acordo ou não acordo.
06:04Essa é uma decisão que eu tomei na minha vida.
06:08Tá certo, senhor general.
06:09Eu agradeço as suas considerações finais.
06:14E eu declaro, então, encerrado o depoimento do senhor Agenor.
06:18E eu declaro.
06:18É o depoimento do senhor Agenor.
06:19E eu declaro.

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