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Transcrição
00:00Então, nessa ação penal 504-65-12-94, continuando o depoimento do Sr. Paulo Roberto Valente Gordilho.
00:10Ministério, por ter mais perguntas?
00:11Sim, excelência. Última questão, uma especificação de uma pergunta já feita por V. Exª.
00:19Um projeto que consta a descrição de modificações que foram feitas no apartamento T-Plexo 64A,
00:28do Condomínio Cholares, consta que obras prestadas pela empreiteira Talento.
00:35O senhor conhece essa empreiteira?
00:38Então, o que acontece?
00:41Eu, inclusive, fiquei muito zangado com esse cara, porque esse cara foi para um programa da Globo com Peltier de Goroz.
00:50Peltier de Goroz, não.
00:53Um repórter. Ele e o repórter.
00:56E ele começou a falar em meu nome como se me conhecesse e que eu era o que agilizava a obra, quem fazia, o que acontecia.
01:07E, na realidade, ele é amigo do Roberto.
01:10Foi o Roberto que botou lá.
01:12Por quê?
01:12Os estandes de venda de nenhum dos empreendimentos da empresa, nenhum, no Brasil, foi feito pela OS Empreendimentos.
01:24O senhor não recorda, então, não.
01:25Ela sempre contratava uma empresa local para fazer o estande de venda.
01:32E a Talento, depois eu soube, que era quem fazia os estandes de venda de São Paulo.
01:40Então, como não era de minha área fazer estande, era da área de marketing, que era ligado ao diretor regional,
01:50eu não tratava com nenhuma das empresas que faziam um estande de venda no Brasil.
01:57Então, eu nem sabia esse nome de Talento.
02:00Eu vim saber porque eu vi ele na televisão falando de mim.
02:04Ok.
02:04Entendeu?
02:05Eu não conheço ele.
02:07Ok.
02:08Ele que se diz até que estava, não sabia que Marisa ia chegar lá, mas estava lá, no
02:16meio dos operários dele, todo arrumadinho, para receber Marisa.
02:22Mas, no entanto, vai para a televisão para chegar e dizer que meu nome, entendeu?
02:31Porque, sabe como é que ele soube meu nome?
02:34Cada vez, já.
02:35Ok.
02:37Quando meu nome saiu na veja, foi que esse cara da Talento começou a repetir meu nome.
02:43Porque eu nunca tratei com ele, nem com isso.
02:46Perfeito.
02:47O Ministério Público não tem mais questionamento.
02:49A Sra. Indipulação tem questões?
02:51Você tem.
02:52Os defensores.
02:55Eu tenho perguntas.
02:58O senhor ainda é funcionário da OAS?
03:01Não.
03:01Saí em dois anos e meio.
03:03Com relação a esses condomínios solares, o senhor teve conhecimento que a dona Marisa
03:16comprou uma porta da dona porta que dava direito...
03:20Pela imprensa.
03:22Pela imprensa.
03:23Pela imprensa, tempos depois.
03:27Certo.
03:28O senhor não teve conhecimento nem da porta.
03:31E depois, quando a OAS faz uma negociação com a Banco Op, o senhor acompanhou esse processo?
03:41Nenhum.
03:42Não conheço nem o porteiro do Banco Op, quanto mais o Banco Op.
03:52Certo.
03:53Então, o senhor sabe dizer se houve, se existiu algum documento feito pela dona Marisa com a OAS
04:03Empreendimentos?
04:04Empreendimentos?
04:05Repare bem.
04:06Minha área técnica.
04:09Eu não tratava com clientes.
04:12Eu só tratei nesse aspecto que o Léo me levou.
04:16Não porque eu teria, funcionalmente, tratado com ela, entendeu?
04:23Então, o senhor não tem conhecimento de absolutamente nada relacionado a um eventual processo de venda dessa unidade?
04:33Não.
04:34Não.
04:34O senhor não conhece nenhuma etapa, nenhuma oferta, nada?
04:38Nada.
04:39Não é só dela, não.
04:41Dos 15 mil, das 15 mil unidades que nós construímos, eu não conhecia nem o dono, nem como comprou, nem como não comprou.
04:5315 mil unidades, não é uma unidade.
04:57Eu não conhecia de 15 mil e entre os 15 mil está o triplex dos salários.
05:03Então, o senhor, evidentemente, não tem nenhum detalhe se o ex-presidente Lula fez alguma oferta por essa unidade ou se ele, em algum momento, disse que não iria comprar, ou se comprasse, não iria pagar.
05:21Não.
05:22O senhor não tem conhecimento de nada?
05:23Eu não tratava com o presidente Lula.
05:27Quem tratava era a Léo.
05:28Eu não...
05:30Com relação a esta reforma...
05:33Aliás, ninguém tratava, viu?
05:38Ninguém tratava com o ex-presidente.
05:41Da OAS, prendimentos, né?
05:44Da Constituição, eu não sei, mas da OAS, prendimentos, ninguém tratava.
05:48Correto.
05:48Com relação a esta reforma feita na unidade 164A, em algum momento, o senhor, o ex-presidente Lula,
05:59disse que, se comprasse aquela unidade, ele não iria pagar pela reforma?
06:06Não, nunca ouvi isso.
06:11O senhor tem conhecimento do que o ex-presidente Lula recebeu as chaves dessa unidade 164A?
06:17A chave de qualquer empreendimento na empresa era entregue pela área de marketing, que era
06:27ligado ao diretor regional e não ao diretor técnico.
06:31Como é que era a relação?
06:36Era o seguinte, no dia de entregar a chave dos 15 mil apartamentos, o pessoal de marketing
06:47avisava a minha área, para a minha área de engenheiros, acompanhar o comprador.
06:58Entendeu?
07:01Mas, como em 2014 eu já não cuidava mais na área de construção, eu não fui acionado
07:08para isso.
07:09Entendeu?
07:10Mas quem entregava a chave dos apartamentos, era assim, você...
07:16O cara, para receber a chave, tinha que passar no apartamento, fazer a vistoria, dizer,
07:22olha, rodapé está estragado, eu não quero, o piso está não sei o que, eu não quero.
07:26Aí você trocava tudo, o cara voltava no apartamento, já com tudo consertado, aceitou, aceitou,
07:34a obra dava um documentozinho, ele ia no escritório, na área de marketing e pegava o bolo de chave
07:41dele com o manual do proprietário e tal, não sei o que, era feito assim.
07:48Era um procedimento formal.
07:49Formal, é.
07:50E esse procedimento formal envolvia a subscrição de um documento chamado boletim de entrega de unidade.
08:02É isso aí.
08:04É isso, esse documento que o senhor falou.
08:05Que fazia.
08:07Certo.
08:07E a área de construção fazia e mandava para o marketing.
08:11E aí ela entrega a chave.
08:12E o Marx só entregava a chave depois que recebesse esse boletim de que tinha que se entregar o apartamento.
08:21E esse boletim tinha que necessariamente estar assinado pela pessoa que...
08:25Pela pessoa que visitou, pela pessoa que visitou, né, e pelo engenheiro da obra.
08:33Certo.
08:34A questão, portanto, que...
08:36Que o prédio estava em conformidade com o que ele comprou, né.
08:43Correto.
08:44E Dona Marisa ou o ex-presidente Lula assinaram algum documento dessa natureza?
08:50Não sei.
08:53Visitar lá com o engenheiro Igor, eu acho que ele não foi.
09:00Eu acho que não foram.
09:03Pode ser que tenha ido, mas que eu saiba, eu não conheço.
09:07Certo.
09:07Eu não estava mais com a área de obra, entendeu?
09:10Correto.
09:12Então, sem a existência desse documento, não era entregue a chave de móvel.
09:16Sem a existência do documento, não era entregue a chave.
09:21Correto.
09:22E o senhor sabe dizer se...
09:24Sabe por quê?
09:26É o seguinte.
09:26Porque quando o cara recebia a chave, ele assinava um termo para poder começar o repasse do apartamento.
09:38Todos os prédios da OAS eram financiados por banco.
09:43O banco financiava a produção.
09:45O adebento, pelo fundo, financiava a produção.
09:50Certo?
09:51A produção.
09:53Então, esses apartamentos ficavam hipotecados aos bancos.
09:59Então, quando você fazia o repasse, quando é o repasse?
10:05O repasse é quando você pega o comprador e passa ele para o banco.
10:14Certo?
10:15Aí, ele fica devendo ao banco.
10:19E o banco nos dá o dinheiro correspondente, entendeu?
10:25Correto.
10:27Enquanto não fizer esse repasse, todas as unidades são bloqueadas.
10:34São hipotecadas.
10:36Que é a garantia da execução do imóvel.
10:40Certo?
10:40Certo, senhor.
10:42Pode prosseguir.
10:42O senhor sabe dizer se essa unidade também foi dada em garantia pela OAS Empreendimentos?
10:50Não sei.
10:50Eu já tinha saído da OAS quando teve a recuperação judicial.
10:55Antes da recuperação judicial, o senhor sabe de operações financeiras feitas pela OAS Empreendimentos
11:02que deram em garantia a essa unidade?
11:05Todas as unidades solares, pelo que eu sei, não é pelo que eu vi nem operei,
11:11e nem era da minha alçada.
11:16Todas as unidades do Solares são hipotecadas.
11:21A não ser aquele que repassou.
11:24Se tivesse havido pagamento por alguém, teria sido pagado.
11:28Se o banco tivesse pago, ele teria a escritura dele.
11:36Certo?
11:37O senhor sabe se o presidente Lula teve a escritura, se foi passado uma escritura nesse departamento?
11:42Não, não sei dizer.
11:43Aí é o jurídico da empresa que fazia isso.
11:45Quando o senhor comprou, o senhor foi a Kitchens, o senhor, quem comprou essa cozinha que foi instalada nesse apartamento do Plex?
12:07Quem comprou deve ter sido, eu não participei da compra, nem do projeto e nem da escolha de equipamentos, utensílios, esse tipo de coisa.
12:21Quem comprou, provavelmente, foi o diretor regional de São Paulo.
12:28E essa compra foi feita em nome da OAS, empreendimento?
12:33Em nome da OAS.
12:34Em nome da OAS.
12:35É.
12:36Para um apartamento da OAS.
12:37Isso eu soube através de...
12:41Quando teve o inquérito lá em Salvador.
12:47Qual foi a última vez que o senhor prestou depoimento no Ministério Público?
12:51O senhor foi ouvido no Ministério Público Federal.
12:53Foi quando eu estive com ele lá em Itataíde.
13:01O senhor lembra quando, abraçadamente?
13:03Acho que essa foi...
13:03Foi em março de 2016, eu acho.
13:14Acho que foi isso.
13:16Fevereiro, março de 2016.
13:19Tá bom.
13:20Mais perguntas?
13:21O senhor conhece uma guiúza da Silva?
13:23Não.
13:24Conhece Igor Damos Pontes?
13:26Conheço.
13:30O senhor sabe dizer qual era a função do senhor Igor Damos Pontes?
13:35Igor era um tipo, um gerente de contrato das obras de São Paulo, que trabalhava embaixo
13:43de Roberta Moreira.
13:45Em qual área?
13:46Na área de produção de prédios.
13:50Correto.
13:50E o senhor sabe se o senhor Igor esteve nessa unidade 164A do Colomínio Solares?
14:06Deve ter tido, né?
14:07Ele acompanhou a customização, acompanhou a implementação.
14:11Deve ter tido.
14:12Eu não vi ele lá, mas também não estava lá, mas deve ter sido, né?
14:19Correto, porque ao prestar depoimento aqui neste juízo sobre o compromisso de dizer a verdade,
14:27ele disse que o ex-presidente Lula era um potencial cliente.
14:34ele disse isso compromissado a dizer a verdade.
14:39Então, ele não fala aqui em nenhuma reserva de unidade.
14:44O senhor chegou a discutir isso com ele?
14:46Não, eu não tratava com o Igor.
14:51Eu, quando, deixa eu lhe explicar, doutor, é, quando eu perdi a área, que eu considero
15:01que perdi, viu, é, a área de construção da OAS Emprendimentos, o Igor veio de Salvador,
15:13ele trabalhava com uma obra comigo lá em Salvador, ligado a mim, em 2013.
15:20Aí, trouxeram o Igor para São Paulo.
15:25Ele tinha acabado de fazer uma obra lá em Salvador.
15:31E ele assumiu as obras de São Paulo, entendeu?
15:36Então, sua pergunta foi?
15:39Não, você só conversou com o Igor sobre essa cidade.
15:43Ele não conversava com o Igor.
15:45Correto.
15:46Mas o Igor é uma pessoa que tinha informações corretas na empresa?
15:53Excelência, meu irmão.
15:53Sim, acho que sim, né?
15:55Bom, genérico.
15:56Não apropriado, tive de pergunta.
15:59Essa pergunta não.
16:01Igor é uma pessoa que tinha informações corretas.
16:04A pergunta é engraçada.
16:06Não, não achei engraçada, achei ela incorreta, desculpe.
16:08Ah, perfeito.
16:09Pode ir para a próxima.
16:10Com relação a Fernando Bittar, o senhor disse que quando esteve em Atibaia,
16:21Fernando Bittar estava lá.
16:23A primeira vez que eu estive, ele estava.
16:28Umas duas vezes eu marquei encontros com ele lá.
16:34Se eu não me engano, acho que eu fui no carro dele uma das vezes.
16:37E o que mais?
16:44Não, a primeira pergunta era essa.
16:46Se o senhor encontrou o Fernando Bittar, o que o senhor teve, o senhor interagiu com o Fernando Bittar?
16:52Ele ia muito, ele ia muito na Oeste Empreendimento.
16:57Toda vez que precisava de uma mudança no projeto, de uma cerâmica ou de alguma coisa, ele ia na Oeste Empreendimento e participava sobre a mudança que tinha que fazer.
17:16Mais água, hein?
17:33Não, tá bom.
17:34Obrigado.
17:38O senhor saiu da Oeste que ano mesmo?
17:40O senhor saiu em dezembro de 2014 e estou desempregado até hoje.
17:49Dois anos e meio de prisão domiciliar em casa, sem fazer nada.
17:57E prejudicar minha família, como eu prejudiquei toda.
18:05E sem trabalhar.
18:08E sem amigos.
18:13Só para falar, o senhor não está em prisão domiciliar, né?
18:17Não, eu sei que eu não estou, mas é como se fosse um homem...
18:21Eu tenho 70 anos, doutor.
18:23Sim.
18:24Só que eu tenho vitalidade para trocar muito mais obras.
18:28Pelo menos até os 80, 78, sei lá.
18:32E estou perdendo dois anos e meio de minha vida.
18:36Não, eu lamento a sua situação e...
18:39Porque a exposição que deram da minha imagem, na condução coercitiva, dois helicópteros,
18:50num condomínio que eu morava de 360 apartamentos, né?
18:55É uma exposição muito grande, principalmente para Salvador, né?
19:02É, eu lamento o ocorrido, mas só para esclarecer que o senhor não está em prisão domiciliar, né?
19:06Não, eu sei que eu estou, eu só brinquei um pouco.
19:10Certo.
19:11Mais perguntas?
19:12O senhor falou do projeto OAS exclusivo, que era destinado a empreendimentos de luxo.
19:26De luxo, é.
19:27Esse condomínio Solares não se aplicava a esse projeto OAS exclusivo?
19:32Não.
19:33Não era um empreendimento de luxo?
19:34Não.
19:35Por dois motivos.
19:38Primeiro, que ele não era um prédio de luxo, certo?
19:43Prédio de luxo que eu digo, são apartamentos com sala de 35, 40 metros.
19:49A de lá tinha 10.
19:54São prédios que usam material de luxo.
19:58Prédio de vidros, enfim.
20:00Então, o Manhattan era um apartamento de luxo, o Panambi era um apartamento de luxo,
20:09o Arte, o Palmin, o Forest, era um apartamento de luxo.
20:14Então, se fez esse tipo de OAS exclusivo.
20:20O Solares não era um prédio de luxo e tinha um aspecto que parte,
20:29existia uma torre atrás, que já tinha moradores.
20:35Não estava morando, porque a garagem tinha um metro e meio de água,
20:40por causa do lençol freático, que era represado pela maré.
20:45Então, quando nós entramos lá para fazer a torre da frente,
20:50a torre de trás já estava com pastilha, já estava revestida por fora, tal.
20:54A gente só fez ajustar, melhorar, etc.
21:00Então, fizemos um outro prédio igualzinho de trás.
21:07E nessa transação, teve problemas do tipo assim,
21:14os apartamentos de fundo que não viam o mar,
21:18a OAS ficou.
21:24E os apartamentos, com uma vista boa,
21:28o pessoal do Banco Opio não quis sair.
21:32Então, essa equação, que era feita pela Diretoria Regional de São Paulo,
21:38de que, por que fazer o empreendimento do Banco Opio?
21:42Tinha que ter uma equação que viabilizasse eu vender os apartamentos ruins,
21:51construir os apartamentos dos moradores,
21:56que já tinham comprado,
21:59e eles tinham que pagar mais alguma coisa,
22:01porque o preço da unidade mudou,
22:04e alguns desistiam, outros não.
22:08E assim foi feito.
22:11E isso, todos os prédios Banco Opio, aconteceu isso.
22:15Só que a gente não mobilizou a equipe de engenharia
22:18para São Paulo, nem para Guarujá,
22:22porque a gente não tinha.
22:23Eu fui recrutando aos poucos,
22:26entre 2011 e 2012.
22:29Então, o empreendimento solar foi construído pela Arquitec,
22:33onde o dono é Eduardo, sob o nome, eu não me lembro.
22:39Mas está bom, Sr. Paulo.
22:41E o Alto Butantan também,
22:44e o Parque Butantan foi construído pela Arquitec.
22:48Até a gente formar a nossa equipe de engenharia lá.
22:52Correto.
22:53O Sr. Igor Ontes, que o Sr. disse que conhece,
22:59quando foi ouvido, neste processo,
23:04um testemunho, portanto,
23:06uma obrigação de dizer a verdade,
23:08disse o seguinte,
23:10que a reforma a qual o Sr. se referiu,
23:12no apartamento 64A,
23:15disse, literalmente, vamos dizer,
23:17é para melhorar a unidade,
23:19já que a unidade era uma unidade muito simples,
23:22com o objetivo de facilitar, digamos assim,
23:25o interesse dele, o presidente,
23:28pela unidade.
23:29Ver se, de repente, facilitava, enfim,
23:31querer ficar com o apartamento.
23:34O senhor concorda com isso?
23:37É, em tese,
23:39porque quando se decidiu botar o piso
23:42e ajeitar uma parede lá,
23:45que foi pedido,
23:46o Igor estava presente,
23:51o Fábio e tal,
23:52e eu não estava.
23:54Aí decidiram botar o piso e tal,
23:56porque o apartamento era muito simples mesmo,
23:58muito simples.
24:02Só tem uma vista
24:04esplendorosa,
24:06mas
24:07era muito simples.
24:08Outros defensores,
24:15só antes de passar a palavra ao doutor,
24:17os outros defensores têm indagações?
24:18Tem perguntas.
24:19Então, o doutor,
24:20o próprio defensor do acusado tem questões?
24:22Obrigado, senhor.
24:24Boa tarde, senhor Paulo.
24:27No interrogatório do senhor,
24:29o primeiro,
24:30ele confessou que ele teria feito
24:31acertos de propina
24:33decorrente dos contratos celebrados
24:35entre a OS Constitutora
24:37e a Petrobras.
24:40Eu queria saber
24:40se você teve conhecimento,
24:42se ele participou a você
24:43desses acertos?
24:45Não.
24:46Satisfeito, Satisfeito?
24:48Não, porque
24:49eu sabia que existia
24:51uma área de petróleo e gás
24:53da empresa,
24:54mas não tinha
24:55nenhuma vinculação
24:57nem participação
24:58de nada.
25:00Certo.
25:00Sr. Paulo,
25:01o senhor gostaria de dizer algo
25:02ainda ao final do seu depoimento?
25:03Não.
25:07O que eu queria dizer
25:08era
25:08coisas que eu estou passando,
25:11mas que acho que não interessa
25:12ninguém aqui.
25:14Sr. Paulo,
25:15eu lamento muito
25:16essas dificuldades
25:17que o senhor está passando
25:18e eu desejo
25:19ao senhor
25:19toda a sorte
25:20do mundo
25:21para superar
25:21essas dificuldades.
25:22Fica aí essa
25:23manifestação.
25:25Eu agradeço
25:25pelo seu depoimento.
25:27Eu quero encerrar
25:28o depoimento.
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