00:00Estou de volta. A gente viu aqui durante o Jornal Times Brasil que uma das justificativas para um possível ataque coordenado de Israel e Estados Unidos contra o Irã
00:09seria a destruição das instalações nucleares subterrâneas.
00:14Mas para essa operação ter sucesso, os países teriam que executar o chamado disparo perfeito, algo que até hoje só foi feito no cinema.
00:23O apresentador do Conexão, Marcelo Favalli, já está aqui para explicar o que isso significa.
00:28Favalli, boa noite para você.
00:30Cris Pelágio, eu estou me especializando em chavões.
00:34Você já viu A Vida Imita Arte?
00:38Será que nós estamos vendo isso?
00:40E hoje eu me superei.
00:42Preste atenção.
00:44Boa noite a você que nos acompanha.
00:45Desculpa recebê-los com esse sorriso aqui, mas nós vamos falar de guerra, eu juro.
00:49Está aqui.
00:50Eu fui remontar a história do cinema, a história da cultura pop do século XX barra do século XXI, achar similaridades entre Star Wars, principalmente no chamado episódio 4, A New Hope, Uma Nova Esperança, filme de 1977 e a segunda parte do Top Gun, que é mais recente, de 2022.
01:16Tem um arco de tempo aí de 45 anos entre esses dois clássicos contemporâneos.
01:24Um dos pontos centrais, uma das coincidências é a chamada jornada do herói.
01:30Tem um personagem ali que é um piloto habilidoso em que o Luke Skywalker destrói a Estrela da Morte num chamado tiro preciso.
01:42Ele consegue jogar uma bomba ali num duto de respiração, duto de ventilação da Estrela da Morte, que é o único ponto de fraqueza.
01:50E aqui no Maverick, o piloto Maverick, o Tom Cruise, também tem que fazer um disparo preciso para um alvo específico ali numa história fictícia de guerra.
02:01Agora, eu comecei olhando o conflito armado contemporâneo nosso aí entre Irã e Israel, ou Israel-Irã,
02:12remontando a esse enredo fictício para chegar em algo que é, talvez, que a gente possa ver na realidade.
02:22Eu vou pedir a próxima arte para a gente agora trazer aqui a ficção para a realidade,
02:28voltando à usina subinterrânea de Fordo, que fica numa parte montanhosa, mais para o interior do Irã,
02:38e que passa a ser um dos alvos prioritários de Israel nesse objetivo de aniquilar ou atrasar, em décadas,
02:47a evolução do programa nuclear do Irã.
02:50Muitas unidades envolvidas no desenvolvimento de bombas nucleares ou de eventuais bombas nucleares iranianas,
03:00Israel acabou atingindo centros de retirada de urânio, de exploração de urânio, as tais centrífugas,
03:10mas pontos fundamentais do programa iraniano foram construídos propositalmente debaixo de regiões montanhosas,
03:20estão verdadeiros bunkers, laboratórios debaixo da terra, este daqui tem instalações de 80 a 90 metros debaixo da terra.
03:32É preciso haver um bombardeio muito específico para esse tipo de destruição, num cenário muito particular.
03:39Os israelenses não têm essa tecnologia, por isso se remonta a esse apoio dos Estados Unidos,
03:46que tem um armamento específico e uma tática para este tipo de ataque.
03:51Mas não adianta apenas bombardear essa formação rochosa.
03:56Seria preciso o sucesso, passa por isso, atingir os pontos de respiração ou então os túneis de serviço
04:08que levam ao coração da instalação subterrânea.
04:14Remontando então ao enredo aqui de ficção de Star Wars e de Top Gun.
04:20Agora, tudo bem, dá para trazer essa ficção para a realidade?
04:25Vamos à próxima tela, que conseguimos um esquema aqui para explicar o funcionamento de uma bomba bastante específica
04:33e é um poder de fogo americano.
04:36É a chamada GBU-57 ou o anti-banker, que é um míssel de 13 toneladas, 6 metros colocado de pé, então de altura.
04:48Ele não caberia nesse espaço aqui onde eu estou caminhando, conversando com vocês.
04:53Duas toneladas desse monstro aqui de 13 mil quilos, 2 mil quilos apenas de explosivos.
05:01E ele tem uma dinâmica de voo e de penetração na Terra em que ele pode ser detonado a 60 metros de profundidade.
05:14Pode penetrar e destruir uma área também de 60 metros quadrados.
05:19Mas para isso ele precisaria romper a superfície e entrar por meio de algum tipo de túnel para chegar numa certa profundidade.
05:31A tática americana desenhada é ele ser lançado, ele tem um código dentro ali das Forças Armadas Americanas de MOP.
05:39Então o MOP é lançado por avião bombardeio B2, que é esse stealth, é o avião bombardeio americano invisível aos radares.
05:50Então uma tecnologia que voaria para essa região interiorana do Irã sem ser detectado ou mais dificilmente ser detectado pelos radares iranianos,
06:02chegar num ponto específico e fazer o chamado tiro de precisão, em que a bomba teleguiada, obviamente, consiga perfurar a superfície,
06:13alcançar um desses dutos de ventilação ou um túnel de serviço e se aprofundar dentro da usina subterrânea do Irã.
06:23O Irã tem mais de uma estrutura dessas, mas a de fordo é um dos alvos mais prioritários do Irã,
06:30porque é um dos alvos prioritários de Israel, porque uma investigação de Tel Aviv, de Israel,
06:38identificou que ali é um ponto muito importante para essa destruição do programa nuclear iraniano.
06:45Para a gente encerrar, qual seria então o poder talvez de contra-ataque ou de retenção do Irã?
06:53Uma resposta está diante do quanto esses países envolvidos nessa guerra têm de capacidade militar ou investem nisso.
07:02Israel põe 45,3 bilhões de dólares no seu sistema de defesa, forças armadas, o que representa quase 9% do PIB.
07:12A Arábia Saudita eu coloquei aqui só com um ponto de referência, que põe hoje quase 80 bilhões.
07:18O Irã, 6,6 bilhões, 2% do PIB.
07:23Estamos vendo aqui uma desproporção de forças e investimentos nas suas forças armadas,
07:29o que diria que o Irã tem uma capacidade de resposta, contenção e proteção muito diferente do que a capacidade de ataque de Israel.
07:37E aqui o seu primeiro grande aliado de Israel, quase um trilhão de dólares,
07:42é o orçamento das forças armadas dos Estados Unidos, o que corresponde a 3,5 praticamente do PIB americano.
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