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Kátia Alecrim, sócia-fundadora da Davos Investimentos, e Virginia Benetti, diretora de produtos e private da SVN Investimentos, falam ao Wealth Point sobre o movimento de diversificação internacional da carteira do investidor
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00:10Olá, eu sou Patrícia Valle e esse é o WealthPoint, onde os grandes gestores compartilham as suas visões.
00:18Cada vez mais os brasileiros estão investindo no exterior e criando contas offshore para gerir esses portfólios.
00:25Para atender essa demanda, as assessorias de investimentos estão criando novas estruturas
00:29que conseguem responder tanto das demandas do varejo, as grandes fortunas.
00:35Para entender como se está dando essa tendência para os investimentos no exterior,
00:39recebemos Katia Alecrim, sócia fundadora da Davos Investimentos,
00:45e Virginia Bennett, diretora de produtos e private da SVN Investimentos.
00:51Bem-vindas ao WealthPoint.
00:53Obrigada.
00:54Obrigada, Patrícia, por me receber. É um prazer estar aqui com vocês.
00:57Muito bom poder estar aqui com você.
01:00O prazer é todo meu.
01:02E vamos entender o que está acontecendo para esse boom dos investimentos internacionais.
01:09É claro que as grandes fortunas, os clientes high net worth sempre tiveram o seu trust offshore lá fora,
01:17mas o cliente mais middle, digamos assim, o alta renda mais acima, o cliente mais perfil private,
01:26está descobrindo nos últimos anos o poder da diversificação internacional e cada vez mais aumentando o seu portfólio lá.
01:34Mas o que mudou nesses últimos anos para isso estar acontecendo?
01:37Quais são os principais motivos?
01:39Katia, o que você acha?
01:40Eu acho que tem vários fatores que contribuem.
01:44Acho que nos últimos tempos também a facilidade que isso aconteça aumentou muito.
01:49Então ficou mais acessível.
01:52Quando a gente fala de economia, um dos motivos principais que o cliente pensa e a gente assessora nesse sentido
01:58é o fato da diversificação, é o fato dele proteger uma parte de uma moeda mais forte em relação a
02:05que você está instável aqui,
02:06você tem uma outra parte que está mais estável.
02:09Então na comparação ele consegue ali ter uma tranquilidade maior.
02:14E se a gente fala de mercado, por exemplo, aqui, o Brasil ele é a maior economia na América Latina.
02:20Porém, quando a gente olha o tamanho do Brasil perante o mundo, nós temos hoje 2% do Brasil representa
02:29o PIB mundial,
02:312% de ativos em renda fixa e menos de 1% a nossa bolsa em relação ao mundo.
02:37Pensando dessa forma, e essa é uma fonte do JP Morgan, eles usam muito isso e essa referência que eu
02:44trago,
02:44que eles no passado até chamavam de 3-2-1.
02:48Você vê que o 3-2-1 virou 2-2 menos que 1, ou seja, nos últimos anos o Brasil
02:54vem perdendo uma relevância em relação à economia global.
02:57Então nesse momento, se você tem parte dos seus investimentos investidos internacionalmente,
03:03você consegue minimamente ali acompanhar um pouco esse mercado.
03:07Então, sim, é importante, são vários os motivos, né?
03:11Acho que, essa eu acho que são fatores importantes para a gente ter em mente na hora de olhar um
03:17portfólio.
03:18e entender, né, o país que a gente está versus a economia.
03:22E quando você também está num mercado, tipo, internacional, ou, por exemplo, os Estados Unidos,
03:28você tem acesso a maiores setores, a mais, ao mercado do mundo inteiro, né?
03:34Virginia, você acha que o pessoal abriu a cabeça para o resto do mundo?
03:39Então, eu acho que é um processo meio sem volta, né?
03:42Acho que a gente vai falar bastante sobre isso aqui.
03:44A educação financeira do investidor mudou muito nos últimos anos, né?
03:49Então, nas nossas plataformas mudaram, né?
03:52O jeito que o investidor acessa os investimentos como um todo ficou muito mais aberto,
03:56se você comparar os últimos 6, 7 anos.
03:59E a diversificação internacional, ela ganhou um rumo, né?
04:02Eu acho que tem alguns momentos chaves que os investidores, eles procuram mais isso,
04:06que geralmente as incertezas políticas, então os momentos de eleição,
04:09fazem com que esse assunto venha muito em voga e todos os gestores, né?
04:15Os grandes investidores, eles já olhavam isso como uma posição tática, né?
04:19O investimento offshore como uma posição tática nos portfólios.
04:22Então, agora eu acho que todos os investidores conseguem ter acesso, como a Kátia mencionou, né?
04:27A desburocratização de enviar remessas para fora, antes era um monte de papel,
04:32tinha que assinar um monte de documento, fazer um monte de formulário.
04:36E hoje você consegue enviar um PIX, né? De uma conta para outra em menos de um dia,
04:41ou às vezes até no mesmo dia o seu dinheiro aparece na conta internacional
04:43e você consegue acessar grande parte desses portfólios.
04:47Então, eu acho que tudo isso, né? Óbvio, os motivos de desvalorização da nossa moeda,
04:52incerteza política, atrelado à facilitação desse processo de envio de recursos para fora,
04:57fez com que os investidores em gerais conhecessem esse mercado, né?
05:02Por isso que eu digo que é um caminho sem volta, eu acho que cada vez menos desburocratizado,
05:07isso vai fazer com que cada vez mais as pessoas acessem esse mercado.
05:11E cada vez mais estão acessando também por contas internacionais, né?
05:15E não só aqui offshore, como poderia ter fundos aqui cada vez mais,
05:19mas as pessoas estão escolhendo ter uma conta offshore de fato, mandando recurso.
05:24E a conta tem sido nos Estados Unidos, antes se falava muito em Suíça, né?
05:30A Suíça era o alvo das grandes fortunas, então sempre tinha a conta da Suíça.
05:35Agora, nessa democratização dos investimentos, parece que é os Estados Unidos o hub principal
05:41de diversificação internacional. Por que isso, Virgínia?
05:44Eu acho que tem alguns motivos, né? Um dos principais é que os Estados Unidos, né?
05:48O dólar é a reserva mundial, né? Então, isso tem um porquê, né?
05:53Grande parte de todas as plataformas financeiras ficarem nos Estados Unidos.
05:58Então, é a maior reserva mundial de todos os países.
06:01Então, todo mundo quer estar em dólar, é a proteção natural dos portfólios.
06:05Então, esse é um dos motivos, né?
06:07A estabilidade política dos Estados Unidos também.
06:09Eu acho que isso também é um segundo fator que faz com que os investidores
06:13acabem procurando mais os Estados Unidos e um pouco menos a Europa.
06:17E tem a questão dos custos também, né?
06:19Eu acho que quem está acostumado já a ter, né, esse contato tanto com o mercado europeu
06:24quanto com o mercado americano, sabe que o mercado europeu acaba, às vezes,
06:29sendo mais para os grandes clientes ou para os clientes que fazem uma saída fiscal
06:32para a Europa e querem ficar com dinheiro na Europa, do que, de fato, acessar o mercado global.
06:39Porque pelos Estados Unidos, hoje, você tem a facilidade de conseguir acessar o mundo inteiro.
06:43Então, você não precisa ter uma conta nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia.
06:47Se você estiver nos Estados Unidos, você consegue acessar, de fato, o mundo inteiro.
06:51Então, eu acho que tem esse um dos motivos, né, pelos quais os investidores
06:55acabam procurando mais nos Estados Unidos versus outros grandes centros financeiros do mundo.
07:01E a Europa acaba ficando mais para os grandes clientes mesmo.
07:04Porque quando você tem duas, comparando duas estruturas, uma na Europa e uma nos Estados Unidos,
07:09os custos na Europa são mais pesados.
07:11Então, acaba sendo um pouco mais difícil de um cliente, às vezes, alta renda,
07:17acessar esse mercado na Europa, né?
07:19Então, fica mais fácil ele ir via Estados Unidos e ele consegue acessar a Europa via Estados Unidos
07:23de uma forma mais barata.
07:25É, eu acho que eu cumprimentaria que também é um país que tem muita tecnologia e inovação.
07:29Então, acho que isso é uma tendência, né, global.
07:32E, então, o fato deles terem esse setor muito forte termina em que os recursos também vão para lá
07:40para que você possa acessar esse tipo de investimento nessas áreas.
07:45E eu acho que um outro ponto em relação aos Estados Unidos é a questão de que a maioria das
07:49instituições financeiras
07:50nos Estados Unidos, eles possuem um braço forte de pessoas, de um grupo, para atender a América Latina.
08:00Então, termina facilitando esse acesso para investidores da América Latina, principalmente do Brasil.
08:06Então, eles têm equipes preparadas somente para atender a nós aqui no Brasil.
08:12E aí fica mais fácil de levar os recursos.
08:15Com certeza.
08:16Vocês citaram aí a desvalorização do real, né, como uma questão de proteção importante.
08:21Mas na hora de ainda mandar o dinheiro para lá, isso é um gol contra importante.
08:28Nos últimos meses, né, desde o início desse ano, a gente tem tido uma desvalorização do real muito grande.
08:34Isso tem desacelerado o quanto que os brasileiros estavam mandando aí para o exterior, né,
08:40nesse processo de ir aumentando, né, o seu portfólio lá fora.
08:45Eles pararam para observar ou não? Nada mudou, Kátia?
08:48Eu acredito que não.
08:50Assim, é interessante.
08:51Aqui tem uma coisa que eu não sei se a Virgínia vive isso lá, mas o que a gente percebe
08:55muito é
08:55toda vez que a gente senta com os clientes, né, vamos diversificar, colocar um percentual do patrimônio.
09:01Então, vamos supor que a gente tenha feito isso, o dólar era 4,80, essa projeção lá atrás.
09:06Aí o cliente fala, não, eu vou esperar o dólar cair.
09:08E aí o dólar não baixa.
09:09Aí quando chega agora em 5,60, por exemplo, agora vamos mandar, porque senão pode aumentar ou espera para diminuir.
09:18Então, assim, essa é a pergunta, né, a gente brinca, né, o jargão do mercado financeiro.
09:23O dólar e o câmbio existem exatamente para minimizar um pouco o ego dos especialistas em investimentos.
09:29Porque a gente não tem noção, né, se vai, são muitas variáveis que fazem aumentar ou diminuir.
09:34Então, respondendo a sua pergunta, assim, o que a gente percebe é sempre, se olhar a longo prazo,
09:42a ideia é que você vá investindo e vai fazendo o médio prazo.
09:46Porque você, quando olha um portfólio, você não olha no curto prazo.
09:49Então, se estava a 4,80 e vê, olha a oportunidade.
09:52Se o cliente fica pensando, ele, o dólar fechou o ano a 4,60, né, o dólar que a gente
09:58usou para o imposto de renda.
09:59É 4,60 alguma coisa.
10:01É, ou 4,80, né, 4,84.
10:04E agora a gente está a 5,60.
10:0620% de valorização da moeda.
10:09Aí ele compara, não, mas a renda fixa aqui deu 10.
10:12Ou seja, já, se ele tivesse mandado a 4,80, ele estaria melhor posicionado.
10:17E ainda teria rentabilidade lá, se comparar a renda fixa com renda fixa,
10:21que seria mais 6% ao ano, né.
10:24Então, o que a gente tenta é mostrar para o cliente que se tem a ideia de manter um patrimônio
10:31lá fora,
10:32vai mandando, né, vai se programando.
10:35Então, assim, no dia a dia a gente não percebe.
10:39A pessoa até pode esperar um pouquinho, mas quando vê que essa variação acontece,
10:44eu acho que a tendência continua aumentando e o pessoal continua investindo.
10:48Lá na SVN também, Virginia, o pessoal está mais reticente.
10:51É, eu acho que sempre tem essa questão.
10:54É uma ótima pergunta, né, porque eu vejo os clientes há muitos anos, né,
10:58falando a mesma coisa.
11:00Não, eu vou esperar mais um pouquinho para baixar.
11:02Então, quando o dólar estava a 3, eu vou esperar mais um pouquinho.
11:04Quando o dólar estava a 4, mais um pouquinho.
11:06A 5, mais um pouquinho.
11:07A 5,5, mais um pouquinho.
11:09Então, eu acho que sempre teve essa questão, né.
11:11E é normal, o investidor, ele sempre quer acertar o timing correto,
11:15o olho do mosquito que a gente brinca, que é muito difícil, né.
11:18Então, é uma mudança de mindset, uma education, que a gente,
11:21como planejador financeiro, tem que ajudar os clientes.
11:23E foi exatamente o que a Kátia falou, né.
11:25O dólar alto é aquele dólar que você não tem, né.
11:28É um jargão conhecido do mercado, né.
11:30É uma frase que um amigo meu, Haddad,
11:32é uma abração para ele, sempre fala muito nas palestras dele.
11:35E eu acho que é a mais pura verdade, né.
11:38A gente tem que sempre conscientizar os investidores, né.
11:42Que é importante esse envio ao longo dos anos, ao longo do tempo,
11:46que esse dólar, geralmente, ele vai para, teoricamente, não voltar, né.
11:50Ele faz parte de uma diversificação de um patrimônio
11:52e de uma proteção patrimonial lá fora, né.
11:55E, ao mesmo tempo, também, antes, ainda tinha muito essa questão só do câmbio.
12:00E os juros eram mais baixos nos Estados Unidos.
12:02Hoje, não.
12:03Hoje, os juros também estão altos lá.
12:04Então, você não conta só com o câmbio como rentabilidade.
12:08Você conta com uma diversificação de acessar bolsas do mundo inteiro, né.
12:12Então, o equity, a gente está fazendo essa migração
12:14para aumentar um pouquinho mais a posição de equity dos clientes.
12:18E também a renda fixa.
12:19Você tem dólar mais cinco, mais seis, como a Kátia falou.
12:22Então, você consegue uma rentabilidade muito além do câmbio,
12:25às vezes, no seu patrimônio, de uma forma que você está diversificado,
12:29tendo uma rentabilidade muito boa em dólar, né.
12:32E, também, tendo essa diversificação patrimonial,
12:35essa proteção contra o risco Brasil.
12:37Então, eu acho que é um ponto que todos os clientes,
12:40sem dúvida, sempre pegam.
12:43Vamos esperar mais um pouco, vamos acertar o momento do câmbio.
12:46E foi como a Kátia falou, você nunca vai acertar, né.
12:48Nem os especialistas, os economistas conseguem acertar.
12:51A gente pega os researches do começo do ano e olha agora.
12:54Então, é muito difícil mesmo.
12:55Tem muitas variáveis dentro da composição ali.
12:58Então, sempre tentar criar essa cultura de ir enviando ao longo do tempo.
13:04E pensar sempre no longo prazo na composição de portfólio.
13:09Isso.
13:10O Nid comentou, cada vez mais, o brasileiro está consciente
13:13da necessidade de investir lá fora.
13:15E ele também, então, tem demandado esse tipo de serviço
13:19com a mesma qualidade que ele sempre teve dos investimentos onshore também.
13:26Isso tem demandado das assessorias de investimento
13:29um investimento maior para poder atender a essa demanda.
13:35Como é que vocês têm feito isso?
13:37Como é que vocês têm buscado um time, uma estrutura
13:42que consiga atender a demanda que vocês estão vendo diante de vocês?
13:47Kátia, pode falar.
13:49Bom, hoje no Grupo Davos, como um todo, nós temos três modelos,
13:53vamos dizer assim, três formas de atendermos essa demanda.
13:57O primeiro modelo é um modelo bem interessante,
14:01porque nós somos pioneiros junto à XP.
14:04E até hoje ainda é a única empresa que tem esse modelo implementado,
14:09que nós temos dois sócios da Davos, que ficam em Miami,
14:14responsáveis por toda a parte da estrutura offshore.
14:18Então, eles atendem em conjunto com toda a nossa equipe de investimentos,
14:22onde o cliente tem o único relacionamento,
14:25que é a Davos, para cuidar da parte offshore.
14:27Esse é um modelo que a gente atende a clientes acima de 500 mil dólares.
14:31Então, nesse caso.
14:33O segundo modelo, que também é para clientes maiores,
14:36é o nosso Family Office, onde a gente consegue atender.
14:41Aqui no Brasil, a gente atende clientes acima de 30 milhões.
14:45E a parte do offshore, tanto a gente pode fazer a parte,
14:49que a gente faz uma gestão discricionária,
14:51sendo em qualquer instituição e também em qualquer jurisdição.
14:55Então, também a gente tem a oportunidade de atender
14:57essa parte do cliente offshore.
14:59E aí, nesses dois modelos, a gente está falando de clientes investidores maiores.
15:03E aí, o terceiro modelo,
15:05que é um modelo onde a gente atende qualquer tamanho de cliente,
15:09e a plataforma, que é a conta global, através da XP.
15:14O que é interessante?
15:15A XP, nesse modelo de democratizar e facilitar essa forma de investimento
15:20para qualquer investidor, tem a conta global,
15:24onde o cliente abre através do aplicativo dele.
15:27É muito simples.
15:28Então, basta você ter 10 mil reais de investimentos junto à plataforma XP,
15:33e você consegue abrir a sua conta internacional.
15:36Não sei se você deve ter lá.
15:37É muito fácil.
15:37E o mínimo de câmbio para mandar é 100 dólares.
15:41E você já acessa, eles têm lá na própria,
15:44quando você abre a sua conta global no aplicativo,
15:47já as opções de investimentos que você tem,
15:49eles mostram as opções.
15:51Então, hoje, e aí quando você pergunta,
15:54que tipo de cliente, qualquer cliente hoje pode ter uma conta.
15:58Então, isso é bem interessante.
15:59E com esses três modelos, a gente atende toda a base de clientes.
16:05É uma forma que a gente atende na DAO.
16:07Muito interessante.
16:09Virginia, e vocês?
16:10O que vocês estruturaram lá na SBN?
16:13Legal.
16:13Acho que foi uma mudança de modelos,
16:15conforme as demandas foram crescendo.
16:18A gente montou o nosso time de offshore a primeira vez,
16:20logo quando eu entrei na SBN,
16:22há uns três anos atrás,
16:23foi a gente começou a montar um time de offshore
16:25para ajudar os clientes nessa diversificação internacional.
16:28E de lá para cá foi um boom de investidores crescendo a procura.
16:32Então, hoje a gente consegue, óbvio,
16:34todos os clientes de novo hoje conseguem acessar,
16:37como a gente já falou aqui,
16:38uma conta global mais fácil,
16:40ter um cartão de débito para usar lá fora nas suas viagens.
16:43Então, isso ficou uma coisa muito comum para os clientes.
16:46Atrelado a isso,
16:47a gente sempre buscou esse modelo de ajudar os clientes,
16:51porque muitas vezes os clientes enviavam o recurso para o exterior
16:54e deixavam ele em conta,
16:56já achando que estavam diversificados,
16:58sem de fato alocar esse recurso.
17:00E para a gente é muito importante que os clientes entendam
17:03que a alocação shore faz parte do patrimônio do cliente,
17:07assim como o dinheiro que está aqui no Brasil.
17:09E a gente tem que olhar em conjunto
17:11para você não ter sobre a alocação de posição,
17:13não ter sobre a alocação de risco.
17:15Isso tem que ser olhado em conjunto.
17:17E foi pensando nisso que a gente criou o modelo do RIA,
17:20a gente optou pelo RIA,
17:22há um ditado pela SEC,
17:24que é um modelo que a gente faz toda a gestão do portfólio
17:27de forma discricionária,
17:28e para quem não está familiarizado com o tema discricionário,
17:30quando você tem um gestor profissional,
17:33tendo ali as principais decisões do portfólio
17:37em conjunto com o cliente,
17:38sempre a quatro mãos,
17:39com uma política de investimentos,
17:41sempre aceita pelo cliente, assinada,
17:43a gente sempre tem que seguir aquela política,
17:46fazer uma forma muito bacana
17:47de você ter ali alguém olhando 24 horas por dia,
17:52sete dias por semana os seus investimentos,
17:54e como isso se relaciona com o Brasil,
17:55que era uma das principais adversidades que a gente encontrava.
18:00Então, a gente criou com que o time de alocação internacional
18:03em Brasil estivesse dentro de uma mesma estrutura,
18:06no caso, o nosso diretor, que é o Pedro Chiesa,
18:09ele fica ali junto,
18:11tanto na alocação Brasil quanto internacional,
18:13fazendo com que o portfólio seja de uma forma holística do cliente,
18:17que as posições se conversem.
18:19Então, você não tem um mínimo ali.
18:21Antigamente, acho que se confundia muito,
18:23os clientes achavam que tinha que ser só cliente
18:26para abrir uma companhia offshore,
18:28que são as estruturas que a gente chama
18:29de Private Investment Company, as PIX.
18:31Aí sim, você precisa de um mínimo para abrir uma conta,
18:34porque essas companhias são caras,
18:36elas têm um custo de auditoria, de abertura.
18:38Então, essa estrutura de companhia offshore
18:40requer que você tenha ali pelo menos 500 mil dólares
18:42investidos lá fora,
18:44para que esses custos não comam a sua rentabilidade do portfólio.
18:48Agora, o cliente já pode acessar.
18:51Então, com uma conta global, qualquer volume.
18:54E a gente criou o RIA justamente para organizar toda essa estrutura.
18:57Então, a gente tem os portfólios ali para os nossos clientes,
19:00desde o cliente um pouco ali abaixo de 250 mil dólares,
19:04mais varejo,
19:05e o cliente um pouquinho mais sofisticado,
19:09acima de 250 mil dólares,
19:10que aí geralmente ele vem ali com uma estrutura de offshore atrelada
19:14para organizar a sucessão.
19:16Você ainda não paga ITCBD dentro de uma companhia lá fora,
19:20dentro de uma companhia offshore.
19:21Então, tem vários benefícios para os grandes clientes.
19:25E também essa questão da diversificação com sucessão,
19:29ela tem um apelo muito grande para a gente,
19:30que tem uma carga tributária alta no Brasil
19:33e uma organização sucessória para investimentos
19:36um pouco mais dificultada do que lá fora.
19:38Então, a gente entende que os clientes sofisticados procuram isso
19:42por uma questão não só de diversificação,
19:45mas também de proteção patrimonial,
19:46tanto quanto os pequenos clientes.
19:47Então, hoje, com o RIA,
19:49com a nossa estrutura,
19:50que a gente acabou de abrir, na verdade,
19:52a SEC auditou a gente agora,
19:54no comecinho desse ano,
19:55a gente consegue organizar esses clientes
19:58para que todo mundo se beneficie
20:00da melhor forma possível
20:01desses investimentos internacionais,
20:02junto e pensando sempre em conjunto
20:04com o que eles já têm aqui no Brasil.
20:06Pelo que eu entendi de vocês,
20:09praticamente qualquer valor já dá para abrir uma conta lá fora.
20:12Agora, o que não ficou muito claro é
20:15qualquer valor deveria abrir uma conta lá fora
20:17ou vocês ainda concedem uns clientes menores
20:21a fazerem diversificação aqui dentro do Brasil mesmo
20:24e um cliente já tem que ter um mínimo
20:27para valer a pena pensar na outra caixinha lá fora?
20:30Eu não acho, Pátia,
20:32que tem um mínimo, assim.
20:33Eu acho que o cliente, hoje em dia,
20:35graças a Deus, é muito mais fácil ele acessar, né?
20:37Então, eu acho que dessa forma o cliente consegue,
20:41de qualquer valor financeiro, deveria ter.
20:43E aí, o percentual que ele vai ter é muito pessoal, né?
20:46A gente conversa muito isso com os clientes.
20:48Tem cliente que quer ter 10%, 20%, 50%,
20:52e aí vai muito do...
20:54A gente, pelo menos, 10% a 20% a gente recomenda
20:57que os clientes têm, independente do volume.
20:59Assim, acho que qualquer cliente,
21:00até porque hoje você pode ter uma conta internacional,
21:03inclusive até para viajar.
21:04Eventualmente, você vai viajar,
21:06muitos viajam, independente do valor que ele tenha de patrimônio,
21:10porque as contas globais, elas têm a questão do cartão de débito,
21:13você não precisa usar o seu cartão internacional de crédito,
21:16pagar IOF.
21:17Então, é uma forma mais prática, né?
21:19De você fazer o câmbio e viajar.
21:22Então, sim, qualquer pessoa deveria ter.
21:24Acho que é importante, acho que dentro de uma cultura de investimentos,
21:27olhando para frente, né?
21:29Uma tendência hoje é que você acesse esses outros investimentos,
21:33tenha acesso para poder olhar o teu...
21:36Então, independente do teu...
21:37É o patrimônio que cada um consegue ter.
21:39Então, ele deveria ter, sim, uma conta internacional.
21:42Perfeito.
21:43E como que é mirar uma rentabilidade lá fora para esse cliente?
21:50Aqui, os brasileiros ainda estão muito acostumados com o CDI, né?
21:54E procuram sempre o que vai estar acima do CDI.
21:58Quando a gente bota, então, nessa conta lá fora,
22:01que está totalmente desatrelada ao CDI, ao real,
22:05o que eles pedem em relação à rentabilidade para essa conta lá fora?
22:11Olha, ele já consegue separar a caixinha do que é aqui Brasil,
22:14o que é lá fora, ou ele pensa tudo junto,
22:17ele vê diferenciais entre o que ele poderia estar ganhando aqui,
22:22o que ele vai ganhar lá fora,
22:24como que é esse desafio de fazer essa gestão de um portfólio que é único,
22:29porém, ele está em situações diferentes,
22:33por estar em ambientes diferentes.
22:35Eu acho que hoje esse é um papel muito importante nosso, né?
22:38Quando a gente fala dos assessores,
22:41a forma como a gente assessora esse cliente e mostrar, né?
22:45Até dentro do modelo que a Virginia estava falando,
22:47por exemplo, lá no Grupo Davos, a gente tem a visão, né?
22:50Os nossos sócios que ficam lá, eles são sócios da Davos aqui,
22:54participam da mesma equipe que a gente tem de estrategista,
22:58equipe econômica, que faz todo o nosso comitê de alocação.
23:01Então, a gente toma cuidado de equilibrar o portfólio do cliente,
23:05tanto internacional quanto local,
23:07para que não tenha sobreposição de risco,
23:09para que não tenha a parte, não só de risco,
23:13mas que livre as pontas.
23:15E o nosso papel é explicar para ele
23:17que não é uma comparação de rentabilidades.
23:20Cada país tem o seu momento,
23:23assim, você tem que olhar, obviamente,
23:25ensinar para ele o quanto que a avaliação cambial vai ser aqui
23:28e não vai mudar aqui a somatória do resultado.
23:32Então, quando a gente mostra, a gente mostra o todo para ele,
23:35mas guardando, e obviamente,
23:36quando a gente está sentado ali com o cliente
23:38explicando o resultado da carteira dele,
23:41cabe, o nosso papel é mostrar as diferenças, né?
23:45Acho que, assim, depende do perfil de cada cliente,
23:48onde vai ser alocado, qual é o apetite que esse cliente tem.
23:52Normalmente, o mesmo apetite que ele tem aqui para risco
23:54é o mesmo de lá, ele não muda, o cliente é o mesmo, né?
23:57Então, a gente tenta seguir, assim,
23:59se é mais conservador, se é mais moderado,
24:01se é mais agressivo.
24:02Então, isso depende muito do apetite de cada cliente.
24:05Mas, sim, o nosso papel é mostrar para ele
24:08as diferenças, né?
24:10E o que ele está ganhando, perdendo, enfim.
24:14Eu concordo com a Cátia,
24:16eu acho que esse é o nosso trabalho,
24:17mas o cliente, ele, de fato,
24:20assim como a questão que a gente falou antes, né?
24:22Do preço médio do dólar influencia,
24:25esse é o segundo ponto que o cliente bate.
24:27Ah, não, mas eu estou ótimo aqui ganhando
24:29o IPCA mais 6, né?
24:31Que a gente brinca, vê os posts, né?
24:34O IPCA mais 6, o CDI, nada bate o CDI, de fato, né?
24:38E aí, a gente volta aos mesmos pontos
24:40que a gente já citou aqui, né?
24:42Ele não é só pela rentabilidade,
24:44obviamente, de cada país, né?
24:45Hoje, você tem atratividade na remuneração também,
24:49tanto na renda fixa, quanto na renda variável
24:51nos Estados Unidos.
24:52Então, vai muito mais além do câmbio
24:54e da comparação com o Brasil,
24:55e sim da composição de portfólio, né?
24:58Que eu acho que isso é uma coisa
24:59que ainda é difícil para a grande parte dos clientes
25:01entender que o portfólio, ele não é nem 8,80, né?
25:04Ele é uma composição.
25:06Então, o CDI é importante, o IPCA é importante,
25:08o dólar é importante, né?
25:10A diversificação internacional é importante,
25:12e depende muito do perfil, depende, né?
25:14A gente sempre brinca que muitas vezes
25:16os clientes falam, ah, investir no exterior
25:17não é para mim, eu sou um cliente conservador.
25:19Então, justamente por você ser um cliente conservador,
25:22você deveria estar aplicando na classe correta, né?
25:26Mas também diversificado em dólar,
25:28porque não tem nada mais conservador
25:29do que você estar, por exemplo,
25:30numa treasury nos Estados Unidos.
25:32Então, são algumas quebras de mindset mesmo,
25:36que eu acho que é o nosso trabalho
25:37como assessores, como planejadores financeiros,
25:40ajudar os nossos clientes, né?
25:42A construir essa visão de portfólio
25:44e a importância que a diversificação de fato tem,
25:46que a gente estava falando no começo tanto de diversificação,
25:49a diversificação é exatamente isso, né?
25:51É você ter um pouco em cada caixa
25:52para que essa composição de portfólio
25:54no final do dia consiga passar todas as volatilidades, né?
25:59Porque acho que a melhor maneira de...
26:00Ninguém encontrou uma maneira ainda de mitigar risco
26:04melhor do que a diversificação em si, né?
26:07Que é a velha história de não colocar
26:08todos os óculos na mesma cesta,
26:10que ela se aplica aqui também.
26:11Então, de você ter uma exposição ali
26:13a diferentes mercados,
26:15no caso aqui que a gente está falando
26:16da diversificação offshore,
26:17em conjunto com os seus investimentos aqui no Brasil.
26:22É um desafio diário,
26:24mas a gente vai chegar lá, né?
26:25Parece que a educação, né?
26:27O brasileiro está entendendo isso.
26:30E para entender em que momento a gente está
26:32e onde que vocês acham que a gente vai chegar,
26:36eu queria que vocês dissessem
26:37quanto que, em média,
26:38o cliente de vocês hoje já tem lá fora
26:41e quanto que eles desejam chegar
26:44ou que vocês recomendam a eles chegar.
26:47E se isso deve acontecer em quanto tempo, né?
26:51Qual o planejamento aí
26:52de chegar a esse ótimo offshore?
26:55Bom, posso falar da nossa experiência
26:57lá dentro na Davos.
26:58Bom, primeiro, acho que é importante saber
26:59que nós, desde que nós constituímos a Davos,
27:03a maioria das pessoas,
27:04os 70% é e-Citbanker,
27:06onde nós tínhamos por hábito já
27:08uma cultura de investimento internacional,
27:11onde, na época,
27:12o segmento do qual eu era responsável
27:15era 20% dos clientes
27:16mantinham seus investimentos internacionalmente,
27:1980% aqui no Brasil.
27:21Então, a gente já nasceu com essa cultura, né?
27:24Dentro da Davos.
27:26Hoje, a gente tem mais ou menos,
27:28para o cliente que é investidor,
27:29ele mantém de 15% a 20%.
27:31Esse é mais ou menos o que a gente tem hoje
27:34dos clientes que têm investimento.
27:36Porém, os clientes de maiores famílias,
27:39de maior patrimônio, né?
27:40O Traheim, esse número já muda.
27:43Já é mais de 50% lá fora do que aqui.
27:47Então, quanto maior o patrimônio,
27:50mais eles têm o conforto de diversificar
27:53e mudar um pouco isso.
27:55Então, esse hoje é o nosso...
27:57E aí, a gente almeja passar isso para 25%
28:01e ir crescendo,
28:02porque a gente entende que, como disse a Virgínia,
28:05é um caminho sem volta, né?
28:06Então, acho que é uma questão de cultura,
28:08é uma questão de tempo.
28:10Eu acho que hoje essas plataformas, né?
28:12Como a própria XP e outros
28:14criaram essas plataformas
28:16para clientes menores poderem ter essa cultura
28:19e irem crescendo, né?
28:20Nesse movimento,
28:23eu acredito que a gente vai
28:25cada vez mais aumentando esse percentual.
28:27Não só do volume,
28:29mas da quantidade de clientes, né?
28:31Então, acho que...
28:36Assim, a gente acha que é, de novo,
28:37um caminho sem volta,
28:38só vai crescer.
28:40Eu acho que, assim como a XP foi a pioneira
28:42em abrir o mercado de investimentos
28:44para o público geral,
28:45para dar acesso para todos os públicos
28:48investirem em todos os tipos de produtos, né?
28:50Desde private equity,
28:52produtos que antes só os grandes clientes,
28:53o internacional, ele está indo para o mesmo caminho.
28:56Então, hoje, infelizmente, assim,
28:58a nossa custódia de internacional perto
29:00versus o que a gente imaginava ainda é baixo, né?
29:03Então, por isso que a gente enxerga
29:04um oceano azul de oportunidade ainda,
29:07principalmente no varejo,
29:08foi o que a Kátia falou,
29:08os grandes clientes já entenderam um pouco mais.
29:11Eu acho que já acessam esse mercado
29:12há mais tempo também.
29:13Então, né?
29:14Isso exige um tempo, né?
29:16De education e...
29:18Mesmo de o cliente acostumar com isso, né?
29:22Então, hoje a gente tem, por exemplo,
29:2327 bi sobre gestão,
29:25sendo que 150 milhões só estão investidos,
29:27de fato, no exterior.
29:28Se você pegar a base de diversificação
29:31com fundos internacionais aqui no Brasil,
29:32é maior, né?
29:33A gente recomenda ali também
29:34próximo de 20% pelo menos.
29:37Então, a gente está longe ainda, né?
29:38Então, a gente espera ali
29:40chegar até 1 bi no máximo em 2025,
29:43aumentando ainda mais essa custódia.
29:45E nos próximos 10 anos,
29:48quem sabe, né?
29:495 bi, cada vez mais representativo isso.
29:52Eu acho que é um caminho
29:53que só vai melhorar.
29:55O mercado é muito dinâmico.
29:56Então, é muito difícil.
29:57Tudo que a gente falar aqui
29:58vai ser muito especulativo,
29:59porque muitas coisas vão mudar
30:00nos próximos anos
30:01e a gente vê tendências novas
30:03o tempo todo.
30:04Mas, com certeza, né?
30:06A internacionalização é um caminho ali
30:08que só vai aumentar
30:09e a gente vai cada vez mais
30:11ter exposição internacional
30:14e também ter acesso aí
30:15a mercados e produtos diferentes
30:17que surgem lá fora o tempo todo, né?
30:21Meninas, foi um prazer tê-las aqui.
30:24A gente trouxe discussão muito rica.
30:26Queria terminar só com uma perguntinha
30:29que é como vocês,
30:30como profissionais e como empresas,
30:33querem estar nessa transformação aí
30:35do Brasil na diversificação internacional.
30:38Acho que desde...
30:39A gente está vendo aqui, talvez,
30:41o início, né?
30:42Que a gente está colocando
30:43de um novo mercado financeiro
30:45para os próximos anos.
30:47Quais são os desafios aí,
30:49brevemente, que vocês veem,
30:51tanto profissionais pessoais
30:52como, né, na empresa?
30:55Eu acho que essa questão,
30:57ela é muito bem-vinda, Pathy,
30:59porque a gente enxerga
31:01que o cliente ainda não está preparado totalmente, né?
31:03Como eu falei,
31:04tem um caminho muito grande pela frente.
31:06Então, eu acho que o nosso maior desafio
31:07é a conscientização, né?
31:09E passar esse education para o cliente
31:11junto com sempre entendendo a regulação,
31:15sempre muda, né?
31:16Então, tem uma questão ali regulatória
31:18que a gente está sempre olhando.
31:19Formas diferentes.
31:20Hoje, né, por exemplo,
31:21a gente conseguiu fazer um RIA
31:23de não-residente, né?
31:25Então, assim, é uma coisa muito diferente.
31:26A gente consegue, mesmo aqui no Brasil,
31:28sem precisar ter uma estrutura lá fora,
31:30atender o nosso cliente
31:31de uma forma diferente, né?
31:33E global.
31:34Então, as próprias plataformas,
31:37a XP sempre inovando,
31:39criando novos caminhos
31:40para globalizar
31:42e dar o acesso para todos os clientes.
31:45Então, eu acho que o nosso maior desafio hoje
31:47é a conscientização,
31:49continuar com esse trabalho
31:50de conscientização para os nossos clientes, né?
31:52E formação aqui também dos assessores, né?
31:55E dos planejadores financeiros,
31:57a importância dessa proteção patrimonial lá fora
32:00e de você conseguir também acessar
32:02o mercado de investimentos
32:03que aqui no Brasil ainda está muito incipiente, né?
32:06Então, você hoje lá fora consegue acessar
32:08todos os mercados,
32:10produtos que antes você não acessava, né?
32:12Por exemplo, a gente falou aqui
32:13dos VCs, dos private equities,
32:15que também foram uma tendência, né?
32:17Que é uma coisa que os clientes
32:19de varejo não acessavam
32:20e hoje conseguem acessar.
32:21O internacional, ele está indo
32:22exatamente para o mesmo caminho
32:24e tirar um pouco, às vezes,
32:25só a visão de,
32:26ah, eu vou mandar o dinheiro para viajar, né?
32:28Porque eu sinto que muitas vezes, assim,
32:30o cliente, ele fala sobre isso,
32:31ah, eu queria um cartão
32:33para eu viajar, né?
32:34Para eu não pagar IOF.
32:35Mas vai muito além, né?
32:36Só do IOF e de você gastar ali no seu cartão
32:40e sim de uma proteção patrimonial,
32:41que ela é muito importante.
32:43E para não só para, né?
32:45Pensando aqui na nossa geração,
32:48mas nas gerações próximas também, né?
32:49Você fazer a sua reserva patrimonial
32:52sempre deixar um pedaço ali,
32:53pelo menos de 20%,
32:55exposto a uma moeda mais forte ali
32:58e diversificando o risco do Brasil.
33:01Eu acho que é realmente
33:02uma cultura de investimento, né?
33:04Eu acho que aos poucos,
33:05da mesma forma que no passado
33:07só clientes privates tinham acesso
33:09ou sabiam
33:10ou conheciam
33:11ou investiam,
33:12hoje, assim,
33:14o fato de estar tudo aberto
33:15é cultura.
33:16Acho que a gente tem que estar
33:16sempre falando,
33:18sempre que a gente está
33:18oportunidade com o cliente,
33:20utilizar o investimento internacional
33:22como uma diversificação,
33:24fazendo parte normal
33:24do portfólio dele.
33:26Então, quanto mais a gente fala,
33:28mais a gente ensina,
33:29mais a gente simplifica.
33:31Eu acho que a simplificação
33:32ajuda o cliente
33:34a entender
33:35e não ter medo
33:36de investir, né?
33:38Então,
33:39simplicidade,
33:40cultura,
33:41explicação,
33:42eu acho que é isso
33:42que vai, aos poucos,
33:43mudando a mentalidade
33:45dos clientes investidores.
33:47Cátia,
33:48Virginia,
33:49muito obrigada aí
33:50por essa discussão.
33:51Obrigada, Patrícia,
33:52por nos receber.
33:52Obrigada a você
33:53pelo convite.
33:55Agradeço também
33:56a nossa audiência.
33:58Esse episódio
33:59vai estar no site
34:00do NeoFeed
34:00e também
34:01nas principais
34:02plataformas de streaming.
34:03Até a próxima.
34:04E aí
34:08E aí
34:10E aí
34:12E aí
34:13E aí
34:14E aí
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34:14E aí
34:14E aí
34:14E aí
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