- há 5 semanas
Programa comandado por Ricardo Frizera destaca quem faz a diferença no mundo empresarial e corporativo do Espírito Santo.
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NotíciasTranscrição
00:16Bom dia, Espírito Santo! O programa Mundo Business começa agora para trazer notícia boa para você
00:21e mostrar aos empresários que estão fazendo sucesso aqui no Estado e no país.
00:27A busca pela juventude, que atrai milhares de pacientes e movimenta muito dinheiro na economia.
00:39E ainda as novidades da alimentação saudável. Em Vitória, tem até fazenda instalada no meio da cidade.
00:52O Brasil tem o terceiro maior mercado de estética do mundo.
00:57Um dos motivos é a febre da harmonização facial. Todo mundo quer ficar perfeito.
01:03E para lotar os consultórios, os profissionais têm que investir bastante. Olha aí!
01:13Paola é uma das dentistas que viu no mercado da estética espaço para crescer profissionalmente.
01:21Hoje o Brasil vive o boom da harmonização facial, um conjunto de procedimentos que equilibram o alinhamento e alguns ângulos
01:30do rosto.
01:30Os dentistas são profissionais habilitados para trabalhar nesse ramo.
01:35A gente consegue destacar os melhores pontos dos pacientes.
01:39Então eu consigo valorizar pontos em você, né? Para te deixar ainda mais bonito, para você ter um autoestima, um
01:46bem-estar, né?
01:47Então a gente consegue trazer isso.
01:48Paola enfrenta alguns desafios.
01:51É que na área da estética, os custos são caros.
01:53E a necessidade de investimento em propaganda é alta.
01:57Os custos são mais caros. Tem passagem, tem hospedagem. Então, né? Requer toda uma programação mesmo.
02:05A Mariana é um exemplo desse crescimento.
02:07A dentista é uma das maiores referências da estética no Espírito Santo.
02:12Você tem que investir em você e no seu negócio.
02:15Ou seja, eu pegava tudo que eu recebia dos pacientes e pagava um curso.
02:21Mesmo que aquele curso eu pudesse parcelar ele não sei quantas vezes.
02:27Eu pegava o dinheiro, investia naquele curso, fiz o curso.
02:31Colocar todo o dinheiro para a educação mesmo, né?
02:33Para a educação.
02:39E daqui a pouco você confere a reportagem completa com as dicas de quem fez sucesso no mercado de harmonização
02:46facial.
02:46A pandemia foi um dos fatores que fez bombar o mercado de alimentação saudável no Brasil.
02:54A preocupação das pessoas com a saúde aumentou.
02:57Cada vez mais, precisamos cozinhar em casa e cuidar da imunidade.
03:06Em vez daquelas prateleiras de supermercado que todo mundo conhece,
03:11essa espécie de mercado de bairro nasceu com o propósito de ser um body shop.
03:17Conceito que vem do inglês e que define as lojas que vendem produtos para quem quer definir o corpo.
03:24São potes e mais potes de suplementos alimentares.
03:33Além da busca pela suplementação de vitaminas,
03:37os frequentadores de academia começaram a procurar alternativas para melhorar a alimentação.
03:44Antigamente era só suplementação, body shop total.
03:47Hoje a gente tem multivitamínicos, todo tipo de vitamina, ômegas, chás.
03:54Cristina comanda esse mercado na Praia do Canto, em Vitória.
03:58A empresária acredita que o isolamento social e a necessidade de fazer mais refeições em casa
04:04acelerou a procura pelos alimentos saudáveis.
04:08E essa não foi uma preocupação só de quem malha.
04:11Antes a gente tinha aquele público que gosta de academia, saúde, enfim.
04:19Na pandemia a gente cresceu muito porque as pessoas começaram a procurar mais imunidade,
04:25começaram a treinar.
04:27Quem não treinava se preocupou com a imunidade, começou a treinar e aí já vincula a alimentação saudável.
04:34Muitos médicos, nutricionistas, começaram a conhecer melhor esse mercado de suplementação
04:39e também começaram a indicar mais a loja.
04:42Então, e até hoje a gente cresce, graças a Deus.
04:45A gente cresceu 150% durante a pandemia.
04:48De acordo com uma consultoria internacional, a venda de produtos orgânicos
04:53ultrapassou a marca de 100 bilhões de reais em 2020.
04:57E foi nesse mesmo ano, no início da pandemia, que o consumo de orgânicos cresceu 45% no Brasil.
05:04A ideia de buscar hábitos mais saudáveis está ligada aos benefícios que uma alimentação equilibrada pode gerar.
05:10É o que explica essa professora de nutrição.
05:13Você tem só ganhos em relação a uma logitividade de qualidade,
05:18ou seja, em prevenção de várias doenças, principalmente as doenças relacionadas diretamente com a alimentação.
05:25As mais comuns que a gente conhece são o diabetes, a gente tem a hipertensão arterial
05:30e tem todas as comorbidades que são associadas quando a pessoa, por exemplo, está sobrepeso, obesa.
05:37E aí nós temos vários outros tipos que podem ser doenças até artrite, doenças mesmo da parte óssea
05:45e também podem ser doenças até inclusive mentais, como a própria depressão, como a própria ansiedade.
05:51Tudo isso gira em torno da alimentação.
05:53A Cristina concorda com ela.
05:55As pessoas são mais felizes quando elas praticam atividade física.
05:59Elas conseguem dormir melhor, elas, né, pela alimentação.
06:03Elas vão viver melhor, vão ter menos ansiedade, menos dor de cabeça.
06:10Por conta da maior adesão do público, o mercado de alimentos saudáveis tem criado novos negócios,
06:16como esse, o cultivo de hortaliças no meio da cidade.
06:24A fazenda urbana é uma tendência mundial de aplicação de tecnologia na agricultura.
06:31A ideia é utilizar de espaços como esse daqui na Praia do Canto, em Vitória,
06:35para produzir frutas, legumes e verduras.
06:38A horta diferente surgiu por necessidade.
06:42Ela é advogada.
06:44Ele, engenheiro químico.
06:46A gente morava no Rio de Janeiro, né, a gente se conheceu lá.
06:49E lá a gente tinha uma facilidade muito grande a achar produtos orgânicos, produtos naturais,
06:54mais selecionados.
06:56Você tem um mercado de produtos saudável, vamos assim dizer, em cada bairro.
07:00E quando a gente veio aqui em Vitória, a gente sentiu um pouco dessa necessidade.
07:04A gente não achava os produtos que a gente estava habituado a consumir com tanta facilidade
07:08como no Rio e São Paulo.
07:09E a gente falou, ah, vamos se jogar e vamos montar um negócio com esse segmento em Vitória.
07:15E aí a gente começou a estudar, né, fazer plano de negócio.
07:18E a gente sempre esbarrava na questão da durabilidade do produto.
07:22Porque até o produto chegar para a gente e a gente levar para o nosso consumidor final,
07:26ele tem um lapso temporal grande.
07:28Então a gente nunca ia conseguir entregar um produto tão fresco e tão bom quanto a gente gostaria.
07:34E aí foi quando a gente conheceu esse conceito de fazenda urbana.
07:36Que é você plantar dentro da cidade, colher o produto na hora, né,
07:40e entregar esse produto o mais fresco possível para o cliente.
07:43O cultivo dentro da cidade é um desafio em termos ambientais e econômicos.
07:50Principalmente por conta do custo do terreno.
07:53São mais de mil metros quadrados aqui na Praia do Canto, em Vitória.
07:57Por isso, a saída é investir em tecnologia para deixar a produção eficiente.
08:02O casal já investiu mais de um milhão e meio de reais no negócio.
08:05A gente decidiu por fazer todo o processo de produção da hortaliça.
08:11Então a gente faz desde a muda, né, por assim por dizer,
08:15a gente pega uma semente de alface, por exemplo,
08:19coloca dentro desse perfilzinho aqui, que isso é uma espuma inerte, né.
08:24Depois de dois dias, mais ou menos, ela cresce, né, germina.
08:28E aí ela fica nessa mesa de germinação em torno de 10 a 14 dias, a depender da variação.
08:37Dando certo?
08:38Dando certo, a gente tira cada pedacinho desse aqui.
08:42Aqui, por exemplo, já tem uma muda que está um pouco mais, em estágio um pouco mais avançado.
08:47E a gente transplanta para os perfis de produção final.
08:51Depois de uns 25 dias a 30 dias, ela também já está pronta para colheita.
08:57Alimentos mais saudáveis na mesa ajudam na sustentabilidade do planeta e na saúde do ser humano.
09:04Aqui antes era um estacionamento.
09:05Isso mesmo.
09:06Então além de ser melhor para o consumidor final, ainda é mais sustentável, é isso?
09:10Com certeza.
09:10A produção para hidroponia, ela reduz em até 90% o consumo de água, se comparado com
09:17uma produção normal em solo.
09:18Toda a produção é feita na água, através de perfis hidropônicos, onde passa uma solução
09:23nutritiva que a gente mencionou.
09:25Os clientes adoraram a novidade.
09:27O Daniel é fã dos alimentos orgânicos.
09:30Eu acho que traz um benefício para a qualidade de vida.
09:33Tanto para exercer um esporte ou até mesmo na qualidade do sono.
09:41Então só esses dois componentes, eles já são atrativos para consumo de produtos saudáveis.
09:47Ele conta que a mudança na alimentação ajudou até na cura de um antigo problema de saúde.
09:53Minha vida mudou.
09:55Eu tenho desde pequeno um problema de saúde, que eu sou asmático.
10:02E com outros fatores correlacionados à alimentação, à má alimentação, isso traz um prejuízo.
10:13E a partir do momento que você se alimenta saudável, você ganha em performance, ganha
10:19em qualidade de vida, ganha em sono.
10:21Então são fatores primordiais.
10:24O exemplo do Daniel reforça um conceito antigo, mas que muita gente ignora.
10:29Nós somos o que comemos.
10:38Você já se perguntou quanto do seu salário você tem investido em lazer?
10:43Sair para jantar com a família num restaurante bacana ou ir para aquele bar com os amigos?
10:47Muita gente tem essa dúvida.
10:48Está na hora do quadro Finanças de Azê com Ana Porto.
10:54Olá pessoal, eu sou Ana Porto, eu sou planejadora financeira e hoje a gente vai falar de um assunto maravilhoso.
11:00Quanto eu preciso investir, mas sem deixar de aproveitar a vida?
11:04Gente, isso é muito importante.
11:06Afinal, algumas pessoas vão me perguntar, Ana, o que tem a ver educação financeira com aproveitar a vida?
11:11Tudo, obviamente.
11:12Gente, algumas pessoas pensam que educação financeira é só guardar dinheiro, guardar dinheiro.
11:17Não, gente, isso não tem nada a ver.
11:19Educação financeira é liberdade, é qualidade de vida.
11:22Não adianta a gente trabalhar, trabalhar, trabalhar e não ter lazer, não se divertir.
11:26Para que serve o dinheiro?
11:27Para nos proporcionar coisas boas.
11:29Agora eu vou te apresentar a família da Gessandra.
11:32Eles gostam muito de curtir as coisas boas da vida.
11:35E eles querem saber como que eles fazem para se organizar melhor.
11:38Acompanha comigo.
11:44Pelo ronco do motor, deu para perceber que o vovô está on.
11:48Quando chega o final de semana, Gessandra, o marido e a filha de 9 anos,
11:52costumam pegar a estrada no Fusca 1968 para participar de encontros de carros antigos ou visitar a família.
12:00Tem o clube que a gente tem, dos antigos 027, que a gente geralmente faz todo o encontro sexta-feira.
12:07Só que no decorrer a gente faz os passeios também.
12:10A gente sempre se programa, embora a minha sogra tenha a casa de praia,
12:15então a gente todo final de semana vai para lá.
12:17A gente se organiza e está todo final de semana lá.
12:20O final de semana que já não dá, para a gente se controlar, a gente também não vai.
12:24Sempre gasta um pouquinho a mais.
12:26Sempre tem um gastozinho que vai por fora, um lanche, uma criança que quer um picolé, alguma coisa assim por
12:32fora.
12:33Para garantir os momentos de diversão, Gessandra controla os gastos com pulso firme.
12:38Uma das medidas é ficar de olho no limite do cartão de crédito
12:42e gastar menos do que o valor disponibilizado pelo banco.
12:45O que sobra do salário vai direto para a poupança.
12:49Controle financeiro é tudo.
12:52Do que você gasta, do que você ganha, o não, que você tem que ter pulso firme para ter ele.
13:00Se eu posso, eu posso. Se eu não posso, é não.
13:03Você tem que ter o pulso do não em tudo.
13:06Até no cartão de crédito que eu costumo utilizá-lo mais.
13:09Minhas despesas de gasolina, supermercado, essas coisas assim, tudo eu passo no cartão.
13:14Então eu tenho esse controle também de limite de utilizar ele.
13:18Ele tem o limite dele, porém eu tenho o meu limite.
13:20Guardar dinheiro para emergências é sempre importante.
13:24Se preparar para o futuro também.
13:26E uma das formas de fazer isso é investir parte da renda no mercado financeiro
13:32e multiplicar a grana.
13:34Mas será que dá para investir sem deixar de aproveitar a vida?
13:38É o que a Gessandra quer saber.
13:40Até porque o tempo passa rápido e junto com o marido,
13:44ela sonha em dar uma baita festa de 15 anos para a filha.
13:47Ela vai fazer 10 anos esse ano, então daqui 5 anos também,
13:51que é o tão desejado sonho de 15 anos de todo filho, toda filha na verdade.
13:56Então a gente estava até se planejando quanto a isso para poder fazer o aniversário de 15 anos,
14:02por ter pouco tempo.
14:04Mas para outro investimento de faculdade, estudos, essas coisas assim, ainda nunca pensamos nada.
14:14Então, a Gessandra já começou muito bem.
14:17Ela já tem tudo anotado na ponta do lápis e ela ainda consegue guardar dinheiro.
14:21Ó, Gessandra, só que você guarda no lugar errado, a poupança.
14:24A gente já falou aqui no Finanças que a poupança é uma furada,
14:27então foge disso e pense em outras estratégias.
14:31Mas, gente, a gente sabe o que ela fez na intuição.
14:33Então, agora eu vou mostrar para vocês uma forma melhor de controlar esse percentual e os demais gastos.
14:39O método é simples e ele se chama 50-30-20.
14:43Olha comigo aqui no telão.
14:4450% da sua renda, se você ganha, por exemplo, 2 mil reais,
14:4950% você separa para os gastos essenciais.
14:52O que são eles?
14:53Moradia, alimentação, educação, são gastos que você não vive sem eles.
14:5830% são para o seu estilo de vida.
15:01Ana, o que é estilo de vida?
15:03Gente, balada, passeio, viagem, tudo que é muito bom da gente aproveitar.
15:08Nesse caso, são 600 reais.
15:10E os 20% são para os seus sonhos a longo prazo.
15:14E também é uma coisa muito importante que algumas pessoas se esquecem, gente, a aposentadoria.
15:19Então, a gente separa esses 20%, que nesse caso são 400 reais,
15:24para esses sonhos e para a aposentadoria.
15:26Eu sei que vocês devem estar pensando,
15:28Ana, eu não estou conseguindo mal pagar as contas.
15:30Afinal, gente, a inflação está aí, tudo subiu.
15:33A gente vai no supermercado hoje, está um preço, amanhã está mais caro e o dinheiro, às vezes, fica curto.
15:38Só que se a gente não se organiza, não anota e não controla, fica ainda mais difícil.
15:43Às vezes, gente, a grana está curta, então vamos pensar diferente.
15:47Vamos pensar em outras formas de ganhar um pouquinho mais.
15:49Uma renda extra, faz algum bico, alguma coisinha diferente que aí vai ajudar no final do mês.
15:54No início, gente, eu sei que parece difícil, é complicado,
15:58mas a gente tem que começar de alguma forma, começa aos poucos, vai se organizando, vai anotando
16:03e depois fica mais natural.
16:05E não se esqueçam, se a gente sempre faz as mesmas coisas, o resultado é sempre os mesmos
16:10e só a gente que pode mudar o nosso futuro.
16:12Por hoje é só, um ótimo final de semana para vocês e até semana que vem.
16:20Um recado rápido para você que está assistindo o Mundo Business.
16:23Se você quer ficar por dentro de tudo o que é mais importante no mundo dos negócios
16:28e da economia no Espírito Santo, aproveita esse momento para seguir a gente nas redes sociais.
16:33O QR Code está aqui embaixo.
16:35Você pode procurar no YouTube e no Instagram, arroba Folha Business
16:38e também no meu Instagram pessoal, arroba Ricardo Friseira.
16:41Vários conteúdos exclusivos diariamente para você.
16:46Você já ouviu falar na geração nem-nem?
16:48São jovens que não trabalham e também não estudam.
16:53Agora você vai conhecer uma iniciativa aqui no Estado que tenta mudar um pouco essa realidade.
17:02Maria Cristina é moradora de Vitória.
17:05Aos 19 anos, ela busca uma oportunidade.
17:09Estou procurando emprego.
17:10Está procurando emprego aonde?
17:11Ah, em qualquer ramo, né?
17:14Qualquer ramo, o que tiver está bom.
17:15Sim, comecei a morar sozinha recentemente e eu estou precisando muito dessa oportunidade.
17:20Depois de sair da escola, a jovem teve dificuldades de se encaixar no mercado de trabalho.
17:26Terminei o ensino médio e atualmente eu estou procurando emprego.
17:29Eu tive muita dificuldade em, depois de terminar o ensino médio, conseguir saber, ter noção do que eu queria.
17:37Entendeu?
17:38E de arrumar um emprego por isso.
17:39De arrumar um emprego por isso.
17:40Maria faz parte da chamada geração nem-nem.
17:44Jovens que não trabalham e nem estudam.
17:46Para esse especialista em educação, um dos motivos que geram o fenômeno é a separação entre o que se ensina
17:52na escola e a vida real no ambiente de trabalho.
17:56A gente está acostumado com uma ideia de educação que a gente entrega para a juventude, ferramentas.
18:01A gente até usa essa expressão.
18:02Olha, eu vou te dar as ferramentas para você saber fazer alguma coisa.
18:06Saber fazer alguma coisa é ter um conjunto de conhecimentos objetivos e saber para que aquele conhecimento serve.
18:12E a gente diz que isso basta, é isso aí que a gente tem para te entregar na escola.
18:18Só que, ao mesmo tempo, tem a tal da experiência que é cobrada lá na entrada.
18:23A experiência está ligada a um saber fazer para o qual aquelas ferramentas não encaixam.
18:27Se a economia é disruptiva, eu estou nas escolas criando formas de entregar ferramentas
18:34em que há um risco muito grande desse garoto sair da escola e essa ferramenta já não servir mais para
18:38nada.
18:38Você está querendo me dizer que existe um divórcio entre o que ele aprende na escola
18:43e o que ele precisa usar na prática para trabalhar isso?
18:46Total, total.
18:48E o jovem não é burro.
18:49Ele vê isso.
18:52E a gente está falando de escola aqui.
18:54Não é só ensino fundamental e médio.
18:56Aliás, muita gente acha que essa fuga da escola acontece basicamente no ensino médio.
19:02Não é?
19:02É no fundamental 2.
19:04Até o fundamental 1, até a alfabetização, as crianças estão na escola.
19:10A evasão é muito pequena.
19:12Isso porque pai precisa trabalhar e a escola é um lugar para você deixar filho por um tempo.
19:17Mas, no fundamental 2, a criança já tem uma idade que ela consegue se virar sozinha em casa.
19:22Então, já não tem para a família de baixa renda, já não tem aquela necessidade de colocar ali.
19:27E o próprio jovem diz, olha, eu não quero ir.
19:31Eu não quero ir.
19:31Porque eu não vejo na escola algo que vai me entregar alguma coisa que me dê futuro.
19:36O educador afirma que o sistema tradicional de ensino está ultrapassado.
19:41Até mesmo no modo de arrumação das carteiras em sala de aula.
19:44O design da sala de aula é feito a partir da ideia de que tem um cara que sabe tudo,
19:49que está aqui na frente, sentado num palco mais alto que é para ser visto por todo mundo,
19:52com um quadro atrás, para de vez em quando ter que desenhar alguma coisa.
19:55e todo mundo enfileirado olhando para a fuça dele e o comportamento adequado é o aluno ficar quieto,
20:01olhando para frente.
20:02E fica ali um corpo com um olho, mas se esse cara está me acompanhando,
20:07se esse cara está pensando, eu não faço a mais remota ideia.
20:09É um modelo que é um pouco humano, né?
20:10É claro.
20:11É um modelo que é baseado no cyber e que é obediência, que é submissão.
20:15Só que é o seguinte, a economia hoje não gira em torno da submissão.
20:19Gira em torno da inovação.
20:20Gira em torno da inovação.
20:22E para a inovação, eu preciso de um cara inteligente.
20:23Porque a inovação não é algo que vem na cabeça do chefe da empresa, do dono, do CEO, do manager,
20:29sei lá o quê,
20:30do chairman de não sei das quantas.
20:32A inovação tem que estar na cabeça de todo mundo, porque ou você entra nessa cultura ou não vai.
20:36É um pouco a mesma lógica da guerra.
20:37A gente não usa tanto a guerra para falar de economia e negócio.
20:39É a mesma lógica.
20:40Um relatório internacional revelou que a taxa de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos, que fazem parte da geração
20:48neném, é de 35%.
20:51Mais do que o dobro do percentual de países ricos.
20:55Aqui no Espírito Santo, os números são menores do que o índice nacional.
20:59Mas ainda assim preocupam especialistas.
21:01De acordo com o IBGE, 17% dos jovens capixabas não trabalham e nem estudam.
21:07Um desafio que exige a união de governos, empresários e educadores para solucionar esse problema e ajudar no desenvolvimento dessa
21:16população.
21:17Há oito anos, Bartira largou a carreira na construção civil para se dedicar à fundação de uma ONG educacional.
21:24E o que vocês fazem com esses jovens para conseguir inserir eles no ambiente de estudo e depois de trabalho?
21:30O importante do jovem é ele acreditar nele.
21:34Muitas vezes ele não está acreditado.
21:35Ele é capaz.
21:37Então, às vezes, ele está vivendo numa sociedade que fala para ele que ele não vai dar conta de chegar
21:42lá.
21:43Então, a gente trabalha a parte emocional dele, entendendo que o mundo está aí e é de todos.
21:49Só que junto com a parte emocional, a gente precisa trabalhar também, ensinar uma percentagem, ensinar a fazer uma redação.
21:58Então, também tem a parte educacional, que a gente tem uma parceria muito forte com as escolas privadas do Espírito
22:05Santo,
22:06que aí a gente consegue, através de bolsa, que esses alunos tenham realmente uma educação de qualidade.
22:11E a gente dá todo o apoio para esse aluno poder estudar.
22:15Porque não adianta você só colocar na escola.
22:17Tem que comprar o material, tem que comprar o uniforme, tem que pagar o Vale Transporte.
22:20Por meio do projeto, os estudantes de famílias humildes têm aulas de reforço, acompanhamento pedagógico e orientação profissional.
22:29O que o Instituto Ponte faz é ascensão social em uma geração.
22:34A gente quer pegar a população que mais precisa de apoio, ela só precisa da oportunidade,
22:40e ela virar médico, engenheiro, empresário, virar o que ela quiser.
22:43E o que eu falo é o seguinte, nós temos isso no jogador de futebol.
22:47Temos jogador de futebol melhor do mundo, vários jogando na Europa, em tudo quanto é lugar.
22:52No Brasil só nasce quem tem talento para futebol.
22:55Temos nenhum prêmio Nobel.
22:57Temos vários talentos aqui no Brasil que são desperdiçados.
23:01E a educação é o caminho para transformar essa pessoa que tem um talento e não está se encaixando na
23:08sociedade,
23:09no que a sociedade precisa.
23:10É o caso do Ian Oman e da Gabriela, que são alunos do Instituto.
23:14Eles enxergam no projeto uma chance para entrar no mercado e crescer profissionalmente.
23:20Eu tinha uma educação muito boa, mas faltava algo a mais, não tinha tanto apoio.
23:26Então ele me promoveu essa educação e me promoveu também questão do auxílio,
23:33do que eu quero seguir na vida, o que eu quero fazer.
23:37Então foi algo muito bom que eu tenha esse auxílio, do que eu quero fazer, quais as decisões eu devo
23:42tomar.
23:43E eles sempre estão me ajudando a isso.
23:45Então eu vi assim, é uma oportunidade única.
23:47Eu queria, desde pequena, ser médica, mas eu era de escola pública.
23:51O Instituto Ponte, então, conseguiu me encaminhar para uma bolsa numa escola particular.
23:56E aí, nessa escola particular, com muito mais infraestrutura, com professores, com materiais de mais qualidade,
24:03eu consegui, no ano de pré-vestibular, me preparar.
24:07E eu consegui, através do Enem, bolsa de 100% pelo ProUni, na Emescan para Medicina.
24:14A vitória da Gabriela não é só dela.
24:16Virou orgulho da família inteira.
24:18A primeira médica da família, para nós, assim, foi uma surpresa esperada, por causa do esforço, da dedicação dela.
24:28Mas verdadeiramente um presente de Deus. Por quê?
24:30Porque não tínhamos, assim, a limitação era muito grande na escola pública, na condição financeira.
24:37Para toda a nossa família é um sonho, assim, é um sonho de acreditar.
24:41Ainda que você veja, assim, muita impossibilidade, mas você acredita, parte para cima.
24:47E a minha filha, assim, muito dedicada mesmo.
24:49Ela sonhou, focou e, através do IP, graças a Deus, estamos vendo aí o sonho sendo construído.
25:01A alta no preço do diesel preocupa as pessoas e os empresários.
25:05O custo para transportar mercadorias praticamente dobrou desde o início do ano.
25:11Além disso, tem faltado combustível nas bombas.
25:15A gente vai entender o que está acontecendo agora.
25:18O que é o business?
25:19Você vai ver.
25:22Praticamente...
25:22Vezes por semana, 30 caminhões saem carregados desta fábrica de massas e biscoitos em Viana.
25:28Os veículos são abastecidos dentro da própria empresa, que conta com um tanque com capacidade
25:34para 15 mil litros de óleo diesel.
25:37Comprando direto na fonte já me traz uma economia muito grande do que comprar no posto de gasolina.
25:42Já me isenta da margem do posto de gasolina.
25:45De acordo com o gerente comercial, desde o início da pandemia, o gasto com combustível mais que dobrou.
25:52Em abril de 2020, a empresa pagava R$ 2,60 por litro de diesel.
25:57Hoje, dois anos depois, o custo é de R$ 6,00.
26:01Acredito que toda a indústria capixaba está fazendo um esforço tremendo para manter o produto com base de preço
26:08que possa atender o consumidor.
26:11Esse repasse tem sido feito, mas gradativamente, porque não dá para colocar um aumento de 6% diretamente no preço,
26:19senão o consumidor não consegue comprar o produto.
26:21Nos postos de combustíveis, o preço é ainda maior.
26:24De acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo,
26:28no final da primeira semana de abril, o diesel custava, em média, R$ 6,24 nos municípios capixabas.
26:36E como se não bastasse a elevação no preço, as bombas estão secando.
26:41A pandemia, graças a bom Deus, está acabando.
26:46O volume de veículos na rua, de caminhões nas estradas, de ônibus de passageiros, de ônibus de turismo,
26:53de pessoal viajando, de turismo, voltou, felizmente voltou.
26:58Então, isso tudo também deu uma alta considerável, pois foram dois anos represados,
27:05sem ninguém quase sair.
27:07Muito mais carros nas ruas e tudo mais.
27:10Então, isso o consumo elevou.
27:11Alguns estão conseguindo, algumas redes de postos que têm frotas, alguns caminhões tanqueiros,
27:17estão buscando nas refinarias do Rio, de Minas e de Bahia, dos três estados fronteriços.
27:27E com essa busca rodoviária, o óleo está chegando aqui um pouco mais caro.
27:34Já estamos sentindo que o óleo vai chegar de 20 a 50 centavos a mais por litro na bomba.
27:42De acordo com o Sindicato Estadual das Empresas de Transportes de Cargas e Logística,
27:47210 milhões de litros de diesel são consumidos por mês no Espírito Santo.
27:52O combustível costumava chegar em navios, que atracavam várias vezes por semana.
27:57Espírito Santo não tem refinaria.
28:00Então, o que acontece?
28:01A gente pega via navios, que atracam aqui.
28:06São navios que trazem 15 milhões e 500 mil litros de óleo de combustível refinado, em média.
28:16São monstros de navios que dão um pulmão fantástico.
28:19Mas que encostam em dia sim e um dia não aqui, durante o mês.
28:24Uma das explicações para a escassez de combustíveis é o efeito SUEL.
28:29Nas últimas duas semanas, a formação de ondas tornou mais difícil atracar navios aqui na costa capixaba.
28:37O que acontece é que essa condição de maré SUEL, ela coloca esse navio em constante movimento por causa das
28:43ondas.
28:44E nas operações de combustível, por quesitos de segurança, não é permitido que seja feita essa descarga de combustível.
28:51Porque você poderia ter tanto algum tipo de questões de segurança, causando muitas vezes uma explosão,
28:56aí colocando em risco vidas de pessoas que trabalham na área portuária com uma própria infraestrutura do porto,
29:01como também um dano ambiental caso você tivesse o rompimento de alguma conexão nesse transbordo.
29:07O problema só agravou um cenário que já causava bastante preocupação.
29:13Com a guerra entre Rússia e Ucrânia, dois grandes exportadores de refinados de petróleo,
29:18a oferta de combustíveis já vinha caindo e o preço disparando.
29:23A gente tem desde a influência do aumento da cotação do dólar, como também o aumento do preço do barril
29:29de petróleo.
29:29Além disso, esses aumentos acontecem em virtude de uma guerra que a gente está tendo do outro lado do mundo.
29:35E a Rússia é um exportador de petróleo para o mundo inteiro.
29:39Não só de petróleo, mas os seus derivados que são mais importantes, no caso, gasolina e diesel.
29:44O representante do Sindicato Nacional do Transporte e Revenda de Combustíveis
29:48afirma que as distribuidoras do Espírito Santo
29:51vêm recebendo uma quantidade bem menor de diesel e gasolina do que antes.
29:56Por isso, tem havido racionamento.
29:58A prioridade começa sempre por transporte público, órgãos públicos, hospitais.
30:03Essa é a primeira demanda.
30:05Na sequência, o que a gente acaba priorizando são os clientes contratados,
30:08porque são os clientes que sempre estão conosco ali, dia a dia, faça sol ou faça chuva.
30:13O representante do Transcares acredita que até agora apenas uma pequena parcela dos veículos de transporte de cargas
30:19parou de rodar aqui no estado por conta dos problemas com o diesel.
30:23Eu acredito que durante esses três, quatro dias próximos, a gente consiga que os navios atraquem
30:30e que a coisa comece a entrar no quase normal, né?
30:35Ou 100% não pela defasagem que tivemos nesses últimos oito dias.
30:47E o momento do sucesso de hoje é com a empresária capixaba Débora Leal.
30:51Ela começou a empreender com 26 anos de idade e já vendeu mais de 400 mil pares de sapato para
30:57o Brasil inteiro.
30:58Débora, obrigado pela presença.
31:00Obrigada.
31:00Queria contar um pouco da sua trajetória.
31:03Você começou, me contava que é advogada e virou para o meio empresarial nessa carreira.
31:08Como é que foi isso?
31:09É, na verdade, eu sou advogada de formação.
31:13Fiz pós-graduação em São Paulo, na PUC e mestrado na USP.
31:17Então era advogada de ponta, né?
31:19Não é qualquer um.
31:20E aí completei, fiz meu mestrado em São Paulo, na USP.
31:24Mas sempre tive dentro de mim a vontade de empreender.
31:27E como sempre fui uma apaixonada por moda, eu sabia que se eu fosse empreender, eu empreenderia no setor de
31:33moda.
31:34E com a minha chegada em São Paulo, foi muito fácil porque eu descobri, diferente talvez de Vitória, que é
31:42uma cidade menor, muito tradicional,
31:45em que as carreiras, medicina, direito, engenharia, são as carreiras mais cotadas.
31:49Quando a minha chegada em São Paulo me abriu o horizonte.
31:52Eu tive segurança de que existiam outras formas de ser bem-sucedida que não as pré-estabelecidas na nossa infância,
32:01na nossa mentalidade.
32:02Ou seja, dá pra ganhar a vida fazendo outras coisas.
32:04Fazendo outras coisas e o que você amava, que no meu caso era moda.
32:09Mas você tinha medo também de fazer essa virada pra moda?
32:11Tinha muito medo.
32:12Direito, que é uma carreira tradicional, consolidada, onde você tinha um emprego certo, pra moda que é um ramo mais
32:17complicado.
32:18Tinha muito medo e tive muito medo ao longo da Manolita, do crescimento da Manolita.
32:24Que é a sua marca.
32:25Que é a minha marca.
32:26Porque no início de tudo há muito sacrifício e muito sacrifício financeiro.
32:31Então no início, quando a Manolita ainda não dava aquilo, o esperado, porque não é da noite pro dia que
32:37o negócio se estabelece.
32:39É preciso perseverança, demora, o fluxo existiu, o fluxo de caixa, enfim, todas essas questões.
32:46Eu brincava que eu falava, gente, será que vai ser trabalho filantrópico pro resto da vida?
32:51E aí não, é um dia depois do outro.
32:55Então, enfim, comecei a moda paralelamente com o direito.
33:00Então a Manolita foi iniciada durante o meu mestrado na USP.
33:04Então eu tinha essa vida dupla.
33:07Até que o negócio foi tomando um corpo maior, foi precisando mais de mim, naturalmente, mais da minha presença, mais
33:14da minha dedicação.
33:15Foi crescendo e a parte do direito eu fui finalizando com louvor, mas fui deixando de lado.
33:22E fiquei exclusivamente dedicada a empreender no meu negócio.
33:26Bacana, agora me conta a história do primeiro par de sapato que vocês fizeram lá na empresa.
33:32Então, o primeiro par de sapato chama-se flat aranha.
33:36E foi meu primeiro desenho.
33:39Eu encontrei uma fábrica que fazia sapatos voltados pra terceira idade.
33:45Então, por isso que...
33:45Pra idosos, né?
33:46Pra idosos.
33:46E por isso que elogiam, inclusive, o conforto da Manolita.
33:52Então eles tinham total know-how no conforto do sapato, em como fazer aquilo de uma forma confortável.
33:59Mas não tinham nenhum know-how no designer, na modernidade, no público-alvo, que era um público mais jovem na
34:06época, como eu, com 26 anos.
34:08Então foi, assim, um caminho de aprendizado de ambas as partes.
34:12Então foi um casamento, uma parceria na época muito importante pro meu crescimento e pro crescimento da fábrica também.
34:21E foi assim que a gente começou.
34:23Com os primeiros 24 pares de sapato, chamado flat aranha.
34:27E como que foi essa história de conseguir convencer a fábrica a fazer 24 pares de sapato?
34:33Porque é pouco, né?
34:34No universo industrial, você foi ali começar com 24 pares, imagino que não tenha sido fácil.
34:41O nosso primeiro fornecedor, que foi o nosso mais importante fornecedor e primeiro fornecedor...
34:47A fábrica.
34:47É, a fábrica de sapatos pra idosos.
34:50Ela era uma fábrica que tava um pouco em decadência.
34:53E eu fui até lá, consegui conversar com o neto.
34:57Era uma fábrica de 45 anos de existência, que tinha sido muito próspera numa fase em que aquele tipo de
35:04sapato tava em alta e que tava em decadência.
35:07Talvez esse foi um dos motivos que o neto, com uma visão maior de futuro, abriu as portas pra mim.
35:14E quando eu fui falar a quantidade de pares que eu queria fazer, eu falei assim, ah, quantos pares você
35:20quer fazer?
35:20Eu falei, ah, 24.
35:22Ele deu uma gargalhada e falou, olha, vai ser inviável, não é rentável.
35:26Você tem que pagar faca, forma.
35:28E foi me falando números, números, números.
35:29Eu falei, não tem problema.
35:31Eu posso perder dinheiro, mas eu quero botar esse negócio pra girar.
35:35Não é perder dinheiro, é investimento.
35:36Se correr o risco no fim das contas, né?
35:38Super.
35:39Empreender é risco.
35:40Não tem pra onde correr.
35:42Tomou muito risco, mas tomar risco faz parte de uma trajetória de quem quer empreender e ter sucesso.
35:46Eu quero que você me conte quais foram os principais aprendizados dessa sua trajetória.
35:51Já, já a Débora vai falar isso pra gente.
35:52A gente vai pra um breve intervalo e volta já com o Mundo Business.
35:55Fica aí.
35:56E no próximo bloco você vai ver também a febre da harmonização facial.
36:00Como que a busca pela beleza perfeita tem movimentado a economia.
36:05Fica aí que o Mundo Business volta já.
36:16Estamos de volta com o programa Mundo Business.
36:18Aqui ao meu lado a empresária Débora Leal.
36:20Ela que começou a empreender com 26 anos no ramo de calçados e já vendeu mais de 400 mil pares
36:27de sapatos pro Brasil inteiro.
36:28Débora, você nos falava um pouco da sua trajetória.
36:30Eu quero que você destaque agora os principais aprendizados que teve nesse caminho.
36:36Olha, foram muitos anos já, né?
36:38Eu considero 10 anos muitos anos e foram muitos aprendizados.
36:41Tem no meu currículo uma pandemia, que eu acho que isso é um up no currículo, né?
36:47É, enfim, de quem é empreender e de quem empreende com moda e varejo, né?
36:54Uma das coisas que eu vou falar que é clichê, mas que não tem pra onde correr, é a persistência.
37:00É não desistir.
37:01Quando você, às vezes, pega um caminho e não é aquele, existe outro caminho.
37:08Então, assim, não desisti.
37:10Eu nunca desisti.
37:11Outra coisa que se eu pudesse dar um conselho seria assim, nunca diga não.
37:16Eu nunca disse não.
37:18Eu juro, eu nunca disse não.
37:19Eu tentei tudo o que eu poderia tentar com o meu business.
37:22Ah, vamos entrar, vamos numa feira de calçados?
37:25Vamos numa feira de calçados.
37:26Vamos a Milão pra uma feira de sola?
37:30Vamos pra Milão pra uma feira de sola.
37:31Débora, vamos fazer um evento numa loja no sul?
37:37As pessoas, vamos.
37:39Vamos abrir uma loja e tentar?
37:40Vamos.
37:41Então, eu acho que eu sempre fui tentando, sempre fui me arriscando.
37:45Claro que dentro de um ambiente seguro que não comprometesse o futuro do meu negócio,
37:54porque o risco tem que ser calculado, mas eu sempre me arrisquei.
37:59Eu sempre investi.
38:00E hoje, quase metade das suas vendas vem do canal digital, né?
38:04Você tem esse histórico de conseguir fazer essa virada de um varejo de calçados que antes era muito físico
38:12pra um ambiente digital que hoje é a tendência.
38:16Como é que você analisa a importância dos meios, canais online hoje pra vender?
38:20Olha, eu acho que a gente já vinha num caminhar pra digitalização do varejo.
38:31Continuo achando que lojas físicas são importantes, conceituais, pontuais, pra experiência, pra você existir no mundo.
38:40Não acho que só o online vai resolver.
38:44Tem que ter esse mix.
38:45Eu acho que tem que ter esse mix entre o online e o físico.
38:48Você avança lugares que você nunca imaginou com online, mas o físico é importante pra você dizer a que veio,
38:56pra você ter a experiência do cheiro, da embalagem.
38:58Enfim, eu acho que é um mix importante pra Manolita, eu vejo assim, mas que o online ele vem tomando
39:05espaço há muito tempo
39:07e a pandemia adiantou acho que em cinco anos o varejo online.
39:13E você também consegue realizar coisas como encomendar um produto que fisicamente são mais difíceis de acontecerem.
39:23Legal. Agora, Débora, pra gente finalizar um bate-bola, uma empresa que te inspira.
39:26Olha, nos últimos dois anos eu fui a Nova York algumas vezes, não só pra estudar moda, mas pra estudar
39:35o business de moda.
39:37Legal.
39:37E eles são, eles realmente têm, em alguns setores eles são avançados uns dez anos que a gente, então o
39:45online já é muito presente lá.
39:47E uma das empresas que eu tive contato, que eu admiro muito, chama-se Patagônia,
39:51que é uma empresa sul-americana que teve uma chegada muito importante nos Estados Unidos
39:58e a forma atual como ela existe pra essa geração Y, Z, que é o novo mercado consumidor,
40:06é muito importante como ela se comporta.
40:09Então eu olho muito pra nova geração, eu olho muito pras novas empresas, como elas estão se comportando.
40:16Eu acho a Patagônia um case.
40:18Uma liderança que te inspira?
40:20Eu acho que a liderança que me inspira no mundo da moda, que é o mundo que eu frequento,
40:25é a da Nathalie Klein, que é um grande nome do setor.
40:30E eu admiro ela não só pelo que ela começou em São Paulo,
40:35ela é dona da NK Store, que tem 25 anos de estrada.
40:38Ela começou como uma multimarca, desenvolveu marca própria, o produto dela é impecável,
40:43ela comunica com um público que é um público treinado, é um público que tem acesso às melhores marcas
40:50e ainda assim ela entrega.
40:52Ela fez OPM agora em Harvard.
40:55Que é um curso de presidentes e gestores de empresas de Harvard, né?
40:58E o que eu admiro que assim, já com tudo organizado, tudo feito,
41:02ainda assim ela busca se reinventar, busca conhecer fazendo um curso desse porte.
41:08Então eu acho que ela é uma mulher, assim, incansável e ela é uma das minhas inspirações.
41:15Um princípio não negociável?
41:17Humanidade.
41:18Uma vitória?
41:18Ter a Manolita nacionalmente reconhecida.
41:21Uma derrota?
41:22Então, derrota ela é relativa, né?
41:24Porque às vezes uma derrota faz a gente se levantar, se reinventar.
41:28Acho que eu ficaria mais confortável de chamar de um incômodo.
41:31O incômodo é a luta contra as cópias.
41:34O melhor investimento?
41:35Gente.
41:36O pior investimento?
41:37Então, o pior investimento, acho que não tem, porque como eu falei, eu nunca digo não.
41:43Ele faz parte do acerto.
41:45Para você chegar num investimento certo, você às vezes tem que ir no caminho e errar em algumas coisas.
41:50Então, acho que não tem, assim, o pior investimento.
41:53A virada de chave na sua vida?
41:54Quando eu fui morar na França, durante um ano, e fui me profissionalizar no meu hobby, que é moda.
42:03Então, eu fiz fashion business em Paris e fiz design de shoes em Londres, na central St. Martin.
42:11Ali, eu acho que foi a minha virada de chave.
42:13Se você pudesse voltar atrás?
42:14Teria feito moda.
42:16Em vez do direito?
42:18Acho que sim, acho que teria encurtado um caminho.
42:20Débora, queria agora que você deixasse um recado para quem nos assiste em casa.
42:24Olha, se eu pudesse dar um recado para quem está em casa, assim, enfim, ligado ao empreendedorismo,
42:32eu falaria para desconfiar do seu sexto sentido, escutar os seus sentimentos, te escutar e trabalhar muito.
42:45Bacana.
42:46Essa foi Débora Leal.
42:47Débora, obrigado, viu?
42:48Obrigada.
42:49Parabéns pelo sucesso.
42:50Obrigada.
42:51Foi uma honra participar do programa.
42:52Obrigada.
42:56Bom dia a todos.
42:57Tiago Pessotti, estrategista-chefe da PX Invest.
42:59A gente está aqui para mais um destaque semanal, que dessa vez fica por conta das revisões
43:06autistas para o PIB, que é o crescimento da receita brasileira no ano.
43:11O FMI essa semana se reuniu e alguns economistas, e assim como o próprio Banco Mundial, trouxe
43:20um cenário de revisão autista para o PIB, de 0,3% para 0,8%.
43:26Acho que vale notar que junto a essa revisão autista para o Brasil, a gente teve revisões
43:33baixistas de crescimento para o mundo, diante do cenário de guerra.
43:40Uma coisa que a gente vai ter que acompanhar para frente é que esse cenário de maior crescimento
43:44até então, ele não acompanha os dados antecedentes de confiança do consumidor e confiança do
43:54empresário, que se mostram um pouco mais otimistas, dado ao cenário alto de inflação
44:01que tem corroído a renda das famílias e o risco de a gente começar a ver uma maior
44:07inadimplência junto ao maior aperto das condições financeiras que a alta da Selic vai trazer
44:13a frente.
44:17Você viu mais cedo aqui no programa Mundo Business a história da Paola, dentista que
44:21tem apostado no mercado de harmonização facial.
44:25Agora a gente vai acompanhar algumas dicas de uma especialista de sucesso na área que
44:30pode ajudar o negócio dela e o seu também.
44:37Paola é uma das dentistas que viu no mercado da estética espaço para crescer profissionalmente.
44:45Isso porque o retorno financeiro desse mercado costuma ser mais rápido do que nas clínicas
44:51tradicionais.
44:52Hoje o Brasil vive o boom da harmonização facial, um conjunto de procedimentos que equilibram
44:59um alinhamento e alguns ângulos do rosto.
45:01Os dentistas são profissionais habilitados para trabalhar nesse ramo.
45:05Eu vi na área da harmonização, a harmonização casa muito com a ortodontia.
45:11Então se a gente...
45:12Explica para quem está em casa o que é harmonização facial.
45:14O que é harmonização facial?
45:16A gente consegue destacar os melhores pontos dos pacientes.
45:20Então eu consigo valorizar pontos em você para te deixar ainda mais bonito, para você
45:25ter uma autoestima, um bem estar.
45:27Então a gente consegue trazer isso.
45:29Mas não só isso também.
45:31Como o Botox, a gente consegue melhorar a DTM, que são disfunções temporomandibulares,
45:39quando a articulação gera aquela enxaqueca crônica, aquela dor bem presente.
45:45Basicamente é corrigir uns defeitinhos que as pessoas têm e melhorar.
45:49Isso aí.
45:49Então a gente consegue atuar tanto na beleza quanto na saúde desses pacientes, né?
45:54Gerando realmente um bem estar, uma autoestima.
45:57Como geralmente acontece com jovens e início de carreira, Paolo enfrenta alguns desafios.
46:03É que na área da estética os custos são caros e a necessidade de investimento em propaganda é alta.
46:10Eu já fiz alguns cursos aqui em Vitória, em São Paulo também.
46:13Em Vitória, a minha dificuldade foi que aqui, como é uma cidade pequena, não tem tanto paciente modelo.
46:19Então a gente não pratica tanto como em São Paulo.
46:22Grandes centros a gente consegue praticar muito mais.
46:25A prática é mais intensa, né?
46:27Manhã, tarde e noite.
46:28Mas o custo também é muito elevado.
46:30Os custos são mais caros, tem passagem, tem hospedagem.
46:35Então requer toda uma programação mesmo.
46:37Muito caro entrar nessa área.
46:39É bem caro.
46:40Assim, os pacientes eles não entendem porque que o preço dos tratamentos são elevados.
46:45Mas os materiais são muito caros, os custos são muito caros.
46:49Então é uma área que realmente requer um planejamento pra gente conseguir entrar de vez.
46:55A gente está muito acostumado com indicação de paciente, indicação de profissional.
46:59E na área da harmonização você tem que estar presente.
47:03O marketing é muito importante, né?
47:05Aquele lema lá, quem não é visto não é lembrado.
47:08Então se eu te indico pra algum profissional, você já vai ter essa curiosidade de acessar o perfil desse profissional,
47:14ver os trabalhos, ver antes e depois.
47:16Então realmente o marketing é muito importante.
47:18E é uma dificuldade de muita gente, inclusive minha, né?
47:20Eu já tive a agência de marketing já, já contratei, mas não é a mesma coisa.
47:24Não é a mesma coisa de você pegar pra fazer.
47:26Então realmente requer um tempo maior, né?
47:29Um planejamento de conteúdo e tudo mais.
47:31O mercado de estética no Brasil é o terceiro maior do mundo.
47:35Só perde pra Estados Unidos e China.
47:38Ele movimenta 35 bilhões de reais todos os anos.
47:43Nos últimos cinco anos cresceu 500%.
47:46A Mariana é um exemplo desse crescimento.
47:49A dentista é uma das maiores referências da estética no Espírito Santo.
47:53Acumula milhares de seguidores nas redes sociais.
47:58Uma das razões pra esse sucesso é a possibilidade de mostrar os casos de antes e depois dos pacientes no
48:05consultório.
48:10Mas até a fama chegar, foi preciso passar por vários obstáculos.
48:15São os bastidores da trajetória de muita dedicação.
48:20Assim que eu me formei, eu comecei a trabalhar em clínica popular.
48:25Que é uma clínica que tem um valor mais acessível para os pacientes.
48:31E só que desde a faculdade eu sempre amei muita cirurgia.
48:36Extração de siso, todos esses procedimentos mais invasivos.
48:40E na clínica popular, apesar de pagar menos, tinha muita cirurgia.
48:46Depois então fui trabalhar no presídio.
48:49Onde, claro, a demanda era muita extração de dente.
48:55Muita cirurgia também.
48:57Qual presídio foi?
48:58Foi o de Viana, no CDPV2.
49:02Fui contratada pra ser dentista.
49:04Lá tem uma unidade de saúde prisional.
49:06Que tem médico, enfermeiros, dentistas.
49:10E aparecia tudo quanto é tipo de extração que se possa imaginar.
49:16A minha auxiliar até brincava.
49:18Tem certeza que a gente vai fazer essa cirurgia?
49:21Eu falava, tenho. Vamos fazer.
49:24A virada de chave na vida empreendedora da Mariana
49:27Veio quando ela teve a chance de comprar o consultório de uma amiga.
49:31Mesmo sem dinheiro.
49:31Eu comecei a trabalhar com uma amiga minha em consultório particular.
49:36Ela me dava uma porcentagem pelos procedimentos que eu fazia.
49:40E até que um certo dia ela falou, Mari, eu vou vender o consultório.
49:45Você quer comprar?
49:47Aí eu falei, meu Deus, comprar, como que eu vou pagar esse consultório?
49:52Não tinha dinheiro pra pagar?
49:53Não tinha dinheiro pra pagar.
49:55Aí liguei, acionei o pai, né?
49:57Sempre pedindo ajuda.
50:00E ele falou, olha, que eu adoro esse posicionamento que ele teve.
50:04Ele sempre na vida estimulou sempre a gente a trabalhar, a se dedicar
50:10e conseguir tudo pelo nosso esforço, né?
50:12Nosso mérito.
50:13Então ele falou, olha, eu te dou metade do valor.
50:16A outra metade você se vira pra pagar.
50:20O segredo do sucesso vem agora.
50:24Pra impulsionar a carreira, a dentista resolveu reinvestir todo o dinheiro que entrava no caixa da clínica.
50:30Você tem que investir em você e no seu negócio.
50:33Ou seja, eu pegava tudo que eu recebia dos pacientes e pagava um curso.
50:39Mesmo que aquele curso eu pudesse parcelar ele não sei quantas vezes.
50:45Eu pegava o dinheiro, investia naquele curso, fiz o curso.
50:49Colocar todo o dinheiro pra educação mesmo, é isso?
50:51Pra educação.
50:52Não visa bens materiais, não visa agora.
50:58Um supérfluo, né?
50:58Exatamente.
50:59É uma fase de investimento, né?
51:02E você, pra crescer, você precisa de fazer esse investimento, né?
51:07Tudo que aprendeu naquele curso, coloque em prática pra converter tudo que você aprendeu em resultado.
51:16Sobre as dificuldades, a Mariana dá algumas dicas pra Paola.
51:20O marketing, nós dentistas, especialmente pra ela, a gente tem uma grande vantagem que é poder postar um antes e
51:30depois de paciente.
51:31Então, você não precisa, nesse momento, disponibilizar algum dinheiro pra marketing especificamente.
51:40Faça, entrega resultado, posta um antes e depois com uma diferença grande do seu procedimento.
51:48Então, por isso que eu falo, entregue resultado.
51:51Posto antes e depois de casos clínicos.
51:54É isso que as pessoas querem ver.
51:56É isso que atrai paciente.
51:57É isso que atrai os olhares.
52:00Resultado.
52:01Como toda protagonista de uma história de sucesso, a Mariana é um misto de transpiração e inspiração.
52:09Então, atenção pro recado.
52:10Eu acredito que você tenha que fazer o que você ama, em primeiro lugar, porque você vai se divertir todos
52:20os dias.
52:21Quando você faz o que você ama, você se dedica, se diverte, entrega um resultado de excelência.
52:30O paciente, ele sente, o cliente sente que você tá fazendo aquilo por amor, porque ele sente amor naquilo.
52:40Então, ele vai voltar várias vezes.
52:43E entregar resultado, porque não adianta nada você fazer qualquer serviço que seja, ou procedimento, se não houver resultado.
52:54Eu, quando vou fazer algum procedimento ou contratar algum serviço, eu preciso, eu tô pagando por um resultado.
53:04Tô buscando isso.
53:05Então, você tem que entregar resultado no seu trabalho ou no seu procedimento.
53:09Faça o que ama e entregue resultado.
53:11Eu acho que resume tudo de qualquer serviço.
53:21E agora, o que foi destaque no mundo dos negócios do Espírito Santo nessa semana.
53:26Participantes do reality Espírito Startups, Conta Café e Destine já são premiadas em Festival de Inovação de Indústria Capixaba.
53:34STJ muda a forma de cálculo de imposto sobre transmissão de imóveis, o ITBI, e carga tributária pode reduzir.
53:42Empresa Capixaba do ramo de moda de calçados vai expandir para os Estados Unidos.
53:47Os investimentos na tendência da telemedicina, medicina à distância.
53:52E o programa Agro Business, que estreou hoje na tela da TV Vitória, trazendo os bastidores dos produtores rurais do
53:59Espírito Santo.
54:00Você não pode perder domingo que vem às 8 horas, viu?
54:03E o programa Mundo Business de hoje fica por aqui.
54:06A ideia foi trazer para você notícias boas e os negócios que estão movimentando o mercado.
54:13Se você quiser rever esse conteúdo, pode ir no YouTube e no Instagram do Folha Business.
54:18E também no meu Instagram, pessoal, arroba Ricardo Friseira.
54:22Conteúdo diário de negócios e investimentos para você.
54:25No Jornal Folha Vitória você tem acesso à maior plataforma de comunicação sobre negócios do Espírito Santo em folhavitoria.com
54:32.br
54:33Só escanear o QR Code aqui embaixo que te leva lá para as redes sociais.
54:38Eu te vejo domingo que vem aqui na TV Vitória e todos os dias nas redes sociais.
54:43Um abraço e um excelente domingo com a família.