- há 3 meses
Ao Histórias Empresariais, José Carlos Bergamin detalha o início da carreira aos 12 anos, a passagem pelo Oriente Médio sob mísseis e os planos de expansão da marca capixaba que conquistou o público masculino.
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NotíciasTranscrição
00:08Ele é o empresário da moda capixaba e sobrevivente da guerra no Oriente Médio.
00:13O Histórias Empresariais recebe o fundador da Konik e vice-presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo,
00:20José Carlos Bergamin, que vai contar um pouquinho aqui sobre a história da Konik
00:26e também sobre essa história da guerra. Bem-vindo, Bergamin.
00:30Pois é, né? Eu consegui fazer uma vaquinha para fazer lá a viagem, né?
00:34E chegou lá, deu esse BO todo e tal, mas nós chegamos vivos, felizmente.
00:40Vida que segue, agora tem que esperar a coisa acalmar lá para a gente voltar, né?
00:44Porque a Dubai continua sendo maravilhosa. Lá tudo é muito maravilhoso.
00:48É mesmo?
00:48É, é uma cidade incrível.
00:49Foi a primeira experiência do senhor lá?
00:51Lá foi.
00:51É.
00:52Muito bom.
00:54Mesmo com um míssel?
00:56Com tudo, a gente deu...
00:57No primeiro dia que nós chegamos, nós fomos para o navio à noite, então nós passamos
01:01todos o dia na cidade, deu para ter uma noção da cidade.
01:05E depois, durante o período que a gente estava lá retido no navio, a gente deu uma escapulida
01:10lá discreta, né?
01:12Arrumamos um veículo e deu uma circulada lá, também em alguns pontos que a gente tinha
01:16mapeado como o importante, mais importante para a gente ver, né?
01:21E de fato, é outro mundo.
01:24Ótimo.
01:25Então, vamos lá.
01:26Vamos falar então da Konik, né?
01:29Hoje, qual é a estrutura da Konik no Espírito Santo?
01:32Ela atua só no Espírito Santo ou ela já tem estrutura fora?
01:36Nós já tivemos no passado uma venda via multimarca, lojas de multimarcas, mas achamos que o caminho
01:43era, de fato, fortalecer a rede própria, a rede com franquias regionalmente, porque a
01:51gente precisa, para tocar o seu negócio, ser reconhecido, né?
01:56Então, nós não teríamos condição de ter um alcance nacional aqui do Espírito Santo
02:02com facilidade e operamos mais regionalmente mesmo.
02:05Uma influência em Minas, uma região de Minas, uma influência ali no sul da Bahia, mas
02:12operamos fortemente mesmo no Espírito Santo.
02:14E a confecção, ela fica onde hoje?
02:16A confecção, todo o processo de desenvolvimento de produtos fica em Vila Velha, em Santinez,
02:21no micropólogo de confecções lá, né?
02:24Temos a indústria lá também, mas, claro, quem tem uma loja própria completa que
02:31começa do sapato e vai ao chapéu, ela não pode e não convém que ela produza tudo.
02:39Então, nós temos que usar muitos parceiros da região, né?
02:43Usamos aqui a parte do jeans, aqui dentro do próprio Espírito Santo, a parte de camisaria
02:49plana social, a gente utiliza Minas Gerais, a parte de calçados é franca, a parte de bolsa,
02:57couro, acessórios de couro Rio Grande do Sul.
02:59Temos, assim, muita coisa também, às vezes, do interior do Paraná e de São Paulo, também
03:05do interior, completar nossas linhas.
03:08Certo.
03:09São quantas lojas hoje?
03:1025.
03:1125 lojas.
03:13Planos aí de ampliar esse número?
03:15A gente, a empresa passa por uma sucessão, meus filhos já estão melhor do que eu, muito
03:20no que faz, eles já estão prontinhos para tocar esse novo estágio.
03:25Está consolidado, está tranquilo, é uma empresa que, assim, empresarialmente não
03:31faz muito barulho, porque também ela não é uma gigantesca, né?
03:35É uma empresa local.
03:36É uma marca bastante conhecida.
03:38É, bem resolvida, né?
03:40Capitalizada, organizada.
03:41Sou cliente.
03:42Pois é.
03:44Continua sendo, porque os boletos lá estão pesados, tá?
03:48Tá certo.
03:49Pois é.
03:49E, assim, bem organizada, bem capitalizada, sem problemas de contigioso de qualquer natureza,
04:00assim, muito tranquilo trabalhar, operar, tem um processo de desenvolvimento de produto
04:04organizado, uma equipe muito boa.
04:06E hoje, então, quem está à frente dos negócios são os filhos?
04:11Não, nós temos o nosso conselho, que administra, né?
04:16Que é meus dois filhos, minha mulher e eu.
04:19Como é que é o nome deles?
04:20José Carlos Bergamin Filho e Roberta Bergamin.
04:23Ódio.
04:23E aí, o José Carlos Filho cuida da parte comercial e venda, né?
04:29A Roberta cuida da parte de administração financeira.
04:34E eu cuido do estilo, da marca, do brand, das coleções, né?
04:40Junto com a equipe de estilismo.
04:42A parte, então, do modelo, do estilo, então, vem aí da...
04:47Eu ainda cuido.
04:48Da sua cabeça.
04:49Ótimo.
04:50E, assim, eu percebo que a Konik, ela tem um estilo muito variado, né?
04:56Não sei se eu estou enganado, mas me parece que ela abrange várias modalidades, por
05:02assim dizer.
05:02Pois é, eu, no passado, toda a orientação de brand, de marca, era assim, você tem que
05:09ter um produto só, você tem que ser uma coisa só, você tem que ter um público muito
05:13recortado, muito definido.
05:15Eu disse, de fato, é isso, mas você tem que olhar a conjuntura e o mercado que você
05:19está operando, né?
05:21Se você vai num endereço muito qualificado do shopping, as lojas são todas especializadas.
05:27Mas, se você vai num bairrozinho, aquele lojista lá tem que vender tudo.
05:33Sim.
05:33Porque ele é o chamado comércio com natureza horizontalizada.
05:38Você vende variedade para poucas pessoas.
05:43Quando você está num mercado muito robusto, você vende poucos produtos para muitas pessoas,
05:50né?
05:51Então, eu tive que fazer esse trabalho de abrir mais, né?
05:57O leque do uso usa um jovem e usa uma pessoa de idade média.
06:03Todos usam, claro.
06:05Mas, onde é que é a sua política?
06:07Qual que é o seu foco?
06:10E, assim, também variar um pouco o produto, né?
06:14Porque, hoje, isso já é muito usado.
06:16Não, as pessoas querem sair de manhã, ir para a academia, depois comer roupa, ir no
06:21evento, ir na festa, ir à noite.
06:23Tem que ter tudo.
06:24Então, eu acho que, lá atrás, eu estava, assim, com um pensamento mais na direção
06:29que se defende hoje, né?
06:31De não ser absolutamente exclusivo.
06:34Que é diferente de não ter uma marca exclusiva, uma marca valorizada, uma marca reconhecida,
06:42que as pessoas consideram e valorizam.
06:45Isso não estou tratando nem de produto caro, nem de produto barato.
06:48Porque, às vezes, o mercado entende, assim, marca é caro.
06:52Quando não tem marca, é barato.
06:54Não.
06:55Nós temos aí sandália de borracha, que é muito barata e é uma grande marca, mundialmente
07:02reconhecida, entendeu?
07:03Isso não tem nada a ver uma coisa ou uma outra.
07:08E também...
07:08Não se perde o status por ser barato.
07:11Não se perde o status por ser barato.
07:12Se perde o status por falta de propósito claro e direção clara.
07:18Quando também eu já comecei, aqui no Espírito Santo, especialmente aqui na Grande Vitória,
07:24estavam, assim, tendo um grande movimento da sociedade, né?
07:31Começando faculdades à noite, colégios mais qualificados, as pessoas se desenvolvendo,
07:37se evoluindo, o homem dando um passo à frente, né?
07:41Aquela virilidade tinha um pouco acabado, quebrado, que o homem não pode usar uma cor de rosa,
07:51o homem não pode usar uma coisa meia fecha, porque, senão, ele pode ser mal compreendido.
07:56Já estava quebrando.
07:57Já estava começando a ser quebrado.
08:01Então, eu coloquei, olha, eu preciso ter preço, porque eu preciso atingir um número grande de pessoas
08:11desse nível de renda.
08:13Então, a primeira coisa, eu preciso ter preço.
08:16Eu preciso ter qualidade, porque eu vou atender o mercado masculino, que precisa mais qualidade do que o feminino.
08:25Porque se quebra um zíper de uma mulher, ou cai um botão de uma mulher, não tem problema nenhum.
08:31Ela resolve.
08:32Se cai de um homem, é uma confusão.
08:35É mesmo?
08:36É.
08:37Ele tem dificuldade para resolver isso.
08:39Aí, eu sabia...
08:40Um para outro.
08:41Eu preciso de muita qualidade.
08:44Em terceiro, lá dentro da peça de roupa, tem uma série de explicações.
08:49Lava assim, lava assado, faz assim, faz assim.
08:51Alguém faz isso?
08:53Ninguém faz.
08:54Então, eu preciso de um produto que seja testado na condição mais crítica possível,
09:01e ele tem que resistir e garantir.
09:03Eu não posso receber um cliente que diz o seguinte,
09:06a peça manchou, a peça deu problema.
09:09Aí, eu abri a etiqueta e vou mostrar para ele, ó, você não obedeceu isso.
09:13Não vou fazer isso.
09:15Aliás, trocar mercadoria na Cônica, você troca tendo direito de trocar ou não direito de trocar.
09:21Porque não importa para mim se o cliente mereceria a troca, às vezes depreciou, às vezes estragou,
09:27às vezes, de fato, ele comprometeu o produto, mas o que vale é o que está na cabeça dele.
09:33Se ele foi na minha loja e ele achou que o erro é meu, eu tenho que aceitar que o
09:39erro é meu,
09:40porque senão eu vou criar um conflito com esse cliente.
09:43E o cliente vai...
09:44Eu prefiro ter essa dificuldade no momento e ter um cliente para sempre.
09:49Ou alguém continuar falando bem de mim.
09:52Entendeu?
09:53Essas coisas todas ajudam a gente a se manter, ter um valor.
09:59Nós não somos uma marca de conceito, né?
10:02Nós somos uma marca de produto, de qualidade e designer excelente.
10:08Nós não abrimos mão do design, nós não abrimos mão da matéria-prima,
10:12nós não abrimos mão da qualidade da costura.
10:14Porque é isso que nos sustenta.
10:16Eu vejo uma coisa, às vezes você compra em uma loja de departamentos
10:20e aí você sai na rua e encontra outras pessoas com aquela roupa igual a que você comprou.
10:25Isso é terrível.
10:27Não é o caso da Kônik, né?
10:29A Kônik tem uma certa exclusividade.
10:32Se nós não fôssemos muito cuidadosos, nós teríamos esse problema.
10:37Você tem que entender que nós temos 25 lojas espalhadas num território relativamente pequeno,
10:47onde concentra muito o consumo nesse grupo de pessoas.
10:53Aí, como é que eu tenho que resolver isso?
10:56Eu não posso fazer lotes grandes.
10:59Eu tenho que fazer lotes pequenos.
11:02Eu tenho que fazer poucas peças.
11:05É muito comum, meus atendentes de loja,
11:10mas ela faz mais dessa peça, ela chegou e vendeu no outro dia,
11:13e não sei o que tem e tal.
11:15Não faz.
11:16Eu posso aproveitar aquela ideia,
11:19ter ali o sentido de que aquilo agrada muito e tal,
11:24e vou fazer outra que vai atender tanto quanto.
11:29Mas ela tem que ser diferente.
11:31Nós não podemos uniformizar as pessoas,
11:34porque uma das características da roupa é as pessoas ter personalidade,
11:41ter idade até própria.
11:42Não é isso?
11:43E hoje a concorrência é muito forte dentro desse nicho que a Kônik escolheu?
11:50A concorrência existe, mas ela não desafia.
12:01Ela não nos amedronta.
12:03Por quê?
12:04Porque a concorrência ajuda a gente a melhorar, ajuda o nosso desafio.
12:08Eles não vão conseguir vencer aquilo que eu defini como estratégia de negócio,
12:18assim como eu não vou vencer a deles.
12:21Então, isso precisa ficar assim muito claro.
12:25Ele vai ter a minha agilidade de colocar o produto na praça?
12:29Ele vai olhar minhas vitrines e vai copiar no outro dia alguma coisa que eu faço,
12:36copia muito, porque as pessoas às vezes não têm,
12:39não é nem porque queira copiar, não é por má fé,
12:43é porque às vezes ele é pequeno, ele não tem uma estrutura de produção,
12:48ele não tem capacidade de desenvolver um estilo,
12:52ter um estilista, que é isso tudo, mas já era custo.
12:55Às vezes faz uma cópia.
12:56Não tem problema, eu tenho que estar na frente dele.
13:00Ele vai fazendo a cópia, mas eu já estou lá na frente com outra coisa.
13:02Então, tem essa concorrência da cópia, tem a concorrência do preço,
13:08que aí é um pouquinho mais difícil,
13:10porque a gente precisa manter a máxima de legalidade tributária,
13:16a gente precisa manter a máxima de legalidade trabalhista,
13:19a gente precisa ter a máxima eficiência no pagar os seus compromissos
13:23para manter a sua regularidade.
13:25Então, a gente não pode transferir isso para o preço de qualquer jeito,
13:30porque a sociedade tem um limite de preço que se dispõe a pagar
13:34para um trabalho como nós fazemos.
13:37Não pode ser um produto caro.
13:40Aí, você tem que fazer muita gestão, muito controle,
13:45de preferência trabalhar capitalizado, com recursos próprios,
13:49porque o dinheiro vale pouco para você aplicar se você tem,
13:53mas ele vale muito se você tiver que tomar emprestado.
13:57Então, essa concorrência desleal,
14:01que às vezes não cumpre obrigações trabalhistas de direito,
14:05às vezes não cumpre obrigações tributárias de direito,
14:08às vezes não zela do produto e do cliente,
14:11o cliente compra iludido,
14:14ela se nos prejudica.
14:16Mas não existe nada que seja mal feito que dure.
14:20Então, a gente tem que ser persistente
14:22e valorizar a nossa marca e o nosso trabalho,
14:25sem ficar por ali dizendo a alto e bom som
14:29que nós somos os melhores do mundo.
14:30Nós temos que dizer o seguinte,
14:32o nosso propósito é que eu consiga te atender bem.
14:38Essa cultura tem que estar desde a pessoa que limpa a nossa fábrica,
14:43faz a limpeza até aquela que atende o nosso cliente lá na ponta do atendimento,
14:49porque ela é a mais importante para todos nós,
14:52porque é ela que entrega pessoalmente, fisicamente,
14:57verbaliza os nossos valores e o nosso propósito para os nossos clientes.
15:03Então, é por isso que os nossos vendedores têm muita voz,
15:07porque eles são a voz do cliente dentro do nosso negócio.
15:11Quando eles têm liberdade para criticar,
15:14eles têm liberdade para expor o seu pensamento,
15:17o seu sentimento, a impressão que os clientes têm, etc.
15:22Porque é neles que chega a informação, a maior informação.
15:29Você faz pesquisa, faz todo quanto é tipo de informação,
15:33é por e-á, por dados e tal.
15:35Os vendedores trazem...
15:37Mas aquilo que você ouviu do próprio cliente é diferente.
15:40Ah, do cliente, sim.
15:41Uma pergunta, moda feminina, público feminino para a Cone.
15:46Por que eu entrei no masculino?
15:49Por quê?
15:50A primeira coisa, tinha mais carência de mercado, com designer.
15:55Muita coisa grosseira, não ruim,
15:57mas às vezes grosseira, simples, comódico, básico, etc.
16:01E não tinha ninguém com designer.
16:04Nós entramos com designer.
16:06Nós somos uma das poucas empresas do Brasil,
16:09talvez a única, que se propõe a fazer T-shirt com designer, com detalhes.
16:14Nossa gola sempre vai ter um detalhezinho,
16:16sempre vai ter uma coisinha na dose certa para se tornar ela diferente.
16:23Para não ser tão básico assim.
16:24Exatamente.
16:25Embora o básico vende, tal, etc., mas tem que ter designer.
16:31Então, essa foi assim.
16:33Masculino tem mais carência de mercado.
16:36Se você olhar pelos bairros afora, por aí afora,
16:39você vai encontrar dezenas de lojinhas femininas,
16:44muito arrumadinhas, muito bonitinhas, com produtos excelentes.
16:47Você não vai olhar essa mesma quantidade de produtos masculinos.
16:52Então, você tem ali, embora o homem consome, muito menos.
16:58É mais trabalhoso para você entrar no mercado,
17:02porque não é muito venda por impulso, não é venda muito por emoção.
17:07Ele é mais racional.
17:09Às vezes, ele tem que bancar a conta da família toda e tal,
17:13e ele tem que comprar para todo mundo.
17:15Aí não sobra nem para comprar para ele.
17:18E ele fica por último.
17:20A gente sabia disso.
17:22Esse foi um ponto que eu escolhi o masculino.
17:24Eu achei que eu tinha uma identidade.
17:26Eu acho que me conduziria bem para isso.
17:30E por isso que nós escolhemos.
17:31Mas feminino é o maior mercado, é o grande mercado.
17:35Tem interesse em atuar no feminino de forma mais ampla?
17:38Toda empresa que eu conheço de moda, pelo menos no Brasil,
17:44que é feminino, que tenta vender masculino,
17:47e ela não consegue ser referência masculina.
17:50Ela se perde.
17:52Você não consegue achar que uma marca...
17:54É uma cilada aí.
17:55A marca que tem um DNA feminino, ela consegue vender masculino.
17:59Toda loja de masculino que vende feminino,
18:04ela vende roupa ruim, feia e mal resolvida.
18:07Então, não há menos que seja um magazão.
18:10Há menos que seja uma grande loja de departamento.
18:12Aí é tranquilo.
18:13Cada um com o seu espaço, cada um com as suas políticas.
18:15E você vai encontrar várias pessoas vestidas igual a você.
18:18Com certeza.
18:19Cada negócio é cada negócio.
18:21Estão com dificuldade.
18:22Porque são muito abastecidos pela Ásia e pela China.
18:25Muito produto com dificuldade.
18:26Muita coisa assim que o cliente que encontrar um produtozinho,
18:30que olhar, mas ir no Brasil lá, bem resolvidinho, bem certinho,
18:33dando o preço que ele quer comprar,
18:36dê preferência porque é melhor.
18:39Ele é adaptado ao brasileiro.
18:42Se for uma marca aqui regional, aqui do Espírito Santo, por exemplo,
18:45prefira essa marca do Espírito Santo.
18:48Porque ela tem o seu biotipo mais característico.
18:52Ela tem o seu gosto mais característico.
18:55Ela tem as suas preferências mais identificadas.
18:59Nós conhecemos muito o nosso cliente, por exemplo.
19:02Eu coloco um produto especial, um produto novo na loja, na sexta-feira.
19:08Na segunda-feira, se ele vendeu bem, está todas as minhas equipes dizendo
19:12não tem mais, vendeu tudo, foi muito bom, agradou, o preto foi ótimo,
19:18o azul ficou assim, o cinza desse jeito.
19:21Se deu errado, ele vai falar, deu errado, isso aqui não dá certo, o cliente não quer,
19:27o cliente não pode.
19:27Quer dizer, a nossa capacidade de adaptação e de encontrar o ponto certo
19:33é um ganho enorme.
19:37Então, não estou falando que o cliente vai pagar mais caro, vai pagar mais barato
19:40pelo brasileiro e tal, ou pelo capixaba.
19:42Prefira.
19:43Não é bairrismo nosso.
19:45É porque é melhor.
19:48Uma roupa criada para o mundo,
19:51ela não tem a mesma condição de vestir tão bem,
19:55encaixar tão bem aqui numa pessoa que seja característica da nossa região.
20:03A menos que ela não faça questão de nada e tal.
20:05Tem muitas pessoas que são assim, não estão erradas,
20:08eu estou pouco ligando, se está bom, se está ruim, se está feito, se está bonito.
20:11Mas a gente tem que primar pela boa embalagem.
20:17Uma pessoa bem vestida,
20:20ela é um grande conteúdo, se ela tiver valores,
20:23ela tem grandes valores bem embalados.
20:26E a vaidade masculina está em alta?
20:28Está em alta.
20:30Olha como está os salões de beleza,
20:33quem faz correções estéticas,
20:37quem está passando a usar mais perfume,
20:40mais cremes, mais coisas, cuidando.
20:43Deixando a barba crescer para ficar melhor, assim?
20:46Pô, então, uma hora, assim,
20:48a barba entra na onda,
20:49todo mundo fica legalzinho,
20:51aí depois vai passar um tempo,
20:53o cabelo é maior, o cabelo é menor,
20:55é com barba, sem barba, com bigode, sem bigode.
20:57Essas coisas vão acontecendo como acontece na moda.
21:02Isso é, inclusive, para estimular consumo de toda hora,
21:05de toda natureza,
21:06para dar prazer, dar satisfação,
21:10dar alegria nas pessoas.
21:12A gente precisa disso.
21:14Não por exagero,
21:15vou trocar meus objetivos fundamentais de vida,
21:18para investir tudo em roupa,
21:21investir tudo em beleza.
21:22Não, não é isso.
21:24É equilibrar essas coisas.
21:25Isso nos leva adiante.
21:28Isso nos impulsiona a alegria,
21:31o prazer de viver e tal.
21:33E a roupa é a manifestação da sua personalidade,
21:39do que você é à distância.
21:41Você não precisa falar.
21:43Todo mundo vai ver.
21:44Então, por isso que todo mundo deve zelar, sim,
21:46pela sua harmonia,
21:50pelos seus looks,
21:52de acordo com o que eu sou mais clássico,
21:54eu sou mais moderninho,
21:55eu sou introvertido,
21:58eu sou assim,
21:58vou estar ali dentro da sua alegria e tal.
22:00Conectado muito também um pouco com os seus relacionamentos.
22:03Onde é que você circula?
22:04Onde é que você anda?
22:06Como é que eu me referencio melhor
22:07no ambiente que eu vou frequentar hoje à noite?
22:10Às vezes tem lugar que eu tenho que ir de um jeito,
22:11do outro eu tenho que ir do outro.
22:13Isso vai fazer diferença lá na frente.
22:16Agora a gente vai falar sobre a história da Conect,
22:18que a gente falou bastante sobre a empresa,
22:21sobre a marca,
22:22mas queria saber os fatos históricos.
22:24Quando começou?
22:25Como que foi o desenvolvimento?
22:28Veja bem,
22:28eu sou de família italiana aqui do Espírito Santo,
22:34que quando foram para o norte do Espírito Santo,
22:35um pequeno grupo se desgarrou
22:37e foi lá para Resplendor.
22:39Acabou que meu pai foi,
22:40eu nasci lá...
22:41Meu pai era italiano?
22:43É, meus avós são italianos,
22:44meu pai era de Associação Brasileira.
22:46São todos esses italianos aqui do sul do estado
22:48que quando foram desbravar o norte,
22:50um pequeno grupo desse saiu
22:52e foi para a região aí de Minas de Resplendor.
22:55Meu pai foi para lá.
22:56Morou lá cinco anos,
22:57não se adaptou
22:57porque estava muito isolado
22:59do grande grupo italiano.
23:02Foi para o norte do Espírito Santo.
23:04Por acaso eu nasci em Minas,
23:06mas minha vida toda...
23:07Capixaba de coração.
23:08Minha vida é capixaba,
23:09minha família é capixaba.
23:11Fomos lá para um lugar
23:12que se chama Corrego Dourado,
23:14hoje município de Vila Valéria.
23:16Naquela época,
23:16Vila Valéria não era município.
23:19Com 12 anos,
23:20eu fui para uma vila
23:21para estudar o primário
23:22porque lá a professora não ficava,
23:24não tinha escola e tal
23:25para fazer o primáriozinho.
23:27Aí eu fui morar no fundo de um armazém
23:31e trabalhar nesse armazém com 12 anos.
23:33Trabalhava na parte da tarde,
23:34à noite, domingo e sábado,
23:36estudava de manhã.
23:37Fiquei nele três, quatro anos.
23:39Quando deu 15 anos,
23:40eu fui para uma loja de tecido
23:42que já tinha uma rede de oito lojas.
23:44Lá no interior, na época,
23:46não se vendia roupa pronta,
23:47vendia só tecido.
23:50Já tinham oito lojas
23:51e eu entrei ali nesta empresa,
23:55vendendo tecido.
23:57Dali, 16 anos, 17, 18,
24:01sendo vendedor,
24:04passei por um auxiliar
24:06de promoções de venda do grupo todo,
24:07comecei a circular em cidadezinha, etc.
24:11Aí morei lá em Mantenha de um tempo.
24:13Com 19 anos,
24:14fui ser o primeiro gerente de uma loja
24:17que, por acaso,
24:17estava sendo transferida para Baixo Mandu
24:20e ia ficar lá só uns meses,
24:22em que é Vila Pavão.
24:23Trabalhei lá dois anos,
24:26recuperei a loja,
24:27ficou tudo legal,
24:27tinha 19 anos.
24:28Quando foi para 21 anos,
24:29voltei para Vila Valério
24:32para gerenciar essa empresa.
24:34Daí fui para Valadares,
24:36fui sendo gerente aqui e ali
24:38e, quando eu tinha 26 anos,
24:40eu vim para Vitória
24:41para começar um novo negócio
24:43na venda da Gerônimo Monteiro
24:44do nosso grupo,
24:46que era a loja...
24:47Era DIT, DIT.
24:49DIT.
24:49DIT.
24:50Eu vim fundar...
24:50Essa eu não sabia.
24:51Eu vim fundar a DIT.
24:53Começamos do nome.
24:55Aí já estava vendendo roupa pronta.
24:59As primeiras peças
25:01que eu já vendia lá no interior
25:02já tinham começado um pouquinho antes.
25:06Era muito difícil vender
25:08uma roupa pronta para uma pessoa
25:09porque ela tinha que tirar
25:11a calça dentro da loja,
25:13tinha que botar dentro de um quarto,
25:15fechar com chave
25:16para ele poder fazer isso,
25:17porque era uma coisa
25:17muito agressiva na época,
25:19e depois também comprar
25:21uma roupa pronta.
25:22O cara tinha dúvida
25:22como é que ele ia usar uma roupa
25:24que ninguém tinha tirado
25:25a medida dele.
25:26Ele não admitia isso.
25:28Então, ele tinha que vestir,
25:29a gente convenceu e tal.
25:31comecei a vender roupa.
25:32Quando eu cheguei já na DIT,
25:33isso já estava mais evoluído.
25:35Nós criamos a DIT
25:36como uma mega marca de moda,
25:38criamos um cartão de crédito,
25:40muito...
25:41Eu lembro bem da DIT.
25:42Eu lembro bem da DIT.
25:42Na década de 70 e tal.
25:44Fizemos um movimento grande.
25:47Naquela época,
25:48para você ter uma ideia,
25:48era o começo do jeans.
25:50O jeans para homem e para mulher
25:51era o mesmo.
25:52A calça vinha com dois números,
25:5338 e 42, masculino e feminino.
25:56Eu ficava fora.
25:57A minha é maior.
25:59Eu falo assim,
26:00vinha dois tamanhos.
26:01A calça era a mesma.
26:03Era o começo, de fato,
26:05de vender moda pronta.
26:07Aí, fiquei lá até mil...
26:10Até 90 e poucos,
26:12anos 90 e pouco.
26:14Na verdade, até o ano 2000.
26:17Exatamente o ano 2000.
26:18Aí, a empresa passou por duas sucessões,
26:22o mercado mudou muito e tal.
26:24Eu já era um empregado velho.
26:27Eu falei,
26:27não, vou me aposentar no INSS.
26:29E comecei, então,
26:31esse movimento da Konik.
26:34Bem pequenininho,
26:35pelos cantinhos,
26:36devagarinho,
26:36nas minhas possibilidades e tal.
26:39E aí,
26:40eu, assim,
26:41fui tocando a Konik.
26:43Desde 2000.
26:44Até então, isso.
26:45É mesmo?
26:46É de 90.
26:47Eu comecei, assim,
26:48vender por multimarcas,
26:49uma coisa milionária,
26:50mas eu ainda estava
26:51me cuidando de sair do emprego.
26:55Porque,
26:55depois, ainda que eu me aposentei,
26:56eu fiquei dando um suporte lá um tempo.
26:59Sem essa...
27:00Já podia ter meu negócio particular,
27:02já era combinado e tal.
27:03E tocava, assim,
27:04vendia por atacado,
27:05por representante,
27:06por multimarca,
27:07volume pequeno.
27:07Abrimos uma pronta entrega
27:08em Petrópolis,
27:09que era o lugar
27:10que se vendia muito, assim,
27:11para chamar das sacoleiras,
27:13para o Nordeste,
27:14para o Norte.
27:15E, dali,
27:16já comecei lá dentro da Glória,
27:18foi um pequeno movimento.
27:20Daí para frente,
27:22a gente foi diminuindo o atacado
27:24e colocando as lojas próprias.
27:26E hoje o senhor desenha?
27:27Não, eu não desenho.
27:29Não?
27:29Não.
27:29Mas, assim...
27:30Eu viajo, pesquiso,
27:33acompanho...
27:33A ideia, a concepção ali
27:35dá a ideia,
27:36mas outra pessoa realiza.
27:37É uma equipe, né?
27:38É um estilista.
27:38Nós temos dois excelentes estilistas,
27:41uma coordenadora de estilo.
27:43Como é que é o nome deles?
27:45Maura Murim e Carlos Moretti.
27:47Maura Murim,
27:48um lado mais,
27:48de fato, do estilismo.
27:50O Mauro Moretti,
27:51mais o lado técnico,
27:52da modelagem,
27:54de acertar tudo isso.
27:55E a Apoliane,
27:56a nossa coordenadora de estilo.
27:59Essas três pessoas,
28:00principalmente,
28:01aí, junto aos parceiros todos,
28:02bordadores, estampadores,
28:04lavanderias,
28:05pessoas de acabamento,
28:07de toda a ordem, natureza.
28:09Contratam-se muitas pessoas
28:11que são artistas
28:13para ter desenhos autorais,
28:15exclusivos, assinados.
28:16A gente faz muito isso.
28:18Dentro, a Cône,
28:19que tem uma segunda marca
28:20que opera dentro da própria Cône,
28:22que chama Espírito Capixaba.
28:23Ela é totalmente voltada
28:24para o capixabismo.
28:26Marca peças com estampas
28:29da iconografia capixaba.
28:31Então,
28:33a gente usa muito
28:34a competência
28:36dos artistas locais
28:37para fornecer
28:39essas estampas
28:40para nós.
28:41Mas eu mesmo,
28:42assim,
28:42num desenho,
28:44não.
28:44Não, né?
28:45Mas tem alguém
28:45que é referência,
28:46assim,
28:46que inspira o trabalho,
28:49cujo trabalho,
28:49cuja obra inspira
28:51a Cône?
28:52Onde é que a Cône,
28:54que, vamos dizer assim,
28:55onde é que ela,
28:55ela,
28:56ela,
28:57vamos dizer assim,
28:58a inspiração,
28:59a fonte da Cône,
29:00que ela gostaria
29:01ou é igual a quem?
29:03Nós não temos.
29:04Não temos.
29:05A gente olha
29:06ótimos trabalhos
29:08de muitas,
29:09ótimas marcas
29:11fora do Brasil,
29:13que elas podiam ser
29:14um pouco similar
29:16ou um pouco parecidas.
29:18mas, assim,
29:19dizer o seguinte,
29:19ó,
29:19eu me ancoro nessa
29:21para tocar meu negócio?
29:22Não.
29:23Eu acho que nós
29:24podemos ser autorais,
29:26nós podemos ser exclusivos.
29:29Levando em conta
29:30sempre o seguinte,
29:32o homem não é
29:33vanguardista
29:34de um modo geral
29:35como a mulher é.
29:37Um lançamento,
29:38um grande lançamento
29:39que surgiu,
29:40olha,
29:40está usando calça
29:41de uma hora para outra,
29:42as calças estão apertadas,
29:43agora a calça é largona.
29:44As mulheres entraram
29:45na calça largona,
29:46jeans,
29:47rapidamente.
29:48Os homens não entraram.
29:50Ficou num recorte
29:51da juventude,
29:52um bolso largo e tal,
29:54só para o lado
29:55mais street da cidade.
29:56O homem não entrou.
29:57O homem é lento.
29:59Então,
29:59o que nós temos que pegar?
30:01A tendência
30:02que é aquilo,
30:04o caminho
30:05que é aquele,
30:07adaptar
30:07a realidade,
30:09adaptar
30:09a usabilidade.
30:11Porque,
30:12se a gente
30:12quiser ser
30:13vanguardista
30:14para pular
30:15na frente,
30:16eu teria
30:17que ter
30:18uma loja só
30:19onde eu tivesse
30:20um grande público
30:22para encontrar ali
30:23os meus clientes.
30:26Se eu quero
30:26ter um mercado
30:28um pouco mais aberto
30:29para atender
30:30uma variedade
30:31maior
30:31de preferência
30:33das pessoas,
30:34eu preciso
30:35estar mais próximo
30:37da realidade
30:38do dia a dia.
30:39mas eu não preciso
30:40fazer o básico.
30:41Eu posso botar
30:42o tempero,
30:45o colorido,
30:46o detalhe
30:47daquilo que é
30:48uma grande tendência.
30:50Então,
30:51ele vai ter
30:51uma referência
30:52de tendência
30:53num produto
30:56que ele
30:56já assimila,
30:59que ele aceita
30:59vestir.
31:00Na medida
31:01que a moda
31:02vai se consolidar,
31:03porque,
31:03assim,
31:03o que é uma coisa
31:04vanguardista
31:05hoje e tal,
31:06parte daquilo
31:07se consolida
31:08e parte
31:09não se consolida.
31:10A gente fica
31:11muito atento.
31:12Aquilo que se consolida,
31:13a gente vai
31:14logo transformando
31:16em linhas
31:17para o nosso uso.
31:18Vai chegar uma hora
31:19que todos nós
31:20vamos usar calça larga
31:21novamente.
31:23Na hora
31:24que isso já
31:26se tornar
31:27bastante realidade
31:28para muitas pessoas,
31:30nós vamos estar nela.
31:31Bom,
31:32a Konik
31:33é indústria
31:34de comércio.
31:35Sim.
31:35Correto.
31:36E eu queria saber
31:37uma coisa.
31:38Como o comércio,
31:40como que a Konik
31:40encara o e-commerce,
31:43todas essas mudanças
31:45que estão acontecendo
31:45com o comércio virtual?
31:47É um grande desafio.
31:49Tem venda direta
31:51pela internet?
31:52Tem.
31:52Nós já fizemos
31:53grandes testes,
31:54já há três.
31:55Eu não tenho coragem
31:56de comprar roupa
31:56pela internet.
31:57Nós já fizemos
31:58três testes,
31:58agora nós vamos
31:59remodelar tudo
32:00para começar em setembro
32:01na coleção
32:02de verão.
32:04porque há
32:05enormes dificuldades.
32:07Não é questão
32:07de competência,
32:09é de mercado.
32:10Por que você compra
32:12um produto
32:12na internet
32:13por segurança?
32:15Primeiro,
32:16e é mais fácil
32:17para todo mundo,
32:17é usar o marketplace.
32:19A segurança
32:20do marketplace
32:20que você vai receber
32:21o produto.
32:22Ele não te garante
32:23qualidade.
32:23Ele não garante
32:24nem se é verdadeiro
32:26ou falso.
32:27Garante que vai chegar
32:28na sua casa.
32:28Ele garante a qualidade.
32:29Ele garante a entrega.
32:31E a questão
32:31de pagamento,
32:32segurança de botar cartão,
32:34lá e etc.
32:35Então,
32:35você precisa
32:35da segurança
32:36do marketplace
32:38e da marca.
32:40Um produto
32:41que,
32:41um eletroeletrônico,
32:42um produto
32:43que tem uma marca
32:44conhecida,
32:44você não tem
32:45nenhuma dúvida
32:45de comprar.
32:48Tem lá as medidas,
32:49as características,
32:50a cor,
32:50os detalhes.
32:51Você compra
32:52pela segurança
32:52da marca.
32:54A roupa
32:55precisa ter
32:56a marca nacional.
32:57se eu não
32:58tenho
32:58uma marca
32:58nacional,
33:01roupa
33:01bonita
33:03sendo oferecida
33:04tem
33:05as toneladas.
33:07Eu vou
33:08acabar
33:08vendendo
33:08para a minha
33:09própria região,
33:10para quem me conhece.
33:11Por isso
33:11que eu não tenho
33:12grande escala.
33:13Por quê?
33:14Eu estou aqui,
33:16lá na Bahia
33:16vai ter uma outra
33:17cone que vai fazer
33:18uma coisa legal lá.
33:19As pessoas vão
33:20preferir comprar lá
33:21porque não me conhecem,
33:22vão ter dúvidas
33:22se o meu produto
33:23é bom ou não.
33:25na outra cidade
33:26vai acontecer.
33:27É um olhar
33:27voltado muito
33:28para o mercado
33:28regional.
33:29Exatamente.
33:30Então,
33:30precisa ter
33:31uma marca
33:31nacional
33:31para você
33:32ter sucesso.
33:34A outra coisa,
33:35sempre na internet
33:37o preço
33:38conta mais.
33:38Ou é um produto
33:39muito raro
33:40que você quer,
33:42uma raridade,
33:43uma coisa que você
33:43não acha no mercado,
33:44você quer,
33:44sofisticado,
33:45você vai comprar lá.
33:46Porque às vezes
33:47é tão caro,
33:48tem tanto poucos
33:49clientes que você
33:50não acha ele
33:50na praça.
33:51Aí você precisa
33:52comprar lá.
33:52Ou se não,
33:53com muito preço.
33:55Eu vejo
33:55grandes marcas
33:56nacionais
33:58na internet
33:59vendendo pelo mesmo,
34:00pela metade
34:01do preço
34:01que ela vende
34:02nas lojas físicas.
34:03É mesmo?
34:04É.
34:04Por quê?
34:05Porque faz parte
34:06do jogo,
34:07na internet
34:08tem que ter mais preço
34:09ou um produto
34:10muito raro.
34:11Você vai vender um...
34:11Você compra e percebe
34:12que não cabe em você.
34:13Se você vai vender
34:13um linho puro,
34:15você vai vender
34:15uma coisa assim,
34:16bem exclusiva,
34:17bem certa,
34:18você vai ter um pouco
34:18mais de sucesso.
34:19Então,
34:19nós vendemos na internet,
34:20vendemos.
34:21Temos grande sucesso?
34:22Não.
34:23Agora,
34:24o que nós trabalhamos?
34:25Cada vez mais
34:25aprimorando isso,
34:26por isso que nós vamos
34:27começar esse novo projeto,
34:28porque nós entendemos
34:30que o nosso próprio cliente,
34:31que mora a 20,
34:3230 quilômetros
34:33das nossas lojas,
34:34até menos,
34:36daqui a um tempo,
34:37ele vai querer
34:38ter uma interação
34:38pela internet,
34:40ou para pesquisar o produto,
34:41ou para olhar detalhes,
34:42ou para fazer uma compra
34:43eventual,
34:44não compra sempre,
34:45mas compra de vez em quando,
34:47porque ele nos conhece
34:49e eu tenho mais facilidade
34:50de comprar.
34:51Enquanto isso,
34:52vamos investindo
34:53para a gente ir
34:58tentando abrir o território.
34:59Devagarinho,
35:00a gente vai conquistando
35:01alguma coisa.
35:01Ah,
35:02vende,
35:02já quero para fora,
35:03vende,
35:03vende para a Amazônia,
35:04vende,
35:04você vende lá para Mato Grosso,
35:06vende,
35:07mas não é volume,
35:08você vende pouco.
35:10Entendi.
35:11Agora,
35:11duas perguntas aqui agregadas,
35:13a primeira,
35:13eu queria saber mais
35:14sobre esse projeto,
35:15e a segunda é,
35:16tem a ambição
35:17de se tornar
35:17uma marca nacional?
35:20Aí,
35:21é uma grande reflexão
35:22que os meus dois,
35:24meu filho e minha filha fazem.
35:26Assim,
35:26eles vão,
35:27assim,
35:28passar por uma avaliação,
35:31assim,
35:31projeto de vida,
35:33porque hoje é uma coisa
35:34que a gente tem muito
35:36desenvolvido
35:37pelas pessoas da família.
35:39Elas são estratégicas
35:40ainda no negócio.
35:42Você pensar em uma coisa
35:43muito nacional,
35:44a gente tem que pensar
35:44em outra dimensão.
35:47Tem que avaliar mercado,
35:50avaliar sistema tributário,
35:54a reforma tributária
35:55vem aí,
35:56toda essa dificuldade,
35:58mas há espaço no Brasil
36:00ainda para se crescer.
36:02O Brasil é um dos poucos
36:03países do mundo
36:04que tem 200 milhões
36:05de habitantes,
36:06um país,
36:07embora a gente ache
36:08que não é,
36:09mas organizado,
36:10ele tem uma federação
36:12que funciona,
36:13não temos aqui conflitos
36:14entre nossas regiões.
36:16Nós temos um sistema
36:17bancário avançadíssimo,
36:20nós temos a parte
36:22empresarial de negócios,
36:25relativamente segura,
36:28um ambiente público
36:31democrático,
36:32com alguns senões aqui e ali,
36:34mas, via de regra,
36:35nós vivemos
36:36em um sistema democrático,
36:38temos liberdades
36:40e uma população
36:44extremamente necessitante
36:45de produtos.
36:46Não é de roupa,
36:46isso é de tudo.
36:48Diferente do primeiro mundo
36:49que já tem tudo,
36:50não quer comprar.
36:51Aqui as pessoas precisam.
36:53Prova é que o nível
36:55de endividamento
36:56que nós estamos vivendo.
36:58ninguém compra
36:59alguma coisa,
37:00a prestação,
37:01com a intenção
37:02de não pagar.
37:03Ele compra
37:04porque ele precisa
37:05e acha
37:06que vai pagar.
37:07Aí no meio
37:08tem um pouco
37:08de cultura,
37:10desinformação
37:11financeira,
37:12de gestão financeira,
37:14de acertar
37:16custo
37:17e de vida
37:18das famílias
37:19e etc e tal.
37:20Ele se endivida,
37:21mas ele,
37:23sobretudo,
37:24ele compra
37:24o que ele precisa.
37:25Então,
37:25há espaço
37:27para vender
37:27produtos no Brasil.
37:29E é por isso
37:30que a concorrência
37:31aqui de fora
37:32está cada vez
37:32acontecendo mais.
37:34As pessoas do mundo
37:36vêm vender aqui
37:37porque aqui
37:37ainda é um paraíso
37:38para se vender.
37:39E aí nisso
37:40está agregado o projeto
37:41para ampliar
37:42e entender
37:42como é que funciona.
37:44O projeto
37:44que o senhor
37:45estava dizendo
37:45sobre alcançar
37:46esses clientes
37:48em um raio
37:48de 30 quilômetros.
37:50Isso é fácil,
37:51é o nosso próprio cliente.
37:52Ele vai comprar
37:53isso via internet.
37:54Quando você fala
37:55em expansão,
37:55você está falando
37:56em loja física,
37:57em franquia,
37:58em parceria.
37:59Franquia,
38:00para operar
38:01no preço
38:01que a gente trabalha,
38:02na proposta
38:03de negócio
38:04que nós temos,
38:04ela tem
38:05muita dificuldade
38:06porque nós temos
38:08que dividir resultado.
38:09O resultado
38:09é muito apertado,
38:11o lucro é muito apertado,
38:12mal, mal
38:12ele dá
38:13para uma cadeia
38:15verticalizada
38:16como eu fiz.
38:17Porque lá atrás
38:18você até perguntou
38:21sobre
38:22essa questão
38:23como é que você escolhe,
38:24como é que você faz.
38:25Uma das coisas
38:26foi a produção própria,
38:27que na época
38:28ela era muito importante.
38:29Primeiro,
38:29o controle de qualidade,
38:31principalmente
38:32para controlar a qualidade.
38:34Domínio do processo
38:35todo,
38:35controle de qualidade,
38:36mas sobretudo
38:37para ter preço
38:38e velocidade,
38:40para ter um bom produto
38:41e um bom preço.
38:45para ir para o vazio
38:47você vai ter mais custos.
38:49Você vai ter mais custos,
38:51você vai ter que
38:54vai pressionar
38:55as mais
38:56que já são baixas.
38:57Mas tem como
38:58fazer alguns tipos
38:59de movimento
39:00ainda nesse espaço.
39:02Nós já estamos
39:03assim,
39:03bem modelado
39:04com relação a isso,
39:06independente
39:06de uma expansão
39:07nacional
39:08gigantesca,
39:09etc.
39:10e tal,
39:10mas assim,
39:11para alcançar,
39:13abrir os braços
39:14mais um pouco,
39:15tem todas as possibilidades
39:16e a gente já está pronto
39:18para dar
39:18este segundo passo.
39:20De repente,
39:21Minas Gerais,
39:21Sul da Bahia.
39:22Exatamente.
39:23Nós temos
39:23uma loja
39:24na Avenida Central do Laranjeiro
39:25de 250 metros,
39:27ela tem uma metragem grande
39:29e ela vai se transformar
39:31num semi-atendimento
39:33automático,
39:33redução de custos,
39:35para transformar isso
39:37para servir de modelo,
39:39a gente consolidar o modelo
39:40e depois você replicar
39:42este modelo
39:44com o próprio.
39:46Lojas mais reduzidas,
39:48como se fossem franquias,
39:50aí tem que estabelecer
39:52alguém que opere
39:54para você
39:54lá no local.
39:56Mas o que a gente vê
39:57é o seguinte,
39:58você precisa chegar
39:59num lugar
39:59e ficar conhecido
40:01e ter escala
40:02naquele lugar
40:03para você poder fazer
40:04marca,
40:04para fazer propaganda
40:05e tal.
40:06Você pode pegar
40:07o que eu tenho
40:08no Espírito Santo
40:09e ir para uma cidade
40:10que tem cultura parecida,
40:12porque isso é importante,
40:14roupa cultural,
40:16a roupa,
40:17quer que seja
40:17por clima,
40:18por comportamento
40:20da sociedade local
40:21e tal.
40:22Quem tem um estilo,
40:23uma forma parecida
40:24com a nossa,
40:25se nós temos sucesso aqui,
40:26nós vamos ter sucesso lá.
40:28Aí você tem que abrir
40:28uma rede lá,
40:30não ficar pingando
40:32lojinhas pelo Brasil
40:33afora espalhadas
40:34e diluir.
40:36Então você tem que criar
40:37o que foi criado
40:38no Espírito Santo lá.
40:39Hoje a Cônica
40:40tem quantos funcionários?
40:42Nossa loja
40:43gira em torno
40:43de 150,
40:45por ali,
40:46em torno de 150.
40:47E na nossa produção
40:49lá em torno
40:50de 80 e poucos.
40:51Bom,
40:52agora quero saber
40:53um pouquinho mais
40:54sobre o José Carlos
40:55Bergamin aí,
40:56pessoa física,
40:57sobre hobbies,
41:00gostos,
41:01o que faz aí
41:03nas horas vagas,
41:04passatempos.
41:05Eu sempre digo,
41:07eu tenho uma certa dificuldade,
41:08é porque eu tenho
41:09muitos amigos
41:10de relacionamentos
41:11aqui,
41:12dos associativismos
41:15que eu participo,
41:16que eu participo
41:17nesse negócio.
41:18Você foi diretor
41:19da FINDES,
41:19não é isso?
41:20Desde criança,
41:21eu já tomava,
41:23jovem assim,
41:24já tomava conta
41:25meio de grupo
41:26de juventude católica
41:27lá no interior.
41:28Depois eu sempre
41:29fiquei envolvido
41:30com essa questão
41:31do associativismo,
41:33mais recentemente,
41:34fui ali
41:34vice-presidente
41:35da Federação
41:37da Indústria,
41:38cuidava lá
41:39do SESI,
41:41gosto de cultura
41:42e tal,
41:42dava muita atenção
41:43àquela parte.
41:45Depois,
41:45já falei,
41:4675 anos,
41:47vou parar com isso,
41:49vou cuidar
41:49mais da minha vida
41:50mais simples,
41:52particular.
41:52Mas aí surgiu
41:53uma necessidade
41:55na Federação
41:56do Comércio
41:57de fazer uma remodelagem
41:59lá,
41:59tocar,
42:00trocar as equipes
42:00e tal.
42:01Nós juntamos ali
42:02umas pessoas
42:03e resolvemos ajudar
42:06o Hidalberto Moro
42:07nesse projeto
42:07que ele se dispôs
42:08a ser presidente lá.
42:10E eu estou muito feliz,
42:12está todo mundo
42:12muito feliz,
42:13está, assim,
42:14indo muito bem.
42:16Lá em Vila Velha,
42:17eu tomei conta
42:18lá do próprio sindicato
42:19dos lojistas
42:20há bastante tempo.
42:21Hoje nós deixamos
42:22duas meninas lá
42:23muito interessantes,
42:25que estão tocando
42:25aquilo melhor do que eu.
42:27E eu tomo conta
42:28do CDL de Vila Velha.
42:29Temos projetos lá
42:31muito legais,
42:32muito bacanas.
42:34E só que a gente anda
42:34aí pelo associativismo.
42:37Particularmente,
42:37aí eu tenho
42:38muitos esses relacionamentos
42:39amigos para todo lado
42:40e, particularmente,
42:41eu tenho muito pouco.
42:42Porque eu nunca...
42:43Como eu entrei
42:44para trabalhar
42:45há 12 anos
42:47e lá no armazém,
42:49uma das coisas é a seguinte,
42:50chegava aquele monte
42:51de coleguinha de colégio
42:52e tal, etc.,
42:53eu era proibido
42:54de conversar com eles.
42:55para não atrapalhar
42:55o movimento
42:56e ele não atrapalhar
42:57o armazém.
42:57Eu tinha que ir lá para trás
42:59e fazer de conta
42:59que estava e tal.
43:00Então,
43:01não conseguia nem ter amigos
43:04porque eu comecei
43:04a trabalhar com 12 anos.
43:06Hobby,
43:06a mesma coisa.
43:07Eu trabalhava na DIT
43:08para jogar a DIT
43:10onde nós conseguimos jogar.
43:12Eu trabalhava
43:12sábado e domingo
43:14direto,
43:15absolutamente direto.
43:16São Paulo, Rio,
43:16comprando, vendendo,
43:17fazendo todo esse movimento.
43:19Quando eu comecei
43:20a Cônica,
43:20mais ainda.
43:22Eu fiz muita feira
43:23para começar o negócio.
43:24tinha feira em Camboriú,
43:26feira em Salvador.
43:28Estava todo mundo na festa,
43:29eu estava vendendo
43:30nas feiras de Guarapari,
43:31de Marataísa,
43:31enfim.
43:32Eu nunca pude ter
43:36este ambiente
43:38social,
43:39assim,
43:40talvez muito bem resolvido.
43:41fora do profissionalismo.
43:43Mas tenho um grupo
43:44de maçonaria
43:44muito legal,
43:45muito bacana,
43:46alguns amigos também.
43:48Tenho três irmãs
43:49que moram juntas.
43:52Então,
43:52convivo muito com elas.
43:54A minha mulher
43:55não gosta de viajar
43:55e eu viajo com as minhas irmãs.
43:56Como é que é o nome dela?
43:57Maria Arlete.
43:59Maria Arlete.
44:00Terezinha e Lauriette.
44:01Não,
44:01mas a da sua esposa.
44:02Iná Maria Mendes,
44:03pergamento.
44:03Aí,
44:06a Iná não gosta de viajar muito,
44:07eu viajo com as minhas irmãs
44:08e viajo muito,
44:10que é uma coisa
44:10que eu gosto de fazer
44:11depois que eu pude fazer.
44:14Chegamos aí,
44:15é um hobby,
44:16viajar.
44:17Comecei isso muito tarde,
44:19porque, de fato,
44:20não podia,
44:20nem tinha recursos
44:21para viajar.
44:22E nem tempo.
44:23Mas,
44:24quando eu comecei
44:25a ir poder
44:26a viajar,
44:27vamos dizer,
44:29cinquenta e poucos anos
44:30e tal,
44:31aí eu,
44:32assim,
44:32fiz muitas viagens,
44:33porque também
44:33você vive de trabalho.
44:36Eu trabalho com isso.
44:37Procuro os endereços
44:38que me agregam
44:39alguma coisa profissionalmente.
44:40Eu olho para o lado direito
44:41e tenho uma fotografia
44:42do movimento,
44:43olho para o lado esquerdo
44:43e tenho uma fotografia
44:45da vitrine,
44:45da roupa.
44:46Entendeu?
44:47Mais ou menos
44:47é isso que eu faço.
44:50Eu gosto muito da Itália,
44:51principalmente.
44:53Qual é a cidade favorita
44:55na Itália?
44:56Hein?
44:56Qual cidade favorita?
44:57Roma.
44:58Roma.
44:58Roma é tudo.
44:59Roma é lindo.
45:00Roma é velha.
45:00Eu fui a Roma.
45:01Roma é velha,
45:02Roma é novo,
45:02nova é velha.
45:05Tem de tudo,
45:06uma energia na cidade,
45:08naquele centro histórico
45:09ali,
45:09maravilhosa e tal.
45:10Claro,
45:11a Itália,
45:11qualquer lugar que você for,
45:12é maravilhosa.
45:13Ano passado,
45:13fiz uma viagem com o meu filho,
45:15um lugar que eu nunca ia,
45:16mas como ele resolveu ir comigo,
45:18falei,
45:18pô,
45:18agora vou aproveitar,
45:19vou fazer meu roteiro.
45:20eu saí ali de São Remo,
45:23que eu estava em Milão,
45:26rodei por ali e tal,
45:27fui na cidadezinha do meu avô,
45:30que é entre Bérgamo e Milão,
45:31dá 30 minutos de Milão
45:33e 30 minutos de Bérgamo,
45:36fica no meio ali,
45:37chama Romano,
45:38Romano de Lombardia,
45:39é a terra do meu avô,
45:40vou lá sempre,
45:42fico ali uma noite,
45:43duas noites,
45:43vendo essa memória do meu avô ali.
45:46Mas dali pegamos e fomos lá para o lado de Gênova
45:52e entramos em São Remo.
45:58Fizemos o litoral todinho,
46:00Cicuterra, Porto Fino,
46:02tudo que eu não conhecia nada ali,
46:04saímos do mar um pouquinho,
46:06Florença e Florença Roma,
46:08pegamos outro trem
46:09e fomos para São Remo,
46:15desculpa,
46:15fomos para Nápoles
46:16e depois Sorrento
46:18e lá fizemos a Costa Maftona toda.
46:22Então, é assim,
46:23porque aquelas perambeirazinhas,
46:27aqueles balneários
46:28lá no fundo e tal,
46:30foi 17 dias.
46:31Nós dormimos em 11 hotéis.
46:33Que maravilha.
46:34A gente só ia para frente.
46:37Mas tirando foto das vitrines ali, né?
46:38Não voltava.
46:39Não tem a dúvida.
46:40Rapaz, eu vi essas marcas
46:42italianas e francesas
46:43naqueles balneários.
46:45Ficado em uma loja maravilhosa
46:46lá em Amalfi.
46:48E barato, né?
46:49Lá em Amalfi.
46:50Antes em Roma,
46:50eu vi muita coisa barata.
46:52Foi ano passado.
46:53É acessível.
46:54Dá para comprar.
46:55Muita coisa.
46:56Pesquisando, olhando.
46:58Viajar é bom.
46:59É bom.
46:59É bom demais.
47:00Faz diferença.
47:01Está certo.
47:02Bergaminho, queria agradecer
47:03a sua presença.
47:04Concluímos.
47:05Concluímos.
47:05Se quiser falar mais alguma coisa,
47:07fica à vontade.
47:07Eu não sei se eu atendi
47:08a sua expectativa,
47:10especialmente do público.
47:11Não, com certeza.
47:13Mas, assim,
47:13converso muito
47:14porque velho tem história.
47:15Então, tem jeito.
47:17É a experiência aqui.
47:20Mostrando aí, né?
47:21Várias...
47:21Muito conhecimento,
47:23sobretudo, né?
47:23O Bergaminho é uma liderança
47:25empresarial.
47:25Está há muito tempo
47:26na vice-presidência
47:28da Fê Comércio.
47:29Eu vejo,
47:29igual você estava falando aí,
47:31esse cara 5x2,
47:34tributação das blusinhas
47:35que estão falando aí.
47:37Gente,
47:38eu já passei por tudo isso
47:40e segui, né?
47:41Nós já passamos décadas de 70,
47:43décadas de 80,
47:43décadas de 80.
47:44Segue.
47:45Vai arrumar uma solução.
47:48Não sinta-se ameaçado.
47:50Nós não temos que...
47:51Não temos que nunca
47:52nos sentimos ameaçados.
47:55Ameaçado te intimida,
47:57te...
47:58te...
47:59te...
47:59te põe medo, né?
48:01Sente-se desafiado.
48:03Desafio é estímulo,
48:05desafio é energia,
48:06desafio é você vencer.
48:08Ou vai ser mais esses.
48:10Vai vir outros.
48:11É assim.
48:13Nós estamos no Brasil, afinal.
48:16Tá certo.
48:16Obrigado, Bergaminho.
48:18Pra frente.
48:18Essa entrevista está disponível
48:20nas edições
48:21em prece digital
48:22do jornal A Tribuna,
48:23no portal Tribuna Online,
48:25em nosso canal no YouTube
48:26e nos tocadores de podcast.
48:28e nos vemos aqui também.
48:45Tchau.
48:45Tchau.
48:45Amém.
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