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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) continua a análise sobre a sessão do STF, defendendo que não é possível investigar o ministro Alexandre de Moraes sem afastá-lo da Corte.

Ele comenta o risco de um pedido de vista travar o julgamento, avalia se o procurador-geral Paulo Gonet deveria participar da sessão e explica como funciona a disputa pela presidência do Senado em 2027.

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Transcrição
00:00Acredito que os ministros já devem ter a sua opinião formada.
00:03Espero que seja a opinião formada, por maioria, pela abertura da investigação
00:09e pelo afastamento do ministro Alexandre,
00:11que não dá para investigar o ministro supremo sem afastá-lo.
00:15É muito poder que você vai deixar investigado ainda exercendo.
00:20E aí o Brasil vai ter talvez uma esperança de um caminho de institucionalidade, de decência.
00:25Se não acontecer isso, vamos continuar lutando aqui e o caminho passa a ser muito mais da política e da
00:32eleição.
00:34Senador, um cenário provável é que o Gilmar Mendes ou algum outro ministro peça a vista,
00:40mas que ainda assim alguns outros ministros consigam antecipar o voto.
00:45Ou seja, a gente pode ter até uma maioria, de repente, para investigar o Moraes,
00:50mas o julgamento fica parado.
00:53O Brasil consegue aguentar uma situação como essa?
00:58É, acho que é assim, você está destruindo o pouco de credibilidade que a nossa justiça ainda tem.
01:05Isso está sendo... Por isso que eu digo que as máscaras estão caindo.
01:08Tem muita gente com um belíssimo discurso de defesa da democracia e das instituições
01:13e que nesse momento claramente trabalha contra a democracia e contra as instituições.
01:18Por enquanto você protela uma investigação dessa natureza, você está trabalhando contra o Brasil.
01:23E veja, eu não estou falando em condenação.
01:25A condenação, se ela acontecer, depois de um processo, toda defesa, ampla.
01:31Mas é a abertura da investigação, porque os fatos existem, eles são públicos, eles não foram questionados.
01:38O contrato existe, o pagamento foi feito, as mensagens foram trocadas, o contrato foi editado no perfil do ministro.
01:47Esses fatos não podem ser empurrados para debaixo do tapete.
01:51Não tem tapete em Brasília para tapar isso tudo.
01:53Então, infelizmente, a gente está nessa encruzilhada.
01:59Podemos avançar como país num caminho de moralização ou podemos continuar descendo ladeira abaixo com a impunidade consagrada.
02:08Amanhã a gente começa a ter esse resultado.
02:11Senador, o senhor falou duas vezes sobre a resposta nas urnas.
02:17O que exatamente o senhor está querendo dizer com isso?
02:21É que é preciso renovar o Senado, por exemplo, onde acontece a abertura de processos de impeachment?
02:29Ou o senhor está falando mesmo de eleição presidencial?
02:32Qual é o eleitor que o senhor está mirando ao dizer isso?
02:38Eu estou lembrando que o papel do cidadão comum também vai ser exercido.
02:44Esse não é um dilema que vai ser resolvido só pelas autoridades eleitas do momento ou pelos folgados do momento.
02:50Esse também é um dilema que vai ter um encaminhamento por parte do eleitor, que vai para a urna sob
02:57efeito desse escândalo.
02:59E se ele vai para a urna constatando que quem está aqui não tem capacidade, não tem seriedade, não tem
03:05decência de encaminhar soluções,
03:07ele pode optar e deve optar por mudanças.
03:10Eu sou um defensor muito claro, muito ostensivo de que a gente tem que votar em gente honesta.
03:16Gente honesta, gente que tenha a ficha limpa, que seja qualificada, seja independente.
03:21Para quem tem esperança dessa pessoa em Brasília fazer um trabalho sério.
03:25Porque se eu voto naquelas figuras que já são contaminadas, não há esperança de resultado sério.
03:32Jamais você terá o processamento do ministro, jamais você vai ter um endereçamento de soluções para problemas tão graves e
03:39tão antigos no Brasil.
03:41Então por isso eu faço a reflexão de que o eleitor tem um papel também nesse cenário.
03:46E as próprias pesquisas vêm mostrando essa insatisfação do brasileiro com as circunstâncias de Brasil.
03:54Agora, senador, o senhor falou do papel que os eleitores têm em mudar essa situação.
04:00Agora, pensando na corrida presidencial, se os eleitores votarem pela reeleição do Lula,
04:08aí a gente vai ter o Lula indicando mais quatro nomes para o Supremo Tribunal Federal.
04:14Aí o senhor acha que pode ter um risco ainda maior às instituições brasileiras?
04:22Eu acho que os dois personagens que lideram a corrida presidencial têm dificuldades em lidar com o judiciário.
04:31O histórico do Flávio em votações é muito melhor do que o do Lula de indicações.
04:37A gente tem, infelizmente, essa clareza.
04:40Eu acho que, e meu foco é muito mais no Congresso e no Senado,
04:45porque qualquer que seja o presidente eleito, no tocante ao Supremo,
04:49quem vai processar ou não é o Senado,
04:52quem vai acatar ou não as indicações, novamente, é o Senado.
04:56Então, acho que nós, senadores, não podemos terceirizar a responsabilidade.
05:00A gente vai ter que encarar isso.
05:02E aquele mito de que não se podia rejeitar nome,
05:06isso já caiu por terra, porque o nome de Jair Messias foi rejeitado.
05:10Então, não há por que imaginar que Lula ou Flávio ou qualquer um e outro que tenha sucesso na eleição
05:17vá ter facilidade plena nas indicações.
05:20Acho que essa etapa mudou no Brasil, por bons ou por maus motivos, mas mudou.
05:27Senador, a gente tem aqui uma espectadora, chama Valéria.
05:30Ela fez uma pergunta e eu repasso a pergunta dela para você.
05:33Ela perguntou aqui, olha aí, está na tela.
05:37Não tem como destituir o Alcolumbre?
05:40Ele é o porteiro do STF, nada passa.
05:43Tem?
05:46Politicamente falando, não.
05:49Regimentalmente, você tem um caminho que é dificílimo,
05:52porque ele sempre esbarra na figura do presidente.
05:55O regimento do Congresso Nacional é imperial.
05:59É o presidente quem decide a pauta, é o presidente quem decide ritos e ritmos.
06:05E você tem o colégio de líderes, você tem uma série de coisas
06:08que no final de tudo ficam vinculados à vontade do presidente.
06:12Existem dezenas de pedidos, tentativas de mudança disso,
06:16de mudança do regimento, atualização do regimento.
06:19A última proposta mais robusta foi relatada por Antônio Anastasia,
06:23que hoje é ministro do TCU.
06:25Mas não avançam, porque como tem o comando da pauta na mão do presidente,
06:30fica sempre nisso.
06:32Então, por isso que eu digo a questão do eleitor.
06:33Em fevereiro vai ter um outro tipo de eleitor entrando em campo,
06:36que é o senador, que vai ser eleitor do próximo presidente da casa.
06:41No início de fevereiro começa a nova legislatura,
06:43e os senadores e senadoras vão eleger um novo presidente.
06:47O Davi Alcolumbre vai estar ali, candidato à reeleição.
06:51E aí vamos tentar entender os novos senadores,
06:54como é que vão se portar, para saber se a gente tem uma expectativa
06:57de uma produção mais independente, mais altiva do Senado.
07:01Deixa eu fazer uma pergunta de ignorante.
07:06O que é que determina a eleição de um presidente do Senado?
07:11Qual é o jogo de articulação política que se dá
07:16que realmente define o resultado?
07:20É uma conversa de um para um?
07:22É uma conversa em que os líderes têm um peso desproporcional?
07:27Como é que funciona o Senado nessa hora crucial
07:30de escolher o seu presidente?
07:32É uma atuação muito mais de negociação individual.
07:36E é diferente em cada eleição.
07:39Então, nessa eleição de fevereiro de 27,
07:44é uma eleição onde nós teremos 50 e potencialmente,
07:4754 novos senadores.
07:50Alguns reconduzidos, mas, enfim, 54 senadores começando o seu mandato.
07:55E eles são chamados a escolher o presidente no primeiro dia de trabalho.
07:59Então, essa articulação antecede a própria aposta,
08:03e ela vai ter que ser construída, na minha visão,
08:06buscando um outro nome, uma alternativa a Dadeu Columbre,
08:10para que ele possa ver as coisas andando no Senado.
08:13Mas é um processo individual.
08:15Os líderes têm baixa influência hoje,
08:18no Congresso em geral e no Senado em particular.
08:21Até quando você vai deixar que criem narrativas
08:24para esconder a verdade de você?
08:26Bombardeio diário de informações,
08:28o barulho das redes sociais e as minhas verdades
08:30só servem para uma coisa,
08:32te confundir.
08:33Mas o jogo político real acontece nos bastidores.
08:36E Rodolfo Borges...
08:38Mas existe um lugar que não baixa a cabeça,
08:41onde a velocidade da notícia em tempo real
08:43de um antagonista se une à investigação profunda,
08:46sem amarras, da revista Cruzoé.
08:50Nós vigiamos quem está no poder.
08:53Não importa o partido.
08:55Assinar o nosso combo significa ter na palma da sua mão
08:59os bastidores de Brasília em tempo real,
09:02análises de quem conhece o jogo político por dentro
09:05e grandes reportagens que a imprensa tradicional
09:08muitas vezes prefere não mostrar.
09:13E hoje, você não precisa escolher
09:16entre a agilidade e a profundidade.
09:19Preparamos uma condição exclusiva
09:21para o nosso público do YouTube.
09:23Um combo promocional imperdível
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09:27ao antagonista e à Cruzoé
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