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Diante da repercussão negativa da blindagem feita ao ministro Dias Toffoli, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, modulou a defesa do colega, pivô do escândalo Toffolão.

Em uma nova entrevista, desta vez ao jornal O Globo, Fachin prometeu não “cruzar os braços” quando for necessário atuar.

Madeleine Lacsko e Josias Teófilo comentam:

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00Vamos agora a uma notícia do portal O Antagonista, que complementa isso, antes da gente partir para os comentários, que é do ministro Fachin.
00:10O ministro Fachin modula a defesa de Toffoli e promete não cruzar os braços.
00:16Ao Globo, o presidente do STF tentou explicar a nota na qual defendeu a condução da corte, no caso envolvendo os escândalos do Banco Master.
00:25Vamos dar uma olhada.
00:25Diante da repercussão negativa da blindagem feita ao ministro Dias Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, modulou a defesa do colega, pivô do escândalo Toffolão.
00:38Em uma nova entrevista, dessa vez ao jornal O Globo, Fachin prometeu não cruzar os braços quando for necessário atuar.
00:45Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado.
00:53Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais.
00:58Mas uma coisa é certa.
01:00Quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços doa a quem doer.
01:06A gente tem essa nota, Josias, dele dizendo que vai agir, que não vai cruzar os braços.
01:14O próprio ministro Edson Fachin já disse que queria um código de conduta.
01:19A gente viu aí nessa entrevista do meio-dia que a OAB apresentou esse código de conduta,
01:25mas, por outro lado, a gente teve aqui o presidente de um partido de oposição falando o seguinte,
01:30ó, pra ser meu candidato a Senado é compromisso público empichar alguém do STF.
01:37As soluções que o judiciário tá vendo me parece que são muito diferentes das soluções que o meio político tá querendo, né?
01:45Pois é. O que tá ficando evidente é a rachadura que existe dentro do Supremo Tribunal Federal.
01:52Então, muita gente pensa que aquilo é um bloco sólido e uníssono.
01:57Muita gente da direita, inclusive, pensa isso.
01:59Mas a gente tá vendo que não é bem assim, né?
02:02Então, se você vê o crescente dos escândalos de corrupção que a gente vê no Brasil,
02:09olha, eles marcaram a nossa vida, né? As diversas fases da nossa vida.
02:15E aí parece que entrou uma nova fase aqui, parece que iniciou-se uma grande nova fase.
02:20E isso tem a ver também com as relações pouco republicanas dos ministros do STF
02:26e que chegaram ao conflito total agora, porque não tá dando pra defender o que as coisas estão surgindo na imprensa.
02:34E isso também me chama a atenção, que isso tudo tenha surgido logo depois que a Magnitsky saiu.
02:40Então, foi retirada a lei Magnitsky.
02:43Então, parece que a pressão americana tava fazendo com que o STF se protegesse a si próprio.
02:50E aí parece que quando saiu essa pressão, de repente, as rachaduras, como falou a Malalu Gaspar recentemente,
02:58que tá havendo um pânico dentro do Supremo Tribunal Federal, que as pessoas não estão se entendendo mais.
03:05E aí, isso tá favorecendo muito a questão dessa possibilidade de impeachment.
03:10Porque, como tem muita gente falando, essa questão do impeachment facilita, ajuda muito vários problemas atuais.
03:18O impeachment de um ministro ia ajudar Lula, que ia poder indicar outro,
03:25ia ajudar os líderes das respectivas casas, que poderiam mostrar serviço,
03:34e ajudar a direita, que ia ter um troféu aí pra ganhar.
03:38Então, vamos ver aí o que vai acontecer.
03:40E a gente tem essa questão do Banco Master também levando o STF para um outro patamar de escândalos.
03:51Eu já trabalhei lá.
03:53Se dez anos atrás você dissesse que teria um escândalo dessa monta no STF,
03:59todo mundo ia dizer que era mentira.
04:02O problema do STF naquela época era ter mandado prender muito político,
04:07época do meu salão, e que estava tendo muito ministro dando entrevista.
04:13Isso era o problema com essa... Isso era a crise do STF.
04:17É que o tal ministro fala demais, ou decisões das quais o público discordava.
04:24Nós saímos disso.
04:25Eu acho que a gente teve essa fase,
04:28Alexandre de Moraes ali no centro das atenções,
04:32devido à história dos inquéritos,
04:35que também essa história dos inquéritos,
04:38eu acho que a direita trabalhou muito mal isso, né?
04:40Porque a direita na história dos inquéritos
04:42foi querer bater na imprensa.
04:45Sendo que
04:46a imprensa foi o início dos inquéritos,
04:49porque o início dos inquéritos foi na Cruzoé,
04:52o amigo do amigo do meu pai.
04:54E quem realmente
04:56saiu peitando,
04:58expondo erros,
05:00foi a imprensa.
05:02Os influencers iam lá xingar,
05:03teve influencer que ia lá
05:05fazer, como é que era?
05:07Fazer campanha para que estuprassem filha de ministro.
05:11Tem gente que está presa,
05:12fala, minha liberdade de expressão,
05:14fazer uma campanha para estuprar
05:15a filha de um ministro.
05:18E é uma questão polêmica essa.
05:20Não é uma coisa assim líquida e certa.
05:21Será que o conservador aceita?
05:24Ah, vamos defender a liberdade dele
05:26fazer campanha para alguém estuprar uma moça.
05:29Eu não sei se a direita aceita isso,
05:31mas o fato é que a cúpula da direita fez isso.
05:34Foi algo muito mal explorado.
05:37Mas até então,
05:38o questionamento era o quê?
05:39Era sobre decisões.
05:42Se era uma decisão que queria poder demais,
05:45se era uma decisão censura,
05:47se era uma decisão dura,
05:49estava aí.
05:50Estava aí.
05:51Agora, nós temos o Supremo Tribunal Federal
05:54pela primeira vez na história do Judiciário Brasileiro
05:58num posicionamento em que o Supremo jamais esteve,
06:04que é o envolvimento não só de um,
06:07mas até o que se sabe,
06:09de três ministros da Corte,
06:13dois atuais e um ex-ministro,
06:15com um banco que comprava títulos podres
06:21e estava quebrado
06:22e contratou praticamente toda a influência do Brasil.
06:26Agora, o que a gente tem no Supremo
06:28é algo diferente.
06:30Eu tenho...
06:30Eu fui pegar artigos meus.
06:32Eu tenho artigo de 2020
06:34falando que o inquérito ia dar errado
06:37e que eles iam consertar
06:39entregando a cabeça do Toffoli.
06:42Não do Xandão.
06:43Eu tenho artigo meu de 2020.
06:45Eu estou reunindo todo esse material,
06:47porque isso não era uma coisa que todo mundo falava.
06:51Mas, diante daquilo,
06:53agora, nós chegamos num ponto, Josias,
06:57que o mundo político está que nem tubarão
07:00sentindo cheiro de sangue na água.
07:02Mudou.
07:03Mudou.
07:03Esse tipo de problema de favorecimento
07:05era da vida dos políticos,
07:08não dos ministros do Supremo.
07:09Ah, é.
07:10Pois é.
07:10Então, acho que você lembrou bem
07:12a importância da imprensa nisso tudo.
07:14E coisa que a direita esquece muito.
07:17Basta lembrar que o mensalão,
07:19ele foi descoberto através de uma entrevista
07:22que saiu na Folha de São Paulo,
07:24dada por Roberto Jefferson,
07:26Renata Lopretti,
07:27que era repórter do jornal Folha de São Paulo.
07:30No Petrolão,
07:32a imprensa teve papel importantíssimo nos fatos.
07:35Então, as revelações que foram surgindo da imprensa,
07:40elas foram importantíssimas.
07:41E até para a anulação também do que aconteceu,
07:45também a imprensa teve papel importantíssimo,
07:47no caso, o Intercept, naquele momento.
07:49E agora, a gente está vendo a importância da imprensa profissional,
07:53que é o trabalho vertical, trabalho sério, de pesquisa.
07:56Isso não foi revelado pela internet,
08:01isso não foi revelado no Twitter,
08:04foi revelado por trabalho sério, pesquisa,
08:08e também fontes,
08:10o diálogo das pessoas.
08:13Então, é isso.
08:14E aí, você está falando uma coisa
08:15que eu acho que no caso do Banco Master
08:17ainda ficou mais evidente,
08:19que foi a compra de influencers.
08:21Eles fizeram uma compra de uma baseada de influencers
08:26à esquerda e à direita
08:29para duas atividades.
08:32Primeiro, colocar em questão
08:34por que estavam perseguindo tanto o Banco Master,
08:37se não eram interesses financeiros.
08:40E depois, para cancelar e esculachar
08:43o presidente do Banco Central
08:44e o diretor que tomou a decisão de liquidar esse banco.
08:51Assim, esse é um escândalo que explodiu
08:54porque um dos influencers, mais uma vez,
08:57deu a uma jornalista o contrato que ele recebeu,
09:02que ele quebrou, ele foi chamado para fazer isso,
09:04era assim,
09:05ó, tem um contrato aqui de uma coisa para você fazer
09:07por, acho, 500 mil reais, um milhão de reais.
09:11Ah, o que é?
09:12Não, você tem que assinar primeiro uma confidencialidade
09:14e a gente faz uma reunião.
09:16Beleza.
09:17Aí, na reunião, era para falar bem do Banco Master.
09:19E aí, ele falava assim, tá, mas que tipo de vídeo que é?
09:23Aí, o cara ia mostrando, tipo esse aqui,
09:26ou esse outro aqui, ou esse outro aqui.
09:28E aí, ele viu alguns dos influencers que tinham feito.
09:32Ele quebrou a confidencialidade,
09:34entregou esse contrato para a imprensa,
09:37ele delatou alguns desses influencers
09:40e, até agora, nós só sabemos
09:42de vídeos que ele falou porque ele viu
09:46e de vídeos que o povo saiu caçando por aí.
09:50Mas nós não sabemos o tamanho dessa compra de influencers
09:54e mais, nós não sabemos por quanto tempo isso aconteceu.
09:58Se foi só o gerenciamento de crise
10:01ou se é uma prática.
10:03Essa, eu acho que é a grande questão, né?
10:07Eu esqueci de dizer uma coisa no que eu estava falando antes,
10:10que é o seguinte, se você for ver,
10:12a politização do tribunal,
10:15isso tem uma característica dos últimos anos
10:18do Supremo Tribunal Federal,
10:19é a politização sem precedentes na história brasileira.
10:22Então, nunca se viu um tribunal tão politizado
10:26a ponto de falar publicamente
10:29preferência por candidato,
10:31dizer que derrotou,
10:32para o Barroso,
10:33disse que derrotou o bolsonarismo.
10:35Então, e a associação com políticos
10:39dando entrevistas constantes
10:41e não só dando entrevistas,
10:43vazando informação para a imprensa
10:45toda hora,
10:46de modo que a imprensa,
10:47como Daniela Lima na Globo News,
10:49ela dizia,
10:50estou aqui conversando com o ministro,
10:51o ministro está falando tal coisa,
10:53que é uma coisa um pouco estranha.
10:55E aí, ou seja,
10:56a politização foi tão grande
10:58que os escândalos se tornaram escândalos políticos.
11:02Então, virou escândalos tão parecidos
11:05com os escândalos do Mensalão e do Petrolão,
11:08que são escândalos políticos,
11:09só que eles chegaram ao STF.
11:11E aí também vale prestar atenção
11:14noutra coisa,
11:15que é a união entre a iniciativa privada,
11:20ou seja, os setores das empresas,
11:25com o setor do judiciário,
11:27que é uma coisa que também
11:28a gente não tinha visto nada semelhante.
11:32Parece uma coisa totalmente original.
11:34Então, no Brasil,
11:36o Estado se uniu de tal forma
11:39que está parecendo a Rússia atual,
11:42com aqueles bilionários e tal.
11:44Então, você vê os bilionários,
11:47bilionários como o da JBS,
11:49indo negociar com o Maduro.
11:51A gente vê esses empresários
11:54atuando politicamente,
11:56sendo recebidos.
11:57E aí, os escândalos, assim.
11:58E aí, isso só reforça a visão das pessoas em geral
12:01de que existe um problema sistêmico
12:03no Brasil de corrupção.
12:05Então, a elite brasileira é corrupta.
12:07Então, existe uma série chamada The Wire,
12:10que constantemente é considerada
12:11como uma das melhores séries já feitas.
12:13E essa série mostra como o caso de corrupção
12:17relacionado à droga,
12:19ele sempre parava
12:20porque o Estado sempre se protegia
12:22e não deixava.
12:24Isso aconteceu na Lava Jato.
12:26E agora a gente está vendo de novo.
12:27E olha só, também vale pensar uma coisa.
12:32Então, o que se sabe de corrupção
12:35certamente é menor do que o que de fato acontece.
12:39Porque muita coisa só vai ser descoberta depois.
12:41E tem coisa que jamais vai ser descoberta.
12:44Porque não dá para chegar a todas as nuances
12:47de acordos exclusos
12:50e todas as possíveis relações que existem,
12:52principalmente relacionadas a escritórios de esposas
12:57e de ministros.
12:58É uma coisa muito pouco republicana.
13:00É uma coisa perigosíssima.
13:03Então, é preciso repensar muito o Estado brasileiro.
13:06A gente precisa porque a crise pode chegar
13:09a um ponto de não retorno da violência e tal.
13:14Então, vale lembrar que, olha só,
13:17as manifestações de rua,
13:19elas tiveram em 2013 uma grande influência
13:23no que veio a ser a Lava Jato depois.
13:26Então, foram as massas na rua
13:27que levaram à aprovação da Lei de Delação Premiada
13:30que veio fazer com que a Lava Jato fosse possível.
13:36Então, manifestações populares
13:39são muito importantes nesse sentido.
13:41Então, a atuação do povo na rua.
13:44Então, isso aí é preciso,
13:46isso aí uma hora vai descambar,
13:49pode muito bem,
13:50uma indignação popular
13:52a ponto de não ver a legitimação mais
13:56do Estado brasileiro.
13:57Como aconteceu, Zé?
13:58Está acontecendo isso no Irã.
13:59Está acontecendo,
14:00aconteceu nas revoluções coloridas.
14:03Então, é uma indignação popular
14:05a tal ponto de dizer assim,
14:07o Estado não me representa,
14:08eu quero o fim do Estado.
14:09Isso é uma coisa muito perigosa
14:10porque leva à violência.
14:11Então, a gente não deveria esperar
14:13a coisa chegar a esse ponto.
14:16E, na verdade, Josias,
14:18isso que você está falando
14:19de não crer nas instituições,
14:24esse escândalo é muito central.
14:27Ele está sendo tratado
14:29por muita gente agora
14:31como se fosse mais um escândalo.
14:33Ele não é.
14:35Ele é um manual de como comprar o Brasil.
14:39E muita gente vai falar,
14:40ah, mas nunca soubemos disso.
14:42Não, nunca soubemos disso.
14:45Nunca.
14:46Nunca tão rápido.
14:48Nunca alguém que veio tão de baixo.
14:51Nunca alguém que uniu
14:52tantos mundos diferentes.
14:54Tem gente de igreja metida.
14:56Tem gente do judiciário.
14:59Tem gente do executivo.
15:01Tem jornalista que ficou enroscado.
15:04Tem o mundo dos influencers.
15:06O que você imaginar
15:07de tipo de gente, tem.
15:11O que você imaginar
15:12de ideologia política, tem.
15:16E nós não estamos falando aqui,
15:17eu repito,
15:18o José estava falando
15:18da questão das elites.
15:20Uma coisa é a elite fundadora
15:22de um país querer mandar.
15:24Então, aquelas famílias
15:26quatrocentonas,
15:27aquele dinheiro antigo
15:28que eles têm, parece que um quinhão
15:30do Estado.
15:30Isso existe em várias culturas,
15:32principalmente em países colonizados,
15:34como é o nosso.
15:35Então, aquela família já manda
15:37há 300, não sei quantos anos.
15:40Um exemplo.
15:41Família do ministro Flávio Dino,
15:44que começou a carreira
15:46como comunista,
15:46que é divertidíssimo,
15:48porque a família dele
15:49já estava no poder
15:50desde o Império.
15:53O trisavô dele no Império
15:55já era um cara poderoso.
15:57Então, isso é um tipo de poder.
15:59O que nós estamos falando agora
16:00de Daniel Vorcaro,
16:03de JF,
16:04é dinheiro novo.
16:06É gente que foi fazendo
16:09o seu patrimônio
16:13de acordo com esses,
16:16vamos dizer,
16:17de acordo com esses
16:18colúios
16:19que ia fazendo.
16:21Então, assim,
16:21é gente que cresceu
16:23e as histórias vieram depois.
16:25Você não sabe
16:26de onde o cara saiu.
16:27Tem uma coisa muito famosa
16:30do Joesley Batista
16:31falando
16:31não sei o que vai acontecer
16:33com a gente,
16:34mas preso nós não vamos.
16:36Porque se a gente der o Zé,
16:38cai o STF.
16:39Tchau, tchau, tchau.
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