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- #papoantagonista
Em entrevista ao Papo Antagonista nesta quarta-feira, 21, o ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) falou sobre sua pré-candidatura à Presidência da República e criticou a esquerda e o Judiciário, ao falar de temas como a segurança pública.
Além disso, ele detalhou o embate que teve com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no julgamento da trama golpista.
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NotíciasTranscrição
00:00Estamos de volta aqui na TV BMC com o Papo Antagonista.
00:05A gente tem um entrevistado, produção, já está tudo ok?
00:09Tudo ok, vocês pediram que nós entrevistássemos aqui pré-candidatos à presidência da República.
00:17Os nomes para além da polarização. Nós já trouxemos aqui Renan Santos do Missão.
00:24E agora nós vamos trazer mais alguém que parece um pré-candidato.
00:30Quero dar boa noite ao Aldo Rebelo, ex-ministro, e que me deu a honra de fazer o prefácio do meu livro Cancelando o Cancelamento.
00:42Aldo, seja muito bem-vindo, uma boa noite.
00:44Boa noite, Madeleine. Mais de uma vez, parabéns pelo seu livro e muito obrigado pela honra do prefácio.
00:55Boa noite ao Duda, ao Ricardo. Boa noite aos internautas.
00:59E muito obrigado pelo honroso convite para colocar ideia sobre o Brasil com vocês.
01:07Aldo, você é um homem que sempre foi visto, sempre foi visto não, sempre foi de esquerda, né Aldo?
01:13Você é um homem de esquerda, de uma esquerda nacionalista e que não tem nada de woke, de identitarismo.
01:22Uma esquerda esquerda.
01:24Por que que agora a imprensa fica falando que você é bolsonarista?
01:29A gente vê toda hora. Você virou bolsonarista, Aldo?
01:34Eu não sei. A imprensa é quem tem que explicar.
01:37Eu acho que a ideia de que o país tem que ser dividido entre quem é Bolsonaro e quem é Lula.
01:43E que parece que no figurino não cabem outras alternativas.
01:49E eu confesso que há muito tempo penso mais ou menos como penso hoje.
01:55Eu sempre fui nacionalista, sempre defendi o Brasil, sempre achei o verde e amarelo uma combinação muito bonita,
02:04sempre gostei do hino brasileiro, agora sempre defendi a democracia, fiz campanhas pela democracia na época dos governos militares,
02:14defendi a amistia, constituinte, liberdade de imprensa.
02:18Hoje é que as pessoas relativizam, né?
02:21A liberdade para uns é de um jeito, para outros é de outra forma.
02:24Defendi a luta pela redução das desigualdades, valorizando a educação.
02:32Ou seja, eu sempre defendi o que estou defendendo hoje.
02:36Mesmo quando integrava o PCdoB, eu fui relator do Código Florestal,
02:42eu fui relator da Lei dos Estrogênicos,
02:44eu critiquei a demarcação abusiva daquelas terras indígenas,
02:49lá na Raposa Serra do Sol, eu sempre defendi as Forças Armadas como instituições de Estado muito importantes.
02:56Continuo defendendo hoje.
02:58Não é uma posição anti-Bolsonaro ou anti-Lula,
03:03porque eu acho que se 50% da população votou no Bolsonaro e 50% mais um votou no Lula,
03:11é provavelmente porque não fez isso pelos defeitos de cada um.
03:16Fez também porque encontrou alguma virtude, alguma qualidade nessas duas candidaturas.
03:23E eu procuro ver as coisas dessa forma.
03:26Não vejo o mundo pelos defeitos, pela morbidez, pela deformação.
03:32Eu procuro ver por aquilo que possa existir de construtivo e de positivo.
03:39Aldo, boa noite.
03:40Tem uma notícia aí já do começo do ano, do fim do ano passado,
03:44que o senhor teria convidado o Fábio Weingarten,
03:48que foi secretário no governo de Jair Bolsonaro,
03:51para ser o seu vice na chapa.
03:53Esse convite foi feito, ele já respondeu?
03:57Olha, respondeu publicamente.
03:59Disse que recebia entusiasmado o convite.
04:03Por quê?
04:04Foi uma ideia de um grupo de amigos comuns, amigos do Fábio, meus amigos,
04:09que trouxeram essa ideia, porque o Fábio é aqui de São Paulo,
04:13embora eu faça política em São Paulo há muito tempo,
04:16todos os meus mandatos são de São Paulo,
04:19mas eu sou nordestino, sou de Alagoas, o sotaque já traduz.
04:25E essa ideia veio, eu falei para o Fábio,
04:28eu digo, Fábio, veio aqui um grupo de amigos apresentando o seu nome
04:33como um possível vice, o que você acha?
04:34Ele disse, não, recebo com entusiasmo.
04:37É claro que vice é uma escolha que demanda tempo,
04:43o Fábio provavelmente deve estar afiliado ao PL,
04:48embora haja, por parte da democracia cristã,
04:52a ideia de que ele também seria bem-vindo,
04:54mas isso ficou como uma sugestão e outras que aparecem naturalmente
05:00no meio de uma campanha.
05:02Mas eu tenho apreço pelo Fábio,
05:04trabalhamos juntos na eleição do prefeito de São Paulo
05:09e nos empenhamos numa eleição difícil,
05:12principalmente no fim, quando o Pablo Massal cresceu muito
05:16e ameaçou a reeleição, e nós temos uma relação muito boa.
05:21Aldo, você é um homem de esquerda,
05:24e aqui no Brasil a gente tem uma tradição da esquerda
05:28que defende não punir bandidos.
05:33A gente trata...
05:35A gente tem visto casos, essas últimas semanas,
05:38casos em que o nosso sistema de justiça
05:42deu licença para matar.
05:44O cara que tinha estuprado a própria mãe,
05:48estuprou uma criança de 11 anos,
05:50foi solto e volta.
05:52Tem o outro que já tinha decapitado uma ex-mulher,
05:56agora voltou e fez não sei o quê.
05:59A segurança pública, principalmente com as organizações criminosas,
06:03eu entendo que é hoje o principal problema do Brasil.
06:06Como é que você vê isso?
06:10Você é da turma que defende que todo mundo é recuperável,
06:15que a polícia é violenta demais?
06:16Onde você se localiza nessa questão da segurança pública?
06:20Não, não, Marilene.
06:21Em primeiro lugar, quando você diz que sou de esquerda,
06:24é preciso que qualifique essa esquerda.
06:27A minha esquerda era uma esquerda nacionalista.
06:29A minha esquerda era uma esquerda que defendia as Forças Armadas,
06:32que defendia a Amazônia.
06:34Eu, menino, militante da UMI,
06:38ajudei a fundar aqui o movimento em defesa da Amazônia.
06:41Eu ia para as passeatas levando a bandeira do Brasil.
06:44Era a bandeira do Brasil que nós levávamos para as nossas manifestações.
06:49Hoje, a esquerda, com honrosas exceções,
06:52abraçou uma outra agenda,
06:54a agenda dos costumes, a agenda do comportamento,
06:56a agenda da globalização.
06:58Essa agenda do Paquino Democrata Americano,
07:01das ONGs europeias,
07:02com essa agenda eu não tenho nenhum tipo de relação,
07:06e daí eu justifico até o meu afastamento.
07:10Eu sempre acreditei que a violência do Estado
07:16deve ser monopólio,
07:18que você não pode permitir que grupos privados,
07:21principalmente criminosos,
07:23sejam também portadores do direito à violência.
07:27Sou defensor da reação brutal do Estado contra a violência criminal.
07:34Você não pode tratar...
07:35E tem muita gente que não dá para recuperar.
07:37Isso precisa ser dito.
07:39Então, a ideia de que todo criminoso pode ser recuperado,
07:46o que produz é a reprodução da violência,
07:51porque o sujeito sai da prisão, por alguma razão,
07:55para cometer novos crimes,
07:57se é estuprador para fazer novos estupros,
08:00se foi preso por assalto, vai fazer novos assaltos.
08:04Eu acho, então, que isso é inquestionável.
08:07Tem que agir, não só contra a infantaria do crime,
08:11como foi o caso lá dessa operação no Rio de Janeiro,
08:15mas também contra o Estado maior, com inteligência,
08:17com a inteligência financeira, a inteligência da Receita Federal,
08:22vai desmontar o crime organizado de baixo para cima e de cima para baixo.
08:26E acho que o judiciário no Brasil é negligente em relação...
08:32Eu vejo comparando com outros países.
08:35Vai ver como é que o crime é tratado nos Estados Unidos,
08:39na China ou em outros países,
08:41que você vê que não há negligência que há no Brasil.
08:44Ou, Madalene, você não pode usar um celular
08:46aqui na Avenida Paulista.
08:48Já me roubaram três celulares.
08:50Eu moro aqui perto.
08:52Três celulares.
08:53O cara chega numa bicicleta e rouba e não acontece nada.
08:56Um delegado de polícia que investigou o PCC
08:58foi assassinado à luz do dia, aqui em São Paulo.
09:03O crime organizado está tomando conta
09:05da fronteira do Brasil na Amazônia.
09:07Eu visito, ando pela Amazônia.
09:10Ele já exerce a função do Estado.
09:13O delegado de polícia, lá do Estado do Acre,
09:16que trabalha na fronteira, manda vídeo
09:18onde o crime organizado investiga outra facção,
09:22prende, julga, executa e manda o vídeo
09:25para a autoridade policial.
09:27Você pode enfrentar uma situação dessa?
09:29Como?
09:29Com punhos de renda?
09:31Não.
09:32A violência do Estado tem que ser um contraponto
09:35à violência do crime.
09:37É isso o que pode funcionar.
09:39E o seguinte, tem que ter regras diferentes.
09:42Eu não acho que o Ministério Público
09:44deva se meter em investimento
09:48para paralisar o país.
09:50Agora, para combater o crime organizado
09:52e a corrupção, o Ministério Público
09:55deve ter poderes de exceção, inclusive.
09:57A polícia também, a justiça também.
10:00Só desse jeito você tem condições
10:01de enfrentar essa calamidade
10:03que é o crime no Brasil.
10:05Aldo, e ainda tentando entender
10:09a sua esquerda nacionalista,
10:11como é que você vê o papel do Estado
10:14na economia?
10:16Porque o Lula tem essa ideia
10:18de que o Estado é o indutor do crescimento,
10:21então o Estado tem mais é que gastar.
10:24Tirou as empresas que estavam
10:26na fila da privatização,
10:28então tirou o Correios da fila da privatização.
10:32O Lula é contra qualquer privatização.
10:34Você defende as estatais
10:37ou você defende a privatização?
10:41Duda, o presidente Lula
10:44só tem duas agendas para o país.
10:47Uma é aumentar os gastos
10:48por causa da eleição.
10:50E a outra é aumentar impostos
10:52para cobrir os gastos
10:54que ele tem aumentado.
10:55Aumentar a receita com a atividade econômica,
10:58o governo não tem política para isso.
11:00Claro que eu defendo o papel do Estado
11:03em áreas importantes,
11:05principalmente no investimento
11:07em ciência, tecnologia, inovação,
11:10que é onde o Estado precisa investir pesadamente.
11:13Mas o Estado brasileiro não tem dinheiro para nada.
11:16Não adianta pensar que o país
11:17vai retomar o crescimento,
11:19a atividade econômica
11:20com base em investimento público,
11:21porque esse dinheiro não existe.
11:23Não existe dinheiro nem para pagar
11:24as contas das universidades,
11:26das agências.
11:27Nós estamos vivendo um apagão
11:29funcional do Estado.
11:31Não tem dinheiro
11:32para as Forças Armadas,
11:35para o funcionamento
11:36dos aviões da FAB,
11:37dos barcos da Marinha.
11:39É uma tragédia.
11:40Como é que você vai ter dinheiro
11:41para retomar o investimento?
11:43Aonde?
11:44Esse dinheiro não existe.
11:45O Brasil
11:46só tem condições
11:48de fortalecer
11:51o papel do Estado
11:52ali onde ele é importante
11:53com o choque de investimento privado.
11:56só um choque
11:57de investimento privado
11:59em áreas importantes,
12:00em fronteiras importantes,
12:02como energia,
12:03agropecuária,
12:05mineração.
12:07Só aí é que
12:08o Estado
12:09vai recuperar
12:10a capacidade
12:11de investir
12:12em alguma coisa.
12:13Porque o Estado
12:14atualmente
12:15é um Estado quebrado,
12:16o orçamento é votado
12:18e é contingenciado
12:19em seguida.
12:19No fim do ano
12:20tem que fazer
12:21um outro ajuste
12:22porque não tem dinheiro
12:23para fechar
12:24o balanço do Estado.
12:25Então é um choque
12:26de investimento privado.
12:27E para ter o choque
12:28de investimento privado
12:29você precisa remover
12:31os obstáculos
12:32ao investimento privado.
12:35O primeiro
12:35é remover
12:36os obstáculos
12:37criados pelo
12:38Supremo Tribunal Federal.
12:40Não tem sentido
12:40o ministro do Supremo
12:42paralisar
12:42uma ferrovia
12:43há cinco anos
12:44como a ferrogrão
12:45que ele nem sabe
12:46onde fica no mapa.
12:48Está lá parada
12:49a pedido de uma ONG
12:50de um partido
12:52inexpressivo
12:53e do Ministério Público.
12:55Então você tem
12:55que remover
12:56os obstáculos
12:57criados pelo Ibama,
12:59pela FUNAI,
13:00pelo Juizado
13:01de Primeiro Grau.
13:02Se você não
13:02remover esses obstáculos
13:04vai ficar
13:04essa situação
13:06que está aí.
13:07O país
13:07e ninguém vai investir
13:08num país
13:09que tem juros
13:10de 15% ao ano
13:11e onde um licenciamento
13:13você não sabe
13:14se leva três anos,
13:15trinta anos
13:15ou trezentos anos.
13:17Isso não existe.
13:18E o Brasil
13:18não tem jeito
13:19com a conversa
13:20de que vai retomar
13:21o crescimento
13:21com base
13:22em investimento público
13:23porque esse dinheiro
13:23não existe.
13:24Ou tem um choque
13:25de investimento privado
13:26que recupere
13:27a capacidade
13:28do país
13:29investir,
13:30inclusive,
13:31no setor público
13:32ou nós vamos
13:33ficar com essa conversa
13:34sem ter solução
13:36para nada.
13:37Aldo,
13:38você tocou agora
13:38num ponto
13:39muito importante
13:40para o desenvolvimento
13:41nacional
13:42que é a presença
13:42das ONGs
13:43internacionais aqui.
13:46A gente tem
13:47uma série
13:47de interesses,
13:48inclusive essa
13:49idiotização
13:50do debate público
13:51e sua redução
13:52à pauta
13:53de costumes
13:54que na esquerda
13:56vem com essa coisa
13:57de defender
13:58identidade tal
13:59porque a minha identidade
14:00é isso,
14:00é aquilo,
14:01o banheiro,
14:01não sei o quê.
14:02Isso é uma pauta importada.
14:04A gente tem
14:05outros interesses,
14:06como você falou,
14:07de ONGs internacionais
14:09atuando na área
14:10ambiental,
14:12atuando na área
14:13do que você pode
14:14ou não desenvolver
14:15de agricultura.
14:17Isso é uma caixa preta
14:18que ninguém quer meter
14:19a mão.
14:21Você teria
14:21disposição
14:22de meter a mão
14:23nisso?
14:24Qual você acha
14:24que é a solução
14:25para essa história?
14:28Madeleine,
14:29as ONGs
14:30funcionam
14:31como um estado
14:31paralelo
14:32na Amazônia
14:33e nem precisam
14:34instalar.
14:35Por quê?
14:36Porque dirigem
14:37as políticas públicas
14:39de dentro
14:39do Estado brasileiro.
14:41Quem é que controla
14:42o Ministério do Meio Ambiente?
14:43Vai examinar lá
14:44quem são os executivos?
14:46Todos eles
14:47vieram das ONGs,
14:49entram ali
14:49para controlar
14:50a política
14:51de meio ambiente,
14:52vá na FUNAI
14:53para você ver,
14:54vá no IBAMA
14:55que você vê,
14:56ou seja,
14:57ou você se livra
14:58dessa gente,
14:59eu não tenho nada
15:00contra o Greenpeace,
15:01distribuir panfleto
15:02aqui na Avenida Paulista.
15:04Agora,
15:04o Greenpeace
15:05dirigir as políticas
15:06públicas do Brasil,
15:08o Greenpeace
15:09de tal
15:10que é que vai ser
15:11de unidade
15:12de conservação,
15:13de terra indígena,
15:14não,
15:15isso é inaceitável,
15:17inaceitável,
15:17o país deve permitir
15:19a ação e a atuação
15:20dessa,
15:21agora o seguinte,
15:22contra o interesse
15:23nacional não pode ser,
15:24dirigindo políticas públicas
15:26do Estado
15:26não pode ser,
15:27isso tem que ser limitado
15:29porque isso não acontece
15:30em nenhum lugar do mundo,
15:31lá nos Estados Unidos,
15:33na Alemanha,
15:35na Rússia,
15:35na China,
15:36na Índia,
15:37e veja que política pública
15:39é controlada por ONG,
15:40não existe isso,
15:41isso acontece no Brasil,
15:42cooperação,
15:44colaboração entre o
15:45Ministério Público Federal,
15:46uma instituição de Estado
15:47e as ONGs,
15:49que dirigem muitas vezes
15:50as ações do próprio
15:51Ministério Público,
15:53isso é inaceitável,
15:55isso tem que ser retirado,
15:56esse poder do
15:57Ministério Público
15:58interferir
15:59nos investimentos
16:02de interesse nacional,
16:03isso tem que acabar,
16:04todo o poder
16:05para o Ministério Público
16:06combater a corrupção
16:07e o crime organizado,
16:09para parar o país
16:10isso tem que cessar,
16:11tem que tirar da FUNAI
16:13o poder de demarcar
16:14terra indígena,
16:15tem que tirar do IBAMA
16:17o poder de demarcar
16:18unidades de conservação,
16:20eles podem fazer o projeto,
16:21apresentar,
16:22mas tem que ficar
16:23com o Congresso,
16:24porque senão o país
16:25não vai para nenhum lugar
16:26e não vai ter investimento,
16:27porque ninguém vai
16:28colocar um dinheiro aqui
16:29sem saber o que vai acontecer
16:31com o seu investimento,
16:33país que tem a maior
16:33fronteira agrícola do mundo,
16:35a maior fronteira mineral do mundo,
16:38a maior fronteira
16:39de terras raras do mundo,
16:40a maior fronteira energética
16:42do mundo,
16:43parado,
16:44parado,
16:45para ter um centavo a mais
16:47é preciso o governo
16:48tentar aumentar imposto,
16:49quando o país tem um monte
16:51de botija enterrada no quintal.
16:55Aldo,
16:56e como é que você vê
16:57a atuação
16:58do Supremo Tribunal Federal?
17:00Você acha que o STF
17:02está invadindo ali competências
17:04do Legislativo
17:05ou do Executivo?
17:06Você acha que os ministros
17:08estão tomando decisões
17:10em benefício próprio?
17:11Há conflitos de interesses?
17:14Você acha que tem algum jeito
17:15de resolver esse problema todo?
17:17Completo.
17:19O Supremo
17:19não está apenas
17:21usurpando atribuições
17:23do Executivo,
17:24com a conivência
17:26do Executivo,
17:28e usurpando atribuições
17:30do Poder Legislativo.
17:31O Supremo
17:32virou o poder
17:33dos poderes.
17:34Ele é o poder judiciário
17:37e, ao mesmo tempo,
17:38o poder executivo
17:39e, ao mesmo tempo,
17:40o poder legislativo.
17:41Ele revoga
17:42decisões do Congresso.
17:44Revogam a posição
17:45do Congresso
17:47relacionado
17:48a atributos,
17:49a impostos.
17:50O Congresso
17:51faz um decreto legislativo,
17:53o Supremo
17:53diz que não vale.
17:54O presidente da República
17:55indica o ministro,
17:56o Supremo
17:56diz que não pode.
17:57Dá prazos
17:58para o Executivo
17:59tomar providências
17:59se são próprias
18:00do Executivo.
18:01É como se o Congresso
18:02e o Executivo
18:04entrassem lá no Supremo
18:05e pegassem lá
18:06quatro ou cinco processos
18:07e diziam,
18:08já que vocês não decidiram,
18:09agora nós vamos decidir
18:10por vocês.
18:11Isso não vai terminar bem.
18:14O país precisa fazer
18:16um reencontro
18:18das suas instituições,
18:21porque o Brasil,
18:22Duda,
18:22vive um processo,
18:24as pessoas falam
18:25em insegurança jurídica,
18:27é muito pior.
18:28Insegurança jurídica
18:29é a relação
18:30do ente privado,
18:31do indivíduo,
18:32da empresa,
18:32com o poder público.
18:35O que nós vivemos
18:35é um processo
18:36de insegurança institucional.
18:38Ou seja,
18:39os poderes
18:40não têm mais
18:41as suas atribuições
18:43respeitadas.
18:44Você toma um caso
18:45como esse
18:46do marco temporal.
18:48O marco temporal
18:49era estabelecido
18:51pela Constituição
18:52no artigo 231,
18:53quando o artigo
18:55quando o artigo
18:55redigido
18:58com o verbo
18:59no presente
19:00do indicativo
19:01dizia que as terras
19:03efetivamente
19:04ocupadas
19:05pelas populações
19:06indígenas
19:07deviam ser demarcadas
19:09e não as que foram
19:10ocupadas no passado.
19:12O Supremo
19:12revogou
19:13a própria Constituição
19:14e o Congresso
19:16votou
19:17uma resolução,
19:19um projeto de lei
19:20reafirmando
19:21a interpretação
19:22do artigo 231
19:23e o país
19:24ficou numa situação
19:25de ter
19:26duas normas
19:27de dois
19:29poderes
19:29distintos
19:30contraditórios
19:32em vigor
19:33porque você
19:34tinha a norma
19:36do Congresso
19:36e a decisão
19:38do Supremo.
19:39Ou seja,
19:39uma coisa
19:40completamente
19:41de anarquia
19:42institucional.
19:44Ou
19:44o presidente
19:45da República
19:46que foi eleito
19:48que não seja
19:50do atual esquema
19:51de poder
19:52enfrenta
19:53essa situação
19:54ou ele não vai
19:55governar nada.
19:56Se o presidente Lula
19:57conseguir fazer valer
19:59a indicação
20:00do doutor Messias,
20:01esse será
20:01o décimo primeiro
20:02ministro do Supremo
20:04a ser indicado
20:05pelo presidente Lula.
20:06Então,
20:06são onze com esse.
20:08Cinco indicados
20:09pelo presidente Dilma.
20:11Dezesseis ministros
20:12indicados pelo mesmo
20:14grupo que está no poder.
20:15Como é que o país
20:16vai ser governado?
20:17por alguém
20:18que seja
20:19distinto
20:21dessa orientação.
20:22O que vai acontecer
20:23é que alguém
20:23vai decidir uma coisa
20:24e o Supremo
20:25vai revogar a decisão.
20:26Então,
20:27isso vai ter que ser
20:27enfrentado
20:28de alguma maneira.
20:30Ou
20:30os poderes
20:32se reenquadram
20:33no respeito
20:34às atribuições
20:35de cada um
20:36ou nós
20:37vamos achar
20:38para uma crise
20:39muito difícil
20:40no país.
20:40Aldo,
20:42você esteve
20:43depondo
20:44nesses inquéritos
20:46que a gente
20:47mal consegue entender
20:48quanto mais explicar.
20:50Você é um ministro
20:52muito experimentado.
20:53Era muito querido.
20:55Eu lembro
20:55quando eu trabalhei
20:55no STF
20:56era uma pessoa
20:57muito querida.
20:59Eu vi
20:59a sua inquirição
21:01pelo ministro
21:02Alexandre de Moraes.
21:04Nós passamos aqui
21:05no Antagonista também.
21:07Eu juro que
21:08eu fiquei assustada
21:10com aquilo.
21:10não parecia um filme,
21:11não parecia real.
21:14A forma
21:15de tratar,
21:17de falar,
21:18eu queria que você
21:19contasse o seu lado
21:20do caso.
21:21Como é que foi
21:22aquilo ali?
21:23O que foi
21:24aquilo ali?
21:27Tipo,
21:27querendo te dar
21:28a voz de prisão?
21:29Uma coisa esquisitíssima
21:30que eu nunca tinha visto.
21:33Olha,
21:35eu me apresentei
21:36voluntariamente
21:37como testemunha
21:39do almirante
21:40ao Mi Garnier.
21:41E por que
21:41eu me apresentei?
21:43Apresentei porque
21:44ele foi o meu assistente
21:45militar no Ministério
21:45da Defesa.
21:47Um homem íntegro,
21:49preparado,
21:50competente,
21:51um oficial de marinha,
21:53bem formado.
21:54A marinha forma
21:55bem os seus oficiais.
21:56O Garnier
21:57era um homem
21:57bem formado,
21:58competente,
22:00de espírito público.
22:01e como todo militar,
22:04disciplinado,
22:05hierarquia e disciplina
22:07é uma coisa importante.
22:08E quando eu vi
22:09que ele tinha
22:10dito ao presidente
22:12da República
22:12que estaria à disposição,
22:14isso é um lugar comum,
22:15na linguagem
22:16dos militares.
22:18Eu fui ao advogado dele
22:19e disse,
22:19olha,
22:20eu me apresento
22:21como testemunha
22:21do almirante Garnier.
22:23E no dia
22:23da audiência,
22:25eu estava em
22:26Santarém,
22:27lá no Pará.
22:28E à distância,
22:29fui prestar
22:30o meu depoimento.
22:31E o depoimento
22:32começou com uma pergunta
22:33sobre exatamente
22:34essa frase,
22:35estou à disposição.
22:36E eu fiz um comentário
22:38dizendo que
22:40na língua portuguesa
22:41há aquilo
22:43que se chama
22:44força de expressão
22:45e que não pode ser
22:47lido literalmente,
22:50não pode ser
22:51interpretado literalmente.
22:52Quando alguém diz
22:53fulano está frito,
22:54você não vai ver
22:55que ele está
22:56dentro de uma frigideira.
22:58Fulano está apertado,
22:59não significa
22:59que ele esteja
23:00amarrado
23:00em uma corda
23:01apertada.
23:03Eu disse,
23:03não,
23:03então,
23:04a frase não pode
23:05ser literal.
23:06E o ministro
23:08Alexandre,
23:10já no tom
23:11meio provocativo,
23:12disse,
23:12o senhor estava
23:12presente na reunião?
23:14Ele sabia que
23:14eu não estava presente.
23:15Eu digo,
23:16não,
23:16aqui já vai
23:17uma situação
23:17muito ruim.
23:19Disse,
23:19não,
23:19não estava presente.
23:20Ele disse,
23:20o senhor não estava
23:21presente,
23:22o senhor não pode
23:22interpretar.
23:25Aí eu disse,
23:25ministro,
23:26a interpretação
23:28é minha,
23:29está certo?
23:30E eu não aceito
23:31censura,
23:33imaginando que não
23:34aceitar censura
23:35fosse do senso comum.
23:38Sabia que aceitar,
23:41dizer que não aceita
23:42censura,
23:43ia ser tido como um
23:45agravo ao ministro.
23:48Aí ele disse,
23:48não,
23:49o senhor não se comportar,
23:50eu vou,
23:50eu vou prendê-lo.
23:52e aí em seguida
23:54veio o procurador-geral
23:56da República
23:57fazendo uma afirmação
23:59em forma de pergunta,
24:00porque eu teria dito
24:02que a marinha
24:02não tem condições
24:03de liderar
24:04um golpe de Estado
24:05porque não tem
24:06penetração
24:07no interior do país,
24:08é uma força
24:08concentrada
24:09numa única cidade
24:10que é no Rio de Janeiro,
24:11a tropa da marinha
24:12está toda no Rio,
24:12a esquadra está no Rio,
24:14a base dos fuzileiros
24:15está no Rio,
24:16os submarinos
24:17estão no Rio,
24:18a esquadra está no Rio.
24:19Aí ele disse,
24:20o senhor acha
24:21que a marinha não deu o golpe
24:22porque não tinha as tropas?
24:24Eu digo,
24:24não,
24:24o senhor não está fazendo
24:25uma pergunta,
24:25o senhor está fazendo
24:26uma afirmação
24:27e essa afirmação
24:29eu não posso concordar
24:30naturalmente.
24:32Aí o ministro disse,
24:33o senhor tem que responder
24:34sim ou não,
24:35eu disse não,
24:36sim ou não,
24:36eu não respondo.
24:37Está certo,
24:38sim ou não,
24:38não vou responder.
24:39Então ficou um mal estar,
24:40eu fui presidente da UNE,
24:42fazia passeata em Brasília,
24:44ameaçava invadir o MEC,
24:46o ministro do MEC
24:47era o general,
24:47o general Romulo de Vigli,
24:50ele nunca ameaçou,
24:51a UNE de prisão,
24:52nunca foi ameaçado de prisão
24:54por causa disso,
24:54na época do governo militar,
24:56a coisa mais dura e grave
24:58que o ministro Rubio de Vigli
25:00falou da UNE,
25:01era que a UNE
25:02era como a personagem
25:03do Chico Buarque de Holanda,
25:05passou,
25:07o tempo passou na janela
25:08e só,
25:09a Carolina não viu.
25:11E eu respondi com a frase
25:12de outro compositor,
25:13dizendo que era palpite infeliz,
25:15e o embate ficou nisso,
25:17o embate em torno
25:18da música popular.
25:20Agora,
25:20na democracia,
25:21vem o ministro do Supremo
25:22ameaçado em prisão,
25:25a testemunha,
25:27como se eu tivesse feito
25:28uma ofensa,
25:29como quando eu apenas
25:30fiz uma interpretação,
25:32à luz do que é possível,
25:35do que é respeitoso.
25:37Não,
25:38aquilo foi uma situação,
25:39o que revela
25:40que há ali no Supremo
25:42um problema grave,
25:44está certo?
25:45Que é a ideia
25:46de que é um poder
25:47acima dos demais.
25:49Eu tenho amigos lá,
25:51me dei bem com eles,
25:52o Flávio Dino foi
25:53meu liderado lá no PCdoB,
25:55na pancada do PCdoB,
25:57o ministro Gilmar,
26:01também tenho grande apreço
26:02por ele,
26:03o Toffoli trabalhou comigo
26:04no Ministério
26:05da Coordenação Política,
26:07quando era ministro,
26:08ele era o responsável
26:09pela coordenação jurídica,
26:11o Flávio Dino
26:12foi um deputado
26:14muito importante,
26:17o Toffoli,
26:18o ministro Toffoli
26:19foi um assessor jurídico
26:21lá no Palácio,
26:22também muito eficiente,
26:23mas eu chego ali
26:25e vejo que a ideia
26:27do Supremo como superpoder
26:29parece que tomou conta
26:30de todo mundo.
26:31Aldo,
26:32eu quero te agradecer
26:33demais a presença,
26:35a gente vai encerrando
26:36hoje por aqui
26:37o Papo Antagonista,
26:39voltamos amanhã
26:41às seis da tarde,
26:42muito obrigada,
26:43até amanhã.
26:44Meu filho construiu
26:45uma narrativa
26:45para destruir
26:46o inimigo.
26:47Que vingança.
26:48Estou aqui para me
26:49vingar dessa gente.
26:50Eu pretendo beneficiar
26:51o filho meu, sim.
26:52Confesso publicamente
26:53que eu votei no Lula.
26:54Música
26:55E aí
27:00E aí
27:01E aí
27:02E aí
27:02E aí
27:04E aí
27:05Obrigado.
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