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00:08Olá, bem-vindas e bem-vindos a mais um Ponto de Vista.
00:12Hoje vamos falar sobre a saúde no Recife.
00:15Eu recebo aqui a Secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.
00:21O que está sendo feito para melhorar o atendimento à população na capital do Estado?
00:27Secretária Luciana, muito obrigado, seja muito bem-vinda e obrigado por estar aqui com a gente hoje.
00:32Eu que agradeço, Fernando. Para mim é uma honra, acompanho há tantos anos o seu trabalho
00:36e estar aqui no Ponto de Vista com você, para mim, é um grande prazer.
00:39Prazer é nosso. Vamos começar falando. A senhora está no cargo como secretária desde 2021.
00:46Eu queria saber como é que a senhora tem procurado ampliar a atenção básica de saúde aqui no Recife.
00:55Então, imagina o que é chegar numa gestão municipal de uma capital como o Recife em plena pandemia.
01:022021, né?
01:032021, janeiro de 2021.
01:05A gente não imaginava que o ano de 2021 seria tão difícil quanto foi o de 20, com relação à
01:10pandemia.
01:11Então a gente teve que reabrir leito de UTI, reabrir leito de enfermaria,
01:14com a diferença que em 20 Recife tinha sete hospitais de campanha.
01:18Em 21 a gente estava apenas com um desses hospitais abertos.
01:21E a gente teve que olhar para a nossa rede e fazer toda essa remobilização.
01:25Além disso, dar conta de toda a rede que a gente já tinha instalada no Recife e da vacinação da
01:32Covid.
01:33Então, foi um grande desafio.
01:35Naquele momento a gente já sabia que tinha 59% de cobertura da estratégia de saúde da família,
01:40que é a estratégia que a gente acredita que é a melhor para a atenção básica.
01:47E 59% para uma capital era muito pouco.
01:50Então a gente já sabia que precisava fazer essa ampliação.
01:53Em 21 a gente teve que dar conta desse desafio da pandemia, mas em 22 a gente foi para a
01:57rede.
01:58Imagina que a saúde, com o subfinanciamento que a saúde tem, com a emenda constitucional 95,
02:04que durou seis anos, a saúde perdeu em torno de 20 bilhões por ano.
02:09Então a gente precisava, com o recurso que tinha, federal, municipal, priorizar.
02:13E a nossa grande prioridade foi a atenção básica, foi a ampliação da estratégia de saúde da família.
02:19A gente saiu de 59% para 81%, com 105 equipes de saúde da família a mais
02:24e com o compromisso de equiparar as equipes de saúde bucal com as equipes de saúde da família.
02:29Então foram 149 equipes de saúde bucal a mais no território.
02:33Agora, secretária, essa expansão aí que a senhora fala de 59 para 81 é um número bem expressivo.
02:39Por que a população ainda não sente esse crescimento?
02:43E a população ainda sente que em termos de atenção básica ainda falta muito para o Recife conseguir zerar, digamos,
02:50esse problema?
02:51Quando a gente fala de atenção básica, não é simplesmente ter mais equipes ou ter mais uma unidade funcionando no
02:57território.
02:58Isso tem que vir acompanhado de qualificação de profissionais, valorização de servidores,
03:04um modelo de atenção básica em que dê conta dos problemas.
03:08A literatura diz que na atenção básica 90% dos problemas que chegam podem ser resolvidos.
03:14Então foi a nossa aposta, foi o nosso grande investimento, foi na atenção básica.
03:17Então junto com essa ampliação que a gente fez de uma forma diferente,
03:21a gente contou com apoio definitivo do Ministério da Saúde.
03:24Eu lembro muito que em 23, quando o governo Lula estava lá, a gente foi lá e pediu ajuda.
03:29Eu fui pedir ajuda ao secretário da Atenção Primária.
03:31Recife precisa sair desse lugar, de 59% de cobertura.
03:34Como é que o governo federal pode nos ajudar?
03:36Então foi determinante a ajuda naquele momento.
03:38A gente teve o aporte de 300 médicos do governo federal,
03:42além de financiamento para a atenção básica e além de todo o suporte técnico,
03:47porque aqui no Recife a gente fez de uma forma diferente.
03:49A gente ampliou o horário de atendimento.
03:51Hoje as unidades funcionam das 7 às 19.
03:53Metade das unidades de atenção básica já são no novo modelo,
03:56que é o modelo de USF+, com mais equipes, com mais horários de atendimento.
04:01E com modelos de atenção implantados.
04:02Então a gente está implantando o acolhimento em todas as unidades.
04:05O que é que isso quer dizer?
04:06Qualquer pessoa que chegue em uma unidade dessa,
04:08ela é acolhida independentemente do seu horário e da sua equipe.
04:11E é orientada na sua necessidade.
04:14Modelo de atenção às condições crônicas.
04:16Hoje a gente tem muitas pessoas hipertensas, diabéticas, por exemplo.
04:19Então a gente dá toda essa orientação e esse suporte às pessoas.
04:22Claro que o resultado a gente não vê da noite para o dia.
04:24O que a gente pode ver é que a gente tem hoje mais de um milhão de atendimentos médicos
04:29depois dessa expansão que a gente fez.
04:30O que a gente não tinha antes.
04:32A gente tem 400 mil atendimentos a mais.
04:34São 300 mil pessoas a mais cobertas na atenção básica que não eram antes.
04:39Na sua opinião, o que é que ainda precisa ser feito para a gente melhorar esse atendimento básico,
04:45a saúde básica nos postos?
04:48E para que a população, por exemplo, não precise correr para os grandes hospitais?
04:52Porque muita coisa que a gente vê nos grandes hospitais,
04:56muitas vezes são problemas que poderiam ser resolvidos nos postos de saúde.
04:59A gente sempre ouve falar isso, né?
05:01Então o que é que ainda falta ser feito no Recife, na rede de postos de saúde
05:07ou de unidades básicas, como vocês chamam,
05:10para que a gente consiga zerar esse problema em termos de atendimento à população?
05:14Então tem algumas questões aí, né?
05:16Quando a gente fala de ampliação da atenção básica,
05:19primeiro é finalizar essa ampliação.
05:21Hoje a gente tem 81% de cobertura,
05:24o nosso grande objetivo é chegar a 100% dessa cobertura.
05:29Claro que na medida, como eu já falei,
05:30na medida em que a gente for ampliando, também qualificando esses atendimentos
05:34e treinando esses profissionais,
05:37tem que ser uma ampliação com substância, vamos dizer assim,
05:41com respaldo teórico, com respaldo do modelo de atenção.
05:46Além disso, tem uma questão, Fernando, que é interessante.
05:48O usuário que ele está com a dor hoje, agora, ele não espera,
05:53por melhor que seja o atendimento na atenção básica,
05:56ele não espera para amanhã, ele vai procurar uma emergência.
05:58Então muito se diz assim, que na emergência a gente atende pacientes
06:02que são da atenção básica, que não deveriam estar aqui.
06:05Esses pacientes sempre vão existir.
06:06Claro que se a gente tem uma atenção básica robusta,
06:09se a gente tem uma atenção básica que dá conta,
06:12é resolutiva, dá conta do que tem que dar,
06:14isso tende a diminuir.
06:16Mas tem aquele paciente que ele vai ser o paciente da emergência,
06:18que ele vai sempre procurar a emergência,
06:20porque ele quer resolver o problema naquela hora.
06:22E a unidade básica não está aberta 24 horas.
06:24Tem essa questão.
06:26E sempre está preocupada com a qualificação das nossas ações.
06:30Então são três pontos, basicamente.
06:31É continuar a ampliação,
06:33a gente já chega num percentual muito bom, 81%,
06:36mas a gente precisa chegar nos 100%.
06:38O paciente que ele procura a atenção básica,
06:41mas também vai continuar procurando a emergência,
06:43depende do problema que ele tiver.
06:45E está sempre preocupado não só em ter mais uma unidade,
06:48mas uma unidade que dê conta de fato de ser resolutiva no território.
06:51A senhora falou aí da ampliação do atendimento até às 7 da noite, né?
06:55Como é que era antes?
06:57Antes a unidade básica de saúde,
06:59ela estava aberta das 8 às 17,
07:02com uma hora de intervalo para o almoço.
07:04Hoje ela fica aberta das 7 às 19, sem intervalo.
07:08Então aquela pessoa que trabalha,
07:10que chega mais tarde em casa,
07:12pode ir mais cedo às 7, né?
07:14Aquela pessoa que chega,
07:15que não pode ir de manhã,
07:17pode ir às 19 horas.
07:18E aí ela tem que ver o horário da sua equipe,
07:20mas independentemente do horário que a equipe dela está,
07:24ela é acolhida na hora que ela chegar,
07:26das 7 às 19,
07:27nessas unidades que a gente já deu essa virada de chave,
07:30o Recife deu essa virada de chave para o novo modelo,
07:34em metade de suas unidades já da atenção básica.
07:37Secretária, a senhora falou aí dos 300 médicos que a Secretaria do Recife recebeu do governo federal.
07:43Eu queria perguntar sobre a ampliação em termos de pessoal,
07:47além desses 300 médicos, né?
07:49Em termos de enfermeiros, técnicos de enfermagem,
07:52tem havido uma ampliação também nessas outras áreas dos profissionais de saúde?
07:57Isso, além dos 300 mais médicos, né?
08:00Que foi o aporte, né?
08:01O que o Ministério da Saúde deu para o Recife,
08:04nós fizemos a maior nomeação dos últimos 20 anos.
08:07Foram 5.051 profissionais de saúde,
08:09de forma geral,
08:11que a gente chamou dos nossos,
08:12que foram nomeados dos nossos concursos.
08:145.000 é muita gente, né?
08:16Esse pessoal, além de médico e enfermeiro,
08:19são mais o que em termos de profissionais de saúde?
08:21Todos os profissionais, por exemplo,
08:23da área de reabilitação,
08:25psicólogos, terapeutas ocupacionais,
08:27fisioterapeutas,
08:28fonoaudiólogos,
08:29também foram chamados desse concurso.
08:31Uma parte importante para essa expansão que a gente fez
08:35da atenção básica,
08:36que é uma expansão que eu digo que precisou de muita coragem, né?
08:38Porque geralmente o que se pensa é em abrir o hospital,
08:41mas sem a gente ter uma atenção básica forte,
08:44sem ter uma atenção básica forte no território,
08:47a gente não consegue dar os passos.
08:49Quantos hospitais a gente abrir,
08:50mais pessoas terão para procurar os hospitais.
08:52O que a gente quer é ter a base do sistema de saúde do Recife,
08:55mesmo forte.
08:56Eu lembro que nessa conversa que a gente foi lá no Ministério da Saúde
08:59com o secretário, ele fez,
08:59para fazer isso tem que ter muita coragem,
09:01secretário, você tem.
09:02Aí eu disse, eu não tenho muito não,
09:04mas o meu prefeito é muito corajoso,
09:05eu acho que ele vai topar.
09:07E aí aconteceu, né?
09:09Por esse ato de coragem mesmo que a gente teve
09:11de mudar a realidade da atenção básica no Recife.
09:14Vocês lançaram também as unidades de saúde da família mais.
09:18Por que esse mais?
09:20Foi ampliado em que?
09:22O que é que significa exatamente esse mais?
09:24Esse mais quer dizer, né?
09:27Mais equipes, foram 105 equipes de saúde da família a mais,
09:31149 equipes de saúde bucal a mais,
09:33além de mais horário de funcionamento.
09:35Das 7h às 19h, mais atendimentos com essas equipes a mais,
09:40mais medicamentos, mais visitas domiciliares.
09:44A gente implantou também com essa virada de chave
09:47a saúde digital, já dentro da atenção básica.
09:50Então a gente entrou muito forte aí com teleconsultoria
09:52para os profissionais de saúde,
09:54para que a gente tivesse o melhor encaminhamento dos pacientes.
09:57Um profissional da atenção básica conversando com especialista,
10:00pois o Recife tem 29 especialidades diferentes
10:03para a teleconsultoria.
10:04Além do fale com sua equipe,
10:06hoje um usuário não precisa ir até a unidade
10:08para saber se o medicamento chegou,
10:10para saber se o médico vai estar.
10:11Ele fala com sua equipe digitalmente
10:13e já sabe se o medicamento chegou,
10:15já sabe como a unidade está.
10:17Agora, secretário, o primeiro contato da população
10:20com a saúde do município
10:22são os postos de saúde, né?
10:24Ou unidades de saúde da família, como seja.
10:27Mas como é que está a estrutura física dessas unidades?
10:32Porque muitas vezes a gente recebe, às vezes,
10:34pedido de reportagem, reclamação da população
10:38com relação a alguma unidade de saúde
10:41que não está prestando um bom atendimento
10:43ou que está, sei lá, a pintura está...
10:46Muitas queixas, né?
10:47A população sempre está fazendo queixas
10:49e sempre está pedindo mais.
10:51Com relação à estrutura física
10:53desses postos de saúde,
10:55como é que o Recife está?
10:56Então, quando a gente tomou essa decisão
10:58de fazer essa virada no modelo,
11:01o então prefeito João Campos disse
11:02temos que olhar para a estrutura dessas unidades,
11:05porque era uma grande queixa.
11:06Então, cada unidade dessa que a gente fez
11:08a virada para o SF+,
11:10a gente olhou para a estrutura,
11:12para a requalificação,
11:12que não era apenas uma pintura,
11:14mas era a climatização de todas as áreas da unidade.
11:18Todas com acessibilidade,
11:19que nem todas tinham acessibilidade,
11:22olhando para toda necessidade.
11:24Então, todas as salas que precisavam ter,
11:26a gente tomou muito cuidado
11:27para que essa virada fosse dada
11:29para o modelo funcionar integralmente.
11:32Secretária, em abril,
11:33o Recife inaugurou, né?
11:35Foi entregue o Hospital da Criança.
11:37Um hospital que foi planejado durante muito tempo,
11:40demorou muito para ser entregue,
11:42mas foi entregue em abril.
11:43Qual a avaliação que a senhora faz
11:44do Hospital da Criança
11:46nesses primeiros dois meses de funcionamento?
11:48Isso, o Hospital da Criança
11:50era um dos hospitais que estava no plano, né?
11:52A gente tinha já o Hospital do Idoso,
11:54o Hospital da Mulher,
11:55e o Hospital da Criança
11:56veio na melhor hora.
11:59Eu digo que ele...
12:00A gente inaugurou na melhor hora,
12:01que é a hora
12:02de que todo ano a gente passa,
12:04que é a sazonalidade
12:05para síndromes respiratórias agudas,
12:07graves nas crianças.
12:08É nesse período do ano,
12:10entre fevereiro e maio,
12:12que a gente tem o maior número de casos
12:14que crianças precisam de leitos de enfermaria,
12:16leitos de UTI.
12:17Então, imagino que é você poder contar
12:19com mais 50 leitos de enfermaria
12:21para essas crianças.
12:22E a gente inaugura o hospital
12:23com 10 leitos de UTI
12:24e depois amplia para mais 10.
12:26Então, foram 20 leitos de UTI,
12:2850 de enfermaria,
12:29podendo dar conta aí
12:30da necessidade dessas crianças
12:31que chegavam nas emergências
12:33e eram transferidas
12:34para o Hospital da Criança
12:35a partir da sua necessidade.
12:36Então, foi muito gratificante
12:38ver esse aporte
12:40no sistema de saúde da região,
12:42porque essas crianças
12:43não são só recifenses.
12:44Eu imagino que é todas as crianças
12:46da redondeza,
12:47dos municípios ao redor,
12:49poder contar com as nossas emergências,
12:51porque no SUS,
12:52as unidades que são de porta aberta,
12:53elas atendem pacientes
12:55de qualquer lugar.
12:55Era isso que eu queria falar.
12:56Esse hospital da criança,
12:58ele não é de porta aberta.
12:59Você não pode chegar lá
13:00e pedir atendimento, né?
13:02Você tem que passar por alguma triagem.
13:04Essa triagem é feita onde?
13:06Isso.
13:06A gente tem quatro no Recife.
13:08Tem quatro unidades
13:10de emergências pediátricas.
13:12O Helena Moura,
13:13a Mauri Coutinho,
13:14o Arnaldo Marques
13:14e o Maria Lucinda.
13:16E as crianças chegam
13:17nessas unidades
13:17e aí são crianças recifenses,
13:19olindenses,
13:20de Jaboatão,
13:21enfim.
13:22Chegam aí,
13:22a partir da necessidade
13:24dessa criança
13:24é que elas eram transferidas
13:26para o Hospital da Criança,
13:27independentemente
13:27de serem do Recife ou não.
13:29Então, o Hospital da Criança
13:30pode dar esse suporte
13:31à região.
13:32Eu digo que o suporte
13:33do Hospital da Criança
13:34não é só para o Recife,
13:35mas é para toda essa região aqui.
13:37Ele atende também
13:37as cidades da região metropolitana,
13:39as mais próximas,
13:41pelo menos.
13:42Isso.
13:42Com relação aos gargalos
13:44das policlínicas,
13:46a gente é um gargalo eterno
13:49em termos de estrutura física,
13:51estrutura da saúde
13:52aqui na cidade.
13:54Como é que está hoje
13:55a questão das policlínicas
13:56aqui no Recife?
13:58Joia,
13:59muito importante
13:59a pergunta,
14:00muito boa.
14:01No plano,
14:02quando a gente chegou
14:03que fez o plano
14:04para o Recife,
14:04que a nossa prioridade
14:05nos quatro primeiros anos
14:07foi a atenção básica,
14:08como eu já venho falando.
14:10E naquele plano,
14:11a gente olhar
14:12para mais profissionais,
14:13como a gente já falou,
14:14grande nomeação do concurso,
14:15a infraestrutura das unidades,
14:17super importante,
14:18o novo modelo de gestão.
14:20Imagina que a gente
14:20não tinha gestores
14:21em 100 unidades do Recife.
14:23A gente fez uma grande seleção
14:24para todos os gestores da rede,
14:27não só olhando para o currículo,
14:28mas olhando para competências,
14:29habilidades.
14:30Foi uma super seleção
14:31que deu muito certo.
14:32hoje a gente tem gestor
14:33em todas as unidades
14:34de saúde do Recife.
14:35Olhando para a saúde digital,
14:37mas também a gente fez...
14:38Você falou 100 unidades
14:39e são mais de 100,
14:40são quantas no total?
14:41São 200 unidades de saúde.
14:42200 unidades.
14:43Serviços são mais,
14:44mas falando de unidade de saúde
14:45que precisa de um gestor,
14:47foram 200,
14:48a gente selecionou gestores
14:50para 200 unidades no Recife.
14:53As 100 que já tinham,
14:54as 100 que não tinham.
14:55A gente fez uma seleção
14:56bem diferente
14:56para que a gente pudesse,
14:57de fato,
14:58ter como gestor
14:59nas unidades pessoas qualificadas
15:00para estarem lá.
15:01E claro,
15:02com curso de formação permanente
15:04para essas pessoas
15:04que não eram da saúde,
15:05por exemplo,
15:06poder se integrar
15:08e se apropriar
15:09das questões da saúde.
15:11E fora isso,
15:11um mutirão.
15:12A pandemia represou
15:14muitas consultas,
15:15cirurgias,
15:16exames,
15:17e as filas ficaram enormes.
15:19Então,
15:19a gente fez um primeiro mutirão
15:20naquele momento,
15:21que foi alçado
15:22em 51 milhões de reais.
15:24A gente não conseguiu
15:25dar conta
15:25de todas as filas,
15:26porque a gente precisou contar
15:28com prestadores privados
15:29e filantrópicos também
15:30para nos ajudar
15:31nesse mutirão.
15:32Mas a gente conseguiu
15:33tirar muita gente
15:33dessas filas,
15:35só que com a expansão
15:35dessa da atenção básica,
15:37as filas voltam a crescer
15:39e a gente precisou
15:40se voltar agora
15:40nesse segundo momento,
15:42na segunda gestão,
15:43para a média alta,
15:44que é quando
15:44entram as policlínicas.
15:45Então,
15:46o mesmo movimento
15:47a gente está fazendo
15:47com as policlínicas,
15:48a requalificação.
15:49A gente entregou
15:50a Albert Sebi,
15:51que fica ali na Tamarineira,
15:53que é outra unidade,
15:54mais duas policlínicas grandes
15:56estão sendo também
15:56requalificadas,
15:58que a gente pretende
16:00entregar logo mais.
16:02E olhar fortemente
16:04para o nosso sistema
16:05de regulação.
16:06Nosso lema
16:07é não perder
16:07nenhuma oferta,
16:08a gente não pode
16:09perder oferta.
16:09Então,
16:10a gente tem
16:11requalificado
16:11nossas unidades,
16:13ampliado a oferta
16:14da média alta,
16:15também com o suporte
16:15grande do Ministério
16:16da Saúde,
16:17com agora tem especialistas
16:18do Ministério,
16:19tem contribuído muito
16:20com essa ampliação.
16:22Fora Centro Estea,
16:23tudo que a gente tem feito
16:24na saúde mental,
16:25também tem ajudado
16:26para essa ampliação
16:27e melhoria
16:28das nossas policlínicas
16:30e redução das nossas filas,
16:31que é isso que a gente quer,
16:32reduzir o tempo de espera
16:33das pessoas na fila.
16:35Muito bem,
16:36secretária,
16:36a gente vai fazer
16:37uma breve pausa,
16:38você que está acompanhando
16:39a gente,
16:40não saia daí,
16:41a gente volta já já.
16:54Ponto de Vista está de volta,
16:56hoje eu recebo aqui
16:57a secretária de Saúde
16:59do Recife,
17:00Luciana Albuquerque.
17:01Secretária,
17:02vamos continuar falando
17:02das policlínicas,
17:04hoje quantas policlínicas
17:06o Recife tem
17:06e o que é que diferencia
17:08uma policlínica
17:10de uma unidade normal
17:11de saúde,
17:11um posto de saúde
17:12ou unidade de saúde
17:13da família,
17:14por exemplo?
17:15O que é que define
17:16que aquela unidade
17:17vai passar a ser chamada
17:18como policlínica?
17:19Joia,
17:20muito bom.
17:20Uma policlínica,
17:21ela tem serviços especializados,
17:24então numa policlínica
17:24nós temos especialistas,
17:26profissionais especialistas,
17:28quando na unidade básica
17:29de saúde,
17:29na unidade de saúde
17:30da família,
17:30nós temos médicos
17:31de família e comunidade
17:32ou médicos generalistas.
17:34E nas policlínicas
17:35nós temos exames também.
17:37Então imagina que um paciente
17:38chega na unidade de saúde
17:39da família,
17:40ele é atendido
17:41por um médico de família
17:42e comunidade
17:43e que acha que ele precisa
17:45de uma consulta
17:45com um cardiologista
17:46e precisa fazer
17:47um ultrassom,
17:48então ele é encaminhado
17:50para essa consulta
17:51com cardio
17:51e para fazer a ultrassom.
17:53E a gente faz
17:53nas policlínicas.
17:54No Recife hoje
17:54nós temos 15 policlínicas,
17:56três delas são
17:57UPAZES,
17:58que são no modelo
17:59de policlínicas
17:59unidades maiores,
18:00que tem mais especialidades
18:02e tem mais também
18:03tipos de exames diferentes.
18:05Temos o Centro Médico
18:05Hermídio de Moraes,
18:06que fica ali na 17 de agosto,
18:08que tem especialidade
18:09em oftalmo,
18:10em doenças crônicas
18:11e é isso,
18:13todos os pacientes
18:13que saem da atenção básica
18:15e precisam de algum
18:16atendimento mais especializado,
18:18eles são encaminhados
18:19para as nossas policlínicas
18:20ou para as unidades
18:22conveniadas.
18:23A gente também tem
18:24hospitais filantrópicos
18:25que tem ambulatório,
18:26o próprio hospital da criança,
18:27o próprio hospital do idoso,
18:29que também tem consultas
18:30e exames,
18:31consultas especializadas
18:32e exames,
18:33eles podem também
18:33ser encaminhados
18:34para essa rede.
18:35Então,
18:35a gente diz que a rede
18:36de atenção básica
18:37e a rede
18:38de alta complexidade,
18:40que são as policlínicas,
18:41hospitais,
18:42maternidades.
18:43A gente falou rapidinho
18:44no primeiro bloco
18:45sobre o hospital da criança
18:46e eu esqueci
18:48de abordar uma questão
18:49que é o atendimento
18:50também para pacientes
18:52com TEA,
18:53o transtorno
18:53do espectro autista.
18:55Como é que está sendo
18:56esse atendimento?
18:57Ele já foi implantado?
18:58Vai ser implantado?
19:00Qual a situação hoje
19:01lá no hospital da criança
19:02com relação a isso?
19:03Quando a gente inaugurou
19:05o hospital da criança,
19:06a gente fez a entrega
19:06de todos os leitos
19:07de enfermaria,
19:09de UTI.
19:10Imagina que um hospital
19:11dessa envergadura
19:12do hospital da criança,
19:13ele tem seis meses
19:14para entrar em plena operação.
19:16E o hospital já começou
19:18com todos os leitos
19:19de enfermaria abertos,
19:20com dez leitos
19:21e a gente ainda ampliou
19:22mais dez de UTI.
19:23A gente entregou também
19:24um ambulatório,
19:25são 26 especialidades,
19:28especialidades como um todo,
19:2926 tipos de exames
19:30que a gente tem lá.
19:32E na segunda etapa,
19:33vamos entregar o Centro Té,
19:35mais um Centro Té,
19:36hoje no Recife temos oito,
19:37será o nono,
19:38e um serviço de ecoterapia
19:40que é inédito
19:41aqui no Recife.
19:42Com relação a esses Centros Té,
19:45a senhora falou
19:45que tem oito, né?
19:46Sim.
19:46Como é que são esses centros,
19:48em que bairros
19:49eles estão mais,
19:50quais os maiores,
19:52quantos atendimentos
19:53são feitos?
19:54Fale um pouquinho
19:55desses centros
19:55de atendimento
19:56para Té, né?
19:58Transtorno do Espectro Autista,
19:59que é uma coisa
20:00que a gente vê
20:01cada vez mais,
20:03cada vez mais
20:04pais e mães, né?
20:06Preocupados com a,
20:08muitas vezes,
20:09a falta, né?
20:09De atendimento
20:10e de centros especializados.
20:12Isso,
20:13foi por causa
20:13dessa demanda muito grande
20:15que a gente tomou
20:15essa decisão
20:16e foi uma das áreas
20:17que a gente mais avançou
20:18na saúde do Recife.
20:19Imagina que a gente tinha
20:20dois mil,
20:21a oferta de dois mil
20:22e trezentos atendimentos
20:23nessa área
20:24de reabilitação intelectual
20:25e a gente passa
20:26a ter vinte e cinco mil
20:28com oito centros
20:29Té abertos
20:30distribuídos na cidade.
20:31No Recife,
20:31a gente tem
20:31oito distritos sanitários
20:33que são divisões
20:35territoriais
20:36que replicam um pouco
20:37a estrutura
20:37da Secretaria de Saúde.
20:39Então,
20:39eles estão distribuídos,
20:40a gente só tem
20:40um distrito sanitário
20:41que é o SET,
20:42que a gente não tem
20:42centro Té,
20:43mas estão bem distribuídos
20:45na cidade,
20:46os oito
20:48e não é só
20:49abertura de serviço,
20:50sabe, Fernando?
20:51O que a gente precisa
20:51é ter um protocolo.
20:53Que protocolo
20:54para Té a gente segue?
20:55Então,
20:56no Recife,
20:56a gente tomou
20:56uma decisão
20:57muito acertada
20:58de,
20:59no nosso protocolo,
21:00toda criança
21:01que é atendida
21:01na atenção básica
21:02e que o médico
21:03suspeita que aquela criança
21:05pode ter Té
21:06em algum nível,
21:07a criança entra
21:08numa fila
21:08de avaliação global.
21:10Então,
21:10ela chega
21:10num centro Té desse,
21:12ela é atendida
21:13por uma equipe
21:14muito profissional,
21:15faz um tempo
21:16de terapias
21:16e depois ela volta
21:17para o diagnóstico,
21:18porque às vezes
21:19é um atraso na fala.
21:20A criança não tem Té,
21:21tem um atraso na fala
21:22que vai precisar
21:22de um fono.
21:23Então,
21:24a partir dessa avaliação global
21:25é que o diagnóstico
21:26é dado
21:26e a criança
21:27começa a fazer
21:28suas terapias.
21:29Então,
21:30são 25 mil
21:31atendimentos
21:31hoje à oferta,
21:32cada criança
21:33deve fazer
21:34pelo menos
21:34três terapias semanais,
21:36o que dá 12.
21:37E eu estou te dizendo
21:38isso para dizer
21:38que com oito centros Té
21:40o problema está resolvido
21:41no município?
21:42Não está.
21:43A gente ainda tem
21:43uma fila grande
21:44de crianças
21:44que precisam entrar
21:45no sistema
21:46para ter o seu diagnóstico,
21:48para ter as terapias,
21:49mas cada criança
21:50hoje que entra
21:51no sistema
21:52tem 12 terapias
21:53por mês.
21:54A gente procura
21:55garantir pelo menos
21:55essas 12 terapias.
21:57Secretária,
21:58os grandes hospitais
21:59do Recife
22:00são administrados
22:00pelo Estado.
22:01A gente sabe
22:02que a Prefeitura
22:03e o Governo do Estado
22:04estão politicamente
22:05em campos opostos,
22:07mas eu creio
22:08que a Secretaria
22:09de Saúde
22:10do Recife,
22:11para que essa
22:13coisa da saúde
22:14funcione,
22:15vocês precisam
22:16de alguma forma
22:17dialogar
22:18com o Governo do Estado,
22:19com a Secretaria
22:20de Saúde
22:21do Estado,
22:22já que os grandes
22:22hospitais
22:23são administrados
22:24pelo Estado.
22:25Como é que está
22:25essa relação?
22:27Isso,
22:27o SUS tem
22:27seus fluxos próprios,
22:29sistemas de regulação
22:30onde os pacientes
22:31chegam e naturalmente
22:33já são encaminhados
22:34a partir da complexidade.
22:36O município,
22:37de forma geral,
22:37no SUS,
22:38ele tem que dar conta
22:39da atenção básica,
22:40isso aí é do município,
22:42claro,
22:42com todo o suporte
22:43dos outros entes,
22:44mas é fortemente
22:45do município.
22:46E a média e alta complexidade,
22:48quanto mais alta a complexidade,
22:49quanto maior o hospital
22:50e mais alta a complexidade
22:52do hospital,
22:53mais é a forma
22:55que o Estado,
22:56nível estadual,
22:57tem de complementar
22:58essas ações.
22:59Então, naturalmente,
23:00o SUS já tem,
23:01já segue esse fluxo.
23:03O Recife tem
23:04unidades de porta aberta,
23:05por exemplo,
23:06o Hospital da Mulher.
23:07Hoje,
23:08eu posso lhe dizer
23:09que 40% dos partos
23:11que o Recife faz
23:12no Hospital da Mulher
23:12e nas três maternidades
23:13municipais que a gente tem
23:14são de munícipes
23:16de outros municípios
23:17que não do Recife.
23:18Então,
23:19o SUS funciona assim.
23:21A unidade que é
23:22porta aberta,
23:23ela atende
23:24qualquer usuário,
23:26independentemente
23:26de ser do seu município
23:27e de forma
23:29complementar,
23:30o Estado
23:30dá esse suporte
23:31a todos os municípios
23:33do Estado
23:34e quanto maior
23:34a complexidade,
23:35mais é uma atribuição
23:36do Estado
23:37esse suporte.
23:39A senhora falou
23:39rapidinho no primeiro bloco
23:41sobre saúde digital.
23:42Eu queria voltar
23:43um pouquinho a esse tema
23:44sobre a importância
23:45dessa saúde digital
23:47funcionar
23:48para a saúde da cidade,
23:50para a Secretaria de Saúde.
23:52Como é que ela
23:52vem funcionando?
23:53Que tipo de atendimentos
23:55estão sendo feitos?
23:57Desculpa.
23:57Que tipo de atendimentos
23:58estão sendo feitos?
23:59Se vocês têm
24:00uma avaliação
24:01de quantos atendimentos
24:02são feitos por mês
24:04pela saúde digital?
24:05Foi outra área
24:06que a saúde do Recife
24:07avançou muito
24:08com muita inovação,
24:10com muita entrega
24:11nessa área.
24:12Imagina que a gente
24:13chegou aqui
24:14e tinha só
24:15a estratégia de saúde
24:16da família
24:16informatizada
24:17com conectividade
24:19e todo o resto
24:20da rede no papel.
24:21Sem integração
24:22de dados,
24:23sem informações
24:26precisas
24:26e a gente
24:27precisou olhar
24:28para isso.
24:28Então foram
24:29dois mil computadores
24:31que a gente
24:31precisou comprar
24:32para informatizar
24:32toda a rede.
24:33e hoje toda a rede
24:34do Recife
24:34é informatizada.
24:35A gente tem
24:36pronto-hora eletrônico
24:37em todas as nossas unidades
24:38e uma plataforma
24:39que integra tudo.
24:40Pronto-hora eletrônico
24:41da atenção básica.
24:41A população conhece
24:42esse sistema?
24:44A população conhece.
24:45Hoje a gente tem
24:45um Conecta Recife
24:46que começou lá
24:47na pandemia.
24:48Eu lembro que
24:49logo que a gente chegou
24:51a vacina da Covid
24:52estava para chegar
24:53em meados de fevereiro,
24:54dia 14 de janeiro
24:56a vacina chega.
24:57O prefeito
24:58chama a gente lá,
24:58eu e o secretário
24:59de transformação digital
25:00na sala dele
25:00e disse
25:01a gente vai fazer
25:02tudo digital.
25:03o cadastro.
25:04A gente não sabe
25:04quantas vacinas vêm,
25:05quando vão chegar
25:06e a gente vai fazer
25:07tudo digital,
25:08cadastro e agendamento.
25:09Aí o secretário fez
25:10e como é que a gente
25:11vai fazer isso?
25:12Ele disse,
25:12não sei,
25:12por isso que eu chamei vocês,
25:13vocês vão fazer,
25:14é para já,
25:15a gente precisa fazer
25:16e foi o que ajudou
25:17muito a gente
25:18na pandemia,
25:19na vacinação,
25:20até uma vacinação exitosa,
25:21mesmo sem um planejamento
25:22no nível nacional,
25:23mas a gente conseguiu
25:24se planejar
25:25e foi a partir
25:25do Conecta Recife
25:26que tinha o cadastro
25:28de 7 mil pessoas
25:29na época
25:30e hoje a gente tem
25:301,7 milhão de pessoas
25:33cadastradas
25:33graças à vacinação
25:34de Covid.
25:35E a partir dali
25:36que a gente viu
25:36que a saúde podia
25:37mudar de patamar
25:38no digital,
25:40que a gente precisava
25:41fazer esse avanço.
25:41Então,
25:42frontório eletrônico
25:43na atenção básica,
25:44na média alta,
25:44uma plataforma
25:45integrando isso tudo,
25:46integrando o sistema
25:47de medicamentos,
25:48integrando o sistema
25:49de laboratório.
25:50hoje o profissional
25:52consegue ver
25:52a trajetória
25:53do Recifense
25:53que passou
25:54por todas
25:54as nossas unidades
25:55e o usuário
25:56já tem na palma
25:57da sua mão
25:57pelo Conecta
25:58130 serviços
26:00diferentes da saúde
26:01no Conecta.
26:02Hoje o usuário
26:02consegue fazer
26:03o agendamento
26:04de uma consulta
26:04na atenção básica
26:05pelo Conecta Recife.
26:07Secretária,
26:08para a gente encerrar
26:08a entrevista,
26:09eu queria lhe perguntar
26:10com relação
26:10à saúde mental.
26:12O que é que tem sido
26:13feito em termos
26:14de atendimento
26:14à população
26:15aqui no Recife?
26:17Então,
26:17o Recife
26:17tinha 18 CAPs,
26:19CAPs entre
26:20infantis,
26:21infantos juvenis,
26:22transtorno mental
26:23e algo que outras drogas.
26:25E a gente precisava
26:26de uma ampliação
26:26importante
26:27na área
26:28do Pina,
26:29na área do Ibura,
26:30Jordão.
26:31Então,
26:32o nosso plano foi
26:34mais um CAPs infantil,
26:35infantos juvenis
26:36no Pina,
26:37que já foi inaugurado.
26:38Está sendo construído
26:39um enorme
26:40que vai ser muito bom
26:41lá no Jordão
26:41para atender
26:42toda aquela área,
26:43Jordão, Ibura, Coab.
26:44Explique rapidinho
26:45o que é CAPs.
26:46Centro de Atenção
26:47Psicossocial.
26:48O CAPs,
26:49ele atende principalmente
26:49aqueles pacientes
26:50que estão em crise.
26:52O CAPs estabiliza
26:54o paciente na crise
26:55e a partir dali
26:56vê a necessidade
26:57dele de voltar
26:58para o ambulatório.
26:59Qual era o problema
26:59do ambulatório?
27:00Filas enormes
27:01de psiquiatria
27:02e pessoas renovando
27:03receita o tempo todo
27:04de medicação.
27:05Qual foi a inovação
27:06aqui do Recife?
27:07A gente abriu
27:07um serviço integrado
27:08em saúde mental.
27:10Nesse serviço,
27:11a gente tem
27:11uma equipe
27:11muito profissional.
27:12Além do psiquiatra,
27:14psicólogo,
27:14terapeuta ocupacional,
27:16assistente social,
27:17um profissional de educação física
27:18para ajudar esse paciente
27:20que entra pela fila
27:21de psiquiatria,
27:22mas lá dentro
27:23ele é atendido
27:24na sua necessidade integral
27:25para não precisar
27:26ficar renovando
27:27receita o tempo todo.
27:28Então, a gente inaugurou
27:29um na Boa Vista.
27:30Daqui a pouco,
27:31a gente inaugura outro
27:32lá em Casa Amarela.
27:35E outro serviço
27:36também importante
27:36que a gente inaugurou
27:37e também foi inédito
27:38no Recife
27:39foi o Centro de Convivência,
27:40onde a gente une
27:41arte com terapia.
27:43Então, a gente tem
27:43vários tipos de oficina,
27:45oficina de agila,
27:46oficina de culinária,
27:48oficina de teatro,
27:49de música.
27:50E esse paciente
27:51que é egresso do CAPS
27:52ou paciente que é
27:53da nossa residência terapêutica,
27:55por exemplo,
27:55ele usa esse espaço
27:57para socializar,
27:59para fazer
27:59outras atividades
28:01e que ele não precise,
28:03que ele não volte
28:04para a crise
28:05com constância.
28:06O que a gente quer
28:06é aquele paciente,
28:07que o CAPS
28:08consiga estabilizar
28:09o egresso desse CAPS,
28:10ele consiga se socializar
28:11com outras pessoas
28:12e dar outro sentido
28:13à sua vida
28:14para que não fique
28:16voltando para o ambulatório
28:17de psiquiatria
28:17o tempo todo.
28:18Temos um na Caixangá,
28:20inauguramos mais recentemente
28:21um no Espinheiro.
28:23Muito bem.
28:24Secretária,
28:25muito obrigado
28:26pela entrevista.
28:26Acho que a gente
28:27conseguiu abordar
28:28um amplo espectro
28:30dos assuntos
28:32da saúde
28:33no Recife.
28:34Muito obrigado.
28:35Obrigada,
28:36que agradeço,
28:36Fernando.
28:37E para você
28:38que acompanhou até aqui,
28:39obrigado pela audiência
28:40e companhia.
28:41A gente volta
28:42na semana que vem.
28:43e até a próxima.
28:45E aí
28:47E aí
28:48E aí
28:50E aí
28:51E aí
28:51E aí
28:52E aí
28:52E aí

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