00:00Vitória, dê os presentes para os escravos.
00:05Pois não?
00:11Uma cortesia do novo proprietário?
00:13Lamento, mas não posso aceitar, Sr. Vitória, e o São Presente para os escravos.
00:17Sou liberto.
00:19E eu sou escravo, não uso sapatos.
00:22Presentes do seu dono, fique com eles.
00:24Escuta aqui, seu animal...
00:25Silêncio!
00:26Na minha casa o senhor não fala.
00:28Não o convidei.
00:30Enquanto não entregar as chaves ao seu dono, a casa ainda me pertence.
00:34Deixe, Vitória, deixe.
00:36Vamos continuar com os negócios.
00:38O barão sabe tão bem quanto eu, que não vai se levantar outra vez.
00:45Quanto quer pela Ouro Verde?
00:47Pago o suficiente para levar com a baronesa a vida de desfrute para o qual nasceram.
00:53O senhor ainda está na minha casa.
00:54Só entrou aqui para assinar essa escritura, o que já fez.
00:58Portanto...
00:58Não vendo a fazenda.
01:00Ainda que lhe vendesse, não serviria para o que o senhor quer.
01:03O senhor jamais conseguirá ser o que eu sou.
01:06Desista.
01:07O que és?
01:08E o que és?
01:10Um fracassado?
01:11Um perdedor?
01:11Perdedor, mas nunca ladrão.
01:13Quem é ladrão, seu moleque?
01:13Ladrão que mandou roubar o seu dinheiro no banco.
01:16Assassino que manda atirar os adversários quando perde duelos.
01:18Covarde que espalha a praga nas plantações dos concorrentes.
01:20Ora, cala a boca, senhor.
01:21Quem está mandando calar a boca?
01:34Não vale a pena ir, não, senhor.
01:38Para!
01:40Não vale a pena, meu filho.
01:43Como preferirem.
01:47A ouro verde será minha de qualquer maneira.
01:50Como essa casa já é.
01:52E a estirpe de Henrique Sobral será enterrada para sempre.
01:56Nem que isso tudo acontecesse, senhor Gino Ventura.
02:00Você conseguiria o que realmente quer.
02:03Porque o que você quer é ser eu.
02:07E isso você não vai conseguir.
02:10Nunca.
02:13Não precisava de nada disso, meu pai.
02:16Tem que cuidar desses ferramentos, eu acho.
02:19Esther, você faz os curativos.
02:20Vou comprar o que comer.
02:22Almoçamos aqui mesmo.
02:23Não me demora, filha.
02:25O pai podia ter esperado um pouco mais para vender essa casa.
02:28A outra pessoa.
02:30Não precisava ter dado essa vitória assim, Alventura.
02:34Diante do problema que terá que enfrentar, Inácio,
02:36essa questão da casa é muito pequena para o seu pai.
02:40Agiu com dignidade, como sempre.
02:42Aventura não conhece o valor.
02:46Dignidade, honra.
02:48Não conhece nada disso.
02:52Está sempre se escondendo atrás de outra pessoa para conseguir o que quer.
02:56Usou Vitória para comprar Morro Alto.
02:58Mandou escravo atirar no Abelardo.
03:05Agora não teve coragem de mostrar a cara no leilão.
03:10Merece ser tratado como um bandido.
03:11O que é o que é?
03:13Vamos lá.
03:38É com imenso prazer
03:42Que a recebo em meu lar
03:44Queira entrar, por favor
03:47Sente-se
03:48Ponha-se à vontade
03:50Minha casa é sua casa
03:54A senhora está bem?
03:57É claro
03:58Cada dia melhor
04:03Graças às suas aulas, claro
04:06Ai, eu estou me sentindo tão fina
04:10Tão educada
04:12Tão nobre
04:16Uma verdadeira rainha
04:17Devo fazer uma reverência?
04:19Não, não, não, ainda não
04:20Mas pouco falta
04:22Eu tenho certeza que muito em breve
04:24E Gino vai conseguir o título de barão
04:26E então eu estarei preparada
04:29Para ser uma verdadeira baronesa
04:31Dinheiro é que não lhes falta
04:32Apesar de não estar vendo
04:34Lanchinho de sempre por aqui
04:38Esqueci
04:38Diva
04:40Diva
04:42O lanche da professora
04:48Por favor
04:50E hoje, para abrilhantar a nossa aula
04:53Eu mandei preparar doces portugueses
04:57Meus preferidos
04:58Então pronto
05:00Podemos começar?
05:02Já começamos
05:04Pelos ovos de aveiros
05:06Deliciosos
05:09Tchau
05:09E aí
05:09Tchau, tchau.
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