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Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central decidiu cortar os juros pela segunda vez consecutiva. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando os juros básicos da economia em 14,5% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro.

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Transcrição
00:00O Copom reduziu a taxa básica de juros da economia de 14,75% para 14,5% ao ano.
00:07É a segunda vez consecutiva da redução da taxa Selic.
00:11As informações com Rodrigo Viga.
00:13Apesar da continuidade da guerra entre Estados Unidos, Irã e incertezas sobre o fim do conflito
00:20que provoca uma pressão enorme sobre o barril do petróleo do tipo Brent, operando perto dos 120 dólares,
00:27o Copom, o Comitê de Política Monetária decidiu reduzir mais uma vez a taxa básica de juros, corte 0,25
00:35ponto percentual.
00:36Agora, a Selic passa a ser de 4,50% ao ano, mas as preocupações com a guerra e suas
00:43consequências permanecem de pé.
00:47Isso ficou claro no comunicado do Comitê de Política Monetária, que disse o seguinte,
00:51No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária,
01:00de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros
01:05possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio,
01:12assim como seus efeitos diretos e indiretos, sobre o nível de preços ao longo do tempo.
01:18De uma maneira geral, o mercado já esperava um corte modesto em meio a um período de conflito de 0
01:27,25 ponto percentual.
01:29A economista Marisa Rocinoli, do Corecon de São Paulo, analisa aqui na Jovem Pan esse novo corte na taxa básica
01:38de juros.
01:38Nós podemos avaliar como algo bastante positivo para o setor produtivo, um custo menor do uso de capital de terceiros,
01:48podemos avaliar como positivo para o consumidor.
01:53Gostaríamos de uma redução maior, mas é claro, ainda existe toda uma preocupação,
01:59seja com o endividamento privado, seja com a inflação e agora o adicional que é a preocupação com o cenário
02:08econômico internacional.
02:09Enquanto o Copom, na chamada Super Quarta, cortou a Selic em 0,25 ponto percentual,
02:16o FED, o Banco Central Norte-Americano, foi mais cauteloso,
02:20manteve a taxa de juros entre 3,5 e 3,75% ao ano.
02:28A justificativa foi justamente a guerra e suas consequências para a economia dos Estados Unidos
02:36e também para a economia global.
02:39Pedro Menegon, economista-chefe da Menegon Capital,
02:45analisa aqui na Jovem Pan o corte na Selic e a manutenção dos juros norte-americanos.
02:51Se lá nos Estados Unidos a decisão foi de manutenção da taxa motivada pelos núcleos de inflação,
02:56aqui nós deixamos de olhar para o núcleo e o corte foi motivado pela trajetória da inflação.
03:01Então nós vemos a perda de momento no setor de serviços e a demanda agregada pressionando cada vez menos,
03:07o que gera uma contração no hiato do produto suficientemente significativa
03:11para que a gente possa ter esse corte de juros.
03:14Valendo lembrar que o Banco Central é extremamente condicionado a dados,
03:18ou seja, ele vai a qualquer momento poder revisar essa decisão de política monetária
03:24se as condições forem diferentes das atuais.
03:27Antes da guerra entre Estados Unidos e Irã, o mercado financeiro acreditava que a taxa Selic
03:32poderia fechar o ano de 2026 na casa dos 12%,
03:36mas a falta de perspectiva de sessão de interrupção do conflito
03:43trouxe um certo grau de pessimismo aos analistas e especialistas.
03:49Eles acreditam que a taxa vai continuar caindo,
03:52só que de forma mais lenta e gradual.
03:55Por isso, agora a aposta é que a Selic, no final deste ano,
04:00esteja em um patamar de 13% ao ano do Rio.
04:06Rodrigo Viga.
04:09Denise Campos de Toledo analisa que a Superquarta confirma esse cenário de cautela
04:14com o corte modesto da Selic e a manutenção dos juros nos Estados Unidos
04:18em meio a incertezas globais. Confira.
04:22A Superquarta veio em linha com o esperado.
04:24No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano,
04:30mesmo a dosagem da reunião de março.
04:32Nos Estados Unidos, o Fed, na última reunião sob presidência de Jerome Powell,
04:37manteve os juros pela terceira vez na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano.
04:44Persistem as preocupações quanto ao impacto da guerra,
04:46sobre a inflação, a atividade,
04:49sem perspectiva quanto à duração, extensão e desdobramentos do conflito,
04:54como colocou o Copom.
04:55O comitê reconhece os sinais de desaceleração de atividade,
04:59mas ainda com resiliência do mercado de trabalho e piora das projeções de inflação,
05:04embora tenha a previsão própria de 3,5% no quarto trimestre de 2027,
05:09o horizonte de referência.
05:11Daí a avaliação de que o corte é compatível com o objetivo de fazer com que a inflação
05:16convirja para a meta.
05:17Mas ainda vê riscos elevados, tanto de alta como de baixa.
05:20Baixa pela possibilidade de uma desaceleração global mais intensa,
05:25impactando preços de commodities ou pela desaceleração da atividade doméstica.
05:29Afinal, a política de juros segue contracionista e pode ter impacto maior no ritmo da economia.
05:36Mais uma vez, também relacionou a cautela à questão fiscal
05:39e o quanto a evolução das contas públicas pode impactar a própria política monetária
05:44e os ativos financeiros.
05:46Não se analisou os futuros passos que devem ser definidos com base em informações
05:50que tragam maior clareza de cenário.
05:52É isso.
05:53Seguimos com juros elevados na expectativa de mudanças,
05:56especialmente no cenário externo,
05:58que possam reverter a atual piora da evolução da inflação e das projeções.
06:03Ponto fundamental para a flexibilização dos juros.
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