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O economista-chefe da MA7 Negócios, Vinícius Prado, avalia que a manutenção da taxa Selic em 15% mantém o Brasil com o segundo maior juro real do mundo. Segundo ele, o cenário reflete incertezas fiscais, risco eleitoral em 2026 e o embate entre governo e Banco Central.

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Transcrição
00:00Agora sim, vamos voltar a conversar com o Vinícius Prado, que é economista-chefe da MA7 Negócios,
00:07para a gente entender um pouco esse cenário da economia.
00:10E o que significa, Vinícius, o Brasil ainda continuar nesse segundo lugar do ranking,
00:17como o maior juros depois da decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano.
00:26Era uma expectativa de cortes do mercado, mas que se manteve ainda nesse mesmo patamar.
00:34Perfeito. Bom, quando a gente olha a manutenção da taxa de juros pelo Copom,
00:39traz para a gente realmente um arrefecimento na economia a longo prazo.
00:44Então, essa manutenção vem visando um controle por parte do Copom na inflação.
00:52Só que, quando a gente analisa esse cenário, nós vemos dois lados.
00:56Um por parte do Copom e um por parte do governo.
00:59O governo vem falando que realmente seus gastos vêm diminuindo.
01:02O que traz realmente um cenário mais difícil de se analisar sobre a dívida pública do Brasil
01:09seria realmente o aumento e a manutenção da taxa de juros do Brasil.
01:14O que cada vez um ponto percentual a mais, ali pela decisão do Copom,
01:19aumenta ainda mais o endividamento do Brasil.
01:22Só que, quando a gente analisa essa taxa de juros real, o Brasil como segundo maior,
01:28nós temos que entender os pares e o que está acontecendo nesses pares.
01:32Então, por exemplo, a gente vê em primeiro no ranking a Turquia liderando ali com 10,3% de juros real.
01:38O que é um juros real?
01:40O juros real seria realmente quanto o seu dinheiro aumenta, basicamente o poder aquisitivo,
01:46menos a inflação, quanto o seu dinheiro diminui.
01:49Esse é o juros real.
01:51Então, quando a gente analisa isso, a gente tem que entender que países que apresentam
01:55uma taxa de juros real muito alta devem sim ter algo interno que causa isso.
02:02E a gente tem que olhar realmente o que causa isso no Brasil.
02:06Como exemplo disso, olhando também os pares, o que causa esse aumento de taxa de juros,
02:10o Brasil é muito claro.
02:12A gente vê uma indecisão muito grande em 2026 por parte de eleições,
02:16por parte de diminuição do risco fiscal e falando sobre os gastos públicos,
02:22que a gente exige, o mercado vem pressionando o governo para uma diminuição dos seus gastos públicos
02:28para conseguir sim controlar a economia.
02:31Já o Copom vem de outro lado, falando que a manutenção está factível
02:36conforme os indexadores que apresentam o macroeconômico do Brasil.
02:41E isso traz um embate muito grande interno.
02:45Então, ao analisar os pares, a gente vê que não passa um cenário muito parecido com o Brasil.
02:51E o Brasil, a gente vê dois lados, duas posições.
02:54Um pelo governo e um pelo Copom.
02:56E ainda em 2026, quando bem difícil de se imaginar o que pode acontecer.
03:00Isso tudo traz para a gente um pagamento de risco maior.
03:03Ou seja, para aqueles que querem tomar dívida, deve-se pagar ainda mais.
03:08O que encarece muito mais a economia e trava, sim, o empreendedor, o microempreendedor e os empresários.
03:15E aí a gente vê uma economia desacelerar, que é o que a gente começa a ver agora no fim de 2025.
03:22Olá, Vinícius.
03:23A gente sabe, como você bem disse, a aproximação do ano eleitoral vai dominando todas as discussões
03:29no campo político, no campo econômico.
03:32O governo também começou criticando Roberto Campos Neto, que ele era o grande vilão da economia,
03:38não autorizava essa retomada econômica, que ele segurava tudo.
03:43Ele passou a condução para Gabriel Galípolo, indicado pelo PT.
03:48E, recentemente, ele falou, faria o que o Gabriel Galípolo está fazendo.
03:51Ele está seguindo a mesma política que a minha.
03:53A leitura dele é essa.
03:54O problema é justamente esse lado da eleição.
03:56Vai começar essa pressão política cada vez maior, onde se fala, então, o ano eleitoral vai começar a cair os juros.
04:03Porque tem todo esse componente, como você falou, evidentemente, na questão econômica, afeta a questão de empréstimos, de financiamentos, evidentemente.
04:14Exato.
04:16Quando a gente vê 2026, com a eleição sendo ali em vista nos primeiros meses de 2026, pensando num corte de juros já anunciado, talvez ali pelo Copom,
04:30a gente vê um cenário muito conturbado.
04:33Os investidores ficam bem receosos, a gente passava ali agora por novembro, com um estado mais ok pelos investidores de risco, que começaram a sair alguns dados positivos.
04:46Porém, agora, no final de 2025, a gente já vê um cenário totalmente alternativo.
04:51Por quê?
04:52Isso também está muito ligado com o exterior.
04:54A gente vê os Estados Unidos também não passando por bons indicadores, o que traz ainda mais o Brasil como uma via de investimento estrangeiro.
05:04Porém, até o estrangeiro no Brasil vê como um 2026 muito cauteloso, principalmente por conta das eleições.
05:12E também sobre essa questão de qual que é o problema, de quem que é o problema.
05:16É do governo ou é do Copom que não abaixa a Selic?
05:19Então, a gente até não ver esse desenrolar realmente ali um posicionamento firme de ambos os lados, a gente vai ver essa névoa.
05:28A gente não consegue prever o próximo passo do qual que vai ser realmente a decisão do Copom ou a decisão do governo.
05:36Porque o governo, por exemplo, fala que a dívida cresce sim porque o Copom não tem a taxa de juros.
05:42Já o Copom acaba esclarecendo que essa dívida aumenta por conta realmente dos gastos públicos.
05:49E baixa arrecadação.
05:50Então, até a gente ver um desenrolar dessa história e também após as eleições de 2026, acredito que seja realmente um começar de ano bem conturbado.
06:00Como você mesmo falou, as eleições é o marco-chave ali para 2026.
06:05E também a presença de alguns poderes políticos para resolver esse problema que vem aí sendo encebado, eu diria.
06:12Tanto os dois lados desses poderes e a gente não vê realmente um desenrolar dessa história.
06:19O que acaba sobrando muito pelo investidor, para o investidor no caso.
06:23Também para os microempreendedores com a tomada de crédito mais caro.
06:27E para todos aqueles que gostariam de se financiar um pouco sendo alavancado tomando crédito.
06:33E isso encarece muito mais esse cenário que arrefece a economia, como a gente começa a ver agora no final de 2025.
06:40Sim.
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