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Representantes da indústria avaliaram que o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, promovido pelo Banco Central do Brasil, foi insuficiente para reverter os efeitos da política monetária restritiva. Com os juros em 14,75% ao ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que o nível ainda limita investimentos, encarece o crédito e mantém a atividade econômica pressionada no Brasil. Segundo a entidade, a medida não deve destravar a economia no curto prazo. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00A decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual
00:05foi recebida com críticas por diferentes setores da Núbia Braga.
00:10É claro que o setor produtivo queria mais.
00:13É isso? Bom dia, bem-vinda.
00:17Oi, Bia. Bom dia pra você, bom dia a todos.
00:21Exatamente isso. O setor produtivo achou que foi uma decisão correta,
00:25mas insuficiente pra tirar ali os entraves do crescimento da economia.
00:32Pra gente ter uma ideia, segundo a Confederação Nacional da Indústria,
00:36o corte não é capaz de interromper o que eles dizem em relação à desaceleração da atividade,
00:42destravar investimentos e ainda mais na questão de aliviar o endividamento das famílias.
00:49Nessa nota divulgada pela CNI, a gente tem um trecho,
00:54segundo o presidente Ricardo Albão, abre aspas,
00:59essa cautela do Banco Central ainda é excessiva
01:01e seguirá penalizando ainda mais nossa economia, fecha aspas.
01:06De acordo com a Confederação, esses dados recentes reforçam
01:09esse diagnóstico de dificuldade pra acelerar de volta a economia.
01:14A inflação acumulada nos últimos 12 meses desacelerou
01:18e aí as projeções seguem dentro da meta,
01:21enquanto a taxa real permanece elevada acima do considerado nível ali neutro.
01:28De acordo com a Fecomércio, ele avaliou, a Fecomércio avalia que
01:33o início do ciclo de queda ocorreu em meio a incertezas internas e externas,
01:37o que limitou então a intensidade desse corte.
01:41Aí a gente também tem um trecho da nota divulgada, abre aspas.
01:44O ciclo de redução da Selic começou, mas a duração e a intensidade dos cortes
01:49são cada vez mais incertas, fecha aspas.
01:54Então esse cenário de incerteza global, da guerra ainda,
01:57o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel,
02:00elevou o preço do petróleo e aumentou os riscos inflacionários.
02:04No modo geral, as centrais sindicais também fizeram ali,
02:08divulgaram notas fazendo manifestações em relação a essa decisão
02:11por parte então do Copom, críticas dizendo que justamente a redução foi muito pequena
02:20e com isso as famílias continuam sendo prejudicadas.
02:23No modo geral, então, para a gente ter uma ideia,
02:25a indústria, comércio e os trabalhadores avaliam a redução
02:29de que ela precisa ser mais intensa em relação aos juros,
02:33é vista como essencial essa redução para reativar a economia,
02:37estimular investimentos e, claro, reduzir o preço, o peso do endividamento
02:44das famílias brasileiras.
02:46Volto com vocês.
02:47Vamos lá conversar com o nosso Alan Gani, então, sobre essa expectativa do mercado.
02:51E, bom, Gani, não dá para dizer que o mercado não esperava.
02:54Num primeiro momento esperava 0,5, depois, diante do conflito no Oriente Médio,
02:58todo mundo já começou a mudar um pouquinho o radar e entender que esse corte não seria desse tamanho.
03:03Como é que você avalia a maneira como esses setores recebem a decisão do Banco Central?
03:08Olha, bom dia.
03:08Bom dia, bom dia, Evandro.
03:10Bom dia a toda audiência.
03:11É claro que os setores não gostaram, porque um corte de 0,25 pontos percentuais...
03:16Tímido, né?
03:16Muito tímido.
03:17Coloca a taxa Selic ainda num patamar muito elevado, 14,75%.
03:22Agora, não teria como ser diferente diante das incertezas por conta do conflito no Oriente Médio.
03:29O Banco Central, ele traz o cenário de referência utilizado ali para as suas projeções e calibragem da taxa de
03:37juros.
03:38Então, para 2026, o Banco Central aposta numa inflação de 3,9% de acordo com os seus modelos.
03:46Os preços livres, aqueles que não são controlados pelo governo, né?
03:51Preço de alimentos, 3,7% em média de inflação, enquanto os preços administrados pelo governo,
03:59passagem de ônibus, gasolina, energia elétrica, 4,3%.
04:04Para o terceiro trimestre de 2027, porque ele tem que olhar a inflação futura para tomar a decisão da taxa
04:13de juros,
04:13aí a inflação desaceleraria para 3,3%, nos preços livres 3,3% e uma queda aí da inflação para
04:22os administrados expressiva de 3,2%, né?
04:25Indo para 3,2%, Evandro.
04:29Agora, ô Gani, esses números aqui, eles trazem um cenário muito distante.
04:34A chance de se confirmarem é grande ou o mercado e o Banco Central atuam com isso exatamente para conseguir
04:42tomar qualquer decisão relacionada à taxa básica de juros?
04:44Eu ficaria com a primeira opção.
04:46É um cenário muito distante, então é apenas um guia e uma referência, mas as novas informações são incorporadas no
04:55modelo.
04:55O próprio Banco Central fala sobre isso dizendo o seguinte, olha, a próxima decisão de corte da taxa de juros
05:04ou de manutenção vai depender do que vai acontecer no Oriente Médio.
05:09Então, ele não contratou nenhum corte.
05:13Ele está esperando basicamente a resolução do conflito.
05:18Inclusive, ele começa o comunicado dizendo exatamente isso.
05:22Olha, com o conflito no Oriente Médio, as incertezas aumentaram bastante.
05:27Valeu, Gani. Até já.
05:28Até.

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