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Debate esclarece os limites da relação afetiva e a manutenção da hierarquia dentro do ambiente doméstico.
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Transcrição
00:00Vamos para o nosso assunto do dia. Hoje o bate-papo vai render, eu sei que aí na sua casa,
00:04você com a sua família tem a sua opinião sobre isso, então compartilha com a gente, viu?
00:09Pais e filhos, amigos ou autoridade dentro de casa? Uma coisa influencia na outra, mas até que ponto essa relação
00:19entre pai, mãe, filhos pode ser de amizade, hein?
00:24Ser próximo, conversar, ter confiança, tudo isso a gente sabe que é fundamental, mas e na hora de impor os
00:32limites, hein?
00:33A gente está falando de crianças, de adolescentes, na hora de dizer não, será que quando os pais viram amigos,
00:41alguma coisa se perde no caminho?
00:44O que você acha sobre isso? Você é do time que pai e mãe não tem que ser amigo de
00:48filho e de filha?
00:48É uma relação diferente, é autoridade? Ou não, o contrário, você acha que dá para ir levando essa relação com
00:56muita amizade, com muito diálogo, com muita conversa?
01:01Ai, ai, ai, cada família tem sua dinâmica, né? Vamos entender como é que funciona isso.
01:06Eu estou aqui com Vander Marques, psicanalista clínico familiar e infantil. Bem-vindo, bom dia para você.
01:13Bom dia, Bruna, gratidão.
01:15Obrigada a você pela presença. E aqui com a gente também, Arine Melo, junto com Miguel. Bem-vindos.
01:22Obrigada.
01:23Miguel tem sete anos.
01:25Sete anos.
01:25Então deixa eu começar com vocês aqui, mãe e filho, você tem outro filhote também?
01:30Tenho.
01:30Dezessete anos.
01:31Então você tem ali os extremos, dezessete e sete anos, né?
01:35Duas fases aí extremas. Como é que é a relação... Começar com o Miguel.
01:39Miguel, vai lá, Miguel.
01:40Miguel, me conta. Como é que é a relação da sua mãe com você dentro de casa? Rola ali uma
01:46briga de vez em quando? Ou é mais de conversar? Conta pra gente.
01:52É bom. Porque quando precisa, quando alguém faz alguma coisa errada lá em casa, aí é bom confessar antes de
02:07fazer alguma coisa.
02:08E normalmente sua mãe conversa antes ou ela já parte pro brigueiro logo?
02:17Sinceridade, Miguel. Vai, conta pra gente.
02:20O primeiro é conversar. Depois...
02:25Depois se a conversa não resolver, Miguel, o que que acontece?
02:29Aí já rola a briga.
02:30Já rola uma briga, né?
02:31Mas o que que você faz, Miguel, que sua mãe precisa brigar com você? Me dá um exemplo. Você é
02:36um menino bonzinho.
02:37É, como quando eu faço alguma coisa e minha mãe não coça, aí chá mete eu no palco.
02:47Tipo o que, assim? Você tem o costume de brincar na sala?
02:50Tipo o que que você faz, assim? Que eu fico brava, que eu olho pra você e falo, Miguel, Miguel.
02:56Tipo...
02:57Andar de patinete na sala.
02:58Não pode andar de patinete na sala. Não pode, Miguel.
03:02É, sim.
03:03Mas de vez em quando você esquece e acaba andando.
03:06Tipo hoje de manhã, isso aconteceu.
03:08É, umas seis da manhã.
03:10Imagina que coisa linda, andando de patinete na sala.
03:14Mas, gente, olha que legal.
03:15Miguel foi super sincero.
03:16A Nina e mamãe, você primeiro conversa e depois dá o pau.
03:20Ele falou.
03:21É, tá parecendo as nossas fotos, ó.
03:25Você, seu irmão, vocês no momento ali de diversão.
03:28Que legal, né?
03:30Conta pra gente, Jari, como é que é?
03:32Então, assim, como a gente conversou aqui, né?
03:34São dois extremos, né?
03:35Eu fui mãe primeiro aos 19 e depois aos 29.
03:38Então, isso também muda muito quem eu fui, né?
03:41Então, assim, a mesma mãe, a mesma pessoa, mas uma mãe completamente diferente, né?
03:49Até pelos estágios da vida, assim.
03:51Então, eu fui mais rígida com o mais velho, com o Fernando, do que eu sou com ele.
03:55É mesmo.
03:56Então, assim, a postura até que a gente adota pela visão de vida também muda muito.
04:00Mas eu tento adotar o máximo de que eles entendam o porquê que aquilo tá acontecendo, sabe?
04:06É explicar porquê que aquilo é errado ou até porquê eu tomei determinada atitude.
04:13Claro que, às vezes, a gente...
04:14Ou o momento da correria, você acaba sendo mais ríspido do que você gostaria de ser, né?
04:19Acontece.
04:20Mas é rígico e tal.
04:21Sim, lógico.
04:21Então, e até uma correção pra gente mesmo, depois a gente vai avaliar.
04:25Poxa, não era pra eu ter feito daquela forma.
04:28E aí, eu gosto também de fazer o caminho de volta, né?
04:31De falar assim, olha, mamãe errou aqui, não era pra ter feito assim e tal.
04:35Mas fica atento nisso também, não faz mais isso, não faz mais aquilo e tal.
04:40E eu tento trabalhar dessa forma.
04:42Às vezes, eles não entendem, às vezes, eles não respeitam.
04:46E aí, a gente precisa tomar outras atitudes.
04:48Mas eu tento ir equilibrando, né?
04:51Essas duas relações, assim, de proximidade, de diálogo, mas também de autoridade.
04:58Falo, peraí, se não tiver jeito, eu vou precisar tomar um outro espaço, me impor aqui.
05:03Como é que é a sua relação com o seu mais velho, em relação...
05:06Que é uma fase, assim, 17 anos, né?
05:09Muita coisa acontecendo em relação a essa amizade.
05:12Ele tem essa liberdade de contar tudo o que acontece na vida dele, essa abertura.
05:17Ou não, tem coisa que você prefere não saber.
05:20Como é que é isso?
05:21É engraçado, porque, assim, até apareceu uma foto ali que a gente tá com um monte de flamenguista, né?
05:25Eu sou muito flamenguista, sou muito apaixonada por futebol.
05:28E Brasil.
05:29E Brasil, claro.
05:31E os meus filhos, eles têm o meu time, né?
05:34Porque o pai tem um outro time.
05:35E aí, a gente tem essa relação de eles entram nas minhas amizades, tanto mais velho quanto mais novo.
05:45Mas, a gente fica nessa questão também, assim.
05:49Eu sempre deixei muito aberto o Fernando pra ele falar o que ele quisesse comigo.
05:52Desde a advertência na escola, por exemplo, de alguma coisa que ele tenha feito errado.
05:56Eu falei, não, nós vamos ajustar juntos isso aí.
05:59Tá errado?
06:00Tá.
06:00Tá errado.
06:01Se a gente precisar ter alguma atitude de correção, vamos ter.
06:04Você vai entender por que que tá tendo.
06:07Mas, fala comigo.
06:09Eu não quero descobrir.
06:10Porque eu acho que quando você descobre, parece que você tem uma relação de rompimento, de confiança ali.
06:17De que não houve uma conexão ali mesmo, né?
06:20Uma honestidade de um com o outro.
06:22Agora, quando alguém tem a abertura de falar com você, você fala, poxa, eu tenho confiança.
06:27Eu sei que eu posso ter errado, mas ela vai me amar ainda que eu tenha errado.
06:32É um ambiente seguro, né?
06:33É um ambiente seguro, entendeu?
06:34Não fica com medo, né?
06:35De contar o que aconteceu.
06:36Exatamente.
06:37Eu tento fazer isso com o Fernando.
06:38Claro que com 17 anos, ele me testa já há um bom tempo.
06:43Gerações bem distintas, né?
06:45Nossa.
06:48Seu irmão gosta de testar a minha paciência, né, Fernando?
06:52Mas, ele puxa a minha doceja, eu puxa a dele.
06:54É, ele puxa a sua bochecha, você puxa a dele, fica aquela coisa, né?
06:58Aquela confusão.
06:59E ele puxa a minha, como ele fez, eu desligo o celular dele.
07:02Aí você desliga o celular dele, que você também toma uma atitude, né, Miguel?
07:06Fica um pouco na implicância ali, você com o seu irmão?
07:08Aí eu pego o celular dele, se ligo, faço o senho, e fico assim, assistindo o seu senho.
07:13Aí a mamãe entra brava, né?
07:15Para!
07:16Como que a mamãe fica tranquila assim?
07:18Essa diferença de idade.
07:20Exatamente.
07:21Mas aí eu tento equilibrar isso aí.
07:23O mãe, se ele quiser o celular dele, por que ele tá puxando o meu seu senho?
07:27Porque ele que começou, né, Miguel?
07:29Vamos deixar claro isso aqui.
07:30Então, os dois vão amanhã.
07:32Vai sobrar pros dois, né, Miguel?
07:34Vai sobrar pros dois.
07:35Não, dê conta pra gente.
07:37A gente tá vendo aqui um exemplo claro, né?
07:39Dois extremos, duas idades diferentes, né?
07:42Ela se admitiu pra gente que você teve ali atitudes diferentes, com um um pouco mais
07:48rígido, agora com o outro.
07:50Como é que é isso, dentro de casa, pra quem tá assistindo a gente?
07:53Que bom que o mais velho dela tem essa liberdade, né, de contar as coisas.
07:58Mas isso não tira a autoridade dela.
07:59Ela tá contando pra gente que ela pega firme quando tem que pegar.
08:02Sim, sim, sim.
08:04E é assim mesmo?
08:05Essa relação, ela é importante, ela é ter segurança.
08:08A neurociência fala que o cérebro da criança, ele desenvolve muito melhor num ambiente seguro.
08:14Independente das idades, né?
08:16Mas o cérebro da criança, ele é desenvolvido primeiramente num ambiente seguro.
08:20E quando a gente vem pro tema que é amizade, eu costumo falar assim, quando você tá num
08:24lugar que você não conhece ninguém, você fica segura ou fica insegura?
08:28Seguro com certeza.
08:29Porque você não tem ninguém.
08:30Agora, quando você tá num ambiente amigo, um monte de flamenguista, você tem liberdade,
08:34você tem segurança onde você está.
08:36Então, o primeiro passo aqui pra gente entender essa conversa sobre amizade, é que a amizade
08:41real, verdadeira, promove pra nossa criança um ambiente seguro.
08:45E uma criança num ambiente seguro, ela tem a probabilidade de ter um equilíbrio emocional,
08:53né?
08:53Porque o cérebro dele não vai estar em constante alerta, né?
08:56De ansiedade, de medo.
08:58Tá num ambiente seguro, né?
08:59E quando a gente fala de gerações, não tem tanta dificuldade, né?
09:04A comunicação é diferente.
09:05Eu falo muito sobre comunicação entre pais e filhos, né?
09:08Nós viemos de uma geração diferente, Bruno.
09:10Sim.
09:11Nossos pais, outra criação, né?
09:13Totalmente diferente.
09:13Eu faço uma brincadeira que todo mundo que me conhece sabe.
09:15Gente, quem comeu farinha com açúcar?
09:18Nossa.
09:18Não é verdade?
09:19Agora, vai dar isso pros nossos filhos?
09:21Não.
09:21A comunicação é totalmente diferente.
09:24A gente consegue sim se conectar e sermos amigos.
09:27Só que, pra finalizar minha fala aqui nesse momento, a amizade, ela tem um equilíbrio.
09:35A amizade, ela não pode ser uma amizade que mostre pro seu filho que é uma relação de igualdade.
09:40Não.
09:40É isso.
09:41Você precisa imputar a autoridade.
09:43Nós somos muito...
09:44Eu tenho um filhão de 15 anos, nós somos amigos, mas ele precisa entender os limites.
09:49Ele é meu amigo, ele não é meu colega.
09:52Então, ele pode contar comigo.
09:52Então, a amizade é ótima na relação familiar.
09:57Porque, na maioria das vezes, todos os problemas da nossa vida desagam onde?
10:01Dentro do ambiente familiar.
10:02Em que momento que isso...
10:04A linha pode ser tendo, dependendo da maneira como a pessoa vai conduzindo isso.
10:09Em que momento que isso pode, de repente, se perder?
10:13Pode se tornar, de repente, um problema dentro de casa do adolescente ou da criança confundir essa relação, por exemplo?
10:20Muito bom.
10:21Bom, tem uma frase que eu sempre trago pra mim, que é...
10:24Quando a necessidade é atendida, a conexão acontece.
10:30Olha, a Ali...
10:34Seu nome é?
10:35Arine.
10:35Arine.
10:36Por exemplo, a Arine, ela tem um filho de 17.
10:39E tem o Miguel de 7.
10:42As necessidades do seu filho de 17 é uma.
10:46Sim.
10:46E as necessidades do seu filho de 7 são totalmente outras.
10:50Então, nós, como pais, nós precisamos entender a necessidade que nossos filhos estão passando naquele momento.
10:56Porque, se eu quiser suprir as necessidades do meu filho de 15 anos, da maneira que eu vou suprir da
11:03minha filha de 11, que é a Isabelle, isso vai dar certo.
11:07Não vai dar certo.
11:07Ou eu vou ser autoritário, ou eu vou ser um cara legalista.
11:11Não, pode fazer isso, pode fazer aquilo.
11:12Não tem como.
11:13É esse o momento que a gente precisa identificar a realidade do nosso filho.
11:18Qual o momento que ele está passando.
11:19Ele está naquele momento de afastamento de adolescentes.
11:23Aquele momentinho de seletividade.
11:25O Miguel não.
11:26O Miguel, se a mãe está do lado.
11:27Vocês perceberam aqui que quando você começou a perguntar pra ele, antes dele responder, ele olhava pra mãe.
11:33Porque ele estava o quê?
11:34Porque eu até evitei olhar pra ele pra que ele não se sentisse influenciado.
11:37A gente viu, ela tentou.
11:38Porque é um ambiente seguro dele, né?
11:41De uma maneira, direta e indireta, ele está buscando a afirmação da mãe.
11:46A concordância da mãe.
11:47E a gente falou, Miguel, é hora de você entregar.
11:49Entrega tudo aqui.
11:50Fica bom, tá tudo.
11:50Mas mesmo assim, o quê?
11:52Já está nele.
11:53É o filtro, faz parte do filtro dele.
11:54Deixa eu olhar pra minha mamãe e ver se essa linha de comunicação a gente precisa entender.
11:58Porque senão, realmente, ela se quebra.
12:01Em vez de você ter uma amizade, você vai criar uma inimizade.
12:04Se você for na etimologia da palavra amizade, ela tem a palavra amigo e amor.
12:10E amor, você sabe, né?
12:13Conexão, gratidão.
12:15Então, acho que essa linha, a gente precisa entender primeiro a realidade, o momento que os nossos filhos estão passando.
12:20Pra gente se conectar de uma forma correta.
12:22Ainda falou uma coisa muito pertinente, muito interessante.
12:25Prefiro, não gosto de descobrir, prefiro que me conte antes.
12:29Isso é uma coisa, quando a gente fala de amizade entre pais e filhos,
12:33que os pais tendem a falar bem assim, ó, você pode, eu quero que você me conte tudo.
12:37Lógico, é óbvio.
12:39Conta tudo pra mim, não me esconda nada.
12:40Aí o filho fez uma coisa muito errada.
12:44Vamos dar aqui algum exemplo, não sei.
12:45Nossa, isso é muito bom.
12:46Um filho adolescente foi lá numa festinha, experimentou, vamos supor, uma bebida que ele sabe que ele não pode.
12:51E aí ele conta.
12:53E aí é a hora que a mãe e o pai tem vontade de pegar e torcer o pescoço.
12:58Muito legal, né?
12:59Às vezes eu tô na clínica, aí a mãe, às vezes eu tô na clínica, aí a mãe fala assim,
13:02ele falou aquilo comigo.
13:04Mas assim, eu não falei nada.
13:05Aí eu pensei assim, você não falou nada, mas a sua cara entregou.
13:07Com certeza.
13:08Entrei em pânico.
13:09Pois é.
13:10Uma das primeiras coisas que a gente aprende na escola, que a gente estuda, que é a não censura, Bruna.
13:15Assim, pensa que um dia o seu filho de 17 anos, Fernando, ele vai chegar em casa e ele precisa
13:23te falar uma coisa
13:23e você já estabeleceu esse vínculo.
13:25E ele fala, mãe, eu fiz uma coisa errada.
13:27E aí você, o quê?
13:29Como que você fez isso?
13:30É uma pessoa, toma, passei o celular.
13:32A minha filha é de 11 anos, a gente é muito conectada, Isabelle, e ela chega lá e fala, pai,
13:37você acredita?
13:38E aí eu faço aquela cara de paisagem.
13:40De paisagem.
13:41Dentro, você tá no...
13:41Por dentro, você tá assim, né?
13:43Entra o terapeuta, morra, aqui eu costumo falar, gente, eu tenho uma técnica, eu falo com a mãe, com o
13:48pai, assim, ó, vai pra Nárnia.
13:49Entra lá no guarda-roupa, respira, pensa, depois você volta, porque se você explodir, você vai fechar qualquer tipo de
13:58comunicação que seu filho pode ter com você.
14:00E aí, às vezes, o pai pergunta assim, poxa, mas eu não vou disciplinar?
14:02Lógico que você vai.
14:03Mas é mesmo, minha filha?
14:04Aí você faz aquela cara, igual as amigas, e aí, nossa, me conta esse babado.
14:09Aí vai aquele negócio, aí você respira, disfarça.
14:13Toma um suco.
14:14Pega todas as informações que você precisa.
14:15Sofre lá o seu micro ataque de pânico.
14:18Aí você volta, como quem não quer nada, em outro momento.
14:20Minha filha, me explica aqui.
14:23Como que é isso aí?
14:24Aí você devolve perguntas.
14:26Mas você acha que isso é legal?
14:28Você acha que isso vai ser bom pra você?
14:30Porque você ouviu, você acolheu, você não censurou, e você tem a possibilidade de dar uma devolutiva.
14:36Então, minha filha, por conta disso, o que é que você acha da gente passar por esse processo aqui?
14:41Ó, ó, eu acho que não foi legal.
14:44Tá vendo que ela não assimila o que ela falou pra você.
14:48Ela assimila o que aconteceu lá atrás.
14:49Então, ela vai ter...
14:50Poxa, que bom, meu pai.
14:52Minha mãe me ouviu.
14:53Ela não vai brigar comigo.
14:54Ela vai me ajudar a passar por esse momento.
14:57Então, Bruna, se eu pudesse responder essa pergunta, resumidamente, que é muito difícil, é...
15:03Censura zero.
15:04Ouça os seus filhos.
15:05Você que tá em casa, se conecte ao seu filho.
15:07Deixa ele falar no tempo certo.
15:09Aí você, de repente, vai ter alguém que vai te ajudar.
15:11Poxa, meu filho tá passando por isso, isso.
15:13Como que eu vou ajudar ele?
15:14Porque a melhor coisa que tem é quando o filho chega em casa e fala uma coisa errada que ele
15:18fez.
15:19É, você fica sabendo por ele.
15:21Agora, eu tenho um outro ponto pra colocar aqui.
15:23Tem pai e mãe raiz, principalmente a criação antiga, que tá ouvindo você falar.
15:26Lá em casa, e que tá assim, ó, comigo não era assim, ó.
15:30É verdade.
15:31Com chinelo cantado.
15:33Não tem essa de diálogo, não.
15:34Né, Miguel?
15:35Mas que história é essa?
15:36Chega contando o que fez, o que aconteceu.
15:38Eu vou dar corda pra esse marmanjo, ó.
15:41Nananina, não.
15:42Quem tem esse perfil?
15:43A gente tá falando de perfis diferentes, de famílias diferentes.
15:47Quem não consegue se controlar?
15:50O filho chega em casa falando que fez uma coisa muito errada,
15:54e a pessoa não tem essa coisa de se segurar, tem esse perfil mais explosivo.
16:00Dá pra gente intermediar isso aí, sem quebrar essa coisa da confiança com esse jovem, com essa criança?
16:08Bom, vamos falar um pouquinho de psicanálise, né?
16:11A gente dá muito o que a gente recebeu.
16:13Não é verdade?
16:14A gente dá muito o que a gente recebeu.
16:16E aí eu sempre pergunto pro pai ou a mãe que tem essa dificuldade,
16:18falo assim, olha, como que foi pra você ter um pai ou uma mãe assim?
16:22Boa.
16:22Foi bom?
16:24Nossa, doutor, não foi tão...
16:25Nossa, eu sofri demais, eu apanhava demais, e não sei o que, não sei o que.
16:28Falei, pois é, e é isso que você quer dar pro seu filho?
16:30Né?
16:30Então assim, ah, mas é difícil, então vamos nos ajudar, vamos ter uma rede de apoio,
16:34vamos fazer alguma coisa, mas se você fizer isso, ao invés de você se aproximar ao seu filho,
16:39você vai distanciar.
16:40E gente, em momento algum, eu tô tirando e eximindo aqui a responsabilidade do pai de educar,
16:45precisar de colocar de castigo, coloca, precisar corrigir, corrija.
16:49Eu não vejo problema nisso, tá?
16:51Eu acho que é necessário, sabe por quê?
16:53Porque eu trabalhei dois anos em uma casa de adolescentes em conflito com a lei.
16:57E eu consegui me conectar com eles e conversar, e por muitas vezes, Bruno, por muitas vezes,
17:03eu ouvi assim, olha, eu estou aqui, porque eu entendo que meu pai e minha mãe um dia não me
17:08corrigiram.
17:09Ou seja, eles já tinham já a consciência de que eles estavam naquele ambiente,
17:13porque de alguma maneira, lógico que uma fala outra, tá imputando ali a responsabilidade,
17:17mas a gente percebe a veracidade.
17:19Então esse pai, essa mãe que tem dificuldade, peça ajuda, peça ajuda pra gente ajudar o filho,
17:24porque eles precisam de correção, mas com inteligência emocional.
17:27Às vezes, muito do teste do adolescente, do jovem ali, é pra que o adulto, ele imponha ali o limite,
17:35né?
17:35Justamente.
17:35Assim, eu vou, mas vamos ver até onde eu posso ir, né?
17:39Faz parte de uma construção de caráter ali também, né?
17:42Tá te testando.
17:42Ó, criança, todo momento, ela tá procurando saber quem é o dono do pedaço.
17:48Por exemplo, Miguel, vou falar de você.
17:49Miguel, chega aqui, ele fica observando e ele vai procurar saber qual é a pessoa de autoridade aqui.
17:55E automaticamente, ele vai se conectar a essa pessoa, né?
17:58No caso aqui, é a mamãe pra ele.
18:00É.
18:00Não é verdade, Miguel?
18:01Não é.
18:01Quando eu falo uma coisa errada, eu conto com a minha mãe.
18:06Isso, tá vendo?
18:06Ambiente seguro.
18:07Olha que legal.
18:08Quando assim, quando que vem a mochila, a mochila ficou mais abaixo.
18:13É.
18:13Aí, quando eu fui contando a minha mãe, qual é a mochila pra me contar, é a minha mãe.
18:19Então, eu contei.
18:20Tá vendo?
18:21Você contou.
18:22Então, você teve medo de contar pra sua mãe?
18:24Não.
18:24Não, porque sua mãe promove pra você um ambiente seguro.
18:27Então, vai ser sua vida toda.
18:28A criança, ela sempre procura.
18:30Repito, você viu como é que ele olha pra ela?
18:32Tudo vai falar?
18:33Sim.
18:33Porque é um ambiente seguro.
18:34E a criança, os nossos filhos, adolescentes, precisam ter esse ambiente seguro.
18:38Com certeza.
18:38Vamos conhecer rapidamente.
18:39Nosso tempo tá quase acabando.
18:41Mas a Solange é mãe da Amanda, de 15 anos.
18:43Tá aí no meio termo também.
18:45Elas têm uma relação de amizade, mas nem por isso.
18:47Respeito e autoridade se perdem no caminho.
18:50Vamos ver.
18:50Diz aí, Solange.
18:52Então, meu relacionamento com a minha filha, ele é bem tranquilo.
18:56A gente tem uma relação de amizade, mas também de autoridade como mãe.
19:01Nós saímos juntos, passeamos, conversamos sobre tudo.
19:05Ela adora chegar da escola e me contar todos os assuntos, o que acontece lá com os amigos.
19:12Eu sempre tô de prontidão a ouvir, a aconselhar.
19:16Mas quando eu tenho que usar a minha autoridade como mãe, chamar atenção, brigar, muitas vezes,
19:23ela consegue diferenciar uma parte da gente ser amiga e de ser mãe.
19:30Então, isso não atrapalha o nosso relacionamento.
19:36Que incrível, que bacana isso, né?
19:38Mãe, filha.
19:39E aí pode acontecer isso, né?
19:41De repente, o filho ter mais afinidade com uma mãe, ter mais liberdade ou a filha com um pai e
19:47vice-versa.
19:47Faz parte também no jogo?
19:49Normal, normal.
19:50Essa conexão faz parte, sim.
19:51É bom que os pais entendam isso.
19:53Legal.
19:53Não é preferência, afinidade, né?
19:55Não, afinidade.
19:56É boa, afirma.
19:57E super normal a menina se conectar à mãe e o menino se conectar ao pai.
20:00E o menino se conectar ao pai.
20:01Tudo bem.
20:01Mostra pra gente aqui, a gente tá quase finalizando.
20:04Toda essa conversa aqui, esse bate-papo, tem lançamento de livro chegando, né?
20:08Tem, lançamento de livro.
20:09Aqui, ó.
20:10Dia 9 do 7, nós vamos lançar esse livro aqui, que é um manual, gente, prático,
20:15pra ajudar você a se conectar ao seu filho e criar o seu filho com resiliência emocional.
20:20E é prático mesmo de escrever.
20:22Eu, como psicanalista, coloco ali pra você colocar as suas questões pra fora.
20:26Ajudo na prática você a se conectar aos seus filhos.
20:29Então, acompanha a gente nas redes sociais.
20:32E você vai saber direitinho, mas eu sei dia 9 do 7, o lançamento desse livro aqui,
20:35Para Paz, Manual Antifragem.
20:37Muito legal, super útil.
20:39Ô, gente, olha só, tá na hora de encerrar.
20:41Que bate-papo gostoso.
20:43Arine, obrigada.
20:45E aí
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