00:00Vamos começar falando de um reconhecimento de uma doença fibromialgia como deficiência
00:05e a possibilidade, gente, de afastamento do trabalho.
00:09Isso já está valendo, viu?
00:11Essa doença atinge 5% da população no mundo e as mulheres são as mais afetadas.
00:17Mas como fazer para que a doença seja reconhecida como motivo de afastamento do trabalho?
00:23A nossa equipe preparou uma reportagem. Vamos ver.
00:25Ela mostra os diversos medicamentos que usa para tentar controlar a dor.
00:30Já são mais de 10 anos convivendo com sintomas que aparecem em diversas partes do corpo e sem uma explicação simples.
00:38Hoje, quando ela ataca, igual essa semana, ela ataca primeiramente na coluna.
00:44E aí ela vai irradiando para as pernas, aí o braço, você vai perdendo aquela mobilidade que a gente tem,
00:52porque a dor é intensa. Então você toma uma medicação, ela alivia um pouco, mas não alivia por completo.
01:00Giovana conta que as dores começaram na vida adulta e chegaram a um ponto tão intenso
01:05que em algumas crises ela não conseguia nem andar.
01:08Já fiquei internada por uma semana no Jaime, no começo, porque eu perdi os movimentos da perna, das pernas, né?
01:15Aí eles acharam que era neurológico. E aí eu fiz ressonância, tomografia, fiz todos os exames lá dentro.
01:23E aí eu não conseguia andar, porque a dor era muito intensa.
01:28Lá eu cheguei a tomar morfina por causa da dor.
01:31E aí eles suspeitaram da fibromialgia, porque nos exames de imagem, de sangue, nada detectava.
01:38Cerca de 70 a 90% das pessoas com fibromialgia são mulheres, entre 30 e 60 anos.
01:46A condição causa dor crônica generalizada e sintomas como fadiga, insônia, alterações de humor e dificuldades cognitivas,
01:55que impactam diretamente a rotina.
01:57A dor dela não aparece em exames, não deixa marcas, mas interfere em tudo.
02:02É a mesma realidade de milhares de brasileiros que passam anos tentando provar uma dor que é invisível.
02:07Agora, uma nova lei reconhece que a fibromialgia pode limitar a vida, o trabalho e a autonomia.
02:14O reconhecimento não é automático, mas pode garantir direitos e benefícios que são analisados pelo INSS.
02:20Essa lei prevê a criação de um programa nacional de políticas públicas de atenção integral e multiprofissional a esses pacientes,
02:29formação de recursos humanos e também o incentivo a pesquisas científicas.
02:35Além disso, essa lei também possibilita que alguns indivíduos, alguns pacientes possam ter uma equiparação à deficiência, à condição de PCD.
02:46O advogado explica que para ter acesso aos benefícios, o paciente precisa apresentar laudos médicos, histórico de tratamento e relatórios multiprofissionais
02:56que comprovem o impacto da doença na rotina e na capacidade de trabalho.
03:00Essa lei, a partir do momento que ela reconhece que o portador dessa doença é deficiente, ela abre um caminho de possibilidades,
03:07desde que ele faça concurso público, concorrendo com as cotas, isenção para compra de veículos, isenção de imposto de renda também,
03:15no caso lá da aposentadoria, várias outras possibilidades e acesso também, isso é muito importante, a direitos e benefícios de natureza previdenciária.
03:23Quando o pedido é negado, o segurado pode complementar as provas, pedir a reanálise do INSS e, em última instância, recorrer à justiça.
03:32A dor não aparece nos exames, mas agora aparece na lei.
03:36Um avanço que transforma sofrimento em reconhecimento e cria novas possibilidades de proteção para quem convive diariamente com a fibromialgia.
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