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  • há 22 horas
SYANNE NENO E MAX SOUSA CONVERSARAM COM O EX-ATACANTE DO CLUBE DO REMO, "REI ARTUR" ARTUR DE OLIVEIRA E SEU FILHO, ARTUR JÚNIOR.

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Transcrição
00:05Olá pessoal, tudo bom? De salto alto eu entro em campo nesta semana para entrevistar simplesmente
00:11o maior camisa 10 azulino dos últimos tempos e um dos maiores meias armadores do futebol
00:19paraense de todos os tempos. Simplesmente estou ao lado de Rei Arthur. Chegou aqui em 91 o
00:28acriano Arthur para ser coroado rei pela torcida azulina. Arthur, um prazer enorme falar com você
00:34aqui. A minha ida a Portugal semana passada trouxe essa feliz coincidência de falarmos com o meu
00:43primo que é um grande amigo seu, com quem você atuou, que hoje é um dos olheiros do esporte. E
00:50papo vai, papo vem,
00:52eu postando, fazendo minhas postagens lá do jogo da Champions entre esporte e arsenal. O Arthur veio
00:58fazer um comentário na minha foto e perguntei, Arthur, vem para o meu programa. E aqui, cá ele está, o
01:05grande
01:05Rei Arthur para bater esse papo com a gente. Aqui ao meu lado, Maxi Souza, substituindo o grande Rodolfo,
01:12que está em missão azulina pelo Brasil. Maxi, um prazer tê-lo aqui. E entrevistando essa grande
01:19personalidade, imagino que pela sua idade você não deva ter visto o Arthur atuar como jogador,
01:26mas como treinador deve ter acompanhado muito a carreira dele. É verdade, é um prazer muito grande
01:31estar ao teu lado, ao lado dessas duas feras, o Arthur, seu filho. Sim, o Arthur Júnior, o Arthur trouxe
01:38o
01:38filho Arthur Júnior aqui, que veio acompanhando o pai para assistir a Remy Vasco. E o Arthur Júnior teve essa
01:46enorme felicidade de presenciar mais uma vez a idolatria da torcida do Remo pelo Arthur. E imagino
01:52o orgulho dele, é sobre isso que a gente vai conversar daqui a pouco. É só o início da nossa
01:56conversa por aqui, né, Maxi? Então é isso, tem muito assunto pela frente, né? E eu estou, assim,
02:00realizado ao lado de Sanin, né, no Arthur. Então, estou aqui em êxtase, mas tendo que me controlar
02:05para bater um papo com todos vocês. Arthur, conta pra gente como é que foi essa decisão de vir
02:10para a Remy Vasco. Você também é torcedor do Vasco, né? Pois é, Luciane, primeiramente é uma honra
02:16para mim e Maxi, né? E meu filho, ele, acho que se tem uma semente que foi muito bem plantada
02:24aqui,
02:24né, foi essa, né? Meu filho, ele não me viu... Eu acho que ele lembra muito pouco, né, que ele
02:32é...
02:32Quando eu vim encerrar minha carreira em 2004 aqui, né, eu tinha
02:38decidido isso, né, que quando eu fosse
02:42parar de jogar, eu queria encerrar no Remo, né,
02:45tudo aquilo que o clube me proporcionou, né, porque foi daqui
02:49que eu saí para Portugal e eu sou muito grato
02:52ao clube por ter realizado
02:55um sonho, né, de jogar fora do Brasil, né, e o Remo me proporcionou isso.
03:00Eu não tive o privilégio de jogar
03:03na primeira divisão, né, joguemos a segunda e aí a gente conseguiu o acesso e eu fui vendido
03:10para Portugal, né, e acabei não tendo esse privilégio de jogar a primeira divisão.
03:18E aí foi uma experiência fantástica, inesquecível para mim, né, de poder assistir o jogo
03:26contra o Vasco, né, o Vasco é o meu clube de criança, né, eu sou torcedor de criança do Vasco,
03:33eu lembro que meu pai era botafoguense e ele falava, ó, meu filho tem que torcer pelo Botafogo,
03:39e aí eu acabei escolhendo o Vasco, né, e os meus amigos agora falando assim,
03:45e aí como é que foi?
03:46E foi jogar no futebol português depois, né?
03:47E foi jogar no futebol português e aí os meus amigos, Arthur, e aí tu torceu por quem?
03:51O Vasco ou o Rema, eu digo, meus amigos, meu coração foi azul, né, não torci muito,
03:57foi um jogo assim para mim marcante porque foi a primeira vez que eu assisti o jogo do lado do
04:04meu filho.
04:05E aquilo foi a primeira vez?
04:07Primeira vez, que legal.
04:09Arquibancada, arquibancada, imagina, eu peguei trânsito, eu peguei chuva.
04:14Chuva, muita chuva.
04:15Fala que foi a experiência completa.
04:16É, porque eu demorei muito para chegar lá na arquibancada, né, os torcedores ali, fotos ali.
04:22A bochecha doendo, então sorriu para tirar selfie.
04:24É, mas assim, aquele carinho, né, foi algo inesquecível para mim.
04:30No Instagram do Arthur Júnior, está repleto de vídeos deles, assim, a euforia é contagiante, assim,
04:36do filho orgulhoso pelo pai.
04:39Arthur, queria que você, Júnior, queria que você contasse como é que foi essa experiência para você.
04:44Você tinha ideia da adoração da Torcida Azulina pelo seu pai?
04:48E assim, eu acompanho muito já, né, essa questão da idolatria do torcedor, né, pelo meu pai.
04:56E, desculpa, é algo que eu, até numa parte do vídeo que eu fiz, eu comentei.
05:02Isso aqui é desde criança.
05:04Muita gente tirando foto, pô, gente que chega em mim e fala, pô, meu nome é Arthur por causa do
05:08teu pai.
05:09Sim.
05:09Só que assim, eu não me acostumo, é algo que, não me acostumo, é algo que eu realmente
05:15é sempre muito gratificante, é um orgulho muito grande, cada jogo que ele está presente.
05:20Foi a primeira vez a gente junto na arquibancada, né, do Mangueirão.
05:24Então, foi uma experiência sem palavras.
05:28A quantidade de Arthur em Belém do Pará é enorme por conta de você.
05:32Enorme, as pessoas chegam assim, é só, eles mesmos chegam assim, ó, meu nome é Arthur,
05:36em tua homenagem, né, e aí os pais chegam, né, falando assim, ó, meu filho vai ter,
05:42ó, meu filho vai nascer, vai ser o teu nome, né.
05:45Os três Arthur, Arthur que eu conheço, são todos em sua homenagem.
05:49Eu fico muito feliz, é sinal que eu fiz um trabalho legal aqui.
05:53Arthur, em 91 você veio, né, conquistou o tricampeonato pelo Remo,
05:58e em 92 conquistou o acesso, né, pelo Remo.
06:02Ou seja, aquilo que você acabou de falar, você não teve a chance de disputar uma primeira divisão.
06:07Então, por isso, acompanhar esse jogo foi tão importante pra você, né.
06:12Foi assim, porque assim, ó, imagina,
06:15em 92 eu coloquei, né, a minha, eu e o Agnaldo, o Luciano Viana,
06:22a nossa geração, colocou o Remo na primeira divisão, né.
06:26A geração boa, a geração boa, eu falo assim, eu fui muito privilegiado,
06:30porque tive a felicidade de ter vários colegas no nível elevadíssimo como jogador.
06:40E depois, 30 e 34, 34 anos depois, né.
06:45Acho que foram 33 anos, né, não, foram 32 anos.
06:48Não, 34 anos depois nós estamos jogando aí, né, a primeira divisão.
06:54E poder estar ali, né, por exemplo, assim, com o meu filho, né,
06:59que é torcedor, acho que esse acesso que o Remo teve ali,
07:05e a minha esposa, eu acho que nós ficamos muito preocupados,
07:09porque achei que ele ia ter infartar, porque foi difícil demais, né,
07:15porque o Remo não dependia só dele, né.
07:17Eu do coração já sei que eu não morro.
07:20Porque ele já era nascido?
07:21Esse agora, esse agora, esse é agora, né.
07:24Você jogou na piscina e tudo, né, foi?
07:26Quanto ano você tem, Júnior?
07:27Tenho 30.
07:2830 anos.
07:29Veio logo depois, então, né, do acesso.
07:30Foi em Portugal, é.
07:32É, porque quando eu, a minha filha, a minha filha nasceu aqui em Belém, né,
07:36que é a minha, a Girlene, que é a minha primeira filha,
07:38e ela acabou nascendo em Portugal, né,
07:41ela foi feita aqui em Belém,
07:43ia nascer em Belém, e aí eu acabei sendo vendido por Boa Vista de Portugal,
07:48e ela foi nascer em Belém, dois anos depois ele nasceu.
07:52Mas, assim, é...
07:54Foi uma experiência, assim, pra mim, inesquecível,
07:58porque hoje, talvez eu não tinha tanto entendimento, né,
08:05o carinho que o torcedor tinha por mim,
08:07e eu senti isso nesse jogo.
08:09E depois, como torcedor, eu vejo a dificuldade, sabe,
08:16o que o torcedor enfrenta pra poder ir lá torcer, sabe, pelo time.
08:24Eu acho que todo jogador, todo atleta, ele poderia se disfarçar
08:29e com a arquibancada assistir o jogo, sabe.
08:32Pra ter a exata dimensão.
08:34Dimensão e entender, sabe.
08:36As pessoas passam pra chegar ali, né.
08:37Nossa, nossa, e assim, sabe, o sofrimento ali, sabe,
08:41ele jogando e o torcedor, às vezes, ele precisa de tão pouca coisa, sabe,
08:46pra empurrar o time.
08:46E isso não é independente da divisão, né.
08:48Porque não importa a divisão, é o torcedor do rebelino.
08:51Você sabe que o Van Dijk decidiu terminar, encerrar a carreira
08:57depois daquele Pai Sanduí Boca, em Belém, da derrota contra o Boca,
09:01e que era greve de ônibus.
09:03Aquela imagem, ele conta, aquela imagem da torcida
09:06voltando a pé de casa desolada depois da eliminação
09:09foi decisiva pra ele resolver encerrar a carreira.
09:13Mas o Van Dijk e você são exemplos raros, né,
09:17de jogadores que vestem a camisa, que se identificam com o clube,
09:21quem dera, se pelo menos a maioria, 60% dos jogadores fossem assim.
09:27Por falar nisso, Arthur, você deve ter acompanhado,
09:30você assim como o Júnior, devem ter acompanhado
09:33as finais do Campeonato Paraense desse ano.
09:35Vocês acham que faltou uma maior identificação
09:39dos jogadores do Remo com a camisa azulina,
09:42enquanto os jogadores do Pai Sandu tinham a base,
09:45jogadores que apostavam naquele projeto?
09:47Eu sempre falo assim, Sérgio, eu sempre falo que
09:50o jogador paraense, ele sente mais.
09:58As pessoas falam assim, ou é diferente, por exemplo,
10:01você ter ali os atletas ali que foram criados dentro da sua casa
10:05e aí eles se identificam mais com o clube, né?
10:10Os jogadores de fora, talvez nem tenha sido a primeira opção dele, né,
10:19vir pra cá.
10:22Talvez ali, ah, pelo dinheiro, foi uma proposta melhor, né?
10:27Usar o clube como trampolim, né, uma visibilidade, só isso e nada mais.
10:30Pode ser, o jogador local, ele sente mais, assim.
10:33E eu sempre, e eu já falo isso há muitos anos, assim, ó.
10:36O jogador local, ele é pouco valorizado.
10:41Ele é pouco valorizado, porque se a gente olhasse com mais carinho,
10:46porque nós temos material humano bom aqui,
10:48eu vou dar um exemplo de um jogador do Remo.
10:50Porque eu fui ver um jogo da Copa do Brasil ano passado,
10:53e a torcida do Remo, em 20, 25 minutos de jogo,
10:58tava pegando o pé dele, que é o Cadu, o lateral direito.
11:02Hoje esse garoto tá onde?
11:04É, no Botafogo, né?
11:05Tá no Botafogo.
11:07Bom jogador.
11:08Botafogo do seu pai.
11:09Só que a gente aqui, a gente não tem tanta paciência,
11:15calma, como a gente tem para os jogadores que vêm de fora.
11:19E olha que eu vim de fora.
11:20Eu tô falando que eu vim de fora.
11:22Eu me considero paraense porque eu ganhei o título aqui de cidadão paraense,
11:26e eu amo, eu amo muito, não só Belém, mas o estado todo do Pará,
11:30porque em todos os lugares que eu fui, eu fui muito bem,
11:33muito bem acarinhado, muito bem recebido.
11:35E eu acho que falta isso para os nossos dirigentes, sabe?
11:39A gente ter um carinho mais especial para o jogador da casa, sabe?
11:46E os jogos, ele...
11:50Eu sempre falo assim que o campeonato paraense é um campeonato muito difícil de jogar.
11:54Não é qualquer um que consegue jogar o campeonato paraense.
11:59O jogador paraense, ele sabe como é, sabe?
12:03E às vezes as pessoas falam assim, às vezes é assim...
12:06Sabe o peso de um repá.
12:06É, porque às vezes o Italea, o Remo tá na primeira divisão,
12:09o Paissidor tá na terceira divisão.
12:11Isso lá no repá, não quer dizer nada.
12:13O jogador de fora se encanta com a torcida.
12:15Isso, espetáculo, né?
12:16É um sentimento diferente, né?
12:18Exato.
12:18Eu acho que ele curte mais o repá.
12:21Ele sabe da importância do repá enquanto espectador, né?
12:25Mas não tem aquele sentimento de querer fazer bonito,
12:29de saber que vai sair na rua e vai ser ovacionado ou vai ser criticado.
12:36Ele não tem essa responsabilidade.
12:38Eu posso dar um exemplo.
12:39Por exemplo, ano passado, que foi um ano catastrófico para o País Sandu,
12:43por conta do rebaixamento, foi lanterna, né?
12:45Infelizmente.
12:46Mas o Pedro Henrique, na minha opinião, o volante de 18 anos,
12:50cara, proporcionalmente falando, ele foi o melhor atleta.
12:54Ele foi o melhor atleta do País Sandu.
12:56E hoje ele comanda a equipe.
12:58E ano passado, de tanto dinheiro que o País Sandu gastou nos salários dos atletas,
13:02ele custava menos de 10 mil reais por mês.
13:04E a personalidade dele é impressionante.
13:06Ele joga muito.
13:07E a personalidade dele parece um veterano.
13:11É aquilo que eu falo assim, ó.
13:13Nós temos talentos na nossa casa.
13:15O que falta, às vezes, para eles é oportunidade.
13:20E, às vezes, o que é que me dói é que a maioria dessas oportunidades,
13:23ela só acontece quando o clube está numa situação difícil.
13:26E foi isso que aconteceu.
13:27Você está entendendo?
13:31E aí vai lá e vê que na casa dele,
13:34por isso que eu te falo,
13:35na casa dele, ele tem um material humano ali,
13:39que vai dar um retorno para ele,
13:40que não vai dar, né?
13:41Porque se ele for vendido, ele vai ter um retorno financeiro, né?
13:43E o jogador de fora não dá esse retorno financeiro para o clube.
13:48Aí tu fala assim,
13:48ah, tu é contra o jogador que vem de fora?
13:50Eu disse, não.
13:52Eu sou contra quando a gente traz um jogador de fora
13:55que, dentro da nossa casa, nós temos um jogador muito melhor.
14:00Está entendendo?
14:01Aí eu sou contra.
14:02Em 2021, o Remo subindo da C para B,
14:04subiu com, quando precisou, do Helio Borges,
14:07do Gabriel Lima.
14:08Foi um time praticamente ali,
14:10um ataque quase todo da base do Remo
14:12que conseguiu o acesso da C para B de 2021.
14:15Boa lembrança.
14:16Verdade.
14:17Agora, Arthur, na saída do Remo, em 92,
14:20você foi para Portugal.
14:21Foi.
14:22Começou no Proclista,
14:24depois foi para o Porto,
14:25que você acha que eu tenho cara esportista?
14:28Não, eu estava na torcida do esporte
14:30e eu falei que o azul ficava melhor em ti.
14:33Azul e branco.
14:34Azul e branco.
14:35Rapaz, tu sabe que a minha saída do Remo
14:37foi uma saída...
14:39Então, desculpa te interromper,
14:41só para não perder o fio da meada aqui da pergunta.
14:43Você foi campeão pelos dois clubes de Porto,
14:47que, aliás, é a minha cidade de Portugal favorita.
14:50Cidade dos meus filhos.
14:51Até mais do que Lisboa.
14:52Eu achei Porto mais encantador do que Lisboa.
14:54É diferente.
14:55Lisboa é imponente, mas não tem um encanto.
14:57Porto é Portugal.
14:59É, tem identidade.
15:01Porto é Portugal, exatamente.
15:01Tem identidade.
15:02Então, a pergunta é,
15:03você chegou a ser cogitado,
15:06para tirar a nacionalidade portuguesa?
15:07Portuguesa.
15:08Conta essa história para a gente.
15:09Primeiramente, quando eu fui para Portugal,
15:12os portugueses me viram por uma fita cassete.
15:15Na época era fita cassete.
15:17E aí, essa fita chegou no presidente do Porto,
15:20primeiro, o Pinto da Costa,
15:21que hoje já não está no nosso meio,
15:23que faleceu.
15:24E aí, o Pinto da Costa falou para o Carlos Alberto Silva,
15:26que era o treinador do Porto na época,
15:28para ele vir aqui em Belém me ver.
15:30Olha, vai ver esse garoto aí em Belém,
15:32camisa 10 do Clube do Remo.
15:33Viu uma fita dele aqui, cassete fantástica dele.
15:37Aí, o Carlos Alberto Silva,
15:38não, nós já temos o jogador e tal.
15:41Não vou perder tempo em ir lá e tal.
15:43E aí, o presidente do Boa Vista
15:44viu essa fita cassete
15:45e perguntou se eu poderia ir lá,
15:47uma semana.
15:49E aí, o Raimundo Ribeira,
15:51que era o presidente do Remo,
15:53falou assim,
15:53tem coragem de ir em Portugal.
15:57Uma semana,
15:58as pessoas querem te ver lá.
16:00Aí, eu falei, opa,
16:02na hora.
16:04Na hora.
16:05Com o garoto que jogava bola no meio da rua,
16:07ir para Portugal.
16:08Quantos anos você tinha nessa época?
16:0921 anos.
16:10Está muito novo ainda.
16:12E aí, eu...
16:13Pô, e eu estava fazendo um campeonato fantástico no Remo.
16:16Bem, decidindo.
16:17O que eu falo?
16:18Eu tive um privilégio...
16:19Era o Panabina, né?
16:20O técnico.
16:20Eu tive um privilégio muito grande
16:21porque nós tínhamos um time fantástico.
16:25Eu tinha um companheiro de ataque,
16:27que era o Luciano Viana,
16:28que a gente se conhecia...
16:30Parecia que a gente jogava...
16:31Jogamos juntos a vida toda.
16:33Cadê o Luciano Viana?
16:33Lá no Rio de Janeiro.
16:34Ele mora no Rio,
16:35eu moro em campos, né?
16:36Eu tinha um...
16:37Eu tinha um jogador que jogava no meio do campo,
16:39que era o Alencar,
16:40que era cracaço.
16:41Lembro.
16:42Eu tinha um zagueiro...
16:43Belterra.
16:43Pô, eu tinha um zagueiro,
16:45Belterra e Silvano,
16:46que se completavam.
16:47Zagueiro mais técnico que eu já vi.
16:49Tinha um lateral direito chamado Marcelo Paraíba,
16:51que era fantástico.
16:52Tinha o Luiz Carlos,
16:53que era o nosso lateral esquerdo, né?
16:56Então,
16:58quando apareceu...
16:59Quando eu fui lá em Portugal,
17:03e cheguei lá,
17:05ia ter um torneio Cidade do Porto,
17:07que era o Boa Vista,
17:09o Porto,
17:10o Hamburgo da Alemanha
17:11e o Vasco da Gama, do Rio.
17:13E aí jogou Porto e Vasco,
17:17e Boa Vista e Hamburgo.
17:19E aí o Boa Vista ganhou do Hamburgo,
17:21um a zero,
17:22e o Porto ganhou do Vasco,
17:25nos pênaltis.
17:26E aí,
17:26isso na sexta-feira,
17:28no domingo,
17:29ia ser a final.
17:30Boa Vista e Porto.
17:32Torneio Cidade do Porto.
17:34E aí o treinador,
17:36Manel Zé,
17:36que foi meu treinador,
17:38no Boa Vista,
17:39ele chegou para mim e falou assim...
17:40Desculpa te interromper,
17:41nessa época o Porto ainda
17:42não tinha conquistado os títulos, né?
17:45Era um torneio,
17:46ia começar o campeonato,
17:47era aquele torneio...
17:48O Porto subiu,
17:50começou a crescer depois, né?
17:52Já era campeão.
17:53Já tinha sido campeão no mundo.
17:54Já tinha, já tinha.
17:55O Porto já era grande,
17:56já tinha sido campeão mundial.
17:57Já decolado já.
17:59Teve grandes jogadores lá,
18:00branco,
18:02vários jogadores que passaram pelo Porto.
18:04Mas você jogou a Champions pelo Porto.
18:05Pelo Porto.
18:06No Boa Vista eu só joguei a Taça UEFA,
18:08que hoje é Liga Europa.
18:11E aí o treinador do Boa Vista
18:13chegou para mim e disse assim...
18:15Se eu te colocar amanhã para jogar,
18:17tu joga?
18:18E aí eu falei para ele,
18:20eu posso jogar?
18:21Aí ele falou assim...
18:22Não,
18:24você veio para cá
18:25para a gente lhe observar
18:26uma semana
18:27com passe fixado, né?
18:30E a gente faz aqui um seguro, né?
18:34Porque se acontecer alguma coisa,
18:36com você a gente é responsável
18:38e a gente faz o seguro
18:40e aí você joga.
18:42Deu uma segurança maior.
18:44e aí eu falei com o presidente, né?
18:46E estava lá o Antônio Prata Tavares,
18:48que era o cara que intermediou
18:51essa minha ida junto com o Ivo Amaral,
18:54que foi o Ivo Amaral
18:55que foi um dos responsáveis
18:56por criar essa...
18:59Raízes Lusitadas.
19:00E essa cassete de vídeo
19:01com meus gols,
19:02com meus jogos aqui,
19:03que encantou
19:05tanto o presidente do Porto
19:06como o presidente do Boa Vista.
19:08Só que o treinador do Porto
19:10não veio me ver aqui
19:11e eu fui lá
19:11porque
19:13o presidente do Boa Vista
19:15não poderia vir no Brasil.
19:16E eu fui.
19:17E aí o jogo
19:20começou,
19:21eu lá no banco,
19:21sentado,
19:23ninguém me conhecia.
19:24Quem é?
19:24Os caras falavam.
19:25É um brazuca.
19:27Nunca tinha me visto, né?
19:28E o jogo 0x0, 0x0.
19:30E aí quando faltavam
19:32uns 20 minutos
19:33para terminar,
19:34o Manuel Zé,
19:35que é o treinador do Boa Vista,
19:36falou assim,
19:36Arthur.
19:38Aí me chamou
19:39e falou assim,
19:40quero que tu jogue
19:41do jeito que tu joga
19:42lá no remo.
19:44Do mesmo jeito.
19:46Mesma posição.
19:48Tranquilo.
19:49Com a mesma genialidade.
19:50Tranquilo.
19:51E eu falei,
19:51tranquilo, misto.
19:53Nervosão?
19:53Ou estava tranquilo?
19:54Não, tranquilo.
19:54É por isso que eu te falo assim,
19:57eu tinha uma confiança
20:00muito grande
20:00naquilo que eu fazia.
20:02Sabe?
20:02Eu acho que isso
20:04fez com que eu chegasse
20:06aonde eu cheguei.
20:07Eu sabia que eu era bom.
20:10Acho que talento, né?
20:12Não tem essa
20:13de você estar no trabalho.
20:13Eu sabia, eu sabia,
20:14eu sabia que eu
20:15que eu poderia resolver.
20:19Que aquele era o cavalo selado.
20:20E aquele era a oportunidade.
20:22E aí, assim,
20:23primeira bola que eu pego,
20:24primeira bola que eu peguei
20:25dominei,
20:26driblei,
20:26dois jogadores do Porto,
20:28chute de esquerda
20:29de fora da área.
20:30Eita.
20:31Vitor Bahia,
20:31que era o goleiro do Porto,
20:32pulou, não achou nada.
20:341x0.
20:34Ganhamos o torneio,
20:351x0.
20:35Nasce um ídolo.
20:36Primeira vez que o Boa Vista
20:37tinha ganho aquele torneio
20:38na cidade do Porto.
20:40Acabou o jogo,
20:41entra o presidente do Porto
20:42dentro do campo.
20:43Ó, te vi primeiro.
20:45E aí, não sei o quê,
20:47não sei o quê.
20:47Aí, aquela confusão,
20:48aí, pessoal, todo mundo aí,
20:51os portugueses
20:51tudo pulando em cima de mim.
20:53Caramba, não sei o quê.
20:54E aí, tinha um brasileiro lá
20:55chamado Marlon,
20:56Marlon Brandão,
20:58que é o padrão da minha filha.
21:00Aí, ele chegou pra mim
21:01e disse assim,
21:02E aí, Arturzinho,
21:03tua vida mudou hoje.
21:06Aí, eu falei,
21:07sério, de sério.
21:08Aí, ele disse assim,
21:09ó,
21:115 mil dólares
21:12na premiação.
21:15Caramba, eu digo,
21:155 mil dólares,
21:165 mil dólares.
21:18Aí, acabou o jogo.
21:19Meu Deus do céu.
21:21E aí,
21:23me entrancaram dentro
21:24de uma sala,
21:25presidente,
21:26veio treinador,
21:27falaram assim,
21:28vamos te comprar.
21:30E aí, eu falei,
21:31me comprar?
21:32Ele disse,
21:32é,
21:33a gente vai depositar
21:34300 mil dólares
21:35pro seu clube,
21:37vamos lhe pagar
21:3845 mil dólares
21:40que você tem direito
21:41e vamos lhe dar
21:42mais 5 mil dólares
21:43que foi a premiação
21:44dessa conquista.
21:46final das contas,
21:48cheguei lá
21:48sem um real,
21:50voltei pra casa
21:50com 50 mil dólares
21:51no corpo,
21:53amarrado, sabe?
21:56Amarrado e...
21:56E aí,
21:57vim aqui em Belém,
21:59fui pra minha casa,
21:59fui em casa,
22:02né?
22:02Então, foi uma despedida
22:03muito dolorida a minha
22:04aqui, porque os torcedores
22:05me abraçavam dizendo assim,
22:06não vai embora.
22:07Meu Deus do céu.
22:07E eu falava assim,
22:09tenho que ir, né?
22:10Porque era uma oportunidade
22:11única,
22:11foi algo que eu sempre sonhei.
22:13É aquilo que eu falo
22:14pra vocês, assim.
22:22E o filho tá chorando junto.
22:29Pra um garoto
22:30que jogava bola
22:31no meio da rua,
22:32tu imagina,
22:33tu ir pro outro lado
22:34do mundo.
22:37E virar ídolo
22:39logo na estreia.
22:41Por isso que eu digo,
22:42Deus foi bom demais
22:44comigo.
22:46E, assim,
22:47minha vida mudou.
22:49Aí, as pessoas falam assim,
22:51um jogo muda a vida
22:52da pessoa?
22:53Muda.
22:55Eu sempre falo isso,
22:57sempre dou isso
22:57como exemplo.
22:58Um jogo muda a vida.
23:01Talvez,
23:03quando eu digo assim,
23:04um jogo me tirou do Acre.
23:08Independência e Pai Sandu.
23:10Eu lembro.
23:12Eu vim pro Pará.
23:143 a 0, né?
23:153 a 0,
23:15eu fiz dois gols.
23:16Eu lembro.
23:17Eu vim pro Pará
23:19por causa desse jogo.
23:21Acabou o jogo,
23:23os dirigentes do Pai
23:24estão no entrada
23:24dentro do campo,
23:26Geraldo Rabelo,
23:27que era o diretor na época,
23:28a gente falou assim,
23:29garoto,
23:31vai lá no hotel
23:32que a gente quer
23:32conversar com você.
23:35Você pode ir lá no hotel?
23:37Aí eu falei,
23:39vou falar com o meu pai
23:40e vou lá.
23:41E aí eu lembro
23:42que eu cheguei lá.
23:4619 anos, 20?
23:4720 anos.
23:4820 anos.
23:49E aí o Pedrinho,
23:50que era o lateral esquerdo
23:51do Pai Sandu,
23:52ele falou assim,
23:52ei garoto,
23:54tu não tem noção
23:55do que tu fez hoje aqui não, né?
23:56Aí eu falei,
23:57em relação a o quê?
23:58Ele disse,
23:58em relação ao jogo,
23:59porque hoje,
24:01não tô falando em Belém,
24:03tô falando no Pará.
24:05Hoje no Pará,
24:06em qualquer lugar,
24:07em qualquer esquina,
24:08teu nome tá na boca
24:09das pessoas.
24:11Remy Pai Sandu
24:12é gigante,
24:14são dois,
24:14são dois clubes,
24:15duas torcidas apaixonadas, né?
24:17Naquele momento
24:18você não teve dimensão?
24:19Não,
24:19naquele momento eu jogava,
24:21jogava no Acre,
24:22pô,
24:23pra ser pessoas,
24:24era muito novo.
24:26E aí,
24:27eu nem jogava campo,
24:29eu era jogador de futsal.
24:31Ou seja,
24:32o Arthur podia ter começado
24:34no Pai Sandu,
24:35quis o destino.
24:36Não,
24:36na verdade,
24:37aí a história é isso,
24:38eu vou te falar
24:39o que fez
24:40eu não vir pro Pai Sandu
24:41e eu ir pro Reno.
24:42E aí,
24:43eu vou chegar lá.
24:44E aí,
24:45eu cheguei lá no hotel
24:46e aí,
24:48já o Martins,
24:49que era o treinador
24:50do Pai Sandu,
24:50falou assim,
24:51olha,
24:52eu sou funcionário
24:53do Botafogo,
24:55mas pra mim
24:56te levar pra lá,
24:57eu,
24:58você precisa vir pra cá.
25:01E eu tinha,
25:02meu pai
25:03era botafoguense doente,
25:04né?
25:04Então,
25:05aquilo já brilhou
25:06os olhos do meu pai.
25:08E eu falei pra ele assim,
25:09mas eu,
25:11eu não sou jogador de campo,
25:13eu sou jogador de salão.
25:14Eu jogava numa equipe
25:15chamada Sumove,
25:16do Ceará,
25:18junto com um grande paraense,
25:19que era o Alain Bolet.
25:21Sim,
25:21sim,
25:21sim,
25:22conheço.
25:22E aí,
25:23eu não sou jogador de campo,
25:25eu sou jogador de salão.
25:26Aí,
25:27o Geraldo,
25:27eu falei assim,
25:28eu não quero saber
25:29se você é jogador de salão,
25:31eu quero saber
25:31o que é que você quer
25:33pra você
25:33vir pro Paissandu.
25:36E aí,
25:37eu falei assim,
25:38mas,
25:38o que é que vocês têm
25:39pra me oferecer?
25:40E aí,
25:41eu lembro que ele falou assim,
25:42ó,
25:42o nosso maior salário aqui
25:45é o Cacaio,
25:46que era o atacante
25:47do Paissandu.
25:49E aí,
25:50a gente oferece
25:51a mesma coisa
25:52que o Cacaio ganha.
25:54Aí,
25:54eu falei,
25:54quanto é que ele ganha?
25:57Eu vou dar o exemplo
25:58do sumóvel
25:58onde eu jogava.
25:59Vamos supor que no sumóvel
26:01eu ganhava
26:025 mil
26:04e aí,
26:05o Cacaio no Paissandu
26:06ganhava
26:07150 mil.
26:10Aí,
26:10quando ele falou assim,
26:12a gente paga isso,
26:12aí eu só fiz olhar
26:13pro meu pai,
26:14eu falei assim,
26:15caraca,
26:15eu vou jogar campo.
26:18Aí,
26:18eu falei,
26:19vou jogar campo.
26:20E ele falou,
26:21e aí,
26:21eles falaram,
26:22você quer que a gente
26:23adianta alguma coisa
26:24agora pra assinar?
26:24Eu falei,
26:25não,
26:25eu preciso conversar
26:27com o pessoal
26:27do sumóvel,
26:28vou conversar
26:29com a minha família,
26:32já era casado,
26:33esposa e tudo
26:34e aí,
26:37a gente vai conversando.
26:39Rapaz,
26:40eu sei que
26:40dois dias depois
26:41chegou lá
26:42um senhor
26:43na minha cidade
26:45e essa pessoa
26:46foi o responsável
26:47de eu não ter ido
26:48pro Paissandu
26:48e ter ido pro Remo,
26:49que foi o professor
26:51Hilton Moreira.
26:52Ele descobriu
26:53minha casa,
26:54foi conversar
26:54com meus pais
26:56pra mim
26:57e aí,
26:57ele passou
26:57uma segurança
26:58tão grande
26:59que eu acabei
27:00escolhendo o Remo
27:00e não o Paissandu.
27:02Naquela época,
27:02essas travessias
27:03eram muito comuns,
27:04Max.
27:05Esperava até
27:05atratar no aeroporto,
27:06né?
27:06Exatamente,
27:07o jogador
27:08dormia palavrado
27:09com o Remo
27:10e acordava no Paissandu
27:12e vice-versa,
27:12era assim.
27:13E eu acabei
27:14vindo pro Remo,
27:15né?
27:16E aí,
27:16as pessoas,
27:17parece que eu joguei
27:17minha vida toda aqui,
27:18eu joguei muito pouco
27:19tempo aqui,
27:20né?
27:20Porque eu fui,
27:20cheguei,
27:21nós fomos campeão
27:22para esse,
27:22invicto,
27:23e aí tivemos o acesso
27:25para a primeira divisão.
27:26Nunca perdeu
27:26para o Paissandu?
27:27Não.
27:28Nós ganhamos o campeonato
27:29invicto,
27:29aí tivemos o acesso
27:32para a primeira divisão
27:33e aí apareceu.
27:34Essa é a minha situação
27:35para mim,
27:35para Portugal.
27:36Não é aqueles 3 a 0
27:38que o Paissandu
27:38venceu o Remo
27:39em 91,
27:40você não estava?
27:40Não, não.
27:41Acho que foi antes
27:42de você chegar,
27:43não é isso?
27:43Eu acho que sim.
27:44Sim.
27:44Foram dois gols
27:46do Cacaio
27:46e um do Mazinho,
27:473 a 0.
27:48É,
27:48não estava aqui.
27:48Acho que foi bem
27:49no início do ano,
27:50isso.
27:50Agora, Arthur,
27:52como é que foi
27:53a sua passagem,
27:54a sua transferência
27:55do Boa Vista para o Porto?
27:56Você sentiu
27:57esse baque da rivalidade?
27:59Existe essa rivalidade?
28:00Muito,
28:00lá dos dois.
28:02É igual assim,
28:02igual aqui,
28:03o Paissandu.
28:04Então,
28:04Boa Vista e Porto...
28:04Você foi hostilizado
28:06pela torcida do Boa Vista?
28:07Ah, sim.
28:08Os torcedores do Boa Vista
28:09queriam que eu fosse
28:11ou para o esporte
28:12ou para o Benfica,
28:13porque geralmente
28:14os jogadores do Porto
28:15iriam para o esporte
28:16e eu ia para o Benfica.
28:17Eles não iam para o Porto,
28:19pela rivalidade.
28:20Sim,
28:20e aí é assim,
28:21aí é o que eu te falo.
28:23E aí eu vou para uma reunião
28:24com o Paulo Autuori
28:25e com o Tony,
28:26que era o do Benfica
28:28na época,
28:29o Paulo Autuori brasileiro.
28:30O Tony,
28:30que é pai do Antônio Oliveira,
28:33que foi treinador português
28:34que veio aqui no Porto.
28:35E eles,
28:36nós fomos
28:38num jantar
28:39no Porto
28:40e aí eles
28:42fizeram a proposta
28:43para mim,
28:44fizeram a proposta
28:45para o Boa Vista,
28:46que era o dono
28:47do meu passe.
28:48E aí,
28:49beleza,
28:49eu estava também
28:50caminhado para ir para o Benfica.
28:53E aí,
28:54Pinto da Costa,
28:58foi na minha,
29:00mandou uma pessoa,
29:01um dirigente
29:02me buscar na minha casa,
29:03tipo assim,
29:04uma da manhã.
29:05E aí eu fui
29:06para uma reunião
29:07com ele
29:08e com o Bob Hobbs,
29:09que era o treinador do Porto
29:10na época.
29:11E aí,
29:12ele chegou para mim
29:13e disse assim,
29:14ó,
29:15Bob Hobbs,
29:15que é você.
29:16ele que foi
29:17do treinador
29:18do Barça.
29:19E aí,
29:20o Bob Hobbs
29:20quer você
29:21e eu,
29:22e aí a gente
29:24quer contar com você.
29:25Isso,
29:25uma hora da manhã.
29:26É,
29:26e eu falei assim,
29:27mas eu recebi
29:28uma proposta hoje
29:29do Benfica e tal,
29:30ele disse,
29:30eu não quero saber
29:30da proposta do Benfica.
29:32Com aquela educação.
29:33É,
29:34pedagógico,
29:34pô,
29:35rivalidade muito grande
29:35lá no Norte Sul.
29:37Aí ele falou assim,
29:38não...
29:38E os portugueses
29:39são bem direto.
29:41Ele falou assim,
29:42olha,
29:42eu só quero que você
29:43diga para o seu presidente
29:44que você quer ficar em Portugal.
29:45Porque eu tinha a proposta
29:46do Ferner Baixo,
29:47da Turquia,
29:48tinha um bocado de time
29:48para sair,
29:49eu fiz um campeonato
29:50fantástico pelo Boa Vista.
29:52E aí,
29:53eu fui para a reunião
29:54com o presidente
29:56do Boa Vista,
29:57ele chegou na mesa,
29:58olha,
29:59a maior proposta
30:00que nós recebemos
30:01foi do estrangeiro,
30:01que é fora de Portugal,
30:03de quem?
30:03Ferner Baixo,
30:04da Turquia.
30:05Aí eu falei assim,
30:05e de Portugal?
30:08Porque eu já sabia
30:09que eu já tinha...
30:10Eu já sabia
30:11que eu tinha conversado
30:11com o Benfica,
30:12e sabia da proposta
30:15do Porto.
30:16E de Portugal?
30:17Tem alguma?
30:17Ele falou,
30:18tem.
30:19Aí eu falei,
30:20então,
30:20se eu puder ficar em Portugal,
30:22eu queria ficar em Portugal.
30:24Eu não quero sair de Portugal
30:25sem ser campeão,
30:26eu falei para ele.
30:27Porque o Boa Vista
30:28não me proporcionava
30:29a brigar pelo título,
30:31que a briga do título
30:32lá é sempre entre os três,
30:34Porto,
30:34Benfica e Esporte.
30:36E aí,
30:38eu falei isso,
30:39o Valentino
30:40Loureiro,
30:40meu presidente,
30:41falou assim,
30:41é isso que você quer?
30:42Eu disse,
30:43é isso que eu quero,
30:43quero ficar em Portugal.
30:44E pronto.
30:45E aí,
30:46o Porto...
30:47A máquina mexeu.
30:49O Porto me contratou
30:50e eu fui para o Porto.
30:52E foram melhores anos
30:53de Portugal?
30:54Melhores anos.
30:55Melhores anos.
30:56Quantos anos no Porto?
30:57Eu fiquei...
30:58Eu fui tri,
30:59campeão,
31:00tetracampeão,
31:01pétracampeão,
31:02quatro anos.
31:02Só isso.
31:03Jogou a Champions?
31:04Joguei a Champions.
31:05A minha estreia na Champions
31:06foi contra o Milan,
31:07em San Siro.
31:08Que lugar o Porto ficou
31:09nesse ano?
31:09Nós,
31:10foi o ano que nós fizemos
31:12mais pontos na Nigo.
31:13Nós fomos eliminados
31:14pelo...
31:15United.
31:16Pelo United,
31:16não foi?
31:17Quanto foi?
31:18Na minha quarta de final
31:18contra o Milan,
31:19nós ganhamos 3x2.
31:20Lá na Itália,
31:22foi a minha estreia
31:24contra a Maldini,
31:26Baresi,
31:27só os jogadores
31:27que eu via na televisão.
31:28E no futebol português
31:29você jogou o lado
31:30do Deco,
31:31do Jardel?
31:31Não,
31:31o Deco não,
31:32o Jardel.
31:32O Deco veio depois.
31:34O Deco jogava
31:35no Salgueiros na época,
31:36jogava no Porto.
31:37Jogava na equipe menor.
31:38E aí,
31:39assim,
31:40eu lembro que
31:40quando a gente foi
31:41para o estádio,
31:44nós fomos
31:46para San Siro,
31:47e aí chegamos,
31:49aquela festa toda e tal,
31:51aí toca o hino
31:51da Champions,
31:52que é algo
31:55que mexe
31:56com o torcedor,
31:57imagina para o jogador
31:58aí que eu te falo,
31:59para um garoto
32:00que jogava bola
32:01no meio da rua.
32:02Só não mexeu mais
32:03comigo do que
32:04o cântico do Sporting,
32:06o My Way do Frank Sinatra.
32:07Pois é,
32:07porque agora já canta,
32:09porque o Liverpool
32:09tem a música dele.
32:11Sim.
32:11E aí eu lembro
32:12que meus colegas
32:13tocando o hino
32:13da Champions,
32:14eu chorando,
32:15meus amigos assim,
32:16tu tá bem?
32:16Eu falei,
32:17tô bem.
32:18Eu só tô lembrando
32:19de onde eu vim,
32:20do caminho que eu
32:21tive que percorrer
32:22para chegar aqui.
32:23Eu tava o quê?
32:24Com uns 25 anos?
32:2697?
32:2996, 97,
32:30não foi?
32:31Eu sou 69,
32:35tinha 22,
32:3623,
32:37é 25,
32:3926 anos.
32:41E aí,
32:42tá doido.
32:43Aí tu imagina,
32:44eu fiz um gol
32:45que eu dei um corte
32:46no Maldini,
32:47ele passou direto.
32:48Fizeste gol?
32:48Fiz gol,
32:49ganhei na chão.
32:49Só fez um corte
32:50no Maldini,
32:51só no Maldini.
32:53E o grande troféu
32:54tá na minha casa,
32:55que essa camisa
32:56tá,
32:56eu troquei.
32:57Inclusive,
32:57tá aqui em Belém,
32:58era pra me trazer.
32:59Ele acabou o jogo,
33:00ele veio pedir
33:01pra trocar a camisa
33:02comigo,
33:03com o Maldini.
33:03Maldini.
33:04Eu tenho duas,
33:05eu tenho umas quatro camisas,
33:07né?
33:08Eu tenho um do Manchini,
33:09tem um do Ajax,
33:12tem um do Real Madrid,
33:13aí tem um do Roberto Carlos,
33:15troquei com o Roberto Carlos
33:16no jogo contra o Real Madrid,
33:17que nós perdemos 2x0.
33:19E aí troquei com o Maldini
33:21a camisa.
33:22Já que você tá falando
33:23de grandes adversários,
33:24adversários
33:27que marcaram o nome
33:28na história
33:29do futebol mundial,
33:30jogos de grande envergadura,
33:34qual foi o melhor,
33:35o seu melhor marcador,
33:37o marcador mais técnico
33:39que você enfrentou?
33:40Nossa,
33:42é o que eu te falo assim,
33:44enfrentei grandes jogadores,
33:46né?
33:47Em Portugal,
33:49Camarra,
33:50no Benfica,
33:53no Mila,
33:55Bares e Maldini,
33:56Real Madrid,
33:57erro,
33:59nossa,
34:01dá nem vontade
34:01de brincar com ele,
34:02jogou onde,
34:03eu acho que pra mim,
34:06caraca,
34:07pra mim,
34:08acho que pra mim um...
34:09Frentou o Jorge Costa também?
34:11Tudo,
34:12Fernando Couto,
34:13os portugueses,
34:14mas Mose,
34:15eu peguei Mose e Ricardo Gomes
34:17quando eu cheguei em Portugal,
34:18era a zaga do Benfica,
34:20Mose e Ricardo Gomes,
34:22dois craques,
34:23dois,
34:23o Ricardo Gomes
34:24pra mim é um dos melhores,
34:26eu fico,
34:27talvez eu fico na dúvida
34:29entre o Ricardo Gomes
34:30e o Maldini.
34:33Eu prefiro o Ricardo Gomes,
34:35meu coração tricolor.
34:36Pronto.
34:38Bem.
34:40Arthur,
34:41e agora,
34:42como é que tá,
34:43assim,
34:44em relação ao Portugal,
34:45que a gente tava conversando lá fora
34:46sobre a história do vinho,
34:48da curiosidade.
34:49Eu nunca bebi.
34:51Pois é,
34:52você tava falando
34:53que na época
34:54que você jogava em Portugal,
34:55vocês tinham uma tradição,
34:57o Porto e Boa Vista
34:58tinham uma tradição
34:58de nos dias de jogos...
35:01É,
35:01a gente sempre tem
35:02uma taça de vinho
35:03e uma cerveja, né?
35:04Antes dos jogos?
35:05Antes do jogo,
35:05no jantar, né?
35:07Você tá no hotel, né?
35:09Então,
35:10o treinador libera
35:12uma taça de vinho
35:13ou um copo de chope, né?
35:16Tomar.
35:18Eu sei,
35:18eu falo assim...
35:19Você nunca,
35:19tu bolinha?
35:20Nunca bebi,
35:20nunca bebi.
35:20Nenhuma taçazinha?
35:22Nunca bebi,
35:22às vezes...
35:22Nem pra dizer que é ruim,
35:23assim,
35:23provoca...
35:23Não,
35:24às vezes,
35:24quando a gente sai assim,
35:25a gente vai lá e não sei o que,
35:26a gente vai sair...
35:27O Júnior toma.
35:28É,
35:28toma,
35:28aí a gente chega lá e os caras
35:30dizem,
35:30irmão,
35:31faz um chope aí pra mim.
35:32Aí o cara traz lá o chope,
35:33aí todo mundo fala,
35:34eu dou o golinho assim,
35:35eu digo...
35:37Negócio desse amargo,
35:38não tem como tomar.
35:40Aí,
35:40só pra tirar a mão da mesa.
35:42Mas nenhum tipo de bebida,
35:42nenhuma caipirinha com açúcar,
35:44nada?
35:44Nada,
35:45nada.
35:46Se teve uma coisa na minha época
35:48que fez eu...
35:50Eu morava no hotel
35:51quando eu joguei no remo.
35:53Eu lembro.
35:54O que fez eu sair do hotel
35:55foi assim,
35:56a gente acabava os jogos...
35:57Morava muito em hotel.
35:59Meus colegas,
35:59assim,
36:00que gostavam de sair
36:01pra tomar uma cerveja e tal,
36:02né,
36:02depois dos jogos,
36:03eu ia pro hotel,
36:04eu chegava lá...
36:04Derruba pra gente quem era
36:05o macho que bebia mais.
36:06Não,
36:06eu vou dizer assim,
36:07não,
36:08pra mim,
36:08o que bebia mais da minha época lá
36:10era o Alencar.
36:12Não,
36:12Alencar não.
36:13Eu acho que o Luciano não bebia.
36:14Alencar tinha a cara.
36:15Eu acho que o Vianinha,
36:18rapaz,
36:19ele gostava...
36:20Olha a curtição da praia,
36:21eu acompanhei ele no Instagram.
36:22O Vianna,
36:23o Vianna era meu parceiro de ataque
36:25e era meu companheiro de quarto.
36:28E aí o Vianna...
36:29Vianinha pegava leve na bebida.
36:30Não,
36:31ele fugia muito.
36:33Ele fugia muito,
36:34porque ele era danado demais,
36:36era muito assediado.
36:38É,
36:38ele era galanzinho.
36:39Galanzinho,
36:39muito assediado.
36:40Então,
36:41assim,
36:42eu lembro assim,
36:43a Vianna,
36:44se o Carabino vier aqui,
36:45se tu não estiver aqui no quarto,
36:47rapaz,
36:47eu vou falar que tu saiu,
36:49que tu fugiu.
36:51Não,
36:51não,
36:51não,
36:51não,
36:52não,
36:52não sei o que.
36:53Mas,
36:54assim,
36:55é...
36:56E aí a galera saía pra beber,
36:58né?
36:59E aí o pessoal,
37:00pô,
37:00Arthur,
37:00cadê meu marido?
37:01Você era o único que não bebeu?
37:02Não.
37:03Aí eu falei assim,
37:04rapaz,
37:04eles ficaram lá.
37:05Aí todo jogo era isso aí.
37:07Aí eu cheguei pra minha esposa
37:08e falei assim,
37:08amor,
37:09amanhã vamos atrás de um apartamento ali.
37:11E aí eu fui morar na 16 de novembro,
37:14porque aí o...
37:15Onde eu moro agora?
37:16E o...
37:18O atacante do Pai Sandu,
37:22como é o nome dele,
37:23rapaz?
37:2492?
37:25É.
37:25Mendonça?
37:26Não,
37:26o atacante é o...
37:28Dadinho?
37:29Dadinho.
37:30Dadinho.
37:30Ele morava lá nesse prédio.
37:33Lá na...
37:34Pô,
37:35eu lembrava o nome do prédio
37:36e acabou fugindo aqui.
37:37E aí ele falou assim,
37:39Arthur,
37:39tem um apartamento lá no meu prédio
37:41onde eu moro.
37:42Eu digo,
37:43caraca,
37:43vou lá ver.
37:44Aí fui lá ver,
37:46pô,
37:46perfeito,
37:46aí me mudei.
37:48E aí foi quando eu tive mais sossego.
37:51Será que era no prédio
37:52que era da minha avó?
37:53Não.
37:54É o edifício Amazonas,
37:55é que tem lá.
37:56Ah, tá.
37:56O edifício Amazonas é em frente.
37:57Então pronto,
37:58foi lá,
37:58era lá que eu morava.
37:58Em frente é a antiga casa da minha avó.
38:00E as esposas dos teus colegas
38:01pararam de ligar.
38:02Pararam de ligar,
38:03porque eu já no dia de jogo,
38:05né,
38:05depois lá,
38:06mas nós tínhamos uma galera
38:07que mais é o que eu te falo,
38:08né,
38:09mas dentro de campo
38:10correspondia bem.
38:11Mas o Alencar tinha vezes
38:13que ele não conseguia nem treinar.
38:16Cracasso,
38:16mas era o único jogador
38:18que não sabia dirigir
38:19da nossa equipe
38:19e ele comprou um carro
38:21para um motorista
38:22levar ele.
38:23Ele está onde,
38:24o Alencar?
38:24Acho que o Alencar morava.
38:25Ele é do Maranhão.
38:27Não sei qual é a cidade
38:29que ele é do Maranhão.
38:30Eu sempre falo com o Lamartine.
38:32Tenho um contato mais
38:32com o Lamartine,
38:34né,
38:35e aí ele contratou
38:36um motorista
38:37para dirigir ele,
38:37para levar ele,
38:38pô,
38:38porque na época tinha,
38:39acho que era Lapinha,
38:40não era?
38:41Lapinha.
38:41Lapinha.
38:42Era o ponte dele.
38:44Não,
38:44não era o Teiro,
38:45não.
38:45Não,
38:45era aqui.
38:46Lapinha,
38:46era aqui em Baleia.
38:48Era,
38:48aí repara,
38:49nós íamos treinar de manhã
38:51e ele morava na concentração.
38:53Era o Vitrine hoje.
38:54Tinha um jogador...
38:55Mais ou menos
38:56que é o Vitrine hoje.
38:57Ele era o único jogador
38:58que morava na concentração aqui.
39:00Entendi.
39:00E ele morava lá.
39:01Aí o Carabina chegava,
39:03cadê o Alencar?
39:03Aí a gente falava assim,
39:04professor...
39:05Oh, meu Deus do céu.
39:06Sem condições.
39:07A gente ia dormir.
39:08Vitrine e balacubá,
39:09onde jogadores se perdem hoje.
39:10Mas eu vou te falar uma coisa.
39:12É assim antigamente.
39:13Mas era muito craque,
39:14era muito craque,
39:15muito craque.
39:16Lava Alencar,
39:17jogava muito.
39:18E o que o Bad Boy
39:21estava lhe perguntando
39:22ali antes, né?
39:23Histórias de bastidores.
39:24Eu queria ouvir
39:25essas histórias de bastidores
39:26em relação ao repa
39:27de 91 e 92.
39:29Lógico que, assim,
39:30eu lembro assim,
39:31eu teve um repa
39:33que eu estava...
39:34Eu senti uma inflamação
39:37no dedo do pé.
39:3891.
39:39E aí eu passei a semana
39:43sem treinar.
39:45E aquela lá,
39:46e o cara abençando,
39:46e aí, pô,
39:47está com medo de jogar?
39:48Não estou conseguindo
39:49calçar a chuteira,
39:50me dói muito o pé.
39:52E aí o pessoal,
39:54não, a gente vai...
39:55Tem que fazer alguma coisa,
39:56ou fazer uma infiltração,
39:57aí aquela conversa,
39:59aquela toda lá,
40:00e aí os meninos,
40:02assim, e aí?
40:04Chegou para mim,
40:05fiz o tratamento,
40:07ele disse,
40:07como é que estou?
40:07Tá, eu já...
40:09Não sei.
40:11E aí, prefere começar
40:13ou ficar no banco?
40:15Eu falei, não, começar.
40:16Porque se eu sentir, né?
40:19O ruim é, imagina,
40:20eu entro e aí sinto,
40:22aí, né?
40:23Para que a última substituição,
40:24a gente fica um jogador menos.
40:26Não, eu vou começar.
40:28E aí,
40:29é aquele negócio, assim,
40:30e olha que o parceiro
40:31tinha um time maço.
40:33Mas eu,
40:34com modesta parte,
40:35o nosso time era melhor.
40:36O nosso time era muito bom.
40:38e, assim,
40:39a gente tinha uma confiança
40:41muito grande.
40:42Sabe,
40:43sabe quando tu vai para um jogo
40:45sabendo que tu vai ganhar?
40:47Sim.
40:48Em 92,
40:49o Paysandu
40:50teve essa missão, né?
40:52Pegou o Morbach
40:53de tirar o Tetra do Remo
40:54e conseguiram, né?
40:55Eu já não estava aqui, né?
40:57Eu não tenho mais nada a ver
40:59com as histórias.
41:00Eu não tinha mais nada a ver.
41:01Que foram os 4,
41:021 a 0,
41:03em seguida,
41:04do Paysandu,
41:04em cima do Remo.
41:05Porque clássico,
41:06eu sempre falo assim,
41:09na minha época,
41:10o melhor time ganhava.
41:13O melhor time ganhava.
41:15Não tinha essa história de...
41:16Não.
41:17O melhor time ganhava.
41:18O melhor time ganhava.
41:20Na minha época,
41:21eu vou falar da minha época.
41:24Era muito difícil
41:25jogar o Remo Paysandu.
41:28A diferença que eu acho
41:29é essa.
41:31Hoje,
41:31qualquer jogador
41:32pode jogar no Remo Paysandu.
41:34Na minha época, não.
41:36Era dedo, né?
41:37Era dedo.
41:38É isso que eu te falo.
41:40Era escolhido.
41:42Tu olhava para o time
41:43do Paysandu
41:43e tu vê lá
41:44um Mazinho,
41:46Edgar,
41:48Cacaio,
41:49Vitor Hugo,
41:51Timaço,
41:52Timaço,
41:52Luiz Carlos.
41:53Gente, imagina.
41:54Desculpa te interromper.
41:56Eu queria ter
41:57visto
41:58esses dois
41:59jogando juntos.
42:00Imagina o meio campo
42:01para o Mazinho
42:02e o Arthur.
42:03Pô,
42:03Edgar que jogava demais.
42:05Edgar como volante.
42:07Nossa.
42:07Mazinho e Arthur.
42:09Nossa.
42:09E sabe...
42:10Impatível.
42:10E aí,
42:12sabe,
42:13aí tu...
42:14Pô,
42:15tu olha para o outro lado
42:15e aí vamos lá.
42:16e tá lá
42:18Belterra,
42:19Marcelo,
42:19Luiz Carlos,
42:20Luciano Viano,
42:22aí Agnaldo,
42:23Alencar,
42:24Arthur,
42:25Luciano Viana,
42:26Lamartine,
42:27que era o Ed Mills,
42:28que era um paraense também,
42:29o Ed Mills.
42:30Sim, sim.
42:31Geralmente,
42:32na maioria das vezes,
42:33ele jogava como titular,
42:34às vezes,
42:35quando ele não jogava,
42:36jogava o Papelin,
42:37né?
42:37Que era meu conterrâneo também.
42:38Papelin.
42:39É.
42:39Carabina.
42:40Papelin.
42:41E aí,
42:41e assim,
42:42e era um jogo,
42:44mas o nosso time era melhor.
42:45E aí,
42:47na maioria das vezes,
42:48a gente,
42:49a gente ganhava,
42:51né?
42:51Hoje,
42:52o Clássico,
42:54nem sempre quem está lá em cima ganha,
42:57né?
42:57E aí,
42:57o que eu te falo,
42:58aí já entram outros fatores,
43:00né?
43:01A vontade,
43:03né?
43:04Às vezes,
43:05tu acha que vai chegar ali
43:06porque o time está lá na Série C,
43:08tu acha que tu vai ganhar dele,
43:09aí quando tu olha,
43:10ele te engoliu,
43:12aí tu entra num buraco,
43:13aí para tu sair dele,
43:14tu não consegue mais.
43:16Os tempos são outros.
43:18Os tempos da minha época
43:19eram bons,
43:22tempos bons.
43:22E as perspectivas do Remo na Série A?
43:25Qual é a leitura que vocês fazem?
43:27Eu acho que é assim,
43:30eu estou vendo assim,
43:32o treinador
43:35conhecendo a equipe,
43:37né?
43:37Eu acho que o Remo,
43:38ele,
43:40ele,
43:42a escolha do treinador,
43:44ela foi equivocada
43:45no começo do campeonato,
43:46eu acho que,
43:48e é muito difícil
43:49quando você,
43:51como fala lá em Portugal,
43:52pega o comboio,
43:53eles falam o comboio,
43:55nós vamos falar
43:55da nossa língua do trem,
43:57você pegar o trem andando
43:58é difícil você
44:00correr para pegar
44:01ele, né?
44:02Deixar um comboio.
44:03Correr para tu pegar ele.
44:05Então,
44:05acho que o,
44:06o Condé,
44:08acho que o primeiro passo
44:10que ele deu e deu
44:12acertadamente foi
44:14acertar o setor defensivo,
44:16achar os jogadores
44:17para fechar a casinha
44:19ali atrás.
44:20Eu acho que ali
44:21ele foi perfeito,
44:22eu acho que a equipe do Remo
44:25ajustou bem,
44:26ajustou bem o setor defensivo.
44:27e agora a falta
44:29principal, né?
44:30Porque para você
44:32ganhar jogos
44:33você precisa fazer gols,
44:34né?
44:35Então,
44:36vai ter que achar
44:37esses jogadores da frente,
44:38né?
44:39Igual que eu falo assim,
44:40a gente assistiu no jogo lá,
44:41disse,
44:41pô,
44:42se o Remo tem o camisa 10
44:44e o camisa 11 do Vasco,
44:45nós estávamos aí
44:46com...
44:47E como foi lá na arquibancada?
44:49Qualquer erro
44:49de jogador do Remo,
44:50o pessoal virava para
44:51Artur,
44:51se fosse tu,
44:53joga aí 10 minutinhos.
44:54É,
44:54Guarulhos.
44:54O Aleph Manga,
44:55então.
44:55Não,
44:56é igual a bola,
44:57que a bola veio no Aleph Manga.
44:58Artur,
44:58se fosse tu,
44:59meu irmão,
44:59a torcida na minha época,
45:01quando a bola vinha
45:03perto de mim,
45:04eles já comemoravam antes,
45:05já sabiam que ia ser gol.
45:07Agora.
45:07É decisões, né?
45:09O que é legal
45:10você assistir o jogo
45:11da arquibancada?
45:13É diferente da cadeira.
45:15É dois jogos diferentes.
45:17Quem assiste na cadeira
45:18é um jogo,
45:19quem assiste na arquibancada
45:20é outro,
45:21porque na arquibancada
45:22tu vê tudo.
45:24Tu vê tudo.
45:25É igual o que o torcedor cobra,
45:27né?
45:28Porque não tem como
45:29tu enganar o torcedor.
45:30Não tem como,
45:30não tem como.
45:32Lá tu não engana ninguém.
45:33E aí você,
45:34né,
45:35vê as deficiências.
45:37Você vê
45:38tudo ali.
45:39Agora,
45:40me permite,
45:40Ciane e Arthur,
45:41eu estava até conversando
45:42com os amigos,
45:43porque eu faço muito
45:44ponta de gol, né?
45:45Fica de reportagem
45:46e eu gosto de ficar
45:46atrás do gol.
45:48Na arquibancada
45:49a gente tem uma visão ampla
45:50e a gente percebe
45:51que um jogador,
45:52caramba,
45:52o cara está sozinho
45:53como ele não viu.
45:54E olha aqui,
45:55Caí,
45:56treinou, né?
45:56Não sou jogador,
45:57estou lá como repórter.
45:58E a visão,
45:59parece que é tudo
46:00muito curto lá para vocês.
46:01E acontece tudo
46:02muito rápido, né?
46:03A gente lá em cima
46:03pensa que é muito fácil,
46:04mas a decisão é muito
46:05rápida lá embaixo.
46:06É o que eu te falo.
46:07O que é que faz
46:08a diferença hoje?
46:09Quer ver um jogador?
46:11É assim,
46:12às vezes o jogador
46:13entra no buraco
46:14e ele não tem força
46:15mental para sair dele.
46:16aí o que é que vai?
46:18A confiança vai embora.
46:19Porque é a confiança, né?
46:21Porque eu sempre falo assim,
46:23eu brinco muito assim
46:24que eu digo
46:25que o futebol é fácil.
46:26Ele é fácil,
46:27às vezes a gente
46:28que complica ele,
46:29porque às vezes
46:29tu pode fazer
46:29uma jogada mais fácil, né?
46:32E aí você quer
46:33fazer uma jogada
46:34mais difícil, né?
46:36Como alguns no sábado.
46:37Não, no sábado
46:38nós tivemos várias
46:39situações lá
46:39que a gente poderia
46:41ter tomado
46:42uma tomada de decisão
46:43diferente, né?
46:44Mas aí é o que eu te falo.
46:46A cobrança,
46:47por exemplo,
46:47a confiança,
46:48a falta de confiança,
46:51ela bota o jogador
46:53lá no buraco
46:53e aí a cabeça dele trava, né?
46:55Porque aí é o medo
46:56de errar, né?
46:57Porque jogada que tu
46:58fala assim,
46:59é que se fosse eu
47:00tinha driblado,
47:01é igual eu, né?
47:02Por exemplo,
47:02eu sabia,
47:03a bola chegava em mim
47:04igual assim.
47:05O meu negócio
47:06era o gol.
47:08Eu só olhava
47:09pra frente.
47:10Comigo não tinha
47:11negócio de olhar
47:11pro lado e pra trás, não.
47:13A bola vinha aqui,
47:14a bola já tava vindo aqui,
47:14eu já sabia
47:15o que eu ia fazer nela aqui.
47:17A bola vinha aqui,
47:18eu digo,
47:18pô, vou dar o tapa aqui
47:19e vou embora.
47:20E era assim,
47:21pegava a bola,
47:21arrancava pro gol, né?
47:23E aí quando eu vejo
47:25a bola vinha aqui,
47:26eu digo,
47:26pra cima, pra cima.
47:27Aí o jogador
47:27para e toca aqui pra trás.
47:29Aí, pô,
47:29aquele me importa
47:30porque o gol tá ali, né?
47:32O negócio é o gol,
47:33o gol tá ali na frente.
47:33Aí, pô,
47:34tu para aí,
47:35igual assim,
47:36tu arranca,
47:37deixou quatro caras pra trás,
47:38aí tu para aí.
47:40Esses quatro caras
47:41que tu deixou pra trás,
47:42eles ali recomporam,
47:43passando,
47:44aí tu vai enfrentar eles de novo.
47:45Pô,
47:46tu já tinha deixado eles pra trás,
47:47então...
47:48Eles se estressam muito,
47:49sabe?
47:49Meu Deus do céu.
47:50Já, já eu sofri muito,
47:51eu sofri muito,
47:52porque várias situações lá,
47:53igual que eu te falo assim,
47:54o Remo poderia ter ganho o jogo?
47:55Poderia.
47:57É isso que eu te falo,
47:58eu acho que o Léo Condé,
47:59ele,
48:00ele,
48:01ele ainda tá conhecendo
48:02o material humano
48:03que ele tem.
48:04Eu acho que ele,
48:05ele,
48:06ele,
48:06ele,
48:06ele priorizou,
48:08é isso que eu te falo,
48:09ele priorizou o setor defensivo
48:11pra ajeitar primeiro,
48:13eu acho que ali ele ajeitou
48:14nossos dois zagueiros,
48:16tanto o Marlo como o
48:17Tchamba,
48:18Tchamba?
48:19Tchamba.
48:20Cachou bem,
48:21meu lateral esquerdo lá,
48:23pô,
48:23e olha que ele
48:24terminou o jogo
48:25no limite dele,
48:26porque o Mike muito bem,
48:28e o Marcelinho do lado direito
48:29impecável.
48:30O Patrick e o
48:32Zé Welleson,
48:35pô,
48:35encaixaram bem um no outro,
48:36e o que é que falta pro Remo?
48:38O Remo precisa,
48:39no camisa 10,
48:40um homem de ligação,
48:41e precisa achar
48:42os três jogadores de frente.
48:44Os dois jogadores de beirada
48:45que a gente precisa,
48:47ter jogadores ali
48:47de velocidade
48:48que possam
48:49dar ritmo,
48:50possam atacar principalmente
48:51nos jogos em casa,
48:52né,
48:53porque em casa
48:53você tem que fazer
48:54o seu dever,
48:56e
48:57eu acho que o grande
48:58trabalho do Léo
48:59tá aí,
49:00né,
49:00achar esse homem de ligação,
49:02o Vitor Bueno,
49:02que eu acredito também
49:03que vai dar uma qualidade
49:04muito grande nesse jogo.
49:05Contra o Bahia
49:06fez a diferença.
49:06Deve ser duro pra você
49:08comprovar
49:09que o nome
49:10que o Remo precisa
49:10é justamente
49:11de um camisa 10, né?
49:12Precisa.
49:13com a qual você brilhou.
49:14Precisa.
49:16Igual que eu falo
49:17pros meninos assim,
49:18os caras,
49:19Arthur,
49:19Arthur,
49:20meu irmão,
49:21minha época.
49:22Arthur,
49:23tu entrasse em campo hoje,
49:25tinha arrebentado mesmo?
49:26Ainda joga,
49:27ainda bate uma bola?
49:27Bato todos os sábados.
49:28Rapaz,
49:29eu quero,
49:29eu quero,
49:29porque eu nunca vi o Arthur jogar.
49:31Então,
49:32onde,
49:32depois você me fala
49:33onde é que você vai jogar,
49:33eu quero que te...
49:34Quando eu tô em Belém,
49:36a minha equipe de pelada
49:37aqui é o Se Quizer,
49:38que é a minha família,
49:39que a gente joga lá
49:40no Mangueirão.
49:41Pois eu vou tomar um
49:41e vou te acompanhar.
49:42Pronto.
49:43Eu tava conversando com ele,
49:44como eu agora faço
49:45algum tipo de conteúdo
49:46voltado ao futebol,
49:47vai muito de encontro
49:48a isso que você falou,
49:49que eu tenho uma ideia
49:50de chamar ele,
49:52colocar ali na TV,
49:53vamos lá,
49:54vamos mostrar pra galera
49:55esse gol,
49:56esse ali.
49:56Precisa desse conteúdo.
49:57Comenta sobre esse gol.
50:08Precisa.
50:09A gente fala assim,
50:10igual eu jogo uma pelada
50:11lá em Rio Branco,
50:13eu tenho um clube dos 20,
50:14que nós somos 20 sócios,
50:17e meu pai era presidente
50:18desse clube,
50:22e todos os sábados
50:23a gente se reúne
50:24pra jogar uma bola,
50:25jogar um dominó,
50:26churrasquinho depois,
50:27o nosso tira estresse
50:28de sábado,
50:29é uma galera acima
50:30de 55 anos.
50:34Mas o senhor vai mais pelo...
50:3550 a mais.
50:36É, 50 a mais.
50:37O senhor vai mais pelo dominó.
50:38É onde eu me divirto,
50:40aí os meninos lá,
50:41não sei o que,
50:41panra, a bola vem e tal,
50:42e eu pam, pam,
50:43põe os caras,
50:43e caramba,
50:44eu digo,
50:44irmão,
50:45o futebol é fácil.
50:46A gente aqui,
50:46às vezes,
50:47complica ele.
50:49Igual eu te falo assim,
50:50rapaz,
50:51se tivesse uns 5 caras
50:53pra correr pra mim,
50:54dá pra me jogar
50:55aí uns 3, 15 minutos aí.
50:57Ainda mais hoje,
50:57como é que era um tapete,
50:58na minha época,
50:59a gente correr.
51:00Na minha época,
51:03o meu uniforme
51:04que eu jogava
51:05era uma marca campeã,
51:06que era a marca
51:07do material esportivo
51:09nosso campeã.
51:10Quando chovia,
51:12a primeira coisa
51:13que a reava
51:13era o meão,
51:14o meão ficava muito pesado,
51:15que era muito pesado.
51:16E outra coisa,
51:17era a lama, velho.
51:18E o Luciano Viana
51:19só jogava com ele
51:20até o joelho,
51:22o meão.
51:22Eu lembro disso.
51:23E aí a gente,
51:24quando chovia,
51:25toquia, né?
51:26Aí eu falava...
51:27Chovia não, chove, né?
51:28É,
51:28os jogos no bairro não.
51:29A gente sabia
51:30até onde a bola
51:31ia parar
51:32da poça.
51:34Era impressionante.
51:35E aí eu digo,
51:36pô,
51:36não era a época boa.
51:37Agora, Arthur,
51:38para encerrar
51:39esse bate-papo
51:40maravilhoso,
51:41eu soube que vocês
51:42vão estrear,
51:43vão inaugurar
51:44uma escolinha
51:45de futebol
51:45com a Grife,
51:47Arthur,
51:47Rei Arthur.
51:49Eu queria que vocês falassem,
51:51você, Júnior,
51:52eu queria que você falasse,
51:53desse um serviço
51:53rapidinho,
51:54quem quiser se inscrever,
51:56fazer sua matrícula
51:57nessa escolinha de futebol
51:58de vocês,
51:58como é que faz,
51:59onde vai ser,
52:00quando vai inaugurar.
52:01É isso,
52:01a gente,
52:02isso é um sonho antigo,
52:04né?
52:04A gente tem um projeto
52:04no Acre,
52:05que leva o nome do meu pai,
52:07né?
52:07Que é a Escola de Futebol
52:08Rei Arthur.
52:09Hoje,
52:10temos ali
52:11mais de 250
52:14garotos,
52:15quase 300 ali,
52:17matriculados
52:18em Rio Branco,
52:18no Acre.
52:19E esse sonho
52:20de trazer para Belém,
52:21ele,
52:22acho que era
52:22antes de a gente
52:24inaugurar o de Rio Branco.
52:25Ah, legal.
52:26Tinha que ter em Belém,
52:27né?
52:28Então,
52:29e eu,
52:30eu que cuido,
52:31né?
52:31Da escola lá em Rio Branco,
52:34sempre tive a mente
52:35que, pô,
52:35a gente tem que fazer,
52:36a gente tem que fazer,
52:37a gente tem que abrir em Belém.
52:38E aí comecei a,
52:40a fazer umas viagens
52:41para cá,
52:42pesquisar e,
52:43graças a Deus,
52:44deu tudo certo.
52:46Agora,
52:46se Deus quiser,
52:47em junho,
52:48a gente já vai iniciar
52:49o nosso projeto,
52:50vai ser ali na Soccer 7,
52:52que é na Oliveira Belo,
52:53né?
52:53antiga Arena dos Campeões.
52:57Faltam alguns detalhes
52:58para a gente poder informar
52:59como se faz a matrícula,
53:01em relação às turmas disponíveis.
53:04A faixa etária vai ser
53:05a partir de dois anos.
53:07A gente tem um projeto
53:07de bebezinhos lá no Acre,
53:09a Turma Baby.
53:09Sabe qual é o maior sucesso
53:10da minha escola no Acre?
53:11Turma Baby.
53:13Que são alunos de dois anos
53:15aos quatro anos.
53:15Aos quatro anos.
53:16Que foi criado
53:17por causa dos netos.
53:18Meu filho e meu sobrinho.
53:19Você sabe que eu estou
53:20na fase de avô, né?
53:21Eu sou avô do Luca
53:22e do Henrico, né?
53:23Muito lindo.
53:24Eu tenho um neto português,
53:25que é o Luca,
53:26filho do Arthur.
53:28E tenho um neto, o Henrique,
53:29que é o filho da minha filha, né?
53:31O Henrique,
53:32que é o acreano.
53:34E eles sempre iam lá
53:36para o Arthur Soccer,
53:37brincar, jogar.
53:38E aí, quando o pessoal começaram,
53:40pô, por que que não criam a, né?
53:42Foi, a gente fez uma postagem
53:43brincando dos dois.
53:44O que é que vocês acham, né?
53:45Lá vem a Turma Baby.
53:46Lá vem a Turma Baby.
53:48Brincando assim,
53:48ele botou a postagem lá.
53:50Irmão, que confusão.
53:53Foi enrascado que você se meteram.
53:54E hoje eu tenho um atleta,
53:56eu tenho alunos na minha escola
53:57que eles vieram da Turma Baby.
53:59Isso que é legal.
54:00Sabe?
54:00E eles estão lá competindo,
54:02sub-9, sub-8.
54:04Isso é legal.
54:05Então, eles vieram de lá,
54:06da Turma Baby,
54:06daquele trabalho que foi
54:08sabe?
54:09Daquela ideia lá atrás.
54:10E aí, quando foi essa
54:12eu sempre falava para eles assim,
54:14rapaz, o rei Arthur eu ganhei
54:16no Pará, né?
54:18Em Belém.
54:19E a gente tem que levar
54:20essa escola para lá.
54:21E você vai estar de vez em quando
54:23por aqui?
54:23Voltar sempre.
54:23Para a molecada
54:24ver sua presença?
54:26Tem que estar.
54:27Voltar aqui.
54:27É, é fundamental.
54:28Voltar aqui, voltar em presente.
54:29Voltar presente, né?
54:30Até por isso também,
54:31porque além do trabalho social.
54:33E se a gente vai fazer também
54:34uma clínica com ele,
54:35é um negócio bem legal.
54:37Voltar lá.
54:38Essa garotada.
54:39Eu agora,
54:40eu estou em Goiânia de férias, né?
54:42Que a minha filha mora em Goiânia.
54:44E eu estou passando
54:45as minhas férias lá.
54:45Volta logo para cá.
54:47Não, é a possibilidade.
54:48É o que eu te falo assim,
54:49a gente,
54:50a vida da gente é essa, né?
54:52Eu tenho um filho,
54:53por exemplo,
54:53meu filho morava em Portugal.
54:55Então, já era uma distância
54:57muito grande, né?
54:57Hoje, ele administra lá
54:59no Arthur Sóc, né?
55:00Cuida lá.
55:01E aí, a minha filha
55:03veio para Goiânia, né?
55:04Meu gerro passou
55:05no concurso do bombeiro
55:07e já estou há dois anos
55:08em Goiânia.
55:09E eu sempre falo, né?
55:14É mais fácil
55:15eu me aproximar de Belém, né?
55:17Eu acredito que
55:18agora, com essa vinda
55:19da escola para cá,
55:21Rei Arthur, né?
55:21Que era um sonho nosso,
55:22antigo, assim.
55:23Estou muito feliz aí.
55:24Eu lembro que eu estava
55:25ontem fazendo uma matéria
55:27lá dentro da arena.
55:29Quero mandar um abraço
55:30para o Rodolfo.
55:31Rodolfo, que é o nosso parceiro, né?
55:33Acho que no momento certo
55:35Deus coloca as pessoas ali
55:36e o Rodolfo é uma dessas pessoas.
55:39Nós temos aí
55:41alguns patrocinadores
55:42que vão estar com a gente também.
55:44No momento certo
55:44a gente vai anunciar
55:45todos eles.
55:48E assim,
55:50estou muito feliz
55:51porque era algo
55:51que eu queria muito, né?
55:53Eu sempre falo,
55:54eu era muito cobrado
55:55nas redes sociais.
55:55Pô, quando é que vai trazer
55:57a Escola Rei Arthur
55:58para Belém?
55:59Quando é que vai trazer
55:59para a Nandê?
56:00Quando é que estou...
56:01Não, o primeiro lugar
56:02tem que ser Belém.
56:03Depois a gente
56:03vamos caminhar aí
56:05nos interiores também.
56:06Então ainda vamos criar
56:07a rede social, né?
56:08Já tem, já tem.
56:09Já vou passar.
56:09Já passo para o pessoal.
56:10Já temos, já temos.
56:12Qual é o Instagram?
56:13O Instagram é
56:13Escola Rei Arthur Belém.
56:15É a RTUR.
56:17Não tem H do Arthur.
56:18Não, o meu H do meu H.
56:19O número de telefone
56:20ainda não tem
56:21porque a gente está tratando.
56:23O pessoal seguindo
56:23já vai acompanhar as novidades.
56:24você já acompanha lá.
56:25A gente já fez o anúncio
56:26hoje que vai iniciar.
56:29Até o final do mês
56:30vai ter mais informações.
56:32Em maio já vamos estar por aqui.
56:33Queremos fazer um jogo
56:34Amigos do Arthur
56:35muito provavelmente
56:36contra os pais de alunos
56:38quando a gente for lançar
56:40de vez aí a escola.
56:41Então grandes amigos, né?
56:42Como é que te falou?
56:43Amigos do Arthur
56:43e o Arthur, né?
56:44E o Arthur também.
56:45Vai jogar aqui, é isso.
56:46Não, já.
56:47Vou lá cantar aí.
56:49Vai estar lá Robigo,
56:50vai estar lá Vandico,
56:51vai estar Marzinho,
56:53vai estar lá.
56:53Eu te falo assim,
56:56muita gente,
56:58talvez não,
57:00principalmente essa garotada
57:01mais jovem,
57:02ela não sabe
57:04da história
57:05dos grandes jogadores
57:06paraenses
57:07que passaram aqui.
57:08Nós tivemos grandes aqui.
57:09Muito.
57:09E eu tenho um privilégio
57:11de ser amigo
57:14de todos eles, né?
57:15Eu te falo,
57:16a rivalidade
57:16ela ficava lá dentro de campo, né?
57:18Eu fui um jogador assim,
57:20é igual assim,
57:21eu fazia meus gols
57:22e eu ia comemorar
57:23com a minha torcida.
57:24Para mim,
57:24sabe o que é gratificante
57:25para mim?
57:27Os torcedores do Pai Sandu
57:28chegavam para mim
57:29e disseram,
57:30caraca,
57:31te admiro demais,
57:32sou Pai Sandu.
57:33É,
57:34eu sou Pai Sandu,
57:35sou Pai Sandu,
57:36mas ó,
57:37tu jogava muita bola,
57:38pô,
57:39parabéns.
57:39Me fez sofrer
57:40porque na época
57:41que ele começou,
57:42na época que ele começou,
57:43eu era torcedor,
57:44eu ainda não era jornalista,
57:45ele me fez sofrer muito,
57:46mas foi o maior...
57:48Onde a gente vai,
57:48a gente escuta,
57:49pô,
57:49seu Pai Sandu,
57:50você me fez sofrer muito,
57:51mas tem um carinho muito bom,
57:52por um lado,
57:54mas eu fiz uma torcida também,
57:55também sei muito feliz,
57:56que é a torcida do Réu,
57:57então,
57:58com certeza,
57:59feliz por isso.
58:00Arthur,
58:00muito obrigada,
58:01foi muito melhor
58:02do que eu imaginava
58:03a entrevista,
58:04rolou de uma forma natural,
58:06gostosa,
58:06boa,
58:08reveladora,
58:08com histórias de bastidores
58:10engraçadas,
58:11muito obrigada,
58:12quero que você saiba
58:13que Arthur Junio também,
58:15muito obrigada pelo seu carinho
58:16e sucesso.
58:17Muito obrigado.
58:17Caí na Loura.
58:18No projeto de vocês,
58:19eu tenho certeza que vai ser
58:21um sucesso enorme,
58:22com leõezinhos,
58:24com lobinhos participando,
58:25porque afinal de contas,
58:27é um grande craque
58:28que está por trás desse projeto,
58:30não é só um ídolo remista,
58:33é um grande craque
58:34que passou pelo futebol paraense,
58:35e hoje vai servir de inspiração
58:37para muitas crianças,
58:39tenho certeza.
58:39muito obrigada
58:40pela presença de vocês.
58:41É isso.
58:42Obrigada,
58:43gente,
58:43muito obrigada.
58:43Obrigada,
58:44Max,
58:44pela presença.
58:46Show.
58:46Obrigada,
58:47Júnior.
58:47De nada,
58:48que é isso.
58:48E a você aí de casa,
58:49muito obrigada,
58:50e até a próxima semana.
58:51Tchau.
58:52Tchau.
58:54Tchau.
58:55Tchau.
58:57Legenda Adriana Zanotto
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