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  • há 2 dias
O uso da toxina botulínica como tratamento terapêutico tem promovido melhorias significativas na qualidade de vida de pacientes com distúrbios motores atendidos no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, em Belém. Segundo o médico ortopedista Amaury Francês, o procedimento é indicado para casos de alterações musculares causadas por condições como paralisia cerebral, AVC, meningites, traumatismos e doenças genéticas, com o objetivo de melhorar a função motora e promover maior independência. O tratamento, geralmente realizado a cada três ou quatro meses, é associado à reabilitação e pode, em alguns casos, reduzir a necessidade de intervenções ao longo do tempo. O hospital atende, em média, 600 pacientes por mês com acompanhamento de equipe multidisciplinar.

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Transcrição
00:00O Botox C para doenças que a gente trabalha aqui no hospital tem a finalidade de melhorar
00:08distúrbios de movimentos de pacientes que têm alterações musculares.
00:13Essas alterações musculares podem ser por pacientes que têm sequelas de paralisia cerebral,
00:20sequelas de acidente vascular cerebral de outras causas, como meningites, afogamentos,
00:26traumativos, craniocefálicos ou doenças de cunho genético que podem dormir com esses distúrbios funcionais.
00:34A intenção do tratamento com a toxina motilínica é que ela seja feita para melhorar a função do paciente.
00:44E às vezes com a sequência do tratamento a gente consegue dar independência para esses pacientes
00:51e em determinado período da vida eles podem não precisar mais da toxina motilínica.
00:59Exemplo, nós temos pacientes aqui que não andavam ou andavam com apoio de muletas, de andadores
01:06e com o uso da toxina motilínica e com a reabilitação eles conseguiram ter independência de marcha,
01:15não usar acessórios para marcha, com andador, com muletas, nem precisar de ajuda de terceiros.
01:20Isso a gente acontece muito aqui no hospital.
01:23O passo a passo é o paciente tentar ter um cadastro dentro do hospital.
01:28Esse cadastro ele vem via unidade básica de saúde, se o paciente já não é do hospital vetina.
01:34Se ele já for do hospital vetina ele já tem um cadastro, ele pode pedir um encaminhamento interno.
01:39Se ele não tem cadastro do hospital, ele pode ir num posto de referência da unidade básica
01:45para referenciar para o hospital, para poder chegar aqui no hospital vetina.
01:49Eu acho que na dúvida de qualquer alteração com o seu filho, procurar um médico da unidade básica.
01:58Esse médico vai ter a propriedade técnica de ver o que é normal e o que seria a doença.
02:05E aí, se ele precisar de uma ajuda especializada, ele encaminha para o hospital vetina.
02:11E assim, se você tem uma ideia, nós demos independência para ela.
02:16Você fala, como nós demos independência se ela está de cadeira de ordem?
02:19Ela é universitária, ela escreve, ela fala no celular, ela se comunica com os outros,
02:27ela melhorou a postura na cadeira de ordem?
02:29Nós prevenimos doenças no quadril, na coluna e nos homens.
02:34Nós prevenimos uma coisa que, se o paciente com cadeirante não tratar, ele vai comer com escaras.
02:42Ela não tem escaras, ela não tem nenhum déficit de pele.
02:46Por quê?
02:46Porque ela faz reabilitação, ela aplica toxina para ter mobilidade dos pênis e uma melhor postura na cadeira.
02:51Porque ela pegou uma febre de 42 graus por 10 meses, aí para a desordenação motora dela.
02:58Ela ficou tipo uma criança vegetativa, jogada, morre.
03:03Aí, decorrer do Botox, ela já exerceu, aí já tem o equilíbrio, anda com o eu levando.
03:10A aplicação do Botox melhorou?
03:13Estimula.
03:13Estimula.
03:14Estimula para não atrofiar.
03:16Para não atrofiar.
03:17E vocês vêm aqui de quanto em quanto tempo?
03:19De 3 a 4 meses.
03:21Então, 3 a 4 meses.
03:22É, aplicação.
03:24E depois que ela aplica, a senhora percebe que ela melhora?
03:27A melhora no músculo dela, ela acha bem.
03:31Você gosta de participar desse momento?
03:34Sim.
03:36E, por exemplo, até vocês conseguirem iniciar esse processamento que levou algum tempo, como é que vocês faziam?
03:43Você foi...
03:44Não, foi rápido.
03:46Antigamente o suio era mais rápido, agora está difícil.
03:48Mas, quando ela iniciou aqui, foi rapidinho.
03:51De entrada no posto, já perto de casa.
03:54Aí, rapidinho, caminhada para cá, ela começou a fazer tudinho.
03:57Terapia, tudo.
03:59Então, vocês tinham que ter uma melhora?
04:01Melhora bastante.
04:02O seu filho, o Iliás, está a que idade?
04:05O Iliás está com 13 anos.
04:08E ele é acompanhado aqui no hospital?
04:11Desde os três anos de idade, no caso, tem dez anos, né?
04:15E a aplicação de botões começou há quanto tempo?
04:18Tem mais ou menos cinco anos.
04:20Por que ele faz essa aplicação?
04:22Ele faz essa aplicação por quê?
04:23Porque ele anda na ponta dos pés.
04:26Então, tipo assim, o tendão dele encurtou.
04:29E aí, justamente, teria que estar usando essas aplicações para que esse músculo voltasse a flexibilizar de novo.
04:38para poder não sentir tanta dor, no caso.
04:42O doutor falou assim mesmo que eu poderia fazer cirurgia, mas só que, como ele é autista,
04:47e automaticamente vem da cabeça dele, aí ele poderia voltar a andar como ele anda só na ponta dos pés.
04:54Porque, tipo, ele não abaixa o tempo todo.
04:56A marcha equina que dá a mão, né?
04:59As crianças que andam todo o tempo na ponta dos pés.
05:01Ele faz essa aplicação?
05:03Quantas vezes por semana?
05:05Ele faz de quatro em quatro meses.
05:07De quatro em quatro meses?
05:07No caso, é o prazo de quatro meses, a gente retorna e ele faz a aplicação de novo.
05:16Passa dois meses, a gente vem, ele faz a avaliação, o doutor pergunta como foi que ele reagiu,
05:21se ele teve mais flexibilidade ou não, não tem o dom dele aí.
05:26Só que ele tem que fazer as aplicações e fazer as fisioterapias.
05:29Desde que ele começou a fazer a aplicação, a senhora percebe que ele melhorou?
05:33Como é que isso faz isso?
05:34Sim, ele melhorou bastante, eu percebi, porque...
05:36Teve um certo tempo que ele já não conseguia mais abaixar o pé, ele já tinha enrejecido o tendão dele.
05:43E aí, com as aplicações, voltou de novo a tocar no chão.
05:46Só que é, tipo, na cabeça dele, aí todo quem foi dando a ponta dos pés.
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