00:00O Botox C para doenças que a gente trabalha aqui no hospital tem a finalidade de melhorar
00:08distúrbios de movimentos de pacientes que têm alterações musculares.
00:13Essas alterações musculares podem ser por pacientes que têm sequelas de paralisia cerebral,
00:20sequelas de acidente vascular cerebral de outras causas, como meningites, afogamentos,
00:26traumativos, craniocefálicos ou doenças de cunho genético que podem dormir com esses distúrbios funcionais.
00:34A intenção do tratamento com a toxina motilínica é que ela seja feita para melhorar a função do paciente.
00:44E às vezes com a sequência do tratamento a gente consegue dar independência para esses pacientes
00:51e em determinado período da vida eles podem não precisar mais da toxina motilínica.
00:59Exemplo, nós temos pacientes aqui que não andavam ou andavam com apoio de muletas, de andadores
01:06e com o uso da toxina motilínica e com a reabilitação eles conseguiram ter independência de marcha,
01:15não usar acessórios para marcha, com andador, com muletas, nem precisar de ajuda de terceiros.
01:20Isso a gente acontece muito aqui no hospital.
01:23O passo a passo é o paciente tentar ter um cadastro dentro do hospital.
01:28Esse cadastro ele vem via unidade básica de saúde, se o paciente já não é do hospital vetina.
01:34Se ele já for do hospital vetina ele já tem um cadastro, ele pode pedir um encaminhamento interno.
01:39Se ele não tem cadastro do hospital, ele pode ir num posto de referência da unidade básica
01:45para referenciar para o hospital, para poder chegar aqui no hospital vetina.
01:49Eu acho que na dúvida de qualquer alteração com o seu filho, procurar um médico da unidade básica.
01:58Esse médico vai ter a propriedade técnica de ver o que é normal e o que seria a doença.
02:05E aí, se ele precisar de uma ajuda especializada, ele encaminha para o hospital vetina.
02:11E assim, se você tem uma ideia, nós demos independência para ela.
02:16Você fala, como nós demos independência se ela está de cadeira de ordem?
02:19Ela é universitária, ela escreve, ela fala no celular, ela se comunica com os outros,
02:27ela melhorou a postura na cadeira de ordem?
02:29Nós prevenimos doenças no quadril, na coluna e nos homens.
02:34Nós prevenimos uma coisa que, se o paciente com cadeirante não tratar, ele vai comer com escaras.
02:42Ela não tem escaras, ela não tem nenhum déficit de pele.
02:46Por quê?
02:46Porque ela faz reabilitação, ela aplica toxina para ter mobilidade dos pênis e uma melhor postura na cadeira.
02:51Porque ela pegou uma febre de 42 graus por 10 meses, aí para a desordenação motora dela.
02:58Ela ficou tipo uma criança vegetativa, jogada, morre.
03:03Aí, decorrer do Botox, ela já exerceu, aí já tem o equilíbrio, anda com o eu levando.
03:10A aplicação do Botox melhorou?
03:13Estimula.
03:13Estimula.
03:14Estimula para não atrofiar.
03:16Para não atrofiar.
03:17E vocês vêm aqui de quanto em quanto tempo?
03:19De 3 a 4 meses.
03:21Então, 3 a 4 meses.
03:22É, aplicação.
03:24E depois que ela aplica, a senhora percebe que ela melhora?
03:27A melhora no músculo dela, ela acha bem.
03:31Você gosta de participar desse momento?
03:34Sim.
03:36E, por exemplo, até vocês conseguirem iniciar esse processamento que levou algum tempo, como é que vocês faziam?
03:43Você foi...
03:44Não, foi rápido.
03:46Antigamente o suio era mais rápido, agora está difícil.
03:48Mas, quando ela iniciou aqui, foi rapidinho.
03:51De entrada no posto, já perto de casa.
03:54Aí, rapidinho, caminhada para cá, ela começou a fazer tudinho.
03:57Terapia, tudo.
03:59Então, vocês tinham que ter uma melhora?
04:01Melhora bastante.
04:02O seu filho, o Iliás, está a que idade?
04:05O Iliás está com 13 anos.
04:08E ele é acompanhado aqui no hospital?
04:11Desde os três anos de idade, no caso, tem dez anos, né?
04:15E a aplicação de botões começou há quanto tempo?
04:18Tem mais ou menos cinco anos.
04:20Por que ele faz essa aplicação?
04:22Ele faz essa aplicação por quê?
04:23Porque ele anda na ponta dos pés.
04:26Então, tipo assim, o tendão dele encurtou.
04:29E aí, justamente, teria que estar usando essas aplicações para que esse músculo voltasse a flexibilizar de novo.
04:38para poder não sentir tanta dor, no caso.
04:42O doutor falou assim mesmo que eu poderia fazer cirurgia, mas só que, como ele é autista,
04:47e automaticamente vem da cabeça dele, aí ele poderia voltar a andar como ele anda só na ponta dos pés.
04:54Porque, tipo, ele não abaixa o tempo todo.
04:56A marcha equina que dá a mão, né?
04:59As crianças que andam todo o tempo na ponta dos pés.
05:01Ele faz essa aplicação?
05:03Quantas vezes por semana?
05:05Ele faz de quatro em quatro meses.
05:07De quatro em quatro meses?
05:07No caso, é o prazo de quatro meses, a gente retorna e ele faz a aplicação de novo.
05:16Passa dois meses, a gente vem, ele faz a avaliação, o doutor pergunta como foi que ele reagiu,
05:21se ele teve mais flexibilidade ou não, não tem o dom dele aí.
05:26Só que ele tem que fazer as aplicações e fazer as fisioterapias.
05:29Desde que ele começou a fazer a aplicação, a senhora percebe que ele melhorou?
05:33Como é que isso faz isso?
05:34Sim, ele melhorou bastante, eu percebi, porque...
05:36Teve um certo tempo que ele já não conseguia mais abaixar o pé, ele já tinha enrejecido o tendão dele.
05:43E aí, com as aplicações, voltou de novo a tocar no chão.
05:46Só que é, tipo, na cabeça dele, aí todo quem foi dando a ponta dos pés.
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