00:00Com que frequência você toma café preto?
00:02Eu tomo todos os dias, pelo menos duas vezes ao dia.
00:05Quais são os horários?
00:06Pela manhã e pela tarde.
00:08Por que você toma café preto? Por que isso te ajuda?
00:10Eu consigo desenvolver um trabalho melhor, consigo ficar um pouco mais esperto, mais ligado.
00:15E a questão do hábito eu estou desde que eu sou criança, então acabou se tornando comum no meu dia
00:21a dia.
00:21Pra você isso melhora o seu desempenho no dia a dia?
00:25Eu vejo como sim. Eu perco um pouco do sono, aquele jeito manioso que a gente acorda e após o
00:30almoço consigo ter um gasto melhor.
00:33Mas por outro lado, você percebe que quando você toma uma quantidade maior, isso também te prejudica ou não?
00:38Às vezes também sim. Principalmente quando eu estou com uma demanda muito grande de trabalho, a gente acaba descontando algumas
00:43coisas e o café acaba sendo uma delas.
00:45E acaba sendo uma aceleração, às vezes no batimento cardíaco.
00:50E a questão do vício também, a cafeína também é um vício.
00:53Qual foi a ocasião que você teve que tomar muito café e que você percebeu que não caiu bem?
00:58Ah, eu tive mais cinco xícaras numa tarde só.
01:02Numa tarde só.
01:03Qual foi o efeito do recorso?
01:04Aí eu fiquei extremamente ansioso, sabe? Muito agitado e tive dificuldade pra dormir durante a noite.
01:13O acaso aí o desempenho deu uma diminuída.
01:15Você estava me falando que antes eu consumia muito café ou não?
01:17Muito café.
01:18Com que frequência você tomava?
01:20Existe, às vezes eu... é porque eu não sou daqui, eu sou de Quatimbo.
01:26A cidade é... é 50 por não.
01:28Hoje eu trabalho de motorista e ambulância.
01:31Aí, antes eu fazia os negócios de frete de lá pra cá.
01:37E era todos os dias, entendeu?
01:39Quando eu saia de lá, saia mais ou menos três horas da tarde e... é, quer dizer, três horas da
01:44madrugada, né?
01:45Às vezes eu importava a Santa Maria no posto que tinha lá, eu tomava café com coca-cola.
01:50Você tomava muito café pra ficar com mais energia.
01:53E... café com a coca-cola, né?
01:55Muito.
01:56Fiz mais ou menos uns seis, sete anos isso.
01:58E aí o que já aconteceu?
01:59Aí, depois disso, quando eu parei, comecei a trabalhar na empresa Votoronti, que tem lá próximo, a gente, na Verna.
02:05E minha garrafinha era... era do meu lado, vivia do meu lado, café preto direto.
02:13Aí eu tive uns problemas de... de... do estômago, senti uma coisa, e eu fui fazer um tratamento, aí deu
02:20a capilose.
02:21Aí o médico passou aqui pra poder evitar o café preto, entendeu?
02:26Aí que isso era um dos... dos... dos... dos... dos... da rar... da rar... da rar... dos problemas, a coca
02:30-cola.
02:31Aí eu fiz tratamento, aí... faz mais de dois anos isso.
02:35De lá pra cá, nunca mais, na minha vida, café preto.
02:37Sente falta.
02:38Não é que eu sinto falta, mas é... é aquilo... eu parei mesmo por causa da... da saúde que eu
02:46já vi, parceiro meu, desse problema, morreu, pobre.
02:49Quando dá vontade de tomar um café preto, como é isso que tá aqui?
02:53Sim.
02:53O que que o senhor faz?
02:54Como não.
02:55O senhor pensa na saúde?
02:56Na saúde.
02:57Em casa mesmo, às vezes, é... digamos assim, a Dilma, eu saio pra trabalhar, às vezes...
03:02É... como, às vezes, a gente sente falta das coisas, quando precisa, a gente sente a falta, né?
03:08Aí, às vezes, não tem o leite, eu não tomo.
03:10Aí eu tomo no hospital onde eu trabalho, sempre tem lá o café com leite, aí eu tomo lá, mas...
03:16Café preto nunca mais?
03:17Não, nunca mais.
03:18Há de dois anos que eu parei mesmo, café preto.
03:20Tchau.
03:22Tchau.
03:23Tchau.
03:24Tchau.
03:25Legenda Adriana Zanotto
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