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  • há 2 dias

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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:04A caminhonete do coronel Teodorico quase atropelou o lobisomem
00:08e Candoca saiu correndo pela mata assustada.
00:12No dia seguinte, Itamar e Candoca acordaram na floresta.
00:17Sem mais nem menos, Candoca deu um beijo em Itamar.
00:22E o pior é que todo mundo viu.
00:25O coronel Teodorico resolveu fazer o moço casar com sua filha à força.
00:31Tonica Ventania, linda cangaceirinha, filha de trovoada,
00:35também viu Itamar com Candoca e ficou uma fera.
00:38Ai, eu não gosto nem de lembrar, papai.
00:42Mas ele foi chegando bem perto.
00:45Me agarrou com esses braços fortes.
00:47Se embora, se embora, se embora.
00:48Não são fortes, mas é.
00:49Eu não pude reagir e ele me obrigou a beijar esses lábios.
00:53Essa boca canuda, papai.
00:57Se embora, se embora, se embora, se embora, se embora, se embora.
01:00Eu sofri tanto, papai.
01:02Mas eu não fiz nada disso, mulher.
01:03Mas devia ter feito, droga.
01:05Espera aí, ó.
01:06Você está querendo dizer que a minha filha é mentirosa?
01:09Não, eu não estou querendo dizer nada.
01:11Não, porque se ela não mentiu, está dizendo a verdade.
01:13Está dizendo a verdade que você quis agarrar a minha filha.
01:16Sim.
01:17Estava querendo, eu estava querendo.
01:19Agarrar esse anjinho de inocência, Benta.
01:24Mas você não perde por esperar.
01:26Ah, não.
01:27Eu já mandei chamar o juiz e o delegado.
01:30E você vai ter que casar, nem que seja na marra.
01:32Marra, Marra, Marra, Marra, você não acha que essa é uma atitude muito precipitada?
01:40Precipitada, Benta, você acha que é precipitada?
01:42Ele tentou contra a honra da minha filha.
01:46Ah, não, Marra, você vai casar.
01:58Cuidado com a coca, que a coca te pega, te pega daqui, te pega de lá.
02:03Eu adoro ser coca, eu adoro ser perversa.
02:08Ai, mas eu adoro mesmo, é cogumelos.
02:11Eu adoro cogumelos, principalmente quando eles são venenosos.
02:20Cuidado com a coca te pega, te pega daqui, te pega de lá.
02:24Pesquisa sobre lobisomem nos livros da Doutora Berta, eu...
02:26Pega daqui, te pega daqui.
02:28Vocês já fizeram armadilha?
02:29Eu adoro ser coca, eu adoro ser péssima, eu adoro ser...
02:37Chaca, coca.
02:38Vamos dar um fora.
02:46Alguém me tire daqui!
02:49Me tire daqui!
02:51Ai, que coisa, que ótimo.
02:54Como é que eu vim parar aqui?
02:57Eu tenho que sair daqui, eu tenho que sair daqui.
03:00Alguém me tire daqui!
03:24O que foi, Ventania?
03:28Estou sentindo o cheiro de emboscada, pai.
03:32Eu não.
03:33Será que você não sou nada malante, capitão?
03:36Osoreia, pare de cheirar.
03:37Vai lá ver o que é.
03:38Vai, filho de uma égua.
03:40Vai, filho de uma égua.
03:40Eita, amor.
03:41Eita, amor.
03:42Eita, amor.
03:43Vai!
03:43Lixeiro!
03:44Entani!
03:45Olha a chuva, filha.
03:47O sertão vai virar a mar.
03:50Vira a cara própria.
03:51É, vira a cara própria.
03:53Mas ande logo, pai.
03:53Esse chão não vai ficar magretado, não, minha filha.
03:56Vamos, vamos, vamos.
03:57Vamos logo, pai, que eu quero soltar o corpo daquele homem.
03:59Vamos, vamos, vamos, puxa.
04:01Vamos, puxa, puxa, puxa, aperta a porta para eu.
04:03Vai, vai.
04:08Vamos, puxa, puxa, puxa, puxa, puxa, puxa.
04:32Vamos, puxa, puxa, puxa, puxa, puxa, puxa, puxa.
05:22Que é isso?
05:24Ô, lentaneia, cadê aquele cabra que não chega nunca?
05:29O cabra mais azulado da pele.
05:31Num praguez, meu pai. Num praguez, não, que é feio.
05:37Estou com os fundinhos todos estropeados, gente.
05:49Quem é você?
05:51Oxe, uma mulher.
05:54Mulhernada, eu sou um poca.
05:56É que tá tudo escuro aqui, né?
05:59Tá tudo escuro, não vai conseguir não enxergar nada.
06:03Por favor, com a escusa de vossa senhoria,
06:08puder fazer uma perguntinha?
06:11Onde é que eu vim parar, hein?
06:13Ora essa, a gente caiu numa armadilha.
06:17Ai, mas se eu pego, quem botou isso aí?
06:25E você também, fique quieto!
06:38Ah, poca!
06:40A coca caiu na nossa armadilha.
06:42E agora?
06:43Deixa ela se virar.
06:46Ah, eu é que não volto lá.
06:47Nem eu!
06:49Vamo pra lá!
06:50Pra lá!
06:50Pra onde?
06:51Ai, ai, ai, ai!
06:52Vamo, vamo, vamo!
06:53Vamo, vamo, vamo!
06:54Vamo, vamo, vamo!
06:57Amém.
07:30Amém.
07:45As testemunhas estão prontas?
07:48Sim, claro. Estamos aqui.
07:50Quando o senhor quiser começar, é só falar.
07:52Anda logo, eu quero comer um bolo.
07:55Ai, que maravilha!
07:57Eu sempre sonhei de casar assim, ao ar livre.
08:01Espera aí!
08:08A gente também quer assistir esse casamento.
08:15Mas, Paiinho, a sorela deve ter se perdido por aí.
08:18Vambora logo, Paiinho.
08:19Tem razão, Ventania.
08:21É, depois aquele filho da égua alcança a gente.
08:24Vambora! Vambora! Vambora!
08:25Vambora! Vambora!
08:25Vambora! Vambora!
08:50Vambora!
08:53Vambora!
08:54Vambora! Vambora! Vambora! Vambora!
08:55Vambora! Vambora! Vambora! Vambora!
08:56Vambora! Vambora! Vambora!
08:59Mas, que cabada, Papai!
09:01Quem foi que convidou essa gente, amor?
09:03Isso não é importante!
09:05O importante é o casamento!
09:07Que horror!
09:08Até parece que seu pai quer se livrar de você, Kandoca!
09:15Eu não tô encalhada bonequinha fedorenta, quem tá encalhada é você.
09:21Eu não tô encalhada não, tá? Eu tenho meu marido, o Marquês Rabicó.
09:26Marquês, sai de louca.
09:29Com sua permissão, o Marquês Rabicó sou eu e com muito gosto.
09:35Amor, a bonequinha fedorenta é casada com um porco, é a cara dela isso.
09:41Vamos logo com esse casório, seu juiz.
09:47Vamos reiniciar a cerimônia. Um momento.
09:49Nossa, o que foi agora, seu sacudo de quinta categoria?
09:53Não me consta que um casamento possa ser realizado sem os proclamas.
10:28Dorme, neném, que a cuca vem pegar. Dorme, neném, que a cuca vem pegar.
10:38Que voz mamacita em vossa pessoa, que voz bonita.
10:43Cante mulher rendeira, mulher rendeira. Não, mulher rendeira não.
10:47Cante aconchego, aconchego. Cante aconchego.
10:51Aconchego? Canta aí pra eu me lembrar.
10:52Olha, aconchego, então você não tá ligando o nome da pessoa.
10:55Aquela música assim, ó, vai começar, vai começar.
10:58Estou de volta pro meu...
11:00Alegria!
11:03Trazendo...
11:08Trazendo na mala bastante saudade
11:17Querendo um sorriso sincero, um abraço
11:23Para aliviar meu cansaço
11:28E toda essa minha vontade
11:54Ai!
11:56Ai!
11:58Ai!
12:02Ai!
12:04Ai!
12:04Ai!
12:08Ai!
12:12Ai!
12:13Ai, é égua
12:15que eu me desapertei
12:17Ai, desi logo, painho, desi logo, painho!
12:20Puxa, puxa, puxa!
12:22Oxe, Maria, mas o cabra dela se dá para o vigênico.
12:25Vande lá, porque eu quero pegar aquele desinfelizme, seu marido.
12:28Vande lá, vambora. Vamo ter um sujo.
12:30É disso, é disso.
12:32Vamos tomar a fazenda.
12:34Tome a cela também, desgraçado, mas não pegaram a cela.
12:37Não pegaram a cela.
12:39Eu tô todo moído, tô tomando.
12:41Eu não aguento mais.
12:43Vamos tomar a fazenda.
12:44Tome tudo, tome anel. Tô com pouco anel.
12:47Tome a cela.
12:49Eu não aguento mais.
12:49Tome a cabeça, tô com a mal aqui.
12:54Sem o edital de casamento, não pode haver cerimônia.
12:58Seu juiz, parabéns, seu amor. Parabéns.
13:00Eu não posso me encadar. Eu tô salvo.
13:02Com licença, eu vou então o prazer de conhecer, cantor.
13:06Eu vou então, vou chegando. Com licença.
13:11Não precisa de proclama coisa nenhuma, seu sapuco de milho enxerido.
13:15Não é, seu delegado? Vai casar. Vai casar na polícia.
13:18Volta pra lá. Já, volta pro lugar. Volta pro lugar.
13:21Seu delegado vai casar na polícia, na letra da lei, se for pedido.
13:26É isso mesmo, papai. É isso mesmo, o sapuco intrometido.
13:30Vamos casar.
13:31Canta ao caso.
13:32Ai, tá esperando. Casa, gente. Casa logo, anda.
13:35Gentina, viu?
13:36Se alguém tem alguma coisa contra essa cerimônia,
13:39que falha agora, não se quere para sempre. Seu juiz...
13:43Mas eu tenho.
13:49Seu juiz.
13:56Seu juiz.

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