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No Opinião Internacional, o cientista político Thomaz Tommasi analisa os impactos na diplomacia, na OTAN e na liderança global americana com o conflito no Oriente Médio.
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NotíciasTranscrição
00:04O mundo será o mesmo após esse conflito, Estados Unidos e Israel contra o Irã.
00:10Muitos cristais, muitos vidros se partiram nas relações internacionais.
00:14E na própria imagem dos Estados Unidos, como uma referência de liberdade democrática ou de liberalismo,
00:23mesmo que com acusações de uma certa hipocrisia nas relações internacionais dos Estados Unidos,
00:28porque na verdade sempre valeu seus próprios interesses.
00:31Mas alguma coisa desse verniz também se perdeu.
00:34Poderíamos citar ainda as relações Estados Unidos e OTAN.
00:38Será que é possível manter o que havia, o que a OTAN significava?
00:46Aqui conosco, Tomás Tomasi, cientista político.
00:49E a minha pergunta é, Tomás, é possível colar os cacos do que se partiu com esse conflito internacional?
00:57Luciano, fica a dúvida se esses cacos são de cristal ou de algum vidro que pode ser reconstituído com o
01:03tempo.
01:04Na política e nas relações internacionais e na diplomacia, é sempre possível que haja uma consertação,
01:11é sempre possível que os próprios países possam trazer de volta para o eixo
01:20aquilo que era um combinado feito há muitas e muitas décadas atrás.
01:26As relações internacionais, a diplomacia e a liderança dos países requerem que a gente tenha uma liturgia do cargo.
01:35Acho que muitas vezes esse termo liturgia do cargo é apresentado em várias análises.
01:42E nessa a gente não poderia deixar de trazer, que é o fato de que muitas vezes, Luciano,
01:48a gente observa o presidente da maior democracia liberal do planeta, a maior superpotência da Terra,
01:54rompendo com todos os limites da liturgia do cargo.
01:57A gente percebe um presidente que é extremamente agressivo nas suas colocações.
02:04Quando que a gente imaginou que teríamos o presidente dos Estados Unidos dizendo que iria dizimar uma outra população?
02:11E aqui não cabe a gente fazer uma análise de quem está certo e quem está errado.
02:17A gente está apenas fazendo uma discussão sobre qual é a capacidade que cada um tem de liderar o seu
02:24país,
02:25sobretudo um país tão importante quanto os Estados Unidos.
02:28Tomás, algumas coisas me saltam muito aos olhos.
02:32Por exemplo, mesmo que os Estados Unidos consigam uma vitória militar, que se retomem ataques e bombardeios ao Irã,
02:44quem é o verdadeiro vencedor dessa guerra?
02:47Porque até o momento o Irã fez valer o seu posicionamento estratégico no Estreito de Hormuz,
02:54afetando a cadeia global de energia e de suprimentos.
02:57Os Estados Unidos parece que encontraram um obstáculo que não conseguiram transpor.
03:01Há um vencedor nessa guerra?
03:04Essa é uma excelente pergunta, Luciano.
03:06O conflito ainda está ativo, ou seja, a gente não pode determinar quem ganhou ou quem perdeu.
03:11O que a gente pode fazer é uma análise um pouco mais aprofundada
03:15de quem está seguindo num caminho onde obtém vitórias e quem está perdendo bastante com isso.
03:22Alguns analistas dizem que o Irã está vencendo esse conflito.
03:27Eu não creio que há uma vitória do Irã.
03:30Eu creio que há uma realização de que o regime teocrático iraniano,
03:36ele dentro das suas camadas muito bem posicionadas, ele resistiu.
03:41Então, ao invés de uma vitória, eu calculo que ali existe uma realização
03:47de que o regime dos ayatollahs resiste a muitos ataques furiosos por qualquer que seja o inimigo
03:56que vem a tentar invadir e quebrar a sua soberania.
04:01Um ponto que ficou claro, o Irã, durante muitas décadas, ficou ameaçando que em algum dado momento
04:08iria fechar o Estreito de Hormuz e atrapalhar a economia mundial.
04:12E nesse conflito aconteceu isso.
04:14O Irã fechou por vários momentos o Estreito de Hormuz.
04:17Agora eu quero te convidar a entender o que é fechar um braço, um pedaço de mar,
04:23que é um estreito, uma passagem de mar.
04:26Como que se fecha? Não tem um portão que fecha, é uma ordem que é dada
04:29e uma ameaça que é feita para quem faz transporte marítimo ali com o comércio.
04:35Ali, sobretudo, tem gás e óleo sendo petróleo passando
04:40e que vai abastecer a economia mundial para além do comércio que passa ali
04:44de maneira normal durante os dias.
04:46Se você é de uma empresa e tem que passar um navio
04:51que tem no total ali na casa dos bilhões de dólares naquele navio,
04:57um ataque vai custar caro.
04:59Além de vidas, você tem uma perda material muito grande.
05:03Então, o que é fechar o Estreito de Hormuz?
05:06É o Irã determinar que nenhum navio passe naquele lugar
05:09e que ele vai bombardear quem passar.
05:12O que está acontecendo hoje em dia?
05:14O Estreito de Hormuz está fechado, mas o Irã cobra um pedágio para passar.
05:19O pedágio é de 2 milhões de dólares por navio.
05:22Então, se você quiser passar um navio no Estreito de Hormuz,
05:25para além de pagar ou decidindo não pagar um seguro,
05:29você pode pagar para o Irã, que você vai passar naquela região,
05:332 milhões para um navio que custa na casa das centenas dos milhões,
05:37o que tem de custo ali dentro, é um pingo de água no oceano.
05:41E as empresas pagam e passam pelo Estreito de Hormuz.
05:45Então, o Irã, para além de criar um problema para a economia mundial
05:49e incomodar os seus inimigos, os seus adversários,
05:53o Irã gerou uma receita e com essa receita pretende e tem proposto
05:58que seja recurso para que ele possa reconstruir advindo dos ataques
06:03que sofreu dos Estados Unidos e de Israel.
06:06Na região como um todo, se a gente olhar para os Emirados Árabes Unidos,
06:12Dubai, Abu Dhabi e também para o Catar,
06:16a gente vai perceber que ali é uma região que é um pedaço de deserto
06:20que tem muito gás e petróleo e que as monarquias que reinam ali
06:27nesse pedaço de deserto transformaram esse lugar num paraíso para o comércio,
06:34num paraíso para os negócios, num paraíso para a logística aérea,
06:39num paraíso para o turismo.
06:41E para que esse paraíso vingue e seja um espaço atrativo
06:45para todos nós querermos ir a esse lugar,
06:49é fundamental que haja estabilidade.
06:52E essa estabilidade foi quebrada a partir do momento
06:55que o Irã retalhou a região,
06:57atacando algumas dessas bases americanas que ficam nesses lugares
07:02e também, por efeito colateral, segundo o Irã,
07:07alguns desses drones caem em áreas comerciais e áreas civis,
07:12ou seja, quebra por completo toda essa estabilidade.
07:16O aeroporto de Dubai, que é um dos maiores hubs aéreos do mundo,
07:20ele ficou fechado por vários dias.
07:23E esse fechamento do aeroporto de Dubai causou um grande prejuízo,
07:30seja para a logística aérea, de cargas e de produtos,
07:35mas também para a logística de pessoas.
07:39Ou seja, um hub tão importante que conecta as Américas, a Europa com a Ásia,
07:44ele foi fechado do dia para a noite,
07:48muito parecido com o período da pandemia,
07:50mas a pandemia até houve uma chegada mais próxima,
07:55as companhias puderam reagir de maneira mais planejada.
07:59Dessa vez, não.
08:00Os ataques fecharam o aeroporto, o espaço aéreo é fechado.
08:04Quando você olha no Flight Radar,
08:08que é um aplicativo que você olha o espaço aéreo do mundo,
08:11você colocou no dia dos ataques ali,
08:13você olhava o espaço aéreo da região todo desprotegido.
08:17Vale dizer também que a Arábia Saudita,
08:19que caminha nesse sentido de criar um ambiente cada vez mais próspero
08:24e olhando para o mundo dos negócios,
08:26também teve um certo prejuízo,
08:29a despeito de ter tido lucro com,
08:33não lucro, mas enxergar no enfraquecimento do Irã,
08:37um período, uma oportunidade boa de momento.
08:42Já o outro lado, os Estados Unidos,
08:45o presidente Donald Trump,
08:47numa aliança com Israel,
08:50tinha a impressão de que iria lançar um ataque
08:53e que seria muito fácil derrotar o governo iraniano
08:57e o regime dos ayatollahs,
08:59pensando que aquilo que foi feito com Maduro,
09:01a capitulação do Maduro entrando na Venezuela
09:05e tirando o Maduro daquele lugar,
09:07poderia resolver que seria algo parecido.
09:12E não é verdade, porque, como a gente já comentou antes,
09:15o regime iraniano é um regime muito bem posicionado,
09:19com várias camadas de poder.
09:21Um ayatollah sai, entra outro no lugar.
09:24Inclusive, os ayatollahs escolheram o filho do Ramenei,
09:28então, o nome Ramenei continuou no poder à frente dele,
09:35à frente do governo iraniano, do país.
09:39O presidente não foi assassinado,
09:42não houve a baixa desse presidente,
09:44mas o Irã teve muitas perdas.
09:47Então, eu acho que hoje,
09:48quem pode estar ganhando na região é Israel,
09:51que agora, nesse momento em que há um período de trégua
09:55e o Estreito de Orbus foi reaberto,
09:57depois fechado e agora voltou a ser reaberto,
10:00nesse período, quem tem se fortalecido é Benjamin Netanyahu.
10:05Ele que necessita de uma guerra para se manter vivo no poder,
10:10ele tem vencido,
10:11porque ele tem causado grandes baixas de lideranças na região
10:16e continua atacando o Líbano e tentando diminuir
10:20todos aqueles que são os próxis do Irã na região.
10:25Não temos, Luciano, um vencedor,
10:28mas temos frentes indo para um lado e para o outro.
10:32Perfeito.
10:33Tomás, e uma coisa que talvez tenha se partido,
10:37pelo menos na minha avaliação,
10:40é que esse conceito dos Estados Unidos,
10:43do sistema político americano,
10:45de freios e contrapesos,
10:48que de alguma forma seriam impeditivos
10:50para ações insanas do poder executivo
10:56do presidente dos Estados Unidos,
10:58me parece que essa imagem também sai bastante corroída.
11:03Porque se você pega qualquer livro de história,
11:06de ensino básico, fundamental,
11:10você vai ver que o Estreito de Hormuz
11:14geograficamente era uma arma do Irã
11:18no jogo das relações internacionais.
11:22Sabia-se também,
11:23você estuda isso nos livros escolares,
11:26que a estrutura política do Irã
11:30vai muito além de uma cabeça,
11:34de um governante,
11:35mas por outro lado existe
11:36a chamada guarda republicana iraniana,
11:40existem líderes que vão substituindo
11:42os que são assassinados,
11:44são eliminados.
11:46Passa a impressão que os Estados Unidos
11:49entraram numa guerra absolutamente
11:51sem planejamento algum.
11:53Essa é a imagem que se passa internacionalmente.
11:55E aí a minha pergunta que fica é,
11:58numa hipótese de uma sucessão nos Estados Unidos,
12:03todas essas relações,
12:04inclusive com a OTAN,
12:05que nós ainda não dissecamos aqui,
12:07podem ser recuperadas?
12:09Ou será que essa imagem dos Estados Unidos
12:11perante os seus aliados,
12:12porque sempre houve um compromisso dos Estados Unidos
12:14como um defensor,
12:17um fiel depositário da segurança
12:19de vários países do mundo afora,
12:21isso se perdeu?
12:22Isso se recupera, vamos dizer,
12:24com um governo que traga um pouco mais de lógica
12:26nos Estados Unidos?
12:28Isso, mais uma vez,
12:30eu creio que pode se recuperar parte disso,
12:33mas como eu brinquei no começo,
12:36depende de que cacos nós estamos falando,
12:38de cristal ou de vidro.
12:40O vidro me parece ser mais fácil
12:42de ser consertado dependendo do dano
12:45que acontece.
12:48O sistema de pesos e contrapesos americanos
12:52dá uma certa liberdade ao presidente,
12:54ao líder do executivo,
12:56para conduzir assuntos de interesse nacional.
13:00Mas dentro desse sistema
13:02tem, no meio do caminho,
13:05as chamadas midterms,
13:07que são eleições de meio de mandato
13:09e que trocam um pedaço da Câmara
13:14e um pedaço do Senado americano.
13:17Nessas midterms,
13:19algumas pesquisas já apontam
13:22que Donald Trump deve sofrer
13:23uma grande derrota.
13:26E isso pode fazer com que ele perca
13:28uma das casas,
13:30ou o Senado,
13:31ou a casa dos deputados,
13:33dos representantes.
13:35Essa pode ser uma alternativa
13:37para ali na frente,
13:38Donald Trump já ser colocado
13:40numa posição em que ele não cometa
13:43muitas loucuras,
13:46mas a gente fica sempre com a perspectiva
13:49de que Donald Trump tem tomado decisões
13:52que não são seguras e nem certeiras.
13:55Creio que um novo governo,
14:00e a gente está falando de um longo tempo pela frente,
14:03dois anos e meio para mais,
14:06e depois de uma eleição
14:08que a gente não sabe
14:09o que pode vir ali na frente
14:11dentro dos Estados Unidos
14:12e como que o mundo vai estar nesse momento,
14:15creio que um novo governo
14:17pode sim consertar e trazer
14:21esse mundo
14:22que foi construído
14:23no pós-segunda guerra mundial
14:25e que tem os Estados Unidos
14:28como líder e garantidor
14:30de um mundo mais estável.
14:31Os Estados Unidos
14:32vinha cumprindo essa posição
14:35de ser um país
14:36onde as democracias
14:39eram fortalecidas,
14:40a despeito da gente,
14:41antes de entrar aqui,
14:42a despeito da gente saber
14:43que existem guerras por procuração,
14:46que o próprio Estados Unidos
14:48viola algum tipo de acordo,
14:51até porque em outros momentos
14:52a gente falou
14:53desse anarquismo
14:56que existe no internacionalismo.
14:58Então, assim,
15:00quando os Estados Unidos
15:02agora
15:03o presidente Donald Trump
15:05teve uma reunião
15:05com o Mark Huth,
15:06que é o secretário-geral
15:08da OTAN
15:09e o Donald Trump
15:11saiu espalhando brasa,
15:12trazendo a Groenlândia
15:14para a mesa
15:14de discussão,
15:16dizendo que a OTAN
15:16não esteve junto dele,
15:18lembrando que a Groenlândia
15:19faz parte da OTAN,
15:21então era um membro
15:23atacando,
15:24ameaçando o ataque
15:25a outro membro.
15:26então tudo isso
15:28pode ser ajustado
15:30com uma nova administração,
15:32com um novo olhar,
15:33ou o próprio Donald Trump
15:34pode cair na real
15:36e passar a entender
15:38a importância que tem a OTAN.
15:40A OTAN, nós estamos falando,
15:42na maior aliança militar
15:44que existe
15:46no planeta,
15:47a mais poderosa,
15:48a mais forte.
15:49Temos que lembrar
15:50que dentro da OTAN
15:52tem um número incontável
15:54de ogivas nucleares,
15:56ou seja,
15:57é uma aliança estratégica
15:58em que os adversários
16:01da OTAN,
16:02do mundo ocidental,
16:04como a China
16:05e a Rússia,
16:06olham para esse
16:08rompimento
16:08e falam,
16:10meu Deus do céu,
16:11que aconteça isso mesmo,
16:13que a OTAN se desfaça,
16:14porque China e Rússia
16:15ficariam muito felizes
16:16com isso.
16:17Lembrando que a China
16:18está em forte ascensão,
16:20a Rússia não,
16:20porque está travando
16:21uma guerra,
16:22guerra essa,
16:23que nem a OTAN
16:24e nem a Europa
16:25conseguem parar
16:26a Rússia
16:27de seguir adiante.
16:28Eu falava,
16:29caminhando aqui
16:31para o final
16:31da nossa conversa,
16:32e você já pincelou
16:34sobre China
16:35e Rússia.
16:36Me parece,
16:38e você já deu
16:39uma boa descrição,
16:40que eles podem
16:41estar olhando
16:42de camarote,
16:43apesar,
16:44logicamente,
16:44da China
16:45depender
16:46em boa parte
16:47do petróleo
16:48que vem do Irã,
16:49mas eles observam
16:51de certa forma
16:52de camarote
16:52essa incapacidade
16:54do Ocidente
16:54de resolver
16:55as suas mazelas.
16:56Sem dúvida nenhuma,
16:58China e Rússia
16:59olham
16:59para a confusão
17:01que está acontecendo
17:02na OTAN
17:03e com a possibilidade
17:04da OTAN
17:05perder a presença
17:06dos Estados Unidos
17:07ou deixar de existir
17:08a OTAN,
17:09porque perderia muito
17:11do seu sentido
17:11a OTAN
17:12sem os Estados Unidos.
17:13Eu comentava contigo
17:14que, por exemplo,
17:15um país membro
17:16que deseja
17:17sair da OTAN,
17:19ele tem que endereçar
17:19uma carta
17:20ao presidente
17:20dos Estados Unidos
17:21um ano antes
17:22manifestando seu desejo
17:24de sair da OTAN.
17:24É uma aliança,
17:25é uma aliança
17:26que tem um acordo,
17:27uma carta
17:28e que nessa carta
17:29todo mundo
17:29topa se defender
17:31caso haja um ataque,
17:32uma agressão inimiga
17:34e essa aliança,
17:36ela respeita
17:37a soberania
17:37de cada um
17:39dos signatários dela,
17:40mas ela,
17:41ao mesmo tempo,
17:42tem dispositivos
17:43para você
17:44se desconectar dela.
17:45Um desses dispositivos,
17:46olha o tamanho
17:46de importância
17:47dos Estados Unidos,
17:48sendo o presidente
17:50dos Estados Unidos
17:50ou o governo americano
17:52como grande validador
17:53da OTAN.
17:54Então,
17:54sem a presença
17:55dos Estados Unidos,
17:56a OTAN
17:56deixa de ter
17:58a sua força,
17:59a sua importância
18:00e perde o sentido
18:01de ser.
18:03Vladimir Putin
18:04e Xi Jinping
18:04olham para isso
18:06como algo maravilhoso
18:09e estão permitindo
18:10com que
18:12os Estados Unidos
18:13promova
18:15essa confusão.
18:16Você citou muito bem
18:18que a China
18:18olha para tudo isso
18:20e não fica feliz
18:21com a crise energética.
18:22A crise energética
18:24é algo que
18:24atrapalha a China
18:26porque a matriz
18:27econômica chinesa
18:28é muito dependente
18:29de energia,
18:30depende de petróleo,
18:32de geração de energia,
18:33tanto que eles
18:34têm tentado alternativas
18:35e têm modernizado
18:37a sua geração
18:38de energia recentemente.
18:39Muito bem,
18:40essa foi mais
18:40uma opinião internacional.
18:41eu, Luciano Rangel
18:42e Tomás Tomasi,
18:45agradecendo aqui
18:46ao Tomás
18:47pelas suas observações
18:49e sua análise
18:50sobre esse momento
18:50tão delicado
18:52da situação política
18:53internacional.
18:54Obrigado pela sua audiência.
19:11Obrigado.
19:12Obrigado.
19:12Obrigado.
19:14Obrigado.
19:15Obrigado.
19:15Obrigado.
19:16Obrigado.
19:16Obrigado.
19:16Obrigado.
19:16Obrigado.
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