- há 21 horas
O podcast Opinião Internacional analisa a instabilidade da política externa de Donald Trump, marcada por recuos no conflito com o Irã e pelo desgaste de alianças tradicionais com a OTAN e líderes europeus, enquanto enfrenta altos índices de desaprovação às vésperas das eleições de meio de mandato.
Além das tensões no Oriente Médio e seus impactos na crise energética global, o podcast discute as mudanças de eixo na Europa — com a guinada pró-Rússia na Bulgária e o pragmatismo de centro-direita na Hungria — e o polêmico modelo de segurança de El Salvador sob o comando de Nayib Bukele.
O programa aborda ainda o rebaixamento do Leicester City dez anos após título da Premier League, dicas de turismo em Cabo Verde e o uso de inteligência artificial pelo governo iraniano em disputas de narrativa.
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Além das tensões no Oriente Médio e seus impactos na crise energética global, o podcast discute as mudanças de eixo na Europa — com a guinada pró-Rússia na Bulgária e o pragmatismo de centro-direita na Hungria — e o polêmico modelo de segurança de El Salvador sob o comando de Nayib Bukele.
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NotíciasTranscrição
00:04Olá, este é o Opinião Internacional em Novo Formato.
00:07Eu, Luciano Rangel e Tomás Tomazes, cientista político, vamos estar aqui
00:11comentando as notícias que movem as engrenagens do planeta.
00:14Você vai conferir este podcast nos canais da Rede Tribuna e também no Spotify.
00:19Vem com a gente nessa viagem pelo planeta.
00:21Tomás, vamos falar do hard ao soft power, não é isso?
00:24É exatamente isso, Luciano. No mundo hiperconectado que a gente vive nos dias de hoje,
00:30independente da sua idade, do trabalho que você faz, é fundamental entender
00:35esse planetinho aqui que a gente vive, esse lugar, essa terra que a gente tem que preservar,
00:39que a gente tem que manter como nossa casa, mas é o lugar que a gente vive e que está
00:43muito conectado.
00:45Entender o que acontece no Oriente Médio, na Ásia, no nosso continente americano, é fundamental.
00:50E a opinião internacional vai trazer essa perspectiva para todos nós.
00:54E a gente não poderia deixar de começar esse programa, né Tomás, falando desse sujeito aí,
00:58Donald Trump, que de ameaça destruir uma civilização, agora está concedendo mais prazo
01:05no cessar fogo contra o Irã. Está confuso essa história, hein Tomás?
01:09Extremamente confuso, Luciano, e quem nos assiste, veja bem.
01:13Donald Trump muitas vezes é analisado com atitudes esquizofrênicas.
01:17É difícil a gente colocar dessa forma, mas é um marca-texto que a gente quer colocar
01:22na instabilidade que o governo americano tem trazido para o mundo.
01:26Esse é um conflito, meu amigo e quem nos assiste, aberto e de alta tensão,
01:32que já causou prejuízos ali para o Oriente Médio, mas também prejuízos na economia global,
01:38já que 20% de petróleo e seus derivados, parte do gás que abastece o mundo,
01:45passa pelo Estreito de Hormuz, essa região que tem Emirados Árabes Unidos,
01:49Qatar, que é um grande produtor de gás, e também a Arábia Saudita
01:53e todos aqueles países da região que abastecem o mundo com petróleo.
01:58Justamente no momento em que o planeta passava por um momento de crise energética,
02:04já por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia.
02:08Essa crise energética que vinha atingindo, sobretudo, a Europa,
02:12está causando alta do petróleo, alta do barril do petróleo,
02:16e instabilidade na economia mundial.
02:19Para além de tudo que houve de prejuízo na logística humana, por exemplo,
02:23dos hubs de aviação que existem ali na região do Oriente Médio,
02:27a respeito da Emirates e também da Qatar Airways,
02:32que são no Qatar e em Dubai, e também na Etihad, em Abu Dhabi,
02:39que são hubs aéreos importantes, conectando a Europa e a América com a Ásia.
02:45Então, esse é um pedaço do planeta importante
02:50e que tem sido vítima da esquizofrenia do presidente americano.
02:54E a gente não pode deixar de falar, Tomás,
02:56do impacto que as questões domésticas trazem para as decisões do presidente Trump.
03:03A gente sabe que a aprovação do governo dele,
03:06a desaprovação do governo dele superou 60%.
03:11Nós estamos num ano de eleições no Congresso americano,
03:15e as perspectivas não são boas para os republicanos nesse momento.
03:18Como é que isso afeta as decisões do governo americano?
03:22Construção de narrativa, Luciano, sempre foi algo importante nas guerras, tá?
03:27Então, tem sempre uma frase que as pessoas gostam de dizer,
03:30que quem vence a guerra é quem conta a verdade.
03:34Então, a verdade, ela parte da boca do vencedor.
03:37E durante o período de guerra, sobretudo nesse mundo hiperconectado,
03:41é fundamental que as mídias sociais também façam parte desse cenário de guerra.
03:47Isso interfere internamente,
03:50sobretudo quando o país é uma democracia liberal como os Estados Unidos.
03:54Trump tem, na pesquisa da Reuters Ipsos, 62% de desaprovação.
03:59Pesquisa essa que saiu por esses dias, Luciano.
04:02Essa desaprovação interna bate exatamente no que você acabou de falar.
04:06Nesse momento de midterms, na democracia americana,
04:11durante os quatro anos de governo de um presidente,
04:14ele tem no meio do caminho uma eleição para o parlamento,
04:17que parte do parlamento, ele é substituído, é renovado.
04:24Então, Câmara e Senado vão mudar alguns dos seus assentos.
04:27Nós, aqui, na Opinião Internacional, iremos analisar esse momento
04:30quando ele acontecer durante o ano de 2026.
04:33Trump tem perdido, segundo as pesquisas,
04:36esse momento das suas midterms.
04:39E isso é gravíssimo para ele.
04:41Vale dizer que os Estados Unidos entraram nessa confusão,
04:44nessa bagunça toda com o Irã,
04:46por conta e a pedido numa coalizão com Israel,
04:51que é o passo disso tudo,
04:53a despeito de tudo que tem acontecido.
04:56Benjamin Netanyahu,
04:57Bibi Netanyahu,
04:58que é o apelido dele interno em Israel,
05:01Benjamin Netanyahu tem se beneficiado bastante dessa guerra,
05:04porque ele precisa de uma guerra, Luciano,
05:07para chamar de sua.
05:08Ele está pendurado no cargo,
05:10ele quase não consegue a coalizão no parlamento israelense,
05:15mas ele precisa sempre de uma guerra e de uma confusão
05:18para poder chamar de sua.
05:20É bem verdade que, dentro da estratégia israelense,
05:23é necessário enfraquecer a região, o Irã,
05:26e os seus próxys.
05:28Então, quando tem a resposta para Gaza
05:32e que ele faz os ataques em Gaza
05:35e mantém ativa a guerra em Gaza,
05:38Benjamin Netanyahu está preservando o seu mandato.
05:41Da mesma forma que ele vai para o Líbano,
05:44cria a confusão,
05:46diminui a força dos próxys,
05:48mas ele está também garantido internamente.
05:50Então, diferente de Trump,
05:52Benjamin Netanyahu está protegido por conta da guerra.
05:55Trump está enfraquecendo,
05:57para encerrar, Luciano,
05:59lembrando que Donald Trump fez campanha
06:02dizendo que não iria criar novas frentes de guerra.
06:06Então, isso atrapalha muito ele
06:08dentro do seu discurso interno.
06:10Hoje, uma notícia que chega agora,
06:13que o John Fillon,
06:15que era o secretário da Marinha dos Estados Unidos,
06:18foi demitido pelo Pete Hegset,
06:21mostrando como a situação lá está confusa nos Estados Unidos.
06:25Mas para defender Donald Trump,
06:27as pessoas falam que ele tem um ego muito grande,
06:28mas eu descobri aqui que tem um encoraçado
06:30que está sendo colocado com o nome dele,
06:32Trump,
06:32uma nova classe de encoraçados.
06:34E eu achei muita humildade da parte dele
06:35que eu esperava que só ele fosse aceitar
06:37um porta-aviões nuclear com o nome dele
06:39e aceitou uma embarcação de menor poder bélico.
06:43Mas ele também não se furtou a enfrentar uma disputa de narrativa
06:47com o Papa Leão XIV.
06:49Pois é, Luciano, nessa disputa de narrativas,
06:52nessa pendenga que o Trump resolveu abrir contra o Papa Leão XIV,
06:56ele também saiu derrotado.
06:58Internamente, por conta dos cristãos americanos,
07:01sobretudo os católicos,
07:03mas internacionalmente,
07:05Luciano, ele também criou um problema com a Georgia Meloni,
07:08primeira-ministra italiana,
07:10que sempre foi muito parceira dele,
07:12amiga de primeira hora,
07:14que ele já fez grandes elogios,
07:15inclusive já elogiou a beleza de Georgia Meloni
07:18de maneira que deixou ela desconcertada,
07:21mas sempre foi uma aliada de Donald Trump.
07:24Nesse tema com o santo padre da Igreja Católica,
07:29o Trump perdeu também
07:30e perdeu o apoio de Georgia Meloni.
07:33Ela tem tentado se distanciar, Luciano,
07:35da figura de Donald Trump,
07:37também com medo de sua popularidade
07:39dentro do território italiano.
07:40Pois é, e parece, né, Tomás,
07:43que o tempo age de uma certa forma
07:45a favor do Irã nessa crise.
07:48Porque é lógico que a situação do Irã interna,
07:53com a sua infraestrutura atacada,
07:56com suas fontes de receita internacional com petróleo
08:01embargadas pela questão do Stade Hormuz,
08:03em que pese alguns navios que passam aqui e ali,
08:07o Irã tem, de certa forma,
08:10o tempo mais a seu favor do que o Trump.
08:12Porque as eleições estão a caminho nos Estados Unidos,
08:15a popularidade dele e da guerra não ajudam.
08:18Como é que isso vai afetar?
08:20É exatamente isso, Luciano.
08:21O Irã aproveita o fato de que,
08:24quanto mais esse conflito permanece aberto
08:27e o estreito de Hormuz instável,
08:30para além de fechado, instável,
08:32e aí já alguns especialistas calculam
08:35que serão meses ou até mais de ano
08:38para que o fluxo possa voltar ao normal
08:40e que todo o prejuízo possa ser corrigido,
08:44isso vai durar um tempo.
08:46O Irã joga com isso,
08:48especialmente porque percebe a instabilidade de Donald Trump
08:53internamente e a perda de apoio internacional.
08:56A própria União Europeia,
08:59aí retomando que isso não é de agora,
09:02o Donald Trump vem desgastando a sua relação com a OTAN
09:05e também com a União Europeia,
09:08com os países europeus,
09:10todo esse contexto tem feito com que o Irã perceba
09:17essa necessidade de Donald Trump
09:20de resolver o conflito rapidamente.
09:24A gente falou de narrativa anteriormente
09:25para você perceber que a guerra nos dias de hoje
09:30ela tem também esse contexto de esticar um pouco o conflito.
09:34Vale dizer que o estreito de Hormuz
09:37sempre foi ameaçado pelos iranianos de ser fechado,
09:40mas nunca tinha acontecido.
09:42Isso aconteceu agora.
09:44Então nós estamos vivendo uma experiência de ameaça,
09:47de colocada de faca no pescoço
09:49que o Irã sempre fez para os países da região
09:52e também para o Ocidente,
09:54de que ele fecharia o estreito de Hormuz
09:56e causaria um grande prejuízo para a economia global.
10:01O Irã está colocando em prática
10:02aquilo que ele sempre disse que faria.
10:05Nunca fez.
10:05É a primeira vez que isso está acontecendo.
10:08Pois é.
10:08E nessa sopa de letrinhas que é a política americana,
10:12agora tínhamos o MAGA,
10:14que é Make American Great Again.
10:16E agora temos o TACO, né?
10:18O TACO?
10:19O TACO, é.
10:20É Trump Always Chicken Out,
10:22que seria numa tradução livre.
10:24Você escolhe como você quiser, né?
10:26Você dá uma amarelada,
10:27ele nunca leva até o fim, etc.
10:29Você acha que o Trump Always Chicken Out?
10:31Para mim, o termo seria arregão.
10:33Muitas vezes é isso que os democratas estão trazendo
10:38para a mesa de construção das narrativas.
10:43Por exemplo, a gente pode lembrar
10:44que o Trump usava essa arma também
10:46quando ele chamava o Joe Biden,
10:48presidente anterior, de Sleep Biden.
10:50Então ele trazia isso para jogar um marca-texto,
10:55chamar a atenção do eleitor
10:57de que aquela é uma característica.
11:00O que o Trump queria dizer com o Joe Biden
11:02lá no passado, Luciano?
11:04Ele queria dizer que o Joe Biden
11:05não tinha a força necessária
11:07para conduzir o governo americano.
11:09Ele não estava nem tão errado, não, tá?
11:11A forma que é deselegante de se colocar.
11:14Agora, os democratas
11:16e alguns opositores de Donald Trump
11:18colocam o TACO.
11:19E ficam fazendo ações na rua
11:22em distribuição de TACO
11:25daquele que é mexicano,
11:26que aí tem uma dupla camada
11:28de zoação com o Trump,
11:30que é uma camada,
11:31TACO é uma comida mexicana,
11:32então ele fica falando dos latinos
11:34que estão nos Estados Unidos
11:36de forma ilegal.
11:37É uma brincadeira,
11:37então distribui esses TACOs.
11:39E, ao mesmo tempo,
11:40o Trump Always Chicken Out,
11:42que é essa coisa do arregão.
11:44O Trump promete, promete, promete
11:45que vai fazer alguma coisa.
11:47e, a bem da verdade,
11:48ele vai lá no fim do dia e arrega.
11:50O que acontece é que, muitas vezes,
11:54esse perfil de arregão
11:56ele assume uma outra posição.
11:58Então, a gente pode perceber
12:00que Nicolas Maduro,
12:03ele recebe aquela extração dele
12:07do poder cinematográfico
12:10que aconteceu em Caracas
12:11muito por conta,
12:13o que dizem alguns especialistas internacionais,
12:16das dancinhas que ele começou a fazer
12:18debochando o Donald Trump.
12:20Então, ao mesmo tempo
12:22que o Trump pode ter medo,
12:23ele pode assumir
12:24uma aceleração de coragem
12:27e fazer com que algo
12:29mais sério possa acontecer.
12:31É aí que eu perco o sono.
12:32Falamos muito de Trump já, Tomás?
12:34Vamos partir para o intervalo?
12:36Olha só,
12:36vamos partir para um rápido intervalo aqui
12:38e já já nós voltamos,
12:40porque a nossa dinâmica é o seguinte.
12:42Nesse primeiro bloco,
12:43nós demos uma hiper contextualizada.
12:46Tomás gostou muito dessa definição
12:48que eu fiz no primeiro bloco,
12:49é sobre um tema.
12:51E no próximo bloco,
12:52nós vamos falar sobre El Salvador,
12:54sobre eleições na Bulgária,
12:55sempre por uma ótica diferente.
12:59Aguarde aí.
13:05Voltamos para o segundo bloco
13:07de opinião internacional,
13:08agora com uma rodada de notícias.
13:10Vamos começar pela Bulgária.
13:13Depois da Hungria,
13:14que teve a derrota de Vitor Orban,
13:17na Bulgária nós tivemos recentemente
13:19Roman Radev.
13:21Me corrija aí, Tomás.
13:22Roman Radev?
13:24Eu sei, deve ser Roman Radev.
13:26Qual é a característica de Roman Radev?
13:28Veja bem,
13:28a Bulgária é um país
13:29com cerca de 6 milhões de habitantes.
13:32É o país mais pobre da Europa.
13:34Da União Europeia.
13:35É o país mais pobre da União Europeia.
13:37Da União Europeia.
13:38É isso?
13:38Isso.
13:39E acabou de adotar agora,
13:40em janeiro,
13:41na virada do ano,
13:42no Réveillon,
13:42houve a mudança de moeda.
13:44Eles passaram a adotar o euro.
13:46Então, eles entraram para a zona do euro
13:48agora, a Bulgária.
13:49Pois é.
13:50E essa vitória do Radev na Bulgária
13:53aproxima o país da Rússia.
13:56E é uma questão interessante,
13:58porque aí você envolve
13:59questões étnicas,
14:01você envolve questões políticas.
14:03Enquanto na Hungria,
14:04você teve uma reaproximação
14:06com as premissas da União Europeia,
14:10enfim, do liberalismo europeu,
14:12na Bulgária você teve uma virada
14:14de reiço para a Rússia.
14:15Explica isso para a gente, Tomás.
14:16Exatamente.
14:17A Bulgária vem, desde 2021,
14:19tendo uma instabilidade política interna
14:21muito grande.
14:22Foram oito eleições,
14:24oito trocas de primeiros-ministros
14:26e trocas do parlamento
14:28durante esse período,
14:29desde 2021.
14:31Rússia Radev era presidente,
14:33ou seja,
14:33só para lembrar para quem nos assiste,
14:36nesses países parlamentaristas,
14:38existe a figura do presidente
14:40e a figura do primeiro-ministro.
14:43O presidente é o chefe de Estado.
14:45Ele tem uma representação
14:46praticamente cerimonial.
14:48Há uma questão técnica nisso
14:52porque é ele quem mantém a prova
14:55ou dissolve o parlamento,
14:57mas sempre obedecendo
14:59a decisão popular
15:01e a tomada de decisão
15:02por parte dos parlamentos,
15:04na escolha do primeiro-ministro.
15:06E o primeiro-ministro é a figura
15:08que é o chefe do governo.
15:10No Brasil, diferente,
15:12a gente tem a figura
15:13do presidente da República
15:14como chefe de Estado
15:15e chefe de governo
15:16ao mesmo tempo.
15:17Então, o presidente Lula
15:18nomeia todos os seus ministros
15:21e toma todas as decisões
15:22do Executivo.
15:23Nesses países,
15:24a decisão é parlamentarista,
15:27é o primeiro-ministro
15:28que vai numa coalizão,
15:30naturalmente numa coalizão,
15:31quando não há uma vitória absoluta
15:34de um determinado partido.
15:35No caso de Rússia Radev,
15:37ele teve uma vitória esmagadora.
15:38Ele até vai fazer uma coalizão
15:40com um partido menor,
15:41mas o partido dele,
15:43que o nome é Bulgária Progressista,
15:45é um partido novo
15:46e ele fez um step-down.
15:49Ele saiu,
15:50ele renunciou ao cargo de presidente
15:52para poder disputar eleições legislativas
15:55e tentar dar um novo momento
15:58e um novo tom na política búlgara.
16:00O principal passo que ele tem feito
16:02é o fato dele ser um político
16:05pró-Rússia, sabe, Luciano?
16:06Então...
16:06Mas por que se aproximar da Rússia?
16:08Olha, essa é uma resposta complexa, Luciano.
16:10Não tem para questões complexas
16:13respostas simples.
16:15Sobretudo, é perceptível
16:16que o Rumen Radev,
16:18sempre um nome difícil,
16:19a gente tem que falar...
16:20Rumen Radev.
16:21É isso aí.
16:22É difícil o nome.
16:23Então, o Rumen Radev,
16:24ele tem assumido uma postura pró-Rússia,
16:27sobretudo quando ele é contrário
16:30frontalmente ao envio de armas
16:31para a Ucrânia.
16:33Então, ele não é favorável
16:34ao envio de armas para a Ucrânia.
16:36Ele tem uma postura mais pró-Rússia,
16:38mais pró-Kremlin.
16:40Tanto que o Kremlin se manifestou
16:42da sua vitória.
16:43Mas isso não significa
16:46uma vitória de extrema-direita,
16:47muito menos significa um rompimento
16:50com a União Europeia e com a zona do Euro.
16:52Muito pelo contrário.
16:53Radev tem defendido um pragmatismo
16:55nas conversas diplomáticas.
16:57E isso é o ponto essencial
16:59do que ele quer trazer de equilíbrio
17:01para dentro da Bulgária.
17:02Falamos muito de Bulgária?
17:03Vamos falar da Hungria aqui?
17:05Não confunda.
17:05Bulgária e Hungria.
17:06Eu quero falar mais uma coisa da Bulgária.
17:07Não, podemos partir
17:08para o pessoal húngaro.
17:10É, você sabe que na Hungria
17:11você teve aí sim
17:12uma derrota da extrema-direita
17:14na Hungria.
17:15E o Peter Maggiar,
17:17que vai suceder,
17:18já está sucedendo ao Orbán,
17:21uma decisão dele
17:22foi não abandonar
17:23o Tribunal Penal Internacional.
17:25Isso tem implicações com Israel.
17:27Isso.
17:28Peter Maggiar,
17:29que está assumindo o governo,
17:31ele já foi aliado
17:32de Victor Orbán
17:34no início da trajetória
17:36de 16 anos
17:37do ex-primeiro-ministro,
17:38do ainda atual,
17:40mas enfim,
17:41de trajetória Victor Orbán.
17:43Peter Maggiar,
17:44ele tem assumido
17:45uma postura
17:46um pouco mais
17:47pró-União Europeia
17:49e um olhar
17:50também pragmático
17:52e liberal.
17:53É uma vitória,
17:54é uma derrota,
17:56sobretudo da extrema-direita
17:57e desse modelo
17:59falacioso
18:01de extrema-direita
18:02que tem
18:03um tangenciamento
18:05com temas
18:06como
18:07a homofobia
18:09e como temas
18:10ligados ao
18:11neonazismo
18:11e pessoas
18:12ligadas
18:13ao neonazismo,
18:15essa liberdade
18:16que muitas vezes
18:16a extrema-direita
18:17se permite.
18:18Peter Maggiar,
18:19ele está rompendo com isso.
18:21Ele é um político
18:21de centro-direita.
18:23Mas um ponto
18:24especificamente
18:25que Maggiar deixou
18:26claro essa semana
18:27e ele não tinha
18:28necessidade de falar isso,
18:29mas resolveu
18:30falar publicamente,
18:31é que sob
18:32sua liderança
18:33a Hungria
18:34não vai se afastar
18:36do TPI,
18:37do Tribunal Penal
18:37Internacional,
18:38que é
18:39um órgão
18:41que emitiu
18:42o mandato
18:43de prisão
18:44contra
18:45Benjamin Netanyahu,
18:46premier israelense.
18:48E ele mandou
18:49o recado
18:49para Netanyahu
18:50dizendo que
18:51efetivamente
18:52se por um acaso
18:53ele for visitar
18:54a Hungria,
18:54a linda cidade
18:56de Budapest
18:56e ele botar
18:57os pés
18:57na Hungria,
18:58ele vai ser preso
18:59imediatamente.
19:01Vamos avançar
19:02a falar de
19:04El Salvador.
19:05Essa questão
19:06é interessante.
19:07El Salvador
19:08está fazendo
19:09um julgamento
19:10coletivo,
19:10são quase
19:11500 salvadorens
19:12sendo julgados
19:13ao mesmo tempo.
19:14Vamos entender
19:15El Salvador,
19:15né?
19:16El Salvador
19:16é um país
19:17que tem
19:19a metade
19:19do território
19:20do Espírito Santo,
19:21são 20 mil
19:22quilômetros
19:22quadrados,
19:24o pessoal tem
19:2445 mil
19:25quilômetros
19:25quadrados,
19:26com cerca
19:26de 6 milhões
19:27de habitantes
19:28e estava
19:29dominado
19:30pelo crime.
19:32O presidente
19:33Navib
19:34Bukele,
19:35ou Bukele,
19:35Bukele,
19:36vamos dizer,
19:36Bukele,
19:37Bukele,
19:38eu chamo de Bukele,
19:38Naib Bukele,
19:40que é,
19:40inclusive,
19:41descendente de
19:42palestinos,
19:42o presidente,
19:44ele está fazendo,
19:45o país está fazendo
19:45um julgamento
19:46coletivo.
19:47E chama a atenção
19:48porque,
19:50de certo modo,
19:51apesar de haver
19:52até condenações
19:53internacionais
19:54em relação
19:54a esses julgamentos
19:55coletivos,
19:56mas o fato é que
19:57ele conseguiu
19:57uma redução
19:58da violência
19:58no país.
19:59Ele conseguiu
20:00uma redução
20:00da violência
20:01drástica,
20:02Luciano,
20:02desde 2019,
20:04Bukele
20:04vem fazendo
20:05um governo
20:07que combate
20:09o crime
20:10organizado,
20:11a violência
20:11urbana,
20:12as gangues,
20:13por exemplo,
20:14esse é um julgamento
20:15muito ligado
20:16a um grupo
20:18de gangues
20:19que se reúne
20:19sobre a alcunha
20:21de MS-13
20:22e que atua
20:23nesse contexto
20:25da América Central
20:26jogando
20:27e inundando
20:28os Estados Unidos
20:29da América
20:30de drogas.
20:31Então,
20:31esse papel
20:32de Bukele
20:33de enfrentamento
20:36da violência
20:36e das gangues,
20:38ele tem surtido
20:39efeito.
20:39Eu trago um dado
20:40aqui,
20:40por exemplo,
20:41que agora,
20:42em 2026,
20:44El Salvador
20:45atinge
20:46o nível
20:46mais baixo
20:49da história
20:51de homicídios.
20:541,3
20:55mortes
20:56por homicídio
20:57a cada
20:58100 mil habitantes.
20:59É um número
21:00muito baixo,
21:01baixíssimo,
21:02extremamente baixo.
21:03Isso é,
21:05recebe
21:05muitas críticas
21:06por parte
21:07da Organização
21:08das Nações Unidas
21:09e de diversos
21:10órgãos
21:11de proteção
21:11dos direitos
21:13humanos.
21:13e aqui a gente
21:14precisa de dizer
21:15que tem o lado
21:17da diminuição
21:18da violência,
21:19mas também
21:20a autorização
21:21e a permissão
21:22para que esses
21:24governos
21:24possam criar
21:25julgamentos
21:26que não
21:27gerem
21:28nenhum tipo
21:28de trâmite
21:29capaz de não
21:31levarem à
21:32condenação
21:32pessoas que
21:34são inocentes.
21:34A gente
21:35está falando
21:35aqui
21:36do julgamento
21:37em massa
21:39de quase
21:41500
21:41salvadorens.
21:43São 500
21:44pessoas
21:44que,
21:45segundo o governo
21:45de Bukele,
21:47estão respondendo
21:47por 47 mil
21:50crimes
21:51ligados às
21:52gangues,
21:53mas eles estão
21:53sendo condenados
21:54de forma
21:55coletiva.
21:56Então,
21:57fica a reflexão,
21:58não é a intenção
22:00nossa aqui
22:00de trazer
22:01nenhuma
22:02viés
22:03de reflexão,
22:04mas tem
22:05um lado
22:05positivo,
22:06a queda
22:07absurda,
22:09a queda
22:10abissal
22:11que existe,
22:12não absurda,
22:12mas gigantesca
22:13por parte
22:14da violência,
22:16é uma queda
22:16considerável
22:17que gera
22:17qualidade de vida
22:18e estabilidade,
22:20então El Salvador
22:21se torna
22:21um farol
22:23para negócios,
22:24turismo
22:24na região
22:25da América Central,
22:26região da América Central
22:27a gente vai falar
22:28de turismo
22:28no terceiro
22:29bloco,
22:30que é extremamente
22:32rica em termos
22:33de turismo
22:34cultural,
22:34de praia,
22:35tudo que você
22:35possa imaginar,
22:36culinária,
22:37El Salvador está
22:38se tornando
22:39um lugar
22:39atrativo
22:40para quem quiser
22:41visitar,
22:42vá em paz
22:43que você vai
22:43ter um lugar
22:44bacana.
22:44Agora,
22:45são julgamentos
22:46coletivos,
22:46a sociedade
22:47teve que abrir
22:48mão dos seus
22:49direitos
22:49para permitir
22:50que essa
22:50queda de violência
22:51acontecesse
22:52de maneira
22:52rápida
22:53e acentuada.
22:54Na eleição,
22:55na última eleição
22:56ele teve
22:56uma vitória
22:57de 80%,
22:58se eu não me
22:58engano.
22:59Exatamente.
23:00Que mostra um grau
23:00de aprovação,
23:01porque também o sujeito
23:02é o seguinte,
23:02você vai conviver
23:03com a violência,
23:03assassinatos na rua,
23:04etc,
23:05quando alguém
23:06dá uma solução
23:07para isso,
23:07obviamente ele tem
23:08uma aprovação
23:10instantânea no caso
23:11dele lá.
23:12não há dúvida.
23:12Outro ponto
23:13que a gente não
23:13vai falar
23:14aqui agora,
23:14que eu achei
23:14interessante,
23:15que a gente
23:15não vai aprofundar
23:16aqui agora,
23:17Tomás,
23:17foi a redução
23:18da quantidade
23:19de zonas
23:20administrativas
23:21prefeituras
23:22de El Salvador,
23:23que era em torno
23:23de 260
23:24e ele reduziu
23:25para 44,
23:26é como se tivesse
23:27uma prefeitura
23:28a cada município
23:30desse,
23:30era um desperdício
23:32de custo
23:32muito grande,
23:33de recurso
23:34muito grande.
23:34A gente não vai
23:35entrar aprofundando
23:36no tema,
23:37mas o Bukele
23:37tem feito também,
23:39aproveitado para fazer
23:39uma gestão administrativa
23:41mais centralizada
23:43nele mesmo,
23:44entendeu?
23:44E até por conta
23:46da natureza
23:48da forma
23:49com que ele atua,
23:50né?
23:50Ele tem,
23:51ele precisa
23:52de manter o poder
23:53sob seu controle.
23:55Recebe críticas
23:55por isso também.
23:56O próprio vice-presidente
23:57lá,
23:58estava vendo
23:58uma reportagem
23:59da BBC,
24:00ele admitiu
24:00que muita gente
24:01estava sendo preso,
24:02estava sendo preso,
24:03está preso ainda,
24:04simplesmente porque
24:05reagiu de forma,
24:07vamos dizer assim,
24:08muito,
24:10ríspida
24:11as abordagens
24:11que eram feitas
24:12pela polícia
24:12na rua.
24:13Essas pessoas
24:13estariam presas ainda.
24:15Se eu não me engano,
24:16ele proferiu
24:16uma frase
24:18até emblemada
24:19e diz o seguinte,
24:19o perfeito
24:20é inimigo do bom,
24:22justificando
24:22essas prisões,
24:23mas coloca-se
24:24no lugar de alguém
24:24que foi preso injustamente,
24:25né?
24:25Exatamente,
24:26mas aí é quando
24:27a sociedade decide
24:28abrir mão
24:29de vários
24:29dos seus direitos.
24:30Por exemplo,
24:31a gente vive
24:32num país,
24:32o Brasil,
24:33em que efetivamente
24:34ninguém pode
24:36prender alguém
24:36sem ter uma
24:37acusação séria,
24:38sem ter uma...
24:40sem ter...
24:41seguir um trâmite
24:42ilegal.
24:43Muitas vezes
24:44no Brasil
24:44a gente observa
24:45o lado contrário
24:46disso também,
24:47tá, gente?
24:48Ou seja,
24:48quando a própria justiça
24:50é tão lenta
24:51que não chega
24:52a lugar nenhum
24:53e acaba permitido
24:54com que o crime
24:55aconteça.
24:56Vamos alçar voo.
24:57A Lufthansa
24:58está cancelando
24:5820 mil voos
24:59de curta distância
25:00para economizar
25:02combustível.
25:03combustível.
25:03É certo isso,
25:04Tomás?
25:04Essa notícia
25:05está conectada
25:06com o nosso bloco 1.
25:07Exatamente,
25:08a gente está tendo
25:08uma crise
25:09de querosene
25:09de aviação,
25:10ou seja,
25:10o petróleo
25:11não está chegando
25:12aonde deveria,
25:13que são as refinarias
25:14para criar combustível.
25:15É uma crise energética
25:17e o setor aéreo
25:18é o primeiro
25:19a ser atingido
25:19por isso.
25:20E eu destaco,
25:21o grande destaque
25:22que eu trago aqui,
25:23Luciano e quem nos assiste,
25:24é relacionado
25:26efetivamente
25:26ao período
25:28europeu
25:28de férias.
25:30É alta temporada
25:31na Europa.
25:31então os grandes
25:32deslocamentos
25:33que vão acontecer
25:34por parte dos europeus
25:35e todos aqueles
25:36que estão
25:36no hemisfério norte
25:38e vão procurar
25:39os seus paraísos
25:39de férias
25:40vão ter dificuldade
25:41com o aumento
25:42de passagem,
25:43redução de assentos,
25:44voos mais curtos
25:45já por parte
25:46da Lufthansa
25:47e uma de suas subsidiárias
25:49sendo canceladas.
25:50Também é esse período,
25:51temos que lembrar,
25:52período de Copa
25:53do Mundo,
25:54grandes deslocamentos
25:55aéreos.
25:57Mas eu tenho
25:57uma solução aqui,
25:58viu, Tomás?
25:59Jura?
26:00Tenho uma solução
26:00para isso aqui,
26:01porque o Goldman Sachs
26:02fez um estudo
26:03dizendo o seguinte,
26:04que o Munjaro,
26:05as canetas
26:06emagrecedoras,
26:07a previsão
26:09é que haja
26:10uma redução
26:10de 10%
26:12no peso
26:14dos passageiros
26:15de uma forma
26:16geral.
26:16Isso levaria
26:17a uma redução
26:18do combustível,
26:19do gasto
26:20com combustível.
26:20Será que a solução
26:21está aí?
26:21Rapaz,
26:22você está fazendo
26:22uma brincadeira,
26:23mas eu...
26:24Será que a perda
26:26de peso do passageiro
26:27vai ajudar
26:28a economia
26:29do querosene
26:29de aviação?
26:30Sem dúvida
26:30nenhuma,
26:31ajuda.
26:31Eu não sei se
26:32com impacto
26:33para resolver
26:34essa crise,
26:35não vai solucionar
26:36essa crise
26:36de forma
26:37nenhuma.
26:38Entretanto,
26:39essa curiosidade
26:40me remete
26:40àquele momento
26:42que você está
26:42numa aeronave
26:43e tem que fazer
26:43o balanceamento
26:45das posições
26:46das cadeiras.
26:47Então,
26:47às vezes,
26:47algum passageiro
26:48quer mudar
26:48de lugar,
26:49ele quer mudar
26:50de posição,
26:51aí os comissários
26:53não permitem
26:54a mudança
26:54da pessoa,
26:55porque os assentos
26:56são marcados
26:58para que haja
26:59um equilíbrio
27:00maior
27:02da aeronave
27:03e isso poupa
27:04combustível,
27:05sobretudo
27:06na decolagem.
27:07Eu não sou
27:07entendedor
27:08de aviação,
27:09sou só um curioso,
27:10mas...
27:10Nem de Monjaro,
27:11né?
27:11Muito mesmo,
27:12de Monjaro.
27:13Mas eu sei
27:14que interfere sim,
27:16pode parecer
27:17uma comparação
27:18jocosa,
27:19mas é uma comparação
27:19que vai interferir sim
27:20na economia de combustível.
27:22Muito bem,
27:22mais um intervalo
27:23e voltamos daqui a pouco
27:24para o terceiro bloco,
27:25Soft Power.
27:31Terceiro bloco,
27:32de volta
27:33à Opinião Internacional
27:34comigo Luciano Rangel
27:35e Tomás Tomasi.
27:36Você vai ver
27:37esse podcast
27:38também nas redes sociais
27:40da Rede Tribuna,
27:41no YouTube
27:42e no Spotify.
27:44Ver e ouvir.
27:46Tomás,
27:47esporte também
27:48é importante, né?
27:49Fundamental.
27:50O Leicester,
27:51que foi campeão
27:52da Premier League
27:53na temporada 2015
27:54de 2016.
27:55Exato.
27:56Que foi uma coisa,
27:57para quem não acompanha
27:58a fundo
27:59a Premier League,
28:00foi um feito histórico,
28:03porque era um time
28:04de pouca expressão
28:06e que,
28:09desde 1977,
28:1078,
28:11que não havia um time
28:12que foi pela primeira vez
28:13campeão da Premier League.
28:15Acho que foi o
28:15Northam Forest,
28:16que foi campeão
28:17em 77,
28:1778.
28:19E agora,
28:20o Leicester,
28:22depois de 10 anos
28:23depois desse feito histórico,
28:25ele foi nada mais,
28:26nada menos que rebaixado
28:27para a terceira divisão.
28:29E eu vi que ele fez
28:30um investimento
28:30de 120 milhões de euros
28:32no seu treinamento
28:33recentemente.
28:34Ou seja,
28:35foi meio fulgaz
28:36essa conquista do Leicester.
28:37Exatamente.
28:38O Leicester,
28:39que ganhou a Premier League,
28:40a Premier League
28:41que é o campeonato
28:42nacional mais forte.
28:44É aquele que,
28:45no sábado e no domingo,
28:47a gente fala,
28:47eu vou assistir um jogo
28:48por diversão,
28:49porque é um jogo
28:50de 90 minutos,
28:52de porradeiro,
28:54de um atacando,
28:56outro defendendo,
28:58o tempo todo.
28:59É um campeonato
29:00espetacular.
29:01Em 2016,
29:01o Leicester,
29:02com um time
29:04muito mediano,
29:05um time muito
29:07com baixo investimento,
29:09conseguiu ganhar
29:10dos grandes,
29:11por exemplo,
29:12times estados
29:13como o Manchester City,
29:15ganhou,
29:16atropelou
29:16e foi campeão
29:17da Premier League,
29:18disputou Champions League.
29:20Em seguida,
29:21foi rebaixado
29:22para a Championship,
29:23que é a segunda divisão
29:24do sistema de ligas
29:26da Inglaterra.
29:27E agora,
29:29ele acabou de cair
29:30para a League One,
29:31que é a terceira divisão
29:32da Inglaterra,
29:33é o fim de um sonho.
29:36Todos nós,
29:36no mundo inteiro,
29:37assistimos
29:38aquele Davi
29:39ganhando dos golias,
29:40dos diversos golias,
29:42mas nessa temporada
29:43de 2026,
29:44a gente vê o Davi
29:45sendo sepultado.
29:48Pois é,
29:49boa sorte ao Leicester
29:50aí na terceira divisão
29:51do campo
29:52da Liga Inglesa.
29:54Meu amigo Tomás,
29:56agora é hora
29:56de falar
29:57de viagens.
29:58E o nome desse momento
30:00é Pérolas no Radar.
30:01Eu sei que você tem
30:02uma pérola
30:02para falar com a gente.
30:03Exatamente,
30:04você sabe
30:05e quem nos assiste
30:06vai saber agora,
30:06eu sou um apaixonado
30:08por viagens
30:09e nosso objetivo
30:10aqui no Opinião Internacional
30:12é trazer para cada um
30:13de vocês
30:14dicas de viagem,
30:16mas direta e reta.
30:17Não sei se o Aquiles
30:18vai conseguir jogar
30:19imagens para a gente
30:20aí do lugar
30:21que eu vou sugerir
30:22e sempre com um contexto
30:24de lugares alternativos.
30:26A gente pode até
30:27nesse período,
30:27Luciano,
30:28falar de lugares
30:29batidos,
30:30mas que tem
30:31alguma informação
30:32diferente
30:32para quem nos assiste
30:34despertar sua curiosidade
30:35e botar no caderninho
30:37de vontade de visitar.
30:38Dessa vez,
30:39a gente vai falar
30:39de Cabo Verde,
30:41um pequeno país,
30:42um arquipélago
30:43que tem ali
30:44na costa da África,
30:46no Oceano Atlântico.
30:47Cabo Verde,
30:48que é um país
30:48que fala português
30:50e que está
30:51na Copa do Mundo.
30:53Equipe essa,
30:54seleção essa
30:55que foi classificada
30:56no Zonal da África
30:57direto,
30:58sem precisar
30:59de repescagem.
31:00Então,
31:00chega chegando
31:01na Copa do Mundo,
31:02apunjante Cabo Verde,
31:04mas é um paraíso,
31:06um lugar lindo
31:07e maravilhoso
31:08para você passar
31:09suas férias,
31:09sejam elas curtas
31:10ou até longas.
31:11Cabo Verde,
31:12Luciano,
31:13tem resorts.
31:14As pessoas
31:15podem ir para
31:16resort All Inclusive,
31:17por exemplo,
31:18e ficar curtindo
31:19as praias,
31:20mas tem história,
31:21tem cultura
31:22e eu recomendo
31:23a culinária
31:24de Cabo Verde.
31:25Qual é a minha proposta
31:27para quem quer visitar
31:28saindo do Espírito Santo?
31:30A partir de 6 de maio
31:32agora de 2026,
31:34a Cabo Verde Airlines
31:35vai iniciar,
31:36vai retomar um voo
31:37ligando o Brasil
31:38a Cabo Verde.
31:39Esse voo anteriormente
31:40era saindo de Fortaleza.
31:42Foi essa a viagem
31:43que eu fiz.
31:44Eu fui com minha família
31:45partindo de Fortaleza.
31:46Mas agora
31:47vai partir
31:48de Recife.
31:49Então você,
31:50Capixaba,
31:51pode sair
31:52do nosso lindo
31:53aeroporto de Vitória,
31:54ir para Recife,
31:56visitar Olinda,
31:57Recife,
31:58que é maravilhosa
31:58por 2, 3 dias,
32:00e partir
32:00num voo curto
32:01de Recife
32:02até Cabo Verde.
32:04É tão lindo
32:05quanto o Mar do Caribe.
32:06Eu não conheço
32:09Maldivas ainda.
32:10Um dia,
32:11quando o meu bolso
32:12permitir,
32:13eu vou conhecer Maldivas.
32:14mas eu aposto
32:16com vocês
32:16que é tão lindo
32:17quanto Maldivas.
32:19Cabo Verde
32:20é um destino
32:20visitado por muitos
32:22europeus
32:22e americanos.
32:23Então,
32:24é um destino
32:25que está no radar
32:26de quem gosta
32:27de lugar bonito
32:27no mundo.
32:28Eu estou surpreso
32:29porque no último podcast
32:31que a gente fez,
32:32o Tomás
32:33trouxe experiências
32:34das viagens dele
32:35ao Afeganistão.
32:36Eu estava esperando
32:36que ele fosse
32:37recomendar
32:38algum destino
32:40mais,
32:40vamos dizer assim,
32:43movimentado
32:44militarmente e tal.
32:44Mas ele nos trouxe
32:45aqui uma opção.
32:46Você falou de uma praia
32:47muito bonita
32:48que tem em Cabo Verde.
32:49A Ilha do Sal.
32:50Esse voo sai
32:50de Recife
32:51para a Ilha do Sal.
32:52E a Ilha do Sal
32:54é lindíssima.
32:56Com a Cabo Verde Airlines,
32:57dá para você
32:58fazer conexão
32:59com outras ilhas.
33:01O voo não é caro,
33:02tanto esse voo
33:04de Recife
33:05para Cabo Verde
33:06não é caro.
33:07Eu recomendo
33:07fazer uma pesquisa
33:09e montar uma viagem
33:10nesse sentido.
33:11É uma viagem
33:11que você pode fazer
33:12com amigos,
33:13com a família.
33:14É uma viagem
33:14de descanso
33:16para os resorts
33:18da Ilha do Sal.
33:19Mas você pode visitar
33:20a praia,
33:20que também é
33:21a capital
33:22de Cabo Verde
33:23e é uma cidade
33:24que tem um contexto
33:24cultural um pouco maior.
33:26Eu não fui até praia
33:27na época.
33:27que eu cheguei
33:28a comprar o bilhete
33:28de ida e volta
33:29para ir num dia
33:30e voltar no outro.
33:31Mas o voo
33:32foi cancelado
33:33e eu acabei não indo
33:35e me reembolsaram
33:36a passagem.
33:36Então a Cabo Verde Airlines
33:38é uma companhia aérea
33:40cabo-verdiana,
33:41mas que também
33:44tem um contexto bacana
33:45e que vale a pena.
33:46Eu recomendo aí.
33:48Bem, quando eu vir...
33:49A Cabo Verde Airlines
33:49não está patrocinando a gente,
33:51mas eu estou recomendando
33:52eles aí.
33:53Não é público.
33:53Mas se quiser
33:57mandar um oi
33:58para a gente,
33:58a gente agradece, né, Luciano?
33:59Estamos prontos.
34:00Eu visitaria Cabo Verde de novo.
34:02Perfeito.
34:03Para encerrar
34:03a opinião internacional,
34:04vamos encerrando, Tomás?
34:06Vamos encerrando.
34:06Vamos falar o seguinte.
34:08Você falava, assim,
34:08sobre a verdade na guerra
34:10e nós sabemos
34:10que a verdade
34:11é a primeira vítima
34:12na guerra, né?
34:13Mas também o humor
34:14é uma arma
34:16importantíssima
34:16na guerra.
34:17O termo charge
34:19surgiu,
34:20carga, né?
34:21De você fazer
34:23através do humor
34:24você fazer carga
34:25contra certas situações.
34:27Nós vamos encerrar
34:28o Opinião Internacional,
34:30esse episódio
34:32de Opinião Internacional
34:32falando do humor
34:34iraniano.
34:35Iraniano,
34:35mesmo com tudo isso,
34:36está fazendo graça?
34:37Exato.
34:38Os iranianos
34:39e o governo iraniano
34:40têm usado
34:41a construção
34:41de narrativa
34:42como arma de guerra
34:45literalmente.
34:45A gente está falando
34:47desse vídeo
34:48que foi lançado
34:49ontem
34:49pela agência
34:50iraniana estatal
34:52em que mostra,
34:54é um vídeo
34:55de inteligência artificial
34:56que mostra
34:57Donald Trump
34:57naquele momento
34:59que a gente diz
35:00esquizofrênico,
35:01confuso,
35:02estranho,
35:03em que uma hora
35:04ele tenta ameaçar
35:05o Irã
35:07e na outra hora
35:08ele percebe
35:09que o Irã
35:10não foi para o date
35:11marcado em Islamabad
35:13no Paquistão.
35:14Então,
35:15os Estados Unidos
35:16queriam muito...
35:16Dois mil anos depois.
35:17Dois mil anos depois,
35:19exatamente.
35:19O Irã
35:20literalmente
35:22essa semana
35:22deixou
35:24os Estados Unidos
35:25falando sozinho.
35:27Não permitiu
35:28que os diálogos
35:28continuassem.
35:29O Irã
35:30traçou essa estratégia
35:32de esticar
35:32a corda
35:33um pouco mais
35:33nas negociações
35:34e usa
35:35a inteligência artificial
35:37para enfraquecer
35:38o Donald Trump
35:40internamente.
35:42Eu recomendo
35:43o perfil
35:43das embaixadas
35:44do Irã
35:45no mundo todo.
35:46Eu acompanho
35:46bastante
35:47a embaixada
35:48da
35:50imperatória
35:50na África do Sul
35:52que tem um perfil
35:54no Instagram
35:54muito interessante
35:55que vira e mexe
35:56bota uma charge
35:58aí,
35:58uma brincadeira
35:59e tenta
36:00desqualificar
36:00o presidente americano.
36:02Muito bem.
36:03Assim nós vamos
36:04encerrando
36:04o primeiro episódio
36:05do Opinão Internacional
36:07nesse novo formato.
36:07Eu, Luciano Rangel
36:08e Tomás Tomasi.
36:10Muito obrigado
36:11pela sua audiência
36:12e até a próxima.
36:31Obrigado.
36:32Obrigado.
36:33Obrigado.
36:33Obrigado.
36:34Obrigado.
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