- há 8 horas
O cenário político global vive dias de intensa movimentação diplomática e redefinição de forças. Em uma visita carregada de simbolismo, o presidente russo Vladimir Putin encontrou-se com o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, para consolidar a parceria entre as duas potências e discutir a transição para um mundo multipolar.
O encontro ocorreu menos de uma semana após a China receber o presidente americano Donald Trump, evidenciando o papel central de Xi Jinping como mediador das grandes tensões mundiais.
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:04Opinião Internacional, terceiro programa nesse novo formato, eu, Luciano Rangel e Tomás Tomasi,
00:11cientista político, comentando as notícias pelo planeta afora. Tomás, vamos começar falando da
00:18visita de Vladimir Putin a Xi Jinping. É uma visita repleta de significados, é uma visita que mostra
00:28o poder de Xi Jinping, da China, nesse novo contexto mundial. Menos de uma semana depois de receber o
00:34presidente Donald Trump, poderoso Xi recebe Vladimir Putin, que deu uma corridinha lá para ver o que
00:41estava acontecendo na China, nesse relacionamento com os Estados Unidos. A Rússia não quer ficar para trás.
00:47É isso mesmo, Luciano. Vladimir Putin foi entender qual o tamanho da conexão que existe entre Xi Jinping
00:55e Donald Trump. Donald Trump fez uma visita robusta a Xi Jinping, a República Chinesa, uma visita
01:04acompanhada numa comitiva com vários CEOs de grandes empresas, de vários tipos de negócios e de diversos
01:13setores, desde a grande indústria, passando pela tecnologia e a inteligência artificial, indo até serviços
01:20com concorrentes com concorrentes como Visa e Mastercard, estiveram presentes nessa visita ao país
01:26chinês e ao governo de Xi Jinping. Vladimir Putin, que é um grande parceiro de Xi, visitou a China com
01:36o olhar
01:37de entender qual tinha sido o tamanho dessa visita de Donald Trump. Isso mostra, Luciano, o quanto a China e
01:47Xi Jinping têm conduzido um governo nessa ordem mundial em grande transformação, muito forte no hard
01:54power e no soft power. Então, do mundo dos negócios, a política internacional ligada às guerras e aos
02:01conflitos foram discutidas por ambos os lados. A declaração final demonstra o quanto a Rússia e a China têm uma
02:13aproximação e defendem um mundo multipolar, ou seja, um mundo onde as forças possam dialogar de maneira
02:21organizada, mas é uma busca de Moscou por entender qual foi o tipo de conversa que teve Vladimir Putin e
02:30Donald Trump.
02:31Pois é, e essa visita do Trump na semana anterior, só para registrar aqui, esteve com ele o Elon Musk,
02:40que está se aproximando da marca de ser o primeiro trilionário do planeta em dólares, graças às iniciativas com a
02:53SpaceX.
02:56E essa questão econômica, Tomás, tem muito a ver também com o fornecimento de gás russo para a China.
03:05Nós sabemos que há uma negociação de um gasoduto importante que está sendo negociado entre a Rússia,
03:12entre Vladimir Putin e a China de Xi Jinping.
03:14Exatamente. Donald Trump foi fazer negócio, levou todo um grupo poderoso de grandes empresários
03:23e Vladimir Putin também quer fazer negócio com a China a partir do gasoduto Força da Sibéria 2,
03:30que é um gasoduto que conecta a Rússia até a China.
03:34Essa é uma oportunidade que Vladimir Putin aproveita de tentar resolver um problema que a China tem
03:40ou de entregar uma solução que a China deseja ter, que é cada vez mais energia para conduzir seus negócios
03:49e o seu desenvolvimento econômico.
03:51A China é muito dependente de várias matrizes energéticas e, por isso, a China tem investido, por exemplo, em reserva
03:59de petróleo.
04:00É a maior reserva de petróleo do mundo.
04:02Nenhum país faz tanto, guarda tanto petróleo como a China.
04:08A Rússia sabe disso, tem gás para vender para a China, mas a China está fazendo jogo duro,
04:13porque sabe que é o momento em que Vladimir Putin necessita de passar gás para outros países,
04:20de encontrar novos clientes, nesse momento em que algumas sanções foram suspensas por parte dos Estados Unidos
04:27por conta dos problemas que tem ali no Estreito de Hormuz.
04:31Então, Xi Jinping está fazendo jogo duro com a Rússia, mas a Rússia tem essa alternativa que é tentar criar
04:39um gasoduto,
04:40que é esse gasoduto que vai passar pela Sibéria e que chega até a China e pode abastecer a economia
04:47chinesa
04:48com uma matriz energética importante para quem quer desenvolver a sua economia em diversos aspectos.
04:55Vale lembrar que, por exemplo, inteligência artificial, numa alta escala,
05:02ela necessita, por exemplo, de grandes matrizes energéticas.
05:06Esse é o desafio global e é a discussão que o mundo tem feito.
05:10O mundo agora dialoga sobre matriz energética e também sobre os metais raros,
05:15que alimentam, por exemplo, a indústria de chips e semicondutores.
05:19Pois é, e a impressão que eu tenho, Tomás, é que a posição do poderoso Xi Jinping, nesse momento,
05:26cada vez mais poderoso, é de que ele está numa posição confortável para negociar tanto com os Estados Unidos quanto
05:33com a Rússia.
05:34E vamos registrar que na declaração final de Putin e Xi Jinping,
05:40houve uma condenação à chamada Lei da Selva de Trump,
05:43porque, na visão deles, está havendo uma desestabilização da política internacional
05:48com as ações militares e a ofensiva de Donald Trump, que inclui também as suas tarifas.
05:54É, Luciano, o mundo vive um momento de transição tecnológica, econômica,
06:02e a gente pode perceber que a China, há muito tempo, é algo que é notório para todo mundo,
06:09a China tem crescido a sua economia, tem se tornado cada vez mais um ator importante no cenário global
06:16e ameaçando a hegemonia enquanto superpotência dos Estados Unidos.
06:22Nessa corrida, nessa Fórmula 1 econômica, os Estados Unidos é o maior PIB do mundo,
06:29a China está ali, correndo, querendo chegar próximo dos Estados Unidos
06:33e está fazendo um trabalho em que ela se aproxima, volta a volta, ou seja, ano a ano,
06:39a China se aproxima cada vez mais dos Estados Unidos.
06:43Mas os chineses já entenderam que essa chegada econômica e essa força econômica,
06:49ela também está no soft power.
06:51Então, é no mundo dos negócios e na diplomacia em que a China aposta mais.
06:57E para que isso possa acontecer de maneira mais acelerada,
07:01a China percebe que ela tem que dividir um pouco mais essa hegemonia diplomática,
07:07não permanecer apenas na mão dos Estados Unidos.
07:11Então, o Xi Jinping hoje quer influenciar o mundo e tem feito isso,
07:15com grandes investimentos por toda a Ásia, no Oriente Médio, com grandes parcerias,
07:21descendo para o continente africano e chegando aqui, na América, na América do Sul,
07:24no nosso quintal, onde a China também tem feito grandes investimentos.
07:29Que eu digo, empresários capixabas, preocupadíssimos com ofensivas chinesas
07:34nas mais variadas áreas, né?
07:36Exatamente.
07:37Desde aço até vestuário, móveis, é um pacote do dragão chinês que não tem fim.
07:44Exato.
07:45Bom, e agora vamos pegar um voo virtual e vamos para o continente africano,
07:49onde o surto de ebola foi declarado uma emergência internacional
07:53pela Organização Mundial de Saúde.
07:57É para preocupar, Tomás?
07:59Olha, é sim, para a gente sempre estar preocupado com uma doença
08:02que tem um indicador de mortalidade muito grande,
08:07mas o ebola, apesar de ter um indicador de mortalidade grande,
08:12aqui a nossa análise nunca é sanitária nem ligada à saúde,
08:15ela é no âmbito do internacionalismo, da economia e das disputas políticas internacionais,
08:22mas o ebola é um vírus que tem um alto índice de mortalidade,
08:27por isso, por matar muitos hospedeiros, ele tem um baixo índice de transmissão.
08:35Então, em geral, a OMS fica em alerta, tenta fazer um controle do vírus,
08:41mas ele não tem a capacidade de se expandir muito e romper algumas fronteiras.
08:47O importante da nossa discussão é trabalhar a ideia desse mapa
08:51que o Akira está jogando para a gente aqui.
08:53Essa é uma região que, no continente africano,
08:56tem uma instabilidade institucional muito grande.
09:00A República Democrática do Congo, Uganda, o Sudão do Sul ali,
09:04Burundi, que estão em destaques,
09:06são países que têm fragilidade institucional,
09:10República Democrática do Congo e Uganda, sobretudo.
09:14Ruanda não é um caso especial dessa parte central da África,
09:19Ruanda é um país com uma instabilidade institucional um pouco maior,
09:23mas a gente tem aí, além da instabilidade institucional,
09:29as políticas de saúde e saneamento básico,
09:33elas acabam sendo fragilizadas e acabam fazendo com que o ebola
09:38sempre esteja presente ano a ano, período a período na vida desses países.
09:46O grande lance do ebola é que, dependendo da cepa, Luciano,
09:51do ano em que essa cepa está atuando,
09:53a gente pode ter um índice de mortalidade na casa dos 90%.
09:57Então, é uma doença que acaba ceifando famílias
10:01e impacta na economia e na política internacional
10:04e no diálogo ali daqueles países, daquela região.
10:08Bom, muito bem.
10:10Uma pausa e voltamos para a nossa rodada de notícias.
10:17De volta com a opinião internacional,
10:19agora com a nossa rodada de notícias pelo mundo.
10:22Uma notícia interessante é o seguinte,
10:24A República do Congo convocou 26 atletas e um torcedor para a Copa do Mundo.
10:33Tomás, isso reforça a ideia de quanto futebol e política global se misturam.
10:39Explica para a gente.
10:40Essa é uma imagem interessante, tem uma estética interessante,
10:46mas é uma imagem forte e representativa.
10:49O nome é difícil?
10:50O Michel Muboladinga, que é esse torcedor aí,
10:55ele faz uma representação de Patrice Mulumbar.
10:59Patrice Mulumbar, que é um personagem importante no pan-africanismo
11:04e um personagem que...
11:08A gente está falando da República Democrática do Congo.
11:11Para quem quer fazer uma conexão, porque são dois Congos,
11:14esse é o antigo Congo belga,
11:16que é um país que sofreu muito durante as explorações coloniais europeias.
11:24Sobretudo nessa região, merece talvez uma análise futura nossa,
11:27mas é um lugar que sofreu muito, muito mesmo.
11:30A coroa belga da época foi uma coroa muito cruel nessa região,
11:34totalmente exploratória e desrespeitou todos os direitos humanos
11:39e toda a ancestralidade que existia naquele território.
11:45Criou novo significado para o termo crueldade, né?
11:48Ele criou novo significado...
11:50A Bélgica, nesse caso, criou novo significado para a crueldade.
11:55E o Patrice Mulumbar, ele chegou a ser primeiro-ministro,
12:00o primeiro líder dessa República Democrática do Congo
12:05quando ela sai, ela faz a sua descolonização.
12:09Ele foi assassinado numa jogada da CIA e também dos soviéticos.
12:18Mas esse não é o tema aqui.
12:20A gente está falando desse torcedor
12:22que durante a Copa Africana de Nações em 2025,
12:27ele foi um grande símbolo nas arquibancadas
12:31e ele foi convocado pela República Democrática do Congo.
12:35Agora, como...
12:36Então, a gente está brincando aqui.
12:3826 jogadores e um torcedor
12:41que vai representar os congoleses nessa Copa do Mundo.
12:45Você imagina o impacto visual e político
12:48que vai ter esse torcedor das arquibancadas
12:51durante a Copa do Mundo
12:53com toda essa simbologia política que ele traz
12:55sobre essa tragédia da colonização no continente africano.
12:59Vamos para o nosso segundo tópico aqui, Tomás.
13:02A Síria está tentando retornar ao sistema econômico internacional.
13:06Você vê que de um país párea, de um país com uma situação política muito instável,
13:14agora ele tenta ter cartões de crédito funcionando.
13:17Exatamente.
13:18Um dos grandes prejuízos internacionais que os países em guerra
13:22ou os países que estão vivendo numa situação
13:24em que as outras nações não concordam que elas estejam
13:29é ser colocado numa lista de restrições internacionais
13:34e eles saem do que ficou famoso aqui no Brasil recentemente por outros motivos.
13:38Eles saem do sistema SWIFT,
13:40que é o sistema internacional de cobranças e de transações financeiras.
13:45O país sai desse sistema e não consegue, por exemplo,
13:48passar um cartão de crédito.
13:49Quando a gente estava produzindo esse tema para trazer em manchete
13:52de maneira rápida, eu contei para o Luciano
13:54que eu estive no Afeganistão, esse ano de 2026, estive no Afeganistão
13:59e no Turcomenistão, dois países que não estão dentro do sistema internacional de cobranças.
14:06Então, lá eu só podia estar com dinheiro em espécie.
14:10No Turcomenistão, eu cheguei e vi a nossa guia tinha um cartão de um banco turcomeno.
14:15No Afeganistão, não.
14:17É só dinheiro.
14:18Ela tinha, mas eu não tinha no Turcomenistão.
14:20Então, eu tinha que usar tudo em dólar, trocar dinheiro, moeda local
14:25e fazer as minhas compras ali com moeda local.
14:28Já no Afeganistão, não tinha sequer um sistema interno,
14:32porque o Afeganistão tem uma economia muito frágil.
14:35Mas o ponto focal aqui dessa notícia,
14:38ele está ligado ao fato de que o Ahmed Al-Shara,
14:42que está agora usando o nome de Ahmed Al-Shara,
14:46que é o líder desse governo de transição da Síria,
14:51ele tem tentado fazer diplomacia internacional e derrubar todas as suas sanções.
14:57E ele tem conseguido.
14:59E a Síria está fazendo, então, nesse gesto aí,
15:02essa imagem que a gente está vendo na tela,
15:05mostra aí um teste de Visa e Mastercard,
15:10tentando introduzir o sistema de cartão de crédito lá,
15:13que foi derrubado desde o início da Primavera Árabe,
15:17há mais de 15 anos atrás,
15:19quando o governo de Assad iniciou a guerra ali civil na Síria.
15:26Lembrando que Ahmed Al-Shara já foi chamado de Abu Mohammed Al-Julani
15:33e era um procurado internacional da CIA e do governo americano,
15:38porque ele fazia parte da Al-Qaeda iraquiana.
15:41Então, ele era um terrorista top da lista americana.
15:45E agora ele está na posição de líder da Síria,
15:49dessa nova Síria,
15:51e está tentando derrubar todas as suas sanções.
15:54Para completar e finalizar,
15:55eu estou dizendo que ele era um procurado da Síria,
15:58o Al-Julani,
15:59agora Al-Shara.
16:00Al-Shara foi recebido no Salão Oval por Donald Trump.
16:04Então, a Síria está se tornando um país mais equilibrado,
16:07e em breve a gente espera que seja um país
16:10em que a gente possa visitar também com segurança
16:12e ver toda a história Síria que é,
16:15Damasco,
16:16e toda a história Síria,
16:17as cidades mais antigas estão ali naquela região
16:21e vale a pena conhecer.
16:22Eu não conheço ainda, quero muito.
16:24Pois é, por enquanto eles não podem dizer passo piques,
16:27por enquanto eu só passo o cartão.
16:28Exato.
16:29Bom, a nossa próxima notícia,
16:30ela tem um simbolismo muito importante,
16:33envolve Israel,
16:34envolve o continente africano também.
16:36Talvez você não tenha se dado conta deste país,
16:40mas o primeiro embaixador da Somaliland,
16:44ou da Somalilândia,
16:45apresentou suas credenciais a Israel.
16:48Isso é um movimento diplomático muito importante, Tomás.
16:51Exatamente.
16:52Israel é o primeiro país no globo a reconhecer a Somalilândia,
17:00a Somalilândia.
17:01Esse país é uma divisão dentro do território da Somália,
17:07que fica ali no chifre da África,
17:08e o gesto que foi feito foi Somalilândia enviar um representante,
17:15um embaixador, para ocupar uma embaixada de Somalilândia em Israel.
17:21Essas credenciais foram recebidas pelo presidente de Israel,
17:25esse é um movimento diplomático.
17:27Somalilândia fez o seu gesto também ao reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel,
17:33que, então, os dois países estreitaram diplomaticamente as suas relações.
17:43Vale dizer que Somalilândia ainda não é um país reconhecido,
17:47apenas Israel reconheceu, como a gente está falando,
17:49e ele, de fato, a ONU não reconhece ele ainda,
17:53mas é um território autônomo, que tem moeda, bandeira, tem governo,
17:57e está lutando por sua independência,
18:00mas esse é um tema também complexo, difícil de ser discutido,
18:04que aqui a gente está falando especificamente do envio de um embaixador
18:08por Somalilândia para Israel, e que foi acolhido e acatado.
18:12Vale dizer que a Somalilândia é um território que fica de frente para o Iêmen,
18:19no Oriente Médio ali,
18:21e que é uma área de, vamos dizer assim, de problemas bélicos com Israel.
18:29É uma área de problemas bélicos com Israel,
18:33mas também é uma área importante em alternativa ao Estreito de Hormuz.
18:39Não vamos conseguir jogar o mapa aqui,
18:41mas quando a gente olha para o outro lado,
18:43essa é uma região em que pode, sim,
18:47o petróleo produzido ali no Oriente Médio ser escoado
18:51se ele passar pela Arábia Saudita e vira escoar.
18:55O problema ali que nós temos é, por exemplo,
18:58com os rutes iemenitas que são ligados ao Irã
19:03e que ficam criando dificuldade na passagem dos navios por ali.
19:09Também é uma região perigosíssima para navegação
19:14no que diz respeito à pirataria por parte da Somália
19:17e de outros atores que atuam ali naquela região.
19:22Muito bem.
19:23Para encerrar nosso giro de notícias curiosas também,
19:27veja que interessante.
19:28Voltamos a falar de Copa do Mundo.
19:30O Irã, os jogadores do Irã, da seleção iraniana,
19:35chegaram à Turquia para iniciar a preparação para a Copa do Mundo.
19:38Mas nem comissão técnica nem jogadores
19:41têm visto ainda para entrar nos Estados Unidos, Tomás.
19:44Exatamente.
19:45Esse é um ponto importante.
19:48Os Estados Unidos cobram visto de muitos países,
19:51inclusive de nós, brasileiros,
19:53um visto difícil para algumas pessoas.
19:56E o Irã, que está em guerra,
19:58em guerra, está em conflito com os Estados Unidos,
20:03teve seus jogos mantidos por parte da FIFA
20:06num acordo com o próprio governo americano,
20:08mas a diplomacia americana tem dificultado o visto dos iranianos.
20:14Então, eles fizeram uma etapa inicial da preparação
20:18da seleção iraniana na Turquia.
20:21Eles estão nesse momento lá
20:23e agora se preparam para ir aos Estados Unidos,
20:25mas ainda sem vistos.
20:27A gente nunca tem informações precisas
20:31sobre quem são os jogadores
20:33e os membros da comissão técnica dos países
20:36que têm os seus vistos negados
20:38ou têm algum tipo de dificuldade,
20:40porque essas informações são tratadas de maneira sigilosa
20:44por interesse privado do cidadão
20:46e também por conta de segurança
20:49para o governo que está cedendo o visto.
20:51Mas o fato é que o Irã ainda não teve disponível
20:56o visto de toda a sua delegação
20:59para ir até os Estados Unidos disputar a Copa do Mundo.
21:02Você veja que nesse exato instante
21:04em que nós conversamos,
21:05se discute uma nova onda de ataques
21:07dos Estados Unidos ao Irã.
21:10Exato.
21:11E nesse exato instante,
21:12a seleção iraniana aguarda visto
21:14para entrar nos Estados Unidos
21:15para disputar a Copa do Mundo.
21:17Como a política e o esporte também se entrelaçam.
21:21No próximo bloco, soft power.
21:28De volta, agora vamos falar do soft power.
21:32É o seguinte,
21:33o Arsenal foi campeão da Premier League,
21:36a liga mais disputada do planeta.
21:39Eu acho que é o brasileirão,
21:40mas a liga inglesa tem esse marketing.
21:45Mas, de todo modo,
21:46o Arsenal, depois de muitos anos, foi campeão.
21:48E teve gente famosa comemorando, Tomás.
21:52Teve.
21:52Annie Hathaway, de Diabo,
21:54Veste Prada 1 e 2.
21:55É torcedor ilustre dos Gunners.
21:58E se você está dizendo que há uma disputa
22:02em qual liga é a melhor,
22:04eu sou apaixonado pelo Fluminense
22:05e pelo Campeonato Brasileiro,
22:07que é um campeonato espetacular.
22:09Mas eu quero te dizer
22:10que a Premier League é a NBA do futebol.
22:14Na minha visão, é a NBA do futebol.
22:16É um espetáculo.
22:17Sábado e domingo,
22:18sempre dia que eu reservo
22:19para assistir a Premier League.
22:22Annie Hathaway,
22:23que passou a ser torcedora dos Gunners
22:27a partir de um olhar do seu pai
22:32para os Invencibles,
22:33de Arsene Wenger,
22:35naquele time que tinha
22:36Thierry Henry e Companhia Limitada.
22:39E ela se apaixonou pelo Arsenal
22:41e agora o Arsenal,
22:42depois de muitos anos,
22:43ganhou a Premier League.
22:46Vale dizer,
22:47a Annie Hathaway é uma brilhante artista
22:49e os Gunners ganham aí
22:52reforço nas arquibancadas
22:54vindo de toda a parte do mundo.
22:55Segue o nosso giro pelo soft power.
22:58E um fato curioso
22:59é que ainda nós temos
23:00reis e rainhas pelo mundo.
23:01E um fato interessante
23:02foi a visita da líder Maori
23:04ao rei Charles III.
23:06E nos faz perguntar
23:08qual é o papel das monarquias
23:09no século XXI, Tomás?
23:10Nossa, essa é uma pergunta complexa.
23:13No Reino Unido,
23:14ela tem um papel
23:15de chefe de Estado
23:17e de simbolizar a união
23:19do Reino Unido.
23:20A rainha Maori
23:22é Queenie Ronot.
23:24Ela tem um nome complexo
23:26no meio,
23:28mas eu não vou pronunciar.
23:29A foto é bacana,
23:31eu acho que o Aquiles
23:32vai jogar para vocês aí.
23:34Foi recebida pelo rei Charles III,
23:36que é o chefe de Estado
23:38do Reino Unido,
23:38e que a coroa inglesa
23:40valoriza muito o status
23:42e a composição da Commonwealth.
23:45Vocês podem perceber
23:46na imagem
23:47que a rainha Maori
23:48tem uma tatuagem na boca,
23:49o que é bem peculiar
23:51da região.
23:53E a Nova Zelândia
23:54tem uma preservação
23:56do povo Maori
23:56muito grande.
23:57Para você ter ideia, Luciano,
23:59no parlamento
24:01neozelandês,
24:02sempre tem parlamentares
24:04maures sendo eleitos.
24:06Assim como do Partido Verde,
24:07eles são em minoria
24:09e têm poucos assentos
24:10no parlamento,
24:11mas sempre há
24:12uma representação
24:13dos povos originários
24:15neozelandeses
24:16no parlamento neozelandês.
24:20A Nova Zelândia
24:22ainda tem o rei Charles III
24:23e tinha a Raê Elizabeth
24:25como os seus monarcas
24:28e chefes de Estado
24:30com representação
24:30de governador indicado
24:32pela coroa britânica
24:34no território neozelandês.
24:36O papel é cerimonial,
24:39o papel é representativo
24:40de Estado,
24:40mas para os ingleses
24:42e para o Reino Unido
24:43é importante.
24:44E agora a gente está vendo
24:45uma imagem
24:46que representa bem
24:47o que é o hard power
24:49misturado com o soft power.
24:51A gente está vendo cultura,
24:53a gente está vendo história
24:54sendo misturada.
24:55A Nova Zelândia
24:56foi dentro do colonialismo
24:58o último país a receber
25:00essa invasão,
25:03vamos dizer,
25:04europeia aí,
25:05nesse processo.
25:06Portanto,
25:07o diálogo entre
25:09os povos originários
25:11neozelandeses
25:12e a coroa inglesa,
25:15ele permitiu que,
25:17diferente do que aconteceu
25:17na Austrália,
25:19não houvesse
25:20um assassinato maior
25:25em massa
25:26e o povo maori
25:28foi um pouco mais respeitado,
25:29se a gente pode dizer assim,
25:31no território neozelandês.
25:33Eu já estive na Nova Zelândia
25:35e a gente,
25:35quando está no transporte público,
25:37a gente percebe
25:37as famílias
25:39quando elas são,
25:40porque tem uma característica
25:41muito própria,
25:42parecida com a rainha maori
25:43que está ali,
25:44que é bem peculiar
25:45da região,
25:46da Oceania,
25:47de outros povos também,
25:49a cor da pele,
25:50o olho,
25:51o tamanho das pessoas.
25:52E você vê as pessoas,
25:55a mistura que tem
25:56na Nova Zelândia.
25:58Agora é a hora
25:58da dica de turismo
26:00de Tomás Tomasi.
26:01Faça valer seu passaporte, Tomás.
26:03Olha, Luciano,
26:04a gente combinou
26:05que às vezes
26:05a gente vai trazer
26:06umas coisas
26:08mais acessíveis
26:09em termos de segurança
26:10e outras menos acessíveis.
26:12Dessa vez,
26:13a gente vai falar
26:14de temas menos acessíveis.
26:16A imagem pode ser
26:17até bonita,
26:17parecer que a gente está falando
26:18da América Central,
26:20mas não é.
26:21A gente está falando
26:21de Taxila,
26:22no Paquistão,
26:23que é patrimônio
26:24da Unesco
26:25e civilização
26:26e representa
26:27o que foi
26:28a civilização Gandhá.
26:30Esse pedacinho
26:31do Paquistão,
26:32Taxila,
26:33foi parte
26:36de Rota da Seda.
26:37Então,
26:38você consegue visitar
26:39algumas estupas.
26:40Para quem não sabe,
26:42estupa
26:42é dentro do budismo
26:44um local
26:48de oração
26:49e que tem
26:51a imagem do Buda
26:52e nessa região
26:53é peculiar
26:54ver algo
26:55que é uma violência,
26:56mas é uma característica
26:58atual.
26:59Como existe
27:00uma forte participação
27:02do Islã,
27:02as imagens
27:04de Buda
27:04que tem
27:05nessa região
27:05e que você visita,
27:07elas são
27:08com a cabeça cortada,
27:09então,
27:10por conta
27:10do que o Alcorão
27:11prega.
27:12e a região
27:14de Taxila
27:15é riquíssima
27:16em história.
27:17Essa região
27:18de Taxila
27:18está entre
27:1930 e 40
27:21quilômetros
27:21da capital
27:22Islamabá
27:23no Paquistão
27:24e vale a viagem.
27:26Além disso,
27:27eu quero dar
27:27uma outra
27:28dica
27:29ligada
27:30para além
27:30de Islamabá
27:31que é uma capital
27:32que tem
27:33muitas curiosidades
27:34e a gente pode trazer
27:35como dica
27:36cultural
27:36depois também
27:37porque tem
27:38uma mesquita
27:39gigantesca
27:40lá,
27:42a maior
27:43da região
27:43central
27:44da Ásia,
27:45mas eu quero
27:46falar da
27:47Vagaborder
27:48que é
27:49a fronteira
27:50terrestre
27:51que tem
27:51a única fronteira
27:53terrestre
27:53que tem passagem
27:54entre Paquistão
27:54e Índia,
27:55lembrando que
27:56Paquistão e Índia
27:57tem uma guerra
27:58que está congelada
27:59recentemente,
28:00no ano passado,
28:01ela voltou
28:02a ser ativada
28:02e eu assisti
28:04esse show
28:05que está aí
28:05na imagem
28:07em que
28:08quem está de preto
28:09só para explicar
28:10para vocês
28:10do lado de cá
28:11de onde foi tirada
28:12a foto
28:13é o lado
28:14paquistanês,
28:15tá?
28:15O outro lado
28:16que a gente está vendo
28:17é o lado
28:18de Amiritsa,
28:20o lado de cá
28:20é o lado
28:21de Lahore
28:22e o lado de lá
28:23é de Amiritsa.
28:25Esse é um lugar
28:26que vale muito,
28:27Luciano,
28:27a viagem.
28:28Lahore é uma cidade
28:30espetacular
28:30com muita história.
28:32Eu estive
28:33nesse lado
28:33paquistanês
28:34e atravessei
28:35essa rua aí
28:36para chegar
28:37até a Índia
28:39em Amiritsa.
28:40Para quem
28:40quer entender,
28:42aí eu vou
28:42estender a dica
28:43cultural,
28:44Amiritsa
28:45é como se fosse
28:46o, vamos,
28:47né,
28:48reservada
28:49todas as heresias
28:50que eu vou
28:50cometer aqui,
28:51como se fosse
28:52o Vaticano
28:54da cultura
28:56Sikh,
28:57que são
28:58aqueles,
28:58aquela cultura
28:59indiana
29:00que as pessoas
29:00têm um pano
29:02na cabeça
29:02e deixam
29:03a barba
29:04crescer,
29:05o cabelo
29:05crescer
29:06bastante.
29:07Desse lado
29:08Sikh
29:08de Amiritsa
29:09está o
29:10Golden Palace,
29:11que é
29:12o Vaticano,
29:13que eu estou
29:13fazendo a
29:14correlação
29:14jocosa
29:15aí do
29:15Vaticano
29:16para o povo
29:17Sikh,
29:18para os Sikhs.
29:18Esse é o lado
29:19paquistanês,
29:20eu andei por
29:21esses lugares aí,
29:22a foto não é
29:23minha,
29:23mas eu andei
29:24por esse lado aí
29:25e você atravessa
29:26e ali tem
29:27uma arena
29:28que um lado
29:28é Índia,
29:29o outro lado
29:30é Paquistão
29:31e acontece
29:32uma cerimônia
29:33em que os
29:34países estão
29:34separados,
29:35Luciano,
29:36mas é
29:37interessantíssimo
29:38como eles
29:39têm que
29:39artisticamente
29:41interagir
29:42e a partir
29:43disso é um
29:43país em
29:44guerra
29:44que tem
29:46um contexto
29:47belicoso
29:47bem importante,
29:49aí a gente
29:49está efetivamente
29:50falando de
29:51hard power
29:51e soft power
29:53porque isso
29:53é um contexto
29:54cultural
29:54e diplomático,
29:57mas Índia
29:58e Paquistão
29:58são países
29:59com ogivas
30:00nucleares
30:01importantes,
30:02Paquistão
30:02com o seu
30:03programa nuclear
30:04financiado pela
30:05Arábia Saudita,
30:06então assim,
30:07é hard power
30:08na veia,
30:09mas é o único
30:10momento em que
30:11eles abrem
30:12espaço
30:12para ter uma
30:13cooperação
30:16diplomática
30:16e você pode
30:17atravessar,
30:18nós brasileiros
30:19conseguimos
30:19atravessar
30:20essa fronteira
30:21do Paquistão
30:23para a Índia
30:24a pé
30:25e foi o que eu fiz
30:26e vale a pena
30:27essa dica
30:29cultural,
30:30ela é uma dica
30:31cultural
30:31que eu quero dizer
30:32que está no campo
30:33hardcore,
30:34ou seja,
30:35para ir lá
30:36tem que conhecer,
30:37mas a gente pode
30:38dar dica
30:39de como chegar lá.
30:40Muito bem,
30:41é muito interessante
30:42isso, Tomás,
30:42que a gente tem
30:43uma visão
30:43de que está todo mundo
30:45com faca nos dentes
30:45e em nenhum momento
30:46tem um instante
30:48como esse
30:48de integração
30:50entre os dois países,
30:51muito curioso.
30:52é muito curioso
30:53e isso acontece,
30:54esse espetáculo
30:55acontece todos os dias,
30:56então em algum momento
30:57eles cooperam.
30:59Esse portão
31:00ele fica fechado,
31:01aí ele abre,
31:02aí a gente consegue
31:03ver o show também,
31:04um pedaço do show
31:05que tem do outro lado
31:07indiano, né?
31:08Muito bom,
31:09fantástico.
31:10Esse foi mais um episódio
31:12do Opinião Internacional,
31:14obrigado pela sua audiência.
31:36Obrigado pela sua audiência.
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