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Programa debate encontro entre os presidentes, guerra no Oriente Médio, influência chinesa e conflitos que redesenham a política internacional.
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:04Opinião Internacional, de volta em novo formato, eu, Luciano Rangel e Tomás Tomasi, cientista
00:10político, comentando os fatos que movem este planeta. Tomás Tomasi, vamos começar falando
00:16da visita de Lula ao presidente Donald Trump. O que era para ser uma visita de Estado virou
00:22uma reunião de trabalho. Parece que foi bem sucedida a conversa.
00:26Exatamente, Luciano. Mais uma vez uma alegria estar aqui na Opinião Internacional com quem
00:31nos assiste e se informa sobre a dinâmica do mundo, que hoje nesse mundo super conectado
00:37é extremamente importante. Dia 7 de maio, Lula fez uma visita que teve um caráter quase
00:44que informal, uma visita de amigos de cortesia. Foi uma visita importante para o Brasil, mas
00:51também uma visita importante para o presidente Lula e para o seu governo. Ela foi classificada
00:56como uma reunião de trabalho e não como uma visita de Estado, sobretudo porque foi
01:02uma reunião que não aconteceu pelas vias diplomáticas tradicionais, Luciano.
01:09E sobrou até um I love you, né? Porque conforme o Jornal da Tribuna, a imprensa toda registrou,
01:14nossos canais, etc. O Trump me parece ser um político pragmático e em que pese essa
01:23gangorra de popularidade, né? A rejeição a Lula aqui no Brasil, o segundo recente pesquisa,
01:28ele ganhou um ou dois pontos, variou nessa pesquisa de aprovação, mas o Trump está chegando
01:34a 60, 62% de rejeição. De todo modo, o Trump precisa consertar uma série de pontas soltas em
01:42seu governo. Essa reunião havia sido negociada desde janeiro, Lula ganhou muito com esse encontro?
01:48Na minha visão, Lula ganhou muito e isso está comprovado por uma pesquisa da Quest,
01:53que saiu agorinha, agorinha, agorinha. Essa pesquisa, ela tentou observar se tinha sido
01:59positivo para o Lula a ida dele aos Estados Unidos numa visita com o mandatário Donald Trump.
02:06E segundo a Quest, 43% da população entende que Lula saiu mais forte dessa reunião, 26%
02:15entendem que ele saiu mais fraco, 3%, a mesma coisa, não fez, nem foi positivo, nem foi negativo.
02:22Na minha visão, certamente, para Lula foi importante. Esse é um ano eleitoral no Brasil,
02:27Lula precisa de colocar, de se posicionar numa imagem de dialogador, de um mandatário que consegue
02:37dialogar com o mundo inteiro. Então, para algum eleitor que está mais em dúvida, que é o eleitor que
02:42efetivamente decide a eleição, ele entende que o Lula consegue dialogar com o Donald Trump.
02:48Então, a gente pode dizer que essa foi uma reunião muito mais importante e que teve um resultado
02:54muito melhor para o Lula do que para o Donald Trump. Entretanto, a reunião, ela tinha uma dinâmica
03:01de trabalho. Então, a discussão foi sobre segurança, comércio entre os dois países, Estados Unidos e Brasil,
03:07combate à corrupção e também algo muito caro para os norte-americanos, minerais raros, minerais
03:15críticos e terras raras. Esse é um tema que os americanos têm tentado dialogar e expandir pelo mundo
03:23na sua influência global e o Brasil é um personagem importante nesse tema.
03:30Pois é. E ainda que tardiamente, o Brasil parece que está começando a tentar criar uma legislação,
03:37uma política relacionada, não é mais nem terra rara, é materiais críticos, que agora é o que eles estão falando.
03:42Exato.
03:43Que é uma transformação, porque, na verdade, a utilização deles pela indústria, pela moderna tecnologia, é crítica.
03:51Tomás, não podemos deixar de falar, mesmo que de passadinha nessa história em relação a Trump,
03:57em relação ao Oriente Médio. Está difícil dele sair dessa crise com o Irã, dessa guerra com o Irã.
04:05Me parece que Trump vai buscando alternativas internas, porque, de alguma forma, ele precisa vencer
04:11essa rejeição que recai sobre ele. A economia americana segue muito afetada, o preço do combustível aumentou,
04:19a inflação está aumentando nos Estados Unidos, ele precisa buscar pontas, territórios novos
04:26para marcar popularidade entre os americanos.
04:29Exatamente. E isso também faz parte, essa preocupação de Donald Trump, faz parte de uma visita que ele iniciou agora
04:36à China.
04:37Ele está, nesse momento, Donald Trump está visitando a China e está com o presidente Xi Jinping.
04:43E ele tem feito, vai ao Xi Jinping, não publicamente, mas espera-se que ele peça ajuda à China
04:53para encerrar o conflito com o Irã. Sobretudo porque o Irã é um grande parceiro da China,
04:59seja no âmbito comercial quanto militar.
05:01Então, Donald Trump vai até a China, tenta estreitar seus laços e sabe que a China tem espalhado pelo globo
05:13plantas industriais, comerciais e tem feito da economia sua grande arma de atuação no mundo.
05:20Ou seja, o soft power tem tomado conta do dia a dia da China e tentado encontrar um caminho
05:27como zona de influência global.
05:30Donald Trump vai se aproximar da China, entendendo que a China tem acelerado para todo o globo,
05:35mas também como uma forma de buscar ajuda.
05:39É interessante, Tomás.
05:41Eu estava vendo algumas entrevistas feitas durante a visita do Trump à China.
05:48e assim, a gente que analisa a transformação da China nos últimos 50 anos, na década de 70 até agora,
05:58de um país copiador, de um país que era visto até de uma forma, uma certa avaliação que se tinha,
06:06que era um país predador em relação a patentes etc.
06:09E hoje eu fiquei vendo as entrevistas com os jovens chineses e fiquei impressionado com o contexto de modernidade que
06:19a China habita hoje.
06:20Às vezes me passa uma certa impressão de que os Estados Unidos ficaram um pouco para trás,
06:26muito para trás talvez, nesse contexto tecnológico mundial.
06:30Então essa visita ao Xi Jinping vai ser crucial para os americanos também.
06:35Crucial para os americanos é exatamente o que você está falando.
06:38A China tem uma dinâmica muito própria.
06:41Ela é administrada e governada por uma ditadura do Partido Comunista.
06:46Entretanto, a sua economia é altamente capitalista e é uma economia que olha para o mundo como mercado de influência
06:56e também como mercado consumidor e mercado de trocas.
07:01A China já criou uma grande rota da China, que a gente pode fazer um podcast falando só disso,
07:08mas é uma nação que consegue abraçar o seu desenvolvimento econômico de forma planejada.
07:19Hoje a China enxerga que ela tem que ter produtos de mais qualidade.
07:22No que diz respeito aos avanços tecnológicos, ela encontra alternativas e ela tem trabalhado para encontrar alternativas de energia limpa,
07:32por exemplo.
07:33Ela tem trabalhado e avançado sobre os temas ligados a cidades inteligentes.
07:38A China tem olhado também para o futuro da inteligência artificial e tem trabalhado de maneira contundente nesse tema.
07:47Então, assim, todas as grandes potências do mundo têm que olhar para a China e têm que perceber a China
07:54como um parceiro comercial
07:56ou como um adversário que pode te destruir efetivamente.
08:01Eu queria te interromper antes de encerrar para dizer que nessa visita, trazer um pouquinho para trás o tema,
08:09nessa visita de Lula a Donald Trump, ocorreu o que a gente disse aqui antes, não ocorreu pelas vias tradicionais
08:18diplomáticas.
08:19E houve um personagem, Luciano, que você deve conhecer muito bem, do setor empresarial, do setor privado,
08:26o Joesley Batista foi um grande personagem nessa conexão de Lula com o Donald Trump.
08:34E a gente observa esse tema percebendo que, muitas vezes, a influência do setor privado nos negócios públicos acontece de
08:43maneira muito importante.
08:45O que se conta dessa estratégia é oficial que o Joesley Batista foi quem ligou para o Donald Trump e
08:52conseguiu marcar a reunião,
08:53que vinha sendo uma tentativa diplomática dos dois países, desde janeiro, tentar fazer esse encontro de uma visita de Estado.
09:02Esse encontro aconteceu porque Joesley fez uma ligação para o Donald Trump enquanto estava em uma reunião com o Lula.
09:08E o que dizem é que, nessa reunião, o Joesley Batista tocou no telefone do Trump,
09:15deu três toques e ele atendeu e prontamente disse que o Lula podia fazer a visita lá.
09:20Ajustaram a agenda e conseguiram fazer com que esse encontro acontecesse.
09:26A gente está falando de um tema em que o setor privado interferiu nos negócios públicos para que houvesse um
09:32encontro de dois chefes de Estado.
09:34Quantas pessoas no mundo seriam atendidas por Donald Trump ao terceiro toque do celular?
09:39Quantas pessoas têm um celular de Trump, né?
09:40É, exatamente.
09:42Muito bem.
09:43Então, vamos encerrando o primeiro bloco.
09:45Voltamos já, já.
09:51Opinião internacional, segundo bloco, aqui, de dar uma passada para alguns temas que são destaques de uma forma rápida e
09:57analítica.
09:58E vamos falar da África, esse continente marcado por tragédias, fruto de uma série de fatores,
10:05mas que tem a ver com a colonização europeia, que deixou um rastro de confusões na África.
10:12Vamos falar do Mali, Tomás Tomasi, que está no meio de um barril de pólvora.
10:18Exatamente, Luciano.
10:20O Mali, que é uma república localizada ali na África Ocidental,
10:26ela, desde abril, entre abril e maio, ela tem vivido grande instabilidade,
10:32sobretudo porque grupos rebeldes tuaregues e também grupos jihadistas que atuam com a alcunha da Al-Qaeda ali pelo continente
10:44africano,
10:45eles têm causado grande instabilidade interna no Mali e têm avançado bastante e ocupado algumas cidades dentro do Mali.
10:56Esses grupos assassinaram Sadio Camarra, que era o ministro de defesa do Mali, sabe, Luciano?
11:05E eles já ocuparam algumas cidades e bases militares do Mali,
11:10tornando esse momento de avanço um pouco mais perigoso para a junta militar,
11:18capitaneada por Assimi Goitá, que é o ditador que lidera a junta militar do Mali,
11:25que está no poder desde 2021.
11:29Mas isso, Luciano, tem uma informação importante que a gente precisa de dizer.
11:34Essa fragilidade ocorreu muito porque, quando Goitá assumiu,
11:39deu um golpe de Estado e assumiu o poder,
11:43a partir de 2022 ele promoveu uma retirada das tropas francesas do Mali.
11:49Essa retirada, essas tropas francesas, elas atuavam como um cinturão de segurança dentro do país.
11:57Com a retirada dessas tropas francesas, o ditador ele substituiu o exército francês
12:05por um grupo chamado de Africa Corps,
12:07que quem nos assiste pode procurar entender quem é,
12:11mas é como se fosse uma empresa russa que cuida de segurança,
12:17mas que é usada pelo governo de Vladimir Putin
12:20para atuar como segurança privada e militar fazendo atuações pontuais,
12:25sobretudo no continente africano.
12:27Quem operava em substituição ao grupo Wagner,
12:36que era o grupo liderado por Perigozzi,
12:39que é um outro tema e que também cabe um podcast para a gente poder dialogar aqui.
12:45Mas é isso que tem acontecido no Mali,
12:46cada dia a gente observa uma notícia diferente
12:51e a gente abre esse bloco, Luciano, com esse tema,
12:54porque é um tema que não está no headline de nenhum lugar
12:57e aqui o Opinião Internacional busca trazer notícia
13:01que quem nos assiste, quem está nos ouvindo, por exemplo, no Spotify,
13:06pode mergulhar e entender um pouquinho mais.
13:09O Goitar é o perfil típico do ditador militar
13:18que ocupa o governo dos países que não encontraram estabilidade na África.
13:24A tragédia africana segue nesse aspecto, nesses países.
13:28Ela segue e a gente, fazendo uma análise crítica,
13:31a gente tem que lembrar, como você falou bem no começo da notícia,
13:35o continente africano, que é gigantesco,
13:39com muitas etnias e com muitas culturas e realidades,
13:42a gente tem o norte da África, a África subsaariana e o sul da África,
13:46e os dois lados, ocidental e oriental.
13:51Cada lugar desse tem uma realidade e cada país tem uma realidade.
13:55Durante o processo de colonização europeia,
13:57que foi muito cruel no continente africano,
14:03algumas regiões foram cortadas conforme aquilo que era interesse dos países europeus
14:10e não obedecendo nenhum tipo de realidade das etnias, das culturas, das línguas.
14:17Então, a gente tem um continente africano em que os países acabam sendo cortados no meio,
14:23de um lado, famílias separadas para outras, etnias que foram separadas.
14:29E é isso que causa os conflitos de hoje em dia e toda essa fragilidade institucional do continente africano.
14:37Vamos para o segundo ponto desse segundo bloco.
14:40Vamos pegar um transporte aqui e vamos para o outrora império onde o sol nunca se põe.
14:45Vamos falar do Reino Unido.
14:47Os trabalhistas estão no poder, mas estão balançando.
14:51Exatamente, Luciano.
14:53Os ingleses, o Reino Unido, passou por eleições locais.
14:57Essas são eleições normais.
15:00Alguns países têm uma dinâmica de, em quatro em quatro anos,
15:04ter eleições locais entre um mandato e outro que for nacional.
15:09Não é diferente na Inglaterra.
15:11Inglaterra acabou de passar por eleições locais, agora mesmo.
15:15E os trabalhistas que estão no poder, eles sofreram uma grande derrota.
15:20Mas o personagem que está sendo culpado por essa derrota é esse cidadão aí, o Keir Starmer.
15:27O nome dele é um pouco difícil de falar, mas Starmer, um pouco mais fácil.
15:31Mas o que importa é que ele tem sido classificado como um grande cubo de gelo
15:37e um grande picolé de chuchu, uma mistura dos dois.
15:41O carisma dele beira a menos dez.
15:44E é um cara que não gosta de fazer política e de construir relações.
15:47Essa grande derrota tradicionalmente não provocaria, Luciano,
15:53nenhum tipo de problema dentro do partido que está governando.
15:57Ele é o primeiro-ministro, então ele continuaria.
16:00Uma derrota seria corrigida pelo próprio Partido Trabalhista internamente
16:06para que não tivesse influência no processo nacional.
16:08Mas a forma do Keir Starmer de governar e de exercer a sua liderança
16:14tem incomodado boa parte dos parlamentares do Partido Trabalhista.
16:22Internamente, alguns procedimentos já iniciaram para pedir uma quebra de confiança do primeiro-ministro.
16:30quatro ministros do seu governo já pediram renúncia
16:34e os parlamentares do Partido Trabalhista têm dialogado internamente sobre a retirada dele.
16:40Ele tenta se agarrar, ele tenta se agarrar, tenta permanecer no cargo,
16:43tenta ficar mais tempo, mas eu acho que ele está numa situação bastante delicada.
16:49Próximo ponto da nossa viagem internacional nessa rodada de notícias
16:53é a política peruana sendo política peruana.
16:57O MP, o Ministério Público peruano, acaba de formular a acusação de corrupção
17:01e crimes financeiros contra o candidato de esquerda Roberto Sanches.
17:05Roberto Sanches é o candidato de esquerda, na tela o Aquiles já colocou para a gente.
17:10Estratégicamente colocados, o Aquiles já analisa a conjuntura política
17:13e já posiciona as imagens na tela de acordo com a tendência política de cada um.
17:17Exatamente, o Aquiles já deixou pronto para a gente.
17:19Aqui à esquerda está o Roberto Sanches com esse chapéu pitoresco aí
17:23e à direita a Keiko Fujimori, filha de Alberto Fujimori
17:27e que é uma candidata posicionada à extrema direita.
17:31O sistema político peruano, Luciano, é um sistema muito fragmentado e fragilizado.
17:38Também vale uma contextualização maior em algum momento,
17:42até porque o Peru vai passar por eleições de segundo turno,
17:46eles dois estão disputando o segundo turno agora no dia 7 de junho
17:50e eles merecem uma análise mais para frente, mas sobretudo o sistema peruano,
17:55que é um sistema muito complexo, ligado ao fato do parlamentarismo e do presidencialismo
18:02influenciarem e não terem tanta harmonia.
18:05Nos últimos anos, vários presidentes foram depostos e às vezes com argumentos muito pequenos,
18:12muito pela vontade do próprio parlamento.
18:15Lá, Luciano, quando há uma maioria do presidente, ele consegue governar por muito tempo,
18:20mas isso só aconteceu alguns anos atrás e nos últimos anos isso não é uma realidade no Peru.
18:28Para vocês verem como, para a gente prestar atenção, como as notícias todas são hiperconectadas,
18:34você falava há pouco dos interesses globais da China e a China recentemente inaugurou o porto de Xangai no Peru,
18:44que faz parte da grande rota da seda mundial, ou seja, uma notícia se conecta com a outra.
18:50Sem dúvida.
18:51Esse foi o segundo bloco, no terceiro Soft Power. Aguarde.
18:59De volta e agora com o Soft Power Internacional.
19:04O Barcelona foi campeão de La Liga.
19:07Foi um jogo contra o Real Madrid que deu o título ao Barcelona.
19:11E o hipercraque Lamine Yamal desfilou com uma bandeira da Palestina.
19:16Novamente, a política, esporte, tudo conectado, Tomás.
19:20Exatamente, Luciano. É tradicional que o campeão de La Liga faça um desfile.
19:26O Barcelona sempre faz isso. Diga-se de passagem, o Barcelona tem ganhado bastante a La Liga.
19:32E nessa vitória eles estavam desfilando pelas ruas de Barcelona, como Aquiles colocou na nossa imagem aqui.
19:40Algumas bandeiras, tradicionalmente, da Catalunha seguem o cortejo ali,
19:46mas dessa vez Lamine Yamal resolveu se manifestar e desfilou durante boa parte do período desse desfile,
19:54desse cortejo com a bandeira da Palestina, uma manifestação política no esporte.
20:01Ainda sobre política no esporte, a Copa do Mundo está chegando.
20:04Nós vamos falar muito de Copa do Mundo, né, Tomás?
20:06Tomás, além de tudo, entende muito de futebol.
20:10Eu sou apaixonado por futebol. Entender é outro tema.
20:12Mas tem uma colocação. Eu sempre falo que ninguém entende mais de futebol do que quem assiste aos jogos.
20:17É torcedor. Torcedor é quem mais entende do seu time, por exemplo.
20:21Mas, assim, faltando poucos dias para a Copa do Mundo, os Estados Unidos negaram o visto
20:25para cinco jogadores da seleção iraquiana, Tomás.
20:29É isso mesmo, Luciano.
20:30A gente tem a imagem que o nosso querido Aquiles colocou aí também,
20:34da recusa de visto por parte dos americanos, da diplomacia americana,
20:39em relação a alguns jogadores. São cinco jogadores do Iraque.
20:43Os nomes dos atletas não foram divulgados, muito menos o motivador,
20:47até porque isso se trata de um tema individual e particular.
20:51São 30 dias para a Copa do Mundo.
20:53Eu vou conectar com a lembrança da visita do Lula.
20:57Uma das caricaturas dessa visita foi o Lula pedindo ao Donald Trump
21:02para não negar o visto de nenhum dos jogadores brasileiros.
21:06E eu agradeço a esse pedido, já que o Brasil não está muito bem
21:10em relação ao nosso escrete canarinho.
21:13Precisava da gente ter uma geração um pouquinho melhor.
21:17Mas, Luciano, eu tenho fé que o Brasil, se o Trump não caçar nossos vistos,
21:21a gente tem chance de chegar muito longe nessa Copa do Mundo.
21:25O registro é esse, da diplomacia e das questões diplomáticas
21:31invadindo o mundo do futebol e dos esportes.
21:33Eu só fico pensando, Tomás, não estou dizendo que existe uma conexão,
21:38talvez haja, até como você falou, os motivos não foram revelados.
21:42Mas eu fico imaginando o estresse da segurança interna dos Estados Unidos
21:48nessa que é a Copa do Mundo que vai estar influenciada por motivações políticas
21:55fortíssimas.
21:56Nós temos uma guerra em andamento de Trump contra o Irã.
21:59Nós temos vários eventos políticos pesados.
22:02Eu fico imaginando o esforço da segurança interna dos Estados Unidos
22:05em tentar antecipar tudo o que pode acontecer de trágico durante este evento.
22:12É, sem dúvida nenhuma, até porque essa é uma Copa do Mundo
22:16que teve um número de seleções dilatadas.
22:19Muito mais seleções do que as outras.
22:23E quando você tem um número maior de países envolvidos,
22:27você tem uma complexidade maior nas relações entre esses países.
22:31Vale dizer, e a gente traz à tona aqui também,
22:34o tema de que o Irã vai disputar essa Copa do Mundo
22:37e tem sido objeto de discussão no formato.
22:40A própria FIFA, querendo manter a sua posição de não influenciada
22:46pelo fator político e diplomático,
22:48ela manteve os jogos do Irã nos Estados Unidos.
22:53Donald Trump e seu governo permitiram que o Irã possa jogar nos Estados Unidos,
22:58mas a dúvida que há é de como isso vai ocorrer,
23:01se haverá manifestação dos jogadores ou do próprio Irã em algum momento.
23:07A gente já colocou no último programa uma anedota da embaixada do Irã na África do Sul, por exemplo.
23:15Então o Irã tem usado muito a questão da construção de narrativa
23:19para combater a narrativa.
23:22Eu já disse de outra vez, sempre esteve presente nas guerras,
23:25sobretudo na atualidade em que a gente vive extremamente conectado.
23:30Essas narrativas são construídas e têm o papel de destruição de quem está do outro lado.
23:35Então o Irã muito provavelmente vai disputar a Copa do Mundo ali nos Estados Unidos.
23:40O papel esportivo do Irã, eu acho que é pequeno, é uma seleção que não tem tradição,
23:46mas tem um papel político muito importante nesse processo da Copa do Mundo.
23:50Muito bem. E agora aquele momento que a gente aguarda o homem do passaporte,
23:54mais facinho aqui do estado, talvez o segundo.
23:57Rafael Pacheco sempre é o primeiro.
23:59Sempre é o primeiro, mas seu passaporte é fácil.
24:01Qual é a dica de viagem em pérolas no radar, Tomás?
24:05Então, cara, a gente quer trazer dicas de viagem que sejam interessantíssimas no mundo como um todo.
24:13Até agora, na semana passada, a gente trouxe Cabo Verde.
24:17Dessa vez, a gente vai falar da Eslovênia.
24:19E são duas dicas aí.
24:22Eu acho que já está na tela para vocês uma selfie minha.
24:26Eu estou meio assustado nessa foto, mas minha esposa e o Gabriel, nós estamos no castelo de Predjama,
24:33que fica na Eslovênia, próximo à Ljubljana, capital da Eslovênia.
24:38Esse é um castelo encravado nas pedras.
24:41A Eslovênia não é um país que tenha uma história muito atrativa para você visitar,
24:50como outros destinos da Europa, mas é um destino ecológico, um destino de aventura extremamente interessante.
25:00Mas tem essas curiosidades.
25:01A capital, Ljubljana, tem a sua capital cortada pelo rio Ljubljana.
25:06Em cima você tem o castelo de Ljubljana e toda aquela cidade medieval embaixo que dava suporte no passado,
25:13aquele castelo, é muito interessante.
25:15Mas o meu destaque vai para esse lugar aí que você tem que dar um Google mais específico
25:20e procurar de uma maneira mais interessada para encontrar esse castelo de Predjana, na Eslovênia,
25:27próximo a uma hora e meia da capital liubljana.
25:31Também, a 40 minutos, um pouco mais distante de Ljubljana,
25:35você tem um grupo de cavernas que eu tinha anotado, acho que são 24 quilômetros,
25:42eu posso estar errando, são as cavernas de Postoica, Postoica com K.
25:48E essas cavernas, elas são interessantíssimas e fazem parte de um passeio maravilhoso
25:54que os nossos, quem nos assiste, Luciano, eu te convido também a fazer esse passeio,
25:59pode fazer num dia por inteiro depois de visitar esse lindo país que é a Eslovênia.
26:04Rapaz, esse castelo é fantástico, hein?
26:06Tem acesso, os turistas podem entrar no castelo.
26:08Internamente ele é bem...
26:10Sim, se vocês estiverem vendo sobre o ombro da minha esposa ali,
26:15a gente atrás dessa árvore, você pode ver que dá para passar por aqui,
26:20tem acesso, você paga um ticket, a história do castelo era um conde
26:23que ficava no castelo e ele resistia às invasões,
26:27e tem toda a história, você consegue ver instrumentos da época,
26:32que também é um castelo medieval e é lindo por dentro, vale muito a pena,
26:35são vários andares, você passa por várias salas, sala de jantar, quarto, vários lugares,
26:41é muito legal essa visita.
26:43Você pode reservar aí umas duas horas e meia para poder fazer essa visita,
26:47depois as cavernas, e as cavernas, eu não sei se o Aquiles consegue jogar as imagens aí,
26:52se eu não colocar não tem problema, elas são muito estruturadas, Luciano,
26:56e vale a pena esse passeio, eu recomendo.
26:59É fora da curva, a gente está falando de Europa,
27:02a gente está falando de um passeio fácil que eu fiz com a minha família.
27:05Muito bem, esse foi mais um Opinião Internacional, vamos nos despedindo aqui,
27:11obrigado pela sua audiência e semana que vem tem mais.
27:18que vem lá, vocês estão olhando o nosso Opinião Internacional, vamos nos despedindo aqui,
27:33Obrigado.
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