00:00Visita ao Rio de Janeiro, o ministro da Secretaria-Geral do Governo, Guilherme Boulos, afirmou que a escala 6x1 será aprovada nesse ano.
00:09Repórter Rodrigo Viga.
00:10O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, garantiu que o governo Lula vai acabar com a escala 6x1 de trabalho.
00:21Ele esteve nesta terça-feira aqui em Biomanguinhos, uma unidade de fármacos da Fundação João do Cruz, Avenida Brasil, na Zona Norte da capital.
00:31Segundo Boulos, as tratativas com o presidente da Câmara dos Deputados, o Gumbota, já estão caminhando, avançadas e outras reuniões vão acontecer ao longo das próximas semanas.
00:44A expectativa de Boulos é que a matéria seja pautada, aprovada e promulgada ainda neste primeiro semestre de dois mil e vinte e seis.
00:57Quanto à rejeição e à crítica por parte do empresariado brasileiro em relação ao fim da escala 6x1, Boulos disse que isso não chega a ser nenhuma novidade.
01:09Na avaliação dele, muitos empresários, inclusive, gostariam que a escala fosse 7x0 aqui no Brasil.
01:17Nós vamos acabar com a escala 6x1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro.
01:23Gente, o empresário, o grande empresário ser contra, para mim não tem nenhuma surpresa.
01:29Quando é que o grande empresário foi a favor de direito de trabalhador?
01:32Nunca vi na história o grande empresário ser a favor de garantir direito de trabalhador.
01:36Ser questionado sobre a caminhada liderada por Nicolas Ferreira nos últimos dias, que terminou em Brasília com uma multidão.
01:46No último domingo, Boulos chamou o parlamentar de malandro e ainda fez ilações e insinuações de uma possível ligação, proximidade do parlamentar com o caso do Banco Master.
02:01E cobrou também investigações em torno de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, de Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro e Badez Rocha do Distrito Federal.
02:15Esse Nicolas Ferreira, ele é um malandro, porque toda vez que está chegando um escândalo perto dele e da turma dele, ele arruma algum circo para fazer.
02:26O escândalo do Master, que você mencionou, está chegando na igreja da qual ele é ligado e há pessoas ligadas a ele, aí ele resolveu fazer uma caminhada.
02:35Então, veja, eu não sei qual vai ser a próxima dele, o que ele vai inventar para querer continuar fugindo para frente das investigações.
02:47Tem teto de vidro, tem teto de vidro.
02:51Em algum momento a casa cai, vai responder.
02:53Crime não é fantasma, crime tem que ser com prova, tem que ser com base em investigação, não pode ser com pré-julgamento a ninguém.
03:01Porque se não, se você for fazer pré-julgamento, vamos falar também aqui das relações do Cláudio Castro com o Banco Master, do esquema aqui da Previdência do Rio de Janeiro.
03:11Eu quero que isso seja investigado.
03:14Eu quero que seja investigado isso com o governador Ibanez lá do Distrito Federal, com o governador Tarcísio de São Paulo, Ciro Nogueira, né?
03:22E com qualquer outro, independente da coloração partidária, independente de estar no Supremo, independente de estar num partido político.
03:28Ao também ser questionado pela reportagem da Jovem Pan sobre o fantasma do Banco Master, rondando o Supremo Tribunal Federal, especificamente o gabinete do ministro Dias Toffoli.
03:42O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que todos que eventualmente cometeram crimes devem ser punidos.
03:51No entanto, para que isso aconteça, é preciso apuração, investigação e muitas provas.
03:59Do Rio, Rodrigo Viga.
04:04Denise, o ministro fala sobre a escala 6x1, né?
04:07E cita o setor produtivo, as resistências.
04:11Será que esse ano, mesmo sendo ano eleitoral, esse otimismo do ministro de aprovação pelo Congresso, será que isso vai acontecer?
04:18Olha, Tiago, acho que esse não é o grande problema.
04:20Claro que vai ter muita resistência no Congresso em relação a essa pauta, inclusive por pressão de empresários de vários ramos de atividade.
04:28Agora, quando ele fala que o grande empresário não seria a favor de direitos trabalhistas, ele esquece que nessa mudança também seriam prejudicados os pequenos empresários.
04:37E eu lembro do interesse em relação às eleições, que está numa campanha aberta já, e o governo, para ser reeleito, depende de uma faixa do eleitorado que não está em nenhum extremo.
04:49São aqueles neutros que não gostam de ver a polarização.
04:53O governo já assumiu esse discurso, nós contra eles, ricos contra pobres, em relação ao aumento da taxação para os mais ricos,
05:01para compensar o aumento da faixa de isenção do imposto de renda, e agora repete esse discurso.
05:08Então, acaba falando para a mesma base que já apoia o governo, vem com uma postura agressiva.
05:14Eu acho que não é assim que vai conquistar aquele eleitorado que está cansado da polarização,
05:19que quer fazer uma escolha de acordo com programas.
05:22E esse programa em relação à jornada de trabalho pode ser relevante, pode ganhar impulso no Congresso,
05:28inclusive, se houver uma mobilização da sociedade nesse sentido, como aconteceu exatamente com a isenção do imposto de renda.
05:35Mas você tem que buscar uma adesão com negociação, com uma conversa que vá contra essa disputa,
05:41essa polarização que a gente vê tanto aqui no Brasil e em todas as áreas.
05:44Bom, Dora, a Denise cita especificamente a escala 6x1, mas também ela destaca essa fala mais agressiva do ministro Guilherme Boulos,
05:55ele que prometeu não se candidatar nesse ano.
05:57Esse deve ser o papel dele, sempre que questionado, falando sobre Nicolas Ferreira,
06:02falando sobre o escândalo do Máster e dos adversários do governo?
06:07Pois é, ele foi lá exatamente para fazer isso, para ter esse perfil, para ter esse papel combativo.
06:13Agora, a questão da escala 6x1, claro, é uma bandeira, mas um desejo, porque veja,
06:20são quatro meses que teria para isso, porque depois do Carnaval, março, abril, maio e junho,
06:26para isso ser aprovado uma questão complexa, até a própria isenção do imposto de renda,
06:32que tinha uma adesão mais fácil, uma proposta de campanha,
06:35presidente Lula, em 2002, em 2022, desculpe, e ela levou o quê?
06:44Dois anos ou mais um pouco para ser aprovada, para ser materializada.
06:49As coisas não são assim tão fáceis como o ministro Boulos,
06:55que é na moldura em que ele coloca.
06:57Quanto ao embate com o Nícolas, também está dentro do perfil que ele se propôs a cumprir,
07:06concordo com a Denise, que ele fala essa linguagem dele, é uma linguagem sectária,
07:12porque fala para a base, fala para os chamados convertidos,
07:17e quando se trata de banco máster, é em matéria de telhado de vidro,
07:22é um telhado de vidro que está se mostrando cada vez mais amplo.
07:27Então, do jeito que a coisa vai caminhando, ninguém está podendo falar de ninguém.
07:33Vamos ver na volta do Congresso, na semana que vem,
07:36se essa CPI realmente, quando o ministro Boulos cobra investigação,
07:42aprofundamento das investigações,
07:44imagino que ele esteja apoiando a criação de uma CPI ou de uma CPMI.
07:51Mas o deputado José Guimarães, líder do PT na Câmara,
07:56hoje mesmo já se posicionou contrário à CPI.
08:00Então, fica aí uma incongruência que vai precisar ser resolvida logo na volta do Congresso.
08:06Resposta, semana que vem, não é, Cristiano Villela?
08:10Exatamente. Semana que vem, em tese, é o período onde tudo volta ao normal.
08:15Teremos o parlamento voltando a funcionar,
08:17teremos o judiciário, os tribunais superiores voltando a funcionar.
08:22Então, muitas dessas questões.
08:24Tivemos aí um mês de janeiro bastante agitado.
08:27Não é todo mês de janeiro que é agitado desse jeito,
08:30com notícias, com bastante coisa acontecendo em Brasília,
08:34de uma forma geral.
08:35Então, muita coisa vai realmente voltar a andar a partir do dia 1º de fevereiro agora.
08:41e aí sim nós vamos ter o caminhar de diversos pontos
08:44e vamos começar a sentir determinadas evoluções de casos que são simbólicos,
08:51que são emblemáticos, como, por exemplo, o caso envolvendo o Banco Más.
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