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O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda é incerto. O governo brasileiro trabalha para viabilizar a reunião até julho, antes de o foco político se voltar para as eleições. O cenário internacional, marcado por conflitos e tensões, também influencia a dificuldade de definição da agenda. Lucas Mehero e Roberto Motta comentaram.

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Transcrição
00:00Com aquele tempero, aquele cenário e olhar também para o Brasil.
00:03Sabe aquele encontro que estava sendo ali ventilado?
00:06A grande expectativa da agenda, né, Igor Damasceno,
00:08entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump?
00:12Uma agenda que envolveria justamente aquela discussão
00:14sobre as facções criminosas do Brasil serem enquadradas como grupos terroristas.
00:19Tem data marcada para esse encontro, que até agora a gente não viu sair de fato?
00:28Sem previsão de data para esse encontro, viu, Beatriz?
00:31Mais uma vez, ótimo dia a você, ao Cássio e também a todos que nos acompanham.
00:36Olha, o Palácio do Planalto previa que esse encontro acontecesse ainda neste mês de março.
00:42O presidente Lula se colocou à disposição para ir até a Casa Branca
00:46para se encontrar presencialmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
00:51No entanto, nós já estamos no penúltimo dia do mês,
00:55não tem nada divulgado na agenda oficial nem de Trump nem de Lula,
00:59ou seja, não há previsão para que esse encontro de fato aconteça.
01:05Agora, a avaliação aqui no Palácio do Planalto é que esse encontro precisa acontecer
01:10no máximo, estourando em julho, e isso por causa das eleições.
01:16O Palácio do Planalto acredita que depois de julho,
01:19o presidente Lula vai ficar totalmente focado na campanha eleitoral,
01:23e por esse motivo, o encontro com o chefe da Casa Branca
01:27ficaria praticamente impossível de acontecer.
01:30Então, agora, a equipe do presidente trabalha para que, no máximo,
01:35nos próximos três meses, esse encontro de fato ocorra
01:38entre Lula e Trump ali na Casa Branca.
01:41Aqui no Brasil, nós temos aquela dificuldade com a troca de ministros,
01:47isso tem demandado bastante tempo do presidente Lula.
01:50E lá nos Estados Unidos, Trump está bastante ocupado com essa guerra,
01:54essa escalada da tensão ali no Oriente Médio,
01:57conforme a gente viu o nosso analista Alan Ghani falando,
02:00todas as pressões que Trump tem sofrido.
02:03Então, essas incompatibilidades e esses percalços que aconteceram no meio do caminho
02:09inviabilizaram esse encontro, essa reunião presencial neste mês de março.
02:14E não tem previsão nenhuma para acontecer.
02:17Então, o Palácio do Planalto luta contra o tempo,
02:20justamente porque Lula vai se envolver com a campanha eleitoral deste ano,
02:25já a partir do segundo semestre.
02:27Agora, é uma luta contra o tempo, não só por causa da campanha eleitoral,
02:31mas também porque os Estados Unidos podem tomar decisões
02:35que influenciam no nosso país de forma unilateral,
02:40ou seja, sem nenhum tipo de acordo com o Brasil.
02:42Nós estamos falando, por exemplo, das facções criminosas.
02:46O Brasil luta para que os Estados Unidos não reconheçam as facções
02:50como grupos terroristas, porque isso pode atrapalhar a nossa soberania.
02:55A gente pode ter ações militares aqui no Brasil,
02:58segundo a avaliação do Palácio do Planalto.
03:00E nós estamos falando também daquele tarifácio.
03:04Ainda há produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos
03:07com tarifas elevadas de 40% a 50%.
03:11Então, esses são os dois principais assuntos que o Lula quer tratar com o Trump presencialmente.
03:17E a avaliação do Palácio do Planalto é que, se esse encontro não acontecer,
03:21as chances de que os Estados Unidos adotem medidas sobre esses dois temas
03:26sem comunicar o Brasil são muito grandes.
03:29Então, é uma luta contra o tempo, não somente por causa das eleições,
03:33mas também para que essas negociações com os Estados Unidos de fato aconteçam.
03:39Então, até julho, esse é o prazo estipulado pelo Planalto
03:42para que Lula e Trump se encontrem e abordem esses dois temas
03:48que são considerados sensíveis para ambos os países.
03:52Voltamos ao estúdio.
03:53Obrigada, Igor Damascino, pelas informações.
03:55Vamos girar essa discussão aqui com o Lucas Merreiro e com o Roberto Mota.
03:58Merreiro, a gente está falando de uma agenda turbulenta dos dois lados.
04:02Donald Trump literalmente dentro de uma guerra.
04:05Lula literalmente dentro de uma campanha eleitoral, mesmo antes do início dela.
04:10E um assunto que não é menos importante.
04:12A gente falar aqui do enquadramento de facções criminosas brasileiras
04:16como grupos terroristas.
04:18O que pode, sim, diante do jeitão Trump de lidar com essas discussões,
04:22acontecer de forma repentina?
04:26Pode, pode acontecer.
04:27O fato é que o Trump está com preocupações gigantescas esse ano.
04:31Ele tem uma guerra para tocar.
04:33Ele tem a preocupação das midterms, as eleições de meio termo lá nos Estados Unidos,
04:37em que o Trump pode perder a maioria.
04:40Há esse risco que o Trump possa perder a maioria nas casas legislativas.
04:44Isso para ele é um risco gigantesco.
04:46E aí está o Lula preocupado com a própria eleição,
04:48tentando cutucar o Trump e falar assim,
04:51ó, não esquece de mim, hein, tem uma reunião comigo aí,
04:53porque é ano eleitoral aqui também e eu estou um pouco desesperado.
04:56Ele está desesperado de fato, está muito preocupado
04:59que o Trump tome medidas unilaterais em relação ao Brasil
05:03que possam impactar negativamente o governo Lula,
05:06que possam prejudicar a reeleição do petismo aqui no Brasil.
05:11Então eles vão buscar essa reunião.
05:13Sobre especificamente a questão das organizações terroristas,
05:17é muito interessante, né, ver como as articulações que o PT faz envolvendo crime organizado,
05:23envolvendo combate à criminalidade, nunca são para endurecer o combate ao crime,
05:28para apresentar soluções de fato, para acabar de vez com as organizações criminosas, né.
05:33Sempre são para amenizar, sempre são para se colocar favorável ao que, no final das contas,
05:39é o interesse do crime organizado, sejamos sinceros aqui, né.
05:42Então, mais uma vez, o Brasil se mostra extremamente preocupado.
05:46Não, os Estados Unidos não podem considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
05:51Mas por que não?
05:52Por que o próprio Estado brasileiro já não faz isso,
05:55considerando que o PCC e o Comando Vermelho são de fato organizações terroristas?
06:00Não é nenhuma forçação de barra dizer isso,
06:02mas a grande preocupação do PT é manter as coisas como estão, né.
06:07Como se a gente estivesse numa situação de segurança pública linda e maravilhosa,
06:10não precisa mexer em absolutamente nada, né.
06:11Não, é importante que o PCC, o Comando Vermelho, sejam considerados terroristas,
06:16porque é isso que eles são,
06:17e, eventualmente, se os Estados Unidos considerá-los assim também, como tem que ser,
06:22não quer dizer que os Estados Unidos vão invadir o Brasil necessariamente,
06:25não é assim que funciona,
06:26mas isso abre margem, inclusive, para que forças americanas,
06:31ou, no mínimo, a inteligência americana,
06:33possa ajudar o Brasil a resolver esse problema,
06:36já que, lamentavelmente, o Brasil não conseguiu resolver isso nas últimas décadas.
06:41Ô, Merreiro, inclusive, é importante destacar que essa discussão da equiparação, né,
06:45das facções criminosas, tanto o PCC como o Comando Vermelho,
06:48em organizações terroristas foi amplamente discutido no Congresso Nacional,
06:52durante o PL antifacção,
06:55e daí também, inclusive, até mesmo em relação a esse assunto,
06:59houve, pelo menos, aí um certo temor que pudesse abrir um precedente
07:02de uma possível invasão dos Estados Unidos,
07:05porque, querendo ou não, na legislação norte-americana,
07:07se um país classifica, né, facções criminosas como organizações terroristas,
07:13poderiam, sim, fazer essa invasão.
07:14É claro que, como você disse, isso não quer dizer que vá,
07:17mas pode abrir um precedente.
07:18Por isso que a própria legislação brasileira deixa bem claro ali,
07:21olha, facção criminosa tem uma finalidade,
07:23a finalidade de expansão territorial e também financeira.
07:27Organização terrorista tem finalidade política, religiosa e ideológica.
07:31Então, até o mesmo, o presidente Lula vai levar na mala ali
07:34a Constituição Federal embaixo do braço
07:35para tentar explicar para o presidente Donald Trump,
07:39explicar para Marco Rubio essas questões
07:42e também os riscos de uma equiparação.
07:44Se isso vai dar certo ou não, aí são outros 500.
07:46Aí é para um segundo debate.
07:48Mota, eu te pergunto também, porque à medida que
07:50esse encontro vai sendo adiado e vai ficando mais para frente,
07:54o presidente Lula vai querendo, inclusive, outros desafios.
07:57Se fala muito nas questões econômicas, por causa do tarifácio,
08:00questões diplomáticas, possibilidade de até mesmo interferência política.
08:04Mas agora, essa discussão envolvendo o crime organizado
08:07é um assunto que é caro para a oposição,
08:09que o presidente Lula, querendo ou não, acaba sambando ali um pouco em cima.
08:12Assunto extremamente delicado, complexo.
08:14Como é que você vê essa reunião?
08:16E se é importante ter essa reunião, por mais que seja à tarde
08:19ou até mesmo no mês de junho?
08:21É, esse assunto, Cássio, é caro para o povo brasileiro.
08:26Essa definição da esquerda brasileira para terrorismo
08:30não existe em lugar nenhum do mundo.
08:34Terrorismo é quem comete terror.
08:37Aqui no Brasil, você só é terrorista se tiver cometido o seu ato terrorismo
08:41por razões de preconceito.
08:44Quem gosta disso, evidentemente, são os criminosos.
08:48Esse encontro é uma manobra muito arriscada
08:52porque uma das bandeiras do PT é a defesa da soberania
08:56contra o imperialismo americano.
08:59O governo brasileiro repete isso toda hora.
09:01O PT é amigo histórico de Cuba, da Venezuela, do Irã.
09:07É preciso avaliar as vantagens e desvantagens eleitorais
09:13de um encontro como esse.
09:15Haveria vantagem se o PT conseguir convencer Donald Trump
09:19a mudar de opinião, como, por exemplo, desistir
09:23de chamar as facções de terroristas.
09:27Uma atitude que a maioria das pessoas vê como uma forma
09:31de proteção ao crime organizado.
09:35E aí fica muito difícil imaginar
09:37como isso poderia ajudar o PT nas eleições.
09:41É, Motto, um assunto extremamente delicado, sensível
09:44e, é claro, uma das missões do presidente Lula
09:46caso ocorra esse encontro com Donald Trump.
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