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O presidente Lula (PT) conversou com a imprensa na manhã desta sexta-feira (24) e falou sobre as expectativas para a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, Lula afirmou que não há assuntos vetados para a conversa. O encontro deve ocorrer na Malásia, no próximo domingo (26). Reportagem: Lucas Damasceno

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Transcrição
00:00...com a imprensa nesta manhã e falou o que espera da reunião com o Donald Trump.
00:05Na ocasião, Lula deixou claro que não há assuntos vetados para serem conversados
00:10durante esse possível encontro que espera-se aconteça no domingo lá na Malásia.
00:15Igor Damasceno está aqui com a gente nesta manhã também,
00:18trazendo outros detalhes e informações dessa fala do presidente.
00:21Bom dia, Igor.
00:25Oi, Nonato. Bom dia pra você, também pra Soraya.
00:28Bom dia pra todos que nos acompanham ao vivo aqui no nosso Jornal da Manhã.
00:32Essa foi a última, o último trabalho, a última agenda do presidente Lula em Jakarta, capital da Indonésia,
00:40antes de embarcar para Kuala Lumpur, na Malásia.
00:43Inclusive, o presidente deve chegar ainda hoje em Kuala Lumpur
00:47e se preparar para o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
00:52algo que deve acontecer no domingo.
00:55O presidente Lula cravou para a imprensa que esse encontro já é dado como certo.
01:00É a mesma informação que eu tenho dos auxiliares do presidente aqui no Palácio do Planalto.
01:05O que acontece é que os dois chefes de Estado vão se encontrar na Associação das Nações do Sudeste Asiático.
01:12É um evento que reúne as lideranças do Sudeste Asiático.
01:16Inclui, por exemplo, a Malásia, que vai sediar esse evento.
01:20A sua abertura vai ser no domingo e essa é a expectativa de encontro de Lula e Trump,
01:26que eles se encontrem na abertura e conversem ali por alguns minutos.
01:31O principal assunto sobre a mesa é o tarifácio.
01:34As tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos
01:38aos produtos brasileiros vendidos em solo norte-americano.
01:42Lula quer reduzir essas tarifas para o patamar que era no início deste ano, algo em torno de 10%.
01:50E ele disse à imprensa que vai desmistificar algumas fake news que foram inventadas
01:56durante essa crise diplomática com os norte-americanos.
02:00A primeira delas é que na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos,
02:05os norte-americanos são deficitários.
02:08Lula disse que é muito pelo contrário, eles têm um superávit de 400 bilhões de reais.
02:14E falou também a respeito da situação da economia norte-americana
02:19que pode ser afetada com esse tarifácio.
02:23Vamos ouvir então essa declaração do presidente à imprensa em Jacarta.
02:27A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação em nenhuma verdade.
02:33Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil.
02:39Então não tem sustentação a tese.
02:43A tese de que não tem direitos humanos no Brasil porque está perseguindo o ex-presidente
02:47também não tem nenhuma veracidade.
02:49Quem comete crime no Brasil é julgado e quem for culpado é punido.
02:53Também não tem.
02:54E depois a regulação de Betis é uma coisa que depende do governo brasileiro, do Congresso Nacional.
03:00Coisa simples que a gente pode discutir, sabe, com muita sinceridade, com muita objetividade.
03:08Dois amos sentados em volta de uma mesa.
03:11A gente não tem que ficar com muita frescura, não.
03:15Sabe, é dizer o que quer, cada um quer o que é preciso fazer e fazer.
03:17Bom, vocês viram o presidente Lula falando a respeito do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro,
03:25condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
03:30Por quê?
03:30De acordo com uma nota divulgada pelo governo norte-americano,
03:34o julgamento contra o ex-presidente seria, então, o principal motivo para toda essa crise,
03:40para esse tarifácio.
03:42Então, Lula vai falar a respeito desse assunto.
03:45Mas ele também adiantou que outros assuntos estão em negociação.
03:49A avaliação é que o presidente Lula deve falar sobre terras raras com o governo norte-americano,
03:54já que é de interesse dos Estados Unidos e pode estar à mesa de negociação do tarifácio.
04:00Lula também adiantou que vai conversar sobre as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes,
04:07a lei Magnitsky, que foi aplicada contra ele, contra a esposa,
04:11e a iminência de que outros ministros do STF também podem ser sancionados com essa lei.
04:17Então, há um leque de conversas que o presidente Lula vai ter com Donald Trump,
04:22nesse encontro que deve ocorrer no domingo,
04:25mas o principal motivo é exatamente o tarifácio.
04:27Lula está na expectativa de que essas tarifas caiam, reduzam,
04:32depois dessa conversa.
04:33A gente vai seguir acompanhando.
04:36Volto com vocês aí no estúdio.
04:38Igor Damasceno, em Brasília.
04:39Muito obrigado, Igor, pela informação.
04:42É assunto já para a nossa primeira rodada de análise aqui,
04:45com a Deise Chocari, que está com a gente nesta sexta-feira.
04:49O Deise, o presidente já tinha dito anteriormente
04:52que talvez o Trump estivesse mal informado em relação ao Brasil.
04:55Essa questão da balança entre os dois países,
04:57vários economistas disseram que ela não é deficitária,
05:00ela é superavitária para os Estados Unidos.
05:03E, além disso, tem a discussão em torno do Brasil ser um país que respeita ou não os direitos humanos.
05:07O presidente está disposto a provar ao Trump que, efetivamente,
05:11o Brasil respeita os direitos humanos, tem julgamento e etc.
05:13do melhor jeito possível.
05:16E aí vai da narrativa de convencimento do presidente.
05:20E, por outro lado, tem que ver também o que o Brasil pode dar em troca
05:22para os Estados Unidos nessa relação comercial.
05:26Não, Deise, bom dia para você.
05:28Bem-vindo aqui ao Jornal da Manhã.
05:30Bom dia, Nanato, Soraya.
05:33Bom dia, audiência da Jovem Pan.
05:36Eu acho que o grande desafio do presidente Lula nesse encontro
05:40vai ser manter esse tom ousado que ele tem apresentado aí nos últimos dias
05:45sem fechar as portas, né, Nanato.
05:48Eu vejo três cenários possíveis.
05:50O primeiro é o cenário diplomático, obviamente.
05:53O Brasil quer ser tratado como igual.
05:55O presidente Lula tem deixado isso cada vez mais claro.
05:59Ele entra nessa reunião com o Donald Trump
06:01buscando romper esse tom de subordinação histórica, né.
06:06Então, quando ele fala ali, que a reportagem mostrou ele falando
06:09que não tem veto a nenhum assunto,
06:12ele sinaliza que o Brasil quer dialogar como uma potência média autônoma, né.
06:18Não como uma potência como os Estados Unidos, mas ali com um certo valor.
06:22O segundo cenário, obviamente, é o cenário interno, né.
06:24Ele está falando para o eleitor brasileiro.
06:26Então, essa reunião com o Trump, ela também tem uma função doméstica muito importante,
06:32porque ele fala para dentro, né.
06:34Quando ele tenta exibir essa firmeza e essa ausência de tabus,
06:40ele se apresenta como um líder que fala de igual para igual.
06:43E isso é importante, principalmente no ano eleitoral, né.
06:46E aí, obviamente, o cenário estratégico, né,
06:49que é esse equilíbrio entre discurso e pragmatismo,
06:52como eu falei, eu acho que é o principal desafio do presidente Lula, né.
06:56O Itamaraty sabe que não tem vetos, é uma retórica do presidente, né.
07:02Óbvio que tem temas espinhosos, sanções, alinhamentos com a China,
07:06petróleo, Amazônia.
07:08Dificilmente esses temas vão ser tratados sem filtro.
07:11Mas eu reitero, Nanato, o grande desafio do presidente Lula vai ser manter-se tão ousado,
07:17falar para dentro, retirar a componente eleitoral disso,
07:21sem fechar a porta com uma das maiores potências do mundo.
07:25Ô, Deise, você acha que a diplomacia, portanto, brasileira,
07:29está preparada para encarar esses assuntos espinhosos, como você disse, né,
07:33esses assuntos sensíveis, dado que, inclusive, ontem a gente trouxe algumas falas do presidente Lula
07:40criticando o protecionismo, falando novamente de uma moeda independente fora o dólar,
07:47que a gente sabe, né, que isso acaba incomodando o Donald Trump.
07:51Será que eles vão conseguir, nessa primeira conversa, possivelmente agora no final de semana,
07:56quebrar esse gelo e reforçar o que eles haviam dito, né,
08:00que houve uma química, assim, entre os dois?
08:03Sabe que o que me espantou nessa conversa, nessa fala do presidente Lula
08:09em relação à moeda local, ou substituir o dólar por uma moeda local,
08:13é porque esse discurso que ele fez, ele foi escrito pelo Itamaraty.
08:18Então, seria normalmente um discurso mais ponderado,
08:20mas a gente percebe que, nesse momento, pelo menos as ideologias pessoais do presidente Lula,
08:26elas têm se sobreposto a qualquer outra tentativa de conciliação, né,
08:34me surpreendeu muito isso, porque quando o presidente Lula fala numa moeda local,
08:39ele está falando de novo para o público interno dele da América Latina,
08:43porque a gente sabe que ele quer ser reconhecido como um líder do Sul, né,
08:49um líder global aqui do Sul.
08:50Então, ele fala nessa moeda local que eu, pessoalmente, acredito que não tem a menor possibilidade
08:55de ser efetivada, mas isso acaba fechando portas.
08:59Então, eu confiaria na diplomacia do Itamaraty para essa reunião,
09:05respondendo a tua pergunta, mas eu não confio quando o presidente Lula
09:08coloca a ideologia dele acima de tudo.
09:10E aí, sim, ele fecha portas.
09:12Então, eu acredito que nessa reunião com o Trump,
09:14o grande desafio vai ser essa personalidade e essa ideologia do presidente Lula
09:19que não permite que a diplomacia funcione.
09:23Obrigada, David, por enquanto.
09:24Daqui a pouquinho...
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