00:00Continua falando sobre esse assunto, porque o embaixador do Irã no Brasil
00:03marcou uma reunião com jornalistas para falar a respeito desse conflito.
00:07André Anelli tem as informações e também apurações sobre esse assunto.
00:11Quais são aí as novidades que esse encontro traz, Anelli?
00:18Pois é, Beatriz, Evandro, o embaixador do Irã aqui no Brasil, Abdullah Neconan,
00:24vai dar uma entrevista coletiva logo mais às 10h30 da manhã,
00:27na sede da embaixada do Irã aqui em Brasília,
00:31e deve então falar a respeito do posicionamento do Brasil,
00:35que desde o último sábado vem condenando esse conflito armado,
00:39essa escalada de violência envolvendo Estados Unidos, Israel e também propriamente o Irã.
00:46E aí existe a expectativa também de que o embaixador acabe fazendo elogios
00:51e também indo ao encontro daquilo que o Ministério das Relações Exteriores
00:56emitiu no último sábado justamente então um pedido para que não seja escalada ainda mais
01:03a violência no Oriente Médio.
01:05Sobre esse assunto também, uma apuração nossa agora há pouco aqui do Palácio do Planalto,
01:10o presidente Lula deve conversar ainda hoje com o assessor especial
01:16para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim.
01:20Os dois não tiveram nenhum tipo de conversa mais alongada nos últimos dias por conta desse conflito
01:28e existe a expectativa agora então de que os dois tenham uma conversa mais aprofundada nessa segunda-feira.
01:34Esse encontro não está previsto na agenda oficial da Presidência da República
01:39e deve acontecer de forma muito breve aqui na sede do Executivo.
01:43relembrando então que o Brasil, assim como o Ministério das Relações Exteriores,
01:48que é o responsável por emitir todas as opiniões brasileiras a respeito de acontecimentos internacionais
01:56no último sábado, já fez então um pedido para que tudo aquilo que envolve então conflito armado
02:04não tenha uma escalada ainda maior no Oriente Médio
02:07e Celso Amorim agora então deve abastecer o presidente Lula com novas informações a respeito desse conflito,
02:13conflito esse que gera preocupações no campo da economia,
02:17primeiro por conta do bloqueio do Estreito de Hormuz,
02:22que é por onde passam então cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia,
02:27fazendo com que seja 20% aproximadamente de toda a produção mundial desse insumo,
02:34fique bloqueada ali na região e também pela possibilidade de escalada de um conflito armado
02:40envolvendo até mesmo armas nucleares,
02:43porque o Irã tem produzido então, tem beneficiado armas nucleares
02:49no sentido de reforçar ainda mais o seu arsenal.
02:53Por outro lado, os Estados Unidos têm tentado combater então
02:56essa possibilidade de o Irã reforçar ainda mais esse seu arsenal,
03:00principal motivo pelo menos oficial para essa guerra,
03:04para esse ataque ocorrido no último sábado pelos Estados Unidos
03:07e apoiado também por Israel.
03:09A gente segue acompanhando todas essas informações e repercussões aqui direto de Brasília,
03:15voltando a qualquer momento com novas informações.
03:18Beatriz, Evandro.
03:20Obrigada, Andréa Nelly, pelos bastidores, pelas informações de momento.
03:24Lucas Merreiro, a gente já conversou antes sobre o tamanho do protagonismo do Brasil
03:28e relevância em intermediar, se colocar como um intermediador desse conflito a nível global.
03:33Agora, em termos internos, a gente também já trouxe recortes econômicos.
03:38O que essa agenda de Lula pode repercutir além da política?
03:42Até porque quando a gente fala de economia,
03:44precisa ter também uma discussão técnica para poder, de alguma forma, se aproveitar.
03:50É claro que são palavras muito complicadas a gente usar aqui
03:52quando a gente fala de uma guerra com mortes,
03:55mas para, de alguma forma, trazer um lado positivo para a economia brasileira.
04:02Bia, a gente sabe que como o Lula se comporta em relação a ditadores,
04:09nem sempre há um cálculo econômico por trás.
04:12Esse apoio que ele dá é, muitas vezes, ideológico, por incrível que pareça.
04:17Porque se houvesse alguma vantagem grande para o Brasil em se aliar a esses países,
04:23poxa, até dava para entender o cálculo.
04:26Mas a gente sabe que, muitas vezes, não é o caso.
04:29Por exemplo, o Lula sempre apoiou Nicolás Maduro,
04:32sempre apoiou o regime chavista na Venezuela.
04:35Quais foram os benefícios que isso gerou para o Brasil?
04:38Nada.
04:38Na verdade, o Brasil chegou, inclusive, a bancar reformas e obras muito caras lá na Venezuela.
04:45Então, a gente acabou gastando dinheiro para bancar esse ditador.
04:48O que eu quero dizer é o seguinte.
04:50Na prática, não dá para dizer que, necessariamente,
04:53o Lula está indo obter algum acordo econômico vantajoso para o Brasil.
04:56Pode ser que aconteça?
04:58Pode.
04:58Mas essa aliança dele com ditaduras sanguinárias,
05:02muitas vezes, são por razões ideológicas.
05:04Ele gosta desses ditadores porque a esquerda defende esses ditadores.
05:07E por alguns motivos geopolíticos específicos.
05:11Mas a gente sabe que, não necessariamente,
05:13o Lula vai trazer algum benefício para o Brasil em relação a isso.
05:16E você, Roberto Motto, o que pensa?
05:19Bom, com certeza, a ideologia está na base de tudo isso,
05:24mas pode também existir alguma vantagem pessoal,
05:29política, da qual a gente não tem conhecimento.
05:31O fato é que o governo brasileiro está numa posição inacreditável.
05:37Está cavando um buraco e entrando dentro dele.
05:39O Irã atacou todos os países do Golfo.
05:44Eles já ameaçaram retaliar.
05:47França, Inglaterra e Alemanha já disseram que estão do lado dos Estados Unidos.
05:53O chanceler alemão fez uma declaração fortíssima.
05:56O Washington Post, o jornal americano, disse que Trump finalmente decidiu atacar o Irã
06:02depois de pedidos insistentes do príncipe herdeiro da Arábia Saudita.
06:08É um absurdo que, nesse cenário,
06:11alguém ainda escute o que os assassinos iranianos têm a declarar.
06:17Depois da Venezuela e Irã, Cuba e Nicarágua
06:23são o que resta ao governo brasileiro.
06:26Irã já está indo embora.
06:29E pelos rumores que a gente escuta, Cuba não vai durar muito tempo.
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