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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07), na Casa Branca, em Washington. O encontro está previsto para a manhã, seguido de um almoço oficial, e ocorre em meio a uma crise diplomática entre os dois países envolvendo a prisão e soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem em território americano. Alan Ghani, Lucas Mehero e Roberto Motta comentaram.

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Transcrição
00:00Tem a agenda de Donald Trump com o presidente Lula.
00:03Conta tudo pra gente, Marco Viana, quando que isso deve acontecer?
00:09O governo do presidente Donald Trump já se prepara pra receber o presidente Lula
00:15em uma visita que promete ser intensa e estratégica.
00:19O encontro está marcado pra esta quinta-feira, foi posturado ainda em ligações em janeiro.
00:27A previsão inicial era que essa reunião acontecesse em março,
00:32mas acabou sendo adiada por causa do cenário de guerra internacional,
00:37que inclusive deve ser um dos temas centrais da conversa.
00:41Segundo a avaliação de bastidores, não deve ser uma agenda cheia de protocolos, de cerimonial,
00:48mas sim de reuniões de papo direto, negociações pesadas entre os dois presidentes.
00:55Entre os principais assuntos estão o tarifácio, a cooperação no combate ao crime,
01:01além de temas estratégicos como terras raras e a exploração de minerais críticos,
01:07que tem grande importância econômica e geopolítica.
01:11Mesmo com as diferenças ideológicas, há um movimento claro de reaproximação entre Brasil e Estados Unidos,
01:19baseado principalmente em interesses práticos.
01:22Do lado americano, a postura deve ser mais pragmática, com foco em resultados e negociações bem objetivas.
01:31Já o governo brasileiro busca garantir espaço de diálogo e defender interesses como exportações,
01:38investimentos e parcerias internacionais.
01:41No cenário interno, a avaliação também é que esse encontro também pode ter impacto político,
01:46com potencial de aumentar a popularidade de Lula aqui no Brasil,
01:52a depender, claro, dos resultados das negociações.
01:56Bom, em resumo, não é uma visita protocolar,
02:00é uma agenda forte de negociações,
02:02que pode definir os rumos da relação entre Brasil e Estados Unidos nos próximos anos.
02:09Vamos continuar acompanhando, acredito que tinha muita gente aguardando,
02:15estávamos todos aguardando essa conversa, principalmente depois dos últimos acontecimentos.
02:21Vamos continuar acompanhando as repercussões.
02:25Volto com vocês.
02:26Valeu, Marco.
02:27Lucas Berreiro, você entende que esse encontro tem muito a ver também com o movimento que o Brasil tem feito
02:33em torno dos minerais críticos?
02:35Acho que pode ter a ver sim, Evandro.
02:37Primeiro eu quero colocar aqui que é interessante ver que o Trump,
02:41ele não tem problema nenhum em negociar com quem quer que seja.
02:44Muita gente achou que ele enfrentaria o Lula até o final,
02:49e, enfim, manteria a lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes,
02:54e tentaria salvar o Bolsonaro.
02:56Na prática, o Trump, ele está preocupado,
02:58e aqui eu não culpo o Trump, tá?
03:00Que fique bem claro, acho que ele faz o papel que ele tem que fazer.
03:02Mas ele está preocupado em colocar a America First, como ele diz, né?
03:06Colocar os interesses dos americanos e os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar.
03:10Então ele está disposto a sentar, conversar com o Lula, resolver questões tarifárias, fechar negócios e tal.
03:16Isso é da parte dele.
03:18Da parte do Lula, creio que sim, faz sentido ter o papo das terras raras, né?
03:23Que é algo que vem sendo muito comentado aqui no jornal nas últimas semanas,
03:28porque o Lula mesmo tem falado muito sobre isso.
03:30Então pode ser que não seja coincidência o fato dele se encontrar com o Trump justamente nesse momento.
03:35O único fato que eu lamento nessa situação toda
03:38é que a grande saída que o Brasil tenha para resolver a questão das terras raras
03:43seja encontrar com um presidente de uma outra potência,
03:47ou melhor, de uma potência, né?
03:48Porque não dá para colocar o Brasil como potência,
03:50para vender essas terras raras.
03:52Poxa, o Brasil é um país que teria um potencial gigantesco para explorar essas terras raras
03:59e também para transformá-las em tecnologias, em chips, em processadores e tudo mais.
04:05Infelizmente, nós nunca nos industrializamos.
04:08O Brasil não passou por um processo sério, robusto de industrialização.
04:12Até teve uma época e tal, mas depois se desindustrializou de novo.
04:16E isso é muito triste, porque o nosso potencial poderia ser muito melhor aproveitado.
04:21Agora vai ser subaproveitado, porque na melhor das hipóteses,
04:25a gente vai pegar essas terras raras e vender para um país.
04:28Quando na realidade a gente poderia ter a oportunidade de entrar nesse novo mundo
04:33de produção de tecnologia, de inteligência artificial,
04:36o mundo onde os chips importam mais do que tudo e tudo mais,
04:40com um certo grau de competitividade.
04:43se lá atrás tivéssemos feito o dever de casa.
04:46Se lá atrás o Lula e o PT, que ocuparam por tantos anos a presidência da República,
04:52tivessem oferecido alguma mínima solução para a industrialização do Brasil.
04:57Infelizmente, não foi o caso.
04:58Tudo que foi apresentado até agora são as mesmas coisas do ano passado,
05:02de 10 anos atrás, de 20 anos atrás.
05:03É assistencialismo, é renegociação de dívida,
05:06industrializar o Brasil, que é bom, nada.
05:08A gente sabe oficialmente o que tem nessa agenda,
05:12envolve a situação na Venezuela, a negociação das terras raras,
05:15minerais críticos, segurança pública,
05:18que foi um tema de bastante repercussão internacional envolvendo o Brasil e Estados Unidos.
05:23E também pode espingar ali ainda alguma coisa relacionada à taxação.
05:27Agora, Mota, o Lula, que nas redes sociais,
05:29nas entrevistas, no palanque para a bolha,
05:32engrossa o tom contra Donald Trump,
05:34vai precisar falar mais manso para sair dessa agenda com algum resultado positivo para o Brasil?
05:41Qual resultado positivo também pode ser esperado disso?
05:44A foto, Bia.
05:46O resultado positivo é a foto para ser usado na campanha.
05:50Fala sério que vocês esperam mesmo que o governo do PT vá à Casa Branca
05:56cobrir essa pauta complexa e sofisticada?
06:00Esse governo que só vive dizendo besterol, entra dia, sai dia?
06:06O governo que lançou o desenrola vai à Casa Branca negociar terras raras?
06:12Esse pessoal não tem nem ideia do que é terra rara.
06:16Se o governo brasileiro está indo à Casa Branca,
06:19é porque está tudo combinadinho.
06:22É uma oportunidade para tirar uma foto,
06:27para mostrar, olha como o governo do PT é bacana,
06:31olha as relações internacionais.
06:33A verdade é que essa turma é boquirrota.
06:38Eles pegam o microfone e falam um monte de bobagens,
06:43mas por alguma razão que a gente não sabe muito bem,
06:47eles nunca pagam o preço pelas besteiras que dizem.
06:51E agora vão ser recebidos na Casa Branca.
06:55Não vai ser para nenhuma negociação sofisticada,
06:59até porque vai ter um intérprete ali no meio, né?
07:02Nenhum dos dois fala a língua do outro.
07:04Isso aí é uma mera oportunidade de tirar uma foto
07:09que vai ajudar o PT na campanha eleitoral.
07:12E o vice-presidente da República Geral do Alckmin
07:14falou sobre esse encontro.
07:16Eu estou aqui com o nosso Alan Gani.
07:17E, Gani, vamos acompanhar então juntos
07:19esse discurso do Alckmin e aí a gente traz mais informações
07:22para a nossa audiência.
07:23Pode rodar.
07:26Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos
07:29é o terceiro parceiro comercial do Brasil.
07:34O primeiro comprador é a China,
07:36segundo a União Europeia,
07:38terceiro é os Estados Unidos.
07:39Mas é o primeiro investidor no Brasil.
07:43Então, muito importante.
07:44E compra produtos de valor agregado,
07:47manufatura, avião, automóvel, motores, máquinas.
07:52A questão tarifária, nós sempre defendemos
07:55que tivesse uma relação melhor,
07:58aquele tarifácio não tinha sentido,
08:01porque os Estados Unidos tem déficit na balança comercial
08:05com muitos países do mundo,
08:07mas não tem com o Brasil.
08:08E eu torço para que essa boa química
08:11que ocorreu entre o presidente Lula
08:14e o presidente Trump
08:15possa fortalecer ainda mais
08:17em benefício de dois grandes países,
08:21duas grandes democracias do Ocidente,
08:24que é o Brasil e Estados Unidos.
08:26E aí, Alan Gani,
08:27como você avalia então
08:28o fortalecimento dessas relações
08:31e o que estaria em jogo?
08:32Porque Donald Trump não entra
08:34em nenhuma relação para sair perdendo.
08:36Às vezes, ele pode até errar nas decisões e perder.
08:39É a exemplo do que está acontecendo ali.
08:41Mas a intenção é ganhar.
08:42Mas a intenção é ganhar.
08:44E aí?
08:44É, exatamente.
08:45Veja, é uma reunião que é importante
08:48porque tem alguns interesses em comum.
08:51Então, começando pelas terras raras.
08:54Há um contexto.
08:56Recentemente, uma empresa norte-americana,
08:58Hair Earth,
08:59ela comprou aqui em Goiás
09:02uma mineradora de terras raras,
09:04a Serra Verde.
09:06Então, veja,
09:07isso pode ser uma porta de entrada
09:09para mais parcerias com os Estados Unidos.
09:11Porque a gente não tem a capacidade
09:13de exploração e de refino
09:15das terras raras.
09:17E é claro que isso interessa muito
09:18a Donald Trump
09:19porque as terras raras hoje,
09:21aqueles minerais metálicos,
09:23acabam sendo muito utilizados
09:25na indústria de inteligência artificial
09:28e indústria bélica.
09:29E também seria uma forma
09:31da gente desenvolver a nossa capacidade.
09:34um dia também,
09:35sem contar com a ajuda estrangeira
09:37de exploração das terras raras.
09:38Então, esse é um tema bastante importante.
09:40Tem um outro tema,
09:42bem quente,
09:43que é o seguinte, Evandro.
09:45Há uma acusação na Casa Branca
09:48de algumas empresas brasileiras,
09:51frigoríferos aqui brasileiros,
09:53que operam nos Estados Unidos
09:55de cartelização,
09:58de operar com cartéis,
09:59com conluio,
10:00com preços elevados.
10:01Então, isso também poderá
10:03entrar na mesa de negociação.
10:06E sem contar, claro,
10:08toda a questão tarifária.
10:09O vice-presidente coloca muito bem
10:11que os Estados Unidos
10:13são o nosso principal
10:15parceiro de investimentos.
10:17É o terceiro parceiro comercial,
10:19mas é o disparado país
10:21que mais investe no Brasil.
10:23Portanto, a gente tem que ter
10:25uma relação de Estado
10:26com os Estados Unidos.
10:28E não só uma relação de governar,
10:30porque o governo de turno,
10:32um é mais alinhado ao republicano,
10:34o outro menos alinhado ao republicano,
10:36mas que essa parceria,
10:38ela seja duradoura,
10:39porque, historicamente,
10:42a gente tem muito a ganhar
10:43nessa relação econômico,
10:45financeira e comercial
10:46com os Estados Unidos.
10:47Valeu, Alangani.
10:48Até.
10:48Até daqui a pouco, meu amigo.
10:49Vamos...
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