Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#LinhaDeFrente

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:02Linha de Frente
00:05Olá, está começando agora mais um Linha de Frente neste fim de semana.
00:10Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda.
00:12Eu sou Beatriz Manfredini e agradeço a todos pela companhia desde já.
00:17No programa de hoje nós vamos debater alguns dos assuntos que agitaram o Brasil e o mundo nessa semana.
00:22E os destaques conto agora pra vocês, que é pra todo mundo continuar comigo até o final do programa, hein?
00:28A gente vai falar da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL antifacção e também, mais uma vez,
00:35como a gente vem acompanhando, da epidemia de violência contra a mulher.
00:39Pra isso, claro, tem uma bancada feminina super qualificada que me acompanha hoje.
00:44Trouxemos aqui as economistas Laura Pacheco e Nátaly Wendel e também a ex-ministra das Mulheres e consultora em políticas
00:51de gênero, Cida Gonçalves.
00:53Meninas, boa tarde. Muito obrigada pela presença de vocês.
00:57Mais uma vez, como vocês já sabem, então a gente tem encontro marcado todo sábado, seis horas da tarde, com
01:03essa bancada feminina incrível.
01:05Quero começar em Brasília, dessa vez, falando de um assunto que já era esperado e que acabou ganhando os holofotes,
01:11é claro.
01:12Porque depois de muitos apelos e de pressão política, a Alexandra de Moraes concedeu, então, a prisão domiciliar ao ex
01:19-presidente Jair Bolsonaro.
01:20O benefício, por enquanto, é válido por 90 dias e o ex-presidente terá de usar tornozeleira eletrônica.
01:27O pedido de prisão domiciliar humanitária vinha sendo ecoado por aliados e também pela família do político.
01:33E a gente já tinha adiantado quem acompanha aqui a Jovem Pan há meses atrás que a situação estava mais
01:40quente, mais propícia mesmo pra isso acontecer.
01:44Quero começar a girar um pouco e pensar sobre o assunto.
01:47Vou chamar a Nathalie pra gente começar.
01:50Nathalie, era um assunto, como a gente vem falando, esperado, né?
01:55E será que muda alguma coisa agora no jogo eleitoral?
01:58Uma prisão domiciliar, de repente, mais fácil acesso ao ex-presidente pra tomar essas decisões que estão batendo na porta?
02:05É, Bia, é importante a gente lembrar, né, que houve uma pressão muito forte, né, tanto pela família Bolsonaro ali,
02:13tanto pelos agentes que compõem ali essa pressão em prol do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.
02:24Então, a gente precisa ter atenção ali que vai haver uma movimentação nessas peças do tabuleiro justamente por conta dessa
02:30proximidade, né?
02:31Então, a gente vai ter a figura ali do Flávio, de certo modo, atuando ali como advogado do pai.
02:36E não podemos esquecer que a gente teve a Michele Bolsonaro como um grande atuante ali, né,
02:42pra poder pressionar, né, fazer uma pressão pra que tivesse a possibilidade de ingressar ali dentro de um regime domiciliar.
02:51Então, ela vai atuar cada vez mais próximo do ex-presidente e, claro, isso movimenta em termos ali da pressão,
02:58né, do PL, né,
02:59que teve ali os votos aí favoráveis que queriam tanto a prisão domiciliar pro ex-presidente.
03:04Não podemos lembrar, esquecer, né, justamente que ele já tinha esse benefício da prisão domiciliar,
03:10mas que agora ele retoma, né, em outros, nesses 90 dias que vão ter que ser reavaliados,
03:16em outros termos, vamos colocar dessa maneira.
03:17Já a oposição vai continuar pedindo ali, né, com fortes penas, né, forte endurecimento ali da prisão
03:26e a gente vai continuar, infelizmente, com algo que a gente tem visto aí recorrentemente no Brasil,
03:30que é a questão da polarização.
03:32Então, acredito que esse é o cenário tanto pra oposição quanto pro atual governo.
03:37A Laura tava até acenando assim com a cabeça.
03:39A Laura aproveitou pra te perguntar.
03:41Claro, tem aí os lados da polarização, quem acha que sim, quem acha que não,
03:45mas é importante a gente pensar também pra população.
03:48O que será que pega, né?
03:49Muita gente fala, ah, é um ex-presidente, é mais de idade,
03:53então deveria ter outro tipo de tratamento.
03:55Será que o sentimento da população no geral também é polarizado nesse momento?
04:00Eu vejo que sim, que é polarizado e que essa decisão, neste momento,
04:06que é antes de começar aí a saírem as candidaturas à presidência,
04:10teve talvez um tom um pouco até estratégico pra não gerar um mártir tanto de o ex-presidente
04:17no estado de saúde que se encontra, principalmente por conta da facada.
04:21Existem também alguns especialistas da área do direito que trazem de que,
04:25em realidade, isso era um direito do ex-presidente que não foi cedido em tempo,
04:30que, na verdade, foi até tardio essa decisão da prisão domiciliar.
04:36Então, existem dois pontos aí.
04:37A questão de... existem rumores de que, se mantivessem ele preso nos moldes anteriores,
04:44poderiam criar um mártir ali, tanto de injustiça,
04:48pelo fato de ele não estar podendo sofrer de um direito que ele deveria estar usufruindo,
04:52ou até de ele vir a óbito, né?
04:54De ele vir a falecer por conta do estado de saúde dele,
04:57e isso também gerar um mártir pra população.
05:00Então, teve também esses rumores de que, pera lá, vamos conceder esse benefício a ele,
05:09que, teoricamente, dizem que ele já deveria ter recebido,
05:12pra evitar esse burburinho e esse sentimento apaixonado
05:17que poderia até fortalecer o Partido Liberal.
05:21As meninas citaram a Michele.
05:23Eu queria chamar a Cida pra gente pensar um pouco no papel das mulheres mesmo, né?
05:27Michele ganhou um protagonismo ali, tentando essa prisão domiciliar.
05:30Em alguns momentos, tentaram atribuir essa prisão domiciliar a outros,
05:35porque tem desavenças ali com Michele.
05:37No caso do ex-presidente Lula, também, em época ali de prisão,
05:40teve um protagonismo grande, a Janja, no caso.
05:43A gente pode ver um papel começando a ficar diferente das mulheres,
05:47se tem cenas como essas na política,
05:49ou ainda estamos nessa colocação de primeiras damas mesmo?
05:53Eu acredito que não, Beatriz.
05:55Eu acho que nós já vencemos essa etapa do papel das primeiras damas, né?
06:02Seja a Janja, seja mesmo a Ruth Cardoso,
06:06ela que começou todo o processo,
06:08o novo papel, o que a Janja traz de diferente,
06:12o que a Michele tem feito agora.
06:14E as primeiras damas dos municípios e dos governos,
06:17porque eu sempre tenho dito o seguinte,
06:19as mulheres hoje ocupam um lugar que é diferente,
06:24ela não é mais aquela que acompanha o marido, né?
06:27Ela é médica, ela é doutora, ela é professora,
06:29ela tem seu consultório,
06:31e nas horas vagas ela acompanha o marido,
06:34ou nas horas que precisa.
06:35Então, elas continuam sendo mulheres e profissionais.
06:38E isso vem a público e vem para o debate.
06:42E nesse caso, eu queria dizer assim,
06:44eu acho que a gente precisa prestar atenção também
06:48num dado que vai entrar agora,
06:50que é assim, a Michele também não é a tão favor
06:53da candidatura do Flávio Bolsonaro.
06:55Então, isso pode ter uma mexida sim
06:59nos dados que estão colocados
07:01e pode dar uma discutida, uma avaliada aí
07:05do que pode acontecer daqui para frente.
07:08Inclusive, nessa semana, rolou esse burburinho
07:11de que a prisão domiciliar de Bolsonaro
07:12poderia favorecer uma candidatura presidencial de Tarcísio,
07:15porque a Michele tem ali uma preferência
07:17pelo governador de São Paulo.
07:18O governador, em uma agenda nessa semana,
07:21afastou essa ideia e disse que tudo continua igual.
07:23A gente vai seguindo acompanhando
07:25os desdobramentos eleitorais pelo país,
07:27lembrando que agora, no dia 4 de abril,
07:29tem na agenda ali o prazo de desincompatibilização,
07:32que é aquele prazo para quem tem cargo público
07:34renunciar para poder concorrer à eleição.
07:37No caso de Tarcísio, mudando um rumo do governo
07:39para uma candidatura à presidência eventual,
07:41ele precisaria renunciar,
07:43o que parece que não está no escopo.
07:45Mas Michele, como bem colocou a seda,
07:47tem tido um papel importante
07:48em tentar afastar os filhos do ex-presidente,
07:50que eles têm bastante desavenças.
07:53E sobre o papel de mulheres no geral
07:56e como desconstruir ideias até então construídas,
07:59a gente vai falar bastante ao longo desse programa.
08:01Vocês que acompanham a União de Frente
08:02têm visto que a gente tem dado bastante atenção
08:04aos casos cada vez maiores de feminicídio,
08:07mais crescentes e de violência contra a mulher.
08:09Assunto especial hoje por aqui também.
08:11Antes, quero falar um pouquinho ainda de segurança,
08:14que tem tudo a ver também com mulheres, obviamente, né?
08:17Mas vamos dar um passo atrás e falar do PL antifacção,
08:20porque o presidente Lula, ele sancionou com vetos
08:23esse projeto de lei que cria um marco legal
08:25para o combate ao crime organizado no Brasil.
08:28Foi barrado o trecho que previa a extensão das penas
08:31aplicadas aos integrantes de facções,
08:33também para as pessoas envolvidas em ações
08:35que pudessem ser equiparadas
08:37às atividades de organizações criminosas.
08:40Lula também vetou o trecho que previa a destinação
08:42de produtos e valores apreendidos do crime organizado
08:46a fundos dos estados e do Distrito Federal.
08:48Agora, o governo prepara um decreto
08:50para regulamentar, então, essa nova legislação.
08:53O PL antifacção inclui algumas propostas,
08:56como, por exemplo, olha só,
08:57o foco no fortalecimento das investigações,
09:00também o aumento da pena, em alguns casos,
09:03de 20 para 40 anos,
09:05mecanismos de bloqueios de bens,
09:06com reversão dos valores aos fundos federais
09:09e estaduais de segurança pública também.
09:12Vou começar com a Laura essa rodada, Laura,
09:15porque muito do PL antifacção fala em mexer no bolso,
09:18tentar reverter os valores ali
09:21pegos pelas organizações criminosas.
09:24Lula vetou uma das medidas,
09:26mas tem outra que está em vigor,
09:28então, mandando esse dinheiro ali para estados e municípios.
09:33É uma medida importante, na sua opinião,
09:36mexer e reverter esse dinheiro para outra coisa?
09:39Bom, ela pode ser importante,
09:41visto que é como se fosse tentar dar uma contrapartida
09:44ao prejuízo que a atividade criminosa traz para a sociedade.
09:47Porém, eu não vejo que isso resolve o problema.
09:50A gente, às vezes, quando fala da questão do crime,
09:53a gente tenta muito levar o holofote para as penas.
09:57E eu vejo que pouco para a prevenção.
10:00Ali até falou da questão de intensificar a investigação,
10:03porque no final do dia, a única forma de combater
10:06é um estrangulamento financeiro dessas organizações criminosas.
10:10É de fazer com que elas não consigam se financiar.
10:14Só que por trás, existe um jogo de interesse muito grande,
10:17porque é um volume financeiro astronômico
10:20que é movimentado através dessas práticas.
10:22Existem alguns mecanismos que existem
10:25para poder colocar esse dinheiro no giro da economia
10:31e conseguir esconder a origem,
10:34esconder de que a origem foi criminosa.
10:36Que é através da compra de imóveis,
10:37através da compra de obras de arte,
10:39através também, às vezes,
10:42da colocação em algum outro tipo de aquisição de bem,
10:45ou através de prestação de serviço.
10:46Em alguns momentos, eu vejo que existe pouca fiscalização
10:50ou pouca análise de qual é a origem do dinheiro
10:54que está financiando essa obra de arte.
10:56Qual é a origem do dinheiro que está financiando esse imóvel.
10:59Às vezes, eu vejo que existe muito movimento
11:03buscando penalizações e poucos buscando prevenção.
11:08E é, assim, uma turma qualificada que se organiza muito bem
11:13até para fazer com que, cada vez mais,
11:17os verdadeiros culpados não sejam pegos.
11:19Então, é feita uma estrutura...
11:20Quanto maior o bandido, mais sofisticada essa estrutura.
11:24E eu vejo pouco se falar disso.
11:26E, no final do dia, a população brasileira,
11:29o brasileiro comum,
11:30ele nem entende como que tudo isso acontece.
11:33Mas é porque, de fato, são estruturas bastante sofisticadas
11:36e, às vezes, se busca mais penalizações do que prevenções.
11:41Nátaly, concorda com a visão da Laura?
11:43Concordo. Existem, hoje, maneiras, inclusive, mais sofisticadas.
11:47O que a gente chama de economia do crime.
11:49Inclusive, é uma economia que movimenta muito mais recursos
11:52que a economia natural, economia normal, a ordem das coisas.
11:56Inclusive, a gente tem casos, escândalos recentes,
11:59a gente não pode esquecer, como, por exemplo, o caso do Banco Master,
12:02que a gente fala, uma verdadeira galinha
12:04que, cada vez mais, vai puxando a pena, já desdobrou de uma galinha,
12:08virou duas e três e, cada vez mais, começam a aparecer outros escândalos
12:12que a gente não pode esquecer.
12:13Começou ali uma operação na Faria Lima
12:16e que a gente descobriu que esse crime organizado em São Paulo
12:18está cada vez mais enraizado
12:20e, dificilmente, a gente está conseguindo ter esse combate efetivo
12:26e precisa ter uma ação efetiva,
12:28não só uma tipificação penal ali
12:30que vai conseguir estrangular e terminar
12:33com todo o financiamento do crime organizado.
12:36Então, precisa ali a gente ter atenção a todos esses escândalos,
12:39até porque, Bia, a gente não pode esquecer
12:41que o próprio escândalo do Banco Master
12:43envolve nomes de políticos importantes,
12:46entre outras autoridades,
12:48não só no Poder Executivo, Legislativo e Judiciário.
12:50Então, é todo um aparato,
12:52esse crime organizado chegou a todas as esferas
12:55e a gente precisa combater
12:56para poder, de fato, pensar em reformas mais estruturais para o Brasil.
12:59E se a gente está falando de leis, então,
13:02para barrar crimes ou tentativas deles,
13:06pelo menos tem também tudo a ver com a gente falar
13:08sobre o Brasil ser o país onde a maioria das leis existe
13:12para não ser cumprida.
13:14Pelo menos essa é a avaliação, por exemplo,
13:16do relatório Mulheres, Empresas e Direito 2026,
13:19que foi lançado pelo Banco Mundial
13:22e revelou um verdadeiro paradoxo.
13:24O Brasil atua firmemente na reforma das leis,
13:27mas ainda vive com uma distância inalcançável
13:30entre a legislação e a realidade.
13:33O texto detalha o desempenho do país em três pilares,
13:36estrutura legal, estrutura de apoio e percepção de cumprimento.
13:41Na estrutura legal, o país teve uma nota 82.
13:44Já no segundo parâmetro, a pontuação cai para 75 e de 100.
13:49No terceiro item, sobre o cumprimento das leis,
13:52a nota despenca para 64.
13:55No fim das contas, o Brasil tem leis relativamente fortes
13:58para proteger as mulheres,
13:59mas a lei sozinha não consegue salvar vidas.
14:03E a cada caso trágico,
14:04políticos se empenham para endurecer e criar novas leis.
14:07O que acontece é que na prática,
14:08pouca coisa acaba mudando efetivamente.
14:11Isso é algo que a gente fala aqui sempre no Linha de Frente,
14:13não só sobre violência contra a mulher,
14:15mas em diversos aspectos.
14:16A gente sempre fala sobre como acontece algo aqui no país,
14:19a gente cria uma lei logo em seguida,
14:20mas falta dar prosseguimento.
14:23Cida, queria começar essa rodada com você.
14:26Faz sentido esse estudo?
14:28A gente tem leis boas,
14:29mas que falta ainda conseguir essa aplicação efetiva?
14:33Sim, Beatriz.
14:35O Brasil é um dos países, segundo a ONU,
14:39que tem as melhores leis para as mulheres no mundo.
14:42Nós temos a Lei Maria da Poinha,
14:44que é a terceira melhor lei do mundo.
14:47Nós vamos ter a lei do feminicídio,
14:49nós vamos ter diversas leis, legislação,
14:52que abarcam o direito das mulheres.
14:55A grande questão é como é que se implementa e se executa a lei.
14:59A mesma coisa que a gente vai falar na questão das drogas.
15:03Como é que você faz?
15:04Você prende o pequeno que está com 50, com 100 gramas de cocaína
15:10e não pega o cara que é o dono de todo o processo.
15:15Então, acho que se criou um comportamento e valor,
15:20porque eu não vou dizer que é cultura,
15:21porque isso não é cultura,
15:22um comportamento e valor nessa perspectiva.
15:25Então, você constrói as leis,
15:27diz que o Brasil é um país avançado,
15:29mas você não consegue implementar.
15:31Então, vamos para a Lei Maria da Poinha.
15:33Nós temos aí 20 anos de Lei Maria da Poinha,
15:37nós estamos com o maior índice de feminicídio dos últimos tempos
15:43e, no entanto, nós não temos serviços especializados
15:46na maioria dos municípios do nosso país.
15:49Então, nós não chegamos a 700 delegacias especializadas,
15:54nós temos 200 juizados especializados de atendimento às mulheres,
15:59nós não temos um apoio psicológico.
16:01Então, você não tem as estruturas que a própria lei mandou cumprir
16:06para que ela seja feita e efetivada.
16:09Ou a lei que, em 2023,
16:11quando eu ainda era ministro, o presidente Lula sancionou,
16:15dá a delegacia 24 horas.
16:17Você fez a legislação,
16:18mas como é que você consegue implementar?
16:20Você não tem efetivo de pessoal,
16:22você não tem gente.
16:24Então, a legislação, ela corre para muito distante
16:29do que é a vida real da população dos municípios,
16:33porque é importante a gente pensar que nós não estamos falando
16:35só de estados e municípios grandes e ricos.
16:39Nós estamos falando de um país de 5.700 municípios,
16:43que a maioria deles, eles têm 20 mil habitantes
16:48e não têm recursos sequer para se prover.
16:51Então, acho que isso é um desafio que nós vamos ter que enfrentar realmente.
16:57Dizer que nós precisamos, e aí eu concordo com a Laura,
17:00nós precisamos trabalhar a prevenção,
17:02nós precisamos parar de trabalhar na cultura de punir,
17:06de criar nova legislação, de endurecer pena.
17:09Não é endurecer pena, é construir uma nova estratégia
17:12de ter novos homens, novas mulheres,
17:15novas relações sociais que são estabelecidas na sociedade.
17:19E aí, eu queria ouvir as meninas, Laura e Nátaly,
17:21porque isso também passa pelos investimentos, né?
17:23Então, investimentos em educação,
17:26investimentos em estrutura para essas delegacias,
17:28para esse acolhimento da mulher,
17:31desde a parte psicológica até outros.
17:33Com certeza.
17:35Um ponto que eu acho muito interessante,
17:36olha só como os temas, eles vão se entrelaçando.
17:40A gente viu aí na pesquisa de que existe ali o entendimento
17:43de que as leis, elas acabam não sendo cumpridas.
17:46Elas existem, então assim, no Brasil não falta lei.
17:48Até se a gente comparar com outros países do mundo,
17:51o problema não é falta lei, o problema é o cumprimento da lei.
17:54E isso acaba trazendo um desdobramento tão grande,
17:57claro, não apenas para esse tema em si,
18:00da questão das mulheres e as leis,
18:01ela existe mais, e aí, né?
18:03Como que, de fato, elas estão trazendo impacto real
18:06para a vida das mulheres brasileiras.
18:09Mas também, olha que interessante, gente,
18:10o Brasil é um país tão abençoado por natureza,
18:12porque assim, a gente tem um litoral super extenso,
18:15a gente não tem fronteiras de conflitos religiosos,
18:18a gente não está em meio de placa tectônica,
18:21a gente está próximo da linha do Equador,
18:24então a gente também não tem tantos problemas
18:25na questão climática para a questão de produção.
18:28Nossa energia é basicamente quase toda por hidrelétrica
18:32e que isso também é um ponto muito a favor do Brasil,
18:36temos reservas naturais,
18:38mas o fato de as leis não serem cumpridas,
18:40de terem agentes que estão acima da lei,
18:42a malandragem, o desvio,
18:44isso acaba sendo algo que acaba até desincentivando investimentos
18:48que poderiam tanto ajudar o Brasil a ter uma infraestrutura melhor,
18:52principalmente no que diz respeito à logística,
18:54e, por consequência, uma estrutura melhor em relação a essas instituições
18:57que também iriam atender o bem-estar da população.
19:01Nátaly.
19:02Hoje a gente tem um crescimento, de fato,
19:04em termos de orçamento das políticas voltadas para a mulher,
19:08em torno de 56%,
19:09mas é claro que o que tanto a ex-ministra aqui
19:13como a Laura colocaram é fundamental.
19:15A gente precisa ainda ter o acesso à mulher a essas estruturas.
19:20Então, o investimento pode até existir,
19:22mas o que falta é toda a concepção,
19:25todo o arcabouço que vai ali justamente auxiliar
19:28nesse apoio à mulher.
19:30A gente teve, inclusive,
19:31as meninas aqui comentando a respeito das leis,
19:35a gente teve, inclusive, a aprovação do PL 3.880,
19:40que, na verdade, está no Senado ali,
19:42foi uma votação simbólica,
19:45que foi a questão do vicaricídio,
19:46que é um dos pontos fundamentais ali,
19:49porque você envolve não só a mulher,
19:50mas como toda a estrutura.
19:52Então, existe, de fato, muitas leis e propostas
19:55que a gente tem um grande aparato jurídico.
20:00A gente tem, então, investimento,
20:01mas o fato é como que a gente consegue,
20:03dentro de um recurso que é escasso,
20:05dentro de um orçamento que tem tantas frentes ali,
20:08políticas, que mesmo com 56% destinados,
20:12exclusivamente para as mulheres,
20:13não chega na ponta,
20:15não chega ao atendimento da mulher.
20:16Mas eu queria, se você me permite,
20:19eu queria colocar o seguinte,
20:20aumentou em 56%, mas em cima de quanto?
20:24Porque quando eu assumi o Ministério das Mulheres,
20:27nós tínhamos 23 milhões só para a questão da violência,
20:31para a questão do Ministério como um todo.
20:34Depois nós fizemos, dentro do governo,
20:37o PPA, junto com a Simone Tebit,
20:39que depois a gente vai falar da nossa,
20:41candidata senadora de São Paulo,
20:42mas efetivamente o PPA participativo,
20:45que a gente conseguiu 4 bilhões,
20:47mas ele entra dentro do Tesouro.
20:49Quando nós recorremos para o orçamento do Congresso Nacional,
20:54através das emendas,
20:56as emendas que, na verdade,
20:58hoje são as emendas impositivas,
21:00que os deputados pegam para eles,
21:02eles tiram exatamente dos ministérios que têm que executar.
21:05E isso atinge diretamente as mulheres,
21:07porque eles vão investir em algo que ninguém enxerga,
21:10ninguém vê, enquanto você precisa ter um investimento
21:15que resolva a vida das mulheres.
21:18Nós temos um Brasil hoje, nós temos um empreendedorismo,
21:20as mulheres são 80% das empreendedoras,
21:24e elas têm com investimento, com incentivo,
21:27o incentivo delas é ínfimo, é pequeno.
21:30Então, acho que a gente precisa discutir essa questão do orçamento.
21:36Não é nem do orçamento, é do investimento,
21:38porque não pode ser só o orçamento do governo federal.
21:41Qual é o investimento que o Brasil está fazendo nas mulheres?
21:46Só complementando, né?
21:48Então, de fato, a gente teve 56% de aumento,
21:51sobre 215 bilhões ali que a gente teve de investimento.
21:55O total do que foi empenhado, de fato, foi gasto.
21:59Isso aí em números de 2023 para cá, para 2025.
22:03Então, a gente tem, de fato, a execução, né?
22:06O que falta mesmo é realmente chegar nesse tipo de investimento.
22:09Que muitas vezes a gente sabe que dentro desse caminho
22:12a gente tem uma questão de corrupção.
22:13E aí acaba não destinando, não chegando ali.
22:16Ou de prioridade, né?
22:18Ou de prioridade.
22:18Às vezes os políticos não têm isso como prioridade.
22:20Porque é justamente a disputa que a gente tem dentro do orçamento.
22:23E aí é fundamental, né?
22:24Quando a gente está, principalmente, em um ano de eleição,
22:26eleger aqueles que têm, de fato, a pauta voltada para as mulheres,
22:30voltado para a pauta que você acredita.
22:32Isso é o primordial.
22:33E a gente não pode esquecer, né?
22:35Dentro da formulação das leis, as mulheres, de fato, ali, né?
22:38Participaram de muitas propostas legislativas.
22:41Mas ainda falta, né?
22:42Em termos de, quando a gente pensa em propostas econômicas, né?
22:46Propostas que a gente fala que é geralmente do escopo, né?
22:49Mais masculino.
22:50Ainda falta essa presença e participação das mulheres no dia a dia da política.
22:54Essa questão de prioridades, até porque a gente tem uma maioria muito grande
22:59de parlamentares, governadores, prefeitos, homens, né?
23:05Então, talvez também por isso a gente tenha ali um olhar que não seria o mesmo de uma mulher.
23:10E por isso que a gente fala muito aqui também no Linha de Frente
23:13sobre aumentar a representatividade, aumentar o número de mulheres na política.
23:17Sempre importante para ganhar foco, ganhar maiores holofotes esse problema.
23:23Eu ainda quero continuar falando disso com um caso.
23:25Semana passada a gente contou aqui, mostrou aquele caso muito chocante.
23:29Um deles, né?
23:30Mas aquele caso que um homem vai atrás da ex-namorada, se não me engano, no elevador
23:36e ali tenta agredi-la de diversas formas e consegue com socos.
23:41Tem uma outra moça que até entra na frente.
23:43E, bom, os casos vão se acumulando.
23:46Dessa vez eu não quero trazer uma violência física, assim, óbvia,
23:50mas é muito mais uma violência velada que muitas vezes a gente não percebe.
23:54Não sei quem é que frequenta a academia, não sei como vocês frequentam.
23:59Eu costumo frequentar de top e legging, shorts, não sei vocês.
24:03Mas, nessa semana, uma engenheira contou nas redes sociais
24:07que ela sofreu constrangimento dentro de uma academia em São José dos Campos,
24:11no interior paulista.
24:12Ela foi orientada a vestir uma camiseta para cobrir o top que usava durante o treino.
24:17Segundo Poliana Frigio, o nome dela, ela foi questionada se o top era um sutiã
24:21e foi solicitado que ela se cobrisse para, abre aspas aqui,
24:26segurança dela, já que no local havia homens casados.
24:30A gente está vendo aí a foto dela, treinando, né?
24:34Então, fazendo ali, vivendo a vida dela normalmente, como todo mundo.
24:39E é uma coisa que eu não sei...
24:40Às vezes eu fico assim, quando eu falo esses casos aqui no Linha de Diferente,
24:43eu não sei nem o que perguntar, sabe?
24:44O que a gente fala sobre uma situação como essa?
24:47É uma violência psicológica, uma violência...
24:51Não sei o que é isso.
24:53Tem nome a esse tipo de constrangimento, Cida?
24:56É, na verdade, é uma violência moral, né?
24:59Moral, moral.
25:00E se a gente fosse classificar na linha do direito,
25:04ela também é uma injúria e caluneação, né?
25:07Porque as mulheres podem ir onde elas quiserem,
25:10do jeito que elas quiserem, é isso que está na Constituição,
25:13e nós conquistamos isso.
25:15Ninguém nos deu de presente na Constituição,
25:17o movimento de mulheres esteve lá presente
25:20para garantir tudo aquilo que era o nosso direito.
25:24Agora, isso tem aumentado, Beatriz,
25:27principalmente nesses últimos tempos,
25:30por causa do movimento Machos Fera.
25:32Não podemos negar que ele está no dia a dia da nossa vida,
25:37enquanto mulheres.
25:38Eles estão na academia, eles estão nas escolas,
25:42eles estão criando efetivamente um terror em cima
25:46da vida das mulheres, da nossa forma de existir.
25:51Então, e aí cada vez se constrange mais,
25:54porque aí eles dizem que mulher não pode usar roupa curta, né?
25:58Porque é vagabunda, não pode se mostrar, porque não presta.
26:02Então, vai criando, volta a criar um estereótipo
26:06de que a mulher tem que andar como freira.
26:09E nem por isso ela vai deixar de ser estuprada.
26:11E é importante que se diga isso.
26:14Mas é um olhar de comportamento que a mulher tem que ter.
26:18Então, a mulher que serve, a mulher que presta,
26:20e a mulher que não presta.
26:22Então, acho que isso vai acontecer.
26:24E nós precisamos, primeiro, denunciar.
26:27Segundo, e aí eu vou entrar numa discussão que é super importante,
26:32o Senado acabou de aprovar o projeto da questão que criminaliza a misoginia,
26:38vai para a Câmara ainda, para ser aprovado na Câmara,
26:42mas ele é muito importante para todas nós mulheres, né?
26:45Porque esse tipo de coisa entraria no crime de misoginia, com certeza.
26:50Laura, você, por exemplo, que vem do...
26:53Você e Nátaly, depois também, claro, do mercado financeiro.
26:56A gente sabe que tem algumas profissões que ainda são mais preenchidas por homens.
27:01Sentem esse tipo de diferença, esse tipo de constrangimento?
27:05Mudou de quando começou para cá?
27:07Bom, eu vejo que, quando se trata da mulher,
27:10realmente, às vezes, o corpo, ele é visto de uma forma um pouco mais sexualizada do que o homem, né?
27:14Porque, assim, no meio disso, ninguém comentou dos homens que ficam sem camisa na aula de yoga, né?
27:20Ou dos homens que vão correr sem camisa também no parque.
27:23Mas a mulher de top, daí, já traz um desconforto para as mulheres casadas.
27:27Então, assim, é muito ainda essa identidade de que a mulher,
27:33por ela estar mostrando ali aquela parte do corpo,
27:35aquilo já é trazido com uma simbologia sexual
27:37e não porque ela está fazendo atividade física,
27:40é calor e ela botou um top, pronto, não tem nada demais nisso.
27:44Então, eu acho que é uma questão meio cultural, sim,
27:46de sexualizar a figura feminina.
27:49Sim, isso também acaba reverberando no meio corporativo,
27:52no meio também dos negócios, né?
27:55Achava que era business, mas era date, isso acontece.
27:58Então, assim, isso aí realmente é uma coisa que é preciso ser olhada,
28:02de dissociar um pouco essa ideia de que, ó, só porque é uma mulher parece que já é visto
28:08como algo que ela está ali apenas seduzindo e não só apenas vivendo a vida dela,
28:13fazer o exercício dela, né?
28:15Então, é interessante, sim, esse recorrido em 2026, né?
28:19Que atraso!
28:21Que atraso!
28:22Nátaly!
28:23Realmente, a gente ainda tem profissões que são muito, né?
28:26A gente fala da área dos homens ali, né?
28:29Principalmente economia, engenharia, ainda tem muita participação masculina,
28:34mas um dado que é muito feliz, né?
28:36A gente tem conseguido reverter isso,
28:38inclusive em sala de aula a gente vê hoje, né?
28:40As turmas quase 50%, 50% com a presença das mulheres.
28:44Então, é não desestimular, né?
28:46Não é só por causa da tua vestimenta,
28:48é claro que tem cada vestimenta, né?
28:50Adequada para a sua atividade, seja para o homem, seja para a mulher, né?
28:53E cada um tem a liberdade de sair de casa como bem entender, né?
28:57Como bem tem a tua liberdade de expressão e de manifestação.
29:01Então, essas figuras, né?
29:04Começam, né?
29:04A gente começa a tomar mais espaço,
29:07seja qualquer que seja o nosso ambiente, e tem que ser assim.
29:10Negócios, muitas vezes, a gente acaba sendo desrespeitada
29:12pela posição, né?
29:13De ser mulher, não ser tão firme ali.
29:16Mas não é isso, né?
29:18O que importa são as ideias, né?
29:19E a nossa possibilidade de execução.
29:21Mulher é muito mais cuidadosa, né?
29:23Inclusive, são as melhores propostas do mundo,
29:25eu diria que no futuro vai ser feminino, com certeza.
29:28Se não, já é.
29:29E a gente que está...
29:31Atrasada.
29:32...mascarando ainda, né?
29:34Sim.
29:34Vamos falar ainda um pouco desse assunto.
29:38Queria retomar, na verdade, aquele caso
29:40que a gente tem acompanhado nas últimas semanas
29:42e que chocou bastante o país.
29:44Mais um deles, de novo, vou repetir essa fala,
29:46mas é porque é mais um deles mesmo.
29:48Uma policial militar, ela denunciou que sofreu assédio sexual
29:52por parte do tenente coronel Geraldo Neto.
29:55Lembra dele?
29:55Ele é réu por feminicídio, agora,
29:57depois de uma reviravolta da esposa,
29:59que também era PM,
30:01a soldado Gisele Alves Santana.
30:04Segundo ela, o caso ocorreu no segundo semestre do ano passado,
30:07quando ele ainda era casado com Gisele.
30:10Ela acabou sendo transferida de batalhão
30:12depois dessa denúncia.
30:14Cerca de um mês depois, agora, da morte de Gisele,
30:17o tenente coronel Neto tornou-se réu por feminicídio
30:20e também por fraude processual.
30:22Se descobriu, então, que ele tentou ali fraudar, realmente, né?
30:26Mudar as provas, então, desse assassinato de Gisele.
30:31E aí, curioso, quero puxar isso,
30:33porque, normalmente, quando se denuncia um homem uma vez,
30:36quando aparece um caso, vão aparecendo vários outros.
30:40A gente vê isso em quase todos esses casos que vêm à tona
30:43e que ficam famosos.
30:45É uma regra que praticamente não falha, né, Cida?
30:49Não, não falha.
30:51Ele vem com uma sequência
30:54ou de casos do mesmo ou de casos parecidos, né?
30:58Eu acho que isso é importante colocar.
31:01Tanto que nós vamos ter o assassinato
31:03de uma guarda municipal,
31:06comandante da guarda municipal,
31:08que, aliás, cuidava da patrulha Maria da Penha
31:10em Vitória, no Espírito Santo,
31:12quase 15 dias depois, né?
31:14Então, você vai ter uma sequência desses processos.
31:18Agora, é importante dizer
31:20que, nesse caso, o tenente coronel,
31:24o que ele tinha?
31:25As falas dele já eram as falas
31:28que direcionavam todo o movimento
31:31que estava colocado aí de misoginia.
31:33E quem tem o uso de misoginia com a sua mulher
31:36vai usar em todo o campo em que tenha qualquer mulher.
31:40Então, ele vai assediar,
31:42ele vai cantar,
31:42porque ele acha que ele é o macho,
31:45ele é que dá conta,
31:46ele é que...
31:47Ele tem o estereótipo de provedor, né?
31:51De galante,
31:53que ele precisa provar permanentemente
31:56que ele vai fazer isso.
31:58Então, eu acho que isso
31:59e estimulado pelas redes sociais,
32:01e eu quero reforçar aqui
32:03a questão do debate
32:04sobre a questão das redes sociais,
32:06é a regulação das redes sociais,
32:08porque é muito importante
32:10para nós mulheres,
32:11para o nosso corpo,
32:12aquilo que a Laura falou, né?
32:14A sexualização do nosso corpo,
32:16que, na verdade,
32:17nada mais é do que
32:18a objetificação das mulheres,
32:21como uma questão de cunho sexual.
32:23Em qualquer instância,
32:24a gente vai ver
32:25o que estão passando as meninas
32:26nas escolas,
32:27a gente acompanhou o caso
32:28do Rio de Janeiro, né?
32:30A gente viu essa menina agora na academia.
32:32Então, está virando, gente,
32:34um fenômeno, né?
32:37Essa questão da violência contra as mulheres.
32:39Então, ele vai ter,
32:41além de ter um segmento
32:44e uma forma específica
32:47e muito seguire,
32:48o que a gente está percebendo?
32:50Existe também uma orientação.
32:52Não é à toa que,
32:54em 2025,
32:56a maior pergunta para o Google,
32:58qual que foi?
32:59Como matar uma mulher
33:01sem deixar restriz?
33:04Foi essa a pergunta,
33:06sem deixar vestígio.
33:07Essa foi a pergunta
33:08feita para o Google
33:10no mundo inteiro.
33:11Isso é muito grave.
33:13Foram milhões de pessoas
33:15que perguntaram isso.
33:17Então, assim,
33:17existe sim
33:19um processo
33:20que vai desencadeando
33:22do próprio agressor,
33:24ele vai fazendo com uma,
33:26faz com várias.
33:27Existe uma motivação
33:29que está sendo aplicada
33:30pelos movimentos
33:32que as pessoas falam masculinistas,
33:36mas eu não concordo,
33:37porque masculino não é isso, né?
33:40É um movimento machosfera,
33:42porque nós temos muitos homens
33:44que são masculinos,
33:46que estão nessa luta,
33:47mas não são agressores,
33:48não são violadores de direitos.
33:50Então,
33:51eu quero aqui deixar
33:52essa diferença, né?
33:53Eles são do movimento
33:54machosfera,
33:55fazem questão
33:56de,
33:57nas redes sociais,
33:58uns escondidos,
34:00outros nem tanto,
34:02de estar propagando
34:04o ódio
34:04contra as mulheres
34:05todos os dias,
34:06e a gente tem
34:07isso como resultado.
34:09Inclusive,
34:09a ministra acertava
34:10as redes sociais,
34:11parece que facilita mesmo ali,
34:13né?
34:13Você não se identifica,
34:15e aí você é mais fácil
34:16de xingar,
34:17é mais fácil
34:17de ir para cima,
34:19de mandar mensagens
34:21ameaçadoras,
34:22acho que é essa,
34:24esse disfarce aí
34:25que as redes permitem,
34:26né, Nathalie,
34:27faz muito essa,
34:29dá muito essa ajuda
34:31para quem quer fazer,
34:32claro,
34:32a internet dá para usar,
34:33a gente sempre fala
34:34para o bem e para o mal,
34:35mas também auxilia,
34:36e aí quando você quer usar
34:37para o mal, né?
34:38É, a gente teve um movimento,
34:40inclusive o Red Pill,
34:41né, que ficou muito famoso
34:42dentre as redes sociais,
34:44inclusive séries aí,
34:45né, uma série específica
34:46que foi tratar
34:47exatamente desse assunto.
34:48E ficou muito famosa
34:50porque acabou sendo
34:50o comportamento
34:51de muitos, né,
34:52que acabam ali
34:54usando desse anonimato
34:55para fazer um tipo
34:56de agressão
34:57e que muitas vezes
34:57acaba indo
34:58para as vias de fato.
34:59A gente não pode esquecer
35:00também, né, Bia,
35:01da,
35:02da,
35:03dos dados
35:03da pesquisa Pense,
35:05né,
35:05do próprio IBGE,
35:06que a gente teve
35:06os dados, né,
35:08o acesso ali
35:08às questões de assédio,
35:10né,
35:10dentro das escolas.
35:11Então não é só a questão,
35:12né,
35:13das mulheres mais,
35:15mais idosas,
35:16vamos colocar assim,
35:17né,
35:17mas também lá atrás,
35:18né,
35:18das mulheres jovens,
35:19né,
35:19então quando a gente olha
35:20esses dados,
35:21a gente teve 18,5%
35:23dos jovens,
35:24aí tanto homens
35:25quanto mulheres,
35:25que já sofreram
35:26algum tipo
35:27de agressão sexual.
35:28Para as mulheres,
35:29esse número é tão alarmante
35:30que é 8,8%,
35:32né,
35:32desse público feminino
35:33já sofreu qualquer tipo
35:35de agressão sexual.
35:36Então isso precisa ser
35:36combatido desde lá de trás,
35:38para todos,
35:39né,
35:39para todo o espectro ali,
35:41todas as idades das mulheres,
35:42a gente precisa combater
35:43esse tipo de crime.
35:45E é importante ver
35:46que os dados mostram
35:47do Fórum Brasileiro
35:48de Segurança Pública
35:49que a cada ano
35:50diminui a idade das meninas,
35:52né,
35:53ficam mais jovens,
35:54mas agora nós já estamos
35:55com 11 anos,
35:56daqui a pouco vai para 10,
35:58para 9 anos
35:59é a idade
36:00em que as meninas
36:01estão sendo,
36:02sofrendo violência sexual.
36:04E cada vez mais, né,
36:05você vai sexualizando
36:06isso mais jovem,
36:08né,
36:08que é o que justamente
36:09a Laura e você
36:10estão comentando, né,
36:11então precisa ser
36:12combatido isso.
36:13Bom, tem um ponto
36:14até que eu queria trazer,
36:15um pouco do campo,
36:17não dando as ideias
36:18mais conceitual
36:19de a gente olhar
36:19para uma notícia dessa
36:20e de fato interpretar
36:22como um crime.
36:23porque se a gente olhar
36:24para 50 anos atrás,
36:26talvez a gente olhar
36:27e pensar,
36:27olha como ela era bonita,
36:29talvez ele estava inseguro
36:30e ela poderia ferir
36:31a honra dele,
36:33logo justificava a violência.
36:35Então eu vejo,
36:35olha como a gente
36:36de alguma forma,
36:37eu vejo que consegue avançar
36:39e identificar
36:40que é um crime,
36:42sabe,
36:42porque antes se tinha
36:43essa ideia da honra
36:44do,
36:45que eu acredito
36:46que deve ter sido
36:47que passou pela cabeça dele
36:48no momento que ele
36:48cometeu o crime.
36:49Até pelo tipo de mensagens,
36:51né,
36:51eles falavam em macho,
36:52alfa,
36:53fêmea beta,
36:54coisas assim,
36:56bastante esdrúxulas
36:57que vieram à tona
36:58depois pelas redes sociais,
36:59depois desse caso então,
37:02e que se quebrou sigilo
37:04ali telefônico
37:05e as investigações
37:05de fato começaram.
37:07Bom,
37:08vou sair um pouco agora
37:09dos casos de violência
37:10contra a mulher,
37:10lembrando sempre,
37:11como a gente sempre
37:12deixa o recado aqui,
37:13que o número é
37:13180 para ligações gratuitas
37:15e denúncias anônimas,
37:17então,
37:18em caso de emergência,
37:20em caso de violência,
37:21é só discar
37:22180.
37:23Mas,
37:24então vamos voltar a falar
37:25de política agora
37:26enquanto isso.
37:27Sem Ratinho Júnior,
37:28que desistiu da disputa
37:30presidencial nessa semana,
37:31o PSD agora
37:32precisa tomar uma decisão
37:33entre o governador
37:34de Goiás,
37:35Ronaldo Caiado,
37:36e o governador gaúcho,
37:37Eduardo Leite.
37:38Caiado se filiou
37:39ao partido de Gilberto Kassab
37:41justamente para tentar
37:42ser candidato à presidência,
37:43já que ele entendia
37:44que não teria chance
37:45pelo partido antigo dele,
37:47União Brasil.
37:48Já Eduardo Leite
37:49garante que é o único
37:50capaz de quebrar
37:51a chamada polarização política
37:53aqui no país
37:54que a gente tanto fala.
37:57Agora,
37:57será que um candidato
37:58disposto a quebrar
37:59a polarização
38:00e que pode até bater,
38:02por exemplo,
38:02em Flávio Bolsonaro,
38:05como é o caso
38:06de Eduardo Leite?
38:07Pode ser o escolhido
38:07de Kassab,
38:08Nathalie,
38:09pensando que Kassab
38:10está com um pezinho ali,
38:11mais aliado à direita
38:12nesse momento, né?
38:13Inclusive,
38:14o Kassab, né, Bia,
38:15você bem noticiou
38:15aqui na Jovem Pan,
38:16pediu a demissão
38:17por mensagem,
38:18né?
38:19Para, acho que,
38:19justamente,
38:21trabalhar mais
38:21nessas articulações
38:22e, quem sabe,
38:23a gente tem um plot tweet
38:24nessa história, né?
38:25Então,
38:25precisa acompanhar,
38:26de fato,
38:27as cenas
38:28dos próximos capítulos,
38:29mas eu acho muito difícil
38:30a gente romper
38:31com a polarização
38:32nesse momento.
38:32É um fenômeno
38:33que desde 2020,
38:342020,
38:352020,
38:35não, né?
38:362010,
38:36a gente já vem observando
38:38na política brasileira
38:39e dos dois nomes
38:41eu acredito que não vão
38:41ter força política
38:43para poder combater
38:44essa polarização
38:45de fato.
38:46Então,
38:46qualquer que seja a escolha,
38:47a gente praticamente tem um,
38:49está caminhando
38:50para um resultado
38:51aí das eleições
38:52que vai olhar
38:52para a figura
38:53do Flávio Bolsonaro
38:54e do presidente,
38:55atual presidente Lula.
38:56Então,
38:57acho difícil a gente,
38:58de fato,
38:59conseguir romper
39:00essa polarização
39:00nesse momento.
39:01Laura,
39:02é mais uma tentativa
39:04de terceira via
39:05que não é tão
39:05terceira via assim,
39:07mas que deve morrer
39:07na praia
39:08porque, afinal,
39:09estamos ali uns
39:10contra outros?
39:12É uma tentativa
39:13de terceira via,
39:14mas eu não sei
39:15se ele é o cara
39:16para romper
39:17a polarização
39:18porque a gente também
39:19teve ali
39:20uma articulação interessante
39:21por parte do Zema,
39:23do Partido Novo,
39:24em que ele,
39:25antes de anunciar
39:25de que, né,
39:27a sua decisão
39:28de se candidatar
39:28a presidente,
39:29ele foi a Brasília,
39:30ele foi lá
39:31pressionar o impeachment
39:32do Alexandre de Moraes.
39:35Então, assim,
39:35eu vejo que ele foi
39:36articulando,
39:37deu ali as entrevistas
39:38falando da posição dele,
39:40de que ele não tem rabo preso,
39:41de que ele acredita
39:42que aqui é o país
39:42da impunidade
39:43e eu vejo que ele
39:45também exerce
39:46essa figura
39:47de ser a quebra
39:48da polarização.
39:50Agora,
39:50se a gente for
39:51comparar ali
39:52o Eduardo Leite,
39:52o Caiado,
39:53eu vejo que o Eduardo Leite,
39:54na minha percepção,
39:55talvez ele tenha mais força
39:57como figura popular,
39:59mas, ainda assim,
40:00eu não o vejo
40:01como a única figura
40:02capaz de, entre aspas,
40:04quebrar essa polarização,
40:06mas, de fato,
40:06esse discurso aí
40:08do, ah,
40:08o não-lulismo,
40:09o não-bossonarismo,
40:11né,
40:12ser a pauta
40:14eleitoreira
40:14faz sentido
40:15para ele tentar
40:16encontrar ali
40:17o caminho do meio
40:17e o Brasil
40:18e o Brasil
40:18é bastante adepto
40:19também a gostar
40:20do centro,
40:21daquilo que é mais
40:22do centro,
40:23assim,
40:23então...
40:23Em um lugar
40:24que todo mundo
40:25quer ser centro,
40:26mas, na verdade,
40:27ninguém é muito centro,
40:28é aqui em São Paulo.
40:29Os dois lados
40:30tentam disputar
40:31esse eleitorado,
40:32a gente já contou
40:33aqui na Jovem Pan
40:34que o ex-ministro
40:35da Fazenda,
40:36Fernando Haddad,
40:37tenta buscar
40:37alguém mais de vice,
40:38alguém mais de centro
40:39para a vaga de vice.
40:41Pelo mesmo lado,
40:42a base ali
40:43de Tarcísio
40:43também tenta conquistar
40:45esse eleitorado
40:45e segurar de alguma forma
40:47e, com isso,
40:47a disputa aqui em São Paulo
40:48vai esquentando.
40:50Mas, por aqui,
40:50a gente não deve ter
40:51uma terceira via.
40:52Os dois pré-candidatos
40:53agora estão bem postos
40:55e bem colocados.
40:56Os dois, então,
40:57seguem nessa busca
40:58do vice
40:59ou da vice ideal.
41:01Até agora,
41:02a gente tem mais nomes
41:03ao centro
41:04e de homens.
41:06Vou começar com a Cida.
41:08A gente falou agora
41:09de alguns candidatos,
41:10pré-candidatos à presidência,
41:12agora aqui em São Paulo.
41:13Está faltando mulher
41:14nessa jogada?
41:16Muito.
41:17Está faltando muita mulher.
41:18Aqui em São Paulo,
41:19eu acho que vocês têm,
41:20eu acho que acabou de ganhar
41:22uma grande candidata
41:24à senadora,
41:24eu admiro,
41:25trabalhei com ela,
41:27sei da seriedade dela,
41:28Simone Tebit,
41:29que vai ser candidata
41:30à senadora
41:32por São Paulo
41:33e a Marisa
41:34e a Marina
41:35também, né,
41:37que vai ser candidata
41:38ao Senado.
41:39Pelo menos está previsto,
41:41porque nada é certo
41:42até as convenções.
41:43acho que são
41:44dois grandes nomes,
41:46mas no resto do Brasil
41:47ainda está faltando
41:48muito nome
41:49para as mulheres,
41:50para a gente ter candidatas
41:51mulheres a governadoras,
41:53nós estamos com poucos
41:54nomes nessa lista,
41:55poucas mulheres candidatas
41:57a senadoras,
41:58então nós estamos
41:59efetivamente
42:01continuando com o cenário
42:02em que os homens
42:03ainda que estão dominando
42:05todo o processo
42:06da campanha eleitoral, né?
42:08Isso, para nós,
42:09é muito grave, né?
42:11Eu acho que não é só
42:12uma questão de polarização,
42:14mas também é uma questão
42:16de como que se governa, né?
42:18Então, um governo
42:19que tenha um compromisso
42:21em cuidar das pessoas,
42:24cuidar das mulheres,
42:25cuidar dos filhos,
42:26está muito mais propício
42:28que as mulheres o façam,
42:30isso, do que qualquer outra pessoa.
42:31Então, nós temos que
42:33verificar isso
42:34e por um outro lado, né?
42:38Nós precisamos fazer
42:39com que as mulheres
42:40que estão no campo
42:42de liderança,
42:43que não são os campos
42:44de liderança partidária,
42:46porque nós temos muita,
42:47não faltam mulheres no Brasil,
42:49não faltam mulheres
42:50com competência,
42:51com capacidade,
42:52com qualidade
42:53para estar fazendo
42:54essa disputa.
42:55Está faltando paciência
42:57para elas aceitar a disputa
42:59para dentro do partido, né?
43:01Porque, geralmente,
43:02as mulheres não são
43:03as candidatas prioritárias,
43:04o recurso tal
43:06do dinheiro dos 30%.
43:07Nós sabemos aqui,
43:09vocês economistas
43:11sabem mais do que eu,
43:12de que os partidos
43:13enrolam as mulheres
43:14porque é 100%
43:16dividido por todos
43:17os candidatos,
43:18mais 30%
43:19para as mulheres.
43:20Mas as mulheres
43:20só ficam com 30%.
43:22Aí os homens
43:23ficam com 20,
43:2430 mil reais,
43:25as mulheres ficam com 5,
43:26porque elas só receberam 30.
43:28Então, existe todo
43:29um processo
43:30que precisa ser
43:32reconstruído no Brasil
43:33para que as mulheres
43:34possam ocupar
43:35esse espaço
43:36e serem
43:37as grandes lideranças
43:39e protagonistas
43:40desse processo
43:41que, mesmo que tenha
43:43polarização,
43:44porque a polarização,
43:45eu acho que, assim,
43:47ela é boa
43:48no debate político,
43:50de que projeto político
43:52que eu tenho
43:52para o Estado,
43:53para o país,
43:54o que eu quero
43:55para a população,
43:56o que eu quero
43:57para o desenvolvimento, né?
43:58Não uma política
44:00que traga ódio,
44:01que traga ranço
44:03e divisão
44:03para o nosso país.
44:04Nós precisamos
44:05reconstruir o nosso país.
44:07E eu acho
44:08que as mulheres
44:08têm muita
44:10contribuir com isso.
44:12Eu vou colocar
44:12uns dados aqui
44:13antes de chamar
44:14a Nathalie a Laura.
44:15Olha só,
44:15dados do Tribunal Superior Eleitoral
44:17de 2024, tá?
44:18A última eleição
44:18que a gente teve.
44:19Seis em cada dez municípios
44:21têm a maioria
44:22do eleitorado feminina.
44:24Então, né?
44:25São 102%
44:26dos municípios
44:27têm mais mulheres
44:28do que homens votantes.
44:30No total,
44:30no nosso país,
44:31são 52,47%
44:34dos aptos a votar
44:35mulheres.
44:36Ou seja,
44:37a gente tem um público
44:39majoritariamente feminino
44:40e talvez poucas políticas
44:41pensadas para as mulheres
44:42e poucas mulheres.
44:44Então,
44:44como a gente vem debatendo,
44:46representando
44:46esse público todo.
44:47Será que
44:48os nossos candidatos
44:49estão perdendo
44:51aí uma parcela
44:52importante
44:53nas pesquisas
44:54de intenção de voto,
44:55hein, Laura?
44:56Pode ser que sim.
44:57Pode ser que sim.
44:59Eu vejo até
45:00que é muito interessante
45:01porque é um desafio
45:02muito grande
45:02essa construção
45:04de haver o protagonismo
45:06feminino
45:06na política
45:07e de, de fato,
45:08ser atrativo
45:09para o eleitorado,
45:10ter a figura feminina
45:11seja como uma vice,
45:13seja como, enfim,
45:14como a candidata
45:15ali principal.
45:16Uma coisa
45:17que eu acho interessante
45:18é como o Haddad
45:18realmente é a carta
45:19coringa do baralho
45:20do PT, né?
45:21Porque ele vai
45:22encaixando ali
45:23várias possibilidades.
45:25brasileiro
45:26não desiste
45:26nunca,
45:26sempre entra
45:27na disputa.
45:28Mas eu vejo
45:29que, de fato,
45:30a questão
45:31da representatividade
45:32feminina
45:33ela deveria ser sim
45:34levada em consideração
45:35pela questão
45:36do público
45:38eleitor,
45:38do público
45:39que vai eleger,
45:40mas eu vejo
45:40que a gente ainda
45:41tem um caminho
45:42a ser trilhado
45:43para conquistar
45:44esse espaço.
45:46Nathalie.
45:47Esses dados, né, Bia?
45:48Só evidencio
45:48que a gente olha
45:49na teoria
45:50que é justamente
45:50o déficit
45:52democrático, né?
45:53Então, falta não só
45:54a representatividade
45:55da mulher,
45:56mas como esse
45:57público feminino
45:58que não está sendo,
45:59não está sendo levado
46:00todos os seus anseios
46:01lá dentro, né?
46:02Para as questões
46:03de discussão
46:03no parlamento.
46:04Então, realmente,
46:04isso é ter um desequilíbrio.
46:06Seja na figura
46:06dos candidatos, né?
46:08Quando a gente olha
46:08nos vices, né?
46:09Pode ser justamente ali
46:11uma figura de correção
46:12que a gente tem,
46:13inclusive,
46:13das próprias fragilidades
46:15territoriais, né?
46:16O vice pode representar isso
46:17e pode e deve ser
46:18na figura de uma mulher.
46:20Melhor ainda
46:21se for uma candidata,
46:22de fato, não só
46:23a vice-candidata.
46:24E aí, você ter também, né?
46:26Toda essa difusão, né?
46:27Das mulheres
46:28estarem participando
46:29e receberem
46:30essa participação
46:31para você, de fato,
46:32corrigir um problema
46:33que é, né?
46:34A representação
46:35dentro dessa democracia
46:37que a gente chama
46:38de deficiência
46:39ou déficit democrático.
46:41Por isso que eu queria, Bea,
46:43dizer que eu defendo
46:45a questão das cadeiras, tá?
46:47Porque, veja bem,
46:49no Brasil,
46:50considerando esses dados
46:51que você coloca,
46:53nós temos hoje
46:54mais de 900 municípios
46:57que não tem
46:57nenhuma mulher
46:58vereadora.
47:00Nenhuma.
47:01Então, se você tem
47:02a vaga de cadeira,
47:04pelo menos uma mulher
47:05vai ter naquela
47:07câmara de vereadores.
47:08Essa mulher
47:09tem possibilidade
47:10de crescer,
47:11de ser a próxima prefeita
47:13e de avançar.
47:14O que acontece hoje
47:15é que nós não temos
47:17essas condições.
47:18Então, nós precisamos
47:19garantir,
47:20aí não estou tirando
47:21a cota,
47:22acho que tem que manter
47:23o processo da cota
47:24e eu defendo paridade,
47:26né?
47:26Eu defendo paridade,
47:28mas nós precisamos
47:31ajustar esse processo.
47:32A gente vota
47:33tanta legislação, né?
47:35Para qualquer caso
47:36que acontece,
47:37a gente muda a legislação,
47:39porque até agora
47:40o Congresso
47:40não conseguiu
47:41resolver o problema
47:42de ter mulheres
47:44em todas as câmaras
47:45de vereadoras
47:46no nosso país.
47:47Essa é a pergunta
47:48que eu quero deixar
47:48para o Congresso Nacional,
47:50né?
47:51Porque as mulheres
47:52não votam em mulheres
47:53não é porque elas
47:54não acreditam
47:55e não querem,
47:56é porque muitas vezes
47:58elas nem conhecem
47:59as mulheres.
48:00Eu estou aqui
48:00numa bancada
48:01com duas economistas,
48:02mas geralmente
48:03as mulheres vão falar
48:05de assistência social,
48:06de saúde,
48:07de pobreza,
48:08de assunto que muitas vezes
48:09a mulher vai falar assim,
48:10mas isso não vai resolver
48:11a minha vida, né?
48:12Porque quem resolve
48:14é o cara que entende
48:15da economia,
48:16que entende
48:16do grande projeto,
48:18da infraestrutura,
48:19e nós mulheres
48:20não estamos lá,
48:20estamos mudando,
48:21é verdade,
48:22Nátaly,
48:22mas nós estamos
48:23ainda num processo
48:25que nós não temos
48:26visibilidade,
48:27assiste os jornais,
48:28né?
48:29Não são as nossas
48:30economistas
48:31que estão falando,
48:32são os homens
48:33que estão falando,
48:34e aí parece que nós
48:35mulheres somos
48:36um bando incompetente,
48:37portanto,
48:38não merecemos voto.
48:39Isso é verdade,
48:40eu vejo que existe,
48:41traz um pouco
48:42desse estigma,
48:42mas quando é uma mulher
48:43ali no meio,
48:44ela fica sufocada,
48:45e ela vira
48:46ou a incompetente
48:47ou a chata também,
48:48né?
48:48Ah, ela é chata,
48:49se ela é inteligente,
48:50ela é chata.
48:51Mas existe algum aspecto
48:52que tu acreditas
48:53que é o que mais desencoraja
48:54esse movimento
48:57da mulher
48:57de se projetar
48:58de forma protagonista
49:00no meio político?
49:00Existe algum aspecto
49:01que tenha,
49:02sim.
49:04Então,
49:04na verdade,
49:05geralmente,
49:06eu vou falar por mim,
49:07né?
49:07Porque está todo mundo
49:08agora pedindo para mim
49:10ser candidata federal,
49:11não você,
49:13não você,
49:14porque assim,
49:15é simples,
49:16não basta você
49:17colocar seu nome,
49:18quais as condições
49:19que o partido
49:19vai te dar?
49:20Perfeito.
49:21Você vai ser a candidata
49:23que vai ter recurso
49:24para se eleger?
49:25Você é a candidata
49:26que vai ter projeção
49:27no horário nobre?
49:29Você é a pessoa
49:30que vai estar
49:31do lado
49:31do candidato a governador?
49:33Ou do lado
49:34do candidato a presidente?
49:36Não,
49:36se a resposta é não,
49:38então não dá
49:39para ser candidata
49:40laranja,
49:40entendeu?
49:41Por quê?
49:42Porque você deixa
49:43a sua vida,
49:44porque para as mulheres
49:44ela tem um aspecto
49:46muito pior,
49:47que é assim,
49:48principalmente para as mulheres
49:50que têm filhos e marido,
49:52ela tem que deixar
49:53a casa,
49:54os filhos,
49:55para fazer a campanha,
49:56mas o marido
49:57não assume a casa.
49:58O homem pode fazer
49:59porque a mulher
50:00fica lá cuidando,
50:02né?
50:02A mulher fica lá cuidando.
50:04Então,
50:04você tem diferenças
50:05colocadas
50:06que faz com que
50:07as mulheres de fato
50:08topem mais
50:09ser candidatas
50:10a vereadoras
50:11do que a deputada
50:12estadual,
50:13federal e senadora,
50:14pior ainda.
50:15Imagina vir para Brasília
50:16três vezes por semana,
50:18quando voltar,
50:19só sobra mais três dias
50:21em vez de você cuidar
50:22da sua família,
50:22você tem que voltar
50:23para o município
50:24fazer campanha
50:25para não perder
50:25o eleitorado.
50:26Então, assim,
50:27isso tudo
50:28é o que desencoraja
50:29as mulheres
50:30de serem candidatas.
50:32Então,
50:32você não constrói
50:33uma estrutura
50:35partidária
50:35orgânica
50:36ou uma estrutura
50:37que não precisa
50:38ser partidária.
50:38Eu, às vezes,
50:39acho que não precisa
50:40ter partido
50:41para você se eleger,
50:42entendeu?
50:43Eu sou mais...
50:43Mas, assim,
50:45já que nós vivemos
50:46numa estrutura partidária,
50:47a estrutura partidária
50:48tinha que pensar
50:49as condições
50:49para que as mulheres
50:50possam se eleger,
50:52possam ter voz
50:52dentro dos partidos.
50:54Quantas mulheres
50:54são presidentas
50:55do partido?
50:57E pensando nessa lógica
50:58de quem tem filhos
50:59e do trabalho da mulher
51:01que às vezes não permite
51:01o que ela faça
51:02outras coisas,
51:03é preciso, às vezes,
51:04é o assunto que eu quero
51:05colocar agora
51:05nesse finalzinho,
51:06ampliar até o direito
51:07dos homens
51:08para que eles se igualem
51:09ao das mulheres.
51:10Vamos falar de licença
51:11paternidade,
51:12porque a licença paternidade
51:14hoje é ínfima,
51:15muito pequena,
51:16o que faz com que
51:17essa sobrecarga,
51:17então, pós-parto,
51:19fique de novo na mulher.
51:20Então, tem uma tentativa
51:21agora de avanço
51:22da legislação brasileira.
51:24Com isso,
51:24o Senado aprovou
51:25e enviou agora
51:26para a sanção
51:26do presidente Lula
51:27o projeto
51:28que amplia
51:29a licença paternidade
51:31dos atuais cinco
51:32para vinte dias.
51:34É, a ideia
51:35é que os pais
51:35tenham vinte dias
51:36corridos para auxiliar
51:37as mães e os bebês
51:38recém-nascidos.
51:39A proposta
51:40já passou pela Câmara
51:42e cria também
51:42o salário paternidade,
51:44pago pelo INSS,
51:46para custear o tempo
51:47de ausência
51:48no trabalho.
51:48O Congresso avança
51:50agora na regulamentação
51:51dos recursos
51:51para a lei
51:52e o presidente Lula
51:53tem até agora
51:53o fim desse mês,
51:54dia 31,
51:55para decidir
51:56se sanciona
51:57ou não
51:58a proposta
51:59que pode impor
51:59uma mudança gradual
52:01no benefício.
52:02A licença paternidade
52:03sobe para dez dias
52:04nos dois primeiros anos,
52:06para quinze dias
52:07no terceiro ano
52:08de vigência
52:09e depois para vinte dias
52:10a partir do quarto ano
52:12da lei
52:13em vigor.
52:14E bom,
52:15essa lei também
52:15se aplica
52:16aos pais adotivos.
52:18A licença maternidade
52:19continua igual,
52:20são cento e vinte dias.
52:23Laura,
52:24é aquela coisa,
52:26um avanço,
52:27mas será que é um avanço
52:28suficiente?
52:29Porque são vinte dias
52:31que se a gente compara
52:32então com o da mulher,
52:33a mulher vai ficar
52:34cem dias ali em casa
52:35para isso,
52:36sem auxílio,
52:37sem ajuda sozinha, né?
52:39Exatamente,
52:39vinte dias não é nada.
52:41Vinte dias acho que
52:42é o tempo dela
52:43talvez se recuperar
52:44do pós-parto.
52:45E de fato,
52:47isso faz muita diferença
52:48ter a presença,
52:50eu já conversei
52:50com algumas mulheres
52:51sobre isso,
52:51de que faz muita diferença
52:52ter a figura do pai
52:53nesses primeiros momentos ali
52:56depois do nascimento
52:57do primeiro filho,
52:58já trouxe aqui.
53:00Essa proposta,
53:01eu ainda acho que ela
53:02ainda está atrasada,
53:03vinte dias é pouco.
53:05Eu vejo que
53:05até essa questão
53:07de a gente tirar
53:07o protagonismo do pai
53:09é ruim até
53:10para o protagonismo
53:11das mulheres,
53:12como a gente
53:13já trouxe aqui.
53:14E um ponto
53:15muito interessante
53:16que eu já trouxe aqui,
53:17eu vou trazer de novo.
53:18O fundo de garantia,
53:20ele pode ser usado
53:21até de garantia
53:22para empréstimo consignado.
53:23por que ele não poderia
53:25ser utilizado também
53:26para beneficiar ali
53:27a vinda de um novo filho,
53:29para que ele pudesse
53:29até estender
53:30essa licença paternidade.
53:32Outra coisa,
53:32mas aí vai tirar
53:34do fundo de garantia,
53:35o que poderia ser feito,
53:36achar que isso é ruim,
53:37ele poderia pelo menos
53:38transferir do fundo de garantia
53:39para o Educa Mais,
53:40que é um programa
53:41do Tesouro Direto
53:41voltado a financiar
53:43o futuro do estudantil
53:45das crianças.
53:46Então,
53:46eu vejo que assim,
53:48parece que se tomam
53:49decisões distorcidas
53:51das demandas reais
53:52da sociedade
53:53e acaba não sendo
53:54políticas
53:55pró-família,
53:57pró-bem-estar
53:58das famílias brasileiras.
54:00Então,
54:00eu vejo que
54:01ainda assim é muito pouco,
54:03ainda assim está
54:03atrasado demais
54:05e haveriam outras formas
54:07que são usadas
54:08para outros fins,
54:09como é o caso
54:09de empréstimo,
54:10e que poderiam ser
54:11usadas a favor
54:12da família brasileira
54:13para que o pai
54:15também tenha uma figura
54:16de protagonismo,
54:17a mãe esteja melhor amparada
54:18e a gente comece ali
54:20de fato a buscar
54:21esses direitos
54:22mais próximos
54:23entre homens e mulheres.
54:25Nathalie,
54:26dava para caber
54:26mais recurso
54:27para aumentar
54:28esse benefício?
54:29Acho que dava
54:30com moderação,
54:31a gente sempre fazendo
54:32essas alocações,
54:33acho que tudo
54:34é perfeitamente encaixável,
54:36vamos falar assim.
54:37Então,
54:38daria para fazer
54:39um reajuste
54:39dentro do orçamento
54:40para destinar
54:41para mais dias
54:42ali dentro
54:43da participação
54:44do pai
54:44na licença-paternidade,
54:45isso seria
54:46perfeitamente possível,
54:47inclusive acho que
54:47nem se discute
54:48a necessidade
54:49de você ter
54:50a presença ali
54:51do pai
54:51junto da mãe,
54:52tanto em termos
54:53de recuperação
54:53como os primeiros dias
54:54ali estar auxiliando
54:56no desenvolvimento
54:56dessa criança.
54:58Ministra,
54:59falta ainda dias?
55:00Como que você
55:01enxerga essa lei?
55:02Falta,
55:03eu era a favor
55:03de 120 dias
55:04para o homem também,
55:05para o pai,
55:06e não simplesmente
55:07porque o pai
55:09fica em casa,
55:10mas é importante
55:11que a gente comece
55:12a discutir
55:12a paternidade responsável,
55:14e a paternidade responsável
55:15ela começa exatamente
55:17na divisão
55:19das tarefas,
55:20do cuidado
55:21das crianças
55:21nos primeiros dias,
55:23isso significa,
55:24porque a nível
55:25de economia
55:26a gente não faz
55:26essas contas,
55:28e aí eu acho
55:28que vocês podem
55:29fazer depois,
55:30mas a nível
55:30de economia,
55:32uma criança
55:33traumatizada
55:34pela falta
55:34do pai
55:35é muito mais caro
55:37para o Estado
55:37brasileiro
55:38do que
55:39você investir
55:40em 120 dias
55:41de licença-paternidade,
55:42de licença-paternidade,
55:42gente,
55:43eu acho que não tem
55:44como você discutir,
55:45se você for colocar
55:46na ponta do lápis,
55:47é isso,
55:49a gente precisa
55:50reeducar
55:51os nossos homens,
55:52nós precisamos
55:53pensar numa política
55:54de cuidado,
55:55em que o cuidado
55:56dentro de casa,
55:57porque vai ficar
55:58com os filhos,
55:59mas assim,
55:59enquanto a mãe
56:00está cuidando,
56:00está amamentando,
56:01está lavando uma louça,
56:03está cuidando,
56:03e também você vai
56:04criando uma nova
56:05relação familiar
56:06entre homens
56:08e mulheres,
56:09e as crianças
56:10que vão serem educadas,
56:12elas vão aprender
56:12outra forma
56:13de relação
56:15humana.
56:16Bom,
56:17quer falar,
56:18Laura,
56:18pode falar.
56:18Sim,
56:19é muito interessante
56:20ter trazido isso,
56:21porque eu estou
56:22conduzindo uma pesquisa
56:23que avalia o índice
56:25de literácia financeira
56:27de crianças,
56:27que é para entender
56:28o quanto elas conseguem
56:29entender da questão
56:29do relacionamento
56:30com o dinheiro.
56:31Estamos com metade
56:32da população brasileira
56:33que não consegue
56:34nem pagar aquilo
56:35que deve,
56:35pessoal,
56:35então a coisa
56:36está meio complicada
56:37e a gente começou
56:38a fazer esse trabalho.
56:39Crianças que moram
56:40com o pai
56:41e a mãe
56:42possuem um índice
56:43melhor do que
56:45aquelas que não
56:47têm a figura
56:48materna e paterna
56:49e na grande maioria
56:49acaba sendo só a mãe
56:50que cuida da criança.
56:52Então,
56:52olha que interessante
56:53como a presença ali,
56:56a figura ali dentro
56:57da família,
56:57ela interfere bastante
56:59no desenvolvimento
57:00da criança.
57:01Olha que legal,
57:01Laura,
57:01inclusive tem um livro
57:02muito legal
57:02de crianças e dinheiro,
57:04né, Laura?
57:04Já li,
57:05já ganhei de presente,
57:06qual é o nome mesmo?
57:06A história do dinheiro
57:07versão infantil.
57:09A história do dinheiro
57:09versão infantil.
57:11Muito legal,
57:12recomendo.
57:13E antes da gente
57:13encerrar,
57:14gente,
57:15quero fazer uma brincadeirinha
57:16aqui com vocês
57:16só pra gente descontrair
57:17como a gente faz
57:18normalmente no final
57:19do Linha de Frente
57:20sobre a polêmica
57:21dessa semana.
57:22Quero saber de todas,
57:23rapidamente a resposta,
57:24se alguém aqui
57:25chamou o Brasil
57:26de brasa.
57:27Chama?
57:28Não.
57:28Não.
57:29Não?
57:29Não?
57:30Não?
57:30Foi um não unânime,
57:31eu também não,
57:32tava até brincando
57:32nos bastidores,
57:34que é mais ou menos
57:34como o São Paulo
57:35de Sampa,
57:36pelo menos aqui
57:36quem mora em São Paulo
57:37não costuma chamar
57:38São Paulo de Sampa.
57:39Mas essa brincadeira
57:40do Brasil e Brasa
57:41aconteceu essa semana,
57:42porque a camisa
57:43da seleção brasileira
57:44de futebol
57:44pra Copa do Mundo
57:45foi lançada,
57:47super expectativa
57:47em todo o país
57:48e uma das responsáveis
57:50pelo design da peça
57:51argumentou que colocou
57:52essa inscrição,
57:53o Vai Brasa,
57:54já que é assim
57:55que o povo brasileiro
57:56chama a nossa seleção.
57:57A gente viu ali
57:58as imagens,
57:59virou brincadeira
58:00nas redes sociais,
58:01como tudo sempre vira,
58:02então São Paulo,
58:03Sampa,
58:04Brasil,
58:05Brasa.
58:05aqui o pessoal
58:06não ouviu muito Brasa,
58:07na internet talvez
58:08esse apelido role
58:10e depois conta pra gente
58:11aí nos comentários
58:12então do Linha de Frente.
58:14Com isso,
58:15quero agradecer
58:15a presença das meninas
58:17aqui mais uma vez
58:18na nossa bancada feminina,
58:19muito obrigada,
58:20foi ótimo tê-las,
58:21voltem sempre
58:22e também conto
58:23com a companhia de vocês
58:24então reforçando
58:25o nosso encontro
58:26todos os sábados
58:27às seis horas da tarde
58:29sempre com uma bancada feminina
58:30super qualificada.
58:32Aproveite bastante
58:33o fim de semana
58:33e a gente se vê por aí
58:34na programação da Jovem Pan.
58:35Tchau, tchau,
58:36até mais.
58:38A opinião
58:39dos nossos comentaristas
58:40não reflete necessariamente
58:42a opinião
58:43do Grupo Jovem Pan
58:44de Comunicação.
58:49Realização Jovem Pan
Comentários

Recomendado