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00:00Linha de frente. Olá, muito boa tarde. Está começando agora mais um Linha de Frente neste
00:10sábado. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Eu sou Beatriz Manfredini e agradeço a todos pela
00:17companhia desde já. No programa de hoje nós vamos debater alguns dos assuntos que agitaram o Brasil
00:23nesta semana. E nesta jornada me acompanham a economista Nathalie Wendel, a jornalista e
00:29comentarista aqui da Jovem Pan, Deise Siocari, a psicóloga Alessandra Petralha e a economista
00:36Lia Lopes. Te maço mais uma vez neste sábado, hein meninas? Obrigada, bem-vindas. E a gente começa
00:44então falando de um assunto que, olha, já tem meses que a gente fala aqui no Linha de Frente e pelo
00:49visto a gente vai continuar falando em 2026, viu? Porque como esperado, o Senado aprovou a nova
00:55versão do PL da dosimetria, que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos golpistas do 8 de
01:02janeiro, como o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. No entanto, para virar lei, esse PL
01:07precisa agora da sanção do presidente Lula. E o petista já teria confidenciado a interlocutores
01:14que pretende vetar o projeto na íntegra, inteirinho. Se isso acontecer, o veto retorna
01:20ao Congresso, que pode manter ou derrubar. Nesse caso, o próprio Congresso, então, pode
01:25promulgar o projeto. Mas tem um porém nessa história, viu? Parlamentares governistas já
01:31prometem acionar o Supremo nesse caso. Ou seja, novela que deve continuar por aí pelos próximos
01:40meses, semanas, pelo menos, né, Deise? Janeiro, porque a gente está quase no recesso, né?
01:46Boa tarde para ti, boa tarde para os meus colegas, audiência da Jovem Pan. Esse PL da
01:52dosimetria, quando a gente para para olhar para esse ano que passou, de 2025, ele tomou conta
01:58da pauta no Congresso Nacional, né? Ele começou lá no primeiro semestre como o PL da Anistia e
02:04desde o primeiro momento sabia-se que nem o Hugo Mota, nem o Davi Alcolumbre queriam pautar
02:08ele e aí agora virou esse PL da dosimetria. E me chama atenção que na madrugada, de
02:14quarta para quinta-feira, a forma como ele foi aprovado, ela foi aquela forma do Congresso
02:19Nacional que faz tudo de madrugada, faz às três da manhã, com aquele poder de barganha
02:27que é próprio do Congresso Nacional e mesmo assim as coisas ainda não se resolvem, né?
02:31A gente deve retomar essa discussão em 2026, num ano eleitoral. E um projeto que era
02:38para encerrar uma discussão, para deixar o ano eleitoral começar limpo, o que ele deve
02:43fazer efetivamente é aprofundar a polarização, né? Aumentar as diferenças. O Lula, o presidente
02:50Lula provavelmente vai vetar esse projeto, ele vai voltar para discussão e num ano eleitoral
02:54eu acredito, Bia, que isso vai ser extremamente confuso e um pouco perigoso, porque a gente
02:58vê aí um ano que está se desenhando de novo para uma polarização muito forte, então
03:03eu acho que o PL da dosimetria, na verdade, nesse ano de 2025 que passou, ele foi um desserviço
03:08para a sociedade e para o Congresso Nacional.
03:11Agora, Deise, na semana passada eu fiz uma pergunta que eu vou começar com você, uma
03:15pergunta de resposta curta e vou passar para as meninas, pensando que foi aprovado no Senado
03:20e que a gente ainda não sabe, então, se tem veto, se não tem, se vai chegar no STF
03:24ou não. Dosimetria é uma vitória para o ex-presidente Jair Bolsonaro ou é uma derrota
03:29porque ele não conseguiu a anistia irrestrita?
03:31Não, é uma vitória, porque desde o momento que entrou na pauta na Câmara dos Deputados
03:34como o PL da Anistia já se tinha a ideia de que ele não seria aprovado, então o Hugo
03:41Mota, se a gente for olhar um pouquinho em retrospecto, tanto o Hugo Mota quanto o Davi
03:44Alcolum sempre falaram que não queriam nem a discussão do PL da Anistia, então a aprovação
03:50da dosimetria, ela vai beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, ela vai beneficiar aquele núcleo
03:56que ele queria, que ele defendia e defendeu muitas vezes em manifestações, então sim, é uma
04:00vitória e eu diria até que é uma grande vitória.
04:02Alessandra, a gente falar um pouco dessas idas e vindas, dessas instabilidades, principalmente
04:09em ano eleitoral, briga entre Congresso e outros poderes, tudo isso mexe com o psicológico,
04:17a cabeça do brasileiro em ano eleitoral?
04:19Sim, com certeza, com certeza. E quando a gente fala também com relação a esse tema sobre
04:27o Estado flexibilizar penas, nós temos aí várias reações da população, então metade
04:33da população ela se sente com medo social, porque é algo vulnerável e a outra metade querendo
04:43vingança. Então é assim que a gente vê os comportamentos das pessoas, então por um lado
04:49se beneficia Bolsonaro, mas também tem essas reações que a gente vê na população.
04:57Inclusive a gente tem uma arte sobre a situação, a vontade ou não, o que disseram os brasileiros
05:05sobre esse assunto. Quase metade deles disseram que discordam da decisão do Congresso Nacional.
05:10A pesquisa Quest foi divulgada nesta quarta-feira e mostrou que 47% dos eleitores são contra a
05:17redução das penas para condenados pela tentativa de golpe de Estado. Entre os favoráveis, 24%
05:23acham que o projeto é adequado e outros 195% avaliam que a redução deveria ser ainda maior.
05:31Para a gente continuar ainda nesse cenário, Nathalie, queria te ouvir também um pouquinho,
05:38isso acende ainda mais a polarização do país?
05:42Olha Bia, o país já está muito bem dividido, há um bom tempo a gente tem essa polarização
05:47e cada vez mais continua se acirrando a partir do momento que entram novas pautas no governo,
05:53novas algumas antigas, mas cada vez mais a gente tem uma polarização no país que dificilmente
05:58ela se dissipa de um modo ali simples. Quando a gente olha os dados da Quest, isso fica ainda
06:04mais claro. Por um lado você tem uma população que clama cada vez mais por uma pena exemplar
06:10e por outro lado você tem uma população que está apoiando o outro lado do jogo, que não
06:15quer muito bem essa pena, que é uma flexibilização porque parte atendeu um lado do jogo, um lado
06:21dessa polarização. Então cada vez mais a gente está tendo essa dificuldade de alcançar
06:26o meio termo e um equilíbrio que é fundamental para que a gente possa seguir com pautas relevantes
06:31executando políticas públicas necessárias, políticas econômicas e seguir pensando no desenvolvimento
06:38do país.
06:39Lia, também quero te ouvir sobre isso.
06:42É, eu acho que principalmente retomando aqui um pouco o processo de como foi aprovado
06:47isso na Câmara e também as denúncias que vieram logo depois de anexar o avanço desse
06:53projeto de lei com a liberação de recursos para as emendas parlamentares, o que a gente
06:57vê é um jogo político e econômico também associado a esse projeto de lei.
07:02Então ele também reverbera interesses do executivo e do legislativo ali em um processo
07:09em que é complexo.
07:11E novamente isso fica exercebado em uma agenda em que novamente os poderes acabam legislando
07:18a seu favor, a seus interesses e não ao interesse da população.
07:22Isso que é o mais drástico, né?
07:23Então a pesquisa ela evidencia que o apelo popular não é favorável a esse tipo de projeto.
07:29As manifestações que aconteceram também no final de semana passado mostram isso e ainda
07:34assim o Congresso, tanto o Câmara quanto o Senado, avançam com essa agenda.
07:39Então, de fato, é um processo que é muito complexo, com muitas vertentes e com interesses
07:45que não estão explícitos, mas que estão na mesa do jogo, pensando inclusive os próximos
07:50passos para as eleições que vão ser disputadas no ano que vem.
07:53Só uma pequena correção antes de eu passar para o próximo recorte da pesquisa.
07:56Eu falei 195, são 19% que avaliam que a redução deveria ser ainda maior, a redução
08:02de penas, ou seja, quase realmente ali uma anistia, um perdão, como defendiam alguns
08:07apoiadores, principalmente do ex-presidente Jair Bolsonaro.
08:10Então, outra página agora da pesquisa para a gente olhar, nessa mesma quest, 58% acham
08:17que a proposta foi feita apenas para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
08:22Já 30% acham que é para reduzir a pena de todos os envolvidos no 8 de janeiro.
08:29Aí volto a chamar a Deise para a gente falar mais um pouco sobre essa pesquisa, esse recorte.
08:35Deise, isso mostra, de novo, uma desconexão da população com o Congresso?
08:40Dá para a gente falar disso como ocorreu lá atrás, em PEC da blindagem, por exemplo?
08:44Ou eles estão atendendo essa pequena parcela da população, apoiadores do ex-presidente?
08:49Como você avalia?
08:51Bia, tem uma desconexão do Congresso com a sociedade brasileira e isso é muito gritante.
08:58Se a gente for olhar para 2025, o Congresso só trabalhou em cima de pautas de autoblindagem,
09:06de, literalmente, uma proteção das castas.
09:09A gente falou de pele danistia, dosimetria e o Congresso paralisou e não falou em regulação
09:18da reforma tributária.
09:20O projeto, todos os projetos da segurança pública, eles ficaram para o ano que vem.
09:25E detalhe, o Congresso só começou a falar de projeto de segurança depois do que aconteceu
09:30no Rio de Janeiro, então é sempre aquela reação tardia do Congresso Nacional.
09:36Na hora de aprovar benefícios, liberação de emendas, PIX, qualquer coisa que beneficia
09:43eles próprios, eles são muito rápidos.
09:44Inclusive, eles votam, como aconteceu nessa semana que passou, durante a madrugada.
09:49Mas quando são projetos que interessam à sociedade, esses projetos acabam se estendendo,
09:53ficando para o ano eleitoral e provavelmente no ano eleitoral eles vão se perder, com
09:57a desculpa de que agora a gente tem que pensar na reeleição ou tem que trazer uma resposta,
10:03um compilado para a sociedade do que aconteceu.
10:06Então, o Congresso Nacional tem uma desconexão muito forte, sim, com a sociedade brasileira.
10:10Aliás, os poderes estão se distanciando.
10:13Quando a gente pega pesquisas que mostram hoje a relação da sociedade com as instituições
10:19brasileiras, a desconfiança é muito grande.
10:22E aí, quando você vê um Congresso Nacional se blindando e legislando em causa própria,
10:26a explicação está dada.
10:28Alessandra, quando a gente fala, desde o Zoné, também desconexão,
10:31desconfiança também dos brasileiros em relação às instituições,
10:36isso é uma coisa que já vem de algum tempo?
10:39Pode se ampliar?
10:40Como é que você vê esse movimento?
10:42E o que é possível fazer para retomar isso?
10:46Olha, primeira coisa, questão como está?
10:50Fadiga emocional da população.
10:53As pessoas estão cansadas das narrativas repetitivas dos políticos.
10:59Então, o que fazer?
11:01Realmente, são tantas coisas, há algo tão complexo,
11:06mas a gente vê aí a repercussão disso tudo.
11:09Eu vejo como a exaustão emocional.
11:12As pessoas estão cansadas de promessas vazias.
11:15E aí, aonde começa a radicalização.
11:19As pessoas começam a votar contra alguém
11:22e param de escolher realmente aquele candidato à presidência.
11:27Então, as pessoas estão votando muito mais de forma emocional,
11:31contra alguém e não a favor de um político.
11:35É isso que explica, Alessandra, algumas coisas,
11:37como, por exemplo, a gente vai falar já já da pesquisa Lula e Flávio,
11:41e muito se falou que Flávio saiu bem, inclusive,
11:44em frente de Tarcísio, por conta do nome Bolsonaro.
11:47Então, isso explica um pouco as pessoas escolherem esses personagens,
11:51Lula, Bolsonaro, e embarcarem, assim, pelo nome?
11:54Exatamente.
11:55Com certeza.
11:56É isso que eu estou dizendo mesmo,
11:58que as pessoas estão exaustas, cansadas,
12:00e estão com uma rejeição muito grande, né?
12:05E aí, começam a votar, votam pelo estado emocional mesmo desse cansaço,
12:10dessa exaustão.
12:11Então, realmente, é esse cenário que está aí nos apresentando.
12:15Agora, eu queria ouvir também da Lia e da Nátaly um pouco dessa...
12:19A gente está falando muito das pautas que vão ficando para depois, né?
12:23Já que o Congresso priorizou, então, como disse a Deise,
12:25algumas pautas próprias, como a PEC da blindagem, a dosimetria,
12:30a anistia, todas essas discussões mais políticas,
12:32e pautas econômicas acabam ficando e podem não passar no ano que vem,
12:36ano eleitoral, né?
12:37Lia, como é que você avalia?
12:39Falta de...
12:40Deveria ter muita coisa ainda para ser aprovada antes da eleição?
12:43Ah, sem dúvida.
12:45Exemplo disso, a própria LDO, que foi aprovada essa semana,
12:48e agora está em agenda a questão do projeto orçamentário.
12:52Essas são leis que deveriam ter sido aprovadas
12:55até julho desse ano e que foram empurradas
12:57por conta dessa polarização política,
12:59dessa fragmentação e de interesses também
13:02de deixar essa pauta para depois,
13:04para fazer essa negociação econômica
13:06num momento crítico político, né?
13:08Para ter como barganha ali.
13:10E aí foi deixado para votação agora, em dezembro.
13:13Então, a gente vai entrar novamente num novo ano
13:15onde não tem clareza sobre o orçamento
13:18que vai ser executado no ano que vem,
13:20um ano eleitoral, um ano complexo,
13:22em que o próprio Congresso passa por um processo de renovação,
13:24de afastamento dessas lideranças.
13:26O Executivo também, várias das pessoas
13:29que estão ocupando hoje pastas vão sair para se candidatar.
13:32Então, você vai ter uma instabilidade de gestão política, né?
13:35Por questões das eleições.
13:37E você não tem um projeto de nação, né?
13:39Um projeto econômico, minimamente pautado,
13:41dizendo, esse é o meu compromisso, essa é a minha meta.
13:44Então, o que foi passado, inclusive,
13:47foi colocado com uma hipótese de juros Selic de 12,65%,
13:53que não é praticável.
13:55A gente já sabe que o Banco Central tem posicionado
13:57nos últimos quatro reuniões do Copom
14:00de que está mantida a Selic em 15%
14:02e a redução disso não vai ser de uma hora para a outra,
14:05como está sendo projetado.
14:06Então, novamente, o Congresso legislando
14:09os seus interesses, deixando para trás
14:12os interesses da população brasileira
14:14e prejudicando a gente de forma efetiva.
14:16Então, agendas como reforma tributária,
14:18que começa a entrar em vigor no ano que vem
14:19e que tem uma complexidade de novas nomenclaturas
14:22de impostos, dentro de uma configuração
14:26de redução de impostos, aumento de tributação.
14:29Então, todos esses debates vão sendo colocados
14:32em última hora, aprovados sem ler,
14:34aprovados sem ouvir a população,
14:36sem ouvir as partes que estão envolvidas.
14:39Ou seja, goela abaixo.
14:40Então, a gente está vendo aí um processo
14:42muito antidemocrático.
14:44Diga, Nátaly.
14:45Veja, eu concordo com o que a Lia disse.
14:48A gente tem uma dificuldade de coordenar o fiscal.
14:51Então, tem uma coordenação entre o fiscal
14:53com o monetário.
14:54As políticas precisam se conversar.
14:56E a gente tem essa dificuldade,
14:57principalmente no ano de eleição,
14:59porque boa parte da plataforma eleitoral
15:01precisa ser atendida.
15:03E custo sempre a reforçar para o telespectador
15:06que o orçamento é sempre uma disputa de interesses.
15:10Então, toda vez que a gente vai exercer
15:11o nosso direito ao voto,
15:12a gente está exercendo uma disputa
15:14que, indiretamente, vai ser discutida
15:16dentro desse orçamento.
15:17Então, isso precisa ser muito bem dividido,
15:19muito bem analisado,
15:20precisa ser votado dentro do que prevê
15:22a nossa regra de ouro,
15:24a nossa lei de responsabilidade fiscal,
15:26para que não incorra ali em atos
15:28contra o próprio Estado Democrático de Direito.
15:31Então, tudo isso precisa ser colocado
15:33nos trilhos novamente,
15:35precisa ser avaliada a questão da inflação.
15:37A gente teve, inclusive,
15:38a proposta de um salário mínimo
15:40já perto de R$ 1.600,
15:42que muitas vezes não cabe ali dentro do orçamento.
15:44E quem vai sofrendo cada vez mais com isso
15:46é a população,
15:47que ainda continua com uma inflação
15:48super ali pressionada,
15:51bem como a Lia trouxe aqui para nós.
15:52Nós temos ainda previsões do Banco Central
15:54tentando controlar essa inflação,
15:57mas que não adianta a gente buscar
15:58uma taxa voltada ali a 12,5%,
16:00ou até mesmo a manutenção dos 15%
16:03até março de 2026,
16:06se a gente não consegue, de fato,
16:07colocar o fiscal no eixo.
16:09Ou seja, conseguir direcionar
16:11todo o nosso arcabouço ali
16:13para o que, de fato, a gente precisa,
16:15que, de fato, a gente consiga
16:16fazer uma reforma estrutural.
16:18Não é só, não basta só a gente alterar
16:21a complexidade tributária.
16:24A gente precisa discutir a carga tributária,
16:26a gente precisa entender
16:27como que a gente direciona esses impostos,
16:30facilitando o sistema tributário.
16:32Não basta só colocar aquela sopinha de letrinhas
16:34sobre uma prerrogativa do IBS
16:36e que tudo vai se resolver.
16:38Precisa ser avaliado uma coisa técnica
16:39chamada de curva de Laffer.
16:41Existe um ponto ótimo ali
16:43para a gente ter uma boa tarifação.
16:45Então, tudo isso precisa ser colocado no eixo.
16:47Então, partindo o fiscal
16:48para conversar com o monetário
16:49para que depois a gente siga
16:51para, de fato, discutir um projeto de nação
16:53estruturalmente falando.
16:55E aí, sim, é discutir reforma tributária,
16:57reforma previdenciária
16:59e tantas outras que estão sendo deixadas de lado
17:02ali na Câmara dos Deputados,
17:03no Senado e até mesmo pelo próprio Executivo.
17:06Falando na Câmara e no Senado,
17:07eu quero seguir no Congresso Nacional
17:09porque depois de um encontro inesperado
17:11entre Lula e Hugo Mota,
17:13a Câmara dos Deputados aprovou um projeto
17:15que corta isenções tributárias
17:17e aumenta a taxação sobre fintechs
17:19e casas de apostas.
17:21O resultado é uma liberação
17:22de R$ 22 bilhões no orçamento de 2026.
17:26A reconciliação entre Lula e Mota
17:28vinha sendo defendida
17:29por interlocutores políticos dos dois lados
17:32e foi selada graças a uma articulação
17:34do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
17:37O Senado confirmou a votação
17:38e garantiu esse alívio bilionário
17:41aos cofres públicos em 2026.
17:44Antes da gente voltar a falar da parte econômica,
17:48vou chamar a Deise para falar um pouquinho
17:49dessa reconciliação.
17:52Ela me olhou assim de ladinho,
17:54já deu uma risadinha.
17:55Essa reconciliação pode não durar muito, Deise?
17:57Ah, não vai durar muito não, Bia.
17:59Essa reconciliação não vai durar.
18:01Assim, o primeiro ponto dessa informação
18:03foi essa tributação de 20 bilhões
18:06que causou a confusão lá na madrugada
18:08na Câmara dos Deputados,
18:09no Senado, em relação à pele da dosimetria.
18:13Então, a confusão começou por causa
18:15dessa tributação.
18:16E aí vocês estavam falando de necessidades
18:18de reformas, a reforma administrativa.
18:21Daí o governo arrecadando mais,
18:2320 bilhões em cima das bets, ok.
18:26E eu lembro que aqui na Jovem Pan
18:28a gente discutiu muito sobre a questão das bets,
18:31se houvesse uma arrecadação maior em cima delas,
18:34se o governo iria utilizar essa arrecadação
18:36para tratar os problemas que advêm justamente das bets.
18:41Então, aquelas pessoas que são viciadas em apostas,
18:43se isso traria um tratamento de saúde,
18:47se o governo iria devolver isso para a população,
18:49iria fazer campanhas de conscientização.
18:53Isso só para começar a conversa.
18:56Aí vamos para a parte do Hugo Mota
18:57e do presidente Lula,
18:58ano que vem é ano eleitoral.
19:00O Hugo Mota até agora não conseguiu mostrar
19:03a força que um presidente da Câmara dos Deputados
19:05deveria mostrar,
19:07ou que outros mostraram,
19:08como o Arthur Lira, que foi seu predecessor,
19:11o próprio Rodrigo Maia, enfim.
19:15Então, essa é uma pausa momentânea.
19:17Ano que vem é um ano eleitoral
19:19em que o Hugo Mota ainda deixou muito a desejar
19:22para o presidente Lula.
19:23Então, assim, Bia,
19:24eu aposto que essa pausa vai até voltar do recesso.
19:27Quando voltar o recesso,
19:28zerou tudo,
19:29começa o jogo de novo
19:30e eles vão literalmente se engalfinhar.
19:33Estamos salvando esse trechinho aqui
19:35para a gente recuperar lá a volta do recesso,
19:38para a gente ver o que aconteceu.
19:40Nátaly, vou voltar para você.
19:41A Deise falava, né,
19:42se esses valores, esse alívio,
19:45volta de alguma forma para políticas,
19:47para a população.
19:48Isso seria uma boa saída,
19:50mas não deve acontecer.
19:52Como é que você vê?
19:53Bom, primeiro, basicamente,
19:55é um desenho ali
19:56que a gente precisa cuidar
19:56desse enforcement que a gente chama.
19:58Então, precisa avaliar
19:59a questão do apostador,
20:01qual é a característica desse apostador,
20:03se ele é viciado ou não.
20:04Então, tudo isso demanda uma estrutura,
20:07como bem colocado aqui,
20:08que precisa de uma reforma administrativa,
20:10da estrutura do Estado
20:12para poder prover isso.
20:14A gente sabe que custo com saúde
20:15é muito elevado,
20:16é um custo obrigatório
20:18dentro do orçamento.
20:19E não sei se dentro dessa margem,
20:21apesar de significativa,
20:22tentando buscar ali
20:23aumentar a base fiscal,
20:25ainda ela é suficiente
20:26para resolver o problema fiscal
20:28e ainda conseguir ali
20:30mitigar os problemas de saúde
20:31que a gente tem no país.
20:32em um primeiro momento,
20:33acredito que isso não vai ser possível,
20:35dentro dessa estrutura
20:37que nós temos
20:37e dentro do volume
20:39que isso vai ser arrecadado.
20:40Então, acredito que não é muito bem
20:41por aí a solução
20:43em um primeiro momento.
20:45Agora, Lia,
20:45esse corte,
20:47essa isenção,
20:48era um pedido já de algum tempo, né?
20:50Sim,
20:51era um pedido
20:51de alguns setores.
20:53Inclusive,
20:54o presidente Hugo Mota
20:56falou que isso era
20:57uma forma de enxugar
20:58possíveis desperdícios
20:59do âmbito fiscal,
21:02mas veio logo depois
21:03de um discurso
21:04em que o Haddad,
21:05o ministro da Fazenda,
21:06se posicionou dizendo
21:07que precisava de 20 mil
21:08para fechar o orçamento
21:09para o ano seguinte.
21:10Aí, de uma hora para outra,
21:11na madrugada,
21:12eles arranjam um projeto de lei
21:14e conseguem esse recurso.
21:16Então, novamente,
21:17como que está sendo feito
21:19um processo de transparência
21:20por parte do Congresso,
21:21ouvindo todas as partes,
21:23sobre os interesses
21:24que estão sendo colocados?
21:25A quem que vai reduzir
21:26e a quem que vai tributar?
21:28Independente de ser
21:29BETs ou outros setores,
21:32eu acho muito importante
21:32que essa discussão
21:33seja explícita
21:35para a sociedade.
21:36A favor ou contra,
21:38não importa qual é a posição,
21:39se, de repente,
21:40de uma hora para outra,
21:41você não tem a sua voz
21:42ouvida sobre um determinado projeto,
21:44isso, por si só,
21:45já é muito complexo.
21:47E, novamente,
21:47essa decisão econômica
21:49veio para suprir também
21:51uma demanda da LDO
21:53de superávit
21:55para eles conseguirem
21:56ter uma meta fiscal
21:57de 32 bilhões de reais
21:59no ano que vem,
22:01suprindo essa meta
22:02de 0,25% a mais
22:04ou a menos,
22:05podem chegar a déficit zero,
22:08mas também cobrindo ali
22:09os interesses de liberar
22:11o valor das emendas parlamentares
22:13até 65% das emendas
22:15no primeiro semestre
22:16do ano que vem.
22:17Então, novamente,
22:18de onde está vindo o dinheiro?
22:19Será que está vindo
22:20para esses interesses?
22:21Nesse projeto,
22:22inclusive,
22:23da tributação das BETs,
22:24eles colocam que ela vai ser gradual
22:26de 13% em 2026
22:28até 15% até 2028.
22:31E que parte desses recursos
22:32vão para a assistência social
22:33e para a saúde.
22:34Mas, ainda assim,
22:35ela foi atribuída,
22:36por exemplo,
22:37à pele da antifacção,
22:39ela está sendo disputada,
22:41esse recurso está sendo disputado
22:42por outros setores também.
22:43Então,
22:44o cobertor está curto,
22:45a gente não consegue
22:46enxugar a estrutura
22:47e a gente continua gastando,
22:49tendo artifícios assim
22:50para seguir com o estado inflado.
22:52Então, esse é o grande desafio
22:53que, ao meu ver,
22:54economicamente falando,
22:56a gente precisa olhar
22:57com mais atenção
22:58e cobrar,
22:59não só nas eleições
23:01e dos nossos parlamentares,
23:02mas cobrar um compromisso
23:03político, social
23:04para um estado
23:05mais enxuto e eficaz.
23:07Olha,
23:08e a época de cobrar,
23:09ela está sempre em vigor,
23:11mas a época de escolher
23:12está chegando,
23:13mas nem tanto.
23:14A gente antecipou bastante
23:15o debate eleitoral
23:17aqui no país,
23:18a gente ainda tem cerca
23:19de 10 meses
23:20até efetivamente
23:21a eleição presidencial,
23:22mas os cenários
23:23já estão sendo desenhados
23:25então há algum tempo.
23:26A pesquisa Quest
23:28dessa semana
23:28indicou também
23:29que o presidente Lula
23:30segue como favorito
23:32e é o primeiro
23:32em todos os quadros analisados,
23:35variando de 34% a 41%.
23:38Da mesma forma,
23:39Flávio Bolsonaro
23:40é sempre o segundo,
23:42mostrando,
23:42como a gente falava há pouco,
23:43que o sobrenome da família
23:45ainda tem força.
23:47Por outro lado,
23:48Ratinho Júnior
23:48aparece com 13%
23:50e Tarcísio de Freitas
23:52tem apenas 10%.
23:54Essa foi uma pesquisa
23:55que caiu como uma bomba
23:56aqui em São Paulo
23:57nessa semana, inclusive.
23:59Mas antes da gente
23:59debater essa parte
24:00mais política,
24:01eu queria chamar a Alessandra
24:02para a gente falar
24:04sobre uma coisa
24:04que muito se discute
24:05em toda eleição,
24:06que as pessoas sempre
24:07têm aqueles indecisos,
24:09tem uma grande parcela
24:10que decide o voto
24:10ali na hora,
24:11na urna,
24:12é isso mesmo?
24:13A pessoa vai até lá
24:14sem meio que saber
24:15o que fazer,
24:16é um fenômeno
24:16que acontece bastante.
24:18Por isso que é proibido
24:19a boca de urna.
24:21Mas nós sabemos
24:22que ainda existe.
24:24Então, existe sim
24:25os indecisos,
24:26mas eu acredito
24:27que não seja
24:28a grande maioria
24:29como foi mostrado aí, né?
24:31Os indecisos
24:32não é a maioria.
24:34Que bom!
24:35Então,
24:36a gente percebe também
24:37que a família Bolsonaro
24:39tem um nome forte aí,
24:41mas qual que é
24:43o nível de identificação
24:46das pessoas
24:46com esse sobrenome, né?
24:49Algumas rejeitam,
24:50outras gostam, né?
24:52Então, a gente tem
24:53uma divisão,
24:53uma polarização aí.
24:55Então,
24:55como essas pessoas
24:58que não têm realmente
25:00o candidato,
25:01estão indecisas,
25:02vão se comportar?
25:04Aí a gente não sabe,
25:05porque vai depender
25:06de como que esses
25:08dez meses aí
25:09vai prosseguir
25:11em relação
25:12a toda essa política.
25:13E tem, Deise,
25:14muita água pra rolar
25:15nesses dez meses?
25:16Ou, por exemplo,
25:17o Tarcísio com essa bomba
25:18dessa semana
25:19já tá descartado?
25:21Olha, Bia,
25:22eu não sei
25:23se o Tarcísio
25:24tá descartado,
25:24mas tem tantos elementos
25:25aí no meio disso.
25:27Vamos lá,
25:27o primeiro deles, né?
25:28O sobrenome,
25:30ele carrega
25:31um simbolismo
25:32muito forte, né?
25:33Então,
25:34é a família Bolsonaro,
25:35o eleitor,
25:36ele já associa.
25:37E a gente tem vários
25:37exemplos disso
25:38no mundo inteiro, né?
25:39Os Kirchner,
25:41os Le Pen,
25:42o Kennedy,
25:43nos Estados Unidos
25:44e aqui no Brasil
25:44a gente tem Sarney,
25:45Calheiros
25:46e tem a família
25:48Bolsonaro, né?
25:48Então,
25:49num primeiro momento,
25:50o Flávio carrega
25:51pra uma arrancada
25:53o sobrenome
25:54Bolsonaro é muito positivo,
25:55mas todos os analistas
25:57e eu concordo,
25:59num segundo turno
26:01só o sobrenome
26:01não segura, né?
26:03Então,
26:03precisa de uma coalizão
26:05em torno do nome
26:05Flávio Bolsonaro, né?
26:07E ele precisa se apresentar
26:08como alguém
26:09que não é só o filho
26:10do ex-presidente, né?
26:11Porque, ainda mais
26:12se ele for disputar
26:13com o presidente Lula, né?
26:15Então,
26:15precisa de uma construção.
26:16Segundo ponto
26:17que a Bia,
26:18que faz as apurações aqui,
26:19conhece o bastidor
26:20muito melhor do que eu,
26:21mas tem um elemento
26:23em eleição
26:24de bastidor
26:24que é fundamental
26:25que se chama
26:26Gilberto Kassab, né?
26:28Então,
26:29o Kassab,
26:30ele desejou,
26:31acho que foi na semana
26:32que passou,
26:33ele desejou
26:33boa sorte ao Flávio.
26:35Só pra gente lembrar,
26:36na última eleição municipal,
26:37o Kassab fez o número
26:38de prefeituras
26:39que era o ideal
26:40do Valdemar Costa Neto, né?
26:41Então,
26:41a gente sempre tem que prestar
26:42atenção nas movimentações dele.
26:44Se o PSD
26:45e o União Brasil,
26:47o União Brasil
26:48tá dividido,
26:48um pé lá,
26:49outro pé cá,
26:50mas se o PSD
26:51do Gilberto Kassab
26:52não encampar
26:53essa candidatura
26:54do Flávio,
26:56a gente pode ter
26:56um deslize aí
26:58pra um outro nome.
26:59O Tarcísio,
27:01até as últimas
27:02manifestações dele
27:03tem demonstrado
27:04que ele tá observando
27:04o jogo, né?
27:05Ele não agride
27:06o Flávio Bolsonaro,
27:07ele não destrata,
27:08muito pelo contrário,
27:10ele também não se impõe
27:11mais como nome
27:12pra 22,
27:12até porque se ele tentar
27:13reeleição pra São Paulo
27:14tá ótimo pra ele,
27:15ele se cacifa,
27:16vai com mais força ainda
27:17na próxima eleição presidencial.
27:19Fato é, Bia,
27:20que nada tá dito.
27:22Eu acredito
27:23que essa candidatura
27:24do Flávio,
27:25ela não se sustenta
27:26até o final
27:27por falta de coalizão.
27:28Num primeiro momento,
27:29pra pesquisa,
27:30funciona super bem
27:31porque é da família
27:32Bolsonaro,
27:33mas assim,
27:34o presidente Lula,
27:35ele já tem montado
27:36uma coalizão,
27:36a gente tem que lembrar
27:37que na última campanha
27:38ele fez um bloco
27:39muito forte
27:39em torno do nome dele,
27:40isso é fundamental
27:41numa campanha presidencial,
27:43e o Flávio
27:43precisa construir isso, né?
27:45Então, por enquanto,
27:46ele é o filho
27:47do ex-presidente,
27:48mas a gente sabe
27:48que campanha presidencial
27:50envolve muito mais,
27:51fora o elemento
27:52Gilberto Kassab.
27:53O elemento
27:54Gilberto Kassab
27:55que tá pra desembarcar
27:56do governo
27:57Tarcísio de Freitas
27:58pensando justamente
27:59em 2026.
28:01Você fala
28:01que ele vai deixar
28:02a pasta de Secretaria
28:03de Governo
28:03aqui de São Paulo
28:04pra disputar
28:05alguma coisa
28:06que ninguém sabe
28:06o que ainda,
28:07apesar dele querer
28:08emirar o governo
28:09de São Paulo,
28:10o vice-governo,
28:12enfim,
28:12tá tudo muito
28:13em aberto.
28:15Por outro lado,
28:15Flávio Bolsonaro
28:16segue confiante.
28:18Tarcísio de Freitas
28:19foi cobrado
28:19essa semana
28:20de um apoio,
28:22acabou falando
28:22em um evento
28:23na quinta-feira
28:24que já tinha declarado
28:25apoio a Flávio,
28:25mas que ele precisava
28:26ir conversar
28:27e construir,
28:28então,
28:29toda essa coalizão,
28:30como disse a Deise
28:31agora há pouco,
28:32mas Flávio se reuniu
28:33pela segunda vez
28:34em uma semana
28:34com um grupo
28:35de empresários
28:36aqui na capital paulista.
28:38Eu tava lá,
28:39inclusive,
28:39acompanhei de perto
28:40e o senador
28:41se vendeu
28:42pros empresários
28:43como uma versão
28:44mais suave do pai.
28:45Eu ouvi de várias
28:46pessoas ali
28:47que ele era um
28:47Bolsonaro suave,
28:48que foi esse o discurso
28:49que ele fez,
28:50inclusive,
28:51o Bolsonaro
28:51que todos querem ter.
28:53Ele teria dito isso,
28:54então,
28:55aos convidados
28:56desse encontro,
28:57foram cerca
28:57de 50 empresários.
28:59Ele pontuou
28:59que é mais aberto
29:00ao diálogo
29:01e que isso torna
29:02mais apto
29:02a conquistar
29:03o eleitor dividido.
29:05Mais importante ainda
29:06que isso,
29:06ele teria dito
29:07pra essas pessoas também
29:08que ele tem bom trânsito
29:09com o Congresso
29:10e também aprendeu
29:12com os erros
29:13do pai.
29:14Aí já chamo
29:15a Nátaly
29:16pra gente também
29:17comentar.
29:18Nátaly,
29:18uma postura assim,
29:20mais neutra,
29:21faz sentido
29:22na sua cabeça?
29:22Será que é isso?
29:23A própria Alessandra
29:24tava falando,
29:25o pessoal tá cansado
29:26de todas as suas promessas,
29:28será que faz sentido
29:29um Bolsonaro suave?
29:31Olha, Bia,
29:32a leitura econômica,
29:33ela sempre vai avaliar
29:34uma questão de risco
29:35e clareza ali,
29:37competitividade,
29:38se a gente puder
29:38colocar dessa maneira,
29:39e principalmente
29:40de credibilidade.
29:42A política
29:43dando de mãos dadas
29:44ali com a economia,
29:46mas depende
29:47dessa questão
29:47de credibilidade.
29:49Então,
29:49além do sobrenome,
29:50como foi bem dito
29:51aqui na bancada,
29:52o que precisa ser avaliado
29:54do ponto de vista
29:54exclusivamente econômico
29:56é a capacidade
29:57de se realizar
29:58um plano econômico.
30:00Existe além
30:00das pautas econômicas
30:02que vão ser muito
30:03colocadas ali na mesa
30:04em termos das próximas eleições
30:06que se aproximam,
30:07mas também a questão
30:07da segurança.
30:08Então,
30:09são as duas pautas
30:09que vão ali estar
30:10sempre em jogo.
30:11E qual vai ser a credibilidade
30:13da execução
30:14dessas políticas,
30:15seja para a economia,
30:16seja para a segurança?
30:18Especificamente
30:19na economia,
30:20o que precisa ser avaliado
30:21é a questão
30:22se Flávio Bolsonaro
30:24ali vai ser
30:25uma versão
30:26mais simplista
30:27do pai
30:27ao ponto
30:28de não ter que mudar
30:28inclusive o Ministério
30:30da Fazenda,
30:31retornando ao Ministério
30:32da Economia
30:32e retomando
30:33a ideia
30:34de um superministro
30:35como Paulo Guedes.
30:36Então,
30:36quem será
30:37de fato
30:37esse novo
30:38ministro
30:39da economia?
30:40Será que
30:40o plano
30:41de governo
30:42ou o plano
30:42econômico
30:43vai se parar
30:43de pé
30:44se ele for
30:45um Bolsonaro
30:45mais brando?
30:47Então,
30:47isso a gente
30:48precisa avaliar
30:49porque em termos
30:49econômicos
30:50o mercado
30:50vai estar preocupado
30:51basicamente
30:52com a curva
30:52de juros
30:53de longo prazo,
30:54a questão
30:54do câmbio
30:55evitando se deteriorar
30:57justamente por conta
30:58do resultado
30:59do tarifácio
31:00e a questão
31:00dos investimentos
31:01que a gente
31:01precisa atrair.
31:02Então,
31:03não sei bem
31:03se ser suave
31:05nesse momento
31:05ou eventualmente
31:07buscar uma versão
31:08ali que não
31:09seja,
31:11tem uma credibilidade
31:12em nomes
31:13factíveis
31:14a executar
31:15uma política
31:16econômica
31:16de fato
31:17é o caminho
31:18a se ganhar
31:19a eleição.
31:20Nesse encontro
31:21inclusive,
31:22Viu,
31:22Lia,
31:22ele disse
31:23que quer fazer
31:23uma agenda
31:24liberal,
31:24o que quer
31:25reduzir impostos
31:26e comentou
31:27aí não nesse
31:28último encontro
31:29da quarta-feira
31:30mas num da semana
31:31anterior
31:31que foi o primeiro
31:32aqui em São Paulo
31:32com a Faria Lima
31:33e com empresários
31:34que ele queria retomar
31:36como disse
31:36ali a Nátaly
31:37as apostas
31:40de Paulo Guedes
31:41que foi ministro
31:42da Fazenda
31:43aliás,
31:43ministro da Economia
31:44na época
31:45na gestão do pai dele
31:46o ex-presidente
31:47Jair Bolsonaro.
31:48Só que quando o Flávio
31:48anunciou o nome
31:49rolou um mau humor
31:51ali do mercado
31:51a bolsa despencou
31:53o dólar
31:54subiu
31:54será que essas conversas
31:56podem fazer com que ele
31:57entre ali como um favorito
31:59como era Tarcísio
32:00pelo menos até então?
32:01Isso já demonstra
32:02o desconhecimento
32:03sobre o próprio mercado
32:04e os interesses
32:05dos que ele está buscando
32:06como aliados
32:07já que querendo ou não
32:09nesse atual governo
32:11os empresários
32:11e o setor financeiro
32:13ganhou muito dinheiro
32:14lucrou bastante
32:15evoluiu muito
32:17então foi beneficiado
32:18também
32:19as políticas
32:19de mercado
32:21cresceram
32:22então novamente
32:24até que ponto
32:25ele está entendendo
32:26que voltar
32:26para uma política fiscal
32:28a gente está
32:29numa política fiscal
32:30expansionista
32:30nesse momento
32:31e o Paulo Guedes
32:32fazia uma política
32:33fiscal
32:34contra acionista
32:35e a gente está
32:36num momento
32:37em que a gente está
32:37com uma taxa
32:38de juros elevada
32:39então até que ponto
32:40voltar com essa política
32:42vai atender
32:43aos interesses
32:43dos grupos
32:44dos quais ele quer
32:45se aliar
32:45eu acho que falta
32:46um conhecimento
32:47mesmo técnico
32:48uma assessoria
32:49talvez econômica
32:51para apoiá-lo
32:51nessa conversa
32:52e por isso mesmo
32:53que o mercado reagiu
32:54eu acho que isso
32:55inclusive impacta
32:56na força
32:57da qual ele pode
32:58agregar aliados
32:59porque justamente
33:00se você não tem
33:01clareza sobre
33:02qual é o projeto
33:02político
33:03que você vai apresentar
33:04dentro de uma agenda
33:05de eleições
33:07fica muito difícil
33:08as pessoas apoiarem
33:09se não tiverem
33:10essa clareza
33:11e esse projeto
33:12ao meu ver
33:12não é exatamente
33:13o que o mercado
33:14deseja ver
33:16muito pelo contrário
33:17o mercado quer ver
33:18que a meta fiscal
33:19seja cumprida
33:20que haja redução
33:21de custos
33:22e aí novamente
33:23que corte
33:24na própria carne
33:25ou seja
33:25que volte
33:26para o congresso
33:27que olhe
33:27para os seus pares
33:28e veja em que aspectos
33:30esses interesses
33:31também estão sendo
33:32abdicados
33:34frente a uma gestão
33:35em que cada vez mais
33:37os recursos
33:37são colocados
33:38à disposição
33:38para eles usarem
33:39como eles quiserem
33:40com as emendas
33:41e tudo mais
33:41então ao meu ver
33:42tem muito atrito
33:44
33:44e dissonância
33:46entre o que
33:47o discurso dele
33:47político
33:48e o discurso realista
33:50de mercado
33:50precisa
33:51para caminhar juntos
33:52agora se Flávio
33:54está de olho
33:55em 2026
33:56ele que acabou
33:56de se declarar
33:58pré-candidato
33:59quem também
33:59está de olho
34:00no ano que vem
34:01é o presidente Lula
34:02que inclusive
34:03prometeu fazer
34:04mais um aceno
34:05ao eleitorado evangélico
34:06ele anunciou
34:07que vai transformar
34:08a música gospel
34:09em patrimônio
34:10cultural brasileiro
34:11essa promessa
34:12foi feita
34:13em fala direcionada
34:14ao advogado-geral
34:15da União
34:16Jorge Messias
34:17que é o indicado
34:18de Lula
34:18para o Supremo Tribunal
34:19Federal
34:20Messias é evangélico
34:22e tem o apoio
34:22desse grupo
34:23para ser confirmado
34:25no STF
34:26aí desde
34:27essa confirmação
34:28ainda não aconteceu
34:28aí também tem
34:29briga entre poderes
34:30com o Senado
34:31no caso
34:32mas dando tudo certo
34:34Messias conseguindo
34:35ali a aprovação
34:36se é que você acha
34:36que isso vai acontecer
34:37é um bom aceno
34:39a esse eleitorado
34:41isso vai soar oportunista
34:45de um jeito
34:46porque a esquerda
34:49ela sempre teve
34:50não é uma desavença
34:51mas uma dificuldade
34:52de entrar
34:53no eleitorado evangélico
34:54e o eleitorado evangélico
34:56no Brasil
34:57hoje a comunidade evangélica
34:58ela representa
34:59entre 25 a 30%
35:00do eleitorado
35:01é uma comunidade
35:03que vota
35:04com identidade
35:05tem capilaridade
35:06e tem estrutura
35:08muito forte
35:08então a identidade
35:09deles
35:10ela normalmente
35:12sabe em quem votar
35:13e nunca é na esquerda
35:15ou quase nunca
35:16é na esquerda
35:16a esquerda tem
35:17essa dificuldade
35:17para entrar
35:18a esquerda
35:19sempre fez um aceno
35:20muito maior
35:21aos católicos
35:22inclusive o PT
35:23surgiu das comunidades
35:24eclesiais de base
35:25e a direita
35:26teve essa capilaridade
35:29muito maior
35:29no setor evangélico
35:30então
35:31eu entendo
35:33e eu só vejo isso
35:34como uma reação
35:36a 2026
35:37do presidente Lula
35:38uma vontade
35:40de entrar
35:40no eleitorado evangélico
35:42mas vai ter que tomar
35:43um cuidado
35:44para isso não só
35:45ao oportunista
35:46Bia
35:46porque não faz
35:47o menor sentido
35:48o PT já teve
35:50várias desavenças
35:52com o eleitorado evangélico
35:53eu confesso que
35:55a primeira vez
35:56que eu vi
35:56essa matéria
35:57eu olhei e disse
35:58não pode ser
35:58isso é uma brincadeira
36:00que está soando
36:01oportunista demais
36:02ainda
36:02no ano pré-eleitoral
36:04se isso for aprovado
36:05ali no ano eleitoral
36:06pior ainda
36:07então acho que
36:07não faz o menor sentido
36:08e do jeito que
36:09a comunidade evangélica
36:10se estabelece
36:12eu acredito que
36:13não deva ter
36:14repercussão nenhuma
36:15Alessandra
36:16a gente fala muito
36:17que política e religião
36:18não se misturam
36:19que não se debatem
36:20mas nesse caso
36:21acho que mistura bastante
36:23pelo menos aqui no Brasil
36:24ainda
36:24me parece que sim
36:25e tem a ver
36:27com um poder
36:28simbólico
36:29de fé
36:29então é algo sagrado
36:32a música gospel
36:33e como
36:35vocês disseram aqui
36:37que
36:37qual que é a intenção
36:39para todo comportamento
36:41há uma intenção
36:42nesse caso
36:43qual é
36:45pode ser realmente
36:46me parece
36:47entrar ali
36:48no eleitorado
36:49que é evangélico
36:51que
36:51tem 30%
36:53é isso né
36:5425 a 30
36:5425 a 30%
36:56mas
36:57pensando
36:59nas intenções
37:00que está por detrás
37:01nós
37:02ficamos assim
37:03um pouco
37:04em dúvida né
37:06será que o presidente
37:07Lula tem outras
37:08apostas melhores
37:09Nátaly
37:10como por exemplo
37:10usar a isenção
37:12do imposto de renda
37:13escala 6 por 1
37:14que deve entrar em debate
37:15tem apostas melhores
37:17para 26
37:17a Bia
37:18poderia ter apostado
37:19em outros setores
37:20que não esse né
37:21não em termos
37:22da questão
37:22dos evangélicos
37:23acho que ele precisa
37:24atrair esse público
37:25para o voto
37:26não em uma questão
37:27oportunista né
37:28mas é uma questão
37:28muito mais consciente né
37:30pautas que realmente
37:31atendam a todos ali
37:32que estão ali
37:34vão
37:35exercer seu direito
37:36ao voto
37:36
37:37isso pode ser via
37:38isenção fiscal
37:38isso pode ser via
37:39outros artifícios
37:41políticos né
37:42é claro que aí
37:43é o malefício né
37:44de se fazer isso
37:45porque é um
37:46é um ano eleitoral
37:47e você acaba
37:47como a gente
37:48tanto eu e a Lia
37:49viemos aqui reforçando
37:50você acaba deturpando né
37:52uma necessidade
37:53de reajuste fiscal
37:54mas fato é
37:55que na corrida política
37:56vale tudo né
37:57então a gente está
37:57basicamente vivendo
37:58novamente um vale tudo
38:00e um vale tudo
38:01que não é tão honesto
38:02como deveria ser
38:03ainda falando no presidente
38:05na última reunião
38:06ministerial do ano
38:07Lula deu um enquadro
38:08na cúpula do governo
38:09ele ressaltou
38:10que os partidos aliados
38:12devem sair de cima
38:13do muro e se decidir
38:14de que lado eles
38:15ficarão na eleição
38:16de 2026
38:17o presidente ressaltou
38:18que as pesquisas
38:19de opinião pública
38:20não captam
38:21um momento favorável
38:22do país
38:22por conta da polarização
38:24política que dominou
38:25o Brasil
38:26Lula confirmou ainda
38:28a saída de Celso Sabino
38:29que foi expulso
38:30do União Brasil
38:31e agora foi demitido
38:32do Ministério do Turismo
38:34Gustavo Damião
38:35filho do deputado federal
38:36Damião Feliciano
38:37do União Brasil
38:38da Paraíba
38:38foi indicado
38:40pelo partido
38:41vou começar essa
38:42com a Lia
38:42pra gente pegar
38:43essa frase inicial
38:44Lia
38:45Lula quer dizer
38:46que tem um momento
38:47bacana ali
38:48economicamente
38:49pro país
38:49que está sendo
38:50capturado
38:52de alguma forma
38:52por exemplo
38:53será que ele já
38:53perdeu um pouco
38:54a narrativa ali
38:55da soberania
38:56frente aos Estados Unidos
38:58a onda já passou
38:59é ele está tentando
39:01aproveitar justamente
39:02esse momento
39:02em que aparentemente
39:04as forças
39:05executiva e legislativa
39:06estão se conversando
39:08pra apaziguar
39:09determinadas situações
39:10polêmicas
39:11que foram arrastadas
39:12ao longo deste ano
39:13e dentro de um cenário
39:14de um contexto
39:15inclusive internacional
39:16favorável
39:17principalmente
39:17pós-COP 30
39:18com o pronunciamento
39:19do Trump
39:20agora com a aproximação
39:21do acordo
39:22do Mercosul
39:23da União Europeia
39:24então é um contexto
39:25em que ele quer
39:26mostrar serviço
39:27não é à toa
39:28então ele cobra
39:29dos seus ministros
39:30mostrem os trabalhos
39:31que foram realizados
39:32nos últimos três anos
39:33pra que a população
39:34veja o antes
39:35e o depois
39:36do nosso trabalho
39:37e obviamente
39:37quando você está
39:38na estrutura
39:39de Estado
39:39de poder
39:41você tem
39:42possibilidade
39:43de colocar isso
39:44em jogo
39:45mas eu fiquei
39:46também refletindo
39:47só voltando ainda
39:48no ponto
39:48da música gospel
39:50ela também tem
39:51uma indústria
39:52muito estruturada
39:53que não estava
39:53sendo reconhecida
39:54e valorizada
39:55então também
39:55tem uma jogada
39:56econômica
39:57ao reconhecer
39:58isso como
39:58patrimônio cultural
39:59porque isso abre
40:01espaço
40:01pra que essa indústria
40:02que já é grande
40:03mas ela possa
40:04se efetivar
40:04possa conseguir
40:05abocanhar
40:06novos recursos
40:07participar de outros
40:08processos
40:09e eu acho
40:10que essa é um pouco
40:11a jogada
40:11que está agora
40:12com essa conversa
40:13ministerial
40:14ou seja
40:14pensando ali
40:15como que você
40:16demonstra
40:17o trabalho
40:18que foi feito
40:19pra garantir ali
40:20os possíveis votos
40:21no ano que vem
40:21aí eu vou
40:23chamar a Deise
40:23pra voltar a falar
40:24de uma figura
40:25que a gente colocou
40:25agora há pouco
40:26Gilberto Kassab
40:27e outras
40:27porque dentro
40:29dessa pressão
40:30tem uma pressão
40:31inclusive ao PSD
40:32de Kassab
40:33e ao MDB
40:34principalmente
40:34pra que eles
40:35escolham um lado
40:36e tem todo
40:37esse embrólio
40:38do União Brasil
40:39que ao que parece
40:41está mais
40:41pro outro lado
40:42do que pro lado
40:43do presidente Lula
40:44será que a gente
40:45vai ter uma definição
40:46mesmo depois
40:47de uma pressão
40:47como essa
40:48na reunião?
40:49não Bia
40:50não vai ter
40:50assim o primeiro
40:51ponto dessa reunião
40:52que me chama atenção
40:53é que ela teve
40:54um cunho todo eleitoral
40:56ou seja
40:57a partir de 2026
40:59esquece gestão
41:00a gente já está falando
41:01em campanha eleitoral
41:02então
41:03qualquer novidade
41:05em relação
41:06à segurança
41:07a gente nem falou
41:08de saúde
41:09nesse último mandato
41:10então isso
41:10tu esquece
41:11não vai acontecer
41:12a gestão
41:12já era
41:13em relação
41:15aos partidos
41:16o MDB
41:17desde a abertura
41:19democrática
41:20até hoje
41:21o MDB
41:21só não ficou
41:22um ano
41:23não estou falando
41:24nem de mandato
41:25ele não ficou
41:25um ano
41:26do lado
41:27do grupo
41:28que chegou ao poder
41:29então
41:29teve um ano
41:31do período democrático
41:32em que o MDB
41:33ele promoveu
41:34uma abstenção
41:35do partido
41:36todos os anos
41:36ele acabou
41:37indo para o lado
41:37que venceu
41:38o Gilberto Kassab
41:40ele já
41:40tem deixado claro
41:42que ele vai ver
41:44nas coligações regionais
41:45ele vai ver
41:45como que vai funcionar
41:46em São Paulo
41:47se ele lança
41:48o nome do ratinho
41:49e o União Brasil
41:51é um problema gigantesco
41:53porque o União Brasil
41:54tem ali vários
41:54parlamentares
41:56que são
41:57da base do governo
41:58mas também tem
41:59dissidentes do PFL
42:00que historicamente
42:02durante toda a abertura
42:03democrática
42:04foi o grande opositor
42:05do PT
42:06então
42:07é uma situação
42:08completamente
42:09enigmática
42:10eu acho
42:11que até
42:12o segundo turno
42:13das eleições
42:14nenhum desses
42:15três partidos
42:16vai se posicionar
42:17efetivamente
42:18pode apoiar
42:19mas no segundo turno
42:19ali já muda tudo
42:20porque são partidos
42:22que historicamente
42:23eles fazem parte
42:24do Centrão
42:25e o Centrão
42:26é essa base
42:28a gente costuma dizer
42:29na ciência política
42:29que é uma massa
42:31amorfa
42:31do Congresso Nacional
42:33que vai
42:33que nem uma gelatina
42:35eles vão
42:35se moldando
42:37ali no Congresso Nacional
42:38e nos poderes
42:38conforme o movimento
42:39conforme eles percebem
42:41quem vai ganhar
42:41então dizer
42:42por exemplo
42:43que o PSD
42:43ou União Brasil
42:44ou o MDB
42:45vai dizer
42:45não
42:46nós vamos ficar
42:46do lado
42:47do presidente Lula
42:48ou do candidato
42:49da direita
42:49isso não vai acontecer
42:50até o segundo turno
42:51isso não vai acontecer
42:52e depois do segundo turno
42:53eles vão se mexer
42:54novamente
42:55olha a agitação
42:56prometida
42:57para 2026
42:58e a gente
42:59em 2025
43:00já desde o meio do ano
43:01então falando
43:03de eleição
43:04é um gostinho
43:04do que promete
43:05o ano que vem
43:07para a gente falar
43:07um pouco de Brasil
43:09e relações
43:09também com outros países
43:11vamos virar um pouco
43:12a página
43:13a premia italiana
43:14até protestou
43:15o presidente francês
43:16fez o mesmo
43:17e o acordo comercial
43:19entre Mercosul
43:20e União Europeia
43:21está cada vez mais longe
43:22de ser assinado
43:23em resposta
43:24o presidente Lula
43:25avisou
43:26os países sul-americanos
43:28já chegaram ao limite
43:29das negociações
43:30se a votação
43:31não for realizada
43:32pelos países europeus
43:34não haverá
43:35acordo nenhum
43:36a gente tem
43:37inclusive
43:38a aspa
43:39o presidente Lula
43:40disse o seguinte
43:41olha abre aspas
43:41vou ler para vocês
43:42se a gente não fizer agora
43:44o Brasil não fará
43:45mais acordo
43:45enquanto eu for presidente
43:47é bom saber
43:48faz 26 anos
43:49que a gente espera
43:50esse acordo
43:51é mais favorável
43:52para eles
43:52do que para nós
43:54fecha aspas
43:54do presidente Lula
43:56enquanto isso
43:56nas ruas
43:57de grandes cidades europeias
43:58agricultores voltaram
44:00a protestar
44:00contra o acordo
44:02que está então
44:02perto de ser enterrado
44:04ao que parece
44:05Nathalie
44:06não sai então
44:08Lula tentou jogar
44:09para eles ali
44:10falar que o acordo
44:11é melhor para a União Europeia
44:13mas eles não estão querendo
44:14aparentemente mesmo
44:15acho que esse acordo
44:17ele demorou 26 anos
44:19para sair
44:19não vai ser de uma hora
44:20para outra
44:21que vai sair
44:21então a gente tem
44:22quase o século passado
44:24
44:24vem sendo discutido
44:26desde o século passado
44:28essa negociação
44:29esse acordo
44:30e nunca sai
44:31o próprio Mercosul
44:32foi uma
44:33recente
44:34a gente conseguiu
44:35firmar esse acordo
44:36recentemente
44:37e a gente tem
44:38muita dificuldade
44:39porque principalmente
44:40no Brasil
44:41é conhecido
44:41como o fator
44:43ali de
44:43a gente chama
44:45de a maldição
44:45dos recursos
44:46naturais
44:47então é um país
44:48que tem muito
44:48recurso natural
44:49e obviamente
44:50vai pautar
44:51ali muito mais
44:52para a agricultura
44:53fato é
44:54que os países europeus
44:55têm essa dificuldade
44:56de abundância
44:57de terras
44:57e esses recursos
44:58naturais
44:58então por lógica
45:00ali você tem
45:01um desequilíbrio
45:02econômico
45:03a gente vai ter
45:03uma oferta maior
45:04de produtos
45:05agrícolas
45:06do Brasil
45:06que vai colocar
45:07isso na pauta
45:07de negociação
45:08e do lado
45:10da Europa
45:11tem que ceder
45:11essa negociação
45:12para o Brasil
45:13ou seja
45:13o Brasil vai exportar
45:14muito mais
45:15a sua agricultura
45:17sua característica
45:19agro
45:19do que exportar
45:20produtos de alto
45:21valor agregado
45:22que é o que a gente
45:22vai demandar
45:23da União Europeia
45:23e aí fato é
45:25que a gente
45:25sempre vai sair
45:26perdendo
45:26uma vez que a gente
45:27não consegue
45:28ter o recurso
45:28ali de exportação
45:30de valor agregado
45:31então a gente
45:32já saiu perdendo
45:33o tempo está passando
45:35e a gente vai
45:35continuar na mesma
45:36não adianta ter uma
45:37revolta seja da
45:38França seja da
45:39Itália
45:39os termos de
45:40negociação
45:40são desfavoráveis
45:41para o Brasil
45:42e para qualquer
45:43país aqui
45:43latino-americano
45:44que tem essa
45:45condição
45:45dos recursos
45:46naturais abundantes
45:48e não consegue
45:48oferecer
45:49tecnologia
45:50para os países
45:51europeus
45:51que tem
45:51de sobra
45:52olha a Alemanha
45:54e a Espanha
45:55até parecem
45:55mais favoráveis
45:56de alguma forma
45:58mas a surpresa
45:59foi a posição
46:01da França
46:01porque Lula
46:02e Macron
46:02viviam pelo menos
46:03ali uma boa relação
46:04tinha meme
46:05na internet
46:05e tudo
46:06inclusive a participação
46:08dele na COP
46:09então todo mundo
46:10achando que a França
46:11estava mais próxima
46:12do Brasil
46:12mas aqui
46:13nitidamente
46:14é um interesse
46:15que dentro da economia
46:16a gente chama
46:16de barreira de entrada
46:17ou seja
46:18ele está defendendo
46:19os interesses
46:19dos agricultores
46:20e portanto
46:21dos agricultores
46:22franceses
46:23e portanto
46:24ali a entrada
46:25de produtos
46:26da América Latina
46:28do Mercosul
46:29nesse mercado
46:30europeu
46:31ameaça
46:32preços
46:33é mais competitivo
46:35e portanto
46:35nessa estrutura
46:36em que eles não podem
46:37ter escalabilidade
46:39como a Nathalie
46:39já trouxe
46:40dado a limitação
46:41de produção
46:42obviamente
46:42que o preço
46:43dos nossos produtos
46:44podem ser mais
46:45competitivos
46:46com os deles
46:46inclusive dentro
46:48desse acordo
46:48eles estão falando
46:49que se o preço
46:50do produto
46:51do Mercosul
46:53for 5% menor
46:54comparativamente
46:55ao preço
46:56do produto
46:56europeu
46:57isso já seria
46:58um motivo
46:59de oposição
47:00por parte da França
47:01determinado
47:02para não
47:03abertura
47:04ou não
47:04entrada
47:05nesse acordo
47:06então assim
47:06os interesses
47:07econômicos
47:08colocados ali
47:09dos grupos
47:09e não são só
47:10os agricultores
47:10existem outros
47:12setores
47:12da indústria
47:13de serviços
47:14de manufatura
47:16que também
47:17estão nesse jogo
47:18é a bioeconomia
47:19como um todo
47:20que está colocado
47:21aqui nesse acordo
47:21mas novamente
47:22se ele não sair
47:23eu entendo
47:24que o presidente
47:25tenha colocado pressão
47:26porque ele quer muito
47:27que esse acordo
47:27aconteça
47:28isso seria uma
47:28grande vitória
47:29para a parte dele
47:30de ter feito
47:31esse arranjo
47:32essa negociação
47:33essa união
47:33dos países
47:34do Mercosul
47:35em pró
47:35de novas
47:37aberturas de mercado
47:38acho que depois
47:39do tarifato
47:39do Trump
47:40isso ficou ainda
47:40mais sensível
47:41ou seja
47:42uma aproximação
47:43maior comercial
47:44entre esses países
47:45e por parte
47:46inclusive da chanceler
47:47há interesse
47:48realmente
47:48que isso aconteça
47:49então
47:50cenas do próximo
47:51capítulo
47:51que vai sair
47:52justamente hoje
47:53no sábado
47:54a gente vai saber
47:55se isso vai acontecer
47:56ou não
47:57bom
47:57só para registrar
47:59eu falei
47:59ah
48:00o Lula
48:01e o Macron
48:01tem uma boa relação
48:02as meninas
48:03estavam aqui assim
48:03mais ou menos
48:04mais ou menos
48:05mas com quem
48:06Lula está tentando
48:07ter boas relações
48:09ou se esforça
48:10aí também
48:11com outros presidentes
48:13de outros países
48:14então para a gente
48:14falar mais um pouco
48:15disso
48:16vou lembrar que Lula
48:17ofereceu a Donald Trump
48:18para negociar
48:19um acordo
48:21entre os Estados Unidos
48:23e a Venezuela
48:24o presidente
48:25afirmou ao americano
48:26é mais barato
48:27conversar
48:28do que fazer guerra
48:29Lula reforçou
48:31ainda sobre o bom
48:31momento das relações
48:33com os Estados Unidos
48:34abre aspas
48:35nós reestabelecemos
48:36a conversa
48:37com os Estados Unidos
48:38em um tom
48:38muito razoável
48:40muito amigável
48:41não está tudo resolvido
48:42mas vai ser resolvido
48:44se tem uma coisa
48:45que eu aprendi
48:46é que em tempos
48:47de crise
48:47é preciso ter paciência
48:49fecha aspas
48:50do presidente Lula
48:51mesmo assim
48:52a escalada
48:52das tensões
48:53entre Trump
48:54e Maduro
48:54continua
48:55depois
48:56em café
48:57com jornalistas
48:57no Palácio do Planalto
48:59Lula disse
49:00mais uma vez
49:00abre aspas
49:01Trump é meu amigo
49:03tem 80 anos de idade
49:04não tem porque brigar
49:06sem nenhum tiro
49:07sem nenhuma arma
49:08sem nenhuma bomba
49:09na costa brasileira
49:10fecha aspas
49:11o brasileiro voltou
49:13a defender o diálogo
49:14e a negociação
49:15e garantiu
49:15que tentará falar
49:16novamente com Trump
49:18até o Natal
49:19Alessandra
49:20essa amizade
49:22toda
49:23em negociações
49:24assim
49:25ela faz sentido
49:27esse posicionamento
49:27do presidente Lula
49:28em tentar sempre
49:30conversar
49:30o diálogo
49:31mesmo em momentos
49:32difíceis
49:32ou em situações
49:33entre dois países
49:34por exemplo
49:35que ele nem está no meio
49:35então Lula
49:37sempre tenta ser
49:38muito conciliador
49:39diplomático
49:40até demais
49:41a gente sabe
49:42que o Trump
49:43já tem aquela narrativa
49:45até o arquétipo
49:46que a gente chama
49:47inconsciente
49:48não tanto inconsciente
49:49mas de autoritarismo
49:52mesmo
49:52então assim
49:55ele está
49:56querendo ali
49:58mostrar
49:58uma aproximação
50:00com o Trump
50:01mas eu acho
50:02que do outro lado
50:03não é bem assim
50:03não
50:04eu não acredito
50:06não
50:06não é isso
50:07que a gente vê
50:08bom
50:09ainda falando
50:10de Donald Trump
50:11em tempos
50:11de redes sociais
50:12e da velocidade
50:13da informação
50:14Donald Trump
50:15sabe como poucos
50:16controlaram o espetáculo
50:17midiático
50:18nessa semana
50:19ele anunciou
50:20que faria um pronunciamento
50:21e o mundo inteiro
50:23parou para assistir
50:23havia um temor
50:24do anúncio
50:25de um conflito armado
50:26contra a Venezuela
50:27ou do envio
50:28de mais militares
50:29para o mar do Caribe
50:30entanto
50:31os planos
50:32dos republicanos
50:34eram bem diferentes
50:35ele aproveitou
50:36a oportunidade
50:36apenas para listar
50:38os feitos
50:38do primeiro ano
50:39de governo
50:40e o mundo inteiro
50:41assistiu
50:41aliviado
50:43Daisy
50:44funciona essa estratégia
50:45será que pega
50:46aqui no Brasil
50:47olha
50:48a gente tem
50:49uma péssima mania
50:50de importar tudo
50:51então eu acredito
50:52que funcione sim
50:53agora o Trump
50:55nesse anúncio dele
50:56ele estava muito mais
50:57preocupado com as eleições
50:58no parlamento americano
51:00do ano que vem
51:00que vão ser
51:01muito importantes
51:02para ele
51:03do que qualquer
51:04outro aspecto
51:06externo
51:06e foi até curioso
51:08porque ele
51:09usou no discurso dele
51:11muitas palavras
51:12no superlativo
51:13e falou muito mais rápido
51:16do que ele estava
51:16acostumado
51:17porque ele queria mostrar
51:18que esse primeiro ano
51:20de governo dele
51:21foi absurdamente
51:22sensacional
51:22que a economia
51:23estava muito boa
51:24que a questão da imigração
51:25tinha sido resolvida
51:27que todos os problemas
51:28eram da administração
51:29anterior
51:29da administração
51:31do Biden
51:32então
51:32pelo menos
51:33ele não
51:34não provocou
51:36nenhum atrito
51:37com nenhum outro país
51:38mas o que ficou claro
51:40Bia
51:40nesse discurso dele
51:41era que o interesse dele
51:42era totalmente
51:44nas eleições
51:45do congresso americano
51:46do ano que vem
51:46isso foi taxado
51:48assim ficou muito claro
51:49a gente está quase
51:50encerrando
51:51linha de frente
51:51então vou voltar um pouco
51:53aqui para o Brasil
51:54agora
51:54mais especificamente
51:56nessa semana
51:56para São Paulo
51:57em vitória parcial
51:59de Nunes e Tarcísio
52:00o ministro de Minas e Energia
52:01Alexandre Silveira
52:02veio aqui para a capital paulista
52:04para uma reunião
52:05sobre o caso Enel
52:06o prefeito e o governador
52:08pressionavam
52:08por uma intervenção
52:09imediata
52:10pelo fim da concessão
52:11nas mãos
52:12da gigante italiana
52:13Silveira
52:14defendia até
52:15a extensão
52:16do contrato
52:17como a empresa
52:17solicitou
52:18como uma contrapartida
52:20de investimento
52:21bilionário
52:22no entanto
52:22segundo a ordem
52:23de Lula
52:24Silveira rejeitou
52:25a intervenção
52:26mas determinou
52:27o início
52:27de um processo
52:28de caducidade
52:29da concessão
52:30na prática agora
52:31a agência nacional
52:32de energia elétrica
52:33vai comunicar
52:34a Enel
52:34listar os problemas
52:35e dar um prazo
52:36para eles serem
52:37resolvidos
52:38depois se não houver
52:39solução
52:40a agência pode
52:41declarar o fim
52:42do contrato
52:42a Fecomércio
52:43de São Paulo
52:44avalia que as perdas
52:45para os setores
52:46de comércio
52:47e serviços
52:47já ultrapassam
52:48dois bilhões
52:49de reais
52:50apenas com o apagão
52:51agora de dezembro
52:53e são vários apagões
52:54né gente
52:54desde 2023
52:56vocês ficaram
52:56alguém ficou sem luz
52:57aqui?
52:58ficou desde quanto tempo?
52:59Nossa eu fiquei
52:59acho que 30 horas
53:01e desde que o Tarcísio
53:03começou a ameaçar
53:04esse rompimento
53:05de contrato
53:05todo dia pisca a luz
53:06lá em casa
53:07aí já fico apavorada
53:08mas assim
53:09só pegando o gancho
53:10aqui eu acho que
53:11uma das análises
53:13mais sensatas
53:14que eu vi
53:14em relação
53:15a esse caso
53:16foi o do nosso
53:17colega aqui
53:18de Jovem Pan
53:18o Evandro Cine
53:20que falou
53:21que essa empresa
53:22ela não tem mais
53:22a menor condição
53:23de continuar
53:24em São Paulo
53:25não existe
53:26como que uma empresa
53:27coloca São Paulo
53:29debaixo de trevas
53:32por uma semana
53:33por 10 dias
53:34quebra comerciantes
53:35e isso vira
53:36uma coisa recorrente
53:37e o contrato
53:38continua
53:38a gente brinca
53:40que em São Paulo
53:41sempre teve um grande
53:41problema de segurança
53:43
53:43mas o medo
53:44do paulistano
53:45agora
53:45quando começa
53:45a ventar
53:46isso é um absurdo
53:47começou a ventar
53:48a gente
53:48vou ficar sem luz
53:49então
53:50tá mais do que
53:52na hora
53:52de tirar
53:52essa empresa
53:53de São Paulo
53:53não faz o menor
53:54sentido
53:54não tem competência
53:55uma empresa
53:56privada
53:57que não consegue
53:57estabelecer
53:58o mínimo
53:59eu espero
54:00sinceramente
54:00que o Tarcísio
54:01e o prefeito
54:02consigam tirar
54:03esse caos
54:04que se chama
54:05Enel
54:05aqui de São Paulo
54:06inclusive
54:07a Deise falava
54:08do Evandro
54:08o Evandro
54:08ficou quase 50 horas
54:10sem energia
54:10Denise Campos
54:11de Toledo
54:11aqui da Jovem Pan
54:12também mais de 50 horas
54:14fora pessoas que nós
54:15entrevistamos
54:15seis dias
54:16eu já entrevistei gente
54:17no ano passado
54:18nove dias
54:19então realmente
54:20é medo do vento
54:21e medo do escuro
54:22
54:23Nathalie
54:23rapidamente a gente
54:24tá acabando
54:25quebra de contrato
54:26nesse caso
54:27faz sentido
54:28não adianta
54:28prometer investimentos
54:30
54:30é um CAPEX
54:31maior nessa situação
54:33Bia
54:33não vai
54:33não vai ser a solução
54:35de imediato
54:35
54:36isso até porque
54:36você acaba tendo
54:37ali uma pressão
54:38nas tarifas
54:39de médio prazo
54:39você acaba
54:40gerando mais
54:41insatisfação
54:41do consumidor
54:42que não tem
54:43o teu serviço
54:43atendido
54:44e pra piorar
54:45ainda você
54:46corre o risco
54:46de judicialização
54:47
54:48o aumento
54:48ali de chamadas
54:49onerando o judiciário
54:50seja dos consumidores
54:52ou da própria
54:52quebra de contrato
54:53então é melhor
54:54pagar multa
54:54se existir
54:55melhor romper
54:56com esse contrato
54:57e a gente ter
54:57uma empresa ali
54:59que seja melhor
54:59ou que a gente
55:00já teve no passado
55:01
55:01ou que seja
55:02pelo menos
55:03melhor que a Enel
55:04olha a gente
55:05falava de medo
55:06quase medo da Enel
55:07
55:07medo de vento
55:08medo do escuro
55:09mas eu quero saber
55:10assim de vocês
55:10agora na reta final
55:11se vocês já ouviram
55:12falar de dezembrite
55:13já?
55:14todas?
55:15não
55:15mais ou menos
55:17é
55:17bom eu tô aprendendo
55:18agora
55:19acho que a Alessandra
55:19ouviu falar bem
55:20a dezembrite
55:21ela é a síndrome
55:23do fim do ano
55:24bom
55:24tenho certeza
55:25que todo mundo
55:26conhece alguém
55:27que sofre
55:27com esse problema
55:28isso porque as datas
55:29festivas podem parecer
55:30sempre algo positivo
55:32é maravilhoso
55:33festejar
55:33reunir os amigos
55:34e a família
55:35mas ao mesmo tempo
55:36essa pressão
55:37porque pra que esse momento
55:38seja muito feliz
55:39torna esse episódio
55:40do ano
55:41emocionalmente sensível
55:42amplia um monte
55:43de memórias
55:44o saudosismo
55:45e às vezes
55:46em vez de ampliar
55:46a alegria
55:47gera uma sensação
55:48de saudade
55:49ou até de tristeza
55:50o fim do ano
55:51exatamente
55:51não gera tristeza
55:52mas ele cria gatilhos
55:54e oferece menos oportunidades
55:56de esconder
55:56esse lado
55:58Alessandra
55:59é isso mesmo
55:59
56:00dezembrite
56:00isso
56:01comum
56:01muito
56:02muito comum
56:03muito comum
56:04e o pior de tudo
56:06é as pessoas
56:07negarem o que estão
56:08sentindo
56:09porque que tem que
56:10estar feliz
56:11no fim de ano
56:12
56:12então a pessoa ali
56:14como foi dito
56:15tem vários gatilhos
56:18principalmente
56:18luto
56:19quantas pessoas
56:20
56:21poxa
56:22eu tava com a presença
56:23do meu pai
56:24uns anos atrás
56:24agora
56:25mais um natal
56:26sem o meu pai
56:27vamos dar um exemplo
56:28sem a mãe
56:29sem um ente querido
56:30
56:30são vários os gatilhos
56:31comparações
56:32com outras pessoas
56:34
56:34aquelas vidas
56:35perfeitas
56:36nas redes sociais
56:37então
56:38é o momento
56:39gente
56:39de acolher
56:41de entender
56:42
56:42o que que se passa
56:43com você
56:44a negação
56:45a culpa
56:45é pior
56:46por que que nós
56:47temos que estar
56:48sempre felizes
56:49essa busca
56:50da felicidade
56:50e o que é
56:51felicidade
56:52pergunta-se a você
56:53
56:54é um bom livro
56:55aí né
56:56pra vocês lerem
56:57é o jeito Harvard
56:59de ser feliz
57:00que é ser feliz
57:01será que é essa
57:02busca constantemente
57:04de dopamina
57:05de felicidade
57:06ou será que é trazer
57:07sentido pra sua vida
57:08e vivenciar
57:09realmente a sua emoção
57:10o sentimento
57:11que às vezes o natal
57:12e o fim do ano
57:13traz
57:13então não se culpe
57:14por se sentir assim
57:16porque nós somos
57:17seres humanos
57:18emocionais
57:20inacabados
57:21em construção
57:22e essa
57:23que é a maravilha
57:24da vida
57:24que é sempre
57:26estar em construção
57:27em movimento
57:29em evolução
57:30então
57:31cuide
57:31cuide você
57:32da sua saúde
57:33mental principalmente
57:34e vivencie as emoções
57:36da melhor forma possível
57:38e com esse recado
57:39da nossa psicóloga
57:40eu nem preciso
57:41falar mais nada
57:42cuidem-se
57:43cuidem-se
57:43meninas
57:44obrigada
57:44pela presença
57:45de vocês aqui
57:46mais uma vez
57:47e desejo já
57:48claro
57:49um bom natal
57:50pra todo mundo
57:51agradeço demais
57:51a companhia de vocês
57:52também
57:53nesta edição
57:54do Linha de Frente
57:55fica aí
57:55tô sempre por aqui
57:56sábado
57:57às seis horas da tarde
57:58até mais
57:59a opinião
58:01dos nossos comentaristas
58:03não reflete
58:04necessariamente
58:05a opinião
58:05do grupo
58:06Jovem Pan
58:07de comunicação
58:08Realização Jovem Pan
58:13Jovem Pan
58:15Jovem Pan
58:15Jovem Pan
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