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O Fundo Monetário Internacional alertou que o impacto econômico dos conflitos no Oriente Médio dependerá da duração e da extensão das hostilidades. Segundo a instituição, a escalada aumenta a incerteza e a volatilidade das perspectivas globais. Mano Ferreira comentou.

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Transcrição
00:00Agora são 6 horas e 6 minutos, o impacto da guerra no Irã irá depender dos danos às infraestruturas e
00:07indústrias da região, segundo o Fundo Monetário Internacional.
00:11Quem tem mais detalhes pra gente ao vivo na Capital Paulista sobre esse assunto é a repórter Danúbia Braga, que
00:16participa aqui do Jornal da Manhã.
00:18Danúbia, bom dia e bem-vinda.
00:22Oi, Nonato, bom dia pra você, bom dia a todos.
00:25Pois é, o FMI também disse que esse impacto, seja na indústria, na infraestrutura, mas pode ser principalmente sentido se
00:34o aumento na energia for ali persistente ou de curta duração.
00:40Além disso, segundo o vice-diretor-gerente Dan Katz, que participou inclusive ali de uma conferência em Washington, ele aproveitou
00:50pra dizer que se houver essa incerteza de forma prolongada devido ao conflito e aí também o impacto na economia
00:58global,
00:59ele espera que os bancos centrais tenham cautela e esperem pra aplicar qualquer medida conforme a situação vai se concretizando
01:10e não faça isso por especulação.
01:13Katz também diz que o conflito pode ter um impacto muito grande na economia global em uma série de indicadores,
01:20seja inflação, crescimento e assim por diante nas palavras dele.
01:24Mas ainda tudo é incerto, é cedo demais pra ter uma convicção firme.
01:30Além disso, ele disse que antes dos ataques aéreos também dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e desses
01:37contra-ataques em toda a região,
01:40o FMI tinha previsto um crescimento do PIB global grande, de 3,3%, superando as perturbações tarifárias.
01:50Então, devido em parte ali um bom crescimento contínuo que vinha acontecendo globalmente, principalmente devido a um boom de investimentos
02:01em IAS e também expectativas de ganhos de produtividade.
02:05Ele também aproveitou pra dizer que o impacto econômico do conflito do Oriente Médio seria influenciado por sua duração principalmente.
02:13E que acredita que essa cautela por parte dos bancos centrais seja importante pra que o mundo todo não sofra
02:22as consequências.
02:23O FMI também disse que estava monitorando todas as perturbações em relação ao conflito no comércio e na atividade econômica.
02:32E principalmente o aumento no preço da energia, o aumento da volatilidade também no mercado financeiro.
02:39Então, o FMI acompanha com cautela todo esse cenário e pede principalmente que os bancos centrais esperem as coisas acontecerem
02:48pra que aplique qualquer tipo de sanção.
02:50É claro que é um assunto infinitamente delicado e a gente vai seguir de olho.
02:54Volto com você, Nonato.
02:55É isso. Danúbia Braga em São Paulo. Obrigado, Danúbia.
02:58É assunto aqui pra primeira rodada de análise do Mano Ferreira, que tá com a gente nesta manhã de quarta
03:04-feira.
03:04Ô Mano, a gente tem essa preocupação do FMI, lembrando que essa preocupação já ocorreu quando a Rússia invadiu a
03:11Ucrânia e já se vão quatro anos.
03:14De um modo geral, a economia global vai se adaptando a esses conflitos, Mano.
03:19Ainda que, dessa vez, a gente tenha a necessidade de reconstrução da Ucrânia, em caso de paralisação do conflito nesse
03:27momento.
03:28Tem a faixa de Gaza absolutamente destruída e que precisa ser reconstruída, porque há pessoas por lá.
03:33E agora esse conflito, esse ingrediente de conflito no Oriente Médio, ou seja, o mundo de quatro anos pra cá,
03:40gastando muito mais dinheiro com conflitos do que era esperado.
03:45Mas, de algum modo, as coisas vão se adaptando, se readequando, Mano? Bom dia pra você, bem-vindo.
03:51Muito bom dia, Nonato.
03:53A humanidade acaba sempre tendo que se adaptar a essas circunstâncias.
03:58Mas precisamos ter em mente que a incerteza que é a condição da guerra é muito pior para os negócios
04:07do que a certeza de um cenário ruim.
04:10E o que a gente está diante agora, nesse momento, é de um cenário absolutamente incerto.
04:17Afinal de contas, por quanto tempo durará o conflito?
04:21Qual será a condição de governança do Irã após uma estabilidade mínima dessa situação?
04:31Ninguém sabe responder essas perguntas e elas impactam diretamente em toda a lógica, inclusive, do petróleo global.
04:38Então, isso gera incertezas que prejudicam a habilidade de planejamento de todos os agentes econômicos de forma global.
04:49Aliás, essa história aí do petróleo global, né?
04:52A gente tem o Donald Trump dizendo que pode até usar a marinha americana para liberar o Estreito de Hormuz
04:58em caso de fechamento mais prolongado por parte do governo iraniano.
05:03A ver como isso vai se dar.
05:05Agora, mano, olhando aqui pelo Brasil, há pouco a gente teve uma reportagem sobre o presidente Lula, do Daniel Lian,
05:10e o presidente exaltando o SUS e defendendo a soberania do Brasil sem necessariamente citar os Estados Unidos.
05:18O presidente vai ter um encontro, está previsto para o final desse mês, com o Donald Trump lá nos Estados
05:24Unidos.
05:26Esse conflito e essas falas do presidente, claro que não cita diretamente os Estados Unidos,
05:31mas muitas vezes pode ser interpretado como uma indireta.
05:34Como é que isso impacta nesse encontro que ele vai ter com o Donald Trump ou absolutamente não impacta nada,
05:40mano?
05:41Olha, Donato, o presidente Lula é um conhecido camaleão da política.
05:45Ele tem muita habilidade em adaptar o seu discurso conforme a circunstância e o público-alvo.
05:52É assim desde o seu tempo de sindicalista, quando fazia um discurso inflamado para as bases do sindicato
06:00e tinha outra postura na hora de negociar com os patrões.
06:04E é assim hoje.
06:05Ele faz um discurso doméstico para a militância, buscando pontuar aqueles aspectos da narrativa
06:13que favorecem a sua posição ideológica e aquecem as suas bases,
06:18mas adota outro discurso na hora de participar de negociações internacionais.
06:24Então, eu apostaria nessa capacidade de manter essa ambiguidade por parte do presidente Lula.
06:31Agora vai ser interessante acompanhar essa discussão, essa possibilidade camaleônica do presidente Lula,
06:38à medida em que a gente tem alguma proximidade com o Irã também, né, mano?
06:43Nesse momento, o Brasil tem, sim, proximidade com o Irã,
06:46que está sendo atacado pelos Estados Unidos, que vê o regime como um regime muito ruim para o mundo todo,
06:51né?
06:51Exatamente.
06:52E vale lembrar que, num contexto em que nós tivemos a morte de milhares de manifestantes
06:59pela simples expressão de uma opinião contrária ao regime,
07:04o que nós assistimos do ponto de vista da posição da política externa brasileira foi o silêncio.
07:12E aí é muito difícil ter coerência e credibilidade internacional
07:17quando nós silenciamos diante de uma agressão absurda aos direitos humanos
07:23e depois vamos invocar outros princípios fundamentais do direito internacional
07:28para condenar o ataque americano.
07:30Afinal de contas, somos guiados por princípios ou por conveniência?
07:35Mano Ferreira volta daqui a pouco analisando outros assuntos aqui no Jornal da Manhã.
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