00:00Denise Campos de Toledo analisa que alívio nos mercados é pontual diante de incertezas globais,
00:06com guerra no Oriente Médio, inflação e juros ainda sob pressão,
00:09embora o cenário tenha melhora temporária. Confira.
00:13O mercado vive uma verdadeira gangorra com altos e baixos, nem sempre com muitas justificativas.
00:18A guerra no Oriente Médio ainda está muito mal resolvida, com divergências de narrativas
00:23entre Estados Unidos e Irã, quanto às negociações, a retomada do transporte pelo Estreito de Hormuz,
00:28mas esta terça foi marcada por uma onda de diminuição da aversão ao risco,
00:33com alta das bolsas, queda do petróleo, os investidores estrangeiros mais dispostos a buscar novas opções de investimento.
00:40Movimento que favorece os países emergentes, entre eles o Brasil.
00:43Um dos motivos de o dólar ter testado a faixa dos R$ 4,90, com a bolsa em alta.
00:50E quando o dólar cai, sustenta uma certa aposta quanto à possibilidade de manutenção do ciclo de corte dos juros
00:56pelo Copom.
00:57Afinal, o dólar entra na formação de vários preços.
01:00O comitê, na ata da última reunião, ressaltou muito a necessidade de cautela diante das incertezas do atual cenário,
01:07onde o principal foco é justamente a guerra e os impactos, como a alta do petróleo,
01:12com reflexo sobre a inflação, não apenas no curto prazo.
01:15O mercado, que já prevê a inflação deste ano em 4,9%, bem acima do teto da meta de 4
01:21,5,
01:22já tem elevado também as projeções dos próximos anos.
01:25Mas aí fica a dúvida. Se a guerra esfriar, se o dólar ficar mais baixo,
01:29será que parte dessa piora das expectativas não pode se reverter,
01:33dando condições para um corte maior da taxa básica?
01:36São questões em aberto, mas que asseguraram mais uma trégua no mau humor, pelo menos nesta terça.
01:42Agora, independentemente do que se pode esperar em relação aos cortes da Selic,
01:46o fato é que as aplicações de renda fixa tendem a continuar com um ganho elevado,
01:51inclusive em termos reais, assim como não se vê margem para um alívio maior no custo do crédito.
01:56Em tempo, segundo a Serasa Experian, o país registrou a marca de 82,8 milhões de inadimplentes,
02:03agora em maio.
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