00:00O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ele recusou o pedido da base governista
00:04e manteve a quebra de sigilo de Fábio Lins Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
00:10Ele é filho do presidente da República e esse pedido tinha sido aprovado pela CPMI do INSS.
00:17Segundo ele, não houve flagrante desrespeito ao regimento ou à Constituição Federal
00:22para justificar uma intervenção ou mudança no resultado do colegiado.
00:27A votação, vocês se lembram, a gente trouxe isso aqui inclusive na semana passada.
00:31Terminou com um bate-boca, até agressão aconteceu por parte de parlamentares aliados do Planalto
00:37que também podem ser investigados.
00:40Lulinha é alvo da CPI pelas acusações de envolvimento com o lobista Antônio Camilo.
00:46Ele é muito conhecido por conta do apelido careca do INSS.
00:50Ele é acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários e aposentados.
00:57A defesa do filho do presidente afirma que ele não teve participação nenhuma nas fraudes
01:03e não cometeu nenhum crime.
01:06Você, Bruno Musa, Davi Alcolumbre, então dando sinal verde, autorizando a quebra do sigilo
01:12e a apuração, ao que tudo indica, deve avançar.
01:16Nas próximas semanas teremos informações importantes a respeito da possível participação do filho do presidente.
01:24Veremos. No Brasil, até o passado é incerto, acabou de sair uma matéria aqui
01:27em que o Lula terá uma agenda com o Columbre nos próximos dias
01:32e um dos temas era justamente indicação de Messias para o STF,
01:37tema que está parado há cento e poucos dias por lá e não anda.
01:41Então, o que nós vemos é realmente um jogo, uma troca de brigas, de farpas entre eles
01:49e, obviamente, muita coisa em jogo.
01:52E nós temos que pagar, financiar e ficarmos assistindo tudo isso.
01:56Que assim seja, Caniato.
01:58Mas, realmente, eu acho que sempre aos 48 de segundo tempo
02:02a gente tem alguma manobra um tanto quanto inesperada, por assim dizer,
02:07muitas vezes até fora do que é o convencional ou do que mandam as regras,
02:11para tentar achar meios, subterfúgios, para que isso realmente não aconteça.
02:17Veremos. Há uma troca aí.
02:18Nós estamos em anos de eleições.
02:21Provavelmente trocas de emendas com favores, com o dinheiro de terceiros de todos nós.
02:26Mas, ao que indica até hoje, cada passo que a gente dá,
02:30a gente deve comemorar ou ter algum tipo de expectativa,
02:34volto a dizer, expectativa e não esperança, frente ao que a gente vive.
02:38O duro é que, normalmente, para cada passo que a gente dá,
02:41aparecem pessoas importantes dentro das principais instituições
02:44que recuam três passos.
02:46Então, a gente mais anda para trás do que para frente.
02:49Veremos.
02:50Sendo nos próximos capítulos, o que nos resta é continuar pressionando e torcendo.
02:55Porque se há uma movimentação tão forte contra a quebra de sigilo,
02:59obviamente, a luz amarela já deve ser acendida.
03:02Você, Davila, presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre,
03:06ele manteve aquela votação da CPI do INSS,
03:10que tinha autorizado a quebra do sigilo do filho do presidente da República.
03:15E muitos viram como uma derrota importante para o Partido dos Trabalhadores,
03:20que muitos parlamentares acabaram transformando aquela sessão em um grande de um barraco,
03:26com direito a empurrões, soco no queixo, acusação de que houve uma fraude na contagem dos votos.
03:33Enfim, no final das contas, quem fez a arbitragem disso foi Davi Alcolumbre,
03:38autorizando a quebra do sigilo.
03:39Dávila.
03:41Curioso, né, Caniato, que entre o ato da Câmara ter aprovado a quebra de sigilo de Lulinha
03:48e a decisão de Alcolumbre, houve uma coisa,
03:51houve a confissão do próprio Lulinha,
03:54que a sua viagem a Portugal foi paga pelo careca do INSS.
03:57Ou seja, antes mesmo do sigilo ser quebrado,
04:02já houve um ato de confissão.
04:04Então, é óbvio que isso deve ter ajudado o presidente do Senado
04:11a, pelo menos, respeitar o rito da Câmara
04:15e aceitar a decisão da quebra do sigilo de Lulinha.
04:20Aliás, este não é o único fato que já veio à tona, né?
04:24Então, é preciso investigar.
04:26Não dá para abafar.
04:27Agora, como bem lembra o Musa,
04:29sempre pode ter um juiz no Supremo
04:34que inventa uma coisa,
04:36como recentemente aconteceu,
04:38para impedir que uma empresa envolvida
04:40até a cabeça no Banco Master
04:45tivesse o seu sigilo não quebrado, preservado.
04:48Então, no Brasil, tudo pode acontecer.
04:51Por isso que temos de celebrar e criticar
04:54uma vitória a cada dia.
04:56Hoje, foi uma vitória.
04:59O presidente do Senado aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha.
05:05Pois é, o Dávila mencionou essa manifestação do filho do presidente
05:08dizendo que sim, viajou a Portugal na aeronave.
05:13A aeronave paga pelo careca do INSS
05:17ou era do careca, hein, Dávila?
05:23Era aeronave paga com mais dinheiro de hospedagem.
05:26Então, não sei se foi um voo privado ou não,
05:29mas você pagou a viagem e pagou a hospedagem dele em Portugal.
05:32Pois é, em gestão de crise, em assessoria de imprensa,
05:36isso se chama vacina.
05:37Deu algum problema?
05:38Você se antecipa, já faz uma coletiva dizendo o que aconteceu.
05:42Porque lá na frente, quando a história estourar,
05:44aí você fala, não, mas eu já tinha avisado.
05:46Isso não é novidade pra ninguém.
05:48Enfim, vamos ver se foi uma estratégia ou não.
05:51Mas você, Mota, a decisão tomada por Davi Alcolumbre
05:54autorizando a quebra do sigilo
05:56e a apuração naturalmente deve avançar
05:58e informações virão à tona.
06:02Foi uma vitória da oposição,
06:04mas, por enquanto, uma vitória pequena, né, Caniato?
06:07Eu digo pequena porque eu acho que todo mundo sabe
06:11o que o governo provavelmente vai fazer agora, né?
06:14O governo ou algum dos partidinhos que atuam com seus auxiliares
06:19vão bater na porta do irmão mais velho,
06:22aquele que fica do outro lado da praça.
06:24E vão lá pedir a anulação dessa quebra de sigilo
06:27e eu não vejo por que isso não possa acontecer.
06:31O resultado, provavelmente, todos nós sabemos qual será.
06:36Pois é, se judicializarem uma questão que envolve
06:39o Congresso Nacional, uma votação de uma comissão,
06:44aí a gente volta a discutir aquelas situações
06:47de esgarçamento das relações, invasão de competência
06:53do outro poder, enfim, aí a gente vai precisar
06:56de mais meia hora do programa aqui.
06:58Mas, deixa eu passar para o Bruno Moussa,
07:01porque é preciso também considerar um cenário
07:03em que o filho do presidente é exposto,
07:06é colocado numa situação super delicada, desconfortável,
07:11em que há sugestão ou há indícios de relação
07:16com pessoas que cometeram crimes,
07:19e tudo isso há meses de um processo eleitoral.
07:22Almoza, eu nem estou levantando essa possibilidade
07:25que o Malta trouxe há pouco,
07:26de integrantes da base governista judicializarem a questão,
07:32mas eu fico imaginando o avanço da apuração
07:34no âmbito da CPI e as informações vindo à tona
07:38e os grandes jornais de circulação,
07:40os grandes portais de notícias, as emissoras de notícias,
07:43destacando esses detalhes, né?
07:45Essas informações relacionadas ao filho do presidente.
07:48Ainda que ele tenha dito naquela entrevista,
07:51ah, se tiver filho meu envolvido, pode investigar,
07:54não é bem assim, né?
07:55Na prática, isso respingue muito em um presidente da república, né?
08:01Claramente, ainda com todos os indícios
08:03que a gente está vendo até agora,
08:04que está sendo noticiado por grande parte
08:06dos meios de comunicação e portais
08:08de grande circulação, como você muito bem falou.
08:11Então, veja só a situação também que o Alcolumbre se encontra.
08:14Se ele não permitisse essa quebra de sigilo,
08:19mostraria ali uma clara relação de subserviência
08:24com o próprio governo.
08:25E ele, autorizando, mostra uma determinada rota de colisão
08:29com o governo.
08:31E aí tem toda a indicação que o governo quer emplacar
08:34dentro do STF.
08:36Mas, de novo, quando você planta a batata,
08:39você pode colher coisas melhores no curto prazo,
08:41mas, no médio e no longo prazo, dificilmente,
08:43porque a verdade aparece.
08:45E o Lulinha, ele é o filho do presidente,
08:47mas é um cidadão comum.
08:49E o cidadão comum, com esses indícios,
08:52merece ser investigado,
08:53porque tudo isso é dinheiro do pagador de imposto.
08:57Então, claro que Lula fala da boca pra fora,
08:59se meu filho está envolvido, eu tenho que ser investigado.
09:01Claramente, não é assim.
09:03Óbvio que isso respinga no próprio presidente.
09:06Vale lembrar todo o histórico do PT com a corrupção.
09:09Não é de hoje, não é apenas no Lula 3 todos os indícios
09:12de corrupção em vários setores, em fundos de pensão, em estatais.
09:16Isso é uma realidade que foi comprovada ao longo dos últimos anos,
09:21com dinheiro devolvido, com provas, com condenações em várias instâncias.
09:26Portanto, é uma marca do PT, dos governos,
09:29do próprio Partido dos Trabalhadores.
09:32Consequentemente, isso respinga no governo em ano eleitoral.
09:36E é, sim, um teto de vidro gigantesco que ele tem.
09:42Consequentemente, me parece que já está tarde demais para recuar.
09:47Mesmo que o sigilo não seja quebrado,
09:49seja judicializado, já expôs toda essa trama
09:53e esses limites de cada um dos poderes interferindo nos outros.
09:57A gente viu isso quando comentamos na semana passada,
10:00com uma decisão de um dos ministros da Suprema Corte
10:04de evitar a quebra do sigilo da Amaridite,
10:06empresa que o Dias Toffoli assumiu ser sócio.
10:09Então, tudo isso já passou de um ponto
10:12em que parece que realmente escalou.
10:15Beremos.
10:15Agora, Dávila, na hipótese de judicialização,
10:18você acha que esse talvez seja o caminho mais adequado
10:22para os parlamentares tentarem reverter a situação?
10:26Eu digo isso por conta de uma situação em que parte do judiciário
10:31vem sendo questionado, né?
10:33E aí você joga mais uma situação em que lá na frente
10:36isso pode se reverter contra, sei lá,
10:39os próprios parlamentares que ajuizaram ações
10:42ou deixar a corte em especial numa situação delicada.
10:49Enfim, é um momento muito especial,
10:52ou seja, muito sensível, inclusive,
10:55para a corte em questão.
10:57Acionar o tempo todo talvez não seja a estratégia mais acertada, né?
11:03É, mas a esquerda vai fazer isso, né?
11:05Aliás, nós sabemos que alguns partidos como o pessoal
11:09é mestre em fazer isso, sem pressionar o Supremo.
11:12O ponto, Caniato, é que depende da velocidade
11:16que as coisas vão acontecer daqui para frente.
11:18Se começa a vazar muito, a CPI está começando a correr,
11:23até começar o processo de judicialização,
11:26vem tanta coisa à tona que você inviabiliza uma ação no Supremo
11:31por causa das coisas que vêm à tona.
11:33O que não dá é para ficar informação conta-gota.
11:36Conta-gota ajuda essa judicialização
11:40pegar fogo lá no Supremo
11:41e ajudar aqueles que querem varrer o problema,
11:45esse escândalo, para debaixo do tapete.
11:47Então, é muito importante a pressão.
11:50Pressão da Comissão Parlamentar de Inquérito,
11:53pressão da imprensa, pressão da sociedade,
11:57todo mundo pressionando para não deixar esfriar o caso Master.
12:01Hoje, o sonho dos políticos
12:05é esfriar esse caso Master,
12:07é varrer para debaixo do tapete,
12:09esquecer porque isto pode ser altamente tóxico
12:14no ano eleitoral
12:15para muita gente que vai disputar a reeleição.
12:19Por isso, Caniato,
12:20o que a corporação política quer hoje,
12:23esse espírito corporativista,
12:25é varrer, abafar esse caso.
12:28Varrer para debaixo do tapete,
12:29abafar o caso.
12:30Ninguém quer apurar isso.
12:32Esta apuração só vai acontecer
12:34se a turma séria da política,
12:38se a turma séria do judiciário
12:40e se a sociedade e a imprensa
12:42continuarem amplamente mobilizadas
12:46e não deixando que o assunto caia no esquecimento.
12:49Ficaremos atentos em relação ao avanço dessa investigação.
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