00:00Mercado financeiro, Denise.
00:01Bom, os ataques dos Estados Unidos ao Irã colocaram o agro-brasileiro em estado de atenção aqui nos estúdios.
00:08Aliás, ela está de volta com a gente depois da temporada no Jornal da Manhã.
00:13Tudo bem? Camila Yunis, boa noite pra você.
00:15Oi, Tiago. Muito bom estar de volta. Boa noite pra você. Boa noite a todos.
00:19Tirei férias, fui pro Jornal da Manhã, agora de volta ao Jornal Jovem Pan e já com muitas notícias, né,
00:25Tiago?
00:25Porque, claro, a gente vai analisando ponto a ponto, né, dos setores que serão impactados.
00:30Com o agronegócio não é diferente, né? O nosso agronegócio é muito globalizado, tem exportações por todo o país e
00:37pode ter algum impacto.
00:40Tiago, a gente fala muito, né, a respeito do agronegócio brasileiro, que representa em torno de 25% do nosso
00:46produto interno bruto
00:47e o setor está mais cauteloso. Não só o setor, mas também representantes do governo federal.
00:54O nosso colega, jornalista Matheus Aleoni, ele falou com alguns membros, né, alguns integrantes do governo federal
01:01que disseram que o momento é de atenção, que estão acompanhando, que nenhuma decisão será tomada antes de um possível
01:09aumento desses preços
01:10e que mantém diálogo constante com o setor produtivo e vai tomar as medidas necessárias, caso isso, né, caso essas
01:18medidas realmente sejam necessárias.
01:21A gente falou também, Tiago, com alguns especialistas do setor.
01:25E aí tem um destaque muito importante para a gente fazer com relação ao mercado do Oriente Médio.
01:31O mercado do Oriente Médio representa entre 10% e 15% das nossas exportações.
01:37Não é um mercado como o chinês, por exemplo, que é o nosso principal parceiro comercial,
01:41mas tem um destaque, principalmente com relação a carnes, carne de frango, carne bovina, carne halal também,
01:48que é uma carne muito específica de exportação para os muçulmanos, né, que os muçulmanos consomem.
01:54Então, tem todo um abate específico e o Brasil é o principal exportador dessa carne.
02:00Vale a gente também fazer um destaque, Tiago, com relação ao Irã especificamente.
02:06Porque o Irã não consome tanto, assim, não vende tanto os produtos para o país,
02:11não tem uma balança comercial tão expressiva assim com o Brasil,
02:14mas a gente depende muito do fertilizante nitrogenado deles, né.
02:18Tem um destaque muito importante com relação a isso.
02:21E eles compram também muito milho brasileiro.
02:24No ano passado, foram entre 8 e 9 bilhões de exportações a nível mundial.
02:31Desse total, 2 bilhões foram apenas para o Irã.
02:35Mas a principal preocupação nesse momento, Tiago, é com uma possível elevação dos custos,
02:41muito em função do petróleo.
02:44A gente falou com o professor do INSPER AgroGlobal, Leandro Gílio,
02:48e ele destacou um pouquinho sobre esse assunto.
02:50Vamos ouvir o que ele disse.
02:51E esse preço do petróleo, ele acaba se reverberando.
02:55Tanto no preço dos insumos, no modo geral, né.
02:57Principalmente os insumos nitrogenados que dependem ali, né, de gado natural, de petróleo, né.
03:02Esses aí já são apetados diretamente.
03:05E também toda a questão da cadeia logística, né, de modo geral.
03:10Então, com a possibilidade de aumento do preço dos combustíveis, né.
03:14O maior risco ali que envolve as embarcações que passam por ali, né.
03:18A questão é do seguro também, que acaba encarecendo.
03:22Ou até a própria mudança ali do fluxo das embarcações, do comércio,
03:27ela acaba encarecendo os custos de modo geral.
03:31Pois é, Tiago.
03:32Então, ainda é um momento de muita cautela.
03:34A gente vai seguir acompanhando como tudo isso se desenrola.
03:38Até porque tem toda uma questão essencial para a gente avaliar
03:40quanto tempo esse conflito vai durar, né, Tiago?
03:44Sem dúvida.
03:44A Camila nos volta daqui a pouquinho aqui com a gente.
03:46A gente...
03:46A gente...
03:46A gente...
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