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Em entrevista ao Jovem Pan News, o professor de administração da ESPM, Jorge Ferreira Filho, analisa as graves consequências econômicas da escalada militar no Oriente Médio.


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Transcrição
00:00E também, já peço por gentileza que entre nessa conversa, nessa discussão,
00:06um outro convidado professor do curso de administração da ESPM,
00:10Jorge Ferreira do Santos Filho.
00:12Professor, seja bem-vindo. Boa noite ao senhor.
00:15Muito boa noite.
00:17Obrigado pelo convite.
00:19Excelente. Vários aspectos serão tratados nessa entrevista.
00:23Agora eu vou passar para o professor Augusto.
00:25O professor Augusto provavelmente também acompanhou as manifestações dos diplomatas,
00:32os representantes, tanto de Israel quanto do Irã.
00:35Enfim, um reforço daquelas narrativas e das justificativas que nós temos acompanhado ao longo deste dia.
00:43Mas é preciso olhar também para o papel do Conselho de Segurança da ONU.
00:48Claro, os dois, principalmente o representante do Irã,
00:51pedindo ou quase que ordenando que o Conselho de Segurança tome uma medida,
00:57conclamando os representantes dos países para que façam valer as regras do direito internacional.
01:05Para além do discurso do Irã, quais aspectos lhe chamam a atenção nessa reunião
01:11convocada às pressas do Conselho de Segurança da ONU?
01:14Bem-vindo.
01:16Veja, a reunião ela é importante.
01:19Conselho de Segurança da ONU, apesar da sua incapacidade e aparente inoperância,
01:24ele continua sendo importante.
01:26É importante que nós façamos críticas às instituições multilaterais do campo de segurança
01:31quando estas falham sistematicamente.
01:34Agora, por outro lado, é importante pensar qual seria a alternativa a elas.
01:39E por que isso?
01:40Estamos falando de Israel e dos Estados Unidos.
01:44Estados Unidos, como ator nuclearmente armado, principal potência militar e econômica do globo,
01:49que exerce uma liberdade de ação incomparável com qualquer outra potência da história.
01:54Ou seja, é virtualmente impossível que, por exemplo,
01:58mesmo que tivéssemos um mecanismo de voto por maioria no Conselho de Segurança da ONU,
02:03que os países que lá estão se insurgissem contra uma ação lateral americana
02:09para forçá-lo, dobrá-lo a agir de acordo com o direito internacional.
02:13Da mesma forma que nenhum ator que está sentado no Conselho de Segurança da ONU
02:18o fez contra a Rússia quando realizou a invasão da Ucrânia em 2022.
02:23E por quê?
02:24Porque, apesar de normas importarem, nós falamos de uma realidade calcada em poder,
02:29e poder material, poder das armas.
02:32E países nuclearmente armados têm uma linha vermelha muito bem traçada no chão
02:37em que o custo de ação contra elas é, em última instância, um hecatombo nuclear.
02:44Ou seja, apesar de sim ser importante criticar o Conselho de Segurança da ONU
02:48pela sua incapacidade em evitar com que conflitos ocorram
02:52e controlar a escalada dos mesmos,
02:54não temos alternativa a ele a não ser um mundo completamente roubesiano
02:59de todos os estados contra todos os estados.
03:02Ou seja, é quase como um paradoxo.
03:05Não funciona, mas pior sem ele.
03:08Pois é, o Diego Tavares também acompanhou as manifestações
03:11dos representantes dos dois países.
03:14Você, Diego, seus destaques, que mais lhe chamou a atenção,
03:17as falas do representante do Irã condenando o ataque conjunto dos Estados Unidos
03:24e de Israel e, do outro lado, o representante israelense
03:28mencionando, inclusive, o programa nuclear do Irã.
03:32Caniato, não tem como o ponto que mais chama a atenção dessas declarações
03:36não ser as declarações do representante iraniano
03:40dizendo em violações, falando em violações do direito internacional
03:44por parte de Israel e dos Estados Unidos.
03:46Veja só, ele que representa um país que, ilicitamente,
03:50conforme o direito internacional, estava enriquecendo o urânio
03:53para a confecção de armamento nuclear.
03:54Um país que, ilicitamente, estava financiando, aliás,
03:58historicamente sempre financiou grupos terroristas,
04:02como Hamas, como Hezbollah, como Houthis,
04:05para formar a sua milícia anti-Israel.
04:09Haja vista que, como muito bem disse, o representante israelense,
04:11um dos objetivos praticamente estatutários do Irã
04:16é a eliminação do Estado de Israel,
04:19é varrer o povo de Israel do mapa.
04:21Então, chama muita atenção que, nesse momento
04:24em que o Irã se torna vítima de um ataque por parte de Israel,
04:28por parte dos Estados Unidos,
04:30que, por parte de Israel, não podemos nem considerar um ataque, né?
04:32Considerando o processo histórico, principalmente o processo
04:35que se inicia a partir dos ataques de outubro de 2023,
04:41nós temos aí praticamente um exercício constante
04:45do direito de defesa do Estado israelense.
04:48Então, sem dúvida nenhuma, na falta até de um termo melhor aqui,
04:51o que eu posso dizer é que chama muita atenção a hipocrisia,
04:54que acaba, inclusive, se elevando diante da ineficiência
04:58do próprio Conselho de Segurança da ONU.
05:00E da ONU, enquanto uma organização multilateral,
05:02em conter ao redor do mundo os inúmeros conflitos
05:06que eclodiram agora no começo deste século.
05:10Então, de certa forma, chama muita atenção
05:13e causa espécie, inclusive, por parte dos iranianos,
05:17declarações como essa.
05:18Novamente, estamos falando de um regime autocrático,
05:22de uma teocracia, uma ditadura teocrática
05:24que persegue mulheres, que persegue minorias,
05:27que viola toda sorte de direitos humanos.
05:29Então, é muito curioso que, nesse momento,
05:32se coloquem como vítimas do imperialismo norte-americano,
05:37vítimas do Estado de Israel,
05:38quando, na verdade, quem sempre manteve o Oriente Médio
05:41como essa panela de pressão que, nesse momento, explode,
05:46foram os iranianos.
05:47Eles financiaram a grande parte dos conflitos
05:49que, na história recente, ocorreram na região.
05:52Quer dizer, há uma dúvida sobre a ampliação do conflito,
05:55resposta dos outros países que foram atacados pelo Irã,
05:58e de que maneira isso poderia impactar a economia global,
06:03mas jogando luz, principalmente, sobre o mercado de petróleo.
06:06Quero reforçar o agradecimento ao professor
06:09do curso de administração da SPM, o Jorge do Santos Fírio.
06:13Professor, eu acho que há vários aspectos para nós analisarmos
06:17quando se falem possíveis consequências para a economia global,
06:22quando a gente olha, por exemplo,
06:23para o fechamento do Estreito de Hormuz,
06:26o impacto na distribuição do petróleo pelo mundo.
06:30Também fala, sim, o impacto na distribuição de fertilizantes.
06:35Enfim, nessa análise inicial,
06:38quais aspectos lhe chamam a atenção,
06:40olhando para as consequências econômicas,
06:43caso haja, de fato, uma ampliação desse conflito?
06:48Muito bem colocado.
06:50A gente está acompanhando ao longo do dia os desdobramentos.
06:54A gente já tem algumas coisas acontecendo no mercado
06:57ao longo do sábado.
07:00É um dia em que os principais mercados não estão abertos,
07:04mas alguns operadores de grande porte
07:08acabam fazendo tradings.
07:09E o que a gente viu é o Brent,
07:13que é o principal indicador do petróleo,
07:15os índices futuros do Brent,
07:17já assimilando um pouco do conflito
07:22e subindo 2% a 3% ao longo do dia,
07:27o que é um indicativo de que o petróleo,
07:31na segunda-feira,
07:32deve abrir o mercado com uma alta,
07:35já absorvendo o conflito.
07:38Além disso, como você comentou,
07:41a gente fica,
07:42a gente tem que acompanhar os desdobramentos
07:45do que vai acontecer em Hormuz.
07:47Por quê?
07:47Porque o Hormuz é responsável
07:49pelo escoamento de 20% do petróleo global hoje.
07:54E é uma região tensa,
07:56é uma região que tem ali
07:59uma preponderância geopolítica do Irã.
08:02O fechamento foi aprovado hoje ao longo do dia
08:05e isso pode impactar ainda mais
08:08a formação do preço do petróleo.
08:11Então, a gente trabalha com alguns cenários.
08:13O primeiro cenário que eu trouxe
08:15é esse que eu citei.
08:18Um possível,
08:19uma abertura do mercado na segunda-feira
08:22já acumulando altas em relação
08:26ao conflito.
08:28Então, o petróleo,
08:28que já vinha numa ascendente
08:30ao longo do mês de fevereiro,
08:33ele subiu cerca de 8 a 9 dólares
08:36ao preço do barril ao longo do mês de fevereiro,
08:39tende a acentuar
08:42essa precificação.
08:43Isso é muito importante
08:45porque a gente tem que ver
08:48como é que vai ficar
08:48o equilíbrio desse preço.
08:51Se, por um lado,
08:52o Hormuz escoa 20%
08:54do petróleo global,
08:55por outro,
08:56no início de 2026,
08:57havia um medo
08:58por parte da OPEP
09:00de termos uma superprodução de petróleo
09:02e aí a OPEP
09:04poderia se posicionar
09:05em um momento em que
09:07houvesse, por exemplo,
09:08uma escalada
09:09do conflito
09:11para os próximos dias,
09:12a OPEP poderia
09:13atuar nos seus países
09:16participantes do acordo
09:17no sentido de tentar
09:19segurar um pouco
09:21o preço do petróleo.
09:22Mas,
09:24a gente já trabalha
09:25com o cenário
09:26com o petróleo
09:27nos próximos dias
09:28com um custo
09:29mais alto
09:31por conta do conflito.
09:33Pois é,
09:34agora tem um aspecto
09:35que eu acho que
09:36nós precisamos tratar aqui,
09:38inclusive, professor,
09:39em relação
09:40ao abreviamento
09:42dessa ação
09:44dependendo, por exemplo,
09:46dos impactos econômicos.
09:47eu pude acompanhar
09:49ao longo do dia
09:50as várias manifestações
09:51Donald Trump
09:52e as lideranças
09:54e os representantes
09:55de Israel
09:56dizendo o seguinte,
09:57a ação vai durar
09:58o tempo que for necessário.
10:00Aí eu gostaria
10:01que o senhor complementasse,
10:03a ação vai durar
10:04o tempo que for necessário,
10:05vírgula,
10:06a não ser que o mercado
10:08aponte para uma necessidade
10:10de abreviar as ações.
10:11O quanto
10:12a elevação, por exemplo,
10:14do preço do petróleo
10:16ou um impacto
10:17substancial
10:18na economia mundial
10:19poderia incitar
10:22ou estimular
10:22os países
10:23a reavaliarem
10:25estratégia?
10:26Essa pergunta
10:28é muito boa
10:28porque a gente
10:30trabalha com o cenário
10:32de escalada
10:33do conflito.
10:35A ação,
10:35as ações,
10:36como você próprio citou,
10:38os líderes,
10:39dois líderes falaram,
10:40as ações,
10:40elas duram
10:41o tempo
10:42que for necessário,
10:43mas
10:44em qual
10:45intensidade?
10:47Teremos um
10:48estrito de hormônios
10:49fechado durante
10:50muito tempo?
10:51Se a gente
10:52trabalha com esse cenário
10:53que é um cenário
10:54que ele começa
10:55a aparecer
10:57e ele é um cenário
10:58de extremo
11:00atrito
11:00no preço do petróleo,
11:02a gente está falando
11:03de um aumento
11:04do preço do petróleo
11:05para os próximos dias
11:06que pode chegar
11:07a 10,
11:0915 dólares
11:10a mais
11:10por barril.
11:11Isso mexe
11:12no equilíbrio
11:13global
11:14de formação
11:15de preços.
11:15Queria acrescentar
11:16a minha primeira resposta
11:17inclusive
11:18que a gente
11:19acompanhou aí
11:20no final da tarde
11:21os movimentos
11:21de algumas tradings
11:22já postergando
11:26algumas compras
11:27de petróleo
11:27por conta
11:28dessa indecisão
11:29em relação
11:29ao hormônio.
11:32E aí sim
11:33o poder de pressão
11:34do mercado
11:35e das grandes
11:36economias globais
11:37é muito grande.
11:39E aí a gente tem
11:40que olhar
11:41quem são as economias
11:42diretamente afetadas
11:43por essa situação.
11:44Primeiro a gente tem
11:45uma Europa
11:45muito perto
11:47da região
11:48de conflito
11:49então esses mercados
11:50já na segunda-feira
11:52possivelmente
11:53vão ser afetados
11:54e a gente tem
11:55uma pressão
11:56do mercado
11:57que é o chamado
11:58risk out.
11:58O que é o risk out?
11:59Isso aí a gente já vai ver
12:00na segunda-feira
12:01e se o conflito
12:01se acentuar
12:02tende a piorar.
12:04O que é isso?
12:04São os investidores
12:05saindo
12:07dos ativos
12:08de risco
12:09de países emergentes
12:10e procurando
12:12ativos de segurança.
12:13Então assim
12:14no médio prazo
12:15além de uma pressão
12:16do mercado
12:17se houver
12:18uma escalada
12:18do conflito
12:19o preço do dólar
12:20vai acompanhar
12:22e aí
12:24a conjuntura
12:25internacional
12:25ela vai precisar
12:27de contrapesos
12:28pra esse preço
12:30do dólar
12:30por exemplo
12:30o reposicionamento
12:31da OPEP
12:32pra tentar equilibrar
12:33aumentar a produção
12:34em outros países
12:35pra tentar equilibrar
12:36esse escalado
12:37do preço do dólar
12:38mas uma coisa
12:39que já vai acontecer
12:39nos próximos dias
12:40é isso que eu falei
12:41o tal do risk out
12:42eu olhei os dados
12:43por exemplo
12:44do ouro
12:44hoje também
12:45o mercado tá fraco
12:46porque é final de semana
12:47mas o ouro
12:48hoje ele já passou
12:49dos 5.300 dólares
12:51a onça trói
12:52novamente
12:53a gente deve ter
12:53uma tendência
12:54de apreciação
12:55do dólar
12:56nos próximos dias
12:57porque os investidores
12:58eles tendem a sair
12:59dos mercados de risco
13:00e entrar
13:01nos mercados
13:03nos chamados
13:04ativos de segurança
13:05a gente tem dois
13:06hoje né
13:06o ouro
13:07e o dólar
13:08tudo isso
13:09mexe na conjuntura
13:11e pode sim
13:12trazer uma pressão
13:14muito grande
13:14sobre os príncipes
13:16sobre Estados Unidos
13:17e Israel
13:18pra que
13:19haja uma desescalada
13:21mas isso
13:22numa situação
13:22em que
13:23o preço do barril
13:25do petróleo
13:26subir demais
13:27
13:28então assim
13:28o que a gente precisa fazer
13:29é acompanhar
13:30nos próximos dias
13:30e ver
13:31como é que fica
13:32essa escalada
13:33como é que é
13:34o resultado dela
13:34porque como eu falei
13:36o preço do petróleo
13:37ele reage imediatamente
13:39como a gente já viu
13:40acontecer hoje
13:41ao longo do dia
13:42
13:42pra quanto que vai
13:43esse preço do dólar
13:44
13:44se a gente tiver
13:45uma escalada maior
13:46é o que eu falei
13:46a gente pode trabalhar
13:48nas próximas semanas
13:49com o preço do barril
13:50subindo
13:52de 10 a 15 dólares
13:54o preço
13:56a gente tá operando
13:57hoje com 73 dólares
13:5972, 73 dólares
14:00o barril
14:01se houver uma escalada
14:03muito intensa
14:04a gente começa a falar
14:05o preço do barril
14:06do petróleo
14:0780 dólares
14:08o barril
14:1085 dólares
14:11o barril
14:1290 dólares
14:13o barril
14:13e isso pressiona
14:14a economia inteira
14:15do mundo
14:15
14:15Jorge Ferreira
14:17filho professor
14:17de administração
14:18da ESPM
14:20trazendo avaliações
14:22a respeito
14:23de possíveis consequências
14:24e impactos econômicos
14:26a partir da ampliação
14:27desse conflito
14:29professor
14:29muito obrigado
14:30pela gentileza
14:30viu
14:31volte sempre
14:32a Jovem Pan
14:32até a próxima
14:33obrigado
14:34até a próxima
14:34tchau
14:34tchau
14:34tchau
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