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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv.


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Transcrição
00:00O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã vai ser atingido com uma força nunca vista antes,
00:06caso siga em frente com a promessa de realizar ataques de retaliação.
00:11O Luca Bassani está ao vivo com a gente agora e vai trazer mais informações.
00:14Luca, bom dia, bem-vindo.
00:16Não está claro ainda se Trump pretende continuar por semanas ou se vai ser algo mais rápido.
00:23Não se sabe se ele pretende realmente tirar essa situação do país, assumir o controle do país ou apenas fazer
00:32um ataque mais pontual.
00:35O que as autoridades por aí já comentam? Bem-vindo.
00:39Bom dia a você também, Márcia. Bom domingo a todos que nos acompanham aqui nesta cobertura histórica mais uma vez.
00:44O presidente Donald Trump publicou nas suas redes sociais, principalmente a Truth Social,
00:50que caso o Irã opte por continuar nesses ataques retaliatórios, a retaliação dos Estados Unidos será com a força total
00:58nunca antes vista.
01:00Portanto, ele aconselha que se cessem essas hostilidades.
01:05Lembrando que múltiplas localidades no Oriente Médio foram afetadas pelos ataques iranianos durante a tarde e a noite de ontem,
01:14principalmente Dubai, Emirados Árabes Unidos, o Qatar, Doha e também Kuwait e o Bahrein.
01:20Prédios muito conhecidos, locais turísticos destes aliados dos Estados Unidos na região do Golfo
01:27foram severamente atingidos, além da própria cidade de Tel Aviv e outras cidades israelenses
01:33que costumeiramente são atingidas em ataques dessa natureza.
01:36Aquilo que nós temos em mãos agora é a dúvida sobre qual é o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos e
01:46dos israelenses dentro do Irã,
01:48uma vez que o líder supremo está morto.
01:50A gente sabe também que grande parte da chefia, seja militar, seja política do país, também foi morta,
01:58ou seja, uma tentativa de decapitar o governo iraniano.
02:01De fato, o governo está muito fraco, não só por uma questão interna, mas por toda uma conjuntura internacional e
02:09regional.
02:10Não há mais esses aliados que havia há cerca de 5, 10 anos.
02:13Bashar al-Assad na Síria não governa mais o país, o Hezbollah enfraquecido, o Hamas enfraquecido,
02:19os Hutis também enfraquecidos com seus próprios problemas dentro do Iêmen,
02:23enquanto que a Rússia e a China não parecem dar a devida importância para salvar a República Islâmica de um
02:30possível fim.
02:32Aquilo que muitos analistas têm pontuado aqui na Europa é que talvez a extensão dessas operações norte-americanas israelenses
02:40busquem ao médio prazo, ao pequeno e médio prazo, ou seja, por mais algumas semanas,
02:45enfraquecer ainda mais o regime para que hajam as condições necessárias para uma mudança de governo dentro do Irã,
02:54mas sem que haja a tomada do poder por parte dos norte-americanos.
02:59Principalmente utilizando dois exemplos clássicos recentes,
03:02quando os Estados Unidos, através de uma operação de engajamento direto terrestre no Afeganistão e no Iraque,
03:09não conseguiu uma mudança de regime satisfatória para os objetivos dos Estados Unidos.
03:14No caso do Irã, há um agravante, é uma nação muito maior, 1 milhão e 600 mil quilômetros quadrados,
03:1992 milhões de habitantes e um terreno muito difícil de você fazer operações terrestres
03:25por conta dos desertos, das montanhas, das planícies e também dessa visão muito hostil
03:30que todo mundo dentro do Irã tem em relação ao Ocidente.
03:34Por mais que muitas pessoas comemorem a morte de Ali Khamenei ou a possível queda do regime,
03:39muitos deles não querem que seja um governo escolhido pelos Estados Unidos e pelo Irã.
03:43Essa foi também uma frase central que as minhas fontes me passaram ontem,
03:47quando eu consegui ir em contato com eles na madrugada deste domingo.
03:52É uma questão um pouco incerta, mas o presidente Donald Trump parece que vai utilizar
03:57de toda a sua força militar para que haja essa mudança de regime
04:01sem uma participação mais direta dos Estados Unidos, portanto, sem uma ocupação.
04:06Óbvio que os europeus veem isso com bons olhos, por mais que não admitam,
04:09admitam exatamente por verem no Irã também um grande foco de instabilidade,
04:14um financiador do terrorismo que muitas vezes acaba afetando o próprio continente europeu
04:19nessas ações de jihadismo espalhadas pelo mundo.
04:23A gente, como sempre, vai ficar acompanhando.
04:25Agora há pouco, as Forças de Defesa de Israel, as IDF, disseram que uma nova operação
04:31está em curso em vários alvos militares e políticos em Teherã e outras cidades,
04:35e, portanto, é esperado que isso seja concluído até a hora do almoço,
04:39mais ou menos aqui, mais adiante, do Brasil, antes de uma possível ação retalhatória do Irã,
04:46que com certeza virá, principalmente após a morte do líder supremo Ali Khamenei.
04:51Ô, Luca, é claro que é um abalo muito forte ao regime iraniano,
04:55mas a gente não pode dizer também que é o fim, né?
04:57Quando os Estados Unidos pretendem, talvez, uma troca de regime,
05:00o regime está abalado, mas é quase impossível a gente imaginar que o Khamenei
05:05já não tivesse deixado alinhado, ou o próprio regime, os nomes que iriam sucedê-lo,
05:11até em virtude dos problemas de saúde que ele enfrentava,
05:15e também da idade avançada.
05:17E aí surgem nomes como o Moitada Khamenei, que seria o filho dele, de 56 anos,
05:22e o Hassan Komeini, que seria neto do Ayatollah Komeini, um pouquinho mais novo,
05:27com 53 anos.
05:29Os nomes para suceder, o líder supremo, devem se concentrar nesses dois,
05:36e algum deles é um pouco mais, vamos dizer assim, menos conservador?
05:42O neto do Komeini, por ser mais jovem, poderia ser um pouco menos conservador
05:46que o filho do Khamenei, Luca?
05:48Pois é, Nonato, essa é uma questão interessante,
05:51e o fato de Ali Khamenei ter sido morto muda muito essa questão da sucessão.
05:56Supondo que Ali Khamenei tivesse morrido por causas naturais,
06:00pela condição de saúde ou pela idade avançada,
06:03a sucessão talvez fosse de forma mais distante dos nomes ligados à fundação da República Islâmica,
06:10Rolah Komeini, e Ali Khamenei depois, quando foi presidente do Irã inicialmente,
06:15antes de se tornar líder supremo.
06:17Mas o fato dele ter sido morto, e na visão dos chiítas do Odessimanos,
06:21essa questão do martírio ser um ponto central,
06:24desde a Batalha de Karbala, que fundou o chiísmo em 680 d.C.,
06:29que o Imã Hussein, o neto do profeta islâmico Maomé,
06:34funda o chiísmo depois de uma emboscada na cidade iraquiana,
06:38eles veem as pessoas que morrem por uma causa,
06:41assim como muitos iranianos veem a morte de Ali Khamenei,
06:45como algo praticamente sagrado.
06:46E aí a continuação da sua linhagem faria sentido.
06:50Portanto, o nome de Moitaba Khamenei, o segundo filho de Ali Khamenei, de 56 anos,
06:55aparece com muita força, até por ser alguém que já tivesse contato
07:01com grande parte da estrutura do Estado e principalmente da Guarda Revolucionária Islâmica.
07:05Ao mesmo tempo, tem o neto do próprio Ayatollah Komeini,
07:12que foi uma figura muito mais carismática na visão dos iranianos do que Ali Khamenei,
07:17que era um homem do establishment, assim, dentro dos clérigos chiitas,
07:23alguém muito próximo mais da estrutura do poder do que do povo propriamente dito.
07:27Não tinha um carisma tão grande e focou-se muito mais nas questões militares.
07:32Então, aquilo que as pessoas acreditam é que pode haver,
07:35para talvez sobreviver o regime, uma diferença de ideologia
07:40que culmine com uma figura talvez um pouco mais moderada.
07:45Mas fato é que, quando o líder supremo morre nas condições como morreu,
07:49isso enfraquece bastante a retórica do monopólio da força e da própria Guarda Revolucionária
07:55ser aquela grande guarda que protege as principais pessoas e a própria população.
08:00Se eles não conseguiram proteger nem mesmo o líder supremo,
08:03a figura principal do país de um ataque estrangeiro,
08:06o que garante que eles conseguirão proteger a própria população.
08:09Então, essa questão da legitimidade da Guarda Revolucionária
08:12quanto uma força política e militar, isso acaba se perdendo
08:17e muitos até admitem a possibilidade de haver um abrandamento das questões religiosas,
08:23teológicas e, nesse sentido, as questões militares se sobressaírem
08:28com até a possibilidade de uma ditadura militar, uma junta militar
08:32feita pela liderança da Guarda Revolucionária,
08:35que tem grande parte do poder político e do poder militar dentro do país.
08:40Óbvio que são elucubrações nesse momento, extrapolações,
08:44mas essa questão sucessória vai ser fundamental para sabermos
08:47se o regime permanecerá da mesma forma como permaneceu até agora
08:52ou se haverá uma mudança, talvez, em nome da sobrevivência,
08:56em nome da permanência dessa forma de governo até este momento.
09:02Muitos também argumentam, apenas para concluir e devolver para vocês,
09:06que a questão relacionada à própria capacidade do Irã em responder
09:11esses ataques por muito tempo é o que vai determinar o futuro,
09:15porque o Irã está isolado.
09:16Não há indícios que a Rússia, a China ou que qualquer outro aliado regional
09:20possa dar auxílio militar, seja através de armamentos ou através até mesmo
09:25de homens, de aeronaves, para responder aos ataques israelenses e norte-americanos.
09:30Então, se nós fizermos uma análise a partir do tempo,
09:34depois de algumas semanas, esses estoques de mísseis balísticos,
09:37essa capacidade militar iraniana vai se reduzir e não haverá outra chance
09:42para o governo, a não ser negociar uma capitulação ou negociar reformas
09:46que sejam satisfatórias a Netanyahu e Donald Trump.
09:50Então, a luta contra o tempo acaba sendo também um fator essencial
09:53para sabermos o futuro dessa nação tão importante na história do mundo
09:57e que agora passa por mais uma quebra de paradigma.
10:00Agora, Luca, na ONU, já houve ali, o secretário-geral da ONU
10:05condenou o uso da força nos Estados Unidos.
10:08Vários líderes mundiais demonstram grande preocupação também
10:12com essa escalada de tensão entre os países.
10:15E a própria União Europeia acabou anunciando conversas
10:19com os países árabes do Oriente Médio ali.
10:22Vai ter, inclusive, um comunicado conjunto agora.
10:26França, Alemanha, Reino Unido já pretendem unir forças.
10:31E eles informaram ontem que, geralmente, já tinham feito pedidos
10:36para que o Irã encerrasse o programa nuclear e dos mísseis.
10:42Mesmo assim, os pedidos da União Europeia não foram atendidos.
10:46O que esses países pretendem fazer a partir de agora
10:48com toda essa repercussão, Luca?
10:52Pois é, Marcia, essa também é outra questão complexa,
10:55porque por mais que os europeus defendam o direito internacional
10:59e saibam que essa ação preventiva, assim, dita por Israel e Estados Unidos,
11:05quebra o direito internacional, porque não houve um ataque anterior
11:08que justificasse essa ação, muitos deles respiram aliviado
11:12com a morte de Ali Khamenei e com a possibilidade de uma mudança
11:16de regime em Teherã, por conta do próprio programa de mísseis balísticos.
11:21Esse foi um ponto fundamental das negociações em Abu Dhabi e Genebra,
11:25que não foram, não se encontrou uma convergência e justificam a ação
11:31de Donald Trump, pelo menos na visão norte-americana.
11:33O programa de mísseis balísticos iranianos é um dos mais modernos do mundo
11:37e eles estavam desenvolvendo mísseis, não só intercontinentais,
11:41mas principalmente vários mísseis, várias unidades daqueles de médio alcance,
11:45que podem ir a 2 mil, talvez até 5 mil quilômetros
11:48e alcançaria facilmente países dentro da Europa.
11:52Então, os europeus sabem que, neste sentido,
11:56ter uma mudança de regime dentro de Teherã é algo muito positivo
12:00para a estabilidade do Oriente Médio e para a sua própria segurança nacional,
12:04nesse momento em que há um realinhamento militar de forças.
12:08Todavia, muitos se preocupam também com os seus próprios cidadãos
12:12em toda essa região.
12:13Há muitos expatriados europeus que vivem nos Emirados Árabes Unidos,
12:17no Catar, vivem na Arábia Saudita,
12:19e que agora estão procurando as unidades consulares dos países europeus
12:23para serem repatriados, considerando esse caos também aéreo.
12:27Muitos voos cancelados, muitos aeroportos fechados,
12:30sem nenhuma perspectiva de reabertura dessas rotas aéreas,
12:34à medida que esse conflito continua e há essa movimentação
12:38de um ataque e uma retaliação, um ataque e uma retaliação,
12:41sem sabermos quando isso terminará.
12:43Obviamente que nenhuma guerra é eterna e o Irã,
12:46estando isolado, estando sozinho, tem recursos mais limitados
12:49que, observando ao longo das semanas,
12:51nos faz imaginar que haja uma negociação
12:54até pelo esgotamento das suas capacidades militares.
12:58Mas quando que isso acontecerá de fato, ainda não sabemos.
13:02E outro temor que os europeus têm é a utilização do jihadismo
13:07como uma forma de resposta ao Ocidente.
13:09Por mais que o Irã talvez não tenha capacidade militar suficiente
13:12para responder de igual para igual para o exército norte-americano
13:17e israelense nas suas ações coordenadas,
13:19eles têm uma série de células terroristas espalhadas pelo mundo,
13:23vários outros muçulmanos simpatizantes das suas causas anti-ocidentais
13:27e jihadistas que estariam dispostos a derramar sangue
13:31em nome dessa causa nefasta.
13:34Exatamente estes eventos acabam acontecendo mais no continente europeu
13:39do que nos Estados Unidos, propriamente dito.
13:41Então a segurança tem sido reforçada em cidades que já sofreram
13:45com o terrorismo no passado, como aqui mesmo na Alemanha, em Berlim,
13:48cidade de Paris, na França, própria capital britânica, Londres,
13:52porque essa é uma possibilidade.
13:54Inclusive agora cedo, uma notícia que vale a pena a gente veicular,
13:59o consulado americano em Karate, a maior cidade do Paquistão,
14:04foi invadida por manifestantes chiítas que se demonstravam
14:08contra o governo norte-americano e até agora pelo menos seis pessoas morreram.
14:13Não se sabe até que ponto cidadãos americanos ou funcionários
14:17do consulado americano foram atingidos, mas a gente vê que em vários
14:21outros lugares do mundo, até mesmo aqueles um pouco distantes
14:25do conflito propriamente dito, há já esse levante de pessoas
14:28que se sentem representadas pela causa iraniana e que pode eventualmente
14:34acabar com mais mortes de inocentes através do terrorismo
14:37ou dessas ações politicamente motivadas, algo para a gente observar também
14:41a partir aqui da Europa.
14:42É, e fora outro ponto importante também, né, Luca, que é como a população irã
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