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No Jovem Pan Saúde desta semana, você se informa sobre dicas e cuidados após a época de carnaval, além das últimas notícias da área da saúde. Ainda no programa, no quadro Check-Up apresentado por Claudio Lottenberg, o convidado da semana Marcelo Franken te explica tudo sobre longevidade.
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NotíciasTranscrição
00:03Jovem Pan Saúde
00:06Olá, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vinda a mais um Jovem Pan Saúde.
00:11Eu sou a Danube Abraga e o programa de hoje a gente vai falar sobre o Itás Carnaval.
00:16Afinal de contas, todo mundo viveu intensamente, são diversos dias de folia
00:21e aí é importante a gente saber voltar pra rotina.
00:24No nosso quadro, o check-up, o doutor e apresentador Cláudio Luttenberg conversa com o cardiologista Marcelo Franke
00:32que explica tudo sobre longevidade.
00:35Afinal de contas, quem não quer viver mais e melhor?
00:38Bom, além disso a gente te atualiza sobre as últimas notícias também da área da saúde.
00:46Me diz uma coisa aí, curtiu muito o Carnaval?
00:49Foi pra Bloquinho, Sambódromo, são muitos dias de folia e na maioria das vezes
00:54a gente deixa a saúde de lado, a alimentação fora de hora e sem muito critério ali pra escolher os
00:59alimentos
01:00exagero na bebida alcoólica, é quase que certo.
01:03E aí o resultado? Aquela ressaca, sensação de estufamento, mal-estar.
01:08A gente precisa em algum momento buscar aquele balde que a gente mandou pra longe
01:11e a volta nem sempre é fácil, diria que é bem difícil por sinal.
01:16Então pra ajudar a gente nessa missão tão importante
01:19a gente recebe o cirurgião do aparelho digestivo, Rodrigo Barbosa.
01:23Doutor, seja muito bem-vindo.
01:24Obrigado Anubia, é um prazer estar aqui e falar um pouquinho sobre isso
01:27e ajudar as pessoas a recuperar um pouco a rotina após o Carnaval.
01:31Doutor, antes de a gente começar o papo sobre as dicas,
01:34eu queria que o senhor falasse um pouquinho pra gente
01:36como que funciona o nosso organismo, o que que acontece
01:39depois de tantos dias de folia, nas redes sociais tem aqueles memes, né?
01:43Mal sabe o meu corpo que daqui 48 horas ele vai estar na academia
01:47depois de dias ali comendo fora de hora.
01:50Então eu queria que o senhor explicasse pra gente o que acontece no organismo
01:53quando a gente faz essa bagunça toda.
01:55Vem numa rotina regrada, de repente enfia o pé na jaca
01:59e aí o que que acontece com a gente?
02:01Eu acho que, em primeiro lugar, a quebra de rotina
02:04traz muitos impactos pro organismo, né?
02:07Mas principalmente o abuso da bebida alcoólica,
02:10das comidas ricas em gordura, ultraprocessados,
02:14que a gente acaba comendo ali depois o bloquinho.
02:16Sei que todo mundo aí foi comer o dogão, né?
02:19Depois daquele bloquinho, quem que não fez isso?
02:21Mas isso aí traz uma palavra importante pro corpo,
02:25que é inflamação.
02:27E essa inflamação que dura por muitos e muitos e muitos dias, né?
02:31Porque aqui no Brasil a gente não tem nem carnaval, né?
02:33A gente tem pré-pré-carnaval, pré-carnaval, carnaval, pós-carnaval.
02:38É um negócio impressionante.
02:40No domingo aqui tava tendo bloco ainda, né?
02:42Então todo mundo acaba tendo algum grau de prejuízo.
02:46Quem nunca pegou uma virose pós-carnaval?
02:49Tanto por excesso de beijinho,
02:50quanto por queda da imunidade devido ao estresse do corpo.
02:53Então a palavra-chave é inflamação e estresse no corpo.
02:57Isso vai trazer prejuízos.
02:59E esses prejuízos a gente vai falar um pouquinho mais adiante.
03:01Doutora, muitas vezes também é por conta do calor.
03:05Muitas pessoas acabam esquecendo de ingerir água.
03:09E aí é pula, desidrata.
03:12Quais são os primeiros sintomas de desidratação?
03:14Que é importante ficar esperto.
03:16Eu acho que o maior problema é que na hora da folia,
03:18os sintomas de desidratação, eles são um pouco silenciosos.
03:22Você não consegue perceber.
03:23Porque primeiramente a maioria das pessoas está completamente alcoolisada, né?
03:27Então não consegue sentir, por exemplo, o coração palpitando,
03:31a boca seca, às vezes até mesmo o olho seco, a língua áspera.
03:36Então são pequenos sinais que vão dando até que vem a tontura,
03:40muitas vezes desmaios.
03:41Então é muito, muito perigoso.
03:44E falei muito ao longo dessas semanas aí,
03:46que durante o carnaval eu acho que a palavra-chave é ter ingesta de água
03:51entre as bebidas ali que você está tomando.
03:54Tomou uma ou duas cervejinhas, toma uma garrafinha d'água.
03:57Vai ajudar até a passar o tempo um pouquinho
03:59e fica um pouco mais tranquilo para poder brincar por mais tempo.
04:02Mas as pessoas, de maneira geral, elas não conseguem.
04:05Elas vão sempre repetindo o mesmo erro.
04:08E aí no outro dia o preço vem.
04:10A ressaca vem para ressuscitar, vai usando o truquezinho.
04:14E aí essa inflamação, esse estresse corpóreo vai piorando ao longo da semana.
04:18A gente ainda está no verão.
04:20Muita gente ainda vai aproveitar e muito essa estação, praia.
04:24E tem a questão também importante da gente falar da insolação.
04:27Porque também acontece durante os blocos, também acontece durante o carnaval.
04:31Sim.
04:32A insolação também basicamente é uma desidratação associada ao processo de...
04:39Vou usar o termo queima, né?
04:41Que o corpo, quando você está submetido a um sol intenso, ele queima, a pele queima.
04:45E essas queimaduras indiretas causadas pelos raios ultravioletas, também vão causar inflamação.
04:52Inflamação na pele, inflamação corpórea, retenção hídrica, né?
04:56Ela vai...
04:56A água que deveria estar dentro dos vasos sanguíneos vai edemaciar a pele.
05:03Então a gente vai ter uma desidratação direta pela falta de ingestão de água.
05:08E uma desidratação indireta pela inflamação causada pelos raios ultravioletas.
05:12Então é um problema, é um problema muito sério e que a solução é tão simples quanto
05:17que eu já falei.
05:18Manter a ingesta de água, usar protetor solar, porque vai ajudar a reduzir a captação dos
05:24raios ultravioletas ali em quase toda a sua totalidade.
05:27Então vai favorecer você conseguir curtir sua praia melhor.
05:30E basicamente é isso.
05:32Doutor, a gente tem...
05:33Muita gente fala, né?
05:35Ah, depois dos 30, quando eu aproveito demais, bebo demais, parece que eu estou com dengue
05:41no dia seguinte, parece que eu vou morrer, porque fica muito mal mesmo depois de exagerar
05:47na bebida, na folia.
05:49Isso acontece mesmo?
05:51Os sintomas são mais agressivos com o passar da idade?
05:54Isso faz diferença mesmo?
05:56Olha, eu não vou nem falar só com ciência, eu vou falar por mim.
06:01É verdade, né?
06:03Acho que tudo no corpo humano, tudo no corpo humano envelhece.
06:07E é natural que, por exemplo, as suas células consigam processar um pouco menos algumas toxinas.
06:14É natural que o seu intestino consiga captar um pouco menos alguns nutrientes.
06:19Mas quem nunca virou pra si mesmo assim, nossa, mas por tanto tempo eu comi determinada coisa e não senti
06:26nada.
06:26Agora eu estou sentindo um monte porque estou comendo uma coisa diferente.
06:30E acho que isso vale pra tudo no corpo.
06:33Então o autocuidado, pra gente que está vivendo hoje uma geração de anti-envelhecimento na medicina
06:41anti-aging hoje em dia, é entender os cuidados que nós temos que ter no dia a dia
06:45pra que quando a gente der essa chutadinha no balde, como você disse,
06:50a gente consiga manejar, tanto no momento, como eu falei, com medidas de hidratação,
06:55medidas de controle de danos que você consegue fazer no ato,
06:58controlar de onde você está comendo, o que você está comendo,
07:01porque isso é possível, isso vem muito do hábito, né?
07:04Muitas pessoas, elas abandonam os hábitos completamente.
07:08Eu sempre digo, hábito é hábito, exceção é exceção.
07:11Se você consegue, por exemplo, no carnaval, ter uma ou duas refeições bem saudáveis ao longo do dia,
07:18você vai conseguir sobreviver melhor a essa ressaca.
07:21Só que a gente tem esse hábito e a cultura no Brasil, né?
07:26De chegou o domingo, chuta o balde, é isso e pronto.
07:29E não é bem assim.
07:31A gente tem sim, e a gente que quer envelhecer bem, que passou dos 30,
07:34que quer continuar com a vida produtiva, que quer continuar com a vida saudável,
07:40a gente tem que tomar algumas medidas de prevenção.
07:43Doutora, e a gente viu nesse carnaval que a questão das doenças sexualmente transmissíveis
07:48deram um boom e a questão da doença do beijo.
07:51Eu queria que o senhor falasse um pouco da doença do beijo,
07:53como que ela se dá no organismo e também a questão, né,
07:57reforçar-se a importância da gente se prevenir por conta das doenças sexualmente transmissíveis.
08:02Bom, então, separando aí entre as duas perguntas,
08:06a doença do beijo, eu até costumo dizer que a doença do beijo são muitas.
08:09São muitas doenças, porque são basicamente viroses que são sazonais.
08:13Aí temos várias, né, citomegalovirose, apistarimbar,
08:18até mesmo a própria herpes pode ser considerada uma doença do beijo.
08:22E são doenças que a gente realmente pode contrair ali no carnaval,
08:25principalmente quem faz aquela coleção de colarzinho no pescoço, né?
08:32Então, não tem muito como prevenir isso, né?
08:35Porque são...
08:36Eu até brinco, né?
08:37Um outro dia eu falei assim, brasileiro tem a melhor imunidade do mundo, né?
08:41Porque a maioria de nós, quando a gente vai fazer o controle sanguíneo, né,
08:45do que a gente chama de IgG, que é pra saber se a gente tem proteção
08:48pra essas doenças, a maioria de nós é positivo.
08:51Mas prevenir só se você deixar de beijar.
08:53Quem que vai deixar de beijar, né?
08:55No carnaval.
08:56No carnaval, ainda por cima, ficou solteiro.
08:59Ivete já dizia, tá solteira, mas não tá sozinha, né?
09:02Exato.
09:03E a questão das doenças sexualmente transmissíveis,
09:06tem a questão da PrEP, que ela é muito importante.
09:08Mas eu acho que ainda assim, como a gente sabe de...
09:12A gente hoje tem acesso a muita informação,
09:14mas é sempre importante a gente relembrar e não achar que tá distante da gente.
09:18É, na verdade ela tá muito próxima da gente.
09:20As doenças sexualmente transmissíveis estão muito mais próximas do que nós imaginamos.
09:24principalmente a quem tem uma vida sexual ativa e com diversos parceiros.
09:29O que é natural pra quem tá solteiro, né?
09:31Então estão na busca.
09:33Mas elas estão realmente presentes.
09:35Eu também atuo como coloproctologista, né?
09:38Tenho visto isso muito na prática.
09:40Na nossa comunidade LGBT,
09:43a gente vê muito isso.
09:45Com a adventa da PrEP, que foi uma grande bênção realmente pra...
09:48Pra comunidade aí, pra tal...
09:51Pra o mundo, né?
09:52Não só a PrEP, como a evolução dos tratamentos pro HIV, né?
09:56A gente hoje considera hoje o HIV, uma doença praticamente como uma pressão alta.
10:01Até com sobrevidas iguais à população em geral.
10:05Então eu costumo dizer que HIV virou uma doença de manejo comum, né?
10:10Então as pessoas mais jovens, por exemplo, hoje já não tem mais medo do HIV.
10:15Então realmente se tornou comum e as ISTs vêm crescendo.
10:20HPV, clamídia, gonorreia, micoplasma, oreoplasma, elas vêm crescendo.
10:24Não apenas na comunidade LGBT, como na comunidade em geral,
10:28porque a prevalência acaba se cruzando, né?
10:30Mas existem medidas de proteção que, assim, a óbvia tem que ser falada sempre, né?
10:36Que é o uso de preservativo.
10:38Não dá muito pra fugir dele, porque ele realmente é quem vai trazer maior proteção.
10:43Mas mais pra além disso, se você está disposto a ter relações sem camisinha,
10:49eu acho que o mais importante é você ter uma rotina preventiva.
10:53Fazer exames de sangue periódicos, principalmente aí pra detectar hepatite, sífilis.
10:59Fazer avaliação ginecológica e ano-retal com proctologista ou ginecologista,
11:03pra você avaliar eventualmente se tem ali um HPV, pra poder tratar ele,
11:07pra ver se você está com alguma bactéria, pra tratar ela.
11:11Existe ainda a possibilidade, e hoje é muito, muito possível,
11:14do uso da doxiciclina na pós-exposição,
11:17que traz aí uma prevenção com dois comprimidinhos até 72 horas
11:22após a exposição sexual, de quase 66% aí pra infecções bacterianas,
11:30principalmente ano-retais.
11:32Então são estratégias que a gente vai trazer e vai fazer com que a pessoa encaixe aquilo
11:38da melhor maneira possível dentro da vida dela.
11:40Mas o mais importante, com certeza, é ter uma rotina de acompanhamento
11:46se você pratica sexo sem preservativo.
11:48Se você tendo essa rotina, vai ficar tudo bem.
11:51Doutor, pensando nessa pós-exposição,
11:53isso está disponível também no Sistema Único de Saúde?
11:56É de fácil acesso?
11:57Sim, é de facílimo acesso, na verdade.
12:00Claro que existem aí correntes dissonantes em relação a isso.
12:03Quando eu falo dissonantes, é discordantes, né?
12:06Alguns infectologistas, enfim, médicos em geral,
12:10são um pouco contra o uso desse antibiótico no pós-exposição,
12:14simplesmente porque existe, e existe sim o fato de que quando você abusa de antibióticos,
12:18você vai induzir resistências bacterianas.
12:22Mas é uma estratégia muito válida e você tem que debater e sentar com o seu médico.
12:26Está disponível no SUS, aliás, o SUS é maravilhoso, né?
12:29O SUS é uma coisa espetacular, né?
12:33Pessoal que vem esse carnaval, tivemos um boom de estrangeiros no Brasil.
12:36Eu fui ao Rio de Janeiro e eu literalmente fiquei assombrado que eu não ouvia português.
12:42Falei, nossa, eu estou em outro país.
12:48E o pessoal que usou o SUS, pessoas que passaram mal,
12:51que estavam no meu convívio e acabaram indo para o sistema público,
12:54que passa mal na rua, vai para o sistema público,
12:56eles ficaram encantados, né?
12:57Então é realmente um louvor termos o SUS no Brasil.
13:01Doutora, agora mudando um pouquinho de assunto,
13:04ainda falando sobre verão, folia,
13:07tem a questão das viroses, principalmente na praia.
13:11Qual a importância da gente ter uma imunidade também boa já
13:15e as dicas para que a gente não caia em armadilhas
13:19quando a gente está ali aproveitando aquele calorão,
13:22as vendas ambulantes e não fica doente?
13:25É muito para além das viroses até, né?
13:27A gente tem que pensar em doenças graves e invasivas,
13:30como, por exemplo, a salmonelose.
13:32Então a gente tem que pensar que existem sim doenças graves,
13:35doenças até que podem ter sua taxa de fatalidade, né?
13:40Ano passado tivemos dois casos aí durante o verão
13:43que foram bem trágicos, né?
13:45De salmonelose.
13:46E a gente tem que realmente ter cuidados para evitar isso aí
13:50e são coisas realmente que dá para controlar.
13:52Porque, por exemplo, você está na praia,
13:54três da tarde,
13:56tem uma pessoa passando com um camarão de procedência duvidosa.
13:59Você não vai comer aquele camarão.
14:01A gente está exposto, no mínimo,
14:03a exposto ao sol por mais de sete, oito horas.
14:06Então, é sapiência, né?
14:08Por exemplo, você não vai comer um sanduíche com maionese na praia
14:10que você não sabe de onde veio.
14:12Você não vai comer um dogão à noite em um lugar...
14:17E assim, é muito comum, né?
14:18Quem nunca passou mal após um dogão?
14:20E é porque é verdade.
14:22Esses locais,
14:23eles não têm o básico do básico,
14:26que é a visita da vigilância sanitária.
14:29E muita gente acha que a vigilância é bobagem.
14:31Não é.
14:32Ela funciona muito.
14:33E essas visitinhas aí vão garantir, por exemplo,
14:36que os produtos que você está ingerindo
14:38estão dentro da validade.
14:40Então, você comer alimentos sem procedência,
14:44tomar bebidas em gelos
14:47que você não sabe de onde está vindo,
14:49você pode, com certeza, contrair uma doença grave.
14:51Quer ver uma coisa que é bem comum,
14:55bom, pelo menos bem comum
14:56de onde eu venho, eu sou colagoano.
14:58E que é o pessoal comer ostra na praia.
15:02Não tem condições, gente.
15:05Eu desconheço a pessoa que comeu isso e ficou bem,
15:08porque passa mal mesmo.
15:10A gente não sabe a procedência.
15:12Então, a gente precisa tentar ingerir alimentos com procedência,
15:16tanto gelo quanto comida.
15:17Você falou sobre a questão também da bebida, do gelo,
15:20mas tivemos diversos casos de intoxicação por metanol.
15:23Então, além disso, a gente também tem que tomar cuidado
15:25com a procedência da própria bebida alcoólica.
15:28Bebida.
15:28E essa questão do metanol é uma questão muito séria, né?
15:31Eu acho que tivemos casos muito trágicos ano passado
15:37e ter, pelo menos, tentar ter ciência da procedência da bebida
15:43é muito importante, até porque você vê,
15:46se num lugar, né, os casos que foram mais emblemáticos aqui no Brasil
15:50foram de lugares com procedência.
15:53Se num lugar que as pessoas passam a vigilância,
15:58o pessoal compra de fornecedores confiáveis,
16:02deu ruim...
16:03Imagina...
16:04Imagina no meio da rua.
16:06Imagina quantas vezes você...
16:07Vou até convidar você pra participar desse pensamento.
16:10Imagina quantas vezes, quando nós éramos mais jovens,
16:13todo mundo tava dentro de uma rodinha ali
16:16e uma pessoa destoou completamente dos outros,
16:20desmaiou, passa mal, foi parar no hospital.
16:22Talvez aquilo ali tenha sido uma intoxicação por etanol.
16:25Só que a gente menospreza, a gente não lembra.
16:27Então, essa coisa que a gente vê no carnaval,
16:30às vezes, não é só essas bebidas,
16:31são intoxicações diretas ou indiretas.
16:33Doutor, você falou sobre a quantidade de turistas
16:36que o Brasil recebeu, né, no carnaval.
16:38E aí a gente pensa também em doenças
16:41que podem ser prevenidas através de vacina.
16:45Tem algum calendário, alguma dica de vacinas
16:49que o senhor indicaria,
16:50sempre quando a gente tá perto ali de grandes eventos,
16:53que vai acabar recebendo muitos turistas,
16:56que era importante que a população
16:57ficasse atenta ao calendário vacinal?
16:59Eu não vou falar nem de rotina,
17:01eu vou dizer assim, pega teu cartão de vacina
17:03lá no post e atualiza.
17:04Então, por exemplo, muitas vacinas,
17:06elas vencem muitas vacinas,
17:08você não tomou porque não existia,
17:11não existiam campanhas na época,
17:15quando éramos mais jovens.
17:16Então, por exemplo, vacina de hepatite A,
17:19que é uma doença que a gente pega na comida,
17:21vacina de hepatite B,
17:23que tem que ser atualizada a cada 10 anos.
17:26existem outras, né, sarampo,
17:28que tem que checar que você tomou ou não.
17:32Existem algumas vacinas que ainda não estão disponíveis no Brasil aí,
17:35que com fé em Deus chegarão em breve,
17:37como uma vacina do monkeypox,
17:39que até hoje eu não entendi porque não chegou no Brasil.
17:43Mas o grande segredo e truque
17:45é levar sua carteirinha vacinal para atualizar no SUS.
17:49Existem algumas vacinas não disponíveis no SUS,
17:52que eu acho que são relevantes nos dias de hoje, né,
17:57principalmente para quem tem exposição sexual com múltiplos parceiros,
18:00que gostam de dar uma festinha, né,
18:02e que são as vacinas do HPV Dona Valente,
18:05eu acho super relevante.
18:08No SUS nós temos disponível a Quadrivalente,
18:10que é mais do que suficiente para a prevenção do câncer
18:14de útero e coloretal, praticamente 100%,
18:17mas a Dona Valente vai prevenir você ter outras lesões verrucosas
18:21de outros tipos de HPV, porque HPV são muitos tipos,
18:24eu até brinco que eu falo que é igual Pokémon,
18:25HPV tem mais de 150 tipos,
18:30e a vacina, a meningocóxica nova, né,
18:33que tem uma proteção parcial para gonorreia.
18:35Então são duas vacinas que estão aí no serviço privado
18:38que eu acho que são interessantes de ser tomadas.
18:40Doutor, para a gente encerrar,
18:43pensando a longo prazo,
18:44o que só tem carnaval agora no que vem,
18:46mas a gente pode seguir dicas ao longo do ano
18:49para se preparar para a próxima folia.
18:52É isso.
18:52Tem o São João.
18:53Tem o São João também, exatamente.
18:55Paulista está aderindo.
18:56Isso.
18:57Festa é com a gente mesmo, nunca é demais.
18:59Mesmo.
19:00Estava até, o pessoal estava falando
19:01que a Lady Gaga levou 2 milhões aqui em São Paulo,
19:05no Ibirapuera foi 2 milhões em quase todos os shows,
19:07é uma loucura o Brasil, né, Viva o Brasil.
19:10Mas sim, acho que as medidas são básicas,
19:13claras para todos nós.
19:14Fazer exercício físico, se alimentar bem,
19:17procurar diversificar o cardápio,
19:19ter bastante proteínas e fibras dentro dos alimentos,
19:23preferir carboidratos complexos,
19:26ter uma rotina alimentar e de exercício sempre constante
19:30e fazer higiene do sono.
19:32Eu acho que dormir bem é muito, muito importante,
19:35tanto para a saúde, quanto para a saúde mental,
19:39quanto para o envelhecimento,
19:40quanto para o bom funcionamento do corpo,
19:42imunidade, dormir bem realmente faz toda a diferença
19:45para um ser humano.
19:46E essas são as medidas básicas.
19:49E lembrando, se vai beber,
19:51sempre tenta manter um copinho d'água,
19:54cada um, dois drinks,
19:55que isso aí vai fazer você brincar bem,
19:57curtir legal e não ter ressaca no dia seguinte.
20:00Eu estou muito...
20:01Conta, conta, conta.
20:02Posso interromper mais um?
20:03Claro, claro.
20:03Me perguntaram outro dia,
20:05e eu acho que é interessante de ser dito,
20:07pré-drinks para evitar ressaca.
20:10Você tem visto isso aí?
20:11Eu vi.
20:12Então, isso é uma coisa muito controversa,
20:15mas existem aí alguns dados que mostram
20:18que esse pool de aminoácidos e vitaminas,
20:21principalmente as vitaminas do complexo B,
20:25realmente reduzem os sintomas,
20:27mas não os danos.
20:28Então pode ser que você tenha uma sensação
20:30de estar melhor,
20:31mas os danos acumulados estarão lá.
20:33Então, essa medida de hidratação
20:35vai reduzir muito mais do que um pré-drink.
20:38Mas deletério, fazer mal, não vai te fazer,
20:41porque são apenas aminoácidos e vitaminas.
20:43Perfeito.
20:43Doutor, muito obrigado
20:44por as suas informações valiosíssimas.
20:48Obrigado, obrigado.
20:49Foi um prazer estar aqui hoje.
20:50Prazer foi nosso.
20:51E olha só,
20:51a gente vai falar sobre uma notícia
20:53muito importante no ramo da saúde,
20:55isso porque uma medicação chamada polilaminina,
20:58com certeza você já ouviu falar,
21:01isso porque tem ganhado muita repercussão na mídia.
21:04Ela foi desenvolvida em um laboratório no Rio de Janeiro
21:07e pode ser a cura para pessoas tetraplégicas
21:10voltarem a andar.
21:11O Rodrigo Viga preparou um material especial
21:14pra gente.
21:15Vamos acompanhar.
21:17Segundo cientistas e especialistas,
21:20ainda não é possível afirmar
21:21que a melhora dos movimentos de alguns pacientes
21:24que testaram a polilaminina
21:26aconteceu efetivamente
21:29por causa do composto desenvolvido pelo UFRJ.
21:33A eficácia da substância
21:34será medida nas próximas etapas da pesquisa
21:37dependendo dos dados obtidos
21:39nos estudos clínicos já autorizados.
21:42Se esses estudos desenvolvidos
21:45pela Universidade Federal do Rio de Janeiro
21:47avançarem,
21:48a expectativa é que num prazo de até 5 anos
21:52a polilaminina já esteja à disposição
21:57para o consumo aqui no país.
21:59Os estudos preliminares
22:01mostram que o ideal
22:02é que a substância desenvolvida pelo UFRJ
22:05seja aplicada em pessoas com lesões recentes,
22:08ou seja,
22:09mais eficiência
22:10num prazo de até 72 horas
22:13após a lesão medular.
22:14Os testes de laboratório
22:16feitos até agora com animais
22:18e um pequeno grupo de voluntários
22:20mostraram recuperação de movimentos
22:22em alguns dos casos,
22:24o que impulsionou a continuidade das pesquisas.
22:27No começo desse ano,
22:29a Anvisa,
22:29Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
22:32autorizou o início da primeira fase
22:34dos estudos clínicos
22:36para avaliar principalmente
22:37a segurança do tratamento
22:39em pessoas com lesão medular recente.
22:43Nessa fase,
22:44o objetivo é entender possíveis riscos,
22:46monitorar efeitos adversos
22:48e verificar se o método pode avançar
22:52para a fase seguinte
22:53e não atestar a eficácia.
22:56O ministro da Saúde,
22:57Alexandre Padilha,
22:58disse à Jovem Pan
22:59que as expectativas
23:00são positivas
23:02com a nova substância
23:04desenvolvida
23:05na UFRJ.
23:06A Poli Laminina
23:08é uma daquelas histórias
23:09fruto da dedicação,
23:11da criatividade,
23:12do mérito da professora Tatiana Coelho,
23:14do seu grupo de pesquisa
23:15e agora a Anvisa,
23:17a nova diretoria da Anvisa
23:18tomou uma atitude muito importante
23:19que é criar um comitê
23:21específico para a inovação
23:23que avalia mais rapidamente
23:25projetos como esse.
23:26Desde o começo do ano,
23:28a Poli Laminina
23:29está naquela etapa
23:30que a gente fala dos estudos clínicos,
23:32ou seja,
23:32que é muito importante
23:34que as pessoas
23:35que estão com essa esperança
23:36de utilizar essa medicação
23:38procurem estar cadastradas
23:40no estudo clínico
23:41para avaliar o mais rápido possível
23:43o que a gente chama
23:43da segurança
23:45dos desmedicamentos.
23:47A Anvisa botou
23:47todo o regramento para isso,
23:49colocou toda a diretoria
23:50à disposição.
23:52O laboratório
23:53e o grupo de pesquisa
23:54da professora Tatiana Coelho
23:55estão buscando esses voluntários.
23:56É muito importante.
23:58Precisa ser apenas
23:58cinco voluntários
24:00para concluir
24:01o que a gente chama
24:01de estudo de segurança.
24:03Depois vai para o estudo
24:05de eficácia,
24:06que vai precisar
24:06de um número maior
24:07de voluntários.
24:08Mas tem tanta gente
24:09com tanta esperança
24:10nessa medicação
24:11que eu tenho certeza absoluta
24:13que o pessoal se dedicar
24:14a se cadastrar
24:16no grupo de voluntários.
24:17A gente vai ter
24:17o mais rápido possível
24:19os dados
24:20que vão permitir
24:21que a Anvisa
24:22possa autorizar
24:23que uma medicação
24:24como essa
24:25com dados de segurança
24:26e eficaz
24:27possam ir
24:28para a população
24:29como um todo,
24:30inclusive para o sul.
24:31Um estudo científico
24:33desenvolvido aqui no Brasil
24:34por uma pesquisadora brasileira
24:36da UFRJ,
24:37a Universidade Federal
24:38do Rio de Janeiro
24:39se tornou um dos assuntos
24:40mais falados
24:41e debatidos
24:42nos últimos dias
24:42no país.
24:43O trabalho
24:44acende uma luz
24:45no final do túnel
24:46para aquelas pessoas
24:47que tiveram
24:48uma lesão de medula
24:49e perderam os movimentos,
24:52especialmente
24:52nos membros inferiores.
24:55Estamos falando
24:55da polilaminina,
24:57um composto
24:58desenvolvido
24:59a partir de uma proteína
25:00presente naturalmente
25:02no organismo humano,
25:03a laminina.
25:04A substância
25:05é preparada
25:06a partir de proteína
25:07extraída
25:07da placenta humana
25:08e aplicada
25:09diretamente
25:10na região
25:11da medula afetada,
25:13geralmente
25:13em dose única,
25:14seguida de fisioterapia
25:15para a reabilitação
25:17do paciente.
25:18O objetivo do composto,
25:19desenvolvido
25:20pela pesquisadora
25:21e bióloga
25:22da UFRJ,
25:23Tatiana Sampaio,
25:24é buscar
25:24a regeneração
25:25de células nervosas
25:27lesionadas.
25:27Os estudos
25:28sobre o composto
25:29indicam que
25:30sua maior eficiência
25:31seria em casos
25:32de lesão integral
25:33na medula.
25:35É pela medula
25:36que passa
25:37os estímulos
25:37do cérebro
25:38para movimentos
25:39e outras necessidades
25:41motoras.
25:41Os ensaios
25:42preliminares
25:43apontam que
25:44a polilaminina
25:45poderia até
25:46resultar
25:47na recuperação
25:48parcial
25:49ou total
25:49dos movimentos
25:50em pessoas
25:51com trauma
25:52raquimedular.
25:54A possibilidade
25:55de uma pessoa
25:56com lesão
25:56na medula
25:57resgatar
25:58movimentos
25:59ou até mesmo
26:00voltar a andar
26:00tem causado
26:02um alvoroço
26:03no segmento
26:04médico
26:04e principalmente
26:05entre as pessoas
26:07vítimas
26:08de traumas
26:09na medula.
26:10Do Rio de Janeiro,
26:13Rodrigo Viaga.
26:14O doutor
26:15Claudio
26:16Rutenberg
26:16conversou
26:17com o cardiologista
26:18Marcelo
26:19Frank,
26:19que explicou
26:20e deu dicas
26:21sobre longevidade,
26:23uma fase
26:23que exige
26:24atenção
26:25e cautela.
26:31CICAP
26:32Jovem Pan
26:32Condutor
26:33Claudio
26:34Lutenberg
26:36Seja muito
26:37bem-vindo,
26:38meu querido
26:38Marcelo.
26:39Obrigado,
26:39Claudio.
26:40Prazer estar aqui
26:41com você
26:41e para o público
26:42que nos assiste.
26:43Todos nós
26:44falamos sobre longevidade.
26:45Qual o significado
26:46real
26:47de longevidade?
26:48A definição
26:49crua
26:50purista
26:51de longevidade
26:52é viver
26:52além
26:53da expectativa
26:54de vida
26:54de determinada
26:55região.
26:56No Brasil,
26:57isso significa
26:58viver
26:59além
26:59dos 73
27:00homens
27:01para homens
27:02ou além
27:03dos 79
27:03anos
27:04para mulheres.
27:06Mas a definição
27:06que a gente usa
27:07mais hoje
27:08é aquela
27:09que você falou
27:09na introdução.
27:10É viver
27:11mais
27:12e melhor.
27:13Viver
27:13com qualidade
27:14de vida,
27:15com capacidades
27:17físicas
27:18e mentais
27:19suficientes
27:20para viver
27:21uma vida
27:21melhor.
27:22Você fala
27:22acima dos 70,
27:24mas a gente
27:24sabe que existe
27:25um estigma
27:26que diz que
27:27as pessoas
27:28com mais de 60
27:29anos
27:29estão na velhice.
27:30Isso é um
27:31fator cultural?
27:32Você acredita
27:32que a gente
27:33conseguirá mudar
27:34esse tipo
27:35de entendimento
27:36e as pessoas
27:37então serão
27:38vistas não
27:39como alguém
27:39que ocupa
27:40o espaço
27:40da velhice?
27:41Claudio,
27:41eu não tenho
27:42nenhuma dúvida
27:43de que
27:44esse conceito
27:45já mudou.
27:46é claro
27:47que a gente
27:48vem
27:49aumentando
27:50cada vez mais
27:50a expectativa
27:51de vida
27:51da população
27:52nos anos 50
27:53a expectativa
27:54de vida
27:54na população
27:55do Brasil
27:55era 45
27:56anos.
27:57Veja que
27:57em mais ou menos
27:5970 anos
28:00a expectativa
28:01de vida
28:01chega até
28:0376 anos
28:04na média
28:05que são 30
28:06anos a mais
28:07e é óbvio
28:08que 60 anos
28:08já não é mais
28:09uma idade
28:10que a gente
28:10deveria considerar
28:11uma pessoa idosa.
28:12as pessoas
28:13são produtivas
28:14por mais
28:14tempo
28:15e a gente
28:15entende que
28:16a sociedade
28:16mudou
28:17muito.
28:18Hoje
28:18no Brasil
28:19nós temos
28:204 milhões
28:22de pessoas
28:22acima de 80
28:23anos
28:24isso é muito
28:25nós temos
28:27790 mil
28:28pessoas acima
28:29de 90
28:29anos
28:30e 40 mil
28:31pessoas acima
28:32de 100
28:32anos
28:33a sociedade
28:34mudou muito
28:34e eu entendo
28:35que a gente
28:35precisa empurrar
28:37essa régua
28:38de idade
28:38para a direita.
28:39Quando a gente
28:40fala de fatores
28:41que influenciam
28:42as questões
28:43de longevidade
28:44são inúmeras
28:45coisas
28:45mas a curiosidade
28:46maior
28:47e todo mundo
28:47fala sobre isso
28:48o tempo todo
28:48são os cigarros
28:49eletrônicos
28:50o que esses
28:51cigarros eletrônicos
28:52causam
28:53e como eles
28:54prejudicam
28:55a longevidade?
28:56Eu acho que a pergunta
28:57é importante
28:57você cita
28:59lógico
29:00a gente já conhece
29:00todos os fatores
29:01de estilo de vida
29:04que promovem
29:05a longevidade
29:07e o envelhecimento
29:07saudável
29:08e hoje em dia
29:09a gente tem
29:09o cigarro eletrônico
29:10que é um dos modismos
29:12que prejudicam
29:13principalmente os jovens
29:15que começam a usar
29:16numa idade
29:17muito cedo
29:18e isso sim
29:19pode causar
29:20muitos problemas
29:20da ordem pulmonar
29:22da ordem cardiovascular
29:23todos nós lidamos
29:25todos nós lidamos
29:25com jovens
29:26nas suas casas
29:27filhos
29:27netos
29:28e às vezes
29:29o pessoal
29:29da mesma geração
29:31e a gente tem
29:32por um lado
29:33cigarro eletrônico
29:34por outro lado
29:34álcool
29:35o que o álcool
29:36causa
29:37quando ele é ingerido
29:38em quantidade abusiva
29:39em fases precoces
29:41da vida
29:41como afeta
29:42a longevidade?
29:43O álcool
29:44ele não deve ser
29:46consumido
29:47de forma abusiva
29:48em nenhuma fase
29:49da vida
29:49na fase
29:50antes
29:52da fase adulta
29:54então na adolescência
29:55naquela fase
29:56de transição
29:56para a fase adulta
29:57ele afeta
29:59o desenvolvimento
30:00do sistema nervoso central
30:01esse é um momento
30:02em que ainda existe
30:03plasticidade
30:03dos neurônios
30:04e o álcool
30:05nessa fase
30:05fim da adolescência
30:07ainda
30:07ele é um risco
30:09ele pode trazer
30:10outros prejuízos
30:10principalmente
30:11hepáticos
30:12no fígado
30:13e também
30:14a longo prazo
30:15prejuízos
30:16do sistema nervoso central
30:18podendo causar demência
30:19você chegou
30:20num ponto importante
30:21quando você fala
30:22sobre sistema nervoso central
30:24doenças cerebrais
30:26doenças mentais
30:27falemos um pouquinho
30:28das doenças
30:29degenerativas
30:30existe alguma
30:31correlação
30:32entre
30:33ingesta de álcool
30:34utilização de tabaco
30:36ou seja
30:36cigarro
30:37ou mesmo
30:38cigarro eletrônico
30:39e o desenvolvimento
30:40dessas doenças
30:41cognitivas
30:42como Alzheimer
30:43são muitas evidências
30:45na literatura
30:46de que
30:47falando primeiro
30:49de cigarro
30:50e cigarro eletrônico
30:51eles promovem
30:52doença cardiovascular
30:53e a doença cardiovascular
30:55causa
30:56questões
30:57nas artérias
30:58do cérebro
30:59isso pode levar
31:00ao desenvolvimento
31:01de demência vascular
31:02perda da capacidade
31:03cognitiva
31:04e ao mesmo tempo
31:06o álcool
31:06ele pode gerar
31:07demência alcoólica
31:08que é também
31:09pela destruição
31:10dos neurônios
31:11e com isso
31:12o desenvolvimento
31:13de demência alcoólica
31:13quer dizer
31:14aquele conselho
31:15que as pessoas falam
31:16que o álcool
31:18teria um efeito
31:18nocivo
31:19sobre os nervos
31:21é uma coisa
31:21que é real
31:22a gente vê muito
31:23em oftalmologia
31:23isso
31:24com abuso
31:25de uso
31:25de álcool
31:25com a ambliopatia
31:26tabaco-álcool
31:27quer dizer
31:27não só
31:28o álcool
31:28mas também
31:29o tabaco
31:29e isso
31:30vale
31:31para o sistema
31:31de demônio
31:32central
31:32de maneira
31:33mais ampla
31:34exatamente
31:34sem dúvidas
31:35e as doenças
31:36cardiovasculares
31:37sobre as quais
31:37você falou
31:38que continuam sendo
31:39aliás
31:39as doenças
31:41neurocardiovasculares
31:42principal causa
31:43de morte
31:43em nosso meio
31:44você lida com isso
31:46como cardiologista
31:47respeitado
31:47que você é
31:48as doenças
31:49cardiovasculares
31:50que tradicionalmente
31:52nós conhecemos
31:52insuficiência cardíaca
31:54que é a mais clássica
31:55mas outras
31:56valvulopatias
31:57elas têm
31:58que impacto
31:59em termos
32:00da expectativa
32:01de vida
32:01se mal controladas
32:02veja
32:03o envelhecimento
32:04do nosso corpo
32:05ele é intimamente
32:06relacionado
32:07ao envelhecimento
32:08do nosso coração
32:09eles compartilham
32:11fatores de risco
32:12então fatores
32:14que pioram
32:15o coração
32:15também pioram
32:17todo o funcionamento
32:18do nosso organismo
32:19diabetes
32:20pressão alta
32:22tabagismo
32:23que já falamos
32:24qualidade do sono ruim
32:27sedentarismo
32:28tudo isso
32:29promove
32:30o desenvolvimento
32:31de doença cardiovascular
32:33entupimento
32:33das artérias
32:34do coração
32:35do cérebro
32:35como falamos
32:36que em última análise
32:38pode levar a infarto
32:39insuficiência cardíaca
32:40AVC
32:41desame
32:43demência
32:44para quem te conhece bem
32:45e eu tenho essa felicidade
32:47eu sei que você lida muito
32:48com questão
32:49do lado humano
32:50e conheço você também
32:51como sendo uma pessoa
32:53com uma certa
32:55espiritualidade
32:55com uma certa religiosidade
32:57é que eu não falo
32:57sobre ortodoxia
32:58mas sim uma crença
33:00visão e propósito
33:01como é que você vê
33:03o fato das pessoas
33:04desenvolverem isso
33:06entre hábitos
33:07de um bom convívio
33:08dentro de uma relação
33:10saudável
33:10se afastando de coisas
33:12que são incômodas
33:12no aspecto relacional
33:13e o aumento
33:15da expectativa de vida
33:16tem impacto?
33:17esse assunto
33:18se mete
33:19se a gente pensar
33:20no que a gente chama
33:21das blue zones
33:22ainda que controverso
33:24blue zones
33:25são algumas regiões
33:26do mundo
33:27onde a gente percebeu
33:29que as pessoas
33:30tem maior chance
33:32de viver
33:32mais
33:33de chegar
33:34a serem centenários
33:35são cinco regiões
33:36do mundo
33:37a mais conhecida
33:38é Okinawa
33:38no Japão
33:39mas tem outras
33:41tem na Grécia também
33:41tem na Califórnia
33:42o que a gente observa
33:44em comum
33:44em todas essas regiões
33:46alimentação saudável
33:49atividade física
33:50mas dentro do que você
33:53me perguntou
33:53espiritualidade
33:55e a espiritualidade
33:56não quer dizer religião
33:58mas é acreditar
33:59numa coisa maior
34:01e bom convívio social
34:04então relacionamentos saudáveis
34:07casamento
34:08amizades
34:09qualquer relacionamento
34:11mas as relações
34:12precisam ser saudáveis
34:13relações de trabalho
34:14saudáveis
34:15e por fim
34:16propósito
34:18as pessoas
34:20nessas Blue Zones
34:21tem um propósito
34:22de vida
34:23além de conviver
34:24em grupo
34:25e terem uma convivência
34:26saudável
34:26elas tem um propósito
34:28de vida
34:28em qualquer idade
34:29mesmo
34:30depois do envelhecimento
34:32eles continuam
34:33tendo algum propósito
34:34alguma função
34:34um motivo
34:35que te faz acordar
34:36e querer continuar vivendo
34:38veja que tudo
34:38que o doutor Marcelo fala
34:40nada tem a ver
34:40com tecnologia
34:41e sim com um propósito
34:43que significa
34:44você ter
34:45um fundamento
34:46para a sua vida
34:46o relacionamento
34:47e portanto
34:48são coisas
34:49que nem sempre
34:49são levadas
34:50em consideração
34:51mas elas
34:51tem um papel crucial
34:52e nessa linha
34:53vamos falar um pouquinho
34:54sobre o sono
34:55eu por exemplo
34:56me orgulhava muito
34:57de dormir pouco
34:57o que você acha
34:59de quem dorme pouco
35:00sistematicamente
35:01lógico
35:02respeitando-se
35:03padrões individuais
35:04de forma geral
35:05é bom dormir pouco
35:06boa qualidade
35:07do sono
35:08é um dos fatores
35:09determinantes
35:10para o envelhecimento
35:11saudável
35:12então se nós
35:13formos buscar
35:13na literatura
35:15por exemplo
35:16American Heart
35:17Association
35:19fala sobre
35:20os oito
35:21pilares
35:22essenciais
35:23para o envelhecimento
35:24saudável do coração
35:25um deles
35:26recém colocado
35:28eram sete
35:28agora são oito
35:29o oitavo
35:30é a boa qualidade
35:31do sono
35:31idealmente
35:32para a média
35:33da população adulta
35:34sete a nove horas
35:35de sono
35:36e de um sono
35:37bem dormido
35:38isto é
35:39sem interrupções
35:41sem
35:41apneia do sono
35:43que é uma outra questão
35:44é muito importante
35:46uma boa qualidade
35:46do sono
35:47é claro que existem
35:48variações individuais
35:49mas dormir três
35:50quatro horas por noite
35:51não vai ser saudável
35:53atividade física
35:54parte de musculação
35:56preservação de massa
35:57muscular magra
35:59como é que você
35:59enxerga isso
36:00e nessa linha
36:01eu te perguntaria
36:02muitas vezes
36:03a gente fala com jovens
36:04sobre tudo isso
36:05não só sobre
36:06atividade muscular
36:07mas sobre o sono
36:08alimentação
36:08convívio
36:09é muito cedo
36:10para eu pensar nisso
36:12eu posso pensar
36:12lá para frente
36:13você acha
36:14questão da atividade muscular
36:16e a idade
36:17para se começar
36:18a pensar
36:18em relação
36:19a todos esses elementos
36:20que tem um impacto
36:21importante
36:22no envelhecimento
36:23bom
36:23a atividade física
36:24é outro dos oito pilares
36:25importantes
36:26para o envelhecimento
36:27saudável
36:28deve ser iniciada
36:30desde a infância
36:31desde a primeira infância
36:32quanto antes melhor
36:34e a atividade física
36:35promove
36:36vários benefícios
36:37benefícios
36:38do ponto de vista
36:39muscular
36:40o idoso
36:41deixa de ser
36:42um idoso frágil
36:43ele tem menos quedas
36:45ele vai conseguir
36:46se movimentar melhor
36:46ele vai ter mais independência
36:48melhora a formação
36:50do osso
36:51diminui o risco
36:52de osteoporose
36:53que é uma doença
36:53importante
36:54nessa fase da vida
36:56e promove
36:57relações sociais
36:58atividade física
36:59faz com que as pessoas
37:00se encontrem
37:02muitas vezes
37:03e tenham um propósito
37:04você fala a respeito
37:05de algo que envolve
37:06uma mudança de cultura
37:07porque nós
37:08profissionais da saúde
37:09aqueles que estão
37:10acostumados a consumir
37:11o produto de saúde
37:12habitualmente enxergam
37:14aquela figura
37:14daquele hospital
37:15aquele aparelho
37:16de ressonância nuclear
37:17magnética
37:18de última geração
37:19a necessidade
37:20de fazer um ultrassom
37:21e tudo que você fala
37:22é uma modalidade
37:23de um relacionamento
37:25distinto
37:26de uma vida
37:27efetivamente
37:28no sentido mais clássico
37:29uma vida mais saudável
37:31mas eu queria talvez
37:32fazer algum
37:33resgate
37:34a mais
37:35em cima
37:35de tudo isso
37:36você quando
37:37considera
37:39uma pessoa
37:39você olha
37:40características
37:41de natureza genética
37:43a mesma pessoa
37:45pode ter alguém
37:46que geneticamente
37:47seja
37:47semelhante
37:48o que significa
37:50epigenética
37:51como é que duas pessoas
37:52são filhos
37:53dos mesmos pais
37:54acabam tendo
37:55expectativas
37:56de vida
37:57diferentes
37:58o padrão comportamental
37:59vai ter uma interferência
38:01direta nisso?
38:02Exatamente isso
38:03então são basicamente
38:05três fatores
38:06determinantes
38:06que vão
38:08dizer o quanto
38:09uma pessoa
38:10vai viver
38:10o primeiro deles
38:11é a presença
38:14de fatores
38:15de risco
38:16doenças
38:17pressão alta
38:18diabetes
38:18tabagismo
38:20e coisas desse tipo
38:21o segundo deles
38:22é a genética
38:23o que você herda
38:25de herança
38:25e o terceiro deles
38:26são os fatores
38:27ambientais
38:28os fatores ambientais
38:30onde você mora
38:31quais são os determinantes
38:32sociais de saúde
38:33como são as suas relações
38:35tudo isso vai determinar
38:37o quanto você vai viver
38:38a gente entende
38:40tem uma publicação
38:41recente inclusive
38:42que 50%
38:44é genética
38:4450%
38:46tem a ver
38:47com os nossos hábitos
38:48e como a gente vive
38:49atividade física
38:51qualidade do sono
38:52fumar ou não fumar
38:54nos Estados Unidos
38:55uso de opioide
38:57ou não uso de opioide
38:58aqui no Brasil
38:58a gente pode
38:58transformar como uso de drogas
39:00a gente não tem
39:01essa epidemia de opioide
39:02mas isso vai determinar
39:03o quanto uma pessoa
39:04vai viver
39:05nós tivemos um momento
39:06importante
39:07dentro da história
39:09da evolução
39:10da saúde
39:10ou da doença
39:11que foi o período
39:12da epidemia
39:13isso fez com que as pessoas
39:14estivessem expostas
39:16ao debate
39:16sobre a saúde
39:17de uma forma
39:18quase que permanente
39:19o assunto era falado
39:21várias vezes
39:21na televisão
39:22e nas redes sociais
39:23você sente hoje
39:25que as pessoas
39:25no que diz respeito
39:26à saúde mental
39:27elas hoje
39:28têm um preconceito
39:29menor de abordar
39:31a saúde mental
39:32fala-se com maior
39:33tranquilidade
39:34a respeito dos quadros
39:35depressivos
39:36e de ansiedade
39:37eu acho que sim
39:39mas
39:40a pandemia
39:42piorou a saúde mental
39:43das pessoas
39:44o que a gente percebe
39:45é que depois de tudo
39:46que nós vivemos
39:47a saúde mental
39:49das pessoas
39:49ficou
39:50mais
39:51complexa
39:52vamos dizer
39:53nós temos mais
39:54a gente observa
39:55muito mais depressão
39:56muito mais ansiedade
39:58muito mais insônia
39:59e tudo isso
40:00está relacionado
40:01a tudo que nós vivemos
40:02naqueles
40:03três anos
40:04de pico da pandemia
40:05se você vai orientar
40:06um paciente seu
40:07que procura
40:08para uma primeira consulta
40:09e ele sai
40:10com um exame
40:11absolutamente normal
40:12você não achou
40:13nenhum exame
40:15alterado
40:15de natureza clínica
40:17um exame laboratorial
40:18um eletrocardiograma
40:18de forma geral
40:19normal
40:20ele vai lhe pedir
40:21um aconselhamento
40:22tenho praticamente
40:2340 anos
40:24o que você
40:24orientaria
40:25essa pessoa
40:26para que ela pudesse
40:27enxergar
40:28a questão da longevidade
40:29como algo positivo
40:30na sua vida
40:31uma pesquisa recente
40:33mostrou que
40:34existem oito fatores
40:36agora não estou falando
40:37do American Heart Association
40:39mas é muito parecido
40:40oito fatores
40:41que determinam
40:42o quanto uma pessoa
40:42vai viver
40:45fazer atividade física
40:47alimentar-se
40:48de forma saudável
40:49ficar longe
40:50de drogas
40:51ficar longe
40:52do cigarro
40:53boa qualidade
40:54do sono
40:55boas relações
40:57sociais
40:57com o propósito
41:00tudo isso junto
41:02é o conselho
41:04que eu daria
41:04para o paciente
41:05quem
41:05aos 40 anos
41:07tem esses oito fatores
41:09quando comparado
41:11com quem não tem nenhum
41:12a tendência
41:13é que este
41:14que cumpre
41:15os oito requisitos
41:16viva 24 anos a mais
41:18do que quem não tem nenhum
41:1924 anos a mais
41:21perdão
41:21esses pacientes
41:23eles estão
41:25maduros
41:25para ouvir
41:26esse tipo
41:26de orientação
41:27ou eles só
41:28querem dizer
41:28que eles não
41:28tem doença
41:29de forma geral
41:31eles querem
41:32eles querem
41:34ouvir que não
41:34tem doença
41:35mas cada vez
41:35mais a gente
41:36tem visto
41:36no consultório
41:37as pessoas
41:38nos procurando
41:40para saber
41:41o que eles
41:41precisam fazer
41:42para viver
41:43mais e melhor
41:43mas
41:45é importante
41:46entender
41:46que ao mesmo
41:47tempo
41:47não existe
41:47fórmula
41:48milagrosa
41:49não existe
41:50remédio
41:50até o momento
41:52uma pílula
41:53uma injeção
41:54ou alguma coisa
41:55que comprovadamente
41:56por si só
41:58vai fazer a pessoa
41:59viver mais
42:00é claro
42:01o remédio
42:01para tratar
42:02o diabetes
42:03vai fazer viver mais
42:04o remédio
42:05para tratar
42:05o colesterol alto
42:06ou a pressão
42:07vai fazer viver mais
42:09mas uma infusão
42:10de alguma vitamina
42:12antioxidante
42:13ou alguma coisa
42:14do tipo
42:14até o momento
42:15não demonstrou
42:17nenhum benefício
42:18eu acompanho você
42:19de perto
42:19e você tem
42:20uma visão
42:22muito futurística
42:23dentro daquilo
42:23que você faz
42:24no seu dia a dia
42:25os homens
42:26viverão
42:26até os 120 anos
42:28de idade
42:28brevemente
42:29ou não?
42:30eu acredito
42:31que sim
42:32com todo
42:33o avanço
42:34da medicina
42:35e agora
42:35a gente começa
42:35a entrar
42:36nessa fase
42:37de medicina
42:37personalizada
42:38em que a gente
42:39junta os fatores
42:41genéticos
42:42com os fatores
42:43ambientais
42:44com os hábitos
42:44de vida
42:45e mais
42:46tudo aquilo
42:46que a gente
42:47pode usar
42:47a gente vai falar
42:49um pouco
42:49de tecnologia
42:50dos wearables
42:51que são aqueles
42:51dispositivos vestíveis
42:52como os relógios
42:54os anéis
42:54que medem sinais vitais
42:56tudo isso
42:57com as novas terapias
42:58que agora a gente
42:59começa
42:59uma fase rápida
43:01de crescimento
43:01na terapia gênica
43:02eu entendo
43:03que as pessoas
43:04vão viver
43:04cada vez mais
43:06mas
43:06dizem os estatísticos
43:08que a primeira pessoa
43:09que vai viver
43:10150 anos
43:11nasceu em 2013
43:13nós não estaremos
43:14aqui para saber
43:15quando isso acontecer
43:15a gente não sabe
43:16pode até ser
43:17epigenética
43:18não esqueça disso
43:19mas eu queria
43:21te dizer
43:22e quem sabe
43:22você possa sintetizar
43:24isso
43:24dentro da perspectiva
43:25que é um assunto
43:26bastante debatido
43:27no Brasil
43:27que a gente respeita
43:29mais médicos
43:30recessão de faculdades
43:32de medicina
43:32mas aumenta
43:33a expectativa de vida
43:34você precisa
43:35mais profissionais
43:36para cuidar
43:37por outro lado
43:38inteligência artificial
43:39isso parece
43:41diminuir
43:41a importância
43:42da participação médica
43:43em alguns aspectos
43:44e por outro lado
43:45exige do médico
43:47um papel
43:47em outras frentes
43:49muitas vezes
43:49para dirimir dúvidas
43:51muitas vezes
43:51para uma adesão
43:52a determinados
43:53protocolos
43:54de tratamento
43:55como é que você
43:56enxerga o papel
43:57do médico
43:58nesse cenário
43:58de longevidade
43:59com a longevidade
44:00acontecendo
44:01como eu disse
44:02com o aumento
44:03da expectativa
44:04de vida
44:04a população
44:05vai envelhecendo
44:06então nós temos
44:074 milhões
44:08de pessoas
44:09com mais de 80 anos
44:10e alguém precisa
44:11cuidar
44:12de todas essas pessoas
44:13e a tendência
44:14é que até
44:162060
44:16esse número
44:17quadruplique
44:18para isso
44:19a gente vai precisar
44:20de médicos
44:21mas não é qualquer médico
44:22nós precisamos
44:23de bons médicos
44:24médicos capacitados
44:25médicos competentes
44:26e bem distribuídos
44:27por todo o Brasil
44:28para que possam
44:29atender todas as pessoas
44:30no Brasil inteiro
44:31em relação
44:32à inteligência artificial
44:33ela vai permitir
44:34que esses médicos
44:35sejam mais humanos
44:36que eles possam
44:37dar mais atenção
44:38aos pacientes
44:38que eles possam
44:39olhar mais
44:41para o paciente
44:41atender mais
44:42as suas necessidades
44:43então
44:44médicos bons
44:45e de qualidade
44:46sempre
44:47a sociedade
44:48vai precisar
44:49evidentemente
44:50tem todo um
44:50redesenho epidemiológico
44:52populações
44:52que estão aumentando
44:53algumas que tem
44:54que se mantendo
44:55e outras
44:55inclusive
44:56que estão diminuindo
44:56mas o papel
44:58de liderança
44:59do processo assistencial
45:00permanecerá
45:01sendo exercido
45:03por um profissional
45:04formado em medicina
45:05sem dúvida
45:06você acha que
45:07o Brasil
45:08tem uma política
45:09adequada
45:10para trabalhar
45:10as questões
45:11de longevidade
45:12enxerga as questões
45:13de adaptabilidade
45:15de forma adequada
45:16enxerga
45:17a necessidade
45:18da discussão
45:19de hábitos
45:20saudáveis
45:20ou isso
45:21caminha ao largo
45:22dentro do nosso
45:23sistema único de saúde
45:24eu entendo que isso
45:25ainda não recebe
45:27a devida atenção
45:28que deveria receber
45:29nós vemos isso
45:29em ilhas de excelência
45:32como Einstein
45:33por exemplo
45:34em que a gente
45:34observa
45:35muita atenção
45:37a estes fatores
45:38mas a gente entende
45:39que olhando o Brasil
45:40como um todo
45:41como uma nação
45:42continental
45:43de 225
45:45230 milhões
45:46de habitantes
45:46eu entendo
45:48que ainda temos
45:49muito a caminhar
45:50do Instagram
45:50da Jovem Pan News
45:51nós recebemos
45:52algumas perguntas
45:53e uma delas
45:54Marcelo é
45:55o estresse
45:56pode encurtar a vida?
45:57sim
45:58a resposta é sim
46:00de cara
46:00um dos oito
46:02essenciais
46:02para cuidar
46:03da boa saúde
46:04é
46:05manejo
46:05adequado
46:06do estresse
46:06o manejo
46:07adequado
46:08do estresse
46:08a gente faz
46:09através de
46:09atividade física
46:11meditação
46:13atendimento
46:14psicológico
46:15ou psiquiátrico
46:16mas eu não tenho
46:17dúvidas de que o estresse
46:18é um fator
46:19determinante
46:20do envelhecimento
46:22não saudável
46:22existe alguma
46:23idade ideal
46:24para a gente
46:25se preocupar
46:25com o envelhecimento
46:26saudável?
46:27eu acho
46:28que a gente
46:29começa a determinar
46:30o nosso envelhecimento
46:31saudável
46:32ainda na infância
46:33mas a gente
46:34não quer
46:34que as crianças
46:34se preocupem
46:35nessa fase
46:36os pais
46:36devem cuidar
46:37dos filhos
46:38estimular
46:38a prática
46:39de agilidade
46:39física
46:40uma alimentação
46:40adequada
46:41quando chegam
46:42na adolescência
46:42que não fumem
46:43que não usem drogas
46:44que não
46:46consumam bebida
46:47alcoólica
46:47mas eu entendo
46:48que começando
46:49a fase adulta
46:50isto é
46:51após
46:52os dezoito
46:53vinte anos
46:54já é a hora
46:54da gente se preocupar
46:56com a nossa saúde
46:57dos próximos setenta
46:58oitenta anos
46:59a próxima pergunta
47:00que nosso público
47:00fez é
47:01o que importa mais
47:02a genética
47:04ou estilo de vida?
47:05evidências mais recentes
47:06que nós temos
47:07é a de que
47:08cinquenta por cento
47:09é determinado
47:09pela genética
47:10e cinquenta por cento
47:12é determinado
47:13pelo estilo de vida
47:14então as duas coisas
47:15importam bastante
47:16eu queria
47:17agradecer muito
47:18você Marcelo
47:19pela participação
47:20você sabe
47:21da estima
47:21do respeito
47:22da consideração
47:23e do carinho
47:24que eu tenho por você
47:25como figura média
47:27como ser humano
47:27eu que agradeço
47:28o convite
47:29foi um prazer
47:29uma honra participar
47:30muito obrigado
47:31e você se atualiza
47:34agora sobre as últimas
47:35notícias da área
47:36da saúde
47:36desta semana
47:39papo de saúde
47:43e vamos
47:44as principais notícias
47:45da área de saúde
47:46que também estão
47:47disponíveis
47:47no nosso site
47:48jovempan.com.br
47:51bom
47:51para explicar
47:52esses principais assuntos
47:53a gente recebe
47:54no papo de saúde
47:55de hoje
47:55a doutora
47:56em enfermagem
47:57e consultora
47:57em pesquisa clínica
47:58Graziane Ferreira
48:00seja muito bem-vinda
48:01doutora
48:02obrigada
48:03bom
48:04a gente começa falando
48:05sobre os casos
48:05de hipox
48:06que cresceram
48:07no Brasil
48:07de acordo
48:08com as atualizações
48:09até o último momento
48:11a gente tem
48:12quase 90 casos
48:14confirmados
48:15no Brasil
48:1588
48:16sendo ainda
48:17171 casos
48:19suspeitos
48:1951
48:20só no estado
48:22de São Paulo
48:23os episódios
48:24mais recentes
48:24confirmados
48:25nessa semana
48:26estão em Minas Gerais
48:27com 3 casos
48:28no Paraná
48:29um caso
48:30também registrado
48:31e em Campinas
48:32interior paulista
48:345 casos
48:35confirmados
48:36doutora
48:37o que que a gente
48:37pode esperar
48:39a respeito
48:40desses casos
48:40que estão ali
48:41ainda como
48:42suspeita
48:43na investigação
48:44para a hipox
48:45a população
48:45deve se preocupar
48:48bom
48:49é importante
48:50a gente destacar
48:51que a hipox
48:52ela tem uma
48:53forma de transmissão
48:55diferente da gripe
48:56do covid
48:57ela não é transmitida
48:59tão facilmente
49:00ela exige um contato
49:02direto
49:02com as lesões
49:03com as secreções
49:04ou com os objetos
49:05contaminados
49:06então nós não esperamos
49:07uma explosão
49:08descontrolada
49:09de casos
49:09o que nós esperamos
49:11é que surjam
49:12novos casos
49:13pontuais
49:13principalmente
49:14em pessoas
49:15que tiveram
49:16contato próximo
49:17com casos
49:18que foram confirmados
49:19que nós devemos
49:21nos manter
49:21em alerta
49:22sim
49:22sempre quando
49:23nós temos
49:23alguma
49:24doença infecciosa
49:26transmissível
49:27nós precisamos
49:28entrar em alerta
49:29mas com vigilância
49:30informação
49:30e o diagnóstico
49:32precoce
49:32é possível
49:33a gente controlar
49:34a doença
49:35então
49:36nós não temos
49:37uma epidemia
49:38é apenas uma fase
49:39de monitoramento
49:40os números
49:41ainda são baixos
49:42e o sistema
49:42de saúde
49:43ele tem capacidade
49:44de resposta
49:45para essa situação
49:47perfeito doutora
49:48e a gente segue
49:49falando sobre notícia
49:51a respeito agora
49:52dos municípios
49:53do Rio de Janeiro
49:53que começaram
49:54a receber
49:55a vacina
49:56contra a dengue
49:57a vacina desenvolvida
49:58inclusive
49:58pelo Instituto Butantan
50:00que é em dose
50:01única
50:02e aí doutora
50:03eu gostaria de conversar
50:04com a senhora
50:05a respeito disso
50:06da importância
50:07dessa vacina
50:08e 100% brasileira
50:12esse é um grande avanço
50:14um grande ganho
50:15para a população brasileira
50:17essa vacina
50:18é uma esperança
50:18importante
50:19principalmente
50:20para reduzir
50:21os casos graves
50:22as internações
50:23e a taxa de mortalidade
50:24da dengue
50:25ela não substitui
50:27as ações
50:27de prevenção
50:28mesmo a vacina
50:30estando presente
50:31aí
50:31o combate
50:33ao mosquito
50:33continua sendo fundamental
50:35então não é porque
50:36agora nós temos
50:36a vacina
50:37que nós temos
50:38que relaxar
50:38como população
50:39nós precisamos manter
50:40os cuidados
50:42de prevenção
50:42porque a vacina
50:43não é a única solução
50:44ela vai ser dispensada
50:46aos poucos
50:47em grupos de risco
50:48mas nós temos
50:49aí uma grande
50:50possibilidade
50:52de contenção
50:53da dengue
50:54talvez podemos sonhar
50:56quem sabe
50:56como sarampo
50:57chegar um dia
50:58a erradicação
50:59por meio da vacinação
51:00mas por enquanto
51:01nós estamos ainda
51:02no início
51:03dessa fase
51:05que ainda é uma fase
51:06de monitoramento
51:07pelo Instituto Butantan
51:08que é a fase 4
51:10onde se começa
51:10a aplicação
51:11em massa
51:12da vacina
51:12doutora
51:13e é importante
51:14lembrar
51:14que essa
51:15Butantan DV
51:16de fato
51:16não está ainda
51:17disponível
51:17para toda a população
51:19tem essas cidades
51:20que foram escolhidas
51:21ali para vacinação
51:22em massa
51:23até
51:23para ter esse estudo
51:25e saber
51:25como que se comporta
51:26a população
51:27mas tem a Quedenga
51:28que aí está disponível
51:30para um outro público
51:31e aí as pessoas
51:32conseguem se imunizar
51:33é importante a gente
51:34fazer essa distinção
51:35também né
51:37sim
51:37exatamente
51:38essa outra vacina
51:40ela está disponível
51:41né
51:42no mercado
51:43para que outras
51:43pessoas que tenham
51:45condições
51:45possam ter acesso
51:46a ela
51:46e possam receber
51:48a imunização
51:48por meio dela
51:50também
51:52perfeito
51:52e a gente
51:53traz também
51:54informações
51:55a respeito
51:56de uma reportagem
51:57que o Rodrigo Viga
51:58trouxe né
51:58para a gente aqui
51:59a respeito
52:00da molécula
52:01de polilaminina
52:02que vem ganhando
52:04grande repercussão
52:05desenvolvida
52:06por pesquisadores
52:07da Universidade Federal
52:08do Rio de Janeiro
52:09mas os cientistas
52:10pedem ali
52:11cautela
52:12e também fazem
52:12um alerta
52:13em relação
52:13para o risco
52:14de se confundir
52:16uma pesquisa
52:16ainda em fase
52:18experimental
52:19com medicamento
52:20de clínica
52:21já consolidado
52:22doutora
52:23é qual o risco
52:24então
52:24quando a gente
52:25começa a perceber
52:26diversos vídeos
52:27já circulando
52:28em redes sociais
52:29a respeito disso
52:30é importante
52:31a gente entender
52:32as fases
52:33de cada medicamento
52:34um processo
52:35importante
52:36e cuidadoso
52:38exatamente
52:39a polilaminina
52:42ela tem um potencial
52:43incrível
52:44nós estamos vendo
52:45vários resultados
52:46que estão sendo
52:46divulgados pela equipe
52:48que está conduzindo
52:49essa pesquisa
52:50no Brasil
52:51mas nós não podemos
52:53falar
52:53até o momento
52:55né
52:55sobre conclusões
52:56finais
52:57a respeito dela
52:58todas as etapas
52:59da pesquisa
53:00elas devem ser
53:01cumpridas
53:02para que esse medicamento
53:04esse tratamento
53:05chegue
53:05até a população
53:07de modo geral
53:08para que ele seja
53:08distribuído
53:09seja via mercado
53:10seja por meio
53:12do sistema único
53:13de saúde
53:13nós no momento
53:15não podemos falar
53:16expressivamente
53:16em riscos
53:17até porque
53:19a polilaminina
53:20está na fase 1
53:21dos estudos
53:22justamente
53:23a fase
53:23onde a gente
53:24observa
53:25identifica
53:26traz resultados
53:29seguros
53:29de segurança
53:31dessa vacina
53:33então justamente
53:34a fase 1
53:34os medicamentos
53:35são testados
53:36quanto a sua
53:37segurança
53:38né
53:38então
53:39ele ainda não
53:40passou por todas
53:41as etapas
53:42a gente tem
53:42quatro fases
53:43né
53:44mas para que chegue
53:45a população
53:46de modo geral
53:47são três fases
53:48né
53:48após a fase
53:49pré-clínica
53:50que teve
53:51ótimas respostas
53:52a gente tem
53:53a fase 1
53:54que é a fase
53:54de segurança
53:55onde poucas
53:56pessoas
53:57é com seres humanos
53:58o estudo
53:59com poucas pessoas
54:00vão ser testadas
54:01essa segurança
54:02depois a gente
54:03passa para a fase 2
54:04onde a gente
54:05tem o teste
54:05de eficácia
54:06aí a gente
54:07tem um número
54:08maior de participantes
54:09depois a gente
54:10passa para a fase 3
54:11que também aumenta
54:13o número de participantes
54:14onde se confirma
54:15a eficácia
54:17e todas essas fases
54:18são importantes
54:19para a segurança
54:20tanto dos participantes
54:22quanto também
54:23dos pacientes
54:24que utilizarão
54:25no futuro
54:25e aí ainda existe
54:27o protocolo
54:28de aprovação
54:28da Unvisa
54:29que é todo um protocolo
54:30robusto
54:31cuidadoso
54:32para que se tenha
54:33segurança
54:33e por último
54:35onde a gente
54:35entra na distribuição
54:36desse tratamento
54:39eu só gostaria
54:40de destacar
54:40que é muito importante
54:41imagina a euforia
54:43das pessoas
54:45que gostariam
54:46de utilizar
54:46a medicação
54:47de participar
54:48dos testes
54:49mas existem
54:49critérios
54:50de elegibilidade
54:51para que as pessoas
54:52possam ser escolhidas
54:54então a equipe
54:55tem todo um protocolo
54:56a ser seguido
54:57e a gente vai ter
54:58que ter um pouquinho
54:59de paciência ainda
55:00para passar por todas
55:01essas etapas
55:02para que a gente
55:02tenha um estudo
55:03completo
55:04com segurança
55:05trazendo resultados
55:06eficazes
55:07para a população
55:09específica
55:10que necessita
55:10desse tratamento
55:11afinal de contas
55:12todo mundo precisa
55:13estar seguro
55:13né doutora
55:14muito obrigada
55:15viu pelas suas informações
55:18que agradeço
55:20bom eu também
55:21quero agradecer
55:22a você pela sua
55:23companhia no programa
55:24de hoje
55:24se tiver alguma
55:25sugestão
55:26seja de tema
55:27ou alguma dúvida
55:28é só mandar
55:29um e-mail
55:29para nós
55:30no saúde
55:31arroba
55:32jovempan.com.br
55:34e para revés
55:35e outras entrevistas
55:36é só acessar
55:37o canal
55:37Jovem Pan News
55:38ou o aplicativo
55:39da Panflix
55:40para Android
55:41ou iOS
55:42a gente se encontra
55:43na semana que vem
55:44até lá
55:49Jovem Pan Saúde
55:52A opinião
55:53dos nossos comentaristas
55:55não reflete
55:56necessariamente
55:56a opinião
55:57do grupo
55:58Jovem Pan
55:58de comunicação
56:03Realização
56:04Jovem Pan
56:05Jovem Pan
56:05Jovem Pan
56:07Jovem Pan
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