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A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano informou que 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel em 24 províncias do Irã.
O fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo e o GNL, aumenta a preocupação com a segurança energética global. Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC Rio, alerta para forte volatilidade nos preços e risco de impactos em cascata na economia mundial caso o conflito se prolongue.

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Transcrição
00:00E a Sociedade do Crescente Vermelho iraniano afirma que 201 pessoas foram mortas e 747 ficaram feridas no Irã.
00:10Um porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho do Irã disse à agência de notícias MER que ataques dos Estados
00:17Unidos e de Israel
00:18atingiram 24 províncias iranianas, matando pelo menos esse número que eu trouxe de 201 pessoas e deixando 747 feridas.
00:27O porta-voz afirmou que mais de 220 equipes da Cruz Vermelha estão presentes nos locais afetados e que as
00:35operações de resgate continuam.
00:37Então, essas são as informações atualizadas, confirmadas por parte dessa Sociedade do Crescente Vermelho iraniano.
00:46Seguindo aqui agora 3 horas 21 minutos, a gente vai repercutir ao vivo ao longo desse sábado as consequências para
00:55o comércio global
00:56da operação nos Estados Unidos, essas operações militares em parceria com Israel contra alvos no Irã
01:04e também só a resposta de Terã, atacando bases americanas no Oriente Médio.
01:09Tudo isso acende um alerta, principalmente sobre a questão do petróleo, seus possíveis desdobramentos.
01:15Um deles, já confirmado, que já tratamos aqui, o fechamento do Estreito de Hormuz,
01:21uma das principais rotas de escoamento da produção de petróleo no Oriente Médio.
01:25E a gente vai conversar mais sobre esse tema agora ao vivo com Edgar Edmar de Almeida,
01:30professor do Instituto de Energia da PUC-Rio.
01:34Professor Edmar, boa tarde, bem-vindo, um prazer receber o senhor aqui.
01:38Boa tarde, eu que agradeço o convite, obrigado.
01:41Obrigada a você por abrir um espacinho na agenda do sábado, nesse dia extremamente turbulento.
01:48Quero saber como o senhor está acompanhando essas notícias e essa confirmação mais recente do fechamento do Estreito de Hormuz.
01:57Certamente com muita preocupação.
01:59O grande temor de um conflito no Oriente Médio sempre foi o fechamento do Estreito de Hormuz,
02:07porque ali passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
02:13Ali também passa o GNL, o gás natural liquefeito,
02:17que é muito importante para o suprimento da Europa, agora que perdeu acesso ao gás russo,
02:22o suprimento da China, dos países da Ásia.
02:27Então, a segurança energética do mundo é afetada pelo fechamento do Estreito de Hormuz.
02:35Tudo vai depender agora de quanto tempo esse conflito vai durar,
02:39quanto tempo vai ficar fechado o Estreito de Hormuz,
02:42quanto mais tempo, maior o impacto potencial,
02:46não só no setor da energia, mas também na economia global.
02:52Isso tem potencialmente um efeito disruptivo para a economia mundial.
02:56Exatamente.
02:57Especialmente por causa de petróleo, né, professor Edmar?
03:00A gente já tem como trazer uma perspectiva dessa reação.
03:04Os mercados estão fechados.
03:06A gente já via o petróleo nos últimos dias subindo gradativamente,
03:12oscilando, né, em alguns dias, quando vinham notícias de um possível acordo,
03:17aliviando ali um pouco, mas muito sensível e muito volátil.
03:21Já dá para precificar o impacto do conflito e do fechamento do Estreito em relação ao petróleo?
03:28Olha, eu diria que o esperado é um impacto importante, né?
03:34Porque o nível de incerteza nesse momento é muito elevado, né?
03:38A gente não sabe quanto tempo vai durar o conflito,
03:42mas o pior já aconteceu, né?
03:44Não se esperava que o conflito fosse acontecer dessa forma, né?
03:50Com um ataque tão maciço, com o envolvimento de outros países, né?
03:55No caso de Israel, a gente esperava que a negociação fosse durar um pouco mais, né?
04:02E mesmo a própria Força Armada Americana, né?
04:07Já estavam alertando para o desafio que é um conflito duradouro com o Irã.
04:13Então, isso tudo eram sinais de que o foco estava na negociação, né?
04:18Para ter algum tipo de concessão por parte do Irã.
04:23Mas, quando você der um ataque dessa magnitude, né?
04:29E sem enxergar o horizonte, um acordo para cessar as hostilidades rapidamente,
04:35como aconteceu no primeiro ataque às instalações nucleares, né?
04:40Isso certamente vai abrir, vai ter um impacto muito grande nos mercados, né?
04:45O mercado precifica a incerteza.
04:47E hoje, em tudo que a gente está vendo e está escutando, né?
04:50O contexto é de absoluta incerteza sobre o impacto desse conflito, né?
04:57Não só no Irã, mas também a escalada que isso pode gerar na região do Oriente Médio, né?
05:04Professor, o efeito no preço nos mercados é imediato.
05:08Agora, na oferta, também acaba sendo imediato?
05:12Quanto tempo leva para o mundo sentir o impacto desse fechamento e desse conflito na oferta de petróleo e de
05:19energia também?
05:22Veja, a questão da segurança do abastecimento, de faltar petróleo, eu acredito que não é esse o caso, né?
05:29A gente tem espaço para suportar um conflito por alguns, sei lá, semanas, meses, né?
05:36Porque tem muito estoque de petróleo no mundo hoje.
05:39Os últimos dois anos foram de aumento de estoque.
05:42Inclusive, nós tivemos em 2025 a maior compra de petróleo para estoque por parte da China da sua história.
05:50A China nunca comprou tanto petróleo para estocar.
05:53Foram quase um milhão de bairros por dia que foram comprados pela China e estocados, né?
05:58E isso mostra, inclusive, por parte da China, né?
06:05Uma certa expectativa de que o contexto geopolítico está piorando e era melhor se precaver para eventos como esse, né?
06:12Então, assim, de certa forma, o mundo está preparado para suportar rupturas na oferta de petróleo por algum tempo.
06:21O problema é se isso, quanto mais demorar, né?
06:24Vamos dizer assim, e se você afetar a capacidade de produção de petróleo do Irã,
06:29que é um grande produtor de outros países da região, né?
06:32Você pode ter efeitos mais duradouros para o preço do petróleo no mundo
06:37e isso pode gerar aí um impacto na economia.
06:40O grande problema que a gente vê é a palavra-chave é efeito cascata.
06:44Você pode ter efeito cascata no conflito e a escalada do conflito,
06:48ou outros países entrando no conflito e isso levar um alastramento do conflito para a região
06:54e um prolongamento desse conflito.
06:57Então, esse é um efeito cascata.
06:58E o outro é efeito cascata na economia, né?
07:01Você teve, por exemplo, quando teve o choque do petróleo em 73,
07:05o aumento do petróleo causou uma ruptura econômica,
07:10mas na sequência você teve outras ondas de choques econômicos, né?
07:16Ou de rupturas econômicas, que levou a grande recessão na década de 70,
07:21a questão da dívida dos países em desenvolvimento, né?
07:24Então, vamos dizer, é um efeito cascata que pode gerar uma crise econômica e financeira no mundo.
07:32Então, é preocupante, é importante acompanhar de perto para ver...
07:38E mais importante, evitar esses efeitos cascatas, né?
07:41Conter o conflito o mais rapidamente possível e buscar minimizar os impactos econômicos,
07:48porque em caso ocorra esses efeitos cascatas, né?
07:55Todo mundo vai sofrer, né?
07:56O conflito vai, claro, quem estiver no Oriente Médio vai ter um problema muito maior,
08:01mas mesmo aqui, nós estamos estando longe do Oriente Médio,
08:05podemos sofrer consequências econômicas importantes, né?
08:08Exatamente.
08:09Professor, uma situação como essa gera muita pressão,
08:13porque afeta muitos interesses, né?
08:15Então, tanto de países que dependem do petróleo que sai dali
08:18e vão ver essa produção e essa exportação sendo afetada,
08:23mas também de países produtores de petróleo ali, né?
08:26Vizinhos do Irã, o senhor vê que essa pressão pode forçar um acordo
08:33ou tem mais risco de fazer com que o conflito escale?
08:37Veja, a gente vê que a demanda dos Estados Unidos, né?
08:42Com relação ao Irã, não é pequena, né?
08:48Eles estão demandando uma mudança de regime, né?
08:52O regime não vai ceder voluntariamente.
08:58Então, eu acho que a tendência nesse momento é esse conflito se agravar, né?
09:05E uma das formas do regime tentar forçar um acordo é justamente o regime
09:12atacar países vizinhos, provocar a maior dor possível nos Estados Unidos,
09:19nos países aliados aos Estados Unidos, com o prolongamento da guerra.
09:22Então, eu vejo que...
09:24Não vejo o interesse do Irã em capitular, né?
09:29Então, a única maneira de você resolver o problema rapidamente
09:34é o governo americano mudar de objetivo, né?
09:37Aceitar que não vai haver a mudança de regime e tentar algum acordo, né?
09:42Mas o tempo da negociação já passou, né?
09:45Então, eu vejo que é difícil nesse momento.
09:47Eu não vejo qual razão levaria os Estados Unidos a parar de bombardear
09:52e voltar para casa dizendo que cumpriu o objetivo de mudança de regime,
09:56porque a gente sabe que o regime está muito consolidado, né?
10:01Apesar daqueles protestos, etc.
10:03Você não tem, num contexto de conflito como esse,
10:06clima para simplesmente ter uma queda de governo, mudar o regime,
10:10como aconteceu na Venezuela.
10:12Então, é uma situação meio difícil, né?
10:14A não ser que a gente saiba...
10:16Tem coisa que a gente não esteja sabendo, né?
10:19Algum tipo de conflito interno ou alguém tentar dar um golpe para tomar o governo,
10:25mas nada indica que tenha algo nesse sentido, né?
10:30Então, é isso.
10:31Vamos ver como Israel e os Estados Unidos encontram uma saída para o conflito, né?
10:38Porque o que eles colocaram é nós vamos bombardear para que haja uma mudança de regime
10:43e isso é uma... vamos dizer, é um conflito existencial para Irã, né?
10:52Eles não têm outra escolha a não ser lutar.
10:55Não estou aqui elogiando o regime, né?
10:57Mas estou dizendo que quem está no poder lá, as Forças Armadas, né?
11:02A Guarda Revolucionária, que são quem sustenta esse regime,
11:05a tendência deles é lutar até o fim, como fez Hamas também, né?
11:10Não era outra opção do Hamas, né?
11:11Lutaram até o fim e com o catástrofe que foi a guerra na faixa de Gaza, né?
11:17Então, a tendência é essa, né?
11:19A meu ver, e isso é muito ruim para a economia mundial,
11:23porque o conflito pode se arrastar por muito tempo.
11:27Quero agradecer, Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio,
11:32pela participação ao vivo aqui com a gente nesse sábado.
11:35Muito obrigada.
11:36Até a próxima, professor.
11:38Agradeço o convite.
11:39Obrigado.
11:40Obrigada a você.
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