00:00A ameaça de Trump em atacar o Irã vai além dessas frases de efeito que são tão comuns nos discursos
00:07do presidente americano.
00:08O posicionamento de navios de guerra dos Estados Unidos sugere o chamado ataque de decapitação.
00:15Tudo faz mais sentido se a gente olhar para as imagens dos porta-aviões e o mapa da região.
00:21Por isso que a gente preparou aqui essa linguagem gráfica.
00:23Primeiro, chama atenção para o Abraham Lincoln que já está posicionado há semanas no Mar da Arábia.
00:31E junto com o Abraham Lincoln foram destacados três destroyers que sempre viajam junto, que compõem a frota do Lincoln.
00:41Fora isso, a bordo dessa enorme máquina de guerra há 5.680 tripulantes, 90 aeronaves.
00:50E para que vocês tenham a ideia do que eu estou chamando de máquina de guerra, sem nenhum exagero,
00:56esse navio tem 333 metros de comprimento.
01:01São três quarteirões num padrão de grandes cidades americanas.
01:06Esse aqui já está lá.
01:07Eu vou pedir a próxima tela para mostrar que essa retórica do Donald Trump não é apenas uma questão verbal.
01:14O maior porta-aviões do mundo, que é o Gerald R. Ford, está se deslocando, aparentemente, para o final ali
01:24do trecho do Mediterrâneo.
01:26Talvez fique encostado às margens de Israel ou possa descer em direção ao Mar da Arábia e se juntar com
01:35o Abraham Lincoln.
01:36De qualquer maneira, em duas pontas, cercando o Irã, há duas grandes máquinas de guerra.
01:42Esse também tem uma frota com três destroyers, uma tripulação de 4.500 homens e mulheres militares fortemente treinados aqui.
01:524.539 para ser mais preciso.
01:55Então, o Lincoln leva 90 aeronaves.
01:58Essa configuração do Ford está levando 75 aeronaves.
02:02Fora toda essa ameaça, cuja imagem fala por si só, o que eu queria chamar a atenção é a configuração
02:09dos aviões que já foram colocados a bordo dos dois porta-aviões.
02:14Existem helicópteros para desembarque de tropas de operações especiais, diferentes tipos de caça,
02:20supersônicos para um ataque ligeiro e outros para contra-ataque, caso haja uma resposta de mísseis do Irã e até
02:30aviões de monitoramento.
02:33Ou seja, é toda uma configuração para o chamado ataque de decapitação, um tipo de alvo específico para a captura
02:42ou eliminação de alvos pré-determinados.
02:45Muito parecido com o que aconteceu na Venezuela com a captura, no dia 13 de janeiro, do então presidente Nicolás
02:52Maduro.
02:53A questão é que o Irã tem outro tipo de capacidade de resposta, muito maior do que da Venezuela.
02:59Mas eu já chego lá. Eu vou pedir aqui a próxima arte para a gente contextualizar toda essa máquina de
03:04guerra dentro do mapa.
03:08Aqui, além da questão do Irã, estão as bases em que os americanos operam militares, equipamentos de alta capacidade.
03:17E eu marquei aqui onde já está o Abraham Lincoln ancorado, aquele um dos porta-aviões que eu mostrei agora.
03:25Então, além dos militares destacados, existem essas bases de apoio, uma muito importante está aqui em Israel.
03:32Vou pedir a próxima arte para a gente pensar quais são os reflexos disso na economia global.
03:37Primeiro, aqui o Irã, os pontos em azul são as principais bases militares, as capacidades de disparo dos mísseis.
03:47Esse círculo azul que circunda o Irã é o alcance dos mísseis de resposta do Irã.
03:54E em amarelo aparecem aqui as unidades de enriquecimento de urânio ou centros de produção de supostas bombas atônicas do
04:06Irã.
04:06Então, esses seriam alvos majoritários em caso desse ataque ou também a captura do presidente, do Ayatollah, de algum general
04:16de alta patente do exército iraniano.
04:19E para encerrar a próxima arte aqui, para a gente entender o desdobramento na economia.
04:25Uma das respostas, e a mais provável que já começou a acontecer, é o fechamento do chamado Estreito de Hormuz,
04:32que metade dele é comandado pelo Irã por questões geográficas.
04:37O Estreito de Hormuz não é importante, ele é fundamental para o fluxo global de petróleo.
04:42Está aqui, milhões de barris por dia.
04:45No Estreito de Hormuz escorrem quase 21 milhões de barris de petróleo por dia, que majoritariamente vão abastecer o Sudeste
04:55Asiático, leia-se, a China.
04:57Então, um desabastecimento, uma diminuição nesse fluxo, vai mexer diretamente com o preço da commodity, capacidade de geração de energia,
05:08preço de energia, e vai mexer em uma das maiores economias do mundo.
05:12Isso reverbera no resto do mundo.
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