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O presidente Donald Trump afirmou que o Irã busca uma saída negociada para evitar um confronto militar com os Estados Unidos, mesmo com o aumento da pressão militar americana no Oriente Médio. O Comando Central dos EUA confirmou o deslocamento de uma força tática liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln, posicionado de forma estratégica no Mar da Arábia.

O movimento ocorre em meio a protestos em massa contra o regime iraniano, denúncias de repressão, bloqueio da internet e números divergentes sobre mortos e detidos, segundo ONGs de direitos humanos, a Human Rights Activities News Agency, o canal Iran International e reportagens do The New York Times.

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Transcrição
00:00O presidente Donald Trump disse que o Irã quer negociar uma saída que evite confronto militar com os Estados Unidos.
00:07Um porta-voz americano chegou ao Oriente Médio e fez crescer o temor de uma operação especial, como aconteceu na Venezuela.
00:16O Comando Central, responsável pelas operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e em partes da Ásia Central,
00:23confirmou o posicionamento de uma força tática, liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln.
00:31O navio está ancorado em um ponto estratégico do Mar da Arábia.
00:36A decisão de Trump de deslocar tropas para as proximidades do Irã é mais uma resposta de apoio da Casa Branca às manifestações contra o regime dos ayatollahs.
00:47Embora Washington tenha elevado o risco de um ataque, o presidente Donald Trump afirmou que o governo iraniano busca negociações pacíficas.
00:57Analistas afirmam que as opções táticas incluem bombardeios a instalações militares ou ataques direcionados contra o sistema religioso que governa o Irã desde a Revolução Islâmica que depôs o Shah Reza Palemf.
01:13A República Islâmica do Irã vivencia uma onda de protestos que começou no final de dezembro, devido à crise econômica.
01:22As manifestações cresceram para um movimento massivo contra o regime teocrático, estabelecido desde o golpe de 1979.
01:32Grupos de direitos humanos afirmam que o bloqueio da internet imposto pelas autoridades há quase três semanas está dificultando a contagem das mortes.
01:42Segundo várias ONGs, o desligamento da rede vai ocultar a dimensão da repressão.
01:49A ONG americana Human Rights Activists News Agency confirmou a morte de 6.126 pessoas e está investigando outras 17.091 possíveis mortes.
02:03A organização também informou que pelo menos 41.880 pessoas foram detidas.
02:10O canal de televisão em língua persa, Irã International, com sede no exterior, afirmou no fim de semana que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança entre os dias 8 e 9 de janeiro, citando relatórios, documentos e fontes.
02:29O jornal The New York Times noticiou que Trump recebeu múltiplos relatórios de inteligência indicando que a posição do governo iraniano está enfraquecendo e que seu controle do poder está no ponto mais frágil desde a queda do Shah em 1979.
02:53O influente senador americano, Lindsey Graham, disse ao The New York Times que conversou com Trump nos últimos dias sobre o Irã e que o objetivo do presidente é acabar com o regime.
03:07Tehran já declarou que existe um canal de comunicação aberto entre o ministro das Relações Exteriores iraniano e o enviado americano Steve Whitcoff, apesar da ausência de relações diplomáticas entre os dois inimigos.
03:21No entanto, o jornal conservador iraniano Hamshahiri citou um porta-voz da Guarda Revolucionária nesta terça-feira, dizendo que se o porta-aviões dos americanos cometer um erro e entrar em águas territoriais iranianas, será atacado.
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