- há 1 dia
- #jovempan
- #showbusiness
Taciana Lopes, vice-presidente de Comunicação e Marketing da MasterCard, explica o que o marketing representa hoje para grandes empresas. Ela também comenta as estratégias de publicidade da companhia, que impactam o cotidiano dos brasileiros há quase 30 anos, e aponta os principais desafios para construir uma comunicação eficaz em um cenário cada vez mais dinâmico e digital. Já Ernesto Pousada, CEO da Vibra Energia, fala sobre sua trajetória e as experiências à frente da maior distribuidora de combustíveis do Brasil. Os números impressionam: são mais de 8 mil postos, que atendem cerca de 30 milhões de pessoas por mês. Pousada também destaca o papel dos mais de 5 mil empreendedores responsáveis por levar a marca a mais de 2.300 municípios em todo o território nacional.
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#jovempan #ShowBusiness
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#jovempan #ShowBusiness
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Olá, boa noite, está no ar o
00:03Show Business, o mais
00:04tradicional talk show de
00:05negócios da TV brasileira. E no
00:08programa de hoje vamos receber
00:10Taciana Lopes, da Mastercard, a
00:13líder em cartões de créditos
00:15ativos no Brasil. Vamos receber
00:18ainda Ernesto Pousada, CEO da
00:21Vibra Energia, a maior
00:23distribuidora de combustíveis do
00:26Brasil, com uma rede de oito
00:28mil postos no país. Eu sou Bruno
00:31Meier e seja muito bem-vindo ao
00:33Show Business, que começa em
00:35instantes.
00:47Ela é do interior de Minas Gerais,
00:50filha de dentistas, que se tornou
00:53uma das maiores executivas da
00:56empresa, hoje líder em cartões de
01:00créditos ativos no Brasil, presente
01:02há mais de cinquenta anos no
01:04mercado e que completa trinta anos
01:07esse ano no Brasil. Nós vamos
01:09conversar neste bloco do Show
01:11Business com Taciana Lopes,
01:14vice-presidente sênior de
01:15comunicação e marketing da
01:17Mastercard. Taciana, obrigado
01:20pela presença em nosso estúdio. O
01:22que afinal representa o marketing
01:25hoje para grandes empresas? Primeiro
01:28muito obrigada pelo convite, sou fã
01:30do programa, grande prazer estar
01:32aqui. Eu acho que o marketing vem se
01:34transformando muito, né? Acho que o
01:36marketing antes era apenas aquela
01:38camada da publicidade, da
01:40comunicação e acho que o marketing
01:42cada vez mais está integrado ao
01:44negócio, como um motor de negócio
01:45mesmo. Então, abrangendo todos os
01:49pontos de contato que o consumidor tem
01:51com aquela empresa. Como deveria ser
01:53porque a partir daí que ele forma
01:55então a sua percepção da imagem, né?
01:56Não é só o que a gente fala, mas é
01:58principalmente como os consumidores
02:00nos percebem. A sua empresa, você
02:04como líder de uma empresa que criou
02:06há quase trinta anos, há vinte e sete
02:09anos ela criou uma espécie de um
02:11slogan que boa parte da população, boa
02:15parte da população planetária
02:18identifica imediatamente quando a
02:20gente fala do priceless, né? Que é o
02:23que o dinheiro não compra. Eu acho
02:25que boa parte da audiência não sabe
02:27que essa campanha existe há vinte e
02:29sete anos, né? Há quase quatro
02:31décadas. Como é que isso foi
02:34criado? Primeiro, se foi criado no
02:36Brasil ou nos Estados Unidos. Quando
02:39que foi criado, em primeiro lugar?
02:40Foi criado há vinte e sete anos nos
02:42Estados Unidos. Nos Estados Unidos.
02:44na sua avaliação de profissional e
02:47líder de marketing e de
02:50comunicação, como uma campanha dessa e
02:54um slogan desse se mantém tão
02:57relevante nos últimos anos? Bom, há
02:59quase três décadas, né? Primeiro que é
03:02de fato muito raro que... Não é raro, eu
03:04não consigo imaginar, eu não consigo
03:06imaginar, eu que trabalho com
03:07comunicação há tanto tempo, eu não
03:09consigo imaginar outra campanha similar
03:11que sobrevive. A gente tem várias
03:14campanhas antológicas, né? Na
03:15publicidade brasileira, na publicidade
03:18global, mas que dure tanto tempo, eu
03:21não recordo. É bastante raro, assim,
03:23sobreviver à mudança de CMO, a, né?
03:25Tanta gente passa pelas empresas aí
03:27carregando essa marca e o conceito é
03:29tão vencedor que ninguém nunca quis,
03:32nunca teve coragem, nunca achou que
03:33precisava ou valia a pena mudar. E eu
03:36sempre costumo dizer que eu sou muito,
03:38né, como guardiã da marca no Brasil,
03:40que eu sou muito privilegiada de
03:42poder contar com o priceless, né? O
03:44priceless em inglês, a gente traduz
03:46por tudo que não tem preço em
03:47português. Primeiro porque eu acho
03:50que os meus predecessores aí, as
03:52pessoas que começaram a construir
03:54essa marca, foram muito visionárias,
03:56porque o que eles tinham em mãos era
03:59a oportunidade de construir um novo
04:01meio de pagamento, eles tinham que
04:02comunicar um novo meio de
04:03pagamento. Então, o tradicional seria
04:06eles terem falado que era mais
04:08rápido, que era mais seguro, que era
04:10uma maneira mais fácil de pagar e
04:11tudo isso é verdade, continua sendo
04:13verdade, mas isso é funcional e isso é
04:16copiável ou temporário. Então, isso
04:19tudo ainda é verdade pra Mastercard, mas
04:21hoje eu não faria uma campanha falando
04:23isso, porque hoje todo mundo já sabe
04:24isso sobre os meios eletrônicos de
04:26pagamento, especialmente os cartões. O que
04:29essas pessoas fizeram foram, vamos falar
04:30de tudo que o dinheiro não pode comprar,
04:33de tudo que não pode ser comprado com
04:34Mastercard. Então, as coisas que você
04:36compra com Mastercard são o meio pra o
04:39que realmente importa, que é os momentos
04:42com as pessoas que você ama, então uma
04:44viagem com a sua família, as memórias
04:47que você cria com os seus filhos, isso é
04:50o que realmente não tem preço e foi a
04:52partir desses momentos que a gente
04:54escolheu construir a nossa marca. E essa
04:56verdade é tão humana que ela é atemporal,
05:00por isso ela faz sentido hoje, ela fazia
05:02sentido há 27 anos atrás e eu tenho
05:04certeza que vai fazer sentido por mais
05:0650. Você como vice-presidente aí de
05:09uma, de duas áreas fundamentais de uma
05:12companhia, né, comunicação e marketing,
05:15eu imagino o desafio que você tem de
05:18comunicar nos tempos atuais. E aí eu
05:20pergunto pra você, como é afinal
05:23comunicar nos tempos atuais, onde nós
05:26somos inundados por informação e onde há
05:30uma disputa avassaladora pela atenção
05:34das pessoas? Sem dúvida a atenção hoje é a
05:38moeda mais valiosa e o ativo mais
05:41disputado por todos os profissionais de
05:43comunicação, de marketing, esse é o maior
05:47dos desafios. E pra mim a nossa maior
05:49chance de sucesso, que é o que a gente
05:51tenta aplicar todos os dias na Mastercard,
05:54é achar o caminho da relevância. E como que a
05:57constrói relevância? É um binômio de valor e
06:00de contexto. Então o que é o valor? A
06:03mensagem que sua marca vai passar pra mim
06:05tem que encontrar valor, eu tenho que
06:07encontrar valor naquilo. Então se você
06:09tá falando aí que o seu produto mudou de
06:11verde pra azul, pra mim isso não faz a
06:14menor diferença. Mas se isso é algo que
06:16pra mim traz uma nova informação ou um
06:18novo benefício, vai me fazer economizar
06:20tempo ou ter uma vivência, que é algo que
06:22eu queria muito ter, se isso encontra valor
06:24em mim, você já tem a minha atenção. Mas não
06:27é só o valor, tem também o contexto. Então
06:30talvez você tá me contando num benefício
06:31de viagem maravilhoso que eu tenho, que eu
06:33não sabia. Mas você me conta isso na hora
06:35que eu tô buscando uma receita ali de bolo.
06:38Eu não tô no momento ali de entender
06:41sobre o seu benefício de viagem. Então o
06:43contexto também é importante pra que as
06:45pessoas deem atenção ao que a gente quer
06:46falar. Então acho que o que a gente sempre
06:48busca é entregar mensagens, comunicações
06:51que tenham valor e que sejam entregues
06:54sempre dentro do melhor contexto, do
06:56melhor momento. Qual que é a sua formação?
06:58Eu sou publicitária e relações públicas e
07:01depois eu fiz MBA em marketing. Quer dizer,
07:04você e, bom, você é jovem, né? Você deve
07:06ter o que? 41, 42? Eu tenho 42 anos.
07:1042 anos. Ou seja, você nos últimos 20 anos
07:13acompanhou uma transformação
07:16extraordinária nesse mundo de marketing, né?
07:19Incrível. Qual que foi a maior transformação
07:22pra você?
07:24Eu acho que a complexidade de se fazer um
07:27plano de comunicação e de marketing hoje,
07:29assim, então, nesses 20 anos, primeiro que
07:32não tinha internet, por incrível que pareça,
07:35hoje a internet é uma parte tão fundamental
07:37das nossas vidas que é difícil pensar que
07:39apenas 20 anos ela não era, né? Existia de
07:42maneira muito limitada ainda. Então ela não
07:45fazia parte da publicidade de maneira tão
07:47grande. Eu cheguei a pegar apresentações de
07:49campanha em que a gente ia com o conceito
07:51impresso, a pranchona lá, né? As agências
07:54apresentavam pra gente o conceito numa
07:56pranchona e a partir do momento que você
07:58aprovava aquele conceito, sim, você
08:00colocava na televisão, colocava na mídia
08:03impressa, talvez você fazia algum out of
08:06home, né? Que nem se chamava out of home,
08:08é a mídia externa na época e era isso.
08:11Esse era o seu plano, você botava ele na
08:13rua e esperava dois, três meses pra fazer
08:16algum tipo de pesquisa e ver se aquilo
08:18ali funcionou ou ver o impacto nas
08:20vendas. Hoje, a complexidade é
08:25extremamente, incrivelmente maior do que
08:26isso, né? A quantidade de formatos que a
08:28gente tem, a rapidez do digital, a
08:30resposta imediata que as redes sociais
08:32trazem, é um outro tipo de dinâmica, é um
08:35negócio muito mais em tempo real, é um
08:38negócio muito mais complexo de entender a
08:39audiência certa, o contexto, né? Não é só um
08:42desafio, mas são também oportunidades da
08:44gente fazer planos mais relevantes, mas
08:46que é diferente, é certamente bastante
08:48diferente. Deixa eu chamar atenção pra
08:51carreira da Taciana Lopes, porque antes
08:54de assumir essa posição de vice-presidente
08:56de comunicação e marketing da Mastercard,
08:59você passou pela Meta, você passou sete
09:04anos aí pela concorrente, pela Visa, e
09:07você passou outros sete anos pela Coca-Cola.
09:10Exatamente. O que hoje, na sua avaliação, as
09:14empresas buscam nos jovens?
09:19Eu acho que hoje a formação técnica, o
09:23conhecimento mais técnico, mais específico
09:27ali, é cada vez menos o diferencial.
09:31Então, eu acho que o que as... porque, enfim,
09:32hoje é muito fácil você pegar qualquer
09:34tipo de treinamento ou de informação que
09:37você precisa na internet, com inteligência
09:39artificial, muito mais fácil, ainda mais
09:41fácil. Então, eu acho que o que as
09:43empresas buscam, não só, mas também nos
09:45jovens, são as chamadas soft skills, né?
09:47As habilidades. Então, que habilidades são
09:49essas? Flexibilidade, influência, colaboração.
09:55Isso é que hoje diferencia um profissional
09:57excelente de um profissional mediano.
09:59Eu acho que isso é bastante diferente do
10:01passado, né? Em que talvez o diploma tinha um
10:03peso super grande ou algum curso, alguma
10:05especialização, era um diferencial. Eu acho
10:08que hoje o peso dessas coisas mudou, mudou
10:11bastante. Eu faço essa pergunta porque hoje
10:13você é jovem, mas quando você começou na
10:15Coca-Cola, você é... você tinha quantos anos?
10:18Começou, você tinha... Você tinha... Tinha o quê?
10:2020 anos de idade. 20 anos de idade.
10:2120 anos de idade. Quer dizer, era um outro mercado
10:23de trabalho também. Você sente isso, Taciana?
10:25Essa mudança no mercado de trabalho, até pelos
10:28profissionais. Eu sei que você tem muitas
10:30mulheres no seu time, né? No seu time de
10:33comunicação e marketing. Você sente isso
10:35passando pela liderança aí de tantas
10:38empresas relevantes, porque a gente tá
10:39falando de empresas que o mundo conhece,
10:42né? Coca-Cola, Visa, Meta, porque você
10:45cuidava do WhatsApp especificamente.
10:49Muita mudança aí no mercado de trabalho e
10:52sobretudo, volto a repetir, nesses
10:54jovens que estão chegando no mercado de
10:56trabalho?
10:58Tem uma resposta do ponto de vista de
11:00marketing, então, né? A gente tava falando
11:02quanto o marketing ficou mais complexo e
11:05eu acho também que o marketing se tornou
11:07uma parte muito mais integrada do
11:08negócio. Quando eu estudava publicidade,
11:12a publicidade era uma coisa quase
11:14apartada, assim, do que as empresas
11:15faziam. Então, vocês são as pessoas da
11:17criatividade, vocês são as pessoas que
11:19pensam nas campanhas, mas isso não tinha
11:21relação nenhuma com a parte da gestão
11:23da empresa. Isso eu vejo uma mudança
11:25totalmente diferente. Hoje, o bom
11:26profissional de marketing, ele é
11:28principalmente e essencialmente um bom
11:30profissional de negócios, que também tem
11:33habilidade de comunicação, de
11:34persuasão. Eu acho que tem esse ponto de
11:37vista do marketing e em termos de
11:41habilidade ou de modelos de trabalho,
11:43assim, eu vejo algo que eu acho muito
11:45positivo, mas que também vem com seus
11:47desafios, que é esses jovens têm uma
11:50relação com o trabalho diferente. Eu ainda
11:54e a minha geração e as gerações anteriores,
11:56trabalho e vida pessoal são coisas bastante
11:59separadas, né? Tem horário de trabalho, tem
12:02casa. Eu acho que com a evolução aí do
12:05mercado de trabalho, especialmente depois
12:07de internet, todo mundo tem o e-mail da
12:10empresa, leva o computador pra casa,
12:13pandemia que veio pra deixar ainda mais
12:16fluídas essas barreiras entre o que é
12:18vida pessoal e o que é trabalho, essa
12:21nova geração tem uma outra visão. Então,
12:23tem um lado muito positivo de que eles
12:26têm um melhor equilíbrio, eles se
12:28respeitam mais, eles buscam mais o que
12:31os satisfaz, mas acho que também vem com
12:33um desafio de que alguns deles estão
12:35mais preocupados com os benefícios que
12:37essa flexibilidade traz do que com os
12:40deveres, né? E como tudo na vida, acho
12:42que a gente sempre tem direitos e
12:44deveres, tem prós e contras, então acho
12:46que algumas vezes é um desafio a gente
12:48relembrar aos jovens. Mas você falou há pouco
12:51que um bom profissional, um profissional de
12:53marketing hoje tem que pensar em
12:56negócios, em fazer negócios, algo que
12:59talvez no passado não existia com
13:01frequência nesse universo da
13:03publicidade ou do marketing. Quer dizer,
13:06em suma, o bom profissional do
13:09marketing é aquele profissional que tem
13:12que pensar na venda, é isso? Com certeza,
13:15tem que pensar no negócio. Porque negócio,
13:16é, mas o negócio então é mais do que
13:19venda, se tá falando. Isso, é, eu ia
13:21justamente nesse ponto que, assim, eu acho
13:22que se a gente só foca em venda, a nossa
13:24visão é sempre de curto prazo. E eu
13:27acho que especialmente quando você
13:28cuida do marketing, quando você cuida
13:29da imagem de uma marca, da reputação
13:31de uma marca, o longo prazo é tão
13:33importante quanto o curto prazo. Se você
13:35toma só decisões de curto prazo, você
13:37tá comprometendo a sustentabilidade do
13:39seu negócio. Então, sim, comprometido com
13:42o resultado de longo prazo. Como é que
13:44você define hoje a sua empresa? Ela não é
13:48mais uma empresa de cartão de crédito?
13:50Apenas? Exatamente, ela não é apenas
13:53uma empresa de cartão de crédito. Hoje,
13:55ainda, a grande maioria das pessoas,
13:57quando pensa na Mastercard, pensa nos
13:59cartões, né, e faz sentido, nós somos
14:01líderes de mercado no Brasil. Então, a
14:04grande maioria dos cartões que as
14:05pessoas conhecem, e todo mundo no
14:07Brasil hoje tem um cartão, né, o mercado
14:09do Brasil é super maduro, então as
14:11pessoas têm um Mastercard já na mão,
14:13mas a Mastercard já evoluiu pra ser
14:15muito mais do que isso, e é isso que
14:17pouca gente sabe. Então, eu não sei se
14:19você sabe esse dado, mas ele é público.
14:22Hoje, mais de 30%, então mais de um
14:24terço da receita da Mastercard não
14:25vem de pessoas usando o cartão. Então,
14:28a gente tem uma área gigante que tem
14:30outros serviços e soluções tão
14:32variados quanto soluções de
14:34cibersegurança, antifraude, serviços
14:37de marketing, consultoria, análise de
14:40dados e BI, programas de marketing,
14:43inclusive, ferramentas de fidelidade.
14:45Então, tudo isso hoje já é um terço do
14:48negócio da Mastercard e a maioria das
14:49pessoas nem tem noção.
14:5130%, né?
14:5230%, mais de 30%.
14:53Mais de 30%. Cartão de crédito, quanto é?
14:57E o restante disso, aí, esse quase 70%,
14:59vem de cartões.
15:00Vem de cartões de crédito, né?
15:02Como eu apresentei a Taciana no início
15:04do programa, você veio do interior de
15:08Minas Gerais, né? Filha de dentista,
15:11dentista mãe, dentista pai, a irmã também é
15:14dentista, né? O irmão é dentista, todo
15:17mundo é dentista lá no interior de
15:18Minas Gerais, da família da Taciana e
15:21virou, na grande cidade em São Paulo,
15:24uma das maiores lideranças do marketing
15:28brasileiro. Pra você, o que que foi
15:31determinante na sua ascensão?
15:34Bruna, eu já recebi essa pergunta
15:36algumas vezes e, assim, a resposta mais
15:39direta e mais honesta que eu posso dar não
15:41é muito glamurosa, porque a verdade é
15:43que eu sou muito comprometida, muito
15:46dedicada, então acho que é trabalho
15:48duro mesmo, seria a resposta mais
15:50honesta a essa pergunta. Mas nos
15:53últimos anos eu venho refletindo que
15:54eu acho que tem um segundo elemento
15:56também que me ajudou muito a avançar
15:58na minha trajetória, que ao contrário
16:01da maioria das mulheres, isso é
16:03especialmente verdade pras mulheres, eu
16:06sou extremamente transparente, direta e
16:08objetiva e eu não tenho medo de
16:10conversas difíceis. Pelo contrário, eu
16:12gosto de conversas difíceis, porque eu
16:14acho que elas são atalhos pra gente
16:15resolver problemas, pra gente entender
16:17outras perspectivas, pra avançar o
16:19relacionamento. Então sabe aquela
16:21pergunta desconfortável ou aquele
16:24assunto meio sensível que às vezes as
16:26pessoas protelam por semanas, meses,
16:29anos? Eu sou a pessoa que gosta de
16:31falar sobre ele. E eu acho que isso é um
16:33atalho na vida, assim, né? Acho que
16:35traz muitos ganhos. Então acho que foi uma
16:37característica que me ajudou. Alguma vez
16:39você foi desacreditada no trabalho por
16:43ser mulher? Eu não diria desacreditada,
16:47não posso dizer que eu fui desacreditada,
16:49mas eu já fui despriorizada. Então um
16:52exemplo concreto é que um gestor já me
16:55disse que eu não seria promovida porque
16:57eu estava grávida, que a gente ia esperar,
16:59né? Depois que eu tivesse filho pra pensar
17:01numa promoção. Então já teve algum...
17:04Qual foi a sua reação com essa frase, com essa
17:07declaração dele na época? O curioso foi que
17:10essa conversa aconteceu quando eu estava
17:13contando que eu recebi uma oferta de
17:14outra empresa. E aí, nessa hora, isso me
17:19pegou, assim, um pouco de surpresa. Eu
17:21entendi que isso era um sinal da cultura,
17:22da empresa, e eu decidi aceitar a proposta
17:25da outra empresa. Da outra empresa.
17:27Porque isso pra mim sinalizava o tipo de
17:29cultura que a gente estava construindo ali.
17:31Qual que foi o maior desafio até hoje
17:33pra você na carreira?
17:39Acho que o maior desafio foi construir
17:41uma carreira
17:44num lugar, numa cidade, enfim, que eu não
17:47conhecia ninguém, né? Porque acho que
17:48quando você é de São Paulo e já frequenta
17:51certas escolas e já faz certas faculdades,
17:53você já cria um network ali, uma rede de
17:55contatos, que talvez te facilite muito a
17:58inserção e o crescimento do mercado de
17:59trabalho, no mercado de trabalho. Eu acho
18:02que esse é um privilégio que eu não
18:03tive. Ele não me impediu, mas sem dúvida
18:06ele trouxe desafios adicionais.
18:09A gente tá, eu fiz uma pergunta há pouco, né?
18:12Sobre como a Taciana, ela define hoje a
18:16empresa que tá em profunda transformação,
18:20porque simplesmente o comportamento das
18:22pessoas está mudando, o mercado financeiro
18:25está mudando. E aí, como é que é você
18:28lidar e você, junto com o seu time, junto
18:32com a companhia inteira, uma companhia
18:34multinacional, consegue se adaptar a
18:37todas essas mudanças? Porque você está no
18:41meio de uma profunda mudança, a sua
18:43companhia está. Eu fico imaginando,
18:46inclusive, as estratégias, as decisões de
18:51vocês, pra manter essa liderança, inclusive.
18:55Que não deve ser fácil. Quando você tá lá
18:57no topo, pra você ir pro segundo ou
18:59terceiro lugar, não é muito difícil,
19:00porque com vários casos que a gente tem
19:02em outros setores da economia
19:04produtiva. Como é que é no caso de
19:05vocês? O que você falou é perfeito,
19:08porque, de fato, a indústria de pagamentos
19:09foi profundamente transformada nos, nas
19:12últimas décadas, especialmente nos
19:14últimos dez anos. Eh, e um dos motivos
19:16pra isso é o grande aumento da
19:18concorrência, né? Vários, vários novos
19:20players, novas empresas. Hoje, o maior
19:22concorrente de vocês é quem? Não é a
19:26sua antiga empresa. Não, não, acho que
19:28nosso maior concorrente ainda é o
19:30dinheiro, porque ainda são as
19:31oportunidades não capturadas com os
19:34trilhos de pagamento de cartões. Então,
19:36por mais que hoje, quando a gente
19:37pensa em em consumo das famílias, já
19:40tá altamente eletronificado, né? Que a
19:42gente falou, por cartões, ou por
19:43transferências, ou por PIX. Quando a
19:45gente pensa, por exemplo, em pagamentos
19:46entre empresas, quase nenhum pagamento
19:48entre empresa hoje usa cartão. Então,
19:51tem uma oportunidade enorme pra gente
19:53explorar. Com pequenas empresas, a
19:55mesma coisa. Dentro de transporte
19:57público, transporte público, a gente já
19:59tem algumas praças que aceitam cartão
20:01ali diretamente na catraca, mas ainda
20:03tem uma infinidade de modalidades de
20:06transporte, de praças que não aceitam
20:08cartão. Então, eu acho que o nosso
20:10maior desafio hoje é conquistar esses
20:12novos corredores, esses novos volumes.
20:14A gente tá falando de uma profissional
20:16aí que tem mais de duas décadas no
20:19setor do marketing e comunicação
20:21brasileiro, e você falou há pouco
20:24dessas mudanças, que foram mudanças
20:26avassaladoras aí no setor. Isso no
20:29mundo todo e, sobretudo, no Brasil.
20:31Hoje, qual que é a maior tendência do
20:33marketing? A experiência, uma delas?
20:36Experiência, sem dúvida, acho que isso
20:38não é algo novo, mas que tem se
20:40intensificado a cada ano. E há tempos
20:43já, não apenas seguindo essa tendência,
20:45mas desde muito tempo, a experiência já
20:47é a parte mais central de como a gente
20:49faz marketing na Mastercard. Isso é algo
20:52muito interessante, assim, que eu venho
20:53aprendendo nessa minha, nessa minha
20:55passagem aqui. Então, na maioria das
20:58empresas, o plano de marketing é
21:01Media First. Então, primeiro você pensa
21:03no plano de mídia. Então, com esse
21:04dinheiro, eu vou anunciar na Jovem Pan,
21:09vou colocar esse dinheiro no Google,
21:11em outro lugar, qual que é o melhor
21:12mix aqui, pra atingir o maior número
21:14de pessoas. Na Mastercard, a gente
21:16pensa em experiência primeiro, porque
21:18em linha com o nosso posicionamento,
21:19que é falar e proporcionar aos nossos
21:22consumidores tudo aquilo que não tem
21:23preço, a gente tem muito patrocínio.
21:26Os patrocínios são a nossa chave pra
21:28conseguir oferecer experiências, de
21:30fato, incríveis. Patrocínio concedido,
21:32patrocínio de eventos, né? Patrocínio de
21:34eventos, a gente patrocina o EFA Champions
21:36League, a gente patrocina a McLaren, a
21:38gente patrocina a Latin Grammys, o
21:40Grammy Global, enfim, a gente tem um
21:42portfólio bem grande de patrocínios,
21:44porque são eles que nos permitem
21:46oferecer essas experiências que não
21:48tem preço pros nossos clientes. Então,
21:51pra gente é algo muito importante e a
21:52mídia vem como um suporte disso. A
21:55Mastercard tem algo super interessante
21:57também, que a gente chama de marketing
22:00multissensorial. E o marketing
22:02multissensorial tá extremamente
22:03conectado a essas transformações da
22:06indústria sobre as quais a gente tá
22:08falando aqui. Então, pensa como esse
22:10desafio é interessante pra uma empresa
22:12de meios de pagamento. À medida em que
22:14os pagamentos avançam, eles ficam cada
22:16vez mais invisíveis. Então, se há alguns
22:19anos a gente necessariamente precisava
22:21carregar ali um cartão físico pra fazer
22:23seus pagamentos com cartão, hoje você
22:26faz isso com a sua digital wallet, hoje
22:28você faz isso no checkout de um comércio
22:30eletrônico, no aplicativo, você faz isso
22:33até de forma invisível mesmo, quando
22:34quando você pega um carro de como quando
22:37você pega um carro de aplicativo, que
22:39você entrou, saiu e nem sentiu fazer o
22:41pagamento. Todas essas ocasiões você
22:44usou a Mastercard, mas se você não viu
22:46minha marca, como eu como profissional de
22:48marketing, continuo garantindo que você
22:51se lembra dessa marca, que você gosta
22:52dessa marca e que ela é relevante pra você.
22:54É um desafio enorme, mas que a Mastercard
22:57se prepara muito bem pra isso, né? Então, a
22:59gente tem, por exemplo, voltando ao
23:01marketing multissensorial, que é ativar
23:03vários sentidos, é uma assinatura
23:05sonora. Do mesmo jeito que a gente tem
23:07os dois círculos sobrepostos, que é a
23:09nossa assinatura visual, a gente tem
23:11uma sequência de sons característicos
23:13que não só a gente usa em todas as
23:15nossas peças de comunicação, mas cada
23:17vez que as pessoas fazem um pagamento
23:19com Mastercard, elas vão ouvir essa
23:22assinatura. Então, no Uber elas vão ouvir
23:24essa assinatura, quando elas pagam no
23:26Magazine Luiza, elas vão ouvir essa
23:28assinatura e em cada uma das vezes em
23:30que ela fizer compra, a Mastercard vai
23:32estar presente através da audição.
23:34Você falou do Uber e eu lembrei uma
23:36coisa que eu quero que você me confirme,
23:37eu ouvi e agora eu quero que você me
23:41confirme de fato. O termo black, black,
23:45né? Que existe no Uber black, outros
23:49cartões de crédito são black, tem a
23:52experiência black, tem a viagem black,
23:54tudo é black, pra mostrar o que é
23:57premium. Ele veio, nasceu com vocês?
24:01Sim, essa é uma história que a
24:02Mastercard tem bastante orgulho. E nasceu
24:04no Brasil ou nos Estados Unidos? Nasceu no
24:06Brasil. Nasceu no Brasil. Nasceu no
24:08Brasil, então quando a Mastercard há 20
24:10anos foi lançar a sua categoria mais
24:12premium de cartões, o cartão com mais
24:14benefícios, focado no público de alta
24:16renda, a Mastercard escolheu esse nome,
24:18Mastercard Black, era um cartão, né, com o
24:20car design, que a gente fala com o visual
24:24escuro, trazia esse nome e esse lançamento
24:26foi tão bem sucedido, né? Todo mundo a gente
24:28conhece o Mastercard Black, mas ele foi
24:30muito além de, inclusive da categoria, ele
24:33criou a categoria premium, né? Black
24:35virou sinônimo de categoria premium
24:36dentro de cartões, mas não só dentro de
24:38cartões. Então o próprio Uber e outras
24:41empresas lançaram as categorias black como
24:43sinônimo do que é mais premium, do que é
24:46mais aspiracional. Foi um, algo que a
24:48Mastercard tem bastante orgulho, mas que
24:50a gente também já está se reinventando,
24:52porque 20 anos depois lançamos agora o
24:54World Legend, que tá ainda acima do
24:57Mastercard Black, né, pra um público
24:59ainda de renda ainda mais alta, com
25:02benefícios ainda mais completos. Então
25:04agora o desafio... O que que tem de
25:06extravagante aí nesse cartão de
25:08crédito para ultra ricos? Eu não
25:11chamaria de extravagante, mas os
25:12benefícios muito especiais que a gente
25:14coloca nesse cartão são mimos como
25:18o que chama Anytime Check-In, Anytime
25:20Check-Out em hotéis de luxo. O que
25:22que significa isso? Sabe aquela coisa
25:24que você, seu voo chega às sete, seu
25:26check-out é apenas às três da tarde? E
25:28você fica naquele limbo, sem ter onde
25:30ir com as suas malas? Se você tem
25:32World Legend, isso não acontece, porque
25:34você pode fazer o check-in e o check-out
25:35nos melhores hotéis do Brasil e do
25:37mundo a qualquer horário. Esse é um dos
25:39benefícios. Outro benefício é que a
25:41gente tem várias vantagens nos
25:43restaurantes Michelin do Brasil. Então
25:45você tem reserva prioritária de mesa,
25:47que muitos desses restaurantes têm
25:48meses de espera, de reserva. Você tem
25:51o valet cortesia, então você chega
25:53lá, não precisa pagar, tem o valet
25:56esperando. A gente tem uma sala, a gente
26:00nem chama de sala VIP, né? Mas a gente
26:02tem um dining lounge, que a gente chama
26:04um espaço de espera ali no
26:06aeroporto de Guarulhos, antes dos
26:09voos internacionais, que é só para o
26:11World Legend, ele se chama Taste of
26:13Priceless e é muito diferente de todas
26:15as salas VIP que todo mundo conhece.
26:17Então, o cardápio é a la carte, quem
26:19fez o cardápio foi o Alex Atala, tem
26:21espaço de massagem, cromoterapia.
26:24Para ter esse cartão, quanto que eu
26:26tenho que ter no mínimo na conta de
26:28patrimônio aí? Quantos milhões? Ah, não
26:30é tão simples assim. O que garante é
26:33exclusivo. Fala o número, Tassiana, mais ou
26:35menos, não tem, não, porque eu conheço
26:36o cartão que só aceita quem tem vinte,
26:39trinta milhões de reais. Isso já existe no
26:41Brasil. Com certeza esse cartão. O de vocês
26:43tem um pré ali, um pré-requisito? Com
26:47certeza ele é para a parte mais
26:50elitizada ali, para a renda mais alta
26:52dentro do nosso portfólio, mas a
26:54maneira que a gente garante que ele
26:55seja muito exclusivo é não por
26:57determinar uma específica renda, uma
26:58renda específica ou um patrimônio
27:00específico, mas a gente limita muito a
27:02quantidade de cartões que cada emissor
27:03pode emitir. E aí estes emissores vão
27:06definir então quem são os clientes mais
27:08especiais dentro do seu portfólio,
27:10clientes que eles fazem questão de
27:11reter, de deixar com mais alto nível de
27:13satisfação. Mais especiais significa
27:16maior renda possível. É que não é só
27:19renda, né? Tem renda, tem quanto de
27:21investimento ele tem ali dentro, tem o
27:23potencial de investimento dele, tem o
27:26relacionamento, então acho que o banco
27:28tem essa liberdade de ver várias
27:31alavancas ali que juntas ele determina
27:33o quanto ele quer reter aquele cliente,
27:34mas renda sem dúvida é uma delas.
27:36Vocês que tem essa experiência aí com
27:38com público, com público variado, mas
27:41também que a gente tá falando agora com
27:43público mais abastado de um país, o que
27:46que hoje os ultra ricos buscam?
27:50E isso é curioso porque volta ao ponto
27:53que a gente falou agora há pouco,
27:54experiência. A gente tem inúmeras
27:57pesquisas, inclusive a gente fez muitas
27:59pesquisas pelo lançamento desse
28:01cartão, né? Então a gente queria
28:02lançar algo que fosse muito relevante
28:05pra esse topo da pirâmide e a gente
28:07estudou muito a fundo esse público. É
28:09e assim, é incontestável, é muito
28:12claro, o que essas pessoas mais
28:14valorizam é ter uma boa experiência,
28:16porque bens materiais, assim, ter a
28:17décima bolsa, ter o sexto carro, já tem,
28:20já tem. Não muda nada pra essas
28:22pessoas. Agora. Mas é a experiência
28:24exclusiva. É a experiência que usa bem o
28:28seu tempo. Então é, eu vou ter que
28:30chegar em Guarulhos cedo, é, pra esperar
28:32o meu voo, como eu posso usar bem esse
28:34tempo. Eu não quero ficar ali mal
28:36acomodado, eu não quero comer mal.
28:38Então foi através desses insights que a
28:39gente chegou na proposta de valor do
28:41produto. A própria questão do anytime
28:43check-in, check-out. É uma coisa super
28:45extravagante você entrar num hotel mais
28:47cedo? Não necessariamente, mas é um
28:49ótimo uso do seu tempo. A gente tá
28:51valorizando o seu tempo, usando ele de
28:53maneira confortável, de maneira que você
28:55crie boas memórias. Então é muito mais
28:57sobre gerar valor ao tempo, gerar tempo e
29:01gerar valor com esse tempo do que sobre
29:03extravagâncias. Taciana, você falou há
29:06pouco, quando eu perguntei sobre jovens,
29:08né? Que no passado tinha uma diferença
29:11muito grande entre o que é trabalho e o
29:14que é vida pessoal e que hoje tá muito
29:17difuso, né? O que é isso? Você é casada
29:22com mineiro? Sou casada com mineiro. Você
29:24tem dois filhos, né? Uma menina, um
29:28menino. Crianças ainda, né? Crianças. Como
29:31é que você alia a sua vida pessoal com o
29:36seu trabalho? Eu trabalho bastante, porque
29:39eu gosto de trabalhar isso, inclusive é
29:41uma coisa que eu faço questão de deixar
29:42claro pras minhas crianças, sabe? Lá em
29:44casa não tem aquele papo de, ah, eu
29:47queria ficar em casa, mas mamãe tem que
29:48trabalhar pra pagar as contas. Eu trabalho
29:50porque isso me realiza e essa é uma das
29:52mensagens que eu quero deixar pros meus
29:54filhos, é algo que eu gosto de fazer, é um
29:56elemento importante de quem eu sou. Mas
29:58sim, é muita coisa pra conciliar e a
30:01maneira que eu concilio isso é tendo
30:03feito as fases comigo mesma de que
30:05tudo bem tirar oito em tudo. Então eu
30:08não tento ser dez em todos os meus
30:10papéis. Então tem dia que eu não vou
30:13conseguir pôr meus filhos pra dormir
30:14porque eu tô num evento da empresa. Tem
30:16dia que eu vou ter que perder uma
30:17reunião porque a apresentação... Mas isso
30:18não te machuca? Você não colocar o seu
30:22filho, a sua filha pra dormir todos os dias
30:25porque você tá num compromisso da
30:27empresa. Não, eu acho que essa é a chave
30:30da felicidade. Porque nós mulheres nos
30:32culpamos muito o tempo todo. Eu só
30:35consegui sair dessa culpa quando eu fiz
30:37as fases que tudo bem eu não tirar dez
30:39todos os dias em tudo. Então acho que a
30:41gente tem que aceitar que se tirar oito
30:43em tudo, passamos de ano, tá todo mundo
30:45feliz e deu pra conciliar os múltiplos
30:47papéis.
30:48Taciana Lopes, deixa eu fazer uma pergunta
30:50clássica aqui do show business. Quem é a
30:54sua referência como empreendedora
30:57empresária?
31:00Sempre tive uma grande referência que é a
31:03Sherry Sandberg, CEO do Facebook. Ela era o
31:05braço direito do Zuckerberg por muitos
31:07anos, desde o começo ali do Facebook e
31:10ficou com ele muitos, muitos anos. Ela é um
31:14super exemplo de liderança feminina, ela tem
31:16livros escritos sobre isso, que inclusive o livro
31:18dela é incrível. Então ela é uma grande
31:20referência pra mim. E depois que eu entrei na
31:22Mastercard, agora ela divide o pódio com uma
31:25outra executiva que eu conheci na Mastercard, que
31:27se chama Linda Kirkpatrick. Ela é a nossa
31:29presidente Américas, então eu já adoro o
31:32fato de que a mulher mais poderosa das
31:35Américas dentro do universo da Mastercard é uma
31:37mulher e ela é incrível porque ela combina uma
31:41força, uma assertividade com uma graça e uma
31:43leveza que eu acho que só uma mulher pode
31:45fazer. É uma grande referência. Agora, indo na
31:48linha da sua empresa e da criação daquela
31:51campanha que vai completar daqui a pouco três
31:54décadas. Taciana Lopes, qual foi a sua
31:58experiência de vida que te marcou e que o
32:02dinheiro não compra? Minha resposta não é das
32:06mais criativas, mas eu não poderia deixar de
32:08falar que foi o nascimento dos meus filhos,
32:10porque eu me tornei outra pessoa a partir
32:12disso, minha vida ficou muito mais completa,
32:15mais difícil também, mas certamente muito mais
32:18rica. Então, o nascimento dos meus filhos foi o maior
32:20momento que não tem preço. Não é a mais
32:23criativa, mas é a mais verdadeira de todas,
32:25Taciana. Não tenha dúvidas. Você sabe bem com a sua
32:28pequena. Não tenha dúvidas que é a mais
32:30verdadeira de todas. Taciana Lopes, muito
32:33obrigado pela sua presença aqui no
32:34showbiz, um grande prazer recebê-la aqui.
32:36Muito obrigada pelo convite, Bruno, o prazer
32:38foi meu. E olha, a gente conversou com
32:41Taciana Lopes, vice-presidente, sênior de
32:45comunicação e marketing da Mastercard. Show
32:49Business faz uma breve pausa e volta em
32:51instantes.
32:58Ele é engenheiro mecânico e comanda a maior
33:03distribuidora de combustíveis do Brasil. Nós
33:07vamos conversar nesta edição do Show Business com
33:10Ernesto Pousada, CEO da Vibra Energia. Ernesto,
33:16obrigado pela presença aqui em nosso
33:18estúdio. São trinta milhões de pessoas que
33:23passam pelos postos de vocês todos os
33:28meses. Eu sei que você gosta muito de
33:30andar, deixar o escritório e andar por
33:33todos os estados do Brasil, nos rincões do
33:37Brasil, também nos grandes centros desse
33:39país. O que você tem visto que pode
33:43ajudar a definir o atual momento do
33:45Brasil? Bruno, muito obrigado, é um
33:48prazer estar aqui com vocês hoje.
33:50Realmente, eu acho que um CEO, ele tem
33:52que estar muito presente no campo. A gente
33:54tem que estar escutando os nossos
33:56clientes, a gente está ativo com os
33:59nossos clientes, escutando as demandas
34:01dele e como atender melhor esses
34:03clientes. Eu realmente gosto de rodar
34:05esse Brasil, tenho dois anos, cerca de
34:07dois anos e meio de Vibra, já fui do
34:09Rio Grande do Sul ao Amazonas, rodando
34:11estados do Nordeste, Centro-Oeste, Sul,
34:13Sudeste e Norte. E, assim, uma das
34:16coisas mais importantes, a Vibra, talvez
34:19seja uma das empresas do Brasil que tem
34:21o melhor lugar de fala para falar de
34:23todos esses Brasis. Nós somos a única
34:28distribuidora presente em todo o país.
34:30A nossa missão, o nosso propósito é
34:33mover o Brasil, é levar o Brasil pra
34:35frente com a sua melhor energia. E a
34:38gente realmente está presente do,
34:40literalmente, do Oiapoque ao Chuí. Eu
34:43gosto de falar isso porque o Oiapoque, de
34:46fato, somos a única distribuidora que
34:48levamos combustível lá. E, muitas
34:51vezes, o que a gente percebe no
34:53Oiapoque, o nosso combustível, ele é
34:56energia elétrica. Ele não é só o
34:58combustível do automóvel, ele também
35:00move geradores que, muitas vezes, é a
35:03energia elétrica de pequenas
35:04comunidades. Ao mesmo tempo, a gente
35:06está super presente no Centro-Oeste
35:08brasileiro, que é outro Brasil. Grandes
35:11fazendas movimentando a agricultura do
35:13país, grandes exportações, grandes
35:15volumes de consumo de diesel naquela
35:19região. E nos grandes centros urbanos,
35:21como São Paulo, foi nascendo esse, o
35:24combustível que move os carros, esses
35:26trânsitos de São Paulo, do Rio de Janeiro,
35:28dos grandes centros urbanos. Então, a
35:30Vibra, realmente, ela está presente,
35:32levando a energia que o cliente quer, que
35:34o consumidor quer, por todo esse país, com
35:37uma capilaridade que só a Vibra tem, mais
35:40de oito mil postos por todo o país.
35:44É isso que eu ia trazer para a nossa
35:45audiência agora, porque eu dei o número
35:47dos trinta milhões de pessoas que
35:50passam ali todos, todos os meses nos
35:53postos de vocês. A Vibra tem uma rede de
35:55oito mil postos de combustíveis no
35:57país. Eu acompanho você já há algum
36:00tempo e eu vi um texto seu que diz o
36:03seguinte, por trás de cada bandeira
36:06erguida em um posto, existe uma história
36:10de empreendedorismo e é verdade. Qual que
36:13foi a história que mais te impactou, te
36:17emocionou, mexeu com você? É, eu acho que
36:21quando você visita todo esse Brasil, a
36:23gente encontra muitas histórias, né? São
36:26oito mil postos e nós temos cinco mil,
36:29cerca de cinco mil empreendedores. São
36:33pessoas que através dos nossos postos
36:36estão levando renda, não só para a sua
36:39família, mas gerando renda nas
36:40comunidades, rendas nas cidades. A gente
36:42está presente em mais de dois mil e
36:44trezentos municípios. Esse é o tamanho
36:46da nossa capilaridade. Então a gente
36:48encontra muita história desses grandes
36:51empreendedores do Brasil. Desde
36:53pessoas, empreendedores começaram com um
36:57posto e hoje tem uma rede de trinta,
37:00quarenta, cinquenta, oitenta postos
37:02espalhados pelo Brasil. Encontrei
37:04histórias de gente que foi, ele era, ele
37:07tinha uma borracharia dentro de um posto
37:10de gasolina e hoje tem dez, doze postos
37:13com a gente. Então assim, são histórias de
37:16gente que está lá na frente que se a gente
37:18chama da nossa revenda. São os nossos
37:21revendedores. E eu falo muito para o
37:25nosso time lá na Vibra, o nosso sucesso
37:27depende do sucesso da nossa revenda. Então
37:30essa parceria que a gente cria, levando um
37:33combustível de qualidade para o consumidor
37:35com a marca Petrobras, combustíveis que
37:38podem, trazem confiança, que trazem a
37:40certeza deles estarem abastecendo o carro,
37:43o carro deles com combustível que vai
37:45funcionar, não vai danificar o carro. É esse
37:47tipo de empreendedor que a gente tem lá
37:49na ponta. Chovendo, sol, crises e sempre
37:53enfrentando isso junto com a Vibra para
37:55poder levar esse combustível lá na ponta
37:57para o nosso cliente. São oito mil postos
37:59pelo Brasil, você está falando de cinco
38:01mil grandes empreendedores donos desses
38:04postos, né? Qualquer um pode ser dono de
38:08um posto Petrobras? Você tem que ter um
38:11terreno, aliás, convido a quem tiver um
38:13terreno, pode procurar nosso time de postos
38:16aí da companhia, da Vibra, porque a gente
38:18tem interesse em expandir, a gente quer
38:21crescer e qualquer um pode ter, basta ter
38:23um terreno, uma propriedade em um ponto
38:26obviamente de movimento, seja uma
38:27rodovia ou um posto urbano na cidade,
38:31mas qualquer um pode carregar a bandeira
38:34Petrobras, a bandeira que é uma bandeira que
38:36traz a maior confiança para o consumidor
38:38brasileiro, então a gente convida até quem
38:40quiser ser empreendedor, pode vir empreender
38:42com a Vibra, que a Vibra vai dar todo o
38:44suporte para você. Ernesto Pousada, um
38:47engenheiro, como eu apresentei, mas um
38:48grande vendedor, né? Porque o que você
38:50acabou de fazer foi uma grande, uma
38:52belíssima de uma venda. Eu fico muito
38:54surpreendido com as empresas gigantes
38:58brasileiras que passam por essa cadeira,
39:01que passam aqui pelo show business, porque
39:03a Vibra Energia é exatamente isso, é uma
39:07gigante, é a quinta maior empresa do
39:09país? É, a Vibra é a quinta maior empresa
39:12do país em faturamento. Em faturamento.
39:14Cerca de 170 bilhões de reais de
39:17faturamento, então estamos realmente no
39:19top. Agora, além disso, eu tenho a honra
39:22hoje, eu costumo dizer, de ser o CEO da
39:25Vibra, o presidente da Vibra, porque
39:26além de ser a quinta maior empresa do
39:29país, tem essa capilaridade, esse
39:31conhecimento único de país, de poder
39:33interagir com os diferentes Brasis que
39:36estão aí, e uma empresa que eu classifico
39:40também como um dos maiores projetos
39:42empresariais do país nesse momento, com
39:45uma possibilidade de um crescimento, nós
39:48estamos falando em crescer no país em
39:50número de postos, crescer também em
39:53energia renovável, crescer em
39:55lubrificantes, nós temos a marca
39:56Lubrax, que é top of mind. A marca
39:59Lubrax, ela pelo sétimo ano consecutivo,
40:02é top of mind para o consumidor como
40:04marca de lubrificantes. Então, a Vibra
40:07hoje, além da sua capilaridade, do seu
40:09tamanho, mas é um projeto empresarial de
40:11crescimento, de movimento, de ir para
40:14frente e de continuar esse crescimento.
40:17Desses oito mil postos, vocês querem
40:19chegar a quantos? É, nós não temos...
40:21Você está falando de expansão, né?
40:22Queremos ampliar esse número de...
40:24E nós vamos, se nós vamos ampliar o
40:25número de postos, nós não temos um
40:27target, um objetivo específico, mas a
40:30gente está buscando um crescimento nos
40:32próximos anos e vemos oportunidades no
40:35mercado. Hoje, a gente, dada a confiança
40:39que o consumidor brasileiro cada vez mais
40:40tem na marca Petrobras, por pesquisas que a
40:43gente faz anualmente, e atingimos um pico
40:45dessa confiança recentemente na marca
40:48Petrobras, nós estamos vendo cada vez mais
40:50o engajamento desse empresário de querer
40:53estar com a marca Petrobras.
40:55E é curioso você falar de, por exemplo, uma
40:59pessoa ter um terreno e a partir dali, né,
41:01entrar em contato com vocês, elas podem
41:03ter sim um posto, né? Mas eu fico
41:06imaginando que dentro de um posto você
41:08tem outras possibilidades de negócios.
41:11Sim.
41:12Você pode ter uma franquia ali dentro de
41:14uma lavanderia, de uma padaria, quer dizer,
41:18é uma... é um ecossistema de negócios
41:23muito interessante que vocês têm, né?
41:25É, um ecossistema de negócios, como você
41:27usou a palavra, Bruno, muito poderoso.
41:29E, na verdade, além do posto, nós temos
41:31uma proposta bastante robusta de também
41:34oferecer a loja de conveniência, que é a
41:36BR Mania, e quando você tem uma BR Mania
41:39no seu posto, o que nós identificamos é
41:41que além da receita adicional da loja
41:43de conveniência, o seu posto passa a
41:46vender 15 a 20% mais combustível a
41:48partir de ter a loja de conveniência.
41:50E são quantas BR Mania?
41:51Hoje nós temos cerca de 1.600 lojas por
41:53todo o país. Aí sim, nós temos uma meta,
41:55queremos dobrar esse número de...
41:57Essa meta é bastante clara da gente
41:59querer dobrar a BR Mania. Mas podemos
42:01ter também, é importante dizer, o
42:03Lubrax Mais. Lubrax Mais é a nossa
42:04franquia de lubrificantes pra troca de
42:07lubrificantes. Então, assim, a Vibra
42:09traz uma proposta de valor pra ajudar
42:11esse empreendedor pra ele ter sucesso.
42:15E são quantos frentistas? Nós temos
42:18hoje mais de 80 mil. 80 mil
42:21frentistas. Como é que é comandar?
42:23Porque você é o presidente da empresa,
42:25você, de certa forma, indiretamente
42:27comanda esse time, esse time de 80 mil
42:30profissionais, frentistas brasileiros.
42:34Tem um treinamento? Tem um treinamento
42:37padrão aí? A gente tem um treinamento
42:40padrão pra que ele possa prestar o
42:42melhor serviço pro consumidor que vai
42:45lá abastecer o seu veículo, esses
42:4680 mil frentistas. A gente tem muito
42:50orgulho desses frentistas que
42:51trabalham debaixo de chuva, sol, pra
42:54prestar o seu melhor serviço pra quando
42:56você chega de manhã pra abastecer seu
42:58carro, dar aquele bom dia sorrindo no
43:01que pode ajudar, emprestar esse serviço
43:03da melhor. Então, a gente treina esses
43:0580 mil frentistas. A gente também dá
43:07outros tipos de curso pra eles, de
43:08educação financeira, pra que eles
43:10possam estar melhor capacitados. Então,
43:13assim, nós também cuidamos do
43:14frentista. Temos um curso de educação
43:17financeira pra que ele possa
43:19prepará-lo melhor pra cuidar das
43:21finanças pessoais, da vida pessoal
43:23dele também. Isso é importante. Isso, na
43:24verdade, todos os frentistas e todo mundo
43:27tinha que ter um curso desse, né, de
43:29educação financeira. Deixa eu sair um
43:31pouco desse universo gigante da Vibra e
43:34trazer para o setor. Hoje, o setor
43:38vive um problema que é o mercado
43:41irregular de combustíveis. Esse é a
43:46maior adversidade de vocês? Eu não
43:49sei se é a maior adversidade que nós
43:51temos, mas certamente é um problema
43:52que o setor enfrenta, né? E nós
43:54criamos, há alguns anos atrás, o
43:56Instituto do Combustível Legal, que
43:58nós chamamos do ICL. Ele é presidido
44:00pelo Emerson Capaz. E justamente as
44:03ações do Instituto do Combustível
44:05Legal, é como combater todos os tipos
44:08de fraudes que acontecem nos postos
44:11por todo o Brasil. Então, a gente tem
44:14desde combustíveis adulterados, então
44:16o consumidor acha que está comprando
44:19gasolina ou etanol, pode estar
44:21contaminado com água. Isso depois
44:23danifica o motor. Isso é frequente?
44:25Isso é frequente. Isso em todos os
44:28lugares? Isso é mais comum no
44:30interior? Não, em todo o país.
44:32Capital São Paulo? Capital São
44:34Paulo tem bastante também. Nós
44:35estimamos aí que de 15 a 20% dos
44:39postos você tem algum tipo de
44:41adulteração. Então, você pode ter
44:42água, você tem fraudes tributárias
44:44que ocorrem também em grandes
44:48centros ou nos pequenos também. Então,
44:50você tem uma série de fraudes que
44:52acontecem e que levam um prejuízo ao
44:54consumidor. No final do dia, ele vai
44:56pagar uma maior manutenção do carro,
44:58o carro dele fica parado, por isso
45:00trazer a confiança da bandeira
45:02Petrobras é importante. Eu tenho um
45:05dado, inclusive, que eu já trouxe aqui
45:06no Show Business meses atrás, quando eu
45:08falei com o executivo do setor. Segundo
45:10o Fórum Brasileiro de Segurança
45:12Pública, o crime organizado no Brasil
45:16já ganha mais com combustível do que
45:19com tráfico de cocaína. Para ver a
45:22gravidade desse problema. Mas você, de
45:26certa forma, acredita, Ernesto, que as
45:28pessoas estão mais conscientes de
45:32buscar, por exemplo, um posto com uma
45:34bandeira do que um posto?
45:37Bruno, eu acho que isso... Tem uma
45:39consciência? Eu acho que isso, Bruno,
45:41estamos começando este caminho. Eu acho
45:44que isso tudo é um processo. É algo que a
45:47vai caminhando na direção certa. Eu
45:50acredito que o nosso país gradualmente
45:54vai tendo mais consciência sobre todos
45:56os problemas que esse tipo de fraude
45:59causa e causa ao consumidor e traz
46:02prejuízos. Apesar do consumidor ver um
46:04ganho imediato por estar pagando um
46:06produto eventualmente mais barato, ele
46:10acaba sendo prejudicado. Porque tem um
46:12outro problema também muito frequente que
46:14ocorre em alguns postos, que a gente chama de
46:17bomba abaixo. O que é isso? Ele pede para
46:19colocar 30 litros, apesar de na bomba
46:22escrever 30 litros, ele só recebeu 20
46:24litros. Então, assim, a gente tem que
46:27combater esse tipo de coisa e o
46:28consumidor está cada vez ficando mais
46:30consciente sobre isso. Bom, a gente está
46:32falando sobre postos de combustíveis
46:36porque essa área para vocês representa
46:40quanto? É mais da metade da
46:43totalidade dos negócios. Quantos porcento?
46:45Ele representa cerca de 60% do nosso
46:47negócio. 60%. Mas agora eu quero girar o
46:49assunto porque para falar de um universo, de
46:51uma empresa como a de vocês, eu gostaria
46:54de falar de aviação e trazer um dado
46:57também muito relevante porque de cada 10
47:01aviões abastecidos no Brasil, seis
47:04aviões são abastecidos por vocês. E
47:09vocês, eu imagino que devem estar muito
47:14talvez à frente até do setor em relação
47:18ao SAF. Ao SAF, o combustível sustentável
47:23da aviação. Como andam? Os planos já tem
47:28alguma coisa? O que que tem, Ernesto?
47:30É, realmente, a Vibra, a gente tem bastante
47:32no nosso DNA a inovação. A inovação nos
47:36nossos processos, inovação em produtos. E a
47:39Vibra foi a primeira empresa do Brasil,
47:42agora em 2025, a trazer, nós importamos da
47:45Europa, um primeiro lote do combustível
47:48sustentável de aviação. E ele vai, aos
47:51poucos, muito gradualmente, substituir a
47:54querosene de aviação. Esse vai ser um
47:56processo muito gradual que nós fizemos, foi
47:58um processo ainda de fornecimento piloto para
48:02algumas empresas de aviação, para testes, os
48:05aviões voaram, funcionou bem. Importante, hein?
48:09Isso muito importante. Os aviões voaram. Então, todos
48:11voaram, pousaram em segurança. Então, são
48:15produtos que a Vibra está inovando, nós estamos
48:17trazendo esses produtos. Agora, Bruno, é uma
48:20tecnologia que vai se desenvolver gradualmente,
48:23né? Como tudo na transição energética, é passo a
48:26passo. Ainda não está muito claro quais serão as
48:28rotas tecnológicas que vão vencer, até que quando
48:32essas rotas tecnológicas, elas se transformarem em
48:36realidade e ganharem escala, esse produto começa a ser
48:40competitivo para ir substituindo gradualmente a
48:43querosene de aviação. Deve ser um processo gradual ao
48:46longo dos próximos dez anos que nós vamos ver gradualmente
48:49a substituição. Você tem uma previsão de quando vem um
48:52boom aí do SAF? Porque deve vir nos próximos, aí eu não
48:57faço ideia, né? Quantos anos vem esse... É, eu acho que...
49:00Porque o SAF é muito caro ainda, né? É, o problema do
49:02SAF é que ele ainda é um produto, como eu disse, de
49:04pequena escala de produção e isso faz com que fique muito
49:07caro. Conforme você vai ganhando escala, o Brasil tem
49:11tudo para ser um protagonista na produção de SAF,
49:14então nós temos um posicionamento bastante forte, a
49:17Vibra é, sem dúvida alguma, será a líder do SAF, assim
49:21como somos a líder na querosene de aviação, seremos os
49:23líderes no SAF. Agora, ele deve ganhar mais escala
49:27a partir de dois mil e trinta. Dois mil e trinta. Bom,
49:30peguei um, peguei um ano aí do Ernesto Pousado. Falando
49:33ainda nesse assunto, como a Vibra, repetindo aí a maior
49:37distribuidora de combustíveis do Brasil, ela se posiciona no
49:41mundo em transição energética? Como eu disse, nós temos
49:45sido pioneiros, né? A gente, a gente investiu nessa, nesse
49:49produto SAF, para trazer um piloto para o Brasil, também
49:52investimos nove bilhões de reais na Comerq, que é uma das
49:57maiores produtoras de energia solar do país, nós temos cerca de
50:01dois ponto dois gigawatt de produção de energia solar do
50:05país e também temos outros investimentos, entre eles, um
50:08investimento em carregadores para carros elétricos na na
50:12Easy Volt. Então, a Vibra tem se posicionado na transição
50:15energética, que será uma transição, uma corrida gradual. Como
50:20eu gosto muito de esportes, eu gosto de falar que essa corrida é uma
50:23maratona, ela não é uma corrida de cem metros. Então, tudo isso vai
50:26acontecer de uma maneira gradual, passo a passo. Eu acho que
50:31também tem outra característica muito do Brasil, a transição
50:34energética brasileira, ela vai passar muito pelo etanol. O Brasil
50:39hoje, Bruno, ele já tem cerca de quarenta e cinco por cento da
50:43sua energia é renovável, quando se inclui também energia de
50:46combustíveis, contra quinze por cento da média mundial. Então, o
50:50Brasil, ele já é um protagonista na transição energética e o
50:54etanol, ele tá cada vez mais crescendo, se posicionando, porque
50:58o etanol no passado era somente etanol de cana de açúcar e
51:01agora tá crescendo muito o etanol de milho. Isso tá levando o
51:05etanol pra novas regiões do país, norte, nordeste, onde você tem
51:09implantação de milho, nós estamos avançando o etanol e com isso
51:13o etanol certamente será um protagonista nessa transição
51:16energética, onde a vibra também está muito bem posicionada.
51:20Então, entendemos que é gradual, estamos caminhando junto e nós
51:24queremos sempre caminhar com a energia que o nosso cliente quiser,
51:27lá na ponta. Nós vamos ter a maior plataforma de multienergia do
51:32país pra atender o nosso cliente.
51:33Mas como é que você vê a questão...
51:37São dois pontos. Primeiro, da eletrificação de carros, como é que
51:43você avalia? Também um assunto que eu trago pra todos os
51:47presidentes de montadoras que passam por essa cadeira.
51:51Como é que você vê uma geração mais jovem, no mundo todo, não é só no
51:58Brasil, tá? Que não tem mais interesse, não tem mais o sonho do
52:02carro próprio.
52:04Eu vou começar pela segunda sua e depois eu vou pra primeira.
52:08Então, eu acho que assim, como eu te disse, eu rodo o Brasil todo.
52:12E a gente tende a olhar as pessoas ou os negócios, que vale pra
52:16eletrificação também, mas o jovem, o jovem do grande centro urbano,
52:20onde ele tem uma infraestrutura pra atender.
52:24Então, ele pode sair de metrô, ele pode sair de...
52:26Então, o primeiro ponto é que o Brasil é muito maior do que o
52:30centro de São Paulo, o Brasil é muito maior do que o centro do
52:33Rio de Janeiro.
52:35O jovem, em outros centros, ele vai continuar andando, porque ele
52:38não tem infraestrutura de locomoção.
52:42E segundo, mesmo esse jovem dos grandes centros urbanos, no nosso
52:47caso, pode ser diferente pra outras indústrias, ele vai continuar
52:51se locomovendo. Ele pode não ter o carro dele, mas ele vai precisar
52:56de energia pra se locomover.
52:59E a Vibra é a maior plataforma de multienergia do país.
53:02Nós vamos estar lá pra fornecer a energia que esse jovem quiser
53:06no meio de transporte que ele quiser.
53:08E os data centers, hein, Ernesto?
53:11Porque os centros de dados crescendo cada vez mais, isso no mundo todo,
53:17a gente tá recebendo um volume de investimentos de fora, né, de
53:23empresas grandes interessadas em investir no Brasil pra construir
53:27data centers. Como é que você tem visto aí esse crescimento?
53:31Pois é, eu acho que aí, né, falando até...
53:34Que precisa de muita energia. Por isso que eu faço a pergunta pra você.
53:36Exatamente.
53:37Precisa de muita energia pra alimentar esses centros de dados.
53:40E aí nós temos um dado bastante até contraditório pro nosso país.
53:44Eu acho que o Brasil hoje, certamente o Brasil hoje, ele tá posicionado
53:49pra ser o país da transição energética.
53:53O país da potência energética do mundo.
53:57Essa é a potência do nosso país.
53:59No entanto, o nosso setor elétrico hoje, por produzir muita energia renovável,
54:05muita energia solar e eólica, toda a indústria tá sofrendo o chama-chama
54:09curtailment. Ou seja, você tem uma redução da sua...
54:13Você não pode gerar toda a energia que você produz porque não tem capacidade
54:17de transmissão dessa energia.
54:20E o país, na verdade, tem uma tremenda, uma grande oportunidade
54:24de poder exportar energia com mais valor agregado.
54:29Eu falaria, os data centers brasileiros são muito bem-vindos
54:32e é uma super oportunidade de um consumo maior de energia.
54:35Mas por que não sermos um polo de data centers pra outros países do mundo
54:41e exportarmos a nossa energia, exportarmos mais valor agregado?
54:47Essa deveria ser uma agenda de país.
54:50Enquanto isso, hoje o setor elétrico sofre muito com os cortes de energia
54:54por produzir muita energia.
54:57Muito bem.
54:59Nós conversamos nesta edição do Show Business com Ernesto Pousada,
55:05CEO da Vibra Energia.
55:07Ernesto, quero te agradecer a esse excelente, saboroso papo
55:13que nós tivemos nesta edição.
55:14Muito obrigado pela presença em nosso estúdio.
55:16Eu que agradeço, Bruno. Muito obrigado.
55:18E eu agradeço a sua audiência, a sua confiança e a sua companhia.
55:23O Show Business vai ficando por aqui.
55:25Até semana que vem. Tchau.
55:38A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente
55:43a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
55:50Realização Jovem Pan
Comentários