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Tiago Santos compartilha a trajetória que o levou a comandar a operação da Danone no Brasil, um dos mercados mais estratégicos do grupo no mundo. Formado em Economia, o executivo português lidera uma multinacional presente em mais de 100 países, com receita global de 27 bilhões de euros, e destaca o papel do Brasil como um dos motores de crescimento da companhia. Ele comenta os desafios de gerir uma operação em um país de dimensões continentais, a força do talento brasileiro, a necessidade de estratégias regionais e a importância da inovação local.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, boa noite, está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:08E no programa de hoje vamos receber Tiago Santos, CEO da Danone, multinacional presente há 55 anos no Brasil
00:18e que mantém um portfólio que vai de iogurtes e lácteos frescos com marcas muito conhecidas como Danone, Danoninho, Danete,
00:28a nutrição especializada.
00:32Eu sou Bruno Meia e seja muito bem-vindo ao Show Business que começa em instantes.
00:49Ele é formado em economia e lidera uma multinacional presente em mais de 100 países
00:56com uma receita global de 27 bilhões de euros.
01:02O Show Business tem o prazer de conversar com Tiago Santos, o comandante da Danone no Brasil.
01:10Tiago, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
01:14Eu sei que é a sua primeira entrevista na televisão.
01:17Para começo de conversa, gostaria que você apresentasse para a nossa audiência
01:21o que a Danone Brasil representa para as operações globais do grupo?
01:29Bruno, primeiro, obrigado pelo convite.
01:32É um prazer estar aqui com você.
01:34Então, o Brasil é o quarto mercado mundial da Danone em termos de momento de abertura.
01:40A gente começou em Barcelona, depois na França e Estados Unidos.
01:44O Brasil foi o quarto mercado há mais de 55 anos.
01:47Então, para a Danone, o Brasil é um mercado muito importante.
01:49A Danone é sinônimo de categoria.
01:52A gente criou, expandiu a categoria do iogurte no Brasil.
01:56E hoje estamos em referência também em nutrição especializada.
01:59Então, tudo isso faz com que o Brasil seja um dos mercados mais importantes para a Danone.
02:03E como é que os franceses têm visto o Brasil, os brasileiros e a sua operação comandada por você?
02:11Olha, eu estou aqui há 18 meses, não estou há tanto tempo.
02:13Mas a sede cada vez mais vê o Brasil como um mercado de crescimento.
02:20A gente cresce mais que a média global e com potencial para crescer ainda mais.
02:25Então, eu diria que vem com um otimismo crescente.
02:29Bom, estamos fazendo essa entrevista com o Tiago.
02:32No encerramento praticamente do ano, estamos em dezembro.
02:37Foi um bom ano no Brasil, Tiago?
02:39Então, até o final, até o minuto 95 tem partida, né?
02:44Bom, mas até agora?
02:45Até agora tem sido um ano bom.
02:47Tem sido um ano bom, realmente um ano de melhora,
02:50de continuação dessa trajetória de crescimento sustentável.
02:54A gente cresce mais que a média global, a gente melhora também a nossa rentabilidade.
03:01Então, acho que a gente pode falar que foi um ano bom.
03:03Bom, como o Tiago registrou logo no começo, são 55 anos no Brasil.
03:12Qual que é o tamanho da operação aqui no país, Tiago?
03:16Então, a gente não pode partilhar dados detalhados em cada país, mas o que eu posso falar para você é que...
03:21Não pode, porque vocês são companhia aberta em Paris, é isso?
03:24É isso.
03:24E a gente não...
03:25Vocês não falam regionalmente?
03:27Não, não falamos por país.
03:29A gente quebra mais ou menos por regiões e por unidades de negócios, mas não por país.
03:33O que eu posso falar para você é que a gente está mais próximo dos mercados grandes do que dos pequenos
03:40e estamos chegando bem perto do top 10 da Danone Global.
03:44Como eu falei também, o meu interesse é crescer mais que a média da Danone
03:48e melhorar a minha rentabilidade mais que a média da Danone.
03:51Com isso, a gente vai aumentar a importância do Brasil e continuar a atrair investimento.
03:56E onde estão as fábricas? São quantas fábricas no Brasil?
03:59Duas fábricas.
03:59Duas fábricas?
04:01Elas ficam onde?
04:02Imposto de caudas, as duas.
04:04As duas ficam em postos de caudas?
04:05Cinco quilômetros uma da outra.
04:06É mesmo?
04:07É.
04:08Qual que foi, Tiago, a sua... Você está há 18 meses aqui na Operação Brasileira, né?
04:13Qual que foi a sua percepção quando você chegou ao Brasil, apresentando o Tiago, é português,
04:20que passou por vários países, a gente já vai entrar nesse assunto,
04:24mas qual que foi a sua percepção quando você chegou ao Brasil e quando você assumiu essa operação com fábricas, por exemplo, em postos de caudas?
04:35A sede aqui é em São Paulo, mas as fábricas, por exemplo, ficam em postos de caudas.
04:40Sim, olha, a primeira surpresa com o Brasil é a dimensão do país.
04:46Apesar de eu conhecer o país, ter visitado muitas vezes, viajado muito antes dessa cadeira,
04:52a verdade é que quando você começa a gerir uma empresa com presença nacional no Brasil,
04:57você se dá conta que não tem um Brasil.
04:58tem no mínimo 5, 6 regiões que têm que ser tratadas como mercados independentes,
05:03porque tem concorrentes diferentes, porque tem varejo diferente,
05:08porque tem soluções logísticas diferentes, porque tem fiscalidade diferente.
05:12Essa foi uma surpresa muito forte, né?
05:16A fragmentação do mercado que faz com que olhar para o Brasil como um mercado não funcione.
05:22Então cada vez mais a gente olha região, estado, cidade e os players importantes dentro de cada célula, vamos falar.
05:31Mas no mínimo você precisa olhar estado e varejo, porque mais do que isso,
05:38se você vai olhar mais em cima, você vai perder granularidade e não vai conseguir competir.
05:44Então essa foi uma grande surpresa.
05:45Segundo ponto, eu acho que o nível do talento do brasileiro e o nível do talento no Brasil é muito bom.
05:51Da mão de obra, você percebeu isso?
05:53Da mão de obra, dos gestores, dos líderes, do pessoal em geral.
05:57Tem pessoal muito qualificado aqui no Brasil e tem uma guerra por talento complicada, né?
06:02Vocês têm vivido isso?
06:05Sim, sim, sim.
06:07Porque eu já recebi CEOs, principalmente agora, no ano de 2025, de outros setores da economia produtiva.
06:14E eu ouvi, com certa regularidade, neste ano, que inclusive três CEOs falaram que há um apagão de mão de obra no Brasil.
06:25Quando fala isso, é um apagão de mão de obra qualificada no Brasil.
06:29Você sente isso?
06:30Assim, o que eu sinto é que é difícil encontrar mão de obra, mas não tanto qualificado ou não,
06:37é que a economia está em pleno emprego.
06:39Então, fica muito difícil.
06:40É um mercado mais do trabalhador que do empregador, se você quiser.
06:43É muito fácil para o pessoal qualificado encontrar um bom emprego.
06:48Como nós investimos muito no treinamento, no desenvolvimento das pessoas,
06:52acabam tendo uma posição boa no mercado se quiserem encontrar outra alternativa.
06:58Mas, no geral, o talento é bom.
07:01As pessoas querem aprender e querem contribuir para o progresso da empresa e eu acho que da sociedade também.
07:06A gente está falando de uma companhia, volto a repetir, 55 anos no Brasil
07:12e que tem marcas muito conhecidas, conhecidas inclusive dos brasileiros.
07:18Hoje, Tiago, qual que é o carro-chefe de vocês?
07:21Olha, a marca Danone é sempre a marca mais importante e é o carro-chefe da Danone no Brasil.
07:27Mas você tem, do lado dos laticínios, tem Iopro, tem Activia.
07:30Está vendendo muito.
07:31Sim, tem Activia, tem Danoninho, tem Danete, tem Corpus.
07:36São marcas que criaram os segmentos no Brasil.
07:40Qual que você mais consome?
07:41Você como pessoa física?
07:43Eu, pessoalmente?
07:44É.
07:44Iopro.
07:45Iopro.
07:45Iopro.
07:46Tá.
07:46Iopro.
07:47Deixa eu chamar a atenção agora para a carreira do Tiago.
07:53Porque o Tiago, ele já passou por nove países, né?
07:57Você já passou pela Finlândia, você já passou pelo Cazaquistão, você já passou por nove países
08:05e comandando sempre na liderança desses países.
08:09A Ucrânia, você já passou.
08:11Quais as diferenças, Tiago, entre fazer negócios entre todos esses países que você passou?
08:20É bem interessante.
08:21Então, eu acho que quando você olha para qualquer empresa, principalmente a Danone,
08:27a Danone se orgulha muito de colocar o consumidor, o paciente e o cliente no centro.
08:32Então, a primeira coisa, você tem que entender quem são seus consumidores, seus pacientes, seus clientes.
08:37e isso varia de país para país, né?
08:42O atacarejo, que é tão forte no Brasil, eu só encontrei no Cazaquistão também, por curiosidade.
08:49Mas na Finlândia não tem atacarejo.
08:52Na Europa, no geral, não tem esse canal específico.
08:56Então, você tem que entender o seu canal, os seus canais, seus clientes.
08:59Você tem que entender os seus consumidores.
09:00Os consumidores têm, consumindo o mesmo produto, eles têm sites de consumo diferentes.
09:04Eles consomem por razões diferentes, compram em tipos de lojas diferentes e os pacientes a mesma coisa.
09:12Então, você acaba tendo que entender o mercado o mais rapidamente possível e depois é sempre o mesmo equilíbrio.
09:19Você tem marcas globais, mas que tem que ser executadas, com iniciativas que tem que ser executadas,
09:25de forma local, tem que ser relevante para o consumidor local.
09:29Não adianta trazer o negócio da Finlândia ou da Ucrânia e traduzir por aqui, porque ele não vai funcionar.
09:37Ah, tá.
09:38Eu falei que você viveu em nove países, mas quantos países você liderou mesmo?
09:43Porque muitas vezes, em um país, você liderava uma região, né?
09:47Então, eu já fui, digamos, VP de Marketing Global de Danoninho e aí a gente, todos os países em que Danoninho está presente.
09:57Vou falar os mais importantes, na época eram Brasil, México e Rússia, mas tinha toda a Europa, tinha Estados Unidos,
10:03tinha Argentina, tinha África, então não acaba.
10:06Eu já fui VP Marketing e Vendas para a África e no Cazaquistão, em concreto, a unidade da Ásia Central são nove países.
10:14Vai da Armênia até a Mongólia, passando pelo Uzbequistão ou pelo Azerbaijão ou Tadiqistão.
10:21Então, são áreas geográficas bem extensas, culturas muito diferentes, desafios bem interessantes.
10:30Tiago, com toda essa sua experiência que a gente está vendo aqui no programa, né?
10:34Sua experiência, inclusive, geopolítica, né?
10:37Com tanta vivência, com tanta cultura que você tem, o que marca, afinal, o consumidor brasileiro se comparar com todos esses países que você está relatando para a gente?
10:53Olha, tem duas coisas bem interessantes.
10:56Uma é o interesse pela proteína.
11:00É um país muito...
11:01Proteína.
11:02É, porque é um país muito interessado por tudo que é fitness, né?
11:05Na verdade, o Brasil, depois dos Estados Unidos, é o segundo país com mais ginásios do mundo.
11:09Então, com mais ginásios do mundo e hipercapita.
11:11Então, todo o espaço da proteína teve um boost, uma explosão aqui no Brasil e o Iopro liderou isso na área de laticínios.
11:20Você tem muitas áreas onde tem proteína, então esse é um diferencial grande.
11:24O segundo é, o brasileiro, como a gente fala, tem um... gosta muito de produto doce.
11:31Doce?
11:31É, a gente fala em inglês...
11:34Mas doce não tem nada a ver com fitness, né?
11:36Que você está relacionando.
11:37É verdade.
11:38Tem um contraste aí no Brasil, então.
11:39A gente chama o I.
11:40Tem a proteína e o doce, né?
11:42Tá, tá.
11:43Mas é verdade.
11:44O consumidor brasileiro gosta muito de produto doce.
11:47E depois tem coisas que são mais... que são mais generacionais.
11:50Então, tudo que tem a ver com saudabilidade, tudo que tem a ver com, se você quiser, com comprar em canais diferentes,
11:58já são tendências que são mais mundiais do que provavelmente do Brasil.
12:02Falando especificamente de doce, como é que vocês têm lidado com uma demanda, que eu acredito que seja uma demanda global,
12:11de produtos mais saudáveis com produtos que tenham menos açúcar?
12:18Então, é uma pergunta super interessante.
12:20A Danone assumiu, lá atrás, em 2020, uma coisa que a gente chamou Danone Impact Journey,
12:25a jornada Impact Danone, que é uma série de metas para 2030.
12:30Metas SBTI, então são aprovadas por SBTI, são baseadas em ciência.
12:36E essas metas têm três pilares, né?
12:38Tem um de pessoas, tem um de natureza.
12:41Pessoas pode ser... ter mais mulheres líderes que homens, que a gente já tem no Brasil.
12:45Natureza, redução do carbono, a gente se comprometeu a reduzir 30% até 2030.
12:52A gente já reduziu 26% até hoje.
12:56Também, mais uma vez, o Brasil está na frente.
12:59E tem uma parte que é saúde.
13:00E a saúde, um dos compromissos que a gente assumiu foi
13:03todos os produtos infantis terem menos de 10 gramas de açúcar por cada 100 gramas de produto.
13:09Então, a gente fez um trabalho grande reduzindo o açúcar no Danone, em concreto.
13:14E como é que a gente faz?
13:16Tem duas regras.
13:17A primeira é que tem que ser uma redução gradual.
13:20A segunda é que você tem que testar com o consumidor.
13:22É muito fácil, para mim, cortar a metade do açúcar.
13:25Só que depois as crianças não vão querer repetir.
13:28E a mãe vai falar, eu quero produto com menos açúcar.
13:31Só que a criança não vai tomar, a mãe vai comprar outro produto.
13:34Então, é isso.
13:35Como a gente fala aqui no Brasil, fatiar o boi.
13:37E testar com o consumidor com muito cuidado.
13:42E depois, tem um negócio muito importante aí, que é, não adianta reduzir o açúcar e
13:46substituir por outros produtos que dêem o mesmo perfil.
13:50A ideia é ir reduzindo o interesse por produtos com perfis doces, principalmente com criança.
13:56Para que depois, no futuro, eles tenham...
13:58Então, vocês vão fazendo testes o tempo todo com esses produtos.
14:04Por exemplo, vai reduzindo o açúcar, testa.
14:08É, cada vez que a gente reduz, antes de reduzir, a gente vai testando com o consumidor,
14:11porque tem diferentes maneiras de reduzir.
14:14A gente vai testando para ter certeza que eles gostam tanto do anterior como do novo, né?
14:19E aí você faz com esse cuidado.
14:21Pois é, você falou que no Brasil as pessoas gostam do açúcar.
14:26Mas, como é que um consumidor brasileiro tem reagido a esses produtos aí com menos açúcar
14:32que vocês têm apresentado no varejo brasileiro?
14:37Tem reagido muito bem.
14:38É interessante, porque as crianças ainda não são consumidores, né?
14:42As crianças estão formando os seus hábitos, formando os seus gostos.
14:46Então, é mais fácil.
14:47Mas, mesmo com adultos, a gente vê, por esse tema da saudabilidade,
14:53vê o crescimento de gamas que têm menos açúcar,
14:56o que não tem açúcar, o que não tem açúcar adicionado.
14:58O importante é ter diferentes ofertas para as pessoas poderem escolher
15:02e ter uma dieta equilibrada, né?
15:04Sem impor. Não adianta tentar impor.
15:06Bom, deixa eu trazer um pouco a história da Danone.
15:10Como é que a Danone, que começou, saiu de produtos, principalmente iogurtes vendidos em farmácias,
15:21ela saiu desse background para se tornar uma das maiores companhias de alimentos e bebidas do mundo?
15:30A Danone começa em Barcelona, exatamente, vendendo iogurte em potes de vidro em farmácias.
15:35E depois foi crescendo até se tornar no que é hoje, né?
15:41No Brasil, a gente está há 55 anos, como eu falei para você.
15:44Acho que o nosso papel é um papel de...
15:47A nossa missão é levar a saúde através da alimentação para o maior número possível de pessoas.
15:52Então, a gente começou na farmácia porque o fundador da Danone tinha uma convicção
15:57de que o iogurte tinha um efeito benéfico na saúde, principalmente das crianças.
16:05E a gente continuou essa trajetória, né?
16:07E hoje, em vez de a gente ser só especialista em iogurte, a gente fala que é especialista em proteína,
16:13em fermentação, em saúde digestiva.
16:16E no lado da nutrição especializada, em vez de acompanhar só os primeiros anos de vida,
16:21o bebê, hoje a gente acompanha todos os ciclos da vida, né?
16:24E lá atrás você me perguntou, os carro-chefes, as marcas,
16:26eu falei as loticínias, mas a gente tem Aptamil, tem Aptanutri, tem Nutridrink, tem nutrição,
16:33tem marcas que acompanham, que são, bem dizer, em farmácia, que estão no hospital.
16:38Então, tem a saúde, a saúde e a ciência estão no centro de tudo o que a Danone faz.
16:46Sempre estiveram.
16:47E como é, a gente está falando de história da companhia, né?
16:50Porque a gente aqui no Show Business, a gente gosta de saber, sobretudo,
16:53da história de companhias relevantes e conhecidas no mundo todo,
17:00como é o seu caso.
17:02Como é o caso da companhia que você lidera aqui no país.
17:04Agora, como é que foi a chegada no Brasil?
17:07A chegada no Brasil foi, eu diria que foi um caso de êxito para nós,
17:13a nível global, porque a gente democratiza o acesso ao iogurte,
17:18depois a gente cria a categoria do Petit Suisse com o Danoninho,
17:22a gente criou o Activia, o segmento do Activia,
17:25ultimamente o Iopro.
17:26Então, tem sido um mercado que, historicamente,
17:29exporta muitas ideias pro global,
17:32tanto a nível de criação de produto,
17:34criação de comunicação,
17:35a criatividade no Brasil,
17:37o Brasil é um dos países de ponta em criatividade,
17:38e, ultimamente, criação de modelos diferentes de relação com o consumidor.
17:44Você falou que teve um bom ano.
17:48Agora, como é que a economia brasileira,
17:50com juros, sobretudo, 15% ao ano,
17:54tem impactado nos negócios da companhia?
17:59Olha, a economia,
18:01enquanto a economia crescer a um nível razoável,
18:06o produto interno bruto, principalmente,
18:07crescer razoavelmente,
18:09a inflação continuar descendo,
18:12e, como a gente falou,
18:14tiver uma certa situação de quase pleno emprego,
18:18a gente funciona bem,
18:21pra nós funciona bem,
18:22pro consumo funciona bem, né?
18:23Porque tem o cenário macro,
18:26a gente acaba não sofrendo tanto com as taxas de juros,
18:31e os nossos consumidores, eles têm uma renda disponível razoável.
18:34Agora, se você me perguntar se médio e longo prazo,
18:39uma Selic duplo dígito,
18:41é um tema sustentável,
18:43acho que não,
18:44acho que vai ter que descer à medida que a inflação for controlada.
18:48Mas, no geral, o cenário macro brasileiro é positivo.
18:51Você pode falar,
18:52porque, como eu apresentei você no início do programa,
18:55você é formado em economia, né?
18:57Sou sim, sou sim.
18:58Sua formação é em economia e em Portugal, em Coimbra.
19:01Em Portugal, em Coimbra.
19:02E você usa diariamente o seu conhecimento de economia
19:08por todos esses lugares que você passou?
19:10Eu, pra falar a verdade pra você,
19:12eu falaria que uso mais o conhecimento de matemática, de estatística,
19:17economia um pouco também,
19:19porque é bom você entender as forças da oferta, da demanda, né?
19:23Ajuda bastante, mas eu diria mais,
19:26o lado da matemática e da estatística
19:28ajudam mais, depois a experiência,
19:31do que propriamente a economia.
19:32Eu faço essa pergunta porque, evidentemente,
19:34você não começou a sua vida profissional
19:37e muito ao longo da sua trajetória como CEO.
19:40Não.
19:41Mas, ao longo do tempo,
19:44você atuou muito na área de marketing, né?
19:46Ou seja, um economista nessa área de marketing.
19:51Como é que você caiu na área de marketing?
19:54Como é que você caiu?
19:55Você já tá rindo?
19:56Deve ter alguma história boa.
19:57Por engano.
19:57Por engano?
19:58Por acaso.
19:58Por acaso.
19:59Não, por engano.
19:59Por acaso.
19:59Eu fui fazer...
20:02Eu fui acompanhar um amigo
20:03que queria fazer provas na Procter & Gamble em Portugal.
20:07Esse é o início da sua trajetória?
20:09É.
20:09E eu fui com ele, fiz as provas,
20:12eles me selecionaram
20:13e, por coincidência,
20:15eu comecei como estagiário em marketing.
20:17Ah, fica aí.
20:17Eu nunca tinha estudado marketing.
20:18E eu comecei como estagiário em marketing e em trade.
20:21E eu descobri que era a minha vocação.
20:23Eu adorei.
20:24E daí eu comecei por aí.
20:26E fiquei...
20:27Eu sempre soube que queria ter uma chance.
20:30Se você perguntar se eu tinha a ambição de ser CEO ou general manager,
20:34quando comecei, tinha.
20:36Obviamente, quando você começa,
20:37você não entende o que isso significa.
20:39Então, eu comecei no marketing,
20:40trabalhei na área do marketing os primeiros 15 anos.
20:44Nesse início que você conta pra gente,
20:49ou seja, você acompanhou um amigo numa prova de estágio,
20:53ele não passou, você passou.
20:56Isso mesmo.
20:57Por que você acha que você foi o escolhido?
21:01Olha, assim,
21:03primeiro você tem que passar uma série de testes,
21:05tem que ter um mínimo nos testes.
21:06Eu passei.
21:06Depois, eu lembro...
21:09O que eu posso falar pra você,
21:10eu lembro
21:10que na última pergunta,
21:14o cara me perguntou
21:15por que eu deveria escolher você e não o outro.
21:17Eu falei, olha,
21:18a única coisa que eu posso falar pra você é
21:20eu não acredito que ninguém
21:21vá pôr mais energia,
21:24mais edicação,
21:25mais ganas do que eu.
21:29De repente, pode ter alguém que põe eu mesmo,
21:31mas mais, não.
21:32Vontade.
21:33Vontade só depende de você.
21:35Então, mais vontade do que eu, não.
21:37E aí você levou o emprego.
21:41É.
21:41É.
21:42Muito bem, muito bem.
21:44Olha só,
21:44vocês tiveram um papel,
21:48uma participação relevante
21:49na última COP,
21:51na COP30,
21:52em Belém,
21:53do Pará.
21:54Na sua avaliação,
21:55foi uma boa COP?
21:56Eu escutei tantas versões, Thiago,
21:58que é importante você,
22:00aliás,
22:00você português,
22:02que lidera uma companhia
22:03extremamente relevante
22:04há 18 meses,
22:06isso é importante ter a sua visão.
22:08Olha,
22:08eu vou ser bem honesto com você,
22:09foi a minha primeira COP.
22:10O que eu posso falar para você foi,
22:12quando eu perguntei para a minha equipe
22:13em Belém,
22:14o que eles achavam da COP,
22:16eles falaram,
22:16a COP é ótima para a cidade,
22:18para a região,
22:19cada vez que eu viajo no Brasil,
22:21eu tento encontrar a equipe local,
22:22é um tema,
22:23é um tema importante.
22:25depois,
22:26quando eu perguntei para as pessoas,
22:28para os profissionais da COP,
22:29eles falaram,
22:29foi uma das COP melhor organizadas.
22:32Então,
22:33se a gente pegar esse lado,
22:35se a gente pegar
22:35uma série de compromissos
22:37que saíram da COP,
22:39apesar das ausências que teve na COP,
22:41eu acho que foi uma boa COP
22:42para o Brasil,
22:44e para o planeta,
22:45mas foi uma boa COP para o Brasil
22:46mostrar como organização,
22:48se você quiser.
22:49Bom,
22:50a gente está falando
22:51de uma companhia,
22:53volto a falar,
22:54com várias marcas,
22:55marcas extremamente conhecidas
22:57no mundo e no Brasil.
22:59Eu fico imaginando
23:00uma companhia do porte de vocês,
23:02Tiago,
23:03o quanto existe de pesquisa,
23:06você relatou aí,
23:08a pesquisa para fazer,
23:10para chegar ao ponto certo,
23:12por exemplo,
23:13de um iogurte
23:14com menos açúcar,
23:16para atingir ali
23:17o gosto
23:18que caia nas graças
23:20dos brasileiros.
23:21É isso,
23:21exatamente isso.
23:23Só que vocês têm
23:25um ou dois centros mundiais
23:28de pesquisa
23:29e desenvolvimento
23:30da companhia no mundo.
23:32É um ou dois?
23:32Dois.
23:33Onde eles ficam?
23:34Um na França,
23:35perto de Paris,
23:35chama Paris-Saclet,
23:37e um na Holanda,
23:38em Utrecht.
23:38Como é que funciona
23:39esse centro de pesquisa?
23:41Olha, a gente tem uns dois...
23:42É muita gente trabalhando?
23:43Dois mil cientistas,
23:44mais ou menos.
23:44Dois mil cientistas.
23:45A gente publica,
23:46trabalha todos os anos,
23:48trabalho com nível científico
23:52todos os anos.
23:54A gente acaba
23:54de inaugurar o laboratório
23:55One Beyond,
23:56porque cada vez mais
23:57nós sabemos
23:59que tem uma ligação
24:00entre o intestino
24:01e a saúde geral
24:02da pessoa
24:02e o cérebro.
24:03Então,
24:04a gente trabalha
24:05muito essa área,
24:07a gente trabalha
24:08tudo que tem a ver
24:09com envelhecimento
24:10produto e produtos
24:12para uma população
24:13mais idosa.
24:15A gente tem o centro
24:16de Mais D em Utrecht,
24:18é de nutrição especializada,
24:19então tem produtos
24:20para bebês,
24:21produtos para pessoa doente,
24:22produtos para pessoa com câncer,
24:24produtos para pessoas
24:25mais idosas,
24:26que perderam uma parte
24:27do seu músculo,
24:27precisam de recuperar.
24:29Então, a gente tem um...
24:30A Danone sempre se baseou
24:31em ciência.
24:32Na verdade,
24:33a Danone,
24:34se a gente pensar,
24:34o que faz a Danone Única?
24:35A Danone tem um portfólio
24:38baseado em ciência,
24:39com o consumidor,
24:40o paciente
24:41e o cliente no centro.
24:43Sempre teve um projeto duplo,
24:45performance e sustentabilidade,
24:46ou resultado de sustentabilidade,
24:48e a Danone trabalha
24:50por e por,
24:51para e com pessoas.
24:53Então,
24:54acaba sendo
24:54uma companhia
24:56um pouquinho diferente
24:57e grande,
24:57como você falou,
24:5827B já é grande,
25:00mas que tem
25:01essa dualidade.
25:03Você falou
25:04desses dois centros,
25:05de pesquisa e desenvolvimento,
25:07que são os maiores
25:08da companhia,
25:09a companhia que está presente
25:10em mais de 100 países.
25:12No Brasil,
25:14existe um centro
25:14de pesquisa e desenvolvimento?
25:16Existe uma equipe
25:17de pesquisa e desenvolvimento
25:17com umas dezenas de pessoas,
25:19exatamente porque
25:19a gente tem que desenvolver
25:20os produtos
25:21no Brasil,
25:22para o Brasil,
25:23para o gosto brasileiro,
25:25para a regulação brasileira,
25:27para o varejo brasileiro,
25:28para a logística brasileira.
25:29Não é a mesma coisa
25:30a logística que você vai ter
25:32num país na Europa
25:34ou a logística que você vai ter
25:36que eu tinha no Cazaquistão
25:37ou que eu tenho hoje
25:38para mandar produtos
25:39da fábrica de poços
25:40para o norte
25:41ou para o nordeste.
25:42Então,
25:42a gente tem que se adaptar.
25:44Então,
25:44tem umas dezenas de pessoas
25:45trabalhando aqui
25:46e eu posso falar
25:48para você
25:48que a diretora de P&D
25:49do Brasil anterior
25:50foi promovida
25:51e hoje é diretora
25:52da Iberi.
25:52Então,
25:52a gente exporta muito talento.
25:54você exporta.
25:55Muita gente do Brasil
25:56vai para outros lugares.
25:58Sim.
25:58Como é o seu caso,
25:59né?
26:00São quantos anos
26:01de companhia?
26:0318.
26:0418 anos?
26:0418.
26:0517, 18.
26:06Está por aí.
26:07E você,
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