Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Nancy Serapião comenta sobre os desafios de comandar a Lexus, marca de luxo da montadora Toyota. A Head da empresa diz também como foi entrar em um mercado majoritariamente masculino e como ela se adaptou à rotina e cultura de trabalho dos japoneses que comandam a marca na Ásia. Quem também participou da conversa com Bruno Meyer foi Vinicius Reis, CEO da Crispin, uma das maiores agências de publicidade do país. Vinícius disse os desafios diários com a criatividade, a forma de abordar campanhas de publicidade e, principalmente, como a inteligência artificial tem interferido no cotidiano das agências.

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#jovempan
#ShowBusiness

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Olá, boa noite! Está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:08E no programa de hoje vamos receber Nancy Serapião, head da Lexus, marca de veículos de luxo da montadora japonesa
00:16Toyota.
00:18Nós vamos conversar também com Vinícius Reis, CEO da Crispin, uma das grandes agências de publicidade do Brasil.
00:26Eu sou o Bruno Meir e seja muito bem-vindo ao Show Business, que começa em instantes.
00:44E a gente volta com o Show Business, trazendo ela que comanda a marca de luxo da montadora que mais
00:52vende carros no mundo, a japonesa Toyota.
00:56Nós vamos conversar nesta edição do Show Business com Nancy Serapião, a head da Lexus.
01:04Nancy, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
01:08No primeiro semestre do ano passado, eu lembro que vocês comemoraram um resultado histórico na marca, aqui no Brasil.
01:17Foi o melhor resultado em vendas de todos os tempos aí de vocês.
01:24Tiveram aí um crescimento de 56%, né?
01:27Se comparar com o mesmo período do ano anterior.
01:31E agora eu pergunto desses primeiros meses de 2026.
01:37Foram bons?
01:38Bruno, primeiro, obrigada pelo convite.
01:40É um prazer estar aqui com você no seu programa, me sinto muito honrada.
01:44Sim, a gente vem num movimento de bastante crescimento com a Lexus aqui no Brasil, como você falou, a marca
01:50de luxo do grupo Toyota.
01:52E o começo de 26, ele também começou muito probissor e em crescimento.
01:57Olha só, a gente está falando de luxo, a gente está falando de luxo com relação a carros.
02:06Quando a gente fala de luxo com relação a carros, a gente está falando imediatamente do desejo de uma fatia
02:15pequena da população.
02:17Na verdade, uma fatia muito restrita, muito pequena da população.
02:22Você que trabalha já há muitos anos com o setor automotivo e com o setor de luxo automotivo, o que
02:32hoje esse público deseja na hora de comprar um carro?
02:37Bruno, acho que é excelente o teu questionamento e a gente trabalha exatamente nesses dois pilares.
02:43Tem um pilar que ele é essencial, que é o pilar de experiência, né?
02:47Esse consumidor, ele busca muito além da compra apenas de um produto, mas ele busca todo um ecossistema de experiência.
02:55Seja desde o seu momento de busca, do momento de venda e hoje principalmente do pós-vendas.
03:02Que ele tenha ali toda uma questão de segurança, um pós-vendas justo, de um atendimento rápido.
03:10E que todo esse ecossistema também, ele converse com o lifestyle.
03:13Então hoje dentro da Lexus, além do que a gente conhece, das vendas tradicionais do carro,
03:20a gente trabalha toda uma experiência para que esse cliente, ele não tenha só experiência de compra de produto,
03:26mas que isso esteja conectado a experiências daquilo que ele gosta dentro de gastronomia, esporte, etc.
03:31E focando muito também, quando a gente fala de mercado de luxo, principalmente mercado automotivo,
03:37a gente fala de carros importados.
03:38Então entregando também um pós-vendas com muita confiabilidade, com muita segurança e com muita agilidade.
03:45No decorrer da nossa conversa, eu vou te contar um pouquinho do programa que a gente tem.
03:48E um segundo pilar importante, que às vezes a gente não fala muito dentro do mercado do luxo,
03:53esse consumidor também, ele quer fazer uma compra inteligente.
03:56Não é porque é um produto de luxo, às vezes a gente tende a vincular isso, né?
04:01Com o cliente, ele está propício, ele topa pagar um preço acima do valor que aquele carro entrega,
04:10ou do que aquele produto entrega, seja lá qual for.
04:12Mas na verdade esse cliente é um cliente super exigente e ele busca fazer sempre uma compra inteligente, né?
04:17Que ele tenha ali um ciclo de vida de produto que do ponto de vista financeiro também seja favorável.
04:24Então dentro da Lexus a gente trabalha esses dois VAs, trabalhar, entregar experiência,
04:28mas ao mesmo tempo dentro desse mercado, que às vezes é um desafio, entregar também uma compra inteligente.
04:35Por isso que hoje como marca de luxo a gente tem aí uma das maiores retenções de clientes do mercado.
04:40Ô Nancy, a gente aqui no Show Business a gente adora receber o setor automotivo, né?
04:45A gente, desde 2023, a gente tem recebido os presidentes das mais variadas montadoras do país,
04:53inclusive montadoras que vêm aqui ao programa quando tem anúncio de investimento para fazer,
04:59anúncios bilionários.
05:01Nos últimos anos, inclusive, a gente viu uma avalanche de investimentos bilionários do setor automotivo no Brasil.
05:10Mas o espectador mais vigilante, vamos chamar assim, do Show Business, vai perceber que todos os executivos,
05:20os CEOs de montadoras que passaram aqui pelo Show Business eram homens.
05:28Você, e eu não vejo, eu não lembro pelo menos, de uma mulher sentada na liderança de uma montadora
05:37ou de uma marca de carros hoje no Brasil.
05:41É claro que a gente está falando de um setor majoritariamente masculino,
05:47mas como é que você, como líder há algum tempo já, nesse setor automotivo,
05:54como é que você lida?
05:56É difícil ou não você transita bem no setor?
06:02Bruno, no começo, eu estou nesse setor há basicamente 20 anos.
06:08Então, eu comecei muito jovem.
06:10Eu acho que isso me ajuda muito, porque eu cresci junto com esse setor.
06:14Antigamente, era muito mais majoritariamente masculino.
06:18Então, hoje a gente já vem vendo passos de mais mulheres,
06:23desde entrando da parte da indústria, da parte produtiva,
06:27assumindo cargos de liderança dentro das montadoras em diferentes áreas.
06:33E isso nos dá muito orgulho.
06:35Para mim é um orgulho poder representar uma marca global,
06:38agora, na verdade, duas, de uma indústria tão importante.
06:42E é uma indústria que, ao mesmo tempo, precisa desses exemplos.
06:47Então, muito dessa carreira está numa decisão.
06:52De lá atrás, você se arriscar, você estudar, trabalhar,
06:58estar disposto a viver aquilo.
07:00É evidente que eu já recebi outras líderes,
07:04e nós aqui somos entusiastas de termos mais mulheres sentadas nessa cadeira,
07:09como a gente tem recebido presidentes de bancos,
07:13presidentes de outros setores da economia produtiva.
07:16E eu costumo fazer essa pergunta, que eu vou fazer agora para você,
07:21se você, em algum momento dessa sua trajetória de duas décadas,
07:27você foi desacreditada por ser mulher,
07:32nesse cargo de liderança que você tem.
07:35Eu não sei se eu dei sorte, se eu tive um misto de sorte, de construção, mas não.
07:41E pelo contrário, tá?
07:43Eu sempre fui muito apoiada, inclusive por homens, né?
07:47Eu tive grandes lideranças masculinas que me reconheceram, que me apoiaram,
07:51que me ajudaram muito nessa construção.
07:53E majoritariamente, eu posso te falar que eu tive, inclusive, mais apoio masculino do que feminino,
07:58exatamente por eu estar numa indústria, num segmento que ele é majoritariamente masculino.
08:03E agora, né, mulher, nesse papel, eu busco trazer, desde mais mulheres, desde jovens,
08:12mostrar esse caminho, mostrar que existem oportunidades diversas dentro desse setor para crescimento.
08:17Bom, deixa eu trazer aí a formação, né, da Nancy Serapião.
08:23Você é formada em administração, você tem uma pós-graduação em inteligência competitiva, é isso?
08:31É isso mesmo.
08:33O que que essa... Você, em primeiro lugar, quando você fez a sua graduação em administração de empresa,
08:38você já pensava em trabalhar no setor automotivo?
08:40Na verdade, eu já trabalhava.
08:42Ah, você já trabalhava.
08:43Eu já trabalhava.
08:43Não, mas você começou como estagiária, né, da Mercedes-Benz.
08:46Comecei como estagiária, ali bem no comecinho da minha faculdade.
08:51Então, essa... A Mercedes, lá atrás, ela tinha um programa para jovens,
08:55logo quando ela fez a construção da sua fábrica em Juiz de Fora,
09:00eu entrei nesse programa para jovens e já iniciei a faculdade de administração.
09:05Então, foram decisões casadas.
09:08Então, não foi algo... Foi uma oportunidade que surgiu no seu caminho.
09:11Não foi uma coisa que você, desde quando você iniciou a faculdade, você queria o setor automotivo.
09:17Não, eu caí, eu me emergi, uma pessoa muito próxima falou,
09:22por que não? Você já pensou em ir para esse setor?
09:24Falei, nunca pensei.
09:25Eu falei, mas vou tentar.
09:27E comecei, falei assim, ah, fiquei três meses no estágio.
09:30Falei, será que é para mim?
09:31Esses três meses viraram seis, viraram o ano, dois, vinte.
09:34E eu me apaixonei muito por essa indústria.
09:37Por quê?
09:40Primeiro, é um setor que move muito a nossa economia, move muito o nosso país.
09:46Então, você tem muitas oportunidades.
09:50É um privilégio quando a gente pode trabalhar com um produto que está muito conectado à paixão do país.
09:57Então, quando você trabalha com algo que é sonho, é muito mais fácil do que quando você trabalha com algo
10:02que, às vezes, é algum problema.
10:04Você está resolvendo alguma dor.
10:06E quando você vai para o luxo, então, você está trabalhando com o sonho das pessoas.
10:11Então, você está proporcionando realizações de alegria o tempo todo.
10:16E é um segmento no nosso país que está em constante evolução, em constante investimentos.
10:21Então, tem muita oportunidade.
10:22O luxo ou o automotivo?
10:25Ou os dois?
10:26Os dois.
10:27Os dois?
10:28Eu acho que a combinação do automotivo.
10:31Se você está no automotivo, você está dentro do automotivo de luxo, é um privilégio.
10:35Não, e setor de luxo é uma coisa que, no mundo, você não conhece a palavra crise.
10:43Nas últimas edições aqui do Show Business, eu tive o prazer de receber, pela primeira vez, uma entrevista na televisão,
10:48o Augusto Martins, CEO da JHSF.
10:52Que é tradução de luxo, mesmo em vários segmentos.
10:57Você, Nancy, que trabalha com luxo há 20 anos.
11:01Porque todas as passagens que você fez, desde o seu estágio na Mercedes-Benz, você passou por outras marcas de
11:09luxo.
11:09Esse setor mudou muito nesses 20 anos?
11:13Mudou.
11:14Mudou bastante, né?
11:15Mudou desde quando a gente fala de produtos.
11:18Mudaram-se muito as tecnologias.
11:20A gente vem agora numa onda muito forte de eletrificação, né?
11:23Inclusive, a Lexus foi a primeira marca desse segmento a ser 100% eletrificada desde 2020.
11:31E é, como você falou, um setor que recebeu diversos investimentos no nosso país.
11:3620 anos no setor automotivo.
11:39Começou como estagiária.
11:40E, nos últimos anos, sempre na liderança de marcas conhecidas do setor no luxo.
11:49Você, nesse período, passou muito pelas áreas de vendas e também a área de marketing.
11:55Qual que é a tática, ou talvez um segredo aí, para vender bem um carro?
12:03Primeira coisa, é uma coisa que todas, né?
12:07Todas as empresas, elas têm na mão.
12:09E, às vezes, a gente não usa da melhor maneira.
12:12É a voz do seu cliente.
12:15A voz do cliente.
12:16A voz do cliente.
12:18Com a Lexus, a gente tem uma proximidade muito grande com os nossos clientes.
12:23De atender, realmente, as necessidades.
12:26De entender o que eles estão falando.
12:28De ter rodas, rodas de conversas.
12:30A gente fala muito, né?
12:32Nos últimos anos, falou-se muito de Customer Centricity.
12:35Virou uma palavra muito bonita.
12:36Ah, a gente é focada em Customer Centricity.
12:38A gente é focada em Customer Experience.
12:39Mas o que de verdade é esse foco, né?
12:42Como que faz isso desde a cadeia produtiva até o atendimento?
12:47Então, hoje, tudo que a gente faz, desde a planta, desde a produção do carro lá no Japão,
12:52é sentado no cliente.
12:53Por exemplo, a nossa fabricação de carro, ao invés de você construir o carro e depois colocar o ser humano,
13:00não.
13:00O carro, ele é construído através do ser humano.
13:02E no Lexus, você pode reparar.
13:04Fica tudo ao seu alcance, tudo na sua mão.
13:06Por quê? Porque engenharia é construída através do humano.
13:10E aí tem todo, também, um final de produção voltado para a artesania,
13:14que é uma característica desse mercado de luxo.
13:17E dentro de todos os nossos lançamentos, seja de produtos, seja de serviços,
13:22é muito olhando para atender a necessidade do consumidor.
13:25Eu acho que o melhor jeito de você conhecer, de você ampliar o seu negócio,
13:29muito mais do que olhar para fora do mercado.
13:31Às vezes, as pessoas ficam muito para eu parar.
13:34Preciso combater o meu concorrente.
13:36Mas, na verdade, não. Você não precisa combater o seu concorrente.
13:38Você precisa manter o seu cliente.
13:41Ô, Nancy, como é que é trabalhar em uma empresa japonesa?
13:46É muito diferente?
13:48Você já trabalhou em empresa alemã,
13:53mas japonesa, talvez pela cultura, comparado com a cultura brasileira, evidente,
13:58é muito diferente?
13:59É muito diferente e é muito incrível.
14:03Eu falo que eu sou uma verdadeira apaixonada pela cultura japonesa.
14:07A cultura japonesa...
14:08Você já esteve lá, né?
14:10Já à frente, como líder da marca aqui no Brasil.
14:13Você já esteve lá, né?
14:14Já estive lá.
14:16E a cultura japonesa, ela te ajuda tanto nos negócios,
14:21mas ela te torna uma pessoa muito melhor.
14:22O Japão, ele tem uma característica muito grande.
14:25O pensamento do coletivo, ele vem na frente do pensamento individual.
14:29Por exemplo, você tem muito esse olhar pra dentro,
14:33que é o olhar da melhoria contínua.
14:36Então, a gente tá constantemente, né?
14:40Revisando as nossas estratégias, pensando nos pontos de melhoria.
14:43E é uma cultura de muito respeito.
14:45É uma cultura de muito respeito, de muita gratidão.
14:47É uma cultura muito de servir.
14:50Então, quando você tem marcas cujo principal objetivo é servir o cliente,
14:55isso, assim, é excelente.
14:57Eu sou até suspeita pra falar que aí eu vou falar...
14:59Aí eu vou pra um lado do coração, porque essa cultura me encantou.
15:02Não, mas pode ir, pode ir.
15:04Quando você esteve lá, você foi visitar a fábrica ou quê?
15:07Foi.
15:07Eu fiz uma jornada, visitei a fábrica.
15:09E hoje a gente tem um centro em Chimoyama,
15:13que fica o headquarter global da Lexus.
15:16Então, todo o headquarter, tanto da Lexus quanto da Gazorace,
15:19fica em Chimoyama.
15:20Então, lá a gente faz todos os nossos desenvolvimentos de produto.
15:23A gente tem uma pista que lembra, inclusive, a topografia de Namburgin.
15:29Porque o produto, ele já é projetado ali, já é feito todo o planejamento.
15:33A gente já faz os testes, já volta pra dentro de casa,
15:36corrige, e aí a gente tem também, também fiz a visita nas plantas da Lexus no Japão,
15:42que os nossos carros são 100% importados e vindos de lá.
15:45É, tudo importado, evidente.
15:47Quando você fez essa visita e passou a acompanhar ali, diariamente,
15:53o dia a dia da operação, da operação de uma fábrica,
15:57o que mais chamou a atenção?
16:00A obsessão pelos detalhes e o equilíbrio...
16:05Posso te falar até aqui perfeito.
16:07Entre a tecnologia muito avançada,
16:09então a gente tem uma tecnologia muito avançada,
16:11seja de produção, seja de desenvolvimento,
16:14ao mesmo tempo, mantendo muito o viés humano e viés de cuidado.
16:19Dentro da estrutura da Lexus, a gente tem uma posição chamada mestre Takumi.
16:24Mestre Takumi, o Takumi, ele vem de artesanato.
16:27São artesãos que, depois de toda a parte de produção,
16:31que, enfim, é uma produção em linha,
16:33ele faz, ele pega o olhar dele,
16:38seja usando os cinco sentidos,
16:40tem alguma coisa que passou, por exemplo, em termos sonoros.
16:43Então, ele faz todo um ajuste humano
16:45para que a experiência dentro do carro seja perfeita.
16:48Então, desde a construção das costuras,
16:51para que sejam costuras artesanais dos bancos,
16:54desde a questão de som,
16:57desde a questão de toque, de ergonomia do carro.
17:01Então, a gente usa ainda esse mix da tecnologia,
17:03que ela é muito forte,
17:05mas do artesanato que vem aí do luxo
17:09e traz toda a exclusividade para os nossos produtos.
17:11Quer dizer, você está apaixonada, então,
17:13pela cultura japonesa.
17:17Você pensa em morar ou não no Japão?
17:19Não está nos meus planos próximos,
17:22próximos, porque a gente tem muita coisa
17:24para desenvolver com a Lexus aqui no Brasil,
17:26mas, com certeza, sim, eu moraria no Japão.
17:28É um país que eu me apaixonei.
17:30Nancy, a gente está falando do setor automotivo,
17:33a gente está falando de luxo.
17:34A inteligência artificial já chegou no luxo?
17:38Já chegou.
17:39E de que forma?
17:42Hoje, falando do nosso lado,
17:43ela já traz um apoio muito grande,
17:46ainda num viés mais tático,
17:48para ajudar nas nossas operações,
17:51para ajudar, enfim,
17:53a reduzir todo o trabalho operacional.
17:57Então, a gente já tem usado
17:59algumas ferramentas para isso.
18:02Mas, de fato,
18:04a gente já vê ganhos aí muito fortes
18:06em termos de produtividade.
18:07Você, a gente,
18:09eu estou apresentando desde o começo,
18:10você é head da Lexus,
18:13a marca de luxo da Toyota,
18:15mas você também assumiu há pouco tempo,
18:17agora, em janeiro de 2026,
18:19uma outra área,
18:20que é a área de automobilismo
18:23da companhia.
18:24É isso?
18:25A Toyota, ela tem uma marca,
18:27Gazoracing,
18:28é uma marca também,
18:29assim como a Lexus,
18:30que é a marca da divisão
18:32de motor esporte da Toyota.
18:34E as duas marcas,
18:35elas têm um papel muito estratégico
18:38para nós como grupo.
18:39Então, a Lexus,
18:40além de ela ser a marca prime,
18:42a marca de luxo da Toyota,
18:43ela é a vitrine de novas tecnologias.
18:45Então, toda essa parte de eletrificação,
18:48de novas tecnologias,
18:49ela vem através da Lexus
18:51e depois, enfim,
18:53a gente faz a ampliação dela
18:55para o nosso volume.
18:57E a Gazoracing,
18:58ela faz essa conexão com o motor esporte
19:00e ambas essa conexão emocional
19:03com a marca Toyota,
19:04que é uma marca aí super reconhecida
19:06já pela sua qualidade,
19:07confiança, durabilidade.
19:09Traz aí toda a racionalidade
19:11e essas duas fazem essa conexão emocional.
19:13Nancy, você que está há tanto tempo aí
19:16no setor automotivo,
19:17deixa eu trazer algumas curiosidades
19:21que eu tenho mesmo
19:22quando a gente está falando
19:23com uma liderança aí do setor.
19:26São perguntas que aí
19:27que eu faço para todo mundo
19:29que trabalha no setor automotivo.
19:30E os carros autônomos?
19:33Vem com tudo?
19:35Olha...
19:36Vem para o Brasil?
19:37Qual que é a sua avaliação?
19:39Essa é a...
19:40Vamos fugir agora da sua posição atual.
19:45A sua opinião mesmo
19:46como profissional do setor mesmo.
19:49O que você tem visto?
19:50O que você acredita?
19:52Bruno, tem evoluído muito, né?
19:55É uma tecnologia que vem evoluindo cada vez mais.
19:57O nosso mercado tem agora
20:01uma velocidade muito diferente,
20:02por exemplo, de 20 anos atrás
20:04para novas tecnologias.
20:06Acredito, sim, que isso seja um futuro,
20:10mas ainda não sei te falar
20:12se é um futuro médio ou de longo prazo.
20:16E o outro que eu falo muito com frequência
20:19aqui nos programas de negócios da Jovem Pan,
20:23principalmente no Business, né?
20:24E os E-Vetols?
20:27Tem uma expectativa no mercado automotivo
20:30e também em outros setores
20:33sobre os carros voadores, né?
20:35E a gente tem aqui no Brasil,
20:36tem a IVE da Embraer ali,
20:39avançadíssima,
20:39com proposta aí
20:42para lançar talvez esse ano ou ano que vem
20:44já os garros voadores,
20:46os E-Vetols, né?
20:47Você acha que tem espaço no Brasil?
20:51Excelente pergunta, viu?
20:53Enfim, eu acho que as tecnologias
20:56elas estão avançando muito rápido, né?
20:59Acho que espaço, sim, tem.
21:04É complexo, né?
21:06É complexo quando a gente olha, enfim,
21:10para todas as regulamentações,
21:12para como conduzir,
21:13é tudo muito disruptivo.
21:14O que que ela representa
21:16para os negócios?
21:19Você pode falar negócios globais,
21:21você pode falar os negócios nacionais
21:24da Toyota.
21:26Lembrando, nem todo mundo sabe,
21:29a Toyota hoje é a que mais vende carros
21:31no mundo, já de algum tempo, né?
21:34A Lexus é uma marca importantíssima
21:37para o nosso ecossistema.
21:39Então, hoje, a gente tem a marca Toyota,
21:42que é a marca, como você falou,
21:43todo mundo conhece.
21:45E desde o seu nascimento, a Lexus...
21:47É a marca mãe.
21:48É a marca mãe.
21:49Vocês chamam de marca mãe.
21:50Marca mãe.
21:51E aí você tem as outras marcas.
21:53Tem as outras marcas que compõem
21:54esse ecossistema para entregar
21:56todas as soluções de mobilidade
21:57para o consumidor.
21:59E a Lexus, ela faz um papel
22:00muito estratégico,
22:01porque ela atende um consumidor
22:03que é altamente exigente,
22:05que é esse consumidor,
22:06que às vezes ele começou na Toyota,
22:08e quando ele quer fazer esse upgrade
22:09para um mercado premium,
22:11ele fala, poxa, eu quero fazer o upgrade.
22:13Mas eu quero manter toda a minha qualidade,
22:15toda a minha confiança,
22:16toda a durabilidade
22:17que a marca Toyota oferece.
22:19Então, a Lexus,
22:19desde o surgimento dela, em 89,
22:22ela veio para fazer esse papel.
22:23Então, hoje, a gente tem, vamos falar,
22:26todo...
22:26A gente acompanha também todos os upgrades,
22:28todas as...
22:30Toda a escadinha
22:31daquilo que o consumidor,
22:33ele procura.
22:34Então, ela é uma marca
22:35que protege muito o nosso território.
22:39Você...
22:39A gente falou muito de Japão,
22:41porque a Toyota é uma marca,
22:43é uma empresa,
22:44companhia japonesa,
22:46mas a sua marca,
22:48ela não nasceu no Japão,
22:49ela nasceu nos Estados Unidos, né?
22:50Ela nasceu para os Estados Unidos.
22:53Ela nasceu para os Estados Unidos.
22:55Mas ela nasceu no Japão.
22:57Ela não começou a comercialização dela no Japão.
22:59A gente começou a nossa comercialização
23:01primeiro nos Estados Unidos,
23:02mas é uma marca japonesa
23:04nascida para o mercado americano
23:06e foi um grande sucesso
23:08desde o seu nascimento.
23:09Tanto é que depois a gente fez
23:11toda a expansão dela globalmente.
23:14Segue sendo...
23:15Deve estar de longe, né?
23:16O maior mercado de vocês
23:18é o mercado americano, né?
23:19O maior mercado americano.
23:20E é, enfim,
23:21por diversas vezes,
23:22reconhecida como a marca
23:24mais confiável do mundo.
23:26Por diversos meios ali
23:28de institutos renomados de pesquisa.
23:30Você é uma boa vendedora, hein, Nancy?
23:33Você vai sair daqui de Lexus, não é?
23:35Você me falou!
23:36Eu não falei nada.
23:38Eu já deixei no estacionamento.
23:40É, você falou,
23:41eu fiz essa pergunta
23:42que eu adoro fazer
23:43porque todo mundo adora
23:47saber dicas, né?
23:48Sobre vendas.
23:50Você falou, me recorda,
23:51a tática da boa venda
23:53é ouvir.
23:54Ouvir o que o comprador, né?
23:58A pessoa que chega pra você
24:01com uma demanda,
24:02ela deseja, né?
24:04Sim.
24:04Além disso,
24:05fala mais uma dicasinha aí
24:07de uma boa venda.
24:08É você entregar duas coisas,
24:10é o que a gente falou.
24:11Você entregar a experiência
24:14e trazer a satisfação dessa compra.
24:19O cliente, ele precisa saber,
24:20ele precisa dizer,
24:20eu fiz uma excelente compra.
24:23que é muito que, inclusive,
24:25porque a Lexus combina com você, né?
24:28Cara extremamente elegante,
24:31gosta do luxo,
24:31mas é um cara de negócio.
24:33Porque às vezes,
24:34as duas coisas,
24:35elas andam juntas.
24:36É verdade, é verdade.
24:38Boa vendedora, Nancy.
24:41Nancy, eu vou fazer uma pergunta
24:42que eu faço pra todos os executivos,
24:44pra todas as lideranças
24:45que passam aqui pelo show business.
24:47Quem são as suas referências,
24:50tanto na vida,
24:53quanto no mundo dos negócios?
24:56Tem algumas, viu?
24:57Tem algumas que foram
25:00muito próximas,
25:01que me ajudaram
25:02durante muito tempo
25:03na minha carreira.
25:06Tanto o meu ex-presidente,
25:08que é o Axel,
25:09que está hoje na BMW
25:11dos Estados Unidos.
25:13Hoje,
25:14o meu atual presidente,
25:16que é o Evandro Maggio,
25:17que é o primeiro brasileiro
25:18a presidir
25:19a Toyota no Brasil,
25:21que tem uma carreira
25:22excepcional também
25:25dentro desse segmento.
25:27Então,
25:27são duas referências
25:29pra mim
25:29de carreira
25:30dentro desse setor,
25:31que tanto, né,
25:33ajudaram na minha construção
25:34direta,
25:35mas que são
25:36inspirações de crescimento.
25:38Você faz ideia
25:39como vai estar o setor
25:40daqui a um tempo,
25:41daqui a uns 5,
25:4210 anos?
25:43Você é jovem,
25:45você tem experiência,
25:48né,
25:48você tem bagagem,
25:49são 20 anos
25:50no setor automotivo.
25:52Você tem uma ideia
25:54lá na frente
25:55como vai estar?
25:57Olha,
25:57a gente já faz
25:58o planejamento
25:59pros próximos 5,
26:0010 anos.
26:01Logo imaginei.
26:03Eu acredito muito,
26:04é o mercado
26:04que ele,
26:06principalmente quando a gente
26:06olha pra Brasil,
26:07ele é um mercado
26:08estável com crescimento,
26:09quando a gente olha
26:10pro luxo.
26:11É um mercado
26:11que ainda segue crescendo
26:13dentro do setor prêmio,
26:15e eu acredito muito
26:16que vai ser um mercado
26:17mais diverso
26:17em termos de tecnologia.
26:19Agora,
26:20como líder
26:21de uma marca
26:22importante,
26:23relevante
26:24no setor automotivo,
26:25um setor,
26:25como você mesmo falou,
26:26um setor que
26:27é muito importante
26:29na economia produtiva,
26:30gera muito emprego,
26:31gera renda
26:34o tempo todo.
26:35Você está animada
26:36pros próximos meses
26:38de 2026?
26:39Você passou
26:40por um ano
26:40de 2025,
26:42bom,
26:43você passou,
26:44teve um semestre,
26:45principalmente o primeiro semestre
26:47que você bateu
26:48recorde de vendas,
26:49e agora
26:50os próximos tempos,
26:52aí os próximos meses
26:53desse ano.
26:54Lembrando aí,
26:55Copa do Mundo,
26:56tem eleições,
26:57é um ano desafiador,
26:58não é?
26:58É um ano desafiador,
27:00mas pras duas marcas,
27:01tanto pra Lexus
27:02e pra Gazorace,
27:03a gente tem um plano,
27:05desde que a gente
27:06já está executando,
27:07desde 2023,
27:08que é um plano
27:08de crescimento.
27:09então a gente
27:10tem novos produtos
27:11chegando,
27:12a gente tem expansão
27:13da nossa rede
27:13de concessionárias,
27:15a gente tem novas experiências,
27:16novos serviços,
27:18então independente
27:19desse movimento,
27:20vamos falar,
27:21das variáveis
27:22que a gente tem
27:23no mercado,
27:23ambas as marcas,
27:25elas estão
27:26com muitos investimentos
27:28previstos aí
27:28pro mercado brasileiro.
27:30Então eu não tenho
27:30outra opção,
27:32a não ser continuar
27:32desenvolvendo e crescendo,
27:34e deixando cada vez
27:36mais Lexus e GRs
27:38dentro das garagens
27:39do consumidor brasileiro.
27:40Muito bem,
27:41nós conversamos
27:42neste bloco
27:43do Show Business
27:44com Nancy Serapião,
27:45a rede da Lexus.
27:48Obrigado pela presença
27:49aqui.
27:49Obrigada a você, Bruno,
27:50foi um prazer.
27:51Prazer é nosso.
27:52E olha,
27:52o Show Business
27:53faz uma breve pausa
27:55e volta em instantes.
28:03Ele comanda
28:04uma das grandes
28:05agências
28:06de publicidade
28:08no Brasil.
28:09Nós vamos conversar
28:10neste bloco
28:10do Show Business
28:11com Vinícius Reis,
28:14CEO da Crispin.
28:15Vinícius,
28:16um grande prazer
28:17tê-lo aqui
28:17no nosso programa,
28:19aqui em nosso estúdio.
28:20A gente
28:21não costuma
28:23receber,
28:24eu sou o maior entusiasta,
28:25mas a gente
28:25não costuma receber
28:27com frequência
28:28publicitários
28:29aqui no programa,
28:31pessoas que estão
28:32ali no dia a dia
28:33de agências
28:34da publicidade.
28:36Mas criatividade
28:37e boas ideias
28:40fazem parte
28:41do trabalho
28:41de um bom publicitário
28:43e deve fazer
28:44de todo profissional,
28:46seja qual for
28:47a área
28:47de atuação.
28:49E aí vem
28:49a minha primeira pergunta.
28:51Como ficam,
28:53afinal,
28:54as grandes ideias
28:55a criatividade
28:58nos tempos
28:59de hoje
29:00e, sobretudo,
29:01com esse
29:02frenesi global
29:03da inteligência artificial?
29:06Obrigado, Bruno.
29:07Obrigado por receber,
29:08por me receber aqui.
29:09É um prazer,
29:10uma honra.
29:12Excelente pergunta
29:13sua
29:14no nosso ramo.
29:17a inteligência artificial
29:18já tem um impacto
29:19grande,
29:21mas o que a gente
29:22entende é que
29:23a inteligência artificial
29:23tem um papel
29:24de escalar o talento.
29:26Ela tem um papel
29:27de contribuir
29:29como ferramenta
29:29de impulsionamento.
29:31Então,
29:32as grandes ideias,
29:33os insights humanos,
29:34as emoções,
29:36elas continuam
29:37vindo da gente
29:37e continuarão
29:38por muito tempo.
29:39Então,
29:39acho que
29:40o impacto
29:41é enorme.
29:42existe um frenesi,
29:44uma ansiedade
29:46com relação a isso,
29:47mas a gente
29:48entende que
29:49isso está trazendo
29:49para a gente
29:50um benefício
29:51de escalar coisas,
29:53de criar
29:53outras oportunidades,
29:55mas as ideias
29:56continuam vindo
29:56do ser humano.
29:57A emoção
29:58vem da gente.
29:59Eu tive o prazer
30:01de receber
30:01em muitos,
30:03faz alguns meses
30:04aqui no nosso programa
30:05o Luiz Lara,
30:06publicitário Luiz Lara,
30:08inclusive estava
30:08lançando um livro
30:09e veio especialmente
30:10aqui no programa
30:11lançar o livro.
30:12E ele falou muito
30:13sobre os anos
30:15dourados
30:16da publicidade
30:18brasileira
30:19que ele viveu
30:20e você também viveu.
30:23Pouco.
30:23Tive a oportunidade.
30:24Pouco?
30:25Pouco.
30:25Não um pouco,
30:26um pouco,
30:27mas eu diria
30:27que eu consegui.
30:29Que basicamente
30:30os anos dourados
30:31da publicidade
30:32eram aqueles
30:33em que você
30:34tinha campanhas
30:36que muitas vezes
30:38moldavam
30:38o comportamento
30:39da sociedade brasileira.
30:41eslogans fortes,
30:45os jingles fortes,
30:47campanhas
30:48que marcavam
30:50as marcas,
30:51as empresas,
30:52as companhias
30:52e moldavam de fato
30:54o comportamento
30:55da sociedade.
30:57Esse tempo
30:58não volta mais.
30:59Esse tempo
31:00não volta mais
31:01porque
31:02a gente
31:03evoluiu,
31:04o mercado
31:05evoluiu
31:06em alguns aspectos
31:09ele se tornou
31:10mais
31:12mecânico,
31:12porque você tem
31:13uma granularidade
31:14de meios muito grande
31:15hoje,
31:16você precisa distribuir
31:17mensagem
31:17de uma maneira
31:18muito mais pulverizada
31:21hoje,
31:21falar em muitos
31:22canais,
31:22meios,
31:23veja a Jovem Pan
31:25no que é
31:25o ecossistema,
31:26que você tem
31:27uma série
31:28de plataformas.
31:29Você está falando
31:30para a TV
31:31aberta,
31:32TV fechada,
31:34YouTube,
31:35streaming.
31:36Exato.
31:37Às vezes até
31:37eu me pergunto,
31:38sempre tem uma novidade,
31:39mas você está falando
31:39para muitos meios.
31:40Para muitos meios.
31:42Então,
31:43você acaba
31:44tendo
31:44uma mudança
31:47de ter
31:47a comunicação
31:48meio que
31:49mais mecânica
31:50também para você
31:50chegar nessas pessoas,
31:51mas as grandes ideias
31:52continuam aí.
31:53Agora,
31:54deixa eu voltar
31:54à pergunta
31:55que eu fiz
31:55no início
31:56deste bloco.
31:57Por que isso
31:57interessa
31:58a todo mundo?
31:59Criatividade,
32:00qualquer profissional
32:03deve ter
32:04e as empresas
32:04demandam isso.
32:06Afinal,
32:07Vinícius,
32:08de onde
32:09nascem
32:10as grandes ideias?
32:12Essa é uma
32:13pergunta existencial.
32:15Mas as grandes ideias,
32:17a criatividade,
32:19eu acho que elas
32:19são oriundas
32:20da capacidade
32:22de memória
32:23das pessoas
32:24que trabalham
32:25com isso,
32:26dos repertórios
32:27que elas construíram,
32:29do conteúdo
32:30que elas consumiram
32:31ao longo
32:31de suas vidas,
32:32sejam eles
32:32conteúdos
32:33de publicações
32:35ou livros
32:36ou filmes.
32:37Então,
32:38essa conjunção
32:39de fatores
32:40e, obviamente,
32:41uma mente
32:41que tem interesse,
32:42que tem gosto
32:44por isso,
32:45eu acho que é daí
32:46que saem
32:46as grandes ideias.
32:47Os maiores criativos
32:48que eu conheci,
32:50incluindo
32:50o Cassu
32:51e o Marcão,
32:52que são os dois criativos
32:53que fundaram
32:54a Crispin
32:55junto comigo
32:55no Brasil,
32:57são caras
32:57com uma capacidade
32:58de memória enorme.
32:59Então,
33:00eu vejo eles
33:01juntando os blocos
33:03e falando
33:03ó,
33:04tem uma história
33:05aqui.
33:06E muito disso
33:07vem do que a rua
33:09diz,
33:09do que o imaginário
33:10popular traz.
33:11Então,
33:11às vezes,
33:11o criativo
33:12não está inventando
33:13a roda,
33:14mas ele está
33:16reconstruindo
33:17aquele contexto
33:18e as pessoas
33:19se identificam
33:20com aquilo.
33:21A Crispin,
33:22ela tem 11 anos
33:24no Brasil?
33:25A Crispin tem 11 anos
33:26no Brasil.
33:26Ela faz parte
33:27de um grupo americano,
33:28um grupo americano
33:29de marketing,
33:30de comunicação.
33:31Correto,
33:32chamado Stegwell.
33:32Tá.
33:33Como é que os americanos
33:34veem o Brasil?
33:36Boa pergunta.
33:38Os americanos,
33:40acho que tem aquela,
33:42eles conhecem,
33:43mas tem aquela mística
33:44do Brasil.
33:45Qual que é a mística?
33:46A mística,
33:47eu...
33:48Na visão criativa,
33:49na visão publicitária.
33:50Porque,
33:51não,
33:51eu faço essa pergunta
33:52para boa parte
33:53dos executivos,
33:55presidentes de empresas,
33:56os mais variados setores
33:57que passam por aqui.
33:58Mas,
33:58como eu falei,
33:59eu recebo poucos publicitários
34:00que era,
34:00inclusive,
34:01trazer mais.
34:02Boa.
34:02Como os americanos,
34:05os europeus,
34:05veem o Brasil
34:06em relação à criatividade,
34:08em relação à publicidade,
34:10em relação à comunicação mesmo?
34:12Eu acho que o estrangeiro,
34:15o americano,
34:15o europeu,
34:16todos eles veem o Brasil
34:17com muito respeito,
34:19nesse aspecto criativo.
34:21Eles sabem que a gente é uma nação
34:22que tem uma característica muito forte.
34:26principalmente executivos do mercado publicitar
34:28em outros países
34:28que conhecem a reputação do Brasil
34:31no Festival de Cannes
34:32e outros festivais importantes no mundo,
34:34eles têm essa visão
34:38de que a gente é uma nação muito criativa.
34:41E a gente,
34:42de alguma forma,
34:44construiu essa história,
34:45desde o Washington Oliveira,
34:46que a gente estava falando agora há pouco,
34:48que foi o grande pioneiro nessa história,
34:50mas esse arco todo
34:53que foi construído
34:53ao longo de muitas décadas,
34:56enxergam a gente dessa maneira.
34:58Porém, também tem aquela coisa do Brasil,
35:01o lado mais pejorativo,
35:03vamos falar assim.
35:04Mas todos eles têm muito respeito
35:07pelo nosso profissionalismo
35:08e criatividade.
35:09Mas eu vou pegar agora o pejorativo,
35:12que você já está rindo.
35:14Qual que é esse lado místico
35:16que você falou,
35:17brasileiro, pejorativo?
35:19Pode falar mesmo.
35:19Eu acho que...
35:20O que é?
35:21Qual que é a imagem?
35:22A imagem é muito...
35:24A imagem de...
35:26Acho que falta de conhecimento profundo
35:29sobre o nosso país,
35:31que tem muitas questões,
35:33sejam elas políticas, econômicas,
35:34um país em desenvolvimento.
35:38Então, eles têm essa...
35:40Eu acho que até uma...
35:42Uma falta de capacidade
35:44de realmente avaliar
35:45o que pesa mais.
35:47se é essa característica do Brasil,
35:51do país em desenvolvimento,
35:52com problemas, com desafios.
35:54Mas com tanta gente boa,
35:56tanta gente profissional,
35:57tanta gente que transforma o mercado,
36:00transforma o mundo,
36:01inclusive, a gente exporta muito talento.
36:03Então, hoje em dia,
36:06da época que eu fui morar nos Estados Unidos,
36:07em 2004,
36:09para hoje,
36:10antes eles pediam,
36:10pelo amor de Deus,
36:11para o talento brasileiro
36:12ir trabalhar lá,
36:13os headhunters.
36:15Hoje,
36:16é o contrário.
36:17Tem muito talento brasileiro
36:18pedindo, pelo amor de Deus,
36:19mas é porque
36:19não tem mais espaço
36:20de tanto brasileiro
36:21que tem lá fora.
36:22A sua agência,
36:23você tem grandes clientes, né?
36:25Você tem desde a Ambev,
36:2799,
36:29Fundação Bradesco,
36:31JBS.
36:32É claro que uma agência de publicidade
36:35lida com os mais variados setores, né?
36:38Mas é difícil lidar com negócios
36:43tão distintos entre si?
36:45Por exemplo,
36:45a gente está lidando com uma empresa de mobilidade.
36:49De repente,
36:49você está falando com uma empresa
36:52que é uma fundação de um banco.
36:56É difícil ou isso é natural
36:58na sua posição mesmo
37:00e no trabalho do time?
37:03Olha,
37:04é difícil,
37:06é desafiador,
37:07mas eu costumo dizer,
37:08se fosse fácil,
37:09não éramos nós fazendo.
37:10A gente brinca, né?
37:14Porém,
37:14a diversidade de assuntos
37:17é o que faz com que os profissionais
37:19de publicidade
37:21sejam mais criativos,
37:23tenham mais repertório,
37:25busquem outros caminhos,
37:26outras soluções,
37:29procurem entender negócios
37:30que talvez você não conheça
37:33e é costumeiro
37:34uma empresa,
37:37um anunciante,
37:37buscar uma agência
37:38e falar,
37:38você tem experiência nesse setor?
37:41E às vezes a gente fala,
37:42não, não temos.
37:43E aí a pessoa fala,
37:44putz,
37:44então talvez não valha a pena pra gente.
37:46Mas o ponto é justamente esse,
37:48por causa dessa questão
37:49da diversidade de pensamento,
37:51da busca de outros repertórios,
37:53eu acho que é muito melhor
37:54você buscar alguém
37:55que não tem experiência naquele setor.
37:56porque o papel de um publicitário,
37:58seja ele na mídia,
38:00na estratégia,
38:00na criação,
38:01não importa a área,
38:03é se aprofundar,
38:04é estudar o negócio,
38:05entender o negócio do cliente
38:06e trazer soluções de negócio
38:08pra aquele cliente,
38:09trazer soluções de negócio
38:10através da comunicação,
38:11que é muito o nosso pensamento.
38:12A gente falou há pouco
38:14sobre a Golden Hour,
38:16aquele período de ouro
38:19da publicidade nacional
38:20em que você criava campanhas,
38:24peças publicitárias
38:25que moldavam o comportamento
38:27de uma sociedade,
38:28especialmente a sociedade brasileira.
38:31Hoje é muito mais difícil
38:34você criar campanhas,
38:37vamos chamar campanhas com humor,
38:39como se tinha muita campanha com humor,
38:42muita campanhas
38:44que faziam os espectadores
38:46rirem mesmo
38:48diante de uma televisão,
38:50diante de um rádio.
38:52É muito mais difícil hoje
38:54em tempos de,
38:56vamos chamar cultura woke,
38:58em termos de policiamento mesmo,
39:00politicamente correto?
39:02É, é só um parêntese.
39:06Eu, eu, pra mim,
39:07a gente ainda tá na era de ouro, tá?
39:09A gente tá num novo momento de ouro,
39:11mas eu concordo com o Lara,
39:13dessa época,
39:14ela era diferente mesmo.
39:16Mas eu sinto que a gente tem
39:17um momento muito bacana também.
39:19É mais desafiador.
39:20Por exemplo, você lança uma,
39:22você tem uma grande ideia,
39:24você lança a campanha,
39:25mas no meio do caminho você fala,
39:27ih, isso daqui pode dar um problema,
39:30isso daqui tem humor,
39:31mas pode dar um problema.
39:32É.
39:33Isso já aconteceu.
39:34Já,
39:35mas eu acho que o humor ainda é uma
39:37ferramenta extremamente importante,
39:39porque tem a ver com a cultura brasileira,
39:42tem a ver com as ruas,
39:43com o povo,
39:44o brasileiro gosta de humor.
39:46Você se conecta emocionalmente com o humor.
39:49Então,
39:49o humor é uma ferramenta maravilhosa
39:51pra publicidade,
39:53pra criatividade.
39:55Essa questão que você pontua,
39:56sim,
39:57hoje é,
39:58nós vivemos uma fase
40:00da sociedade humana
40:02que você tem muito mais desafios,
40:04como polarização,
40:05com questões, né,
40:07de culturas diferentes,
40:08o ponto que você mencionou
40:10de cultura woke e tal.
40:12Mas eu acho que
40:13cada um na sua,
40:14e a gente precisa respeitar essas coisas.
40:16Então,
40:16o nosso papel
40:17é tentar não deixar nunca
40:19que essa campanha vá ao ar
40:21com essas questões.
40:22Isso acontece.
40:24Não vou te dizer que não.
40:25Existe isso.
40:25Mas eu acho que o publicitário,
40:28como um empresário,
40:29como um executivo responsável,
40:31ele precisa estar o tempo inteiro
40:33alimentando aquele repertório
40:34que a gente conversou,
40:34não só pra ele ser criativo,
40:36mas pra ele também estar preparado
40:37pra saber conversar com o público
40:40como um todo.
40:41E a ideia...
40:42O público de hoje,
40:42o público de hoje,
40:43o público atual.
40:44Porque é realmente diferente.
40:46a gente precisa tomar mais cuidado.
40:47Mudou muita coisa.
40:48E que bom que muita coisa mudou,
40:50porque antes era um escracho
40:51em alguns aspectos.
40:51Sim, escracho.
40:53Mas, ao mesmo tempo,
40:55tinha-se, talvez,
40:56mais humor.
41:00Eu acho que o humor
41:01era mais solto antes.
41:02Ele era mais livre.
41:03Mas isso não te frustra,
41:05por exemplo,
41:06de você, talvez,
41:07você ter tido uma grande ideia,
41:10uma ideia genial, né,
41:11como os publicitários
41:13são conhecidos
41:14por levantar mesmo
41:15as suas campanhas, né,
41:16uma grande ideia
41:17e talvez essa ideia
41:19ser reduzida
41:20por um...
41:21politicamente,
41:22por um policiamento
41:23de vocês mesmo.
41:25Acontece.
41:27Mas eu...
41:28eu...
41:29não me frustro
41:30porque eu acho
41:30que isso é uma característica
41:32da nossa era.
41:34eu acho que a gente não...
41:36eu acho que você pode se frustrar
41:38e você tem um momento
41:38de reflexão,
41:40mas nós temos um papel
41:41de resolvedor de problemas,
41:42de resolvedor
41:42de trazer soluções.
41:44Então,
41:45se a gente se frustrar
41:46o tempo inteiro,
41:46a gente vai acabar
41:47indo para o lugar
41:48que não é
41:49esse de resolução, né.
41:51Então,
41:53eu não me frustro
41:54porque eu acho que
41:55é muito...
41:56uma coisa que o André Caçuc
41:57é o meu sócio,
41:57que diz, é...
41:59cara, você não pode
42:00viver de uma ideia.
42:01você tem que ser capaz
42:02de buscar outra.
42:03Se você tem um problema
42:04porque aquela ideia
42:05não vai para a rua
42:05por algum motivo,
42:07então você não está preparado
42:08para fazer parte
42:09desse mercado.
42:11Hoje, na agência,
42:12são mais de 200 profissionais?
42:14Correto.
42:14Tem muito jovem?
42:16Muitos jovens,
42:17mas também
42:19pessoas mais velhas.
42:21Não, não, sim,
42:21é diverso ali
42:22os profissionais.
42:24Mas eu quero focar
42:24no jovem
42:25porque o jovem
42:26é um assunto recorrente
42:28aqui no show business
42:30com todos os entrevistados
42:31que passam
42:32por essa cadeira.
42:33Como é que você avalia
42:34os jovens publicitários
42:37que têm chegado
42:38nas agências?
42:41Os jovens,
42:43obviamente,
42:44são muito diferentes
42:45da época
42:45que eu comecei
42:46na publicidade.
42:48Os jovens hoje,
42:49eu vejo pelos meus filhos,
42:50são gêmeos de 15 anos,
42:52a capacidade de absorção
42:54de informação
42:54e o conhecimento deles
42:56é surreal para mim.
42:57Pelo menos,
42:57me comparando
42:58aos meus 15 anos,
43:01eu acho que os jovens
43:02chegam
43:04mais
43:05cabeça aberta,
43:08a diversidade
43:09é algo que enriqueceu
43:11muito a publicidade,
43:12porque você,
43:14aquele profissional,
43:16ele pode ser jovem
43:16e pode não ter experiência
43:18e pode não ter
43:19uma
43:22trajetória,
43:23mas ele tem
43:24uma série de códigos
43:25que dentro do ambiente
43:27dele,
43:27ele absorveu,
43:28ele trouxe
43:29e ele vai aportar
43:30sim muito
43:31para o processo.
43:32Então,
43:32talvez ele não tenha
43:33experiência para lidar
43:34com determinadas questões,
43:36mas ele traz
43:37um repertório diferente
43:39de um outro lugar,
43:41de uma outra cultura,
43:42talvez,
43:43dentro das subculturas
43:44do Brasil
43:44e aquilo agrega
43:46muito valor.
43:46Então,
43:47óbvio,
43:48tem um trabalho
43:48grande hoje
43:49de ajudar
43:50o jovem
43:51a se inserir,
43:52porque a gente
43:53tinha o trabalho
43:53presencial
43:54e o trabalho
43:55presencial
43:56é onde você
43:56mentora os seus
43:57profissionais,
43:58porque é ali no
43:58one-on-one,
43:59no dia-a-dia
44:00e hoje você,
44:01com a coisa do híbrido,
44:03você precisa
44:04marcar
44:04para mentorar
44:05o seu
44:06profissional mais jovem
44:07e isso é uma barreira.
44:09Então,
44:10é um desafio
44:10para eles também
44:11para evoluírem
44:12como profissionais.
44:12Agora,
44:13teve uma queda
44:14no interesse
44:15do curso de publicidade
44:17ao longo dos anos?
44:19Não,
44:19eu acredito que não
44:20e eu acho
44:21o mercado cresce
44:23de forma
44:24significativa.
44:26Ano passado
44:26vocês cresceram,
44:27inclusive,
44:28como agência,
44:29a gente cresceu
44:30muito no ano passado,
44:31foi um salto
44:32bastante expressivo,
44:34nós crescemos
44:3550%
44:36em negócios
44:38e a gente
44:38dobrou de tamanho
44:39em time,
44:41mas o mercado
44:42também tem,
44:43isso tem acontecido
44:44também,
44:44então você tem
44:45muito mais jovens
44:46hoje estudando
44:47publicidade
44:47do que tinha antes.
44:48A própria SPM,
44:50que para mim
44:50é a meca da publicidade,
44:52é uma universidade
44:53muito maior
44:54do que ela foi
44:54na época
44:55que eu estudei lá,
44:55então acho que
44:56é crescente,
44:57mas você tem
44:58uma série de desafios
44:59hoje em dia
45:00para atrair também.
45:02Vocês medem
45:03muito na publicidade,
45:05no setor,
45:06o volume
45:07de compra de mídia.
45:08Correto.
45:08Inclusive,
45:09o que é esse volume
45:10de compra de mídia?
45:12Isso é literalmente
45:13o volume
45:14que uma agência
45:16transaciona
45:17de compra
45:18de espaço
45:19de mídia
45:20em todos
45:21os tipos
45:22de canais.
45:23Então,
45:25falando da TV,
45:26que vamos dizer,
45:27é o veículo
45:27que está aí
45:28há mais tempo,
45:28o rádio,
45:29mais tempo
45:29que a TV,
45:30o out of home
45:31e aí o meio digital,
45:32obviamente,
45:33tem uma série
45:33de ferramentas,
45:34então,
45:35hoje,
45:36Bruno,
45:36você tem uma
45:38necessidade
45:39muito maior
45:40de entendimento
45:41dos números,
45:42não só essa coisa
45:43do investimento
45:44de mídia,
45:45mas também
45:46como é que essa mídia
45:47está performando
45:48nesses canais
45:49e se ela está
45:50impactando do jeito
45:51correto
45:51e se ela está
45:53falando com a audiência
45:53certa.
45:54Então,
45:54a gente tem um trabalho
45:55de dados
45:55muito pesado
45:57hoje em dia.
45:57Hoje,
45:58qual é a maior
45:59preocupação
45:59de uma marca
46:01em geral?
46:02Claro que cada marca
46:03tem um objetivo,
46:05mas,
46:05em geral,
46:07ela quer o quê?
46:07Ela quer só a exposição
46:09da marca
46:10ou ela quer participar
46:11de determinadas
46:14correntes,
46:14determinados assuntos?
46:16O que,
46:16em geral,
46:17ela quer?
46:18Eu acho que,
46:19desde sempre,
46:22o maior objetivo
46:25das marcas
46:26é se tornarem conhecidas.
46:28Então,
46:28acho que o awareness,
46:29que é o termo
46:29que a gente usa
46:30para isso,
46:31é o ponto fundamental.
46:33O que você quer
46:34quando você lança
46:35uma marca
46:35é que todo o seu público
46:38show business,
46:39mais de 30 anos no ar.
46:41Jovens,
46:42hoje,
46:44são sua audiência
46:45também,
46:46além de grandes empresários.
46:47É uma marca
46:48de credibilidade,
46:49é uma marca
46:50que tem o awareness.
46:51Só que aí,
46:52toda a marca
46:52tem as suas
46:54subnecessidades,
46:55vamos dizer assim.
46:56Então,
46:56uns precisam construir
46:59mais penetração
47:00numa região
47:00A,
47:01B,
47:01C.
47:02O outro
47:02precisa gerar conversão.
47:04Então,
47:04um exemplo nosso,
47:0599,
47:06que em todas
47:08as verticais,
47:09na verdade,
47:10eu preciso gerar conversão.
47:11O cara entra
47:11no aplicativo,
47:12ele baixa,
47:13isso é uma conversão.
47:14Aí ele faz um pedido.
47:15Aí ele faz
47:16uma transação financeira,
47:17ele pega um carro
47:20da 99.
47:21Então,
47:23você tem uma série
47:25de KPIs,
47:27de objetivos,
47:29e cada empresa
47:29tem o seu ponto
47:30de maturidade
47:31de vida,
47:32e ela precisa fazer
47:33determinadas coisas,
47:34e tem as suas necessidades
47:35de negócios também.
47:37Mas,
47:37no fundo,
47:38a gente volta
47:39para o básico.
47:40Awareness.
47:41Então,
47:42o Bruno é conhecido,
47:43a sua marca é o Bruno,
47:45e você
47:46tem que construir,
47:48tem que vender
47:49produto,
47:50né?
47:50O seu produto
47:51é oferecer entrevistas
47:53com personalidades
47:54do mercado.
47:55E o seu produto
47:56é vender?
47:57Vender mais
47:57para as empresas?
47:59o nosso produto
48:01é trazer soluções
48:04de negócio
48:05através de publicidade.
48:07Desde o dia 1,
48:09que era CPB
48:10e agora é Crispin,
48:12desde o primeiro dia
48:13da nossa operação,
48:13a gente pôs na cabeça
48:15o seguinte,
48:16nós queremos
48:17nos aprofundar
48:18nos negócios
48:19dos nossos clientes.
48:20E a gente quer
48:21sanar as dores deles,
48:23ou delas,
48:24através de publicidade,
48:26através de comunicação,
48:27através de soluções
48:29que não precisam
48:29necessariamente
48:30ser uma campanha.
48:31Podem ser um produto,
48:32pode ser uma solução
48:34de serviço.
48:34Então,
48:35o nosso produto é esse,
48:37é entender
48:38do business do cliente
48:39e trazer soluções
48:40para esse negócio.
48:41Qual é a campanha
48:41que mais te impactou
48:43até hoje?
48:46Caramba!
48:48Mas...
48:49Da vida,
48:50não,
48:50da vida,
48:50até hoje.
48:53Olha,
48:54da vida,
48:55eu acho que
48:56a mais impressionante
48:57para mim
48:58é a da Apple,
49:02que é aquela história
49:03da...
49:05Estou na cabeça
49:06de 1984,
49:08mas que conta...
49:12Eles usam
49:13uma narrativa
49:14de um filme conhecido
49:16e o cara
49:17lança um martelo,
49:18destrói
49:20o que era antes
49:22e passa a ser depois.
49:23aquilo para mim
49:23foi um momento
49:24de ruptura
49:25muito grande
49:26na publicidade.
49:28Mas é engraçado,
49:28Bruno,
49:29eu não tenho
49:29uma campanha
49:30que eu fale,
49:31putz,
49:32essa campanha
49:33mudou a minha vida.
49:34Eu acho que tem
49:34muita coisa,
49:35é um mercado
49:36muito diverso.
49:37Deixa eu mudar
49:38um pouquinho então.
49:39Agora,
49:39qual foi a pior
49:41propaganda
49:41que você já viu?
49:43Putz!
49:45São muitas,
49:46pelo visto, hein?
49:47São muitas!
49:49Tem muita,
49:50tem muita.
49:51eu não vou falar
49:52uma marca,
49:52mas eu acho
49:53que a gente
49:56como sociedade humana
49:57tem um desafio
49:58muito grande
49:58de como fazer
49:59campanhas de varejo.
50:00De varejo.
50:01Varejo,
50:02varejo para mim.
50:03O que eu acho
50:05do varejo?
50:06E é uma necessidade,
50:07tá?
50:07Eu não estou aqui,
50:08meu papel não é criticar,
50:10mas o varejo
50:13ele coloca um volume
50:14muito grande
50:14de investimento
50:15de mídia
50:16e isso ajuda
50:18aquela marca
50:19ou aquele produto.
50:20Porque ela tem necessidade
50:21de muita venda.
50:22Tração.
50:23Isso, tração,
50:24exatamente.
50:25E às vezes,
50:26eu acho que por causa
50:26da velocidade,
50:28da agilidade,
50:29dessa coisa momentânea,
50:31eu acho que o varejo
50:32vai para um lugar
50:32muito ruim, assim.
50:35Ah, mas ele se conecta
50:36com o brasileiro?
50:36Se conecta com o brasileiro.
50:37Tanto é que grandes marcas
50:38foram construídas assim, né?
50:40A pessoa
50:42nasce criativa
50:43ou ela se torna criativa?
50:47Eu,
50:49obviamente,
50:50que você tem talentos
50:51de todas as
50:53sortes de,
50:54né,
50:55segmentos de mercado,
50:57esportes e tal,
50:57que são
50:59pontos muito fora da curva,
51:01né?
51:02É,
51:03mas mesmo os pontos
51:04muito fora da curva,
51:05eles precisam,
51:07e aí vários atletas
51:09por aí,
51:10é,
51:11precisam se dedicar
51:12mais do que os outros
51:12para ser
51:14uma trata de ponta.
51:15E eu estou falando
51:16do cara,
51:16em vez de chegar
51:17às seis da manhã,
51:17chega às três e meia,
51:18quatro, né?
51:21E eu acho
51:21que na criatividade,
51:23eu acho que o ser humano,
51:24ele é um ser humano
51:26naturalmente criativo,
51:27uns mais,
51:27outros menos.
51:29Mas eu acho
51:30que,
51:31assim como essas
51:33personalidades de ponta,
51:34você tem isso
51:35na criatividade,
51:36mas você também tem gente
51:38que não é aquele
51:40gênio,
51:41mas
51:42coloca muito esforço,
51:44estuda muito,
51:45tem muito repertório,
51:46consome muito conteúdo,
51:48tem uma memória boa,
51:49e talvez não seja
51:50aquele cara do topo
51:51da cadeia,
51:52mas está no meio
51:52da cadeia,
51:53e ele é fundamental
51:54para o processo.
51:56Não é só o topo,
51:57o topo é importante,
51:58mas o cara que está
51:59entrando também,
51:59como eu falei,
52:00o jovem está entrando,
52:01está começando a fazer
52:02aquilo,
52:02ele pode trazer insights,
52:04ele pode trazer coisas
52:05que vão transformar
52:06uma campanha.
52:07E isso acontece,
52:08tá?
52:08No nosso dia a dia.
52:09A gente parou um dia
52:12entre os sócios
52:13e falou,
52:13cara,
52:14a gente precisa tomar cuidado
52:15porque às vezes o jovem
52:15senta na sala,
52:16ele traz uma coisa
52:17e os mais maduros
52:19não estão prestando atenção,
52:20os mais experientes
52:20não estão prestando atenção,
52:21e aquele cara pode transformar
52:23aquilo de uma forma
52:23bastante impactante.
52:25Em ano
52:26de Copa do Mundo,
52:28em ano
52:28de eleições,
52:31pegando fogo,
52:32aí já começou
52:33a pegar fogo,
52:34pegando fogo,
52:34vai ser um ano
52:37em alerta,
52:38vai ser um ano
52:39bom
52:39para negócios mesmo,
52:41para negócios da sua área,
52:42ou vai ser um ano ruim?
52:45Eu sou um eterno otimista,
52:47né?
52:47Eu, eu...
52:48Falando isso,
52:49a gente já passou
52:49um trimestre praticamente,
52:51Já acabou.
52:52Um trimestre.
52:53o primeiro...
52:54Eu estou falando
52:54dos próximos meses, né?
52:56Primeiro quarto,
52:57como eu gosto de falar
52:58hoje em dia,
52:59já foi.
52:59Já.
53:01O ano
53:02quando tem eleições
53:04e junta um evento
53:05da envergadura
53:06de uma Copa
53:07e a envergadura
53:08de uma eleição presidencial,
53:10é um ano
53:10muito mais desafiador,
53:11porque você também
53:12tem uma concentração
53:14muito grande
53:15de investimentos,
53:16de coisas que,
53:16né?
53:17De comunicação
53:17que não aparecem
53:18em anos normais,
53:20vamos dizer assim, né?
53:21Então você tem uma...
53:23uma...
53:24Você tem que navegar
53:26um mar mais complexo,
53:27porque você tem
53:28um volume
53:29de informação maior.
53:30E a cabeça das pessoas,
53:32né?
53:32Com todas as questões
53:33econômicas
53:34pelas quais a gente
53:35está passando,
53:36não é um momento fácil,
53:37mas não é uma coisa
53:38de Brasil,
53:39o mundo está
53:39num momento estranho, né?
53:42Você precisa conduzir
53:44isso da melhor forma
53:45possível para aproveitar
53:47as oportunidades,
53:48então estamos falando
53:49de Copa do Mundo,
53:51tomar cuidado
53:52para não, né?
53:53não entrar
53:53num emaranhado
53:54errado
53:54numa eleição
53:55presidencial,
53:56mas eu estou sentindo,
53:58Bruno,
53:58que é um ano
54:00bastante promissor,
54:01né?
54:02A gente...
54:02Eu, obviamente,
54:03converso com os colegas,
54:05outros CEOs
54:05de outras agências,
54:06tal,
54:07e está todo mundo,
54:08o Brasil,
54:09apesar dos pesares,
54:10apesar das questões
54:11que a gente tem,
54:13as empresas estão
54:15com os motores
54:16aquecidos,
54:17estão investindo,
54:18claro,
54:19tem muitas empresas
54:20no Brasil,
54:21então tem problemas,
54:21empresas com problemas,
54:22mas eu vejo muitos
54:24empreendedores
54:25acelerando,
54:26muitos executivos
54:27de grandes multinacionais
54:28acelerando,
54:29buscando alternativas,
54:30reduz aqui,
54:30mas melhor ali,
54:32então eu acho que é um ano,
54:33como sempre,
54:33de grandes oportunidades.
54:35O importante é você saber
54:36ler esse ambiente
54:39e tomar os cuidados
54:40devidos para não,
54:41né?
54:41Não ir para o caminho
54:43errado.
54:43Pergunta clássica aqui
54:44do show business,
54:45quem é
54:47ou quem são
54:48as suas referências
54:49no mundo dos negócios?
54:52Olha,
54:53especificamente
54:54no mundo dos negócios,
54:55eu diria,
54:56eu tenho muitas referências,
54:58gosto de biografias,
54:59mas tem dois caras
55:01que foram muito importantes
55:04para mim,
55:04ou são importantes
55:05para mim,
55:06que um é o Abaete de Azevedo,
55:07que é,
55:09ele foi o presidente
55:10da Rap Collins
55:11no Brasil,
55:12que era uma agência
55:12de marketing direto,
55:13que depois se tornou Rap,
55:15e era uma empresa
55:16do Omnicom,
55:16que acabou sendo absorvida
55:17por outras estruturas,
55:18mas ele empreendeu
55:19ao longo dos anos
55:20e hoje ele tem um grupo
55:21na América Latina
55:22e ele,
55:23para mim,
55:23é uma referência
55:24porque ele me puxou
55:25para o mercado publicitário.
55:27Eu fiz administração
55:28de empresas na ESPM,
55:30mais administração
55:31de empresas,
55:32e um dia,
55:32conversando com ele,
55:33ele era meio que
55:34um mentor para mim,
55:35ele falou,
55:35olha,
55:36você devia pensar
55:37em publicidade,
55:38eu,
55:39publicidade,
55:40não,
55:40você tem perfil
55:40de atendimento e tal
55:42e o resto é história.
55:44E outro nome
55:45é um conhecido seu,
55:47que pelo jeito
55:47virou amigo também,
55:48que é o Luiz Lara,
55:49que é uma baita referência,
55:51acho que ele é referência...
55:51Participou aqui do...
55:52Participou aqui,
55:53é um grande amigo também,
55:56uma baita referência,
55:57a gente troca muito,
55:58eu brinco que ele é
55:58meu irmão um pouquinho
55:59mais velho,
56:01mas ele é uma figura
56:03muito importante
56:03do nosso mercado
56:04e ele contribuiu muito
56:07para o mercado
56:08ser o que é hoje.
56:10Então...
56:11Muito bem,
56:12boas referências.
56:14Vinícius,
56:14quero te agradecer
56:15a presença aqui
56:16em nosso estúdio,
56:17no Show Business,
56:18nós conversamos
56:19neste bloco
56:20do programa
56:21com Vinícius Reis,
56:23CEO da agência
56:25de publicidade
56:25Crispin.
56:27Obrigado.
56:28Muito obrigado, Bruno.
56:29Prazer.
56:30E olha,
56:31eu agradeço muito
56:32a sua audiência,
56:33a sua confiança,
56:34a gente volta
56:35na semana que vem.
56:36Até lá.
56:36Tchau.
56:48A opinião
56:49dos nossos comentaristas
56:51não reflete necessariamente
56:53a opinião
56:53do Grupo Jovem Pan
56:54de Comunicação.
56:59Realização Jovem Pan
57:01do Grupo Jovem Pan
57:02do Grupo Jovem Pan
57:02do Grupo Jovem Pan
57:03do Grupo Jovem Pan
57:03do Grupo Jovem Pan
57:03do Grupo Jovem Pan
57:03do Grupo Jovem Pan
57:03do Grupo Jovem Pan
57:03Obrigado.
Comentários

Recomendado