Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Ministro do STF divulgou uma nota oficial falando sobre suas ligações empresariais, mas negou ser amigo íntimo de Daniel Vorcaro.

Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.

Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações e não perder nenhum programa! #MeioDiaemBrasília

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay

https://assine.oantagonista.com.br/

🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.

Siga O Antagonista no X:

https://x.com/o_antagonista

Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.

https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344

Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF, divulgou nota nesta quinta-feira
00:05em que confirma o recebimento de repasses por meio da empresa Marit,
00:10da qual ele foi sócio com seus familiares.
00:13Isso após ela vender as suas participações no grupo Tayhaya Ribeirão Claro em fevereiro do ano passado.
00:20Apesar disso, o ministro argumenta que não tem relações de intimidade com Daniel Vorcar.
00:26Vamos ver a íntegra da nota do ministro Dias Toffoli.
00:31Ele diz que a Marit é uma empresa familiar constituída de forma de sociedade anônima
00:38e de capital fechado, conforme previsto na lei.
00:41Suas declarações à Receita Federal, bem como seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.
00:48E aí ele dá alguns destaques.
00:51O magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos,
00:57sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.
01:03E ele diz que ainda que a empresa foi integrante do grupo Tayhaya Ribeirão Claro
01:07até 21 de fevereiro de 2025.
01:11Ele diz que deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal
01:17e que todas as vendas foram realizadas dentro do valor de mercado.
01:21Todos os atos e informações da Marit e dos seus sócios estão devidamente declarados
01:26e que a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB, Banco de Brasília,
01:31foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025.
01:36Ou seja, quando muito a Maridite já não fazia parte do grupo Tavares Ribeirão Claro.
01:45Ah, iaiá, perdão, Ribeirão Claro.
01:46Aqui o grifado deu uma atrapalhada.
01:48Só que, no entanto, na noite dessa quarta-feira, o ministro havia divulgado uma outra nota,
01:54na qual chamava de ilações os achados da Polícia Federal
01:59e o pedido para que ele se declarasse impedido.
02:02Vamos ver.
02:04Ele disse,
02:05O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição
02:11apresentado pela Polícia Federal trata de ilações.
02:14Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para pedir,
02:19por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil.
02:26Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte.
02:34Rodolfo Borges, é interessante que nessa segunda parte, tudo fica claro que ele,
02:42inclusive, que entregou para todo mundo que havia um pedido de suspeição.
02:46Até então, ninguém sabia.
02:48Foi a nota dele que integrou, que integrou, não, que entregou esse pedido de suspeição,
02:54que logo depois, na nota de hoje, meio que se contradiz, não, Rodolfo?
02:59Então, ficou-se sabendo pela imprensa do pedido de suspeição,
03:03porque tudo aí é muito sigiloso, não pode ser dito, não pode ser aberto,
03:07mas aí o próprio Toffoli deixou claro ali que tem um pedido de suspensão da Polícia Federal
03:11por conta da atuação dele como relator do inquérito do caso do Banco Master.
03:16O que o Toffoli disse nessa nota publicada hoje, ele já tinha dito no plenário do STF,
03:21durante aquele julgamento em que os ministros estavam tratando da atuação de magistrados
03:28nas redes sociais, aí ele e o Alexandre de Moraes fizeram questão ali de fazer uma defesa pública,
03:34dizendo que os ministros podem ser sócios, desde que não toquem as empresas.
03:39Isso aí, ninguém está discutindo isso.
03:41O problema é que a gente não sabe hoje se a empresa do Toffoli ainda tem dinheiro
03:49para receber do Banco Master. Isso é relevante, porque o Master está num processo de liquidação
03:56extrajudicial e a alternativa que se tentou antes que esse processo fosse iniciado
04:01era a venda do Master para o BRB. Se essa venda tivesse ocorrido, ou para um outro banco
04:06e fosse a tal da solução de mercado que o Master defende, talvez todos os credores do Banco Master
04:14estariam mais confiantes de que receberiam aquilo que está acordado e que não está protegido ali
04:19pelo Fundo Garantidor de Crédito.
04:21Então, o fato de o negócio ter terminado ali em fevereiro e a relatoria cair na mão do Toffoli
04:29só no final do ano, não tem o exime necessariamente de ter essa relação com o Banco Master.
04:37E essa é a questão, no final das contas, e essa é uma questão que o Toffoli ainda não abordou.
04:43Ele ainda não justificou isso, ele só disse que não tem motivo para deixar a relatoria.
04:49Agora, aos olhos de todo mundo que está vendo essa história, não só essa relação com o Banco Master
04:55seria motivo para ele deixar a relatoria, mas as decisões que ele tomou em relação a esse caso.
05:01Ele tomou decisões, e eu vou mencionar só uma, que é aquela tentativa que ele fez,
05:06que não se consumou, de fazer uma acariação entre um investigador do Banco Central e um investigado,
05:15isso nunca ocorreu, não existe previsão legal para isso.
05:17Então, só por essa decisão já poderia ter motivo de alguma suspeição nesse caso.
05:23E aí, ele depois mandou que os frutos da segunda fase da Operação Compliance Zero,
05:32que diz respeito ao Banco Master, fossem encaminhados para o STF.
05:36Também nunca ninguém faz isso.
05:38E aí, diante do protesto da Polícia Federal, ele fala,
05:41então bota para a Procuradoria Geral da República.
05:43A condução desse inquérito, ela é toda esquisita,
05:47e já seria motivo bastante para a gente desconfiar.
05:49No contexto em que está, não tem como a gente deixar de desconfiar.
05:53Porque é inevitável que a gente olhe para as decisões esquisitas que o Toffoli tomou
05:58em relação a esse caso, olhando para o histórico que está aí, que todo mundo vendo.
06:06A família dele tem negócios com o Banco Master, ou tinha, ou teve, ou tem interesses ainda,
06:10e aí, obviamente, ele não tem como continuar, pelo menos, isso.
06:15Na relatoria desse caso.
06:16A questão do impeachment, a gente ainda vai falar nesse programa.
06:19Wilson Lima.
06:21É, deixa eu aproveitar esse gancho aqui, Rodolfo, para dar mais um detalhe
06:24nessa história toda do Toffoli.
06:26Não vamos esquecer que o Toffoli nomeou, ele, Toffoli, nomeou quatro peritos da Polícia Federal.
06:32Ele determinou.
06:34Ele determinou, não foi a PF que determinou.
06:36Ele determinou.
06:37O próprio diretor-geral da Polícia Federal, o André Rodrigues,
06:40falou, gente, isso aqui é um procedimento pouco usual.
06:43Como é que eu, sabe, eu como magistrado, vou determinar quem vai fazer a perícia no celular
06:50de uma pessoa que está sendo investigada?
06:54Ali estava muito claro que tinha muita coisa, tinha algo errado, mas muito errado.
06:59E digo mais, quando você puxa vários elementos desse caso,
07:03você chega a algumas conclusões muito estranhas.
07:06Os parentes do ministro de Astofoli, eles são pessoas, lá em Marília,
07:11pelo menos no papel oficialmente, eles são pessoas humildes.
07:14Sabe?
07:15Tem parente do Toffoli que anda de carro popular.
07:19O outro é padre.
07:21Eles não ostentam valores milionários.
07:24E aí, o que acontece?
07:25Qual o questionamento que se fica?
07:28Sabe?
07:29Temos aí menções nas mensagens de que essa empresa do Toffoli recebeu 20 milhões.
07:33Ok, 20 milhões.
07:35Esses parentes não receberam nada disso aí?
07:39Se houve algum tipo de pagamento, eles não ficaram com nada?
07:42Sabe?
07:43São questionamentos que vêm à tona nesse momento.
07:45E só para fechar, para não me alongar muito.
07:48A verdade, meus caras, é a seguinte.
07:51Toffoli só admitiu...
07:53Isso eu posso falar com todas as letras.
07:55Toffoli só admitiu que é sócio da empresa que teve ligação com o Tayhaya
08:01porque a Polícia Federal pegou.
08:03Se a Polícia Federal não tivesse pego o ministro com a boca na botija,
08:07ele não tinha falado nada.
08:08Como ele resistiu o tempo todo para falar.
08:10Ficou ali o tempo todo.
08:12Resistindo, resistindo, resistindo, resistindo.
08:14Agora foi inevitável.
08:15Agora ele teve que admitir.
08:17E isso, para mim, diz muito, muito,
08:21da postura do ministro do Supremo Tribunal Federal.
08:24Ricardo?
08:25Olha, a nota dele, Inácio, é de um cinismo.
08:29Porque ele fica o tempo todo alegando que está tudo regular
08:34diante das normas do Banco Central,
08:37diante das normas da Receita Federal,
08:38diante das normas do mercado imobiliário,
08:41diante do que diz a Lomã.
08:42Alguém está falando sobre isso?
08:44Alguém está questionando se os atos jurídicos são perfeitos ou não?
08:48Porque picaretagem, não estou falando que é este caso dele,
08:51estou dizendo genericamente, picaretagem.
08:54Toda bonitinha, documentada, por aí está cheio.
08:58Compre e venda de imóvel, compre e venda de ações, compre e venda de automóveis,
09:01compre e venda de ativos, transferência patrimonial.
09:04Está cheio de casos assim, declarados, pagos os impostos,
09:08tudo bonitinho no cartório.
09:10Mas o que tem por trás disso?
09:11E no caso dele é disso que se trata.
09:14É o que tem por trás disso.
09:16E por trás de toda essa legalidade que ele está dando,
09:19querendo dar aparência,
09:20tem tudo isso que o Rodolfo e o Wilson acabaram de falar.
09:23Tem fatos, tem atitudes tomadas por um ministro do Supremo Tribunal Federal,
09:28que beneficia diretamente os envolvidos nesse caso.
09:32E estes envolvidos fizeram uma transação milionária com ele,
09:36com uma empresa dele, da família dele,
09:38aliás, uma empresa com capital social de 150 reais,
09:41uma empresa com endereço de fachada.
09:44Então não venha querer dar este ar de normalidade.
09:48Como foi dado naquela, no que o Rodolfo acabou de falar,
09:51naquela sessão do Supremo,
09:53em que ele e o Alexandre de Moraes faziam tabelinha,
09:56dizendo que, de acordo com a Lomã, de acordo com a lei,
09:59é normal que ministros, que juízes, embargadores tenham um negócio.
10:03Primeiro que eu não acho que isso é normal não,
10:04e deveria ser modificado urgentemente.
10:06Segundo que ainda, que isso seja sob a ótica da lei normal,
10:11eu pergunto, que hora que esses senhores cuidam dos seus negócios privados?
10:15À noite, depois do expediente,
10:17porque durante o expediente eles têm que estar trabalhando no STF,
10:20porque esta é a obrigação funcional deles,
10:22e é para isso que eu e todos vocês aí, todos nós pagamos.
10:25Pagamos um dinheiro maluco para o sustento de todo aquele aparato.
10:29E é para trabalhar pela sociedade,
10:30não para trabalhar para negócios particulares.
10:33Está tudo muito errado, ele vem querer dar ar de normalidade.
10:37Como vem, aliás, não veio o ministro Alexandre de Moraes até hoje,
10:41dar ar, querer dar ar de normalidade a um contrato de sua esposa,
10:45de sei lá quantos, cento e tantos milhões de reais,
10:48com um investigado.
10:50Como o tempo todo, a gente tem ministros,
10:53eu falo especificamente do ministro Gilmar Mendes,
10:55está tudo dentro da normalidade,
10:57ter um instituto, ter eventos patrocinados por empresas,
11:01que inclusive são res,
11:02ou pessoas jurídicas que são res no Supremo,
11:05está tudo dentro da legalidade,
11:06ninguém está dizendo que não está,
11:08ninguém está acusando ninguém de crime nenhum.
11:10O que a gente está dizendo, e eu repito,
11:12que aos olhos da população,
11:14isso tudo é muito ruim,
11:15isso descredibiliza a Suprema Corte.
11:18E quando a Suprema Corte,
11:20que, a meu ver, dos três poderes,
11:22é um órgão máximo,
11:23é aquele que deveria zelar
11:25por toda a normalidade institucional,
11:27já que é a casa guardiã da Constituição,
11:29quando aos olhos da sociedade
11:31isso se transforma num balcão de negócios,
11:33tudo ali para baixo cai.
11:35Porque o Congresso é um balcão de negócios.
11:38A gente sabe que o Congresso é um balcão de negócios.
11:40O poder executivo, por muitas vezes,
11:43é e foi, ao longo da história recente,
11:46petrolão, mensalão,
11:47um balcão de negócios.
11:49A Suprema Corte até então
11:50não era vista como um balcão de negócios,
11:52ainda que questionada juridicamente
11:54por um monte de atitudes,
11:56inclusive políticas,
11:57mas nunca esteve tão clara
11:59aos olhos da população
12:00que a Suprema Corte também agora
12:02está em pé de igualdade com esses demais poderes.
12:05E quando isso tudo cai, Inácio,
12:06quando a imagem da Suprema Corte cai,
12:09cai a república, cai a democracia.
12:11Aqui a pouco, nas próximas eleições,
12:13aparece um maluco, um autoritário, um populista,
12:16e a gente tem visto isso, mundo afora,
12:19este sim vai querer falar o seguinte,
12:21tem que acabar com tudo isso,
12:23tem que acabar com o sistema.
12:24E aí sim a gente vai ter um verdadeiro golpe
12:27de autocracia, um autocrata no poder,
12:30legitimado,
12:31este que é o pior,
12:32legitimado,
12:33pela falta de vergonha na cara dos três poderes.
12:46E aí
12:46E aí
12:48E aí
12:49E aí
12:51E aí
12:51E aí
12:51E aí
Comentários

Recomendado