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NotíciasTranscrição
00:00Banco Master é outra parada.
00:03Banco Master é por que está no mesmo jatinho?
00:06Por que esse caso está aí?
00:08É dinheiro para cá?
00:09Nunca teve essa coisa de dinheiro relacionada ao STF.
00:15E eu estou vendo isso muito rápido.
00:17E, por exemplo, hoje a desobediência da PF não tinha acontecido nunca.
00:22Fizeram um inquérito das fake news.
00:24O que a PF fez para cima de jornalista?
00:29Olha, eles sabem muito bem que é errado.
00:31Olha, teve pessoas que eu conheço, várias, que foram prestar depoimento,
00:35que chegava lá e o delegado falava,
00:37olha, eu estou só cumprindo a ordem do STF, mas francamente eu não tenho nem pergunta para você.
00:41Eles fizeram parte do teatro.
00:43Hoje a PF não só não fez, como essas informações estão chegando na imprensa?
00:49E tem um ponto muito difícil para o Supremo Tribunal Federal,
00:53para essa ala corporativista do Supremo Tribunal Federal,
00:55de colocar em questão as investigações da Polícia Federal,
01:00porque o Supremo Tribunal Federal se arvorou na posição de defensor da democracia
01:07e se escondeu atrás desse rótulo em virtude de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.
01:16Se até ontem muita gente relativizava as notícias que apareciam sobre o ministro Toffoli
01:24porque era necessário proteger a reputação do Supremo Tribunal Federal,
01:27afinal o Supremo Tribunal Federal foi muito importante na defesa da democracia,
01:32ação fundamentada basicamente sobre as investigações da Polícia Federal.
01:37E agora é a mesma Polícia Federal atuando sob o mesmo comando que nos traz uma investigação
01:43que, pelo que tudo indica, não toca em Dias Toffoli apenas na suspeição
01:52de que ele não poderia ser o relator.
01:56Me parece que essa é uma questão, como a gente estava dizendo, que as coisas mudam durante o dia.
02:00De manhã, falava-se que a Polícia Federal questionava Fachin sobre a suspeição de Dias Toffoli.
02:09Hoje, à tarde, nós já temos duas reportagens, uma da revista Piauí e uma do jornal O Globo,
02:15falando que, na verdade, a Polícia Federal não está indicando possível suspeição para o Fachin,
02:20está indicando possível cometimento de crime.
02:23Então, nós estamos lidando numa outra seara.
02:27A gente não está falando, como você disse, sobre o poder do Supremo Tribunal Federal,
02:32embora as questões sobre o poder do Supremo Tribunal Federal
02:36sempre vinham conectadas a certos privilégios, às festas, às palestras que sempre envolvem dinheiro,
02:43mas era basicamente o entendimento que o Supremo Tribunal Federal presumia
02:48que a não manifestação do Legislativo era um convite para que o Judiciário se manifestasse,
02:54quando, bem, na política você não falar sobre um assunto também é uma decisão política,
02:59mas agora me parece que abriu-se uma outra janela, e você fala isso muito bem.
03:04Nós não estamos mais falando sobre os limites do poder do Supremo Tribunal Federal,
03:09nós estamos falando o que os ministros estão fazendo, os ministros, os indivíduos.
03:15Por muito tempo a gente ficou discutindo a confusão entre os ministros e a sua reputação,
03:22os humanos e a sua reputação, versus a instituição do Supremo Tribunal Federal,
03:26que os ministros muito convenientemente confundem.
03:28Mas agora a gente está falando do que esses cidadãos, essas pessoas de carne e osso,
03:33fizeram com tanto poder, e aparentemente, talvez a gente possa estar chegando na conclusão
03:39de que alguns deles fizeram muito dinheiro com esse poder,
03:43que, de repente, se viram com ele nas mãos.
03:47E a questão do deslumbramento, né, Magno?
03:51Porque é o deslumbramento, eu trabalhei na presidência do Supremo 15 anos atrás,
03:57existia, era meio como sagrado uma questão de eu não quero proximidade com esse,
04:03se fulano colar aqui você tira, porque eu não vou fazer foto com ele,
04:07eu não vou ter foto com ele, existia ministro que não saía para jantar,
04:11porque em Brasília você sabe como é que é, você sai para jantar,
04:14a pessoa que quer alguma coisa de você, ela vem e ela senta na sua mesa.
04:18É um negócio impressionante, se você mora em outro estado,
04:22você não vai entender isso, mas assim, se você sair para jantar e você tem um cargo de poder,
04:28alguém quer alguma coisa sua, a pessoa senta na sua mesa e já começa a falar,
04:32olha, eu queria...
04:34Então, assim, havia ministro que sequer saía para ir para restaurante,
04:38para ir para festa por causa disso.
04:40Tinha essa exata noção de que o poder judiciário exige uma postura
04:47que muitas vezes ela é oposta ao poder político,
04:50porque o poder político você precisa estar em evidência,
04:52o seu poder se renova há quatro anos.
04:55No judiciário, o seu poder não se renova,
04:58ele precisa ser resguardado para não ruir.
05:01A partir do momento em que o cara do Banco Master,
05:07a que cai entre nós, olha o shape do cara...
05:10Ele não gozava de...
05:12A reputação do Banco Master é importante que as pessoas que nos acompanham saibam
05:16que não era das melhores, assim, né?
05:20Havia players no mercado financeiro
05:23que evitavam fazer negócios com o Banco Master
05:27porque sabiam que a reputação ou os riscos naquela instituição
05:33eram maiores do que em outras.
05:36Então, havia uma dose de risco, por um lado, sim,
05:40porque quando você vai atrás de rendimentos maiores,
05:43você está assumindo, em geral, riscos maiores,
05:46mas havia pessoas no mercado,
05:49não era uma navegação no escuro,
05:51havia pessoas no mercado que olhavam o Banco Master e falavam
05:54olha, é melhor a gente não fazer negócio com essas pessoas.
05:57Aparentemente, a notícia não chegou em Brasília, né?
06:00Ou chegou, que eu acho que isso é o preocupante,
06:03ou chegou e foi minimizada, tem isso também.
06:06Aquela coisa...
06:08Um ministro do Supremo tem que ser um cara blindado,
06:12é um cara que não é para ninguém chegar perto dele.
06:14É um cara que muito poucas pessoas têm de ter acesso a ele.
06:19Eles reclamam muito.
06:20Você trouxe isso dos privilégios, das palestras.
06:23O que um juiz pode fazer, além de julgar?
06:27Dar aula.
06:30Eu sou mais conservador porque eu já acho que dar aula
06:33é liberdade demais, porque dar aula particular,
06:36em universidade particular, eu sou contra.
06:40Eu sou a favor de poder dar aula em escola pública
06:43e em universidade pública e ponto.
06:48Aí o que acontece?
06:49Eles falam, não, é a carreira que tem mais restrições.
06:54Nenhuma carreira tem tanta restrição.
06:56É óbvio, nenhuma carreira decide se um cidadão vai perder a liberdade dele,
07:02se vai perder as contas bancárias,
07:04se vai perder a guarda dos filhos,
07:06se vai perder o passaporte,
07:08se vai perder a empresa.
07:09Nenhuma carreira decide isso.
07:11Quem decide isso tem, sim, de viver como se fosse um sacerdócio.
07:15E já sabia quando topou.
07:17Ninguém enfiou a arma na cabeça de ninguém
07:19para fazer concurso para juiz.
07:22Tem que ser assim.
07:23Aí o que acontece?
07:24Estava falando das palestras.
07:26Só pode dar aula.
07:27Aí eles começaram a dar palestra e cobrar.
07:31Aí implicaram que não podia dar palestra,
07:33que era esse o negócio.
07:34Aí você sabe o que eles fizeram?
07:36Eles transformam o nome da palestra em aula magna.
07:40E como é aula, aí pode.
07:43E recebe, sei lá, uma quantidade,
07:45que é o valor de uma palestra de ex-presidente da República,
07:50de autoridade internacional,
07:51valores exorbitantes
07:54para ir lá e falar qualquer com as quais ali
07:56para uma turma de faculdade.
07:59Idealmente, por exemplo,
08:00eu sou a favor que eles deem palestra.
08:02De graça.
08:04E só para a instituição pública.
08:06Se eles forem dar palestra nas escolas
08:08da periferia do Distrito Federal,
08:10eu sou completamente a favor.
08:12Eu levei, inclusive, ministros
08:13para dar palestra em aula
08:14em escola de periferia do Distrito Federal.
08:17Acho legal, acho positivo.
08:19Agora, na faculdade mais prestigiosa,
08:22ganhando 500 mil reais, não.
08:24Ponto.
08:26Essa questão do privilégio,
08:27acho que começa na pequena distorção.
08:29E eles chegaram nessa coisa
08:31do cara achar que pode ser cotista de empresa.
08:35De discutir aquela discussão do
08:37não, eu vou receber meus dividendos.
08:40Aquilo é muito fora.
08:41Saiu, né? Completamente.
08:43É uma...
08:46São pequenas portas que se abrem.
08:48Eu acho importante
08:49quando os ministros falam
08:51dos sacrifícios
08:52que fazem
08:54para serem
08:56parte do judiciário
08:58e as restrições,
08:59é importante que a gente se lembre
09:01que, bem,
09:01qualquer profissão,
09:03qualquer atividade
09:04gera certas restrições.
09:07Os jornalistas
09:08têm certas restrições.
09:10Há coisas que não é...
09:11não pega bem o jornalista fazer.
09:13Ter certas relações
09:15com fontes,
09:16certas relações com políticos,
09:18porque, bem,
09:19é parte do trabalho
09:21de um jornalista
09:22e certas atividades
09:25entram em conflonto.
09:26Políticos têm restrições
09:28ao que fazem.
09:29Funcionários públicos,
09:30servidores públicos,
09:31têm restrições
09:32ao que podem fazer
09:33ou que não podem.
09:34A depender do cargo
09:35que alguém ocupa
09:37no setor público,
09:39há restrições.
09:40Pessoas no mercado privado
09:41têm restrições.
09:42Quem trabalha
09:43no mercado financeiro
09:44têm restrições
09:45sobre quais ações
09:46podem comprar,
09:47vender,
09:48quando compram e vendem.
09:49E é óbvio
09:50que, se você
09:51é um ministro
09:52da Suprema Corte
09:53do país,
09:54se o seu salário
09:56é o teto
09:57do funcionalismo,
09:58o seu salário
09:59que regula
10:00o salário
10:00de todo o funcionalismo
10:02público,
10:02é do seu para baixo,
10:03se você tem o poder,
10:05como enumerou a Amadá,
10:06de ter uma série
10:08de forças
10:09sobre a vida
10:10dos outros,
10:11só falar de diastópolis,
10:14perdoar
10:14multas bilionárias
10:16de empresas,
10:17é claro
10:18que você
10:19deve errar
10:20pela contenção.
10:21Muitos juristas
10:22têm comentado
10:23sobre a autocontenção.
10:25E o que é autocontenção?
10:26É você entender
10:27que você é membro
10:29da Suprema Corte
10:30do país,
10:30acima de você
10:32e acima dos seus pares.
10:33Não há outra
10:34linha
10:35de análise
10:38das ações.
10:38Os políticos
10:39não julgam você,
10:40o presidente da república.
10:42Então,
10:42você utiliza
10:44da autocontenção,
10:45da noção,
10:46você precisa ter noção
10:47do papel
10:48que você desempenha
10:49na sociedade
10:49e você se retira
10:50de certos ambientes,
10:52de certas negociatas.
10:53E é óbvio
10:54que isso
10:55é um sacrifício.
10:56E é óbvio
10:57que se o marido
10:59de uma advogada
11:00assume uma posição
11:01na Suprema Corte,
11:02é claro que isso
11:03afeta a vida
11:03de uma advogada.
11:04Como alguém
11:05que casa
11:06com uma jornalista
11:07afetará a sua vida
11:09porque há certas coisas
11:10que não...
11:10É absolutamente normal
11:11e não há
11:14sacrifício
11:15externo
11:16a essa pessoa
11:17acontecendo.
11:17Não é que ele é
11:18obrigado,
11:19não é o serviço
11:20militar obrigatório
11:21que se você não for
11:21você vai ser preso.
11:22Ele aceitou
11:24a indicação
11:24para o Supremo,
11:25foi sabatinado
11:26e, bem,
11:28ocupou aquele assento.
11:29Se é sacrifício
11:31demais,
11:31os ministros
11:32podem renunciar
11:33à sua posição
11:35na Suprema Corte.
11:36Tenho certeza
11:36que há outros
11:37juristas brasileiros
11:38que adorariam
11:39fazer uma série
11:40de sacrifícios
11:40para ganhar
11:41R$ 45 mil
11:42e serem ministros
11:44do Supremo Tribunal Federal.
11:45Tem vários
11:46que saíram
11:48porque tinham
11:48outros interesses.
11:49O caso
11:50que eu acho
11:50mais icônico
11:51é do ministro
11:52Francisco Rezeck
11:53que tem um dos maiores
11:54escritórios de direito
11:56internacional do Brasil,
11:57um escritório maravilhoso
11:58que, aliás,
11:59é chefiado
12:00pela minha amiga
12:00Bela Fellows.
12:02O ministro Rezeck
12:03foi o único
12:03bi-ministro
12:04do STF.
12:05Ele achou
12:06que não coincidia
12:07com ele.
12:08Ele tinha outros
12:08interesses,
12:09ele queria tocar
12:09o escritório.
12:10Ele saiu.
12:11Aí, depois,
12:12foi nomeado de novo.
12:14Foi nomeado de novo.
12:15Tem vários que saíram.
12:16O próprio ministro Barroso
12:17saiu,
12:18Joaquim Barbosa,
12:19Ellen Grace.
12:20Se você for pegar
12:22na história
12:22do STF,
12:23tem vários
12:24que ficam
12:25um período
12:25e saem.
12:27Enfim,
12:29essa liturgia
12:31do cargo,
12:31essa liturgia
12:33do cargo
12:34é algo
12:34que em nenhum
12:35outro momento
12:37no Supremo Tribunal
12:39foi quebrado.
12:40E aí,
12:40tem aqui
12:41essa nota
12:42emitida pelo
12:43gabinete
12:43do ministro
12:44Toffoli,
12:45que também
12:46é uma coisa
12:47super atípica,
12:48tá, gente?
12:48Que tempos
12:49vivemos agora?
12:50Porque,
12:51geralmente,
12:51as notas oficiais
12:52eram emitidas
12:53pela assessoria
12:55de imprensa
12:56do STF.
12:57Toda nota
12:57era emitida
12:58pela corte
13:00como um todo.
13:01Eles se blindavam.
13:02Qualquer que fosse
13:03o ministro,
13:04você pode ver,
13:05tempos atrás,
13:06pega aí,
13:06dez anos atrás,
13:07é um caso
13:08que está com
13:08o ministro X,
13:09é a assessoria
13:10do tribunal
13:12que fala
13:13do caso
13:13em nome
13:14do ministro X.
13:15É a corte
13:16que fala.
13:17Dessa vez,
13:18não.
13:18Falaram,
13:19vai lá você,
13:20você solta a sua nota.
13:20Vocês têm a nota aí?
13:22Vamos lá.
13:24Gente,
13:25a nota é longa,
13:26hein?
13:26A Marit
13:26é uma empresa
13:28familiar,
13:29constituída
13:30na fonte,
13:31na forma
13:31de sociedade
13:32anônima.
13:33Aí vai lá.
13:33A Marit
13:34é uma empresa
13:34familiar.
13:35O ministro
13:36de Astófoli
13:37faz parte
13:39do quadro
13:40societário.
13:41A referida
13:43empresa
13:43foi integrante
13:46do grupo
13:46Tayayá
13:47até 21
13:49de fevereiro
13:49de 2025.
13:53Essa parte
13:54foi vendida
13:55primeiro ao fundo
13:57do Arlen
13:57em 27
13:58de setembro
13:59de 21
13:59e terminou
14:01a venda
14:01para a
14:03PHD
14:03Holding
14:04em 21
14:05de fevereiro
14:07de 25.
14:10E aí diz,
14:11a ação referente
14:12à compra
14:12do Banco Master
14:13pelo BRB
14:14foi distribuída
14:15ao ministro
14:15de Astófoli
14:16no dia 28
14:17de novembro
14:17de 25.
14:19Ou seja,
14:20quando há muito,
14:22há nove meses,
14:23a Marit
14:24não fazia
14:26mais parte
14:27do grupo
14:27Tayayá
14:28Ribeirão
14:30Claro.
14:31O ministro
14:32esclarece
14:33que jamais recebeu
14:34qualquer valor
14:35de Daniel
14:35Vorcaro
14:36ou de seu
14:37cunhado
14:37Fabiano
14:38Zetel.
14:40Ou seja,
14:40o ministro
14:41admitiu
14:42que era sócio
14:43do resort
14:45Tayayá.
14:46Eu trouxe
14:47no Narrativas
14:48Antagonistas
14:48de hoje
14:49toda essa história
14:50do ministro
14:50com o resort
14:51e trouxe
14:52quando uma
14:52das agências
14:53de checagem
14:54mais famosas
14:55do Brasil,
14:55a agência
14:55Lupa,
14:57checou
14:57que o ministro
14:58não era
14:58dono do resort.
15:03Ele é.
15:04Ele próprio
15:04está falando.
15:05A não ser
15:06que a agência
15:07saiba mais
15:07do que ele
15:08sobre o negócio dele.
15:09Mas, enfim,
15:10pela primeira vez
15:11ele admite
15:12que sim,
15:14que tinha
15:15cotas
15:15dessas empresas
15:16e que era
15:17dono do resort.
15:19E que
15:20não procurou
15:21saber
15:22quem era
15:22o dono
15:23do fundo
15:23que comprava,
15:24que é absolutamente
15:25inacreditável.
15:28O ministro
15:29vai me desculpar,
15:30as pessoas
15:30que acham
15:31que isso
15:31é possível.
15:33Uma coisa,
15:34você
15:35que nos assiste,
15:36pessoa física
15:37que está vendendo
15:37uma bicicleta
15:38para alguém
15:38e beleza,
15:40chegou alguém ali,
15:41pagou 100 reais
15:42e levou a sua bicicleta.
15:43Outra coisa,
15:44você vender
15:44uma propriedade
15:45num negócio
15:47que está movimentando
15:48alguns milhões
15:48de reais,
15:49você é um ministro
15:49da Suprema Corte,
15:50chegou um fundo
15:51e bem,
15:53os jornalistas
15:54brasileiros
15:55demoraram
15:5624 horas
15:57para descobrir
15:58quem estava,
15:59quem estava,
16:00quem era o gestor
16:01do fundo,
16:02Arlen,
16:03o fundo não
16:04está presente
16:06em tantos negócios
16:07assim,
16:07é o cunhado
16:08do Vorcaro,
16:09que era
16:09o operador
16:11de Daniel
16:12Vorcaro
16:12no mercado.
16:13Então,
16:13é absolutamente
16:15difícil
16:16da gente
16:17acreditar
16:17que o ministro
16:19se esforçou
16:20para saber
16:20quem era
16:21o gestor,
16:22com quem
16:22estava fazendo
16:23o negócio,
16:23de novo,
16:25muito poder
16:25no Supremo Tribunal
16:26Federal,
16:27muita necessidade
16:28de autocontenção
16:29e quando você
16:30está fazendo
16:31o negócio
16:31de uma posição
16:32dessa,
16:33você precisa saber
16:33com quem você
16:34está fazendo o negócio.
16:35Não era tão difícil
16:36assim,
16:36a agência Lupa
16:37não conseguiu descobrir,
16:38mas os jornalistas
16:39brasileiros
16:40conseguiram descobrir
16:41quem estava por trás,
16:41o ministro
16:42devia saber.
16:43E, de novo,
16:44o ministro
16:46não revelou
16:47que era
16:47proprietário
16:48do Tayhaya
16:50quando foi
16:52escolhido
16:53relator,
16:55quando começaram
16:56a levantar
16:57questões
16:58a respeito
16:59do envolvimento
17:00dele
17:01nessa operação,
17:03quando foram
17:04à sede
17:05da empresa
17:07e viram
17:08que se tratava
17:09da casa
17:09do irmão dele,
17:10uma casa
17:11bastante normal
17:12por uma empresa
17:12que movimenta
17:13milhões de reais,
17:14inclusive a cunhada
17:15do ministro Toffoli
17:16diz,
17:16meu marido
17:18não é sócio
17:18de resort nenhum,
17:19olha a minha casa.
17:20E você vê
17:21que não é uma casa
17:22de milionários.
17:23O ministro Toffoli
17:24apenas admitiu
17:26ser proprietário
17:27ou parte
17:28da sociedade
17:30anônima
17:31que tinha
17:32parte do Tayhaya
17:33depois que
17:34a Polícia Federal
17:36indicou
17:36que ele tinha
17:37recebido o dinheiro
17:38de Daniel Vorcaro.
17:39Então,
17:39é aquela situação,
17:41você está pedindo
17:42desculpa
17:42porque você está
17:43arrependido
17:44ou porque você
17:44foi descoberto.
17:45O ministro Toffoli
17:46está revelando
17:47ser proprietário
17:48porque foi descoberto.
17:49Foi a Polícia Federal
17:51que fez
17:51o ministro Toffoli
17:52admitir
17:53porque todas
17:54as outras indicações
17:55já estavam rolando
17:56por mais de um mês
17:57e em momento algum
17:58o ministro
17:59achou necessário
18:01soltar uma nota
18:02desse tipo
18:02e dizer
18:03que era sim
18:04parte
18:05de...
18:06era um dos proprietários
18:08da empresa familiar
18:09que tinham
18:10parte
18:10daquele resort.
18:12Olha,
18:12eu arrisco dizer
18:13que levar
18:15essa investigação
18:16para o STF...
18:17Essa investigação,
18:18por que ela está
18:18no STF?
18:19Para você saber.
18:20Porque numa busca
18:22e apreensão
18:22dessas do dia
18:23que prenderam
18:24o Vorcaro,
18:25tinha lá um papel
18:26com o nome
18:26de um deputado federal.
18:27Essa foi a desculpa
18:28para pôr no STF.
18:30Eu arrisco dizer
18:32que a pior decisão
18:33que o ministro Toffoli
18:34tomou na vida dele
18:36foi botar isso
18:37no STF.
18:40Porque pensou
18:41que iria controlar
18:42algo que se tornou
18:44incontrolável
18:45e que pode ter virado
18:46muita gente
18:47contra ele.
18:49Ele concentrou
18:50tudo ali nele.
18:52Então,
18:52todas as informações
18:53estão ali
18:53e as pessoas
18:54estão perto
18:55da cúpula do poder
18:56e que às vezes
18:57têm outros interesses
18:59ou têm alguma vendeta
19:00contra o próprio STF.
19:01Elas têm acesso
19:02a tudo.
19:03Se isso estivesse
19:05na instância
19:05que tinha que estar,
19:06que era a primeira
19:07espalhada pelo Brasil,
19:09ele teria dado
19:10uma outra solução.
19:12Acho que foi
19:12a pior decisão
19:13que ele tomou
19:14foi tentar
19:15concentrar isso ali.
19:17e que a primeira
19:19a segunda
19:19a segunda
19:19a segunda
19:20a segunda
19:21a segunda
19:30a segunda
19:32Obrigado.
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