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Desde os anos 1970, o sistema Petrodólar conecta o dólar americano ao petróleo, garantindo hegemonia econômica e política para os EUA. Mas nas últimas semanas, o dólar tem caído e o petróleo oscila negativamente.

O professor Marcelo Cavalcante Faria de Oliveira, especialista em direito político e econômico da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, explica como tensões envolvendo a Opep+ e outros players globais podem impactar a moeda americana, o mercado de energia e a inovação tecnológica no século XXI.

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Transcrição
00:01Fast Money de volta. Desde a adoção do chamado sistema petrodólar, isso nos anos 70, dólar e
00:09petróleo caminham juntos. Esse sistema trouxe hegemonia para os Estados Unidos que conseguiram
00:15fazer da commodity um produto mais importante do planeta, o petróleo, e esta commodity específica
00:23estar vinculada à moeda dos Estados Unidos. Mas nas últimas semanas o dólar está apresentando
00:29quedas frequentes de valor. O petróleo também tem apresentado as suas oscilações próprias,
00:36mas assim, em uma versão mais negativa. Vamos entender essas oscilações do dólar diante
00:42das tensões envolvendo os países que compõem a OPEP+, e como o sistema petrodólar está
00:49sendo afetado por isso com o Marcelo Cavalcante Faria de Oliveira, que é professor em Direito
00:55Político e Econômico da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, do Rio de Janeiro.
01:01Professor, seja muito bem-vindo aqui ao Fast Money. Esse é um assunto extremamente complexo,
01:06extremamente necessário para a gente, inclusive, entender as relações políticas e econômicas
01:10e a geopolítica atual. As questões dos Estados Unidos na administração Trump contra a Venezuela,
01:17agora contra a Groenlândia, contra o Irã, isso não é uma coincidência, tem um traço comum,
01:23entre outras variações, sobre acesso a fundos de petróleo, a poços de petróleo.
01:30O petrodólar, depois de, na conferência de Bretton Woods, torna aí uma conexão entre a moeda
01:39norte-americana e a commodity, que talvez seja a mais negociada no mundo diariamente.
01:44A partir deste princípio, a gente pode pensar, vamos tentar olhar o exemplo mais macro,
01:51professor Marcelo, se a gente pode esperar posições mais agressivas nos Estados Unidos
01:58na personificação da figura do Donald Trump para manter acesso a esses postos de petróleo,
02:05porque perdendo isso, ele pode perder a hegemonia do dólar, principalmente com um gigante crescendo,
02:12como a China, tendo uma outra moeda de valor importante, como o euro, trazendo todas essas variáveis.
02:18Que conclusão que a gente pode esperar sobre segurança internacional e o que pode vir a ameaça dos Estados Unidos
02:25de domínios das grandes jazidas petrolíferas do mundo hoje?
02:29Boa tarde mais uma vez.
02:31Boa tarde, Favale.
02:33Boa tarde a todos que nos assistem.
02:35Agradeço o convite para poder participar desse debate tão atual e tão momentâneo.
02:41Em a ilustreira dessas reportagens que me precederam, você verifica que há um momento de transição estrutural
02:51do sistema internacional.
02:53Como você bem disse, que depois de Bretton Woods, quando 44 países se reuniram lá em 1944
02:59e resolveram fazer o lastro da moeda americana em dólar, o que aquele comerciante, o que aquele Estado
03:09nacional, o que aquela pessoa que está no mercado e compre emende, ela tinha garantia?
03:15Ela tinha garantia que se ele quisesse trocar o dólar dele por ouro, isso ia ser comprometido,
03:23ia ser feito.
03:24O que que acontece com isso?
03:26Em 1971, você tem uma quebra pelos Estados Unidos da América do padrão ouro.
03:33O que que acontece?
03:35Você passa a ter um lastro desse dólar geopolítico.
03:40Então, na década de 70, consolidou-se então uma demanda estrutural por dólares, criando
03:47uma engrenagem financeira totalmente nova, com impactos o quê?
03:51Globais.
03:52Isso sustenta a tese que a gente apresenta, que é um momento de transição estrutural no
03:58sistema internacional.
03:59As ações das grandes potências, principalmente a americana e outras que sempre despontaram
04:07no cenário mundial, elas tendem a protrair no tempo uma hegemonia, adaptando um conceito
04:14de imperialismo, que era a prática de extensão do poder e domínio de uma nação sobre territórios
04:20estrangeiros, através da aquisição, exploração ou controle direto, para o imperialismo contemporâneo,
04:28em que você tem hoje três eixos que dominam esse centro dessa mudança estrutural do sistema
04:36internacional, ou seja, a moeda, a energia e a tecnologia.
04:41Como o entrevistado anterior que me percebeu, o investimento em tecnologia hoje, ele é fundamental
04:47para os países.
04:48E eles vão requerer insumos comódicos naturais, em que vão dar possibilidade a que se ponha
04:57na ponta de lança, não só da inovação tecnológica.
05:01Por quê?
05:02Na inovação tecnológica, quem dominar o sistema, quem tiver a infraestrutura estratégica,
05:09energia barata, capacidade tecnológica e arquitetura financeira, que são correlacionados
05:15aos três, moeda, tecnologia e energia, me desculpe, quem controla essa energia competitiva
05:25vai influenciar o quê?
05:26O ritmo da inovação tecnológica.
05:28As inteligências artificiais, eu permito-me alinhar a uma ideia de pensamento do professor
05:36Nicoleles, elas não são inteligências, porque a inteligência, no meu sentir, é a capacidade
05:44de resolver problemas.
05:46Os softwares da inteligência artificial, eles são feitos por humanos, por nós humanos.
05:52Eles são repositórios da capacidade humana de ter a possibilidade de nos entregar o quê?
05:59Uma velocidade da inovação tecnológica de uma forma avassaladora, assustadora.
06:05Então, você vai precisar também, nessa nova composição estrutural do sistema internacional,
06:13você vai precisar que esse programa seja alimentado e retroalimentado, por quê?
06:19Por tecnologia, por treinamento.
06:23E quem precisa disso?
06:26Todos aqueles que estão em busca de impor a sua hegemonia por esse tripé, moeda, energia
06:32e tecnologia.
06:34Professor Marcelo Cavalcante, é uma pena.
06:36Eu vou ter que encerrar o nosso papo aqui, que a gente tem que fazer um outro giro de
06:39reportagem, porque muita coisa está acontecendo em Brasília.
06:42É um assunto fascinante, cheio de complexidades, mas eu peço a compreensão do senhor para
06:49nós retomarmos em breve esse papo, numa outra ocasião.
06:54E assim, as ameaças dos americanos ao Irã, recentemente à Venezuela, o que acontece na
06:59Groenlândia, sempre vai nos dar subsídios para a gente retomar.
07:03Mas já fica, nossa conversa vai ser retomada a partir de um ponto de que o dólar vai continuar
07:10importante, o petróleo vai continuar importante, mas nós teremos outros players, principalmente
07:15na segunda metade do século XXI.
07:17E aí a gente faz uma análise do que pode vir a ser.
07:20Professor Marcelo Cavalcante, mil perdões por ter sido breve aqui, mas é necessário que
07:25a gente faça um outro giro de reportagem.
07:27Queria agradecer publicamente ao Tempos Esclarecimentos vosso, professor em Direito Político Econômico
07:34da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, do Rio de Janeiro.
07:37Professor Marcelo, obrigado mais uma vez, até uma próxima.
07:39A gratidão é minha, viu?
07:41Muito obrigado.
07:42Até mais.
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