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Marcelo Favalli analisa os desdobramentos da prisão de Nicolás Maduro e o vazio de poder na Venezuela. Em entrevista, Roberto Uebel, economista e professor de Relações Internacionais, explica os cenários de transição, o papel das Forças Armadas, o impacto institucional do chavismo e os interesses econômicos, especialmente ligados ao petróleo e à atuação dos Estados Unidos.

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Transcrição
00:00Eu discuto o assunto agora com o Roberto Wiebel, que é economista e professor de relações internacionais da ESPN,
00:09a quem eu começo agradecendo a presença, pedindo perdão, Wiebel, porque eu te sigo nas redes sociais, sei que você está em férias,
00:17mas quando a notícia chama, muito obrigado pelo seu compromisso aqui de interromper, mesmo que brevemente,
00:26e eu acho que não vai ser por muito brevemente, as suas férias, essa veia acadêmica falou mais forte.
00:35Wiebel, seguinte, a gente tem muita ponta solta, tenho repetido isso com todos os entrevistados com o que nós falamos
00:41desde as primeiras horas da manhã deste sábado, mas diante do que a gente já tem, uma espécie de um quebra-cabeça,
00:48que as peças estão jogadas e a gente está tentando ligar os pontos para tentar achar uma imagem.
00:54A gente tem uma clara desobediência, uma clara agressão ao direito internacional.
01:02Houve um ato de guerra, o bombardeio, o sequestro do presidente vai ser levado à rebelia para julgamento em outro estado.
01:12Houve bloqueio naval, o espaço aéreo agora está completamente paralisado,
01:18sem que houvesse uma declaração de guerra dos Estados Unidos, que deveria ter passado, inclusive, pelo Congresso americano.
01:25Tem muita coisa em jogo, me ajuda a tentar entender o que devem ser os próximos passos,
01:30porque eu acabei de apresentar aqui para a nossa audiência, eu acho que você estava acompanhando,
01:34as manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jade Vance, o vice,
01:39da Pamela Bond, que é a, que nós chamaríamos de ministra da Justiça, mas agora no papel de procuradora-geral do Estado americano,
01:50dando conta de que o Nicolás Maduro realmente foi capturado por forças militares dos Estados Unidos,
01:55foi levado por um porta-helicópteros que está no Mar do Caribe, o Yojima,
01:59provavelmente já em direção aos Estados Unidos, deve se apresentar a um tribunal em Nova Iorque,
02:06fazer um parênteses rápido, Nova Iorque é um estado que prevê pena de morte para organizações narcoterroristas,
02:13para condenados por narcoterrorismo, e fala em transição do poder,
02:17é aí que eu quero chegar, como você, um analista do direito e das relações internacionais.
02:22Uma transição do poder, né?
02:24Maria Corina Machado, alinhada a Donald Trump, apareceu ao lado dele, assim, por teleconferência,
02:31ganhou o Prêmio Nobel da Paz por entrar em choque com o regime chavista,
02:37e dedicou o prêmio ao Chávez, perdão, ao Donald Trump.
02:42Nada disso, quando a gente olha essas grandezas, pode ser uma coincidência.
02:46Só que para uma transição de poder, como o Donald Trump está falando,
02:51ainda há outras camadas, a vice-presidente, que de acordo com a Constituição penezuelana,
02:57tem que assumir o poder, chavista, o presidente da Assembleia Nacional, o poder legislativo,
03:03que é irmão da vice-presidente, super chavista.
03:06Quer dizer, a Constituição manda a vice-Assembleia Nacional resolverem a questão.
03:12Talvez, talvez, haja uma convocação de novas eleições.
03:17E aí, Maria Corina Machado aparecesse, com a ajuda dos Estados Unidos.
03:24Essa equação tem muitas variáveis. Me ajuda a resolver, por favor.
03:28Bom, bom dia, Favale. Primeiro, feliz ano novo. O ano começou de fato agora, né?
03:33Eu sempre digo, essas questões internacionais não acontecem em horário comercial nem em dia útil, né?
03:37Que é o que aconteceu hoje na madrugada de sábado.
03:40Bom, Favale, são os grandes pontos de interrogação, né?
03:43O que vai acontecer com a Venezuela?
03:46Com Maduro, a gente já pode, mais ou menos, desenhar um cenário, né?
03:51Maduro foi preso, não é mais o ditador da Venezuela, está a caminho dos Estados Unidos,
03:56pelo horário provavelmente já está em território norte-americano,
04:00provavelmente será julgado e condenado pela justiça norte-americana.
04:03E sabe uma outra frente que também daria aqui um grande momento de análise?
04:08A questão é a Venezuela. Pelas informações recentes, citando agências internacionais
04:14e veículos norte-americanos, dizem que a vice-presidente Delci Rodrigues já estaria na Rússia.
04:20Ou seja, estaria com asilo, com refúgio na Rússia.
04:25Esse cargo, então, não estaria ocupado.
04:28A grande questão é se o presidente da Assembleia Nacional,
04:32que é irmão do Delci Rodrigues, como você falou muito bem,
04:34tem essa capacidade de assumir, né?
04:36Se ele teria legitimidade perante os militares venezuelanos,
04:40porque acho que esse é o momento chave agora também.
04:43Aqueles militares do alto escalão que obedeciam o Maduro não por lealdade,
04:48mas por medo, é quase algo maquiavélico, se a gente for pensar,
04:53talvez poderiam até dar um golpe de Estado e assumir o poder, né?
04:56Uma outra variável é se esse poder seria já dado diretamente
05:01para o Edmundo Gonzalez, que ganhou as últimas eleições pela contagem dos votos,
05:07mas não foi reconhecida a vitória por Maduro nem pela Suprema Corte,
05:11ou se teria uma junta de governo, uma junta militar imposta pelos Estados Unidos.
05:16Acho que esse é o grande ponto de interrogação.
05:18O que vai acontecer com a Venezuela neste momento?
05:22São vários cenários.
05:24Eu não arriscaria de maneira alguma para apostar em um cenário específico.
05:29Eu acho que a gente tem várias cartas na mesa.
05:31A única certeza que nós temos neste momento é que Maduro não será mais o governante
05:37e, em se confirmando, Delci Rodrigues, estar na Rússia,
05:41dificilmente a gente vai ter uma continuidade do regime madurista.
05:45Até pela própria fala do presidente Trump, em entrevista a uma rede norte-americana,
05:50dizendo que eles estão olhando neste exato momento
05:52como se dará essa transição de poder na Venezuela.
05:57O que eu colocaria como cenários prováveis.
06:00Uma junta de governo provisória e a tentativa de realização ou de novas eleições,
06:05ou de fato de reconhecer o Edmundo Gonzalez como presidente e dar o cargo a ele.
06:10Acho que a grande dúvida, Favalli, é se ele teria legitimidade interna na Venezuela.
06:16Metade da população venezuelana ainda é muito fiel a Nicolás Maduro.
06:21Se os militares aceitariam essa imposição.
06:24E aí também, se a Suprema Corte e a Assembleia Nacional iam aceitar essa imposição,
06:29ou se seriam fechadas e existiria um novo processo eleitoral para a composição da Assembleia
06:34e também uma nova indicação de uma Suprema Corte.
06:37A única certeza é que isso vai levar muito tempo.
06:39Não será uma transição rápida, não será uma transição, eu diria até mesmo pacífica,
06:44porque ainda muitos atores fiéis, leais ao governo do Maduro,
06:50hoje ainda ocupando espaços de poder na Venezuela.
06:53O Ibel, você que é um cidadão de uma parte interiorana do país,
06:58é muito apegado a esses ditos populares.
07:01Eu lembro de um que às vezes a gente encontra, puxa uma pena, sai uma galinha.
07:06Porque se você estava falando de transição do poder, repetindo uma expressão que agora surge
07:10a partir de Washington, a partir da Casa Branca,
07:13eu lembro o seguinte, que as comparações de Brasil com Venezuela, Estados Unidos com Venezuela,
07:19acabam na página 2.
07:20Onde que eu quero chegar?
07:23Tradicionalmente, as democracias têm três regimes de poder.
07:27O executivo, o judiciário e o legislativo.
07:30Na Venezuela, são quatro, que é um modelo que se repete em alguns outros países da América Latina,
07:36principalmente de tradição andina.
07:38Como assim quatro poderes?
07:39Aqui a gente tem o TSE, que é o Tribunal Superior Eleitoral,
07:44debaixo do guarda-chuva da Suprema Corte.
07:48Na Venezuela, não.
07:49Então você tem o Poder Executivo, o Presidente, o Poder Legislativo, a Assembleia Nacional,
07:53o Poder Judiciário, a Suprema Corte e o CNE, que é o Conselho Nacional Eleitoral,
08:01que organiza toda a eleição, dá a palavra final de quem é o presidente eleito,
08:08o governador, o prefeito e tal, e não sei o quê,
08:11mas está, tudo bem, ligado à justiça, mas é um tentáculo à parte.
08:16Então, é um quarto poder.
08:18Isso é importante a gente entender, porque o CNE foi aquele órgão que, no final,
08:24bateu o martelo e falou, o presidente eleito é o Nicolás Maduro,
08:29embora tivesse havido uma gritaria interna na Venezuela,
08:33uma pressão internacional, mostrem as atas, abram a contagem das urnas,
08:38cadê os documentos fornecidos pela urna eletrônica, que imprime o boleto ali,
08:42que mostra, então, a votação dos candidatos, que o Edmundo Gonzalez ganhou.
08:48Então, cadê os documentos?
08:49O CNE, no último movimento, falou, não tem documento nenhum, acabou, é isso mesmo,
08:53vida que segue, quem não gostou, que vá chorar em casa.
08:57O presidente é Nicolás Maduro.
08:58Seria este mesmo órgão que falaria, então, olha, vamos ter novas eleições,
09:05sob essa batuta.
09:07Para a gente chegar onde eu quero, a gente tem que olhar que foram 26 anos de construção
09:12do que a gente acostumou a se chamar de chavismo, que criou raízes no Executivo,
09:17no Legislativo, no Judiciário, no CNE, nas Forças Armadas.
09:22Então, esta transição, suposta transição, com forte apelo para a oposição,
09:28Maria Corina Machado ostenta o Prêmio Nobel da Paz,
09:33tem esse broche que vale um milhão de dólares e fora um conceito internacional,
09:38Webel, mas como que a máquina do Estado, supostamente, ainda na mão do chavismo,
09:46vai permitir uma transição dessa, sem derramamento de sangue na Venezuela?
09:51Eu sei que eu trouxe mais perguntas do que respostas, mas eu esquentei a batata,
09:55agora te jogo para você descascar.
09:57Por isso, Favela, eu acho muito provável que os Estados Unidos tenham algum tipo de participação
10:07nessa transição de poder.
10:08Muito embora, citando o secretário de Estado, Marco Rubio, que falou que a operação havia sido concluída,
10:16não haveria mais intervenção militar, certamente os Estados Unidos terão algum tipo de participação.
10:22Por quê? Como você falou muito bem, há esses tentáculos, há essa presença,
10:28não apenas do chavismo, mas do madurismo, porque são facções políticas, até muito...
10:33Maria Corina Machado foi chavista no passado, vale ressaltar isso.
10:37Muitos nomes da oposição venezuelana apoiaram chaves no passado,
10:43e se tornaram dissidentes quando Maduro assumiu o poder.
10:46Eu acho que isso é um aspecto importante.
10:48Então, certamente, se o Estados Unidos está calculando uma transição de poder,
10:53é ver os nomes que estão à mesa.
10:55E aí, de novo, vem essa resistência das instituições.
10:58Eu acredito, Favela, que, seja quem for o novo governante,
11:04haverá também algum tipo de interferência nessas outras instituições.
11:09Poder legislativo, poder judiciário, você falou muito bem,
11:13o Conselho Nacional Eleitoral, que é aquele órgão responsável pelas eleições.
11:20Um movimento que eu imagino que talvez fosse natural,
11:23seria, no governo de transição, dar esse governo para o Edomundo Gonzalez,
11:30a convocação de novas eleições parlamentares,
11:34uma nova composição da Suprema Corte,
11:37e aí, sim, uma volta ao funcionamento das instituições.
11:40Só que isso não acontece da noite para o dia.
11:42Esse seria um processo de semanas, meses, talvez anos.
11:47Um outro cenário é que talvez os militares dissidentes da Venezuela
11:52assumissem o poder por meio de um golpe,
11:55por meio de uma junta militar transitória,
11:58que não seria nenhuma novidade para a Venezuela,
12:01não seria nenhuma novidade para qualquer nação latino-americana.
12:04Essa é a segunda carta que eu vejo como possível dos Estados Unidos.
12:08O que eu imagino que aconteceu, Favali,
12:11todas as pessoas não são ingênuas,
12:13não pensaram apenas em tirar a armadura e colocar alguém no lugar.
12:17O que talvez os norte-americanos tenham, talvez, superestimado,
12:23é a resposta daqueles que compõem o governo.
12:27Ministros da Defesa, ministros das Relações Exteriores,
12:29que estão na Venezuela, foram muito enfáticos,
12:32dizendo que vão defender o regime até o final.
12:34E eles não foram presos, não foram capturados pelas forças norte-americanas.
12:39Então, pode ser que a gente encontre uma resistência
12:42dentro dessas instituições e também dentro do próprio legislativo.
12:47Por exemplo, apostando muito nessa coletiva agora do presidente Trump,
12:52daqui a pouco, uma hora pelo horário de Brasília,
12:55para entender quais serão os próximos passos com relação à Venezuela.
12:59Porque o que a gente tem agora é um vazio de poder.
13:01Não se sabe quem governa, quem é que está na linha sucessória,
13:05que tem essa legitimidade.
13:06E se essa legitimidade, ela tem uma legitimidade doméstica,
13:12mas também perante os Estados Unidos.
13:15Então, é o grande ponto de interrogação.
13:17A gente só vai poder pensar em futuro de Venezuela
13:19a partir de saber quem será esse novo governante.
13:23Wibble, faço pública aqui essa declaração de que eu te acompanho nas redes sociais,
13:32leio os artigos que você publica.
13:33Aliás, os teus conhecimentos balizam muito o meu trabalho aqui como jornalista.
13:38E eu vejo que, às vezes, você escreve o seguinte.
13:40Agora sai o internacionalista e entra o Wibble economista.
13:45E aí, eu queria trazer os seus conhecimentos como economista no cenário internacional,
13:53porque tem um dado que não pode ser esquecido.
13:57Embora eu tenha colhido impressões aqui de analistas,
14:00e nem todo mundo converge para um consenso,
14:03que é o petróleo.
14:05As discussões antigas do Trump contra a Venezuela falam do narcotráfico,
14:12da droga, da cocaína que sai da Venezuela para os Estados Unidos.
14:15Um dado muito importante é que a cocaína que sai da Venezuela,
14:24ela majoritariamente atravessa o Atlântico em direção à Europa,
14:28por uma posição geográfica.
14:30A droga latino-americana que entra nos Estados Unidos é pelo Pacífico.
14:39A atuação da Venezuela nesta rota existe,
14:42mas ela é pequena em comparação com o que é levado para a Europa.
14:51Ou seja, a questão da droga existe, mas ela não é espinha dorsal.
14:55Se a gente coloca aí uma interpretação do Trump,
15:00de um homem de negócios,
15:02que tem as suas articulações para conseguir o que ele quer,
15:07e aí o petróleo, a commodity talvez mais importante do mundo,
15:10a presença da China fortemente na Venezuela,
15:13esses também são fatores que a gente tem que levar em consideração.
15:17Ou seja, com uma transição,
15:19talvez uma vitória de uma suposta futura eleição de Maria Corina Machado,
15:26e ela já falou que adotaria ali uma liberação de mercado
15:29pró-Estados Unidos de petróleo,
15:31a gente não pode tirar isso da mesa, né?
15:33Você como economista talvez concorde comigo.
15:37Concordo plenamente, Favale.
15:38Eu entendo que petróleo é o ponto central,
15:41é a justificativa principal dessa incursão dos Estados Unidos na Venezuela,
15:45que viola a soberania territorial venezuelana,
15:48que tira o ditador do poder, prende ele,
15:50é a questão petrolífera, né?
15:53E até a gente está muito atento, hoje é sábado, segunda-feira,
15:56como vai se comportar o preço do barril do petróleo?
15:59Lembrando que o Venezuela é um país membro da OPEP,
16:01então como ficará essa questão do petróleo?
16:04Por que eu trago isso à mesa?
16:06Trump, quando assumiu um ano atrás,
16:08um pouco menos de um ano atrás,
16:10a presidência dos Estados Unidos,
16:12ele usa uma expressão, abre aspas,
16:14Drill, baby, drill, ou seja, né?
16:16Percure, baby, percure, percure postos de petróleo,
16:19porque a base da política energética do governo Trump
16:23é justamente o petróleo, combustíveis, fósseis.
16:28Qual é o grande produtor,
16:29um dos maiores exportadores de petróleo do mundo?
16:33Não é por coincidência que seja a Venezuela.
16:36Então seria um livre acesso a este fornecedor, né?
16:40Inclusive trazer as petrolíferas norte-americanas
16:43para explorar o petróleo na Venezuela,
16:46não mais a PDVSA, que é estatal venezuelana,
16:49tomar o controle dessa produção.
16:52Sem sombra de dúvidas, o petróleo acho que é a questão central.
16:55E aí, Favale, acho que é uma outra questão importante
16:58que a gente não pode se considerar nesse aspecto econômico.
17:01China e Rússia, né?
17:03Há também o interesse dos Estados Unidos
17:05nessa divisão hemisférica de poder,
17:07ficou muito claro na divulgação da estratégia de segurança nacional
17:12dos Estados Unidos,
17:13desculpa, a nova doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos
17:16divulgada no final do ano passado, né?
17:18Em que coloca toda a hemisféria ocidental,
17:20Américas, Atlântico e parte da Europa,
17:23sob tutela norte-americana,
17:25sob influência norte-americana, né?
17:26E isso também envolve a questão do petróleo,
17:29do acesso a esse recurso energético,
17:32no qual Rússia e China não necessariamente
17:34têm um interesse próximo.
17:36A Rússia tem os seus próprios fornecedores,
17:38a Rússia, uma das grandes produtoras,
17:40também tem seus fornecedores.
17:42Tanto é que a gente não viu uma defesa enfática
17:44de Maduro nas primeiras notas hoje
17:48divulgadas pelo governo chinês e pelo governo russo.
17:51Foram notas em defesa da soberania venezuelana,
17:53do território venezuelano, das instituições venezuelanas,
17:56mas não necessariamente de Maduro.
17:59Então, quem assumir o governo venezuelano
18:02deve estar ciente de que a pauta principal
18:06da relação com os Estados Unidos
18:07não será a questão institucional,
18:11de direitos humanos, de democracia,
18:13mas sim a questão petrolífera,
18:16de fornecimento de petróleo para os Estados Unidos
18:19durante agora o governo Trump.
18:21Wibel, eu agradeço.
18:23Esse é o nosso primeiro contato,
18:24algo que eu tenho repetido aqui
18:25a todos os nossos entrevistados.
18:27A gente ainda está no primeiro acender das luzes desse caso.
18:30Vai ter muita coisa rolando ainda.
18:32Tenho certeza que nós vamos nos falar muito
18:34na frente e por trás das câmeras.
18:37Wibel, agradeço muitíssimo aqui a tua disponibilidade.
18:40Um ótimo sábado,
18:42que eu sei que vai ser de muito trabalho,
18:43excelente final de semana,
18:44e a gente volta a se falar ao longo da nossa programação.
18:46nas próximas horas, dias, semanas, meses.
18:50Wibel, obrigado mais uma vez.
18:51Ótimo sábado.
18:53Obrigado, Favalho.
18:54Muito prazer conversar contigo.
18:56Um excelente sábado para todo mundo.
18:57Obrigado.
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