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O Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 de 2,4% para 2,3%, segundo dados da Secretaria de Política Econômica. Durante a divulgação, o secretário Guilherme Mello — indicado pelo ministro Fernando Haddad para uma vaga na diretoria do Banco Central — afirmou que ainda não foi convidado pelo presidente Lula.

A possível indicação de Mello ao BC tem gerado reação negativa no mercado, diante de sua visão crítica à política monetária tradicional. Direto de Brasília, a repórter Talita Laurino detalha por que as vagas abertas na diretoria do Banco Central provocam ruído entre investidores.

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Transcrição
00:00O Ministério da Fazenda reduziu para 2,3% a expectativa de crescimento do PIB brasileiro em 2026.
00:09A previsão anterior era de 2,4%.
00:12Os números são da Secretaria de Política Econômica, comandada por Guilherme Melo,
00:17nome sugerido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a diretoria do Banco Central.
00:22Durante a divulgação das previsões, Melo disse que não foi convidado ainda pelo presidente Lula.
00:28Vamos até Brasília com a repórter Thalita Laurino.
00:31Thalita, uma boa noite para você.
00:33Por que essas duas vagas abertas na diretoria do Banco Central mexem tanto com o mercado?
00:41Oi Cris, muito boa noite para você e para todos.
00:44Olha, o nome que mais tem causado desconfiança do mercado é o de Guilherme Melo,
00:50que é o atual secretário de Política Monetária do Ministério da Fazenda.
00:56E aí o ministro Fernando Haddad indicou o nome dele para o presidente Lula,
01:00para que ele ocupe uma dessas vagas no Banco Central.
01:04E por que o mercado tem tanta desconfiança assim?
01:07Ficou realmente mexido com essa indicação.
01:10Porque Guilherme Melo, ele está mais próximo, ele é um contestador da política monetária,
01:18da política da teoria econômica dominante, que defende a ideia que os mercados se autorregulam.
01:24Ele está mais próximo, então, da teoria do bem-estar social.
01:29E aí o que o mercado avalia é que, numa eventual reunião do COPOM, o Comitê de Política Monetária,
01:35ele pode acabar indicando, então, pedindo para que os juros sejam reduzidos, defendendo isso.
01:42Mesmo quando a economia mostra, então, um clima adverso que precise do aumento de juros.
01:48Então, é isso o que o mercado avalia, então, sobre o nome de Guilherme Melo.
01:54Além disso tudo, apesar dessa percepção, quando o Guilherme Melo é questionado sobre a atuação do trabalho do Banco Central,
02:02ele sempre é bastante elogioso e otimista.
02:05Ele diz que conflia plenamente no trabalho do Banco Central.
02:10E também diz que o Banco Central tem feito um excelente trabalho.
02:14Nessa semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de fato, confirmou, então,
02:19que o nome de Guilherme Melo foi indicado ao presidente Lula,
02:22mas o presidente ainda não se manifestou sobre o assunto.
02:26Ele ainda não decidiu sobre isso.
02:29Então, a gente vai ver agora um trechinho do que diz Guilherme Melo sobre tudo isso.
02:33Ele falou nesse momento de projeções da Fazenda e, por isso, a imagem dele está reduzida.
02:39Vamos assistir.
02:40Eu vou repetir o que eu coloquei.
02:43Eu não fui convidado para nenhum outro lugar, a não ser a Secretaria de Política Econômica.
02:48Eu não recebi nenhum convite.
02:50Meu nome foi indicado, como o próprio ministro colocou.
02:53Fico feliz pela confiança dele.
02:55Mas não tenho como avaliar nada, sendo que essa é uma decisão do presidente da República.
03:01O que eu tenho a dizer é que eu estou aqui como secretário de Política Econômica,
03:09um cargo que muito me orgulha, um cargo que depende, obviamente, da confiança do ministro,
03:18mas também da nossa capacidade aqui como equipe de fazer uma avaliação de política macro,
03:24de política monetária, de política fiscal, como isso rebate em crescimento,
03:28como isso rebate em inflação, como isso rebate em investimento, etc.
03:32Eu estou aqui exercendo o meu trabalho e vou continuar exercendo ele até o momento
03:39que houver ou não alguma mudança nesse status a partir de presidente da República.
03:47Eu vou voltar com o Vinícius Torres Freire.
03:50Vinícius, por que o Guilherme Mello foi indicado pelo ministro Haddad?
03:54E qual seria o impacto na dança das cadeiras da equipe econômica?
03:59Vamos lá, Cris.
04:01O ministro Fernando Haddad vai sair do Ministério este mês.
04:05A gente não sabe para onde, se ele vai ser candidato a Senado, a governador,
04:09ou ser coordenador de campanha da reeleição do presidente Lula.
04:13Mas ele quer deixar marcas e aliados por aí.
04:20E não é só isso.
04:21O ministro que ele quer indicar no lugar dele é o vice, é o secretário executivo do Urigan,
04:27Dario Urigan.
04:28E o Urigan quer ter uma equipe dele.
04:31Não quer fazer um remanejamento total, mas quer mudar alguns nomes.
04:35E esse nome incluiria o Guilherme Mello, que está na Secretaria de Política Econômica.
04:39Começa por aí.
04:40Segundo, o Banco Central tem duas vagas abertas.
04:43Uma diretoria de organização e a diretoria de política econômica.
04:47A diretoria de política econômica, junto com a diretoria de política monetária
04:51e de assuntos internacionais, são as três que têm mais influência na discussão
04:55e definição da política monetária de juros.
04:58Bom, então o Haddad, que não está lá muito satisfeito com o trabalho do Banco Central,
05:02quer também ter um, vamos dizer assim, amigo do Banco Central.
05:06Vai fazer grande diferença?
05:08Um voto?
05:09Não, mas vai fazer ruído e, de qualquer modo, o Haddad vai ter um colega lá dentro.
05:13O Banco Central quer essa nomeação?
05:16Quanto às duas, ele não se manifestou.
05:18Mas o fato, porque tem uma outra indicação da Haddad, que é a do economista Tiago Cavalcante,
05:23professor de Cambridge.
05:24Mas se o Banco Central não se manifestou, quer dizer que, no mínimo, ele não está, de início, satisfeito
05:31e que está pensando em outros nomes que, aliás, ainda não apresentou ao presidente Lula.
05:35Aliás, não teve nem uma reunião dentro do governo, segundo o próprio Planalto, para discutir esse assunto.
05:40Por enquanto, está só essa briga de bastidores e esse mal-estar geral.
05:44O Guilherme Mello é um economista heterodoxo, tem muitas críticas à política monetária,
05:49acha que a política monetária é muito agressiva no Brasil, essa alta de juros é desnecessária,
05:54entre outras ideias que desagradam os economistas padrão, convencionais, como são formados hoje,
06:00e o pessoal do mercado.
06:01Mas o fato é que essa nomeação tem a ver com a saída do Haddad, com o fato de o Haddad
06:06querer deixar mais marcas na equipe econômica, tanto no Banco Central como no Ministério da Fazenda,
06:12tem a ver com a reorganização da Fazenda depois da saída do Haddad, e tem a ver com o fato
06:17de que o Banco Central, agora, Gabriel Galipo, está um pouco mais isolado, não está tendo
06:23apoio de quase ninguém, aliás, de ninguém, para falar a verdade, no governo.
06:27Então, ele está pressionado e talvez tenha que engolir isso aí.
06:30Mas ele vai brigar, porque ele estava pensando em outros nomes e não diz quais.
06:35Então, o que a gente tem? Vai ter mudança, vai ter briga, e isso pode causar algum ruído
06:41no mercado.
06:41Vamos mudar a política do BSC?
06:43Não, mas vai fazer barulho, se o Melo for para lá.
06:46Obrigada, viu, Vinícius?
06:47Fica aqui comigo, porque a gente tem vários assuntos.
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